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Arquivos para a Categoria ‘Rescaldo Nacional 2010/11’

Moisés terá a missão de parar os atacantes leoninos

O principal encontro da última jornada da primeira volta da Liga Zon Sagres 2010/11 é, claramente, o duelo entre leões e bracarenses a disputar em Alvalade. Trata-se de um duelo entre duas equipas que têm desiludido nos seus percursos no campeonato nacional, sendo que o Sporting, com mais responsabilidades, já se encontra a treze pontos do líder e o Sp. Braga, vice-campeão nacional, situa-se num desolador sétimo lugar da classificação. Nos outros encontros da ronda, destaque para a recepção do líder FC Porto ao Marítimo e para a importantíssima deslocação dos encarnados a Leiria, num duelo que o Benfica está obrigado a ganhar.

FC Porto-Marítimo

O FC Porto tem se assumido como dominador absoluto do campeonato, todavia, vem de uma derrota caseira diante do Nacional para a Taça da Liga e importa perceber se os dragões ficaram de alguma maneira afectados pelo desaire. Curiosamente, este duelo também é diante de uma equipa madeirense e que, inclusivamente, está em crescendo de forma, sendo, assim, um importante teste à saúde desportiva azul-e-branca.

U. Leiria-Benfica

Em termos de campeonato, o Benfica, desde o pesado desaire no Dragão (0-5), apenas conheceu a vitória, estando no plano específico da Liga Zon Sagres num excelente momento. Contudo, com o FC Porto a não vacilar e a somar por vitórias todos os jogos que realiza, o Benfica vê-se obrigado a ganhar todos os jogos que efectua, sendo que este também não é excepção. Veremos se o U. Leiria, a fazer um excelente campeonato (4º), está pelos ajustes.

Sporting-Sp.Braga

Leões e arsenalistas estão a fazer um campeonato bastante abaixo do que seria expectável, sendo que os verde-e-brancos até já foram eliminados da Taça de Portugal. Assim sendo, este jogo torna-se importantíssimo para ambas as equipas, porque enquanto os leões pretendem vencer para cimentar o terceiro lugar e, quiçá, aproximarem-se de Benfica ou FC Porto, o Sp. Braga quererá triunfar para reduzir a desvantagem de cinco pontos que tem para os leões e, dessa forma, aproximar-se do terceiro lugar.

Nos outros jogos da ronda quinze, destaque para o Portimonense-V. Setúbal, um duelo que, em caso de vitória dos sadinos, deixará os algarvios ainda mais longe da linha de água. A jornada conclui-se com o V. Guimarães-Naval, Académica-P. Ferreira, Rio Ave-Olhanense e Nacional-Beira-Mar.

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Anselmo (à esq) festeja um dos seus dois golos

Na primeira jornada da terceira fase da Taça da Liga, o principal destaque vai para a surpreendente derrota caseira do FC Porto diante do Nacional (1-2), num resultado que, pelo regulamento da competição (só o primeiro de cada grupo se apura para as meias-finais), complica bastante as contas dos azuis-e-brancos na prova. De resto, tudo normal, com Benfica, Sporting e Sp. Braga a servirem-se do factor casa para superarem Marítimo, Naval e Vitória de Guimarães, respectivamente.

Grupo A: Primeira derrota portista com o carimbo de um velho conhecido

O FC Porto recebeu o Nacional e, sem fazer um jogo brilhante, ia levando a água ao seu moinho, colocando-se em vantagem com um golo de Hulk e controlando totalmente o desafio. Contudo, nos últimos minutos, Anselmo, que havia começado a partida no banco, entrou para decidir o encontro, marcando dois golos de oportunidade (o primeiro com colaboração decisiva de Kieszek) e garantindo um surpreendente triunfo para os madeirenses. Curiosamente, em 2006/07, noutra derrota caseira dos portistas, dessa vez com o Estrela da Amadora, foi também Anselmo a saltar do banco e a fazer a diferença com um golo decisivo.

Resultados do Grupo A

FC Porto 1-2 Nacional / Gil Vicente 2-1 Beira-Mar

Classificação

  1. Nacional 3
  2. Gil Vicente 3
  3. FC Porto 0
  4. Beira-Mar 0

Grupo B: Benfica superou tranquilamente o teste madeirense

A jogar em casa, os encarnados venceram com relativa facilidade o Marítimo, após uma primeira parte em que dominaram totalmente o jogo e materializaram esse ascendente com golos de Salvio e Saviola. Depois, na segunda metade, bastou ao Benfica controlar tranquilamente o desafio, sendo que os madeirenses apenas ameaçaram nos descontos quando o argelino Cherrad atirou ao poste da baliza. Em suma, vitória justíssima do Benfica, diante do adversário teoricamente mais difícil do grupo.

Resultados do Grupo B

Benfica 2-0 Marítimo / Desportivo das Aves 3-2 Olhanense

Classificação

  1. Benfica 3
  2. Desportivo das Aves 3
  3. Olhanense 0
  4. Marítimo 0

Grupo C: Braga supera clássico minhoto e aproxima-se das meias-finais

Num jogo marcado pelas picardias e pelas expulsões de dois jogadores do Vitória de Guimarães, o Sp. Braga não se abalou pelo golo madrugador de Toscano (3′) e deu a volta com tentos de Alan (21′), Lima (42′) e Meyong, este já nos descontos e com os vimaranenses reduzidos a nove unidades. Tratou-se de uma vitória justa da equipa que praticou melhor futebol no terreno de jogo do Estádio AXA em Braga e que aproxima os arsenalistas das meias-finais da Taça da Liga.

