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Arquivos para a Categoria ‘Nacional’

Hélder Almeida é um "oito" de grande futuro

Hélder Almeida é um “oito” de grande futuro

Na equipa de Iniciados A do Sporting, que está a apenas um ponto de se sagrar campeã nacional, actuam inúmeros futebolistas promissores, sendo um exemplo claro o médio-centro Hélder Almeida, futebolista que forma com Pedro Almeida (“seis”) e Moreto Cassamá (“dez”), um miolo leonino verdadeiramente luxuoso.

Nascido a 10 de Setembro de 1998, em Viseu, Hélder Miguel Esteves Almeida iniciou a sua carreira no Académico de Viseu, contudo, transferiu-se para o Sporting quando ainda era sub-11.

Nos leões, tem feito a sua progressão natural, destacando-se na estreia num campeonato nacional na actual época e logo numa muito promissora equipa de Iniciados A, que, se bem se lembram, venceu todos os dez jogos da segunda fase e, na fase final, soma quatro triunfos e apenas uma derrota (0-1 no Seixal na última jornada).

Médio-centro cerebral

Hélder Almeida é um médio-centro na escola de João Moutinho, ou seja, um futebolista que é tacticamente irrepreensível, sabendo marcar muito bem os tempos do jogo e mostrando-se muito eficaz nas transições defesa/ataque e ataque/defesa.

Tecnicamente não é um jogador muito vistoso, mas raramente falha um passe, beneficiando também de uma grande  inteligência posicional e de uma muito boa visão de jogo.

Raçudo e muito “adulto” na forma como joga, Hélder Almeida é daqueles futebolistas que cumpre sempre com o que lhe é pedido e é também por isso que Telmo Costa, treinador dos Iniciados A verde-e-brancos, não abdica do jovem, seja na sua posição natural (“oito”), ou numa das alas do ataque, quando é pretendido dar maior consistência à equipa leonina.

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Jesus pagou pelas cautelas no Dragão

Jesus pagou pelas cautelas no Dragão

Em apenas duas jornadas, o Benfica perdeu cinco pontos e deixou-se ultrapassar pelo FC Porto no topo do campeonato nacional, contudo, se com o Estoril o empate se deveu, principalmente, ao mérito da equipa canarinha, tudo se alterou no duelo contra os dragões, pois aí o Benfica acabou por pagar a sua fraca ambição ao longo dos noventa minutos.

É verdade que o Benfica controlou completamente o jogo e que o FC Porto raramente conseguiu incomodar Artur, sendo que, na segunda parte, o único aviso antes do golo de Kelvin  surgiu num lance em que James Rodríguez partiu de posição irregular. Ainda assim, custa a perceber a falta de risco de Jorge Jesus, que nem quando os azuis-e-brancos arriscaram tudo, procurou, sequer, explorar o contra-ataque.

Na verdade, o técnico encarnado preferiu dar a ideia para dentro de campo que o único objectivo do Benfica passava pelo empate e esse momento surge principalmente quando troca Gaitán por Roderick. Nesse momento, Jesus mostrava que vencer não era objectivo e, de certa forma, abriu espaço para que Vítor Pereira se lançasse de forma ainda mais decidida na procura de uma vitória.

Foi uma derrota inglória, é certo, mas também é o culminar de dois aspectos que têm acompanhado o Benfica de Jorge Jesus. Um, desde sempre, e que passa pelo intenso desgaste físico e psicológico que as águias apresentam nesta fase da época. O outro, desde um fatídico Liverpool-Benfica para a Liga Europa, quando Jorge Jesus deixou de ser o treinador que pretendia fazer do Benfica um rolo compressor durante os noventa minutos e passou a gerir muitos jogos com demasiadas cautelas, situação que, valha a verdade, ainda não lhe trouxe qualquer benefício prático.

