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Arquivos para a Categoria ‘Explorando clubes’

Nem sempre o Espanhol foi o segundo maior clube catalão. Em tempos distantes, era o CE Europa que mordia os calcanhares ao Barcelona no espectro futebolístico da Catalunha, tendo, inclusivamente, disputado uma final da Taça do Rei, diante do Athletic de Bilbau em 1922/23. Perdeu esse duelo decisivo, é certo, e neste momento encontra-se bem distante dos campeonatos profissionais, disputando a terceira divisão espanhola, contudo, nunca ninguém vai conseguir arrancar o Europa dos livros de história futebolística do país vizinho, esperando-se, sempre, por mais utópico que seja o pensamento, o renascimento do grande clube dos anos 20.

Anos 20 foram os anos de ouro do Europa

O Club Esportiu Europa foi criado a 5 de Junho de 1907 como uma fusão do Madrid de Barcelona e o Provençal. Em 1919, conquistou a divisão B do campeonato catalão, tendo depois esmagado o Sabadell (7-0 e 9-0) no playoff de promoção ao principal campeonato da Catalunha.

Nos anos 20, o Europa haveria de viver os seus tempos de ouro, finalizando o campeonato da Catalunha na segunda posição em 1921 e 1922 e vencendo esse mesmo campeonato em 1923 após vencer o Barcelona (1-0) no playoff do título.

Essa vitória no campeonato da Catalunha garantiu ao Europa a presença na Taça do Rei da temporada seguinte, tendo o conjunto de Barcelona superado Sevilha e Sporting Gijón, antes de perder a final para o poderoso Athletic Bilbau (0-1).

Problemas financeiros motivaram queda

Após os brilhantes anos 20, o Europa entrou em declínio e nem a fusão com o Grácia, conhecido como Espanya de Barcelona evitou a queda do histórico clube catalão. De facto, o Europa, passou a ser conhecido como Catalunya FC, mas acabou por cair à terceira divisão em 1931/32 após não ter disputado os últimos jogos do campeonato por problemas financeiros.

Mais tarde, o clube voltou à designação de CE Europa, tendo ainda se chamado Club Deportivo, nos tempos em que o ditador Franco impedia que os nomes dos clubes tivessem designações pouco castelhanas, no entanto, jamais voltou a conhecer o sucesso de tempos idos.

Nos anos 60, o clube ainda conquistou duas vezes a terceira divisão e chegou mesmo a disputar a segunda competição mais importante de Espanha, todavia, tratou-se de uma participação fugaz, tendo o CE Europa regressado rapidamente à terceira divisão.

Duas taças da Catalunha conquistadas perante o Barça

Nos anos 90, o CE Europa conseguiu novamente chegar à segunda divisão, no entanto, nessa temporada de 1994/95, não passou da décima-nona posição, tendo descido novamente ao terceiro escalão.

Ainda assim, nessa mesma década, há que destacar a conquista de duas taças da Catalunha diante do Barcelona. Obviamente, que os blaugrana nunca utilizaram o seu melhor onze, todavia, o CE Europa ainda venceu um Barcelona (3-1) com Amor e Stoitchkov em 1997 e um Barcelona (1-1 e 3-1 nos penaltis) com Amor, Sergi, de la Peña, Fernando Couto, Pizzi e Reiziger em 1998.

Títulos pouco importantes no espectro futebolístico mundial, mas que seguramente significaram muito para uns adeptos do Europa, sedentos dos anos dourados do passado.

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Quando pensamos no futebol bávaro e, mais concretamente, em clubes de Munique, o conjunto que vem imediatamente à cabeça é o colosso Bayern, clube onde passaram estrelas como Beckenbauer, Gerd Müller ou Klinsmann e que ganhou inúmeros títulos germânicos e internacionais. Todavia, o primeiro clube de Munique a disputar o principal campeonato alemão foi outro, um conjunto agora modesto, mas que fez parte da génese do futebol alemão, o 1860 Munique. Apesar de só ter conquistado um campeonato alemão em contraponto com os 22 conquistados pelo Bayern, o 1860 Munique pode sempre se orgulhar de o ter feito  antes do primeiro título do clube de Beckenbauer e esse crédito, diga-se, nunca ninguém nunca lhe pode tirar.

