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Arquivos para a Categoria ‘Olho Clínico (Liga Orangina)’

Iuri Medeiros é um talento leonino

Iuri Medeiros é um talento leonino

O açoriano Iuri Medeiros é uma das grandes promessas do Sporting Clube de Portugal, podendo assumir-se como mais um extremo de qualidade a sair das camadas jovens verde-e-brancas.

Nascido a 10 de Julho de 1994 na Horta, Açores, Iuri José Picanço Medeiros é um produto das escolas do clube verde-e-branco, sendo internacional português nos escalões de sub-15, sub-16, sub-17 e sub-18.

Nos leões, foi sempre peça importante das equipas que representou, com os números do extremo-esquerdo açoriano a provarem esse facto (14 golos em 25 jogos nos Iniciados em 2008/09, 18 golos em 25 jogos nos Juvenis em 2009/10, 15 golos em 29 jogos nos Juvenis em 2010/11 e 13 golos em 34 jogos nos Juniores em 2011/12.

Na actual temporada, tem alternado entre os juniores e o Sporting B, somando já 449 minutos de utilização na equipa secundária verde-e-branca. Por outro lado, tem brilhado na NextGen, onde soma três golos e é uma peça importantíssima na manobra ofensiva de uma equipa verde-e-branca que já está apurada para os quartos de final.

Como joga?

Iuri Medeiros é preferencialmente um extremo-esquerdo, sendo veloz, tecnicista e fortíssimo nos lances de um contra um. Para além disso, é forte no capítulo do passe, cruzando e servindo bem os companheiros.

Bom finalizador, peca por ainda não revelar a maturidade necessária para o definitivo salto para o patamar de jogadores como Eric Dier ou mesmo João Mário. O talento, todavia, está lá e é imenso.

Pelas suas características, o jovem açoriano também poderá actuar noutras posições do ataque, sendo credível que também seja utilizado, por exemplo, como segundo avançado.

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Stefanovic no Santa Clara

Stefanovic no Santa Clara

Na equipa B do FC Porto actua um guarda-redes sérvio de grande talento e potencial, que já levava um ano de futebol português ao serviço do Santa Clara: Igor Stevanović.

Igor Stefanović nasceu a 17 de Julho de 1987 em Svrljig, Sérvia, e iniciou a sua carreira no Radnicki Nis, clube onde se estrou profissionalmente em 2004/05. Nesse modesto clube sérvio, o guarda-redes haveria de fazer 51 jogos oficiais, até se transferir para o Zemun a meio da temporada 2006/07.

A partir desse momento, o guarda-redes passou a actuar com menos frequência, tendo passado também por clubes como o FK Vozdovac e o Borac, antes de chegar aos macedónios do Rabotnicki em 2010/11. Nesse clube de Skopje, Igor Stefanović fez 14 jogos e as suas boas exibições valeram-lhe uma transferência para o Santa Clara.

No clube açoreano, o guarda-redes sérvio foi titularíssimo (38 jogos) em 2011/12, chamando à atenção do FC Porto, que o contratou para esta temporada de 2012/13, colocando-o na recém-criada equipa B azul-e-branca, onde já leva 15 jogos realizados.

Como joga?

Igor Stefanović é um guarda-redes de grande porte atlético, mostrando-se eficaz e destemido nos lances aéreos. Inteligente no posicionamento e elástico, o sérvio é capaz de defesas de grau de dificuldade muito elevado, ainda que prefira a segurança e a sobriedade à espectacularidade.

Neste momento, com 25 anos, e com grande potencial, trata-se de uma aposta de futuro dos azuis-e-brancos que, por certo, acreditam que o sérvio poderá chegar à equipa principal em breve.

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Fábio Martins pode vir a ser um falso extremo de renome

Na equipa B do FC Porto actua um avançado de grande talento individual e que pode singrar com facilidade na faixa média-alta do futebol português: Fábio Martins.

Fábio Santos Martins nasceu a 24 de Julho de 1993 em Mafamude e é um produto das escolas do FC Porto, tendo passado por todas as etapas de formação dos azuis-e-brancos até chegar ao futebol sénior.

Esta temporada, no rescaldo de uma excelente época de 2011/12 na equipa de Juniores (13 golos em 31 jogos), Fábio Martins foi integrado na equipa do FC Porto B, procurando continuar a evoluir o seu talentoso futebol. Neste momento, o talentoso jogador já leva nove encontros realizados pelo conjunto secundário azul-e-branco.

