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Arquivo de Julho, 2010

A equipa bracarense entrou da melhor forma na Liga dos Campeões, vencendo o Celtic de Glasgow por três bolas a zero e dando boas indicações para a época que se avizinha. No entanto, é indesmentível que este Sporting de Braga está mais fraco que a equipa da época passada, pois perdeu atletas do calibre de Hugo Viana, Luís Aguiar, Eduardo ou Evaldo, sendo que apenas o guarda-redes (Quim) e o lateral-esquerdo (Elderson) parecem ter substitutos à altura. Ainda assim, os arsenalistas têm, no seu plantel, jogadores de qualidade e com condições para fazerem mais uma excelente época.

Assim sendo, irei explanar, de seguida, aquele que deve ser, na minha opinião, o onze base dos bracarenses para a época 2010/2011.

Na baliza, a titularidade de Quim está assegurada, contudo, devido à grave lesão que sofreu, o internacional português terá de ser substituído por algum tempo na baliza bracarense. Nesse período, optaria por Artur, um guarda-redes brasileiro com experiência de futebol italiano (jogou no Siena, Cesena e Roma), que pode garantir tranquilidade ao sector recuado dos arsenalistas.

Na defesa, a dupla de centrais (Moisés-Rodríguez) seria a minha escolha. Tratam-se de dois jogadores que são competentes tanto pelo ar como pelo chão e que formam, provavelmente, a dupla mais segura da Liga Portuguesa. Por outro lado, nas laterais, optava por Elderson (à esquerda) e por Sílvio (à direita). O nigeriano é um lateral seguro a defender e muito bom a atacar, dinamizando o seu flanco e garantindo mais soluções ofensivas. Por outro lado, o jovem português é um lateral mais conservador que, não sendo mau no capítulo ofensivo é na defesa que se destaca, podendo ajudar imensamente no equilíbrio defensivo do Sp. Braga.

Depois, no centro do meio campo, optaria por um duplo pivot (Salino-Vandinho) e com Mossoró como nº10. Neste esquema, o ex-Nacional seria um jogador com obrigações defensivas e ofensivas, jogando como box to box e garantindo a ligação entre o trinco (Vandinho), jogador mais defensivo e posicional e o médio ofensivo (Mossoró), um jogador criativo e com liberdade ofensiva, que apareceria preferencialmente ao centro, mas também cairia nas alas, fazendo uso da sua mobilidade e polivalência.

Por fim, no ataque, optaria por um trio de jogadores móveis, rápidos e com bastante criatividade (Matheus-Meyong-Alan). Os extremos brasileiros iriam trocar constantemente de posições entre eles e com o próprio Mossoró, aparecendo preferencialmente nas alas, mas procurando constantemente as diagonais para o centro para criarem desequilíbrios e chegarem o golo. Por outro lado, o avançado camaronês também iria fazer uso da sua mobilidade para cair muitas vezes nos flancos, mas teria de ter a obrigação de estar mais vezes no centro, para servir tanto de referência nos cruzamentos e nas assistências dos colegas como para fazer tabelinhas com os três criativos (Alan-Mossoró-Matheus) para que estes pudessem aparecer em boas posições para concretizar.

Tendo ainda jogadores como Andrés Madrid, Lima ou Paulo César no banco, este Sp. Braga pode voltar a surpreender neste campeonato 2010/11.

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Vukcevic prepara-se para fazer o golo do Sporting

Leões e maritimistas venceram os seus compromissos referentes à terceira pré-eliminatória da Liga Europa, diante de FC Nordsjaelland e Bangor City, respectivamente. A equipa verde e branca foi à Dinamarca vencer por uma bola a zero, num jogo em que o resultado pode dar a ideia de um jogo equilibrado, mas que, na verdade, apenas reflecte a enorme ineficácia do Sporting no encontro. Por outro lado, os verde-rubros venceram, na Choupana, uma frágil equipa galesa por oito bolas a duas, num encontro em que ficou bem patente a diferença de valores entre as duas formações, sendo que a existência de equipas como o Bangor City nesta fase da competição devia levar a UEFA a repensar os moldes da mesma.