Fundado em 1860, chegou à Bundesliga em 1964 e conquistou-a em 1965/66

O 1860 Munique, como o nome indica, foi fundado em 1860 e criou o seu departamento de futebol em 1899. Até à década de 60 do século XX, o futebol germânico não tinha qualquer campeonato nacional, sendo as equipas integradas em ligas regionais e apenas disputando uma Taça nacional. Nessa fase, o 1860 Munique destacou-se por ter conquistado o campeonato bávaro em 1941 e 1943 e a Taça da Alemanha em 1942.

Em 1963/64, criou-se a Bundesliga e o 1860 Munique garantiu a entrada nessa nova competição ao vencer o campeonato regional do sul da Alemanha no ano anterior. Nessa mesma época em que se estreou no principal campeonato, o 1860 Munique voltou a conquistar a Taça da Alemanha, somando, dessa forma, a segunda da sua história.

Para termos uma noção da importância que foi essa entrada rápida na Bundesliga, devemos dizer que o Bayern, por exemplo, só conseguiu entrar no principal campeonato alemão em 1965/66, ou seja, duas temporadas depois do seu vizinho de Munique. Esse ano de estreia do Bayern foi, também, o ano mais importante da história do 1860 Munique, pois foi a temporada em que o clube conquistou o seu único título da Bundesliga.

Disputou final europeia em 1964/65

Em 1964/65, no rescaldo de ter conquistado a Taça da Alemanha na temporada anterior, o 1860 Munique disputou a Taça das Taças, efectuando campanha de luxo que só pararia na final.

De facto, depois de eliminar o Union Luxemburgo, o FC Porto, o Légia Varsóvia e o Torino, o clube bávaro chegou à final, onde defrontou o poderoso clube inglês do West Ham.

No duelo decisivo, o clube londrino foi mais feliz e superou o 1860 Munique por 2-0. Todavia, esta é, até hoje, a melhor campanha europeia de sempre do 1860 Munique.

Declínio começou nos anos 70

Depois do excelente inicio da década de 60, o 1860 Munique começou a perder gás no contexto futebolístico alemão, acabando por descer de divisão no final da época 1969/70.

A partir daqui, o clube entrou numa era de sete anos no segundo escalão, passando depois por uma fase de clube “io-io.” Ou seja, andava entre o primeiro e segundo escalão sem se cimentar em nenhuma das provas.

Em 1982, o clube bávaro haveria de conhecer um dos momentos mais tristes da sua história, ao ver-se relegado ao terceiro escalão, situação que surgiu em virtude de uma grave crise financeira.

Regresso ao primeiro escalão surgiu em 1994

Em 1993/94, o clube de Munique terminou a 2ª Bundesliga em terceiro lugar e conseguiu regressar finalmente ao primeiro escalão do futebol alemão. Desta feita, o clube bávaro permaneceu dez temporadas na Bundesliga, destacando-se o quarto lugar averbado em 1999/2000 e que permitiu que o 1860 Munique disputasse as pré-eliminatórias da Liga dos Campeões na temporada seguinte.

Em 2003/04, porém, o clube bávaro haveria de descer novamente ao segundo escalão, mantendo-se o 1860 Munique na 2ª Bundesliga até aos dias de hoje.

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Em 1918/19, o Arenas Club de Getxo haveria de escrever a página mais bonita da sua história ao conquistar a Taça do Rei após superar o Barcelona, na final, por cinco bolas a duas. Tratou-se do momento mais alto de um clube dos arredores de Bilbau que também teve o mérito de estar no epicentro da criação da Liga Espanhola ao lado de outros clubes bascos como o Athletic Bilbau, Real Sociedad e Real Union. Neste momento, para desespero dos seus adeptos, o Arenas encontra-se distante dos grandes palcos, pois disputa a III divisão espanhola, todavia, a história e os momentos altos do clube nas décadas de 10 e 20, vão permanecer, para sempre, a ecoar nos anais da história do futebol castelhano.

O Arenas actua no Nuevo Gobella

Vitórias diante do Barcelona surpreenderam a Espanha

O Arenas foi fundado em 1909 como Arenas Football Club, tendo passado a Arenas Club três anos depois. O seu primeiro momento alto surgiu em 1914, quando o Arenas Getxo efectuou três amigáveis com o Barcelona e venceu-os todos, surpreendendo a Espanha.