Como joga?

Fábio Martins é um atacante que actua preferencialmente sobre as alas, sendo veloz, tecnicista e bastante efectivo com a bola nos pés. Inteligente e objectivo, procura sempre a baliza, sendo usual que marque bastantes golos, mesmo jogando em posições exteriores.

Pelas suas características, é um jogador que tem tudo para se transformar num falso extremo de grande qualidade, daqueles que se tornam letais quando efectuam diagonais de fora para dentro.

Veremos como os responsáveis portistas moldam esta pequena pérola, todavia, é certo que Fábio Martins tem o potencial para se tornar um jogador do género de Silvestre Varela.

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Ivan Cavaleiro é o goleador do Benfica B

Apesar de estar uns furos abaixo da performance do seu rival do outro lado da segunda circular, o Benfica B também tem demonstrado boa qualidade individual e colectiva, destacando-se elementos como André Gomes e, também, o extremo goleador: Ivan Cavaleiro.

Ivan Ricardo Neves Abreu Cavaleiro nasceu a 18 de Outubro de 1993 em Vialonga e iniciou a sua carreira no clube da sua terra natal. Posteriormente, em 2006/07, saltou para o Benfica, clube que representa até este momento, tendo, pelo meio, um empréstimo de uma temporada ao Belenenses.

Nos encarnados, este talentoso atacante que tanto pode jogar junto às alas como em zonas centrais, somou 15 golos no Nacional de Juniores na temporada passada, tendo sido integrado esta época na equipa B do Benfica, onde já leva sete golos em nove jogos.

Como joga?

O jovem avançado português, de 18 anos, é um jogador rápido, ágil e tecnicista, que remata bem com o seu pé direito. Posicionalmente, é preferencialmente um extremo-direito, podendo também actuar no outro flanco ou, inclusivamente, como segundo avançado.

Raçudo e generoso, é um elemento que sabe jogar em equipa, tendo, no entanto, ainda de ser lapidado para atingir um patamar que lhe permita chegar à primeira equipa do Benfica.

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Pedro Mendes é uma promessa

O Sporting B tem feito uma surpreendente campanha na Liga de Honra e um dos seus jogadores mais emblemáticos é o defesa-central e capitão de equipa: Pedro Mendes.

Pedro Filipe Teodósio Mendes nasceu a 1 de Outubro de 1990 em Neuchatel, Suíça, mas iniciou o seu percurso futebolístico já em Portugal, em 1999, ao serviço do Real Massamá. Em 2005/06, mudou-se para o Sporting, clube onde concluiu o seu processo de formação, antes de ser emprestado a Real (24 jogos, 1 golo, em 2009/10), Servette (15 jogos em 2010/11) e Real Madrid (23 jogos pela equipa secundária e um jogo pela equipa principal em 2011/12).

Nesta temporada de 2012/13, Pedro Mendes regressou ao Sporting para representar a recém-criada equipa B dos leões e já leva dez jogos pelo conjunto que lidera a Liga de Honra

Como joga?

Pedro Mendes é um defesa-central elegante, que demonstra velocidade, inteligência posicional e boa qualidade técnica. Forte na antecipação e no desarme, o jovem central também é bastante efectivo nas dobras, assumindo-se como um autêntico líder do sector recuado.

Neste momento, à beira dos 22 anos, está na altura certa para dar um salto para um patamar superior, esperando-se que esta época de 2012/13 sirva para esse mesmo objectivo.

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Stéphane no Olhanense

No Atlético Clube de Portugal da Liga Orangina evolui um bom defesa-esquerdo oriundo das camadas jovens do FC Porto. Refiro-me, obviamente, a Stéphane.

Nascido a 1 de Novembro de 1989 em Bingerville, Costa do Marfim, Stéphane Agbre Dasse é, ainda assim, um internacional burquinês que chegou ao futebol português em 2006 para representar os júniores do FC Porto.

Entre 2008 e 2010, o jogador esteve emprestado ao Olhanense, mas se a primeira época, na Liga de Honra, foi positiva para o burquinês (30 jogos), a segunda, no escalão principal, não foi famosa, pois Stéphane apenas foi utilizado em seis jogos oficiais.

