No Estoril-Praia actua um jogador que, outrora, foi uma grande esperança do Benfica, mas, neste momento, se encontra algo distante dos grandes palcos: João Coimbra.
Nascido a 24 de Maio de 1986 em Santa Comba Dão, João Carlos Amaral Marques Coimbra destacou-se ao serviço das equipas juvenis do Benfica e da selecção nacional, tendo, inclusivamente, se sagrado campeão europeu de sub-17 em 2003, numa prova que se disputou em Portugal. Nessa equipa, João Coimbra brilhou ao lado de jogadores como Miguel Veloso, Carlos Saleiro, Vieirinha e Paulo Machado.
Teve bastantes dificuldades nos primeiros tempos como sénior
Na transição para o futebol sénior, o médio-centro passou uma temporada (2005/06) na equipa B do Sport Lisboa e Benfica, sendo, na épocaa seguinte, colocado na equipa principal dos encarnados. Contudo, nessa temporada de 2006/07, pouco jogou, ficando célebre por entrar muitas vezes apenas para queimar tempo, como se pode perceber pelo facto de ter feito 12 jogos como suplente utilizado, mas apenas completou setenta e dois minutos.
Nas duas temporadas seguintes, esteve emprestado ao Nacional e ao Gil Vicente (II Liga), contudo, não se impôs verdadeiramente em nenhum desses clubes, transferindo-se, em 2009/10 para o Estoril, clube onde permanece até hoje.
Depois de, na primeira temporada, ter jogado, pela primeira vez em muitos anos, com grande regularidade, tornou-se, em 2010/11, num dos “habitués” de Vinicius Eutrópio, actuando quase sempre como um médio-centro cerebral, numa posição mais recuada do que aquela que foi a sua nos tempos do Benfica.
Médio-centro de grande inteligência táctica
Originalmente conotado como um “dez”, João Coimbra tem, nos últimos tempos, recuado para uma posição “oito”, podendo jogar tanto como o jogador mais ofensivo de um duplo-pivot, ou, ao invés, entre o médio-defensivo e o médio-ofensivo como “box to box” num esquema 4-3-3.
Posicionando-se muito bem sobre o relvado, o internacional sub-21 é um médio-centro de grande inteligência táctica e boa técnica, que sabe pautar o jogo e, mais do que jogar, é daqueles que coloca toda a equipa a jogar, fruto da sua excelente capacidade de passe.
Apesar de lhe faltar um pouco de pulmão, é, aos 24 anos, um jogador que merece outra oportunidade no principal escalão do futebol português. Descubram-no num desafio do Estoril e confirmem a minha tese.