Disputando a Taça Norte, juntamente com clubes como a Real Sociedad, Athletic Bilbau, Racing Santander, Sporting Gijón e Celta de Vigo, o Arenas haveria de ser campeão em 1917, garantindo, dessa forma, o direito de disputar a Taça do Rei. Na primeira participação na prova rainha do futebol espanhol, o Arenas portou-se muito bem, perdendo apenas na final com o Madrid FC (actual Real Madrid) por duas bolas a uma.

Sesúmaga foi um craque do Arenas

Venceu a Taça do Rei em 1919

Em 1919, o Arenas venceu outro campeonato regional, o campeonato da Biscaia, tendo novamente conquistado o direito de participar na Taça do Rei. Desta feita, o clube basco foi ainda mais longe na prova, tendo superado o Barcelona (5-2) e levado para Getxo o título mais importante da sua história.

No ano seguinte, duas lendas do clube: Francisco Pagazaurtundúa e Félix Sesúmaga estiveram presentes na selecção olímpica espanhola em Antuérpia, naquela que foi a estreia da equipa castelhana nos grandes palcos.

Também vencedor do campeonato de Biscaia em 1922 e 1927, o Arenas haveria de estar presente na Taça do Rei por mais duas ocasiões, todavia, tanto em 1925 (0-2 com o Barcelona) como em 1927 (0-1 com o Real Unión), perdeu o encontro decisivo.

O plantel do Arenas em 09/10

Queda começou nos anos trinta

Nos anos 30, uma terceiro lugar no campeonato espanhol de 1930 e a vitória na Taça Basca em 1936 foram os últimos feitos dignos de registo do Arenas no seio do futebol espanhol.

Em 1935, o Arenas havia caído para a segunda divisão espanhola para nunca mais regressar, iniciando mesmo uma queda abrupta que o tem levado, nos dias de hoje, a ser um clube de terceira divisão que, por vezes, disputa mesmo os campeonatos regionais castelhanos.

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Tratou-se do único clube cipriota-turco que fundou a Liga de Chipre, surgindo ao lado de outros sete clubes cipriota-gregos: AEL Limassol, Trast AC, Anorthosis Famagusta, Apoel Nicósia, Olympiakos Nicósia, Aris Limassol e EPA Larnaca na estreia do campeonato daquela ilha do Mediterrâneo. Para além disso, foi o único clube a conquistar campeonato, taça e supertaça, tanto da federação cipriota unida, como da federação cipriota-turca, assumindo-se, assim, o Çetinkaya como um clube único no espectro futebolístico da longínqua ilha de Chipre.

Fundado em 1930 como Lefkosa Türk Spor Kulübü

O Çetinkaya Türk Spor Kulübü só surgiu em 1949 e como uma junção de dois clubes cipriota-turcos, o Lefkoşa Türk Spor Kulübü, fundado em 1930 e o Çetinkaya Türk Asnaf Ocağı, fundado em 1943. Após a fusão, o Çetinkaya transformou-se num grande clube do futebol cipriota, tendo conquistado três campeonatos, duas taças e três supertaças até 1955, altura em que a federação cipriota se separou em federação cipriota-turca e federação cipriota-grega.

Desde essa data, o Çetinkaya actua na liga cipriota-turca, competição que não é reconhecida pela UEFA, pois a República de Chipre-Norte, de cultura turca, não é reconhecida como país, mas sim como uma zona da República de Chipre, ocupada, indevidamente, pela Turquia.

Continuou o maior clube cipriota-turco depois da cisão

Desde 1955, o clube que já era o maior clube cipriota-turco na altura em que estes actuavam lado a lado com os clubes cipriota-gregos manteve essa superioridade, tendo conquistado treze campeonatos, dezasseis taças de Chipre-Norte e sete supertaças.

Neste momento, o Çetinkaya, por certo, esperará o fim da divisão política de Chipre para que possa confrontar-se com os grandes clubes da zona grega da Ilha do Mediterrâneo como o Apoel Nicósia, Omónia de Nicósia ou Anorthosis e para que possa disputar as competições europeias, conseguindo, dessa forma, atingir uma glória que lhe estará vedada enquanto estiver limitado ao não reconhecido internacionalmente campeonato de Chipre-Norte.