Atlético é o seu terceiro destino distinto por empréstimo do FC Porto

Assim sendo, foi sem surpresa que, na temporada passada, o jogador voltou a ser emprestado a um clube da Liga Orangina, neste caso o Penafiel, clube onde foi utilizado com relativa regularidade (17 jogos), mas sem ter explodido como os responsáveis azuis-e-brancos por certo esperariam.

Acreditando que o internacional pelo Burquina Faso precisa ainda de maior experiência competitiva, os responsáveis técnicos dos dragões voltaram a emprestar Stéphane nesta temporada, sendo que, desta feita, o destino foi o Atlético. No clube da Tapadinha, o burquinês assume-se como titular indiscutível e um dos bons valores do Atlético, somando vinte jogos e boas exibições individuais.

Lateral-esquerdo precisa de ganhar inteligência posicional

Stéphane é um jogador rápido e raçudo que defende com segurança e ataca com critério, podendo ser usado como defesa-esquerdo mais posicional e conservador ou, caso o treinador pretenda, funcionando como elemento de maior risco, avançando mais no terreno.

Um dos pontos fracos do jovem burquinês, todavia, é alguns momentos de desconcentração posicional que fazem com que Stéphane cometa erros graves no sector defensivo.

Contudo, pelas suas características que dispõe, e caso consiga se tornar um jogador mais “concentrado” do ponto de vista táctico, estou certo que o burquinês tem futebol mais que suficiente para actuar no principal escalão do futebol português.

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Ghilas com a camisola do Moreirense

Um jogador que começou a época em algum anonimato mas que, devagarinho, vai conquistando o seu espaço no ataque do Moreirense é o avançado-centro Nabil Ghilas.

Nascido a 20 de Abril de 1990 em Marselha, França, Nabil Ghilas destacou-se no modesto Carnoux, clube gaulês do qual saltou para o Moreirense, tendo depois sido emprestado ao Vizela no início da temporada transacta.

No Vizela, em plena II Divisão B, o atacante de origem magrebina marcou seis golos em vinte e seis jogos, destacando-se pela mobilidade, velocidade e boa técnica e garantindo o regresso ao Moreirense no final da temporada.

Chegou à ribalta com golo ao Sporting

Em Moreira de Cónegos desde o início de 2011/12, Nabil Ghilas não começou a temporada como titular, mas foi garantindo mais oportunidades a meio da época, tendo saltado definitivamente para o estrelato quando marcou um golo ao Sporting num encontro da Taça da Liga.

Desde que marcou esse célebre tento, o avançado tem começado a assumir a titularidade absoluta no ataque do Moreirense, assumindo-se como um jogador muito promissor e que, por certo, terá condições para outros voos no contexto futebolístico português.

Rápido, com boa técnica e bom finalizador, será um jogador ideal para ser usado como avançado de suporte num esquema 4x4x2, actuando ao lado de outro jogador rápido num sistema mais virado para o contra-ataque ou ao lado de um mais fixo quando a equipa preferir actuar em ataque continuado.

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Licá tem brilhado no Estoril

Uma das razões para que o Estoril lidere isoladíssimo o campeonato da segunda liga em Portugal é um avançado português que tem marcado golos à catadupa, assumindo-se claramente como homem para outros voos: Licá.

Nascido a 8 de Setembro de 1988 em Castro D’Aire, Luís Carlos Pereira Carneiro “Licá” iniciou a sua carreira no Social Lamas, tendo passado pela Académica, Tourizense e Trofense, antes de se transferir, no último defeso de Verão, para o Estoril.

Até chegar aos canarinhos, o avançado português tinha como melhor registo de golos, seis tentos pelo Tourizense em 2007/08, todavia, esta época, tem destruído todos os recordes, somando catorze golos em todas as competições oficiais disputadas pela equipa que lidera a Liga Orangina.

Avançado rápido e letal

Licá é um ponta de lança de 1,80 metros e 71 quilos que faz da mobilidade, velocidade e frieza na hora de atirar à baliza os seus maiores predicados.

Capaz de deambular por todas as zonas ofensivas, o avançado-centro é evoluído tecnicamente, desenvencilhando-se facilmente dos adversários com dribles bastante efectivos. Depois, na hora do remate, é frio e certeiro e raramente desperdiça a oportunidade.

Pelas suas características, também pode actuar descaído para a direita como falso extremo-direito, fazendo, dessa forma, constantes diagonais para o centro para aplicar o seu certeiro pontapé.