FC Nordsjaelland 0-1 Sporting

Os dinamarqueses até entraram muito bem no jogo e, logo na primeira jogada, Nicki Nielsen apareceu na cara do guarda-redes leonino, mas este, com o pé, impediu o golo inaugural do FC Nordsjaelland

Pensou-se que esta equipa dinamarquesa pudesse ser mais forte do que o esperado, mas foi puro engano. Com o passar do tempo, o Sporting foi pegando no jogo e passou a dominá-lo completamente, chegando com relativa facilidade à baliza do guarda-redes Hansen.

O domínio leonino foi se intensificando e foi sem qualquer surpresa que, aos 24 minutos, Vukcevic aproveitou um excelente passe de Maniche para contornar o guarda-redes dinamarquês e colocar o Sporting na frente do jogo e da eliminatória.

Até ao descanso, o Sporting continuou a ter o controlo absoluto do encontro, mas, apesar de ter chegado algumas vezes com perigo à baliza contrária, foi incapaz de ampliar o marcador.

Após o intervalo, a premissa do desafio não se alterou e os leões continuaram a procurar ampliar a vantagem para garantirem maior tranquilidade para o jogo da segunda mão.

No entanto, a equipa verde e branca não foi feliz e, apesar de ter tido bastantes oportunidades para, pelo menos, fazer o segundo golo, esse tento nunca apareceu. Nesse capítulo, o jogador mais infeliz foi Hélder Postiga, pois rematou com perigo aos 57 minutos, mas um dinamarquês salvou sobre a linha de golo e depois, aos 75 minutos, foi o poste que negou o golo ao avançado.

Ainda assim, apesar da magra vantagem, o Sporting, pela sua enorme superioridade sobre esta equipa dinamarquesa, não deve ter dificuldades para, em Alvalade, confirmar o apuramento para o playoff de acesso à fase de grupos da Liga Europa.

Marítimo 8-2 Bangor City

O Marítimo, por certo, esperava uma equipa com um valor aproximado ao do Sporting Fingal, todavia, saiu-lhe um grupo de rapazes bem inferior aos irlandeses.

Durante a primeira parte, os madeirenses, mesmo sem fazerem um grande jogo e sem sequer acelerarem, garantiram uma vantagem de dois golos (Tchô, 33′ e Danilo 38′) e ainda viram o defesa galês Brewerton ver o segundo amarelo aos 45 minutos, deixando a equipa maritimista em superioridade numérica no relvado.

Essa expulsão aliada à fraca qualidade do conjunto britânico fazia prever uma goleada e o golo de Baba, logo aos seis minutos da segunda metade, dava força a essa previsão. No entanto, esse terceiro golo não teve continuidade imediata e o Marítimo ia desperdiçando golos perante uma equipa galesa que, naquela altura, reduzida a dez unidades e encostada às cordas, apenas pretendia sair da Choupana com o mínimo de golos sofridos possível.

Ainda assim, aos 74 minutos, aconteceu o inimaginável, quando Ward, de muito longe, disparou um míssil que embateu na trave e acabou por entrar na baliza madeirense. Estava feito o 3-1, um resultado que não sendo preocupante, era escasso para tamanha superioridade verde-rubra.

Todavia, esse golo galês teve o condão de acordar a equipa portuguesa que, a partir desse momento, aumentou a velocidade e a intensidade de jogo, passando a estilhaçar, totalmente, o reduto defensivo do Bangor City.

No seguimento dessa alteração de atitude, as oportunidades de golo sucederam-se e, com elas, os golos. Entre os 76 e os 80 minutos, a equipa madeirense fez quatro golos, apontados por Danilo (76′), Baba (77′), Tchô (79′) e Kanu (80′) e deixou o marcador num 7-1 que deixava a eliminatória resolvida.

A partir daqui, a intensidade baixou, mas o Marítimo ainda teve tempo para fazer o oitavo golo (Fidelis 90′) e para provar que a sua defensiva ainda precisa de ajustes, pois a frágil equipa galesa, reduzida a dez e apenas a pretender que o jogo terminasse o quanto antes, ainda conseguiu reduzir sobre o apito final, graças a um golo de Jebb.