Talvez Jorge Jesus tenha pensado que esse futebol extremamente ofensivo que utilizou durante a maior parte da época 2009/10 o afastasse das grandes conquistas e que podia fazer dele um novo “Peseiro”, ou seja, um treinador muito atacante e vistoso, mas condenado a não conquistar títulos. Ironia das ironias, têm sido esses temores que o têm afastado dos títulos nas últimas épocas e que o têm feito morrer muitas vezes na praia, como acontecia com o actual técnico arsenalista.

Que o duelo no Estádio do Dragão sirva de exemplo ao técnico encarnado e que este, na quarta-feira, apareça em Amesterdão com uma equipa ofensiva e segura de si. Só um treinador com mentalidade “à Benfica” poderá afastar finalmente a maldição de Guttmann e Jesus precisa de se reencontrar com o seu “eu” de 2009/10, que era o único que preenchia esses requisitos.

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Josué seria uma mais-valia para o novo Sporting

Josué seria uma mais-valia para o novo Sporting

van Wolfswinkel já partiu e, por certo, muitos outros vão abandonar o plantel verde-e-branco. Alguns como Boulahrouz, Jeffrén ou Adrien Silva dificilmente deixarão saudades na massa associativa leonina, contudo, as previsíveis saídas de elementos como Rui Patrício, Diego Capel ou mesmo Bruma prometem deixar a família sportinguista à beira de um ataque de nervos e de uma claro medo do futuro.

Ainda assim, penso que não há razões para temores gigantescos. Se houver critério e se souber escolher, é perfeitamente possível fazer uma equipa que possa lutar pelo terceiro lugar na próxima temporada e que garanta, pelo menos, o quarto lugar da classificação geral.

Muitos de vós vão dizer que o quarto lugar não é um lugar à “Sporting” e que mesmo o terceiro é limitado para aquilo que deviam ser as ambições verde-e-brancas. Contudo, desde 2009/10, passaram-se quatro temporadas e, em duas delas, os leões ficaram em quarto lugar, nesta vão ficar na mais remota e positiva das hipóteses no quinto e, em 2010/11, é verdade que os verde-e-brancos atingiram o terceiro lugar, mas foi in extremis e devido ao Sporting de Braga ter priorizado a campanha europeia nessa temporada (atingiu a final da Liga Europa).

Se a isto acrescentarmos que o orçamento nessas temporadas foi sempre superior ao que vamos ter em 2013/14, concluímos que o quarto lugar deve ser apontado como o objectivo mínimo, esperando, obviamente, poder lugar por algo superior a isso. Realisticamente, superior ao quarto só existe o terceiro, pois FC Porto e Benfica, por mais que possa custar aos verde-e-brancos, estão num patamar inalcançável na actualidade.

Assim sendo, há que preparar um plantel menos oneroso e que privilegie a evolução. Ou seja, a aposta tem de ser feita em jogadores jovens que possam evoluir e não em jogadores que apesar de poderem dar um incremento de qualidade a curto-prazo, não possam ser rentabilizados. A crise financeira não o permite.

Nesse sentido, torço o nariz a contratações de jogadores como Edinho, Cícero ou Hugo Viana. Existem alternativas mais jovens, e com margem de progressão bem mais promissora. Para o ano vai existir uma espécie de ano zero em Alvalade e um ano zero só faz sentido se houver um projecto de crescimento sustentado assente nessa primeira pedra. É assim que penso e seria assim que formaria o plantel do Sporting para 2013/14.

Num mero exercício hipotético e pegando no tal plantel de 20 jogadores que Bruno de Carvalho quer implementar na próxima época, este seria uma hipótese perfeitamente viável para um orçamento de 20 milhões de euros, que se pensa ser a base de 2013/14.