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No Verão de 1993, o Sporting recebia o sorteio da 1ª Eliminatória da Taça UEFA com desconfiança. O adversário era um desconhecido clube turco da cidade de Ízmit, que nunca tinha participado em competições europeias, mas que havia terminado o último campeonato turco na quarta posição e tinha nas suas fileiras jogadores de qualidade como o guarda-redes internacional jugoslavo Omerovic, os defesas também jugoslavos Kuzmanovski e Mirkovic, para além do avançado-centro internacional turco Saffet. Apesar das duas Taças da Turquia conquistadas pelo Kocaelispor, este foi o momento mais alto da história do clube turco, o momento em que defrontou e complicou a vida a um clube que tinha um plantel com jogadores como Figo, Balakov, Paulo Sousa, Valckx ou Juskowiak.

O Kocaelispor joga no İsmet Paşa Stadium

Fundado em 1966, chegou à primeira divisão em 1980

O Kocaelispor Kulübü foi fundado em 1966 como uma fusão dos clubes Baçspor, İzmit Gençlik e Doğanspor mas apenas conseguiu chegar ao primeiro escalão do futebol turco em 1980, tendo permanecido na primeira divisão durante oito anos consecutivos até ser relegado ao segundo escalão em 1988.

Nesse período, a equipa havia descido desportivamente uma vez em 1986/87, contudo, nessa altura, acabou por ser salvo por um verdicto do Conselho de Estado da Turquia.

Cadete marcou um dos golos ao Kocaelispor

A grande campanha de 1992/93 garantiu ao Kocaelispor um confronto com o Sporting

Em 1992, o Kocaelispor regressou à primeira divisão turca e fê-lo em grande estilo. Com uma grande equipa com jogadores como Omerovic, Saffet, Bülent Uygun ou Mirkovic, o Kocaelispor dobrou a primeira volta em primeiro lugar e só uma série de derrotas na segunda metade do campeonato acabou por evitar que o clube de Ízmit conquistasse o título e tivesse que se contentar com o quarto lugar.

Esse quarto lugar, porém, garantiu ao Kocaelispor a presença na Taça UEFA de 1993/94, tendo a equipa turca defrontado o Sporting logo na primeira eliminatória. A primeira mão, em Ízmit, foi dominada pelo Kocaelispor e só a felicidade impediu que os leões saíssem da Turquia com um resultado bem pior que o 0-0 averbado.

Em Alvalade, todavia, a maior experiência internacional do clube português fez a diferença e o Sporting, com golos de Cadete e Pacheco, venceu por 2-0 e terminou de forma precoce a primeira participação do Kocaelispor em provas da UEFA.

Taça de 2002 foi último grande título

Venceu a Taça da Turquia em 1997 e 2002

Depois da grande equipa de 1992/93, o Kocaelispor destacou-se com o quinto lugar na temporada 1995/96, além de ter conquistado as taças da Turquia em 1996/97 (1-0 e 1-1 ao Trabzonspor na final) e 2001/02 (4-0 ao Besiktas no jogo decisivo).

Nesse período, a equipa também regressou às competições europeias, tendo estado na Taça das Taças em 1997/98, quando eliminou os romenos do National Bucareste (2-0 e 1-0) para depois cair diante dos russos do Lokomotiv Moscovo (0-0 e 1-2) e na Taça UEFA em 2002/03, quando não passou da primeira ronda, esmagado pelos húngaros do Ferencváros (0-1 e 0-4).

Adeptos continuam a apoiar cegamente o clube

Entrou em queda a partir de 2003

Em 2003, o Kocaelispor desceu novamente à segunda divisão, tendo permanecido no escalão secundário até 2007/08, quando conquistou o campeonato e o direito a regressar ao escalão principal. A estadia na primeira divisão, todavia, havia de ser curta e o Kocaelispor haveria de voltar a descer, minado pelo insucesso desportivo (foi 17º) e por uma enorme crise financeira.

No final de 2009/10, a crise do Kocaelispor assumiu contornos ainda mais dramáticos, pois o clube de Ízmit foi relegado para o terceiro escalão do futebol turco, divisão onde se encontra ainda hoje, desesperando os inúmeros adeptos que o clube tem na Turquia, nomeadamente na zona de Marmara e do Mar Negro.

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Quando pensamos no futebol do Liechtenstein, lembramo-nos de uma selecção que outrora foi fraquíssima, mas que já começa a dar algum ar da sua graça no futebol internacional (quem não se lembra do 2-2 diante da selecção portuguesa) e, acima de tudo, do clube mais representativo do minísculo país dos Alpes, o FC Vaduz. Todavia, o futebol do principado não se esgota na selecção nacional e na equipa que já actuou no primeiro escalão do futebol suíço, sendo que hoje vamos falar do FC Balzers, onze vezes vencedor da Taça do Liechtenstein e, neste momento, a disputar o terceiro escalão do futebol helvético.