Com este resultado, a passagem ao playoff da Liga Europa está garantida e a viagem da próxima semana ao País de Gales será um mero passeio.

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Salino e Alan festejam o 1-0

A equipa do Sporting de Braga entrou com o pé direito na 3ª pré-eliminatória da Liga dos Campeões, após vencer os escoceses do Celtic Glasgow por três bolas a zero. Os arsenalistas foram uma equipa paciente, adulta, por vezes até chata, mas, no final, acabaram por provar que o esquema de Domingos Paciência tinha toda a razão de ser, pois além de adormecerem e reduzirem o Celtic a um zero absoluto, conseguiram uma ampla vantagem na eliminatória, que, mesmo no fervoroso Celtic Park, será quase impossível de anular. Uma vitória gorda e de números algo exagerados, mas que pune uma equipa escocesa que, mesmo a perder um a zero, apenas se preocupou em não sofrer mais golos.

O início do jogo foi equilibrado, com ambas as equipas a conseguirem chegar às defesas contrárias, mas sem criarem qualquer tipo de perigo para os dois guarda-redes. Até a meio da primeira parte, assistimos a alguns remates de parte a parte, mas tudo sem criar o mínimo de emoção ao público presente no Estádio AXA.

No entanto, quando ninguém o esperava, o Sporting de Braga haveria de se colocar em vantagem. Ao minuto 26, Ki Sung-Yong colocou a mão na bola na área de rigor e Alan, na conversão do castigo máximo, não perdoou e fez o 1-0 para os arsenalistas.

A vencer, o Braga continuou a procurar o golo, mas sempre com enorme tranquilidade e sem colocar em perigo o seu reduto mais recuado. Até ao intervalo, Salino e Alan estiveram em destaque, criando algumas dificuldades ao sector defensivo dos “católicos”, todavia, foram acções de perigo reduzido.

Após o descanso, a partida recomeçou muito lenta, dando mesmo a ideia que bracarenses e escoceses estavam contentes com o resultado. A segunda parte foi-se arrastando até que, aos 66 minutos, Domingos lançou Matheus em campo e, aí, o Sp. Braga cresceu imenso, passando a criar cada vez mais dificuldades para o Celtic.

Assim sendo, foi sem surpresa que, depois de Moisés e Salino terem espreitado o golo, o nigeriano Elderson, aos 76 minutos, na sequência de um canto apontado por Matheus, fez o 2-0.

Esse golo dava uma boa tranquilidade ao Sp. Braga para o jogo da segunda mão, contudo, o Celtic andava perdido em campo e quem assistia ao jogo sentia que até seria possível aos arsenalistas chegarem a um terceiro tento, que deixasse o Braga praticamente apurado para a 4ª pré-eliminatória.

Ainda assim, o tempo ia passando e percebia-se que os bracarenses estavam satisfeitos com o 2-0, preocupando-se mais em não criarem condições para que o Celtic chegasse ao golo (sinceramente, pela qualidade futebolística apresentada, só o fariam num lance fortuito) do que em procurarem o terceiro tento.

No entanto, quando já ninguém acreditava que o marcador pudesse sofrer outra alteração, Matheus, na marcação de um livre directo de muito longe, fez um golo de bandeira, que permitiu ao Braga fazer o 3-0 e, assim, encarar com grande tranquilidade o jogo da segunda mão, em Glasgow.

Se o Sp. Braga superar a equipa escocesa, ficará a uma eliminatória de se juntar ao Benfica na fase de grupos da Liga dos Campeões.

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Pongolle surpreendeu-se com a qualidade da Liga

O atacante francês Florent Sinama-Pongolle, atleta que ainda está para justificar o elevado valor (6,5 milhões de euros) que o Sporting pagou pelo seu passe, deu uma interessante entrevista ao Top Mercato, onde, para além de dizer que está bastante confiante para a nova época, afirmou que os adeptos e jogadores de futebol, nos outros países, não têm uma real noção da qualidade do futebol português, desafiando mesmo outros jogadores a virem a Portugal fazer um jogo e tirar as suas próprias ilações.