  • Guarda-Redes: Marcelo Boeck e Douglas (ex-V. Guimarães)
  • Lateral-Direito: Miguel Lopes e Cédric Soares
  • Lateral-Esquerdo: Jefferson (ex-Estoril)
  • Defesa-Central: Marcos Rojo, Tiago Ilori, Eric Dier e Steven Vitória (ex-Estoril)
  • Médio-Defensivo: Rinaudo e Gonçalo Santos (ex-Estoril)
  • Médio-Centro: André Martins e Schaars
  • Médio-Ofensivo: Labyad e Josué (ex-Paços de Ferreira)
  • Extremo/Avançado: André Carrillo, Bruma e Viola 
  • Ponta de Lança: Ghilas (ex-Moreirense) e Suk (ex-Marítimo)

Perante um plantel curto como o previsto, é preciso apostar na polivalência de alguns jogadores e mesmo as posições que foram pensadas com apenas um jogador (lateral-esquerdo), terão sempre em mente a possibilidade de haver jogadores que, não tendo essa como posição prioritária, poderão lá actuar, como é exemplo Marcos Rojo (a lateral-esquerdo).

Para além disso, existe sempre a equipa B, e, para a próxima temporada, futebolistas como Zezinho, João Mário, Ricardo Esgaio, Diego Rubio ou Vítor Golas seriam chamados sempre que necessário, promovendo-se, dessa forma, uma motivação extra para a equipa secundária, pois, com um plantel principal mais curto, os recrutamentos à equipa B serão naturalmente mais frequentes.

Obviamente que a manutenção de jogadores com elevado potencial como Bruma, Labyad, Carrillo, Dier, Ilori ou Marcos Rojo, para além da aquisição de outros como Josué ou Ghilas terá um custo elevado para um orçamento limitado, todavia, convenhamos que, mesmo com um orçamento de cerca de 20 milhões, será possível fazê-lo desde que se abdique dos jogadores que eu passo a citar.

Para vender porque é impossível mantê-los

  • Rui Patrício
  • Diego Capel

Para vender porque o rendimento/vencimento não justifica a sua permanência no clube

  • Adrien Silva
  • Jeffrén
  • Elias (está emprestado ao Flamengo, mas seria importante conseguir fazer já algum encaixe)
  • Gelson Fernandes (está emprestado, mas seria importante conseguir fazer já algum encaixe)
  • André Santos (actualmente emprestado ao Deportivo, a cedência termina no final da época e seria importante tentar fazer um encaixe, mesmo que mínimo)
  • Diogo Salomão (actualmente emprestado ao Deportivo, a cedência termina no final da época e seria importante tentar fazer um encaixe, mesmo que mínimo)

Para libertar mesmo que a custo zero

  • Boulahrouz
  • Bojinov
  • Pranjic
  • Evaldo

Para usar como contrapartida para facilitar contratações ou, em último caso, libertar a custo zero, mantendo partes do passe

  • Nuno Reis
  • Renato Neto
  • Wilson Eduardo
  • Owusu

Na minha opinião, este seria um excelente arrumar de casa para uma temporada que se espera de verdadeira transição, prometendo, acima de tudo, um plantel mais competitivo, barato e com uma excelente margem de progressão e de ganhos financeiros futuros. Na verdade, tem de se começar rapidamente a mudança de paradigma e estou convicto que assim seria a forma mais acertada.

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Jesualdo é essencial para o momento actual do Sporting

Jesualdo é essencial para o momento actual do Sporting

Devo começar por dizer que não acho Jesualdo Ferreira um treinador fora de série. Não é. Trata-se de um treinador demasiado académico, ou seja, daqueles técnicos que dominam quase na perfeição os aspectos teóricos, mas que, depois, têm algum défice na leitura mais instintiva do jogo, acabando por ser demasiado reféns de dogmas.

Para além disso, o “Professor” (a alcunha que lhe é dada encaixa na perfeição pela razão supra-citada…) tem uma concepção de jogo algo conservadora, ou seja, terá sempre dificuldade para ser bem visto por adeptos que anseiam por futebol de ataque e constantes exibições convincentes.