Onze títulos em quase oitenta anos de história

O FC Balzers foi fundado em 1932 e sempre actuou nos escalões secundários do futebol suíço, pois o Liechtenstein jamais teve um campeonato nacional.

Desde a sua fundação, os momentos de glória do clube do principado resumem-se às vitórias na Taça do Liechtenstein, sendo que o clube já venceu esse título por onze vezes (1964, 1973, 1979, 1981, 1982, 1983, 1984, 1989, 1991, 1993 e 1997). Para além dos onze triunfos, o clube também já foi finalista vencido da prova mais importante do Liechtenstein por treze ocasiões.

Neste momento a disputar a 1. Liga (terceiro escalão do futebol suíço), o FC Balzers é o segundo clube mais importante do Liechtenstein, sendo que apenas o FC Vaduz, se encontra a sua frente, pois soma 40 taças do Liechtenstein e disputa a Challenge League, ou seja, o segundo escalão do futebol helvético.

Duas participações nas competições europeias

A conquista das taças nacionais de 1993 e 1997 garantiu ao FC Balzers duas históricas participações nas competições europeias, sendo que se trata apenas de um dos únicos três clubes do Liechtenstein a disputarem uma prova europeia para além do FC Vaduz (17 vezes) e FC Schaan (1 vez).

Na primeira participação, 1993/94, o clube fez logo história, pois foi a primeira equipa do Liechtenstein a superar uma eliminatória europeia, ultrapassando o Albpetrol Patos da Albânia (3-1 e 0-0) na fase de qualificação da Taça das Taças. Infelizmente para o clube do principado, a eliminatória seguinte foi bem menos agradável, com o FC Balzers a ser esmagado pelos búlgaros do CSKA Sófia (0-8 e 1-3).

Em 1997/98, o clube do Liechtenstein haveria de regressar à Taça das Taças, contudo, desta feita, nem sequer passou da fase de qualificação, vergado a uma dupla derrota (1-3 e 0-2), diante do BVSC Budapeste húngaro.

Mario Frick com a camisola do Liechtenstein

O clube que revelou Mario Frick

A maior estrela do futebol do principado é claramente o agora veterano ponta de lança Mario Frick, jogador que representou clubes como o Verona, Basileia, FC Zurique, Grasshoppers ou Siena, além de já somar 104 internacionalizações e 16 golos pela selecção do Liechtenstein.

O que poucos sabem é que o atacante iniciou a carreira em 1990, precisamente no FC Balzers, onde somou 49 golos e chamou a atenção do St. Gallen, que o contratou e permitiu-lhe iniciar uma interessante carreira internacional que o fez percorrer vários clubes estrangeiros e tornar-se o primeiro jogador do Liechtenstein a actuar em Itália.

Curiosamente, em 2011, após dezassete anos a jogar fora do seu país, Mario Frick regressou ao ponto de partida, ou seja, ao FC Balzers, onde, mesmo aos 37 anos, tenta ajudar o clube onde iniciou a sua carreira a, quem sabe, subir mais um degrau na sua ascensão futebolística.

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O futebol joga-se em todo o Mundo e é muito mais que os grandes clubes dos principais campeonatos que estamos habituados a ver, dia após dia, num qualquer canal televisivo de desporto. Para além da Premier League, da Serie A, da Bundesliga ou da Liga Espanhola e, mesmo de campeonatos médios como a Ligue 1, Eredivisie ou mesmo a nossa Superliga, existe uma panóplia de clubes e campeonatos que existem e merecem ser referenciados. De facto, o futebol não se esgota no topo e, valha a verdade, os gigantes do desporto rei apenas existem porque existe todo um futebol de base que os suporta. Assim sendo, hoje faleremos da base das bases do futebol, ou seja, de uma equipa de um país que se encontra no último lugar do Ranking UEFA: Tre Fiori de São Marino.

Clube com mais campeonatos de São Marino

O Società Polisportiva Tre Fiori foi fundado em 1985 e é o clube que mais vezes conquistou o principal e único escalão do futebol são-marinense, tendo vencido o Campionato Sammarinese di Calcio por sete ocasiões. Este campeonato é disputado de forma curiosa, pois as quinze equipas que existem em São Marino são colocados em dois grupos (girones em italiano), sendo que os primeiros três de cada grupo passam a uma fase final, disputada em eliminatórias até se chegar à grande final que designará o campeão são-marinense de futebol.