À primeira vista, podemos entender que o internacional gaulês apenas pretende arranjar uma desculpa para o insucesso dos seus primeiros seis meses com a camisola verde-e-branca, todavia, após uma análise mais cuidada e tentando abstraírmo-nos de destruir tudo o que é português (esse hábito tão lusitano…), temos de compreender e, até, dar razão às afirmações do avançado leonino.

A Liga Portuguesa não é a melhor do mundo, nem sequer estará no Top 5 europeu, onde colocaria Espanha, Inglaterra, Itália, Alemanha e França, por esta ordem, mas está, certamente, logo a seguir, tanto pelos resultados europeus, como pela qualidade das suas equipas.

No entanto, sempre foi um campeonato que, muito por culpa da falta de divulgação e pela imagem de estádios muitas vezes vazios, criou, no exterior, uma ideia negativa, apenas atenuada por alguns bons resultados europeus das nossas equipas.

Na realidade, muitas vezes a imagem é tudo e é fácil dar um exemplo. Um Wolverhampton-Wigan Athletic, por norma, não é um jogo que tenha mais qualidade que um Paços de Ferreira-Olhanense, no entanto, o jogo da Premier League, tem um Estádio de qualidade, cheio de adeptos que cantam o jogo inteiro, um relvado em condições e, acima de tudo, um mediatismo incomparável. Depois de tudo isto, o adepto de futebol mais desatento nem se vai aperceber que a qualidade dos jogadores dos clubes ingleses será igual ou pior que a das equipas portuguesas.

Sendo realista, os clubes portugueses não têm capacidade para competir com os clubes milionários das grandes ligas do futebol europeu, o que acaba por ser normal, pois as diferenças orçamentais são, muitas vezes, gigantescas, o que permite aos clubes de topo da Premier League, La Liga, Serie A, ou Bundesliga, comprarem jogadores que nunca estariam ao alcance dos clubes mais abastados da Liga Sagres. Ainda assim, a discrepância entre os campeonatos não é aquela que muitas vezes tentam fazer crer que existe e as eliminatórias europeias provam isso.

O ano passado, por exemplo, o FC Porto atropelou o Atl. Madrid, o Benfica esmagou o Everton e o Sporting, mesmo num dos piores anos de sempre, eliminou o Everton e não perdeu qualquer jogo com o “atleti”. Podia ainda continuar com a boa campanha de um dos nossos clubes de média dimensão (Nacional) na Liga Europa, mas penso que perceberam onde quero chegar.

O grande problema do futebol português é estrutural e nunca da qualidade dos intervenientes e do próprio desporto rei. O problema são alguns vícios que estão enraizados há imenso tempo e não são combatidos em prol da evolução do futebol indígena.

É necessário promover o futebol português lá fora. A ligação emocional que temos com as antigas colónias africanas e a elevada fama que a selecção portuguesa tem, principalmente no Médio Oriente e na Ásia, é meio caminho para introduzirmos a nossa Liga nesses mercados, expandido os horizontes da mesma e gerando dinheiro para a Liga e para os clubes que nela participam.

É preciso voltarmos a apostar forte nas camadas jovens (Riade 89 e Lisboa 91 já parecem tão distantes…) e lutarmos pela implementação do sistema 6 locais + 5 estrangeiros em todos os onzes na da nossa Liga. Só assim teríamos a certeza que os estrangeiros seriam contratados com maior critério de qualidade e, mais importante do que isso, saberíamos que os nossos jovens tinham mais hipóteses de chegarem ao futebol sénior luso.

Por outro lado, temos de, uma vez por todas, deixar de fazer negócios televisivos com intermediários e passar a fazer negócios globais e directamente com as televisões, obedecendo a um valor mínimo que seria pago a todos os clubes e a um valor variável que obedeceria a dois factores (audiência e prestação desportiva). Este sistema iria criar uma distribuição financeira mais justa e iria dar, certamente, desafogo financeiro aos clubes mais modestos do panorama futebolístico nacional.

Depois temos de criar condições para que mais pessoas possam ir aos estádios. Tanto baixando o valor dos bilhetes que, muitas vezes, não estão minimamente de acordo com a realidade portuguesa, como criando promoções para jovens e idosos. Será que financeiramente não é melhor ter 10000 pessoas num estádio a pagarem uma média de 5 euros por bilhete do que 1000 a pagarem 15 euros?