Ora, um Sporting normal (já nem digo um Sporting forte…) sempre teve na sua génese uma certa necessidade de procurar um futebol bonito e atractivo e isso, muitas vezes, faz com que os adeptos deturpem os próprios números na sua mente e se lembrem, simplesmente, daquelas exibições mais míticas.

Querem exemplos? Nunca ouvi nenhum adepto suspirar por Fernando Santos, mas o actual seleccionador grego terminou a época de 2003/04 com 73 pontos e apenas a nove do super-FC Porto campeão europeu de José Mourinho. Nessa época e apesar de terminado a um ponto do Benfica, depois de uma fraca recta final temporada, foi a única equipa que ainda beliscou a superioridade azul-e-branca. Ainda assim, todos o esquecem. Porquê? Porque o futebol não era super-ofensivo, não era esmagador, não era “à Sporting”.

Um ano depois chegou José Peseiro. Tinha uma das melhores equipas do Sporting dos últimos tempos e duas vantagens sobre Fernando Santos: José Mourinho havia saído e o Benfica estava mais fraco que na temporada anterior. Dessa época muitos falam de um Sporting que teve o azar de perder tudo numa semana, que dava goleadas e exibições magistrais. Pois é, mas também se esquecem de muita coisa.

Peseiro não perdeu esse campeonato no Estádio da Luz e com o golo de Luisão. Perdeu por ser derrotado em casa com equipas como o Marítimo, Penafiel ou Nacional e empatar com o Sp. Braga (não confundir com o actual), V. Setúbal, União de Leiria e Académica. Fez uma grande carreira europeia? Fez. Mas sejamos sinceros, que equipas de top eliminou? O Newcastle United (14º da Premier League)? o Middlesbrough (7º)? o AZ (3º da Eredivisie a 23 pontos do PSV)? o Feyenoord (4º)? Já nem vou falar que perdeu a final, em casa, diante do CSKA Moscovo. Avancemos…

Esta atracção leonina por treinadores de futebol vistoso, mesmo que de fim inconsequente, parece tornar Jesualdo Ferreira desajustado ao Sporting actual, contudo, este Sporting não é um Sporting normal.

Esta equipa com 107 anos de história está a passar a maior crise de que há memória e, para o ano, ninguém pode esperar um futebol vistoso e ganhador. A próxima temporada é um ano zero, um ano de reestruturação desportiva e que vai implicar uma novo paradigma. Um paradigma a que, infelizmente, os adeptos verde-e-brancos vão ter de se habituar nas próximas épocas e que passa por o Sporting se consciencializar que não pode competir com o Benfica ou FC Porto. Custa? Claro que sim, mas há que encarar a realidade dura e como ela é.

Neste momento, o Sporting tem de passar por uma “braguização”, que não deve ser entendida por uma colocação ao nível do Sporting de Braga, pois as histórias e potencialidades de ambos os clubes nem se comparam, mas, ao invés, uma aposta mais forte nas estruturas e quando digo estruturas digo internas e externas.

Na minha opinião, o Sporting tem de se fortalecer por dentro e, para isso, tem de afastar todos os elementos supérfluos que por lá habitam e condicionam o crescimento do clube. Bruno de Carvalho parece estar a fazer essa “limpeza” e, aí, estou a cem por cento com o presidente do Sporting.

Depois, há que recuperar os poderes nas altas esferas do futebol português. Foi esse trabalho de base que Luís Filipe Vieira soube fazer, calmamente, ao longo dos anos e com os resultados que se vêem. Lembram-se onde estava o Benfica há doze anos? São coisas que levam tempo, mas têm de ser feitas, pois, caso contrário, o Sporting será sempre um “calimero” das arbitragens, não retirando quaisquer benefícios palpáveis desse constante “choro”.

É neste estado de coisas que entendo que Jesualdo Ferreira é o treinador ideal para o momento actual do leão. Na próxima temporada, o mais importante para o Sporting é diminuir o fosso para os dois actuais gigantes do futebol português e discutir o terceiro lugar com o Sp. Braga. (esqueçam o Paços de Ferreira, que esta época não se repete…)

Para isso, é preciso potenciar uma série de jovens talentosos (as gerações de 93 e 94 são das mais fortes da história do Sporting) e começar a construir uma equipa de futuro. Formar e evoluir têm de ser conceitos fundamentais.