Para além dos sete campeonatos nacionais conquistados, o Tre Fiori também conseguiu conquistar seis Copa Titano, ou seja, a Taça de São Marino e três troféus da Federação (uma competição que junta os finalistas do playoff do campeonato nacional e da Taça de São Marino).

Nunca passou uma ronda europeia, mas detém o recorde de golos numa eliminatória da UEFA

O Tre Fiori participou por duas ocasiões nas competições europeias, curiosamente, nas duas últimas edições da Liga dos Campeões. Em 2009/10, numa 1ª pré-eliminatória diante da também frágil equipa andorrana do Sant Júlia, acabou eliminado no desempate por grandes penalidades após dois empates a uma bola.

Na temporada que agora findou, disputou a mesma ronda, mas o adversário era bem mais forte, pois tratava-se da equipa montenegrina do Rudar Pljevlja. Nessa eliminatória, o Tre Fiori não teve qualquer hipóteses, perdendo ambas as partidas (0-3 e 1-4).

Ainda assim, apesar dos fracos resultados, o Tre Fiori é a equipa de São Marino que mais golos marcou numa prova europeia, ou seja, três tentos.

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Os adeptos do AEK Larnaca são entusiastas

Quando falamos do actual futebol cipriota é certo que os mais atentos vão reconhecer o nome do AEK Larnaca, equipa que, inclusivamente, chegou a defrontar o Barcelona numa eliminatória da Taça das Taças da temporada 1996/97, tendo empatado a zero em Chipre e perdido 2-0 no Nou Camp. No entanto, o AEK Larnaca é um clube extremamente recente, sendo o resultado da fusão de dois históricos clubes: Pezoporikos Larnaca e EPA Larnaca. Estes dois clubes marcaram uma época no futebol dessa ilha mediterrânica e importa que sejam lembrados.

Pezoporikos Larnaca – O clube do camelo

O Pezoporikos foi fundado em 1927 e as suas cores eram o verde e o branco, sendo que o seu emblemático símbolo era inconfundível pela presença de um camelo. Entre a sua fundação e o momento em que se fundiu com o EPA para formar o AEK Larnaca, o Pezoporikos conquistou dois campeonatos cipriotas (1954 e 1988) e uma Taça de Chipre (1970), sendo que foi segundo classificado do campeonato em oito ocasiões e finalista derrotado da Taça de Chipre em sete.

Sete vezes este clube cipriota participou nas competições europeias, sendo que nunca passou uma eliminatória ou, inclusivamente, ganhou um jogo. De facto, o melhor que este clube conseguiu nas provas da UEFA foram empates com o Slask Wroclaw, Malmö, Cardiff City e FC Zurique.

EPA Larnaca – O clube mais titulado de Larnaca

Fundado em 1930 e dissolvido em 1994  para dar lugar ao AEK Larnaca, o EPA continua a ser o clube que conquistou mais titulos em toda a cidade de Larnaca. Campeão por três ocasiões (1945, 46 e 70) e vencedor da Taça de Chipre por cinco (1945, 46, 50, 53 e 55), o EPA Larnaca foi ainda segundo classificado do campeonato cipriota por cinco ocasiões e perdeu três finais da Taça de Chipre.

Todavia, em termos europeus, o sucesso do EPA é ainda inferior ao do Pezoporikos, tendo apenas participado por três vezes nas competições da UEFA, sem nunca ter passado uma eliminatória e somando seis derrotas nos seis encontros realizados.

AEK Larnaca – Fusão não trouxe o sucesso esperado

Quando Pezoporikos e EPA se fundiram em 1994 e deram lugar ao AEK, esperava-se que Larnaca passasse a ter um clube que pudesse ombrear com os históricos Apoel, Omónia e Anorthosis, todavia, isso não veio a acontecer.

Desde que o AEK existe, o único título importante que a equipa conquistou foi a Taça de Chipre em 2004, quando superou o AEL Limassol na final por 2-1, tendo ainda perdido duas finais da taça em 1996 (0-2 com o Apoel Nicósia) e 2006 (2-3 também com o Apoel Nicósia).

A única consolação do AEK, é que a equipa já conseguiu algo que os seus antecessores nunca conseguiram: triunfos e apuramentos europeus.