Na verdade, todas estas “pequenas” implementações iriam fazer toda a diferença, tanto por aumentarem a qualidade real do nosso futebol (curiosamente, o menor dos nossos problemas) como por darem uma imagem muito melhor do mesmo, aproximando-o da imagem que têm as melhores ligas do futebol internacional.

Tenho a certeza que, se isso for feito, a surpresa que têm jogadores como o Sinama-Pongolle irá começar a desvanecer-se e a nossa liga irá, certamente, atrair muitos jogadores estrangeiros de renome, subindo em termos de qualidade, fama e reconhecimento externo.

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Sobiech festeja mais um golo

Existem jogadores de futebol que nos encantam e maravilham por percebermos que se já jogam assim numa equipa modesta de um campeonato menor como o polaco, poderão crescer imensamente num campeonato superior e tornarem-se, sem sombra de dúvidas, em estrelas no panorama futebolístico internacional.

Artur Sobiech é um desses exemplos. O jovem ponta de lança polaco de apenas 20 anos, já actua na equipa principal do Ruch Chorzow há duas épocas e, nesse clube da Polónia, fez 12 golos em 47 jogos.

O atacante polaco chama à atenção pela sua capacidade finalizadora, mas, também, pela sua capacidade de desmarcação, boa técnica e, acima de tudo, por jogar sempre em prol do colectivo, nunca abdicando de passar a bola a um colega melhor colocado. Um jogador ideal para jogar num esquema de 4-4-2, com outro avançado a seu lado.

Internacional polaco por três ocasiões, Sobiech tem tido uma ascensão meteórica no panorama futebolístico polaco e dificilmente ficará muito mais tempo na Ekstrakalasa, falando-se, inclusivamente, do interesse do Colónia nos seus serviços.

Um jogador para procurarem num qualquer jogo do Ruch Chorzow na Liga Europa ou, quiçá, num jogo da selecção polaca. Até lá, deixo-vos um vídeo para terem noção das enormes qualidades deste jovem avançado.

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O Pro Vercelli é um clube italiano com uma história muito rica, ainda que, nas últimas décadas, tenha caído no esquecimento geral, pois tem andado perdido nas ligas inferiores do calcio. Este clube da cidade de Vercelli, sozinho, conquistou tantos campeonatos de Itália (7), como a AS Roma, o Nápoles e a Fiorentina juntos, o que é impressionante.

O nascimento e primeiros passos no Calcio

Fundado em 1892, só viu a sua secção de futebol criada em 1903, fazendo, nesse mesmo ano, o primeiro jogo oficial diante do Forza e Costanza de Novara. Em 1907, a equipa conquistou a Liga Secundária, subindo, assim, à primeira divisão do futebol italiano, onde teve imediato sucesso, conquistando os título em 1908 e 1909.

Os anos de ouro

Em 1910, os “camisolas brancas” tiveram a hipótese de conquistarem o tricampeonato, quando voltaram a apurar-se para a final da Liga Italiana, desta feita, diante do Internazionale. No entanto, a Federação italiana, acabou por marcar esse jogo para uma data em que o Pro Vercelli já tinha um jogo agendado. Fieis aos seus princípios, os “camisolas brancas” não abdicaram de participar no jogo que já tinham previamente agendado, enviando a sua equipa juvenil para defrontar o Inter, acabando por perder o jogo e a possibilidade de alcançarem o tricampeonato.

No entanto, o sucesso não demorou a regressar e o Pro Vercelli rapidamente voltou a assumir-se como o grande dominador do futebol italiano. Entre 1911 e 1913, os “leões” (também conhecidos dessa forma, pela forma viril de jogar) conquistaram três campeonatos de Itália seguidos, graças, em grande parte, à “linha média maravilhosa”, composta por jogadores da classe de Ara, Milano I and Leone. Nesta altura, para terem uma noção da importância do Pro Vercelli no calcio, nove jogadores da squadra azzurra vinham dos “camisolas brancas”.