Ora, isso são as principais qualidades de Jesualdo. Já repararam no que tem evoluído Ilori ou Bruma com o “Professor”? E mesmo Rinaudo e Viola? Existe muito trabalho de base e muita paciência do actual treinador do Sporting e, neste momento, é o que o leão precisa.

Por outro lado, perante o plantel ainda mais jovem que o Sporting terá em 2013/14 será necessária outra das grandes qualidades de Jesualdo Ferreira: a gestão psicológica. Será preciso gerir as euforias e as depressões de uma época que, garantidamente, terá das duas coisas e, nisso, o actual treinador verde-e-branco é especialista. De facto, basta verificar  a forma como ele pegou esta temporada numa equipa completamente destruída e com riscos sérios de cair à Liga de Honra e conseguiu fazê-la renascer das cinzas.

Para além disso, é preciso realismo. É preciso perceber que, muitas vezes, há que reconhecer a superioridade do adversário e ser-se mais pragmático e matreiro. Lembram-se do Sporting-FC Porto, que muitos dizem que foi o momento em que o Sporting quebrou finalmente com a época desastrosa? Nesse jogo, Jesualdo Ferreira aceitou a superioridade azul-e-branca e jogou retraído e organizado, arrancando um ponto (podia ter ganho com um van Wolfswinkel mais acertado) e um grande “boost” psicológico para a equipa.

Daqui a dois ou três anos, se tudo correr bem, o Sporting vai precisar de um treinador diferente de Jesualdo Ferreira. Contudo, neste momento, o Sporting precisa mais de um gestor e de um formador que de um treinador de top e, como tal, o meu voto vai para o “Professor”. Que continue o seu excelente trabalho nos leões.

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Maxi Pereira evitou males maiores com o Estoril

Maxi Pereira evitou males maiores com o Estoril

Ontem assisti com bastante interesse ao Benfica-Estoril, duelo que, em primeiro lugar, era importantíssimo para as contas do título, mas, ao mesmo tempo, também assumia contornos quase decisivos na intensa batalha pelo último posto de acesso à Liga Europa, que, lembre-se, é o único objectivo que o Sporting ainda tem para este final de época.

Antes de mais, há que dar os parabéns à equipa do Estoril. Nestes casos, existe a injusta tendência de se procurar demérito no favorito, todavia, o que se assistiu no Estádio da Luz foram uns canarinhos adultos, personalizados e, valha a verdade, a justificarem o facto de estarem bem perto do inédito apuramento para as competições europeias.

Não partilho da opinião de que o Benfica tenha entrado em campo com a certeza de que ia ganhar, de uma maneira ou de outra. Os encarnados lutaram para vencer e, perante 90% dos adversários que encontram no campeonato nacional, teriam triunfado sem problemas com a mesma exibição que fizeram ontem. O seu azar foi encontrarem um Estoril inspirado e a grande nível.

Nesta fase da época, não falta alma às águias, o que poderá faltar, aqui e ali, são pernas, pois o Benfica está a pagar um percurso quase imaculado que o leva a somar um total de 53 jogos oficiais na temporada 2012/13. É verdade que o Benfica tem um plantel com soluções e que Jorge Jesus tem procurado fazer uma gestão da equipa, todavia, também é bem notório que alguns jogadores chegam a esta fase da época em natural quebra de forma.

Independentemente de tudo isto, não deixo de ficar um pouco surpreendido com as claras variações de humor que existiram em muitos adeptos benfiquistas depois do dia de ontem. De facto, depois de uma crença quase inabalável no título 33, muitos passaram a uma fase de quase depressão, prevendo, até, situações extra-futebol que os poderão condicionar no próximo clássico no Estádio do Dragão.