Em suma, trata-se de um enorme talento que, por certo, jogará no principal escalão português na próxima temporada desportiva, restando saber se o fará ao serviço do Estoril ou de outro clube com outras aspirações.

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Léo Kanu tem feito boa época no Belenenses

No Belenenses da Liga Orangina, actua um defesa-central brasileiro de grande talento e que está emprestado aos azuis pelo Sport Lisboa e Benfica: Léo Kanu.

Nascido a 14 de Janeiro de 1988, Leonardo Medeiros da Silva “Léo Kanu” iniciou a sua carreira no Esporte Clube Cruzeiro, clube gaúcho da quarta divisão brasileira onde permaneceu entre 2008 e 2011, com curta passagem pelo modesto Taubaté em 2009.

No defeso de 2011/12, Léo Kanu foi descoberto pelos olheiros do Benfica que, encantados com as suas qualidades, avançaram para a sua contratação. Percebendo que o jogador, apesar de talentoso, estava pouco adaptado às exigências dos campeonatos mais competitivos, os responsáveis encarnados acharam por bem emprestá-lo ao Belenenses, para que este se pudesse ir adaptando ao futebol europeu pela porta de uma liga menos exigente. Na verdade, o defesa-central brasileiro tem aproveitado bem esta cedência, impondo-se no coração do último reduto azul e somando já 20 jogos (4 golos) pelo clube da cruz de Cristo.

Defesa-central alto, forte e com boa técnica

Léo Kanu é um possante defesa-central de 1,96 metros e 88 quilos, sendo praticamente intransponível no jogo aéreo, mas também muito competente quando tem de defender junto à relva, pois não é um defesa lento e sabe se posicionar muito bem no terreno de jogo.

Forte no desarme e inteligente na antecipação, o brasileiro também brilha no processo ofensivo, pois sabe subir muito bem com a bola controlada e é fortíssimo em lances de bola parada, mostrando-se um exímio cabeceador.

Neste momento, com 24 anos, talvez mereça a integração no plantel encarnado da temporada 2012/13, sendo certo que, com o trabalho rigoroso de Jorge Jesus, o defesa-central se pode tornar um elemento muito útil para o Sport Lisboa e Benfica.

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A melhor época de Igor Pita foi em Aveiro

No Belenenses da Liga Orangina actua um defesa-esquerdo com capacidade para evoluir no Mundo do futebol caso lhe dêem oportunidades: Igor Pita.

Nascido a 31 de Maio de 1989 na Camacha, Madeira, Carlos Igor Silveira Pita é um produto das camadas jovens do Nacional da Madeira, tendo se estreado profissionalmente em 2007/08, quando efectuou dois jogos oficiais pelo Nacional.

Na temporada seguinte, o lateral-esquerdo foi utilizado em dez partidas, mas acabou por abandonar a equipa madeirense no final da época, transferindo-se para o Beira-Mar. Na equipa aveirense, fez uma espectacular época de 2009/10, efectuando 33 jogos e sendo quase sempre titular na equipa que haveria de garantir a subida ao principal escalão do futebol português nessa temporada.

Não teve sucesso nem em Chipre nem no Marítimo

2010/11 foi uma temporada que começou em Chipre para Igor Pita, pois o lateral-esquerdo transferiu-se para o Doxa Katokopia. No clube cipriota, o defesa madeirense não se impôs e, a meio da época, voltou a mudar de ares, transferindo-se para o Marítimo.

No regresso à Madeira também não foi feliz, sendo apenas utilizado na equipa B do Marítimo, sendo natural que no final da época tenha abandonado a equipa insular e se transferido por empréstimo para o continente e para o Belenenses.

Na equipa lisboeta, o lateral-esquerdo não tem sido titular indiscutível (tem dez jogos realizados), mas sempre que foi utilizado demonstrou grande competência, destacando-se a exibição sóbria e segura que fez em Alvalade em jogo da Taça de Portugal.

Lateral-esquerdo sério e competente

Igor Pita é um lateral-esquerdo de 1,84 metros que se destaca pelo bom pulmão, velocidade e segurança e competência no processo defensivo da equipa que defende.

Ofensivamente, é um jogador que sabe subir no flanco sendo incisivo e inteligente na forma como o faz, pois nunca coloca em causa a segurança defensiva quando sobe no terreno.

Neste momento, com 22 anos, trata-se de um jovem jogaodr português com condições para evoluir no futebol português, até porque actua numa posição onde, normalmente, existe muita escassez de valores nacionais.

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