Em 1996/97, na pré-eliminatória da Taça das Taças, eliminou o Kotaik Erevan (5-0 e 0-1) da Arménia, sendo depois eliminado na primeira eliminatória pelo Barcelona, ainda que tenha feito uma eliminatória muito digna (0-0 em casa e 0-2 em Nou Camp).

Depois, em 2004/05, na segunda pré-eliminatória da Taça UEFA, entrou muito bem ao vencer os israelitas do Hapoel Petach Tikva (3-0), mas depois acabou por ser eliminado após perder em terras hebraicas por quatro bolas a zero.

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Depois de uma década de 60 em que o Górnik Zabrze conquistou seis campeonatos polacos e três Taças da Polónia, a consagração internacional surgiu com a fantástica campanha do clube de Zabrze na Taça das Taças (69/70), onde eliminou Olympiakos, Glasgow Rangers, Levski Sófia e AS Roma no caminho para a final diante do Manchester City. Nessa final, a equipa britânica foi mais forte e venceu por duas bolas a uma, todavia, o Górnik Zabrze, pelo magnífico percurso que fez nessa prova europeia, garantiu um lugar muito especial na história do futebol.

Esperou apenas nove anos pelo primeiro grande título

O Górnik Zabrze foi fundado em 1948, apenas três anos após a fronteira polaca ter avançado para oeste no culminar da Segunda Guerra Mundial. Apenas sete anos depois, a equipa havia de conseguir a promoção à primeira divisão, vencendo, no jogo de estreia, o Ruch Chorzów por 3-1.

Em 1957, o clube polaco haveria de conquistar o primeiro campeonato polaco, apoiado na classe da sua grande estrela: Ernst Pohl, repetindo a proeza em 1959 e 1961.

Anos de ouro garantiram pentacampeonato e presença em final europeia

Entre 1963 e 1967, o clube polaco conquistou o pentacampeonato, somando, nessa década de sessenta, seis campeonatos polacos e três Taças da Polónia.

No final da década, em 1969/70, o clube haveria de ter a melhor presença numa prova europeia da sua história, superando Olympiakos (2-2 e 5-0), Glasgow Rangers (3-1 e 3-1), Levski Sófia (2-3 e 2-1) e AS Roma (1-1 e 2-2) para chegar à final da Taça das Taças diante dos ingleses do Manchester City.

Nessa final, o City entrou mais forte e rapidamente vencia por 2-0, sendo que o golo de Oślizło, a meio da etapa complementar, apenas atenuou o desaire e não impediu que a taça viajasse até Inglaterra.

Nos dois anos seguintes, o Górnik Zabrze haveria de conquistar a dobradinha, todavia, essas duas épocas de sucesso acabariam por ser o canto do cisne dos anos dourados do clube polaco.

Sucesso só voltou no final dos anos 80

Entre 1973 e 1984, o clube de Zabrze não haveria de conquistar qualquer título, parecendo estar a cair no esquecimento. Todavia, na segunda metade da década de 80, a equipa polaca voltou a encontrar o caminho do sucesso, conquistando o tetracampeonato (85, 86, 87 e 88) e defrontando grandes equipas europeias como o Anderlecht, Bayern, Real Madrid e Juventus, ainda que tenha sido eliminado por todos esses colossos.

Após esses momentos de glória, a equipa polaca voltou a entrar numa fase de seca de títulos, tendo, inclusivamente, descido à segunda divisão no final da temporada 2008/09. Ainda assim, a triste travessia no segundo escalão apenas durou uma época e, esta temporada, o Górnik Zabrze já se encontra na Ekstraklasa, surgindo, actualmente, na sétima posição.

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Na época de 1984/85, após um brilhante percurso em que eliminou os checoslovacos do Dukla de Praga, os franceses do Paris SG, os jugoslavos do Partizan, os ingleses do Manchester United e os jugoslavos do Zeljeznicar, os húngaros do Videoton atingiam a final da Taça UEFA, onde iriam defrontar o todo poderoso Real Madrid. Nessa final, a equipa de Székesfehérvár não teve quaisquer hipóteses, acabando vergada com uma derrota caseira (0-3) e uma insuficiente vitória fora (1-0). Apesar do desaire, esse momento acabou por ser um momento mágico na vida de um clube que, apesar de ter quase setenta anos, nunca conquistou, sequer, um campeonato da Hungria.