Após a conquista do tricampeonato, a equipa do Pro Vercelli perdeu algum impacto no futebol italiano, ainda que continuasse a fazer excelentes prestações. Na verdade, foi necessário chegar ao fim da Primeira Guerra Mundial para que o Pro Vercelli voltasse aos títulos, conquistando o bicampeonato (1920/21-1921/22). Surpreendentemente, acabaram por ser os últimos dois títulos dos “leões”.

O declínio

A partir do último título, o Pro Vercelli começou a fazer campanhas cada vez mais modestas e, em 1935, desceu mesmo à Série B. Pensou-se que pudesse ser uma descida passageira, todavia, o tombo foi ainda mais acentuado quando em 1941 a equipa desceu à Série C.

Apesar de, no final da década de 40, ainda terem regressado à Série B por duas temporadas, rapidamente caíram à Série C, sendo que, nos anos 70, caíram mesmo ao quarto escalão do futebol italiano, designado, nessa altura, por Série C2.

Nos anos recentes, a equipa havia estabilizado no quarto escalão do futebol italiano, todavia, o ano transacto, desceram mesmo à Série D (quinto escalão), que vão disputar esta temporada. Uma divisão nada consentânea com a história de um clube que, em tempos, foi o grande dominador do futebol italiano.

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Van Himst era classe pura

Van Himst era um daqueles jogadores que nunca sabemos bem se estão a jogar a número 10 ou, se, ao invés, não passam de avançados centro que recuam no terreno para terem mais espaço e embalarem para a baliza de forma letal. O jogador belga, eleito o melhor do século da Bélgica, superando monstros como Ceulemans ou Van Moer foi sempre, ao longo da carreira, um médio ofensivo de técnica fantástica, elegante e um senhor dentro e fora dos relvados que adquiriu a unanimidade na sociedade belga por falar flamengo e francês, condição essencial num país bilingue e multicultural como a Bélgica. Os críticos acusavam-no de ser mole e de cair ao mais pequeno toque do adversário, mas Van Himst respondia, jogo atrás de jogo, com classe, magia e, acima de tudo, golos.

Van Himst iniciou a sua carreira futebolística aos 16 anos, corria a época de 1959/60, no seu clube do coração e onde estaria 16 temporadas: Anderlecht. O seu impacto foi imediato e o exemplo disso foi que nos anos de 1960 e 1961, ainda um adolescente, conquistou a bota de ouro do futebol belga.

Ao longo dessas 16 temporadas, Van Himst fez 457 jogos e marcou 233 golos, números impressionantes para alguém que jogava como médio ofensivo. Nesse período, o jogador belga conquistou oito vezes o campeonato da Bélgica e quatro vezes a Taça da Bélgica, sagrando-se o melhor marcador do campeonato em 1964 (26 golos), 1966 (25 golos) e 1968 (20 golos).

Na selecção, em tempos em que os jogos internacionais não eram tão frequentes como agora, Van Himst cumpriu 82 internacionalizações e fez 30 golos, garantindo, assim, a eternidade na história do futebol belga.

Após a longa carreira ao serviço do gigante de Bruxelas, ainda esteve no Molenbeek e no Aalst, mas já não conseguiu igualar o sucesso obtido no Anderlecht.

Depois da carreira de futebolista, ainda treinou o Anderlecht, Molenbeek e a Bélgica, tendo na conquista da Taça UEFA (1982/83) e na campanha da Bélgica no Mundial 1994 (chegou aos oitavos de final), o seus grandes feitos, acabando por sair pela porta pequena da selecção belga por ter entrado em choque com estrelas da altura como Wilmots ou Oliveira.

Apesar de tudo, Van Himst será sempre recordado como aquele jogador elegante, matreiro, criativo, com uma técnica excepcional e que, tal como Nené, marcava golos quase sem sujar os calções. Um jogador que ganhou por quatro vezes a bola de ouro do futebol belga e para o qual a bola não tinha qualquer segredo, apenas servindo para colocar no fundo das redes, dando alegria a todos os adeptos do Anderlecht e da selecção belga.