Numa opinião alheia à cor clubística, fui lendo e ouvindo que a pressão passava agora a estar no lado do Benfica e que o FC Porto passava a estar mais tranquilo e com o tricampeonato à sua mercê. Pois bem, não posso concordar minimamente com estes temores e análises. Para mim, o Benfica continua com menos pressão que o FC Porto e as razões são várias:

  1. O Benfica continua com mais dois pontos que o FC Porto e, como tal, vai ao Dragão a jogar para dois resultados possíveis (vitória e empate)
  2. Mesmo que o FC Porto vença o Benfica, a equipa azul-e-branca terá de ganhar em Paços de Ferreira na última jornada. Um duelo muito difícil perante um adversário que, lembre-se, tem apenas três derrotas no campeonato nacional.
  3. O campeonato é o único título que o FC Porto pode vencer esta temporada, situação que, obviamente, criará uma pressão extra nos portistas, pois o Benfica ainda está em três frentes e, como tal, com muito maiores probabilidades de sucesso generalizado
  4. O Benfica tem melhor equipa que o FC Porto. Mesmo não estando na melhor forma da temporada, os encarnados têm mais soluções que os azuis-e-brancos e, acima de tudo, são mais bem treinados

Como tal, continuo a considerar o Benfica favorito para a conquista do campeonato nacional e não posso partilhar das teorias de muitos “profetas da desgraça” que, ao mínimo deslize, começam logo a prever a hecatombe de todos os sonhos construídos até esse momento.

Ainda assim, não quero com isto dizer que o Benfica será, sem margem de dúvida, campeão nacional em 2012/13. O FC Porto, por certo, terá uma palavra a dizer e, com este empate encarnado, as suas possibilidades de atingir o tricampeonato aumentaram exponencialmente. No entanto, o favorito continua a ser o Benfica. Como já era antes desta igualdade com o Estoril.

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Vítor Pereira está na corda bamba

Vítor Pereira está na corda bamba

Nesta altura do campeonato, não parece haver ninguém na família portista que não peça a cabeça de Vítor Pereira. Pertíssimo de perder o tricampeonato numa temporada em que os azuis-e-brancos falharam em todas as outras competições, o técnico portista é o fácil bode expiatório de uma campanha 2012/13, que, na verdade, sem se poder considerar péssima, será sempre negativa para as naturais fortes ambições da equipa que tem dominado o espectro futebolístico português nas últimas duas décadas.

No entanto, uma análise mais aprofundada aos resultados de Vítor Pereira permite-nos perceber que o treinador azul-e-branco melhorou em toda as competições disputadas, conseguindo, de forma paradoxal perante tanto descrédito generalizado, demonstrar uma evolução que surpreenderá o adepto mais distraído.

De facto, em 2011/12, o FC Porto foi eliminado na fase de grupos da “Champions”, caiu à primeira na Taça de Portugal e foi eliminado nas meias-finais da Taça da Liga, enquanto nesta temporada os comandados de Vítor Pereira subiram mais um degrau em todas essas competições, pois atingiram os “oitavos” da Liga dos Campeões, os 16/final da Taça de Portugal e a final da Taça da Liga.

Em termos de campeonato, todavia, o segundo lugar que Vítor Pereira ocupa em 2012/13 parece sugerir um retrocesso, mas não será bem assim. Na temporada transacta, o técnico azul-e-branco foi campeão com 75 pontos e, esta temporada, ainda pode chegar aos 78, podendo até terminar o campeonato sem qualquer derrota.

Claro que a evolução nestas provas é pouco significativa, pois não valeu títulos e mesmo a subida pontual no campeonato pode ser facilmente explicável pela queda qualitativa de muitas equipas portuguesas, situação que criou um gigantesco fosso entre Benfica e FC Porto e todos os seus adversários. Ainda assim, em termos de números, Vítor Pereira está melhor que na temporada passada e isso é indesmentível.