Videoton precisou de 26 anos para alcançar a primeira divisão húngara

O Videoton foi fundado em 1941 como Székesfehérvári Vadásztölténygyár SK por uma empresa que fabricava armas para o exército húngaro. No entanto, o clube só teve a felicidade de alcançar a promoção ao principal campeonato da Hungria em 1967, quando terminou o campeonato da segunda divisão em segundo lugar.

Nessa estreia no escalão principal (1968), foi a primeira vez que usaram a denominação: Videoton, graças a um patrocínio de uma fábrica de produtos eléctricos com o mesmo nome. Contudo, em termos desportivos, a época não correu muito bem, pois o Videoton terminou em penúltimo lugar e acabou por descer de divisão.

O Videoton actua no Estádio Sóstoi

Após regressar ao escalão principal, cimentou-se na primeira divisão

Apesar da primeira estadia no principal campeonato húngaro não ter corrido da melhor forma, o regresso a esse mesmo escalão não tardou, pois, após descer à segunda divisão, conquistou esse mesmo campeonato (1968/69) e subiu novamente à primeira divisão.

A partir daqui, o Videoton cimentou-se como clube de primeiro escalão, garantindo classificações que variaram entre o décimo e o quarto lugar, até que, em 1975/76, alcançou a melhor classificação de sempre no campeonato húngaro, o segundo lugar.

Ainda assim, esse excelente classificação não gerou crescimento no clube húngaro, pois este, nos anos seguintes, teve classificações modestas, apenas voltando à ribalta em 1982, quando atingiu a final da Taça da Hungria, perdendo com o Újpest por duas bolas a zero.

R. Madrid foi mais forte na final da Taça UEFA

Surpreendente carreira na Taça UEFA valeu-lhe histórica final

Após ter terminado o campeonato húngaro de 1983/84 na terceira posição, o Videoton conquistou, por direito próprio, o acesso à Taça UEFA da época seguinte. Nessa competição, a equipa húngara apenas pretendia fazer uma participação digna, mas acabou por superar todas as expectativas.

Na primeira eliminatória, afastou a equipa do Dukla Praga (1-0 e 0-0), seguindo-se o Paris Saint-Germain (4-2 e 1-0) e o Partizan (0-2 e 5-0). Apesar de já se poder considerar um feito digno de registo ter eliminado esses clubes de renome e atingir os quartos de final, o mais surpreendente surgiu aí, quando sorteados com o todo poderoso Manchester United, acabaram por eliminar os “red devils” nos penaltis (5-4).

Assim sendo, faltava apenas um passo para chegar à final e, motivados pela eliminação do forte clube inglês, os húngaros acabaram por ser mais fortes que os jugoslavos do Zeljeznicar (3-1 e 1-2) e alcançar uma histórica presença no jogo decisivo da terceira competição mais importante da UEFA.

Nessa final, acabou por ser decisiva a derrota caseira do Videoton, que, no seu Estádio, não resistiu ao poder do Real Madrid e perdeu por 3-0 com golos de Míchel, Santillana e Jorge Valdano. Na segunda mão, o Videoton até foi vencer ao Santiago Bernabéu por 1-0, mas o golo de Májer foi curto para as ambições húngaras e o Real Madrid conquistou a Taça UEFA.

André Alves é a estrela do actual Videoton

Sucesso só regressou nos tempos recentes

Após a histórica presença na final da Taça UEFA, o Videoton regressou a classificações modestas e a épocas de pouco brilho. Contudo, foi se mantendo na primeira divisão até 1998/99 quando desceu à segunda divisão vinte e nove anos depois.

Essa descida, porém, foi o início da renovação do clube, que conquistou a segunda divisão em 1999/00 e regressou novamente ao primeiro escalão, alcançando, no ano seguinte, a final da Taça da Hungria pela segunda vez, ainda que, tal como na primeira final, tenha saído derrotado (2-5 com o Debrecen).

Em 2006, depois de ter mudado a sua denominação para FC Fehérvar, o clube conquistou o seu primeiro título importante, a Taça da Húngria, após vencer o Vasas (2-2 e 6-5 g.p.) na final.

Dois anos depois, o clube húngaro haveria de conquistar a Taça da Liga (1-0 e 2-0 na final diante do Debrecen), título que haveria de revalidar no ano seguinte, após vencer o Pécsi Mecsek FC (3-1).

Em 2009/10, além de ter reassumido a denominação de Videoton FC, igualou a melhor classificação no campeonato húngaro, terminando na segunda posição.

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