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Ouattara na selecção marfinense

O Sporting estava no defeso da época 1995/96 e havia perdido jogadores como Balakov, Figo ou Juskowiak, precisando de reforçar vários sectores para ter uma equipa competitiva. A equipa leonina fez uma prospecção longa e entendeu que, no FC Sion, estavam os substitutos de Balakov (Assis) e de Juskowiak (Ouattara). Ambos vinham com as melhores referências e, logo na primeira jornada do campeonato, Ouattara brilhou, fazendo um grande golo após uma grande cavalgada pelo meio campo portista. Os adeptos empolgaram-se, pensando estar ali uma grande pérola negra, um novo Weah, no entanto, rapidamente se desiludiram, pois o tempo ia passando e os golos, esses, eram tão raros como água no deserto. 

Ahmed Ouattara iniciou a carreira no Africa Sports, aos 19 anos, e esteve nesse clube marfinense durante seis temporadas, mostrando ser um avançado possante e com boa relação com o golo. As boas exibições e os muitos tentos apontados pelo jovem jogador chamaram a atenção do FC Sion que o contratou para a época 1994/95. 

Na Suíça, Ouattara esteve apenas uma temporada, mas, juntamente com Assis, brilhou bastante, marcando diversos golos e sendo muito importante da boa época que a equipa helvética fez (conquistou a Taça da Suíça e terminou o campeonato na sexta posição). 

Essas exibições chamaram a atenção do Sporting que viu em Ouattara um substituto de qualidade para o polaco Juskowiak. Os primeiros jogos foram promissores com Ouattara a marcar um excelente golo ao FC Porto, na primeira jornada do campeonato, num lance em que a sua força foi fundamental para passar Jorge Costa e Vítor Baía. 

Os adeptos empolgaram-se mas Ouattara nunca conseguiu cumprir com as expectativas. A sua passagem pelo Sporting de cerca de temporada e meia apenas rendeu seis golos em 27 partidas, ficando a ideia de um avançado lutador, simpático, mas, acima de tudo, desengonçado e trapalhão. 

Após a passagem pelos leões, Ouattara voltou ao FC Sion, passando depois por Basileia e Extremadura, sempre perseguido pelas lesões e sem ser capaz de mostrar as qualidades que, um dia, o fizeram jogar no Sporting. 

Em 2000, o marfinense regressou a Portugal para uma época no Salgueiros. Pensou-se que, numa equipa mais pequena, Ouattara pudesse brilhar mas foi puro engano. O internacional pela Costa do Marfim passou a maior parte da época no banco e apenas fez um golo, curiosamente na última jornada da temporada 2000/01. 

Terminada essa época, Ouattara regressou ao África Sports, terminando a carreira em 2002. Uma carreira longa, mas recheada de lesões e promessas que, infelizmente para o marfinense, nunca se vieram a cumprir. 

Ainda assim, hoje, enquanto trabalha para a federação marfinense, Ouattara deve-se lembrar de quando pisava o relvado do antigo Estádio de Alvalade e os adeptos leoninos cantavam, a plenos pulmões, o célebre: “Uh-Ah-Ouattara! 

Reveja o célebre golo de Ouattara, nas Antas, no primeiro jogo da época 1995/96. 

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A festa merecida dos croatas

Eu sei que após uma derrota por cinco bolas a zero é difícil encontrar algum ponto positivo, mas é exactamente por aí que quero começar. O único motivo de alegria que Portugal pode retirar deste jogo, foi o facto de, apesar da derrota, termos beneficiado do desaire da Itália diante da Espanha (0-3) e, assim, conseguirmos o terceiro lugar do grupo que, não garantindo a passagem à fase seguinte do Europeu, garantiu o acesso ao Mundial de Sub-20 a disputar na Colômbia em 2011. Agora, os pontos negativos, pois bem, foi um jogo mau de mais para ser verdade, em que Portugal foi dominado durante quase todo o jogo e que, mesmo quando ficou com mais um elemento, continuou a sofrer golos, sem esboçar qualquer reacção. Uma derrota pesada (0-5), dura, mas, totalmente justa. 

O jogo começou equilibrado e, durante os primeiros 15 minutos, ambas as equipas se acercaram das balizas contrárias com relativo perigo e numa toada de parada e resposta. 