Não estou, contudo, a sugerir que considero Vítor Pereira um excelente treinador. É falso. Penso que é um técnico limitado na sua concepção estratégica, que insiste de forma quase doentia num 4x3x3 e que domina muito mal a comunicação externa, todavia, já o era assim o ano transacto e, nessa altura, ninguém pediu de forma tão veemente a sua cabeça no Dragão.

Uma vez mais a verdade estará algures no meio. Ou seja, nem Vítor Pereira teria a qualidade que justificasse mais um ano no comando azul-e-branco, nem será assim tão mau como o estão a pintar nesta temporada, porque, tal como foi referido anteriormente, os resultados até demonstram uma certa evolução.

Curiosamente, a factor que o terá feito permanecer mais uma época no FC Porto será o mesmo que vai fazer com que o seu percurso azul-e-branco tenha um fim provável neste Verão e chama-se Jorge Jesus. De facto, o demérito do treinador encarnado, que perdeu o campeonato transacto quando este já parecia uma certeza, foi fundamental para a permanência de Vítor Pereira e, em contraponto, o super-campeonato que está a fazer em 2012/13, deverá selar o abandono do actual técnico portista.

E sabem o que é mais irónico? Em três jogos para o campeonato, Jorge Jesus nunca venceu Vítor Pereira, somando dois empates e uma derrota e esse pecúlio até poderá piorar, caso o FC Porto, na próxima jornada, supere o Benfica no Dragão. Paradoxos do futebol que provam que o desporto rei não é uma ciência exacta e ainda bem…

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Iuri Medeiros é um talento leonino

Iuri Medeiros é um talento leonino

O açoriano Iuri Medeiros é uma das grandes promessas do Sporting Clube de Portugal, podendo assumir-se como mais um extremo de qualidade a sair das camadas jovens verde-e-brancas.

Nascido a 10 de Julho de 1994 na Horta, Açores, Iuri José Picanço Medeiros é um produto das escolas do clube verde-e-branco, sendo internacional português nos escalões de sub-15, sub-16, sub-17 e sub-18.

Nos leões, foi sempre peça importante das equipas que representou, com os números do extremo-esquerdo açoriano a provarem esse facto (14 golos em 25 jogos nos Iniciados em 2008/09, 18 golos em 25 jogos nos Juvenis em 2009/10, 15 golos em 29 jogos nos Juvenis em 2010/11 e 13 golos em 34 jogos nos Juniores em 2011/12.

Na actual temporada, tem alternado entre os juniores e o Sporting B, somando já 449 minutos de utilização na equipa secundária verde-e-branca. Por outro lado, tem brilhado na NextGen, onde soma três golos e é uma peça importantíssima na manobra ofensiva de uma equipa verde-e-branca que já está apurada para os quartos de final.

Como joga?

Iuri Medeiros é preferencialmente um extremo-esquerdo, sendo veloz, tecnicista e fortíssimo nos lances de um contra um. Para além disso, é forte no capítulo do passe, cruzando e servindo bem os companheiros.

Bom finalizador, peca por ainda não revelar a maturidade necessária para o definitivo salto para o patamar de jogadores como Eric Dier ou mesmo João Mário. O talento, todavia, está lá e é imenso.

Pelas suas características, o jovem açoriano também poderá actuar noutras posições do ataque, sendo credível que também seja utilizado, por exemplo, como segundo avançado.

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Bernardo Carlos é internacional sub-17

Bernardo Carlos é internacional sub-17

Um dos bons valores da equipa de Juvenis A do Sporting é o defesa-direito Bernardo Carlos, futebolista que forma um excelente quarteto defensivo com o lateral-esquerdo João Serrano e a dupla de centrais: Hugo Meira/Bruno Wilson.

Nascido a 12 de Fevereiro de 1996 em Lisboa, Bernardo Figueiredo Ramalho Carlos encontra-se no Sporting desde infantil, destacando-se como um elemento de grande talento desde muito novo.

Neste momento, faz parte de uma equipa de Juvenis A do Sporting muito talentosa, onde, para além dos defesas mencionados, também militam outros elementos de qualidade como os médios José Lúcio e Rafael Barbosa, os extremos Lisandro Semedo e Fábio Martins, e os avançados José Postiga e Matheus Pereira.

Defesa completo

Bernardo Carlos é um lateral-direito de grande qualidade posicional, sabendo subir no seu flanco com critério, sem nunca desguarnecer a defesa. Quando avança, trata-se de um jogador incisivo e com boa qualidade de passe e no cruzamento para a área.

Defensivamente, trata-se de um jogador com boa inteligência posicional, que recupera bem e é agressivo no bom sentido do termo, mostrando-se bastante maduro para um futebolista de apenas 17 anos.

Pelas suas características, é um lateral que tanto pode assumir um perfil mais ofensivo ou defensivo consoante os desejos do seu treinador, adivinhando-se um futuro muito risonho para o internacional sub-17 português.

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Bernardo brilha nos juniores encarnados

Bernardo Silva brilha nos juniores encarnados

O Benfica lidera a Zona Sul do Nacional de Juniores e um dos principais responsáveis pela boa época dos encarnados é o seu talentoso médio-ofensivo Bernardo Silva.

Nascido a 10 de Agosto de 1994, Bernardo Mota Veiga de Carvalho e Silva nem sempre foi um titular absoluto nas camadas jovens encarnadas, todavia, é o exemplo de que se pode crescer e evoluir imenso, mesmo não nascendo com um talento inicial excepcional. Bernardo Silva é, na verdade, um fruto do trabalho e da vontade de vencer.

Neste momento, o “dez” é a principal figura da equipa de Juniores das águias, falando-se, inclusivamente, que o jogador pode fazer a transição definitiva para a equipa B do Benfica na segunda metade de 2012/13.

Médio cerebral e tecnicista

Bernardo Silva é um “dez” do mais próximo que pode existir daquilo que se entende por um “dez” puro. Assume o jogo e procura soluções ofensivas, deambulando por todo o campo com uma classe muito característica.

Tecnicista, Bernardo Silva é um futebolista forte nos lances individuais e que procura constantemente zonas de tiro, ainda assim, é dono de um futebol generoso e colectivista, priorizando, sempre, o bem da equipa em detrimento do sucesso individual.

Com uma superior visão de jogo e inteligência posicional, é nele que assenta toda a construção ofensiva encarnada, percebendo-se que, aos 18 anos, o médio-ofensivo é das maiores promessas da nova geração de futebolistas do Benfica.

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Batalha é um talento

Rui Batalha

O Sacavenense é um clube que tem feito um trabalho bastante louvável nas suas camadas jovens, sabendo, também, aproveitar alguns talentos mal aproveitados pelos clubes de topo em Portugal. Um bom exemplo disso é Rui Batalha, antigo jogador do Sporting, que, agora, brilha em Sacavém.

Rui Pedro Reis Batalha nasceu a 29 de Junho de 1996 e começou a sua carreira no Sporting, clube que representou até 2009/10. Depois, o extremo mudou-se para o Mafra, tendo ainda passado pelo Sintrense até chegar ao Sacavenense na actual época de 2012/13 e assumir-se, rapidamente, como um grande talento da equipa de Juvenis A.

Extremo rápido e desconcertante

Rui Batalha é um futebolista que, preferencialmente, encosta no flanco esquerdo do ataque, revelando velocidade, criatividade, pulmão e uma superior entrega ao jogo.

Intenso, incisivo e com inteligência no posicionamento táctico, Rui Batalha explora muito bem a linha do fora de jogo para se isolar, sendo, também, fortíssimo em lances de um contra um.

Bom marcador de lances de bola parada (marcou um fantástico golo diante do… Sporting), o avançado do Sacavenense é, portanto, um jogador muito completo e que promete voos mais altos no futebol português.

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