Contudo, a partir do quarto de hora, a Croácia começou a tornar-se mais perigosa e, aos 19 minutos, na sequência de um penalti por falta de Roderick sobre Maglica, Andrijasevic colocou os croatas em vantagem. 

Ainda Portugal tentava recuperar do golo sofrido, quando Pamic, aos 24 minutos, com um remate de meia distância, fez o 2-0 e colocou a equipa das quinas numa situação muito delicada. 

Era certo que Portugal apenas precisava de uma igualdade, mas a forma pouco agressiva como a equipa lusitana tinha encarado o jogo estava a custar-lhe caro, pois os croatas, a meio da primeira parte, dominavam o jogo e já tinham uma tranquila vantagem de dois golos. 

A seguir ao 2-0 a equipa portuguesa ainda reagiu e até teve algumas oportunidades para reduzir, todavia, a Croácia resistiu às ocasiões e ainda foi capaz de, antes do intervalo, fazer o 3-0, quando Pamic, na sequência de um livre, bisou. 

Após o descanso esperava-se que Portugal viesse com outra atitude para o terreno de jogo, pois a equipa que tinha actuado na primeira metade estava irreconhecível. Aos 54 minutos, Kelic era expulso na selecção croata e pensou-se que a equipa das quinas pudesse aproveitar a superioridade numérica para discutir o desafio. 

Contudo, nem ter um jogador a mais salvou Portugal de uma pobreza exibicional confrangedora e ainda foram os croatas que, por duas vezes, voltaram a marcar, graças aos golos de Ozobic (67′) e Pamic (69′), que, assim, fez um hat-trick. 

Os últimos vinte minutos de jogo foram penosos para os jovens jogadores portugueses que apenas pretendiam que o pesadelo terminasse o mais cedo possível, sendo um alívio quando o árbitro apitou para o final da partida. 

Apesar da derrota pesada e da eliminação do Europeu, Portugal estará no Mundial de Sub-20 na Colômbia no próximo ano. Esperemos que, nessa ocasião, com melhores resultados que o averbado hoje.

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Lustig a actuar pelo Sundsvall

Muitas vezes os clubes portugueses têm alguma dificuldade para encontrarem laterais de qualidade e, mesmo quando os encontram, têm dificuldades de encontrar jogadores que consigam aliar a capacidade de defenderem bem com qualidade no processo ofensivo. Na verdade, essa junção, num lateral, é bastante importante no futebol moderno e os clubes, muitas vezes incapazes de terem esse tipo de jogador “dois em um”, acabam por optar por um lateral atacante e outro defensivo, tornando, muitas vezes, a equipa algo coxa no processo ofensivo.

Felizmente ainda existem esses “dois em um” e um fantástico exemplo é o lateral direito sueco do Rosenborg: Mikael Lustig. Trata-se de um jogador alto (1,89), que, por esse factor, é importantíssimo na ajuda ao centro da defesa, mas que também é muito bom no seu corredor, tanto a defender como a atacar, cruzando muito bem e combinando muito bem com o extremo/médio ala. Depois, trata-se de um jogador muito perigoso nas bolas paradas, marcando muitos golos e sendo, assim, uma mais valia para qualquer clube.

Lustig tem tido uma ascensão na carreira muito rápida, tendo começado, aos 18 anos, no Umea na época de 2005, mas passando, ainda nesse ano, para o Sundsvall. Nesse clube, chegou ao principal campeonato sueco em 2008, tendo dado logo nas vistas, sendo contratado, ainda a meio da temporada, pelo colosso norueguês: Rosenborg.

Neste clube escandinavo, Mikael Lustig tem-se assumido como titularíssimo do lado direito da defesa e foi um dos jogadores chave do título norueguês da época transacta.

Neste momento, aos 23 anos, e já com 7 internacionalizações pela Suécia, Lustig começa a ser observado por clubes de outros campeonatos, falando-se, inclusivamente, do interesse do Blackburn e do West Ham United. Trata-se sem dúvida de um jogador a seguir num próximo jogo da selecção sueca e perceber como poderia, facilmente, encaixar numa equipa portuguesa de topo.

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