Resultados do Grupo C

Sp. Braga 3-1 V. Guimarães / Arouca 2-3 Paços de Ferreira

Classificação

  1. Sporting de Braga 3
  2. Paços de Ferreira 3
  3. Arouca 0
  4. Vitória de Guimarães 0

Grupo D: Entrada de Vukcevic foi decisiva na vitória leonina

O Sporting teve uma entrada muito pobre no jogo diante do lanterna-vermelha da Liga Zon Sagres: Naval. Depois de uma hora de futebol pouco incisivo e, muitas vezes, inconsequente, os leões acabaram por beneficiar bastante da entrada de Vukcevic e, também, de Jaime Valdés para passarem a ser uma equipa muito mais perigosa. De facto, pouco depois de entrar, o chileno atirou à trave da baliza da Naval e, logo a seguir, na sequência de um livre directo de Simon Vukcevic (69′), surgiu o primeiro golo dos verde-e-brancos. Até final, perante uma equipa visitante que não reagia, só deu Sporting e ainda deu tempo para Liedson (72′), com um golo de levantar o Alvalade XXI, fazer o 2-0 final.

Resultados do Grupo D

Sporting 2-0 Naval / Estoril 0-1 Penafiel

Classificação

  1. Sporting 3
  2. Penafiel 3
  3. Estoril 0
  4. Naval 0

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Hulk marcou o golo da vitória portista

O FC Porto venceu, em casa, o Vitória de Setúbal por uma bola a zero e, assim, manteve a vantagem de oito pontos perante o Sport Lisboa e Benfica (venceu a Olhanense por 2-0) no topo da Liga Zon Sagres. Num jogo pouco conseguido dos dragões, valeu um golo de Hulk na sequência de uma grande penalidade muito duvidosa. Nesta ronda, destaque para o regresso aos triunfos do Sporting (venceu em Portimão por três bolas a uma) e para o afundar do Sp. Braga que, ao perder em Leiria (1-3), alcançou a sexta derrota da época em jogos do campeonato.

FC Porto 1-0 V. Setúbal

Os dragões, talvez cansados da partida de Viena, entraram pouco acutilantes na partida e, perante um Vitória que se fechava muito no seu último reduto, não criavam grande volume de jogo para a baliza de Diego, ainda assim, jogadores como Rodríguez, Guarín ou Moutinho estiveram perto do golo.

Ao minuto 40, Belluschi, de livre directo, atirou à trave e esse lance foi uma espécie de prefácio para o golo do FC Porto, que surgiu, logo a seguir, após um penalti assinalado após pretensa falta de Collin sobre Falcao na área de rigor. Na conversão do castigo, Hulk não perdoou e colocou os portistas a vencer por uma bola a zero. O FC Porto chegava ao intervalo a vencer.

Na segunda metade, os visitantes surgiram mais atrevidos e o FC Porto baixou ainda mais o ritmo, pretendendo que o desafio escoasse até final sem peripécias de maior. Na verdade, a sua missão quase era cumprida na perfeição até que, ao minuto 89, os sadinos conquistam uma grande penalidade.

Jaílson, na conversão, faz a igualdade, mas o árbitro entendeu que a grande penalidade deveria ser repetida. Nessa segunda tentativa, o mesmo Jaílson encheu o pé, mas a bola acabou por subir em demasia e só parar nas bancadas do Dragão.

Pouco depois, terminava a partida com vitória difícil de uma equipa portista que esteve muitos furos abaixo do que já nos habituou.

Benfica 2-0 Olhanense

Os encarnados entraram mal no jogo e, nos primeiros minutos, foi mesmo a equipa algarvia a assumir-se como mais perigosa, perante um Benfica que não funcionava e em que as principais estrelas como Aimar ou Fábio Coentrão estavam muito abaixo do habitual.

Na verdade, na primeira parte, o Benfica pouco fez e acabou por ser feliz num lance em que um cabeceamento inofensivo de Cardozo (42′) foi mal interceptado por Moretto e acabou, caprichosamente, no fundo da baliza visitante.

Após o descanso, as águias subiram de produção e, mesmo sem fazerem uma grande exibição, acabaram por ver Saviola (80′) ampliar a vantagem e conquistaram uma vitória justa, mas sem qualquer brilho, diante do Olhanense (2-0).

Com este resultado, o Benfica mantém-se a oito pontos do FC Porto e aumentou para cinco, a diferença em relação ao terceiro classificado que, neste momento, é o Sporting.

Portimonense 1-3 Sporting

Os algarvios entraram melhor no encontro, mas o domínio que conseguiram durou pouco tempo, sendo que, à passagem do quarto de hora, os leões já controlavam os destinos da partida.

Ainda assim, aos 23 minutos, quando Hélder Postiga abriu o activo após uma sucessão de ressaltos, talvez fosse um castigo demasiado pesado para o Portimonense. Contudo, ironia das ironias, a equipa algarvia acabou por chegar ao empate, num golo de Pires (38′), quando, valha a verdade, também não o merecia.

Após o 1-1, pensou-se que o jogo escoasse até ao intervalo sem grandes motivos de interesse com os treinadores a aproveitarem o intervalo para corrigirem os erros que haviam detectado. Todavia, o Sporting não esteve pelos ajustes e, até ao final do primeiro tempo, conseguiu marcar por duas vezes, graças a golos de Maniche (43′) e André Santos (45′). Agora, a vencer por 3-1, o Sporting tinha o jogo praticamente decidido.

Assim sendo, na segunda metade, a equipa verde e branca limitou-se a gerir o desafio sem grandes problemas, controlando, facilmente, o pouco perigo que o Portimonense criava e que surgia, quase sempre, dos pés de Candeias.

Como tal, foi com relativa facilidade que a equipa leonina manteve o 3-1 até final, garantindo, assim, a subida ao terceiro lugar na Liga Zon Sagres.

Nos outros jogos da ronda 13, destaque para o surpreendente empate do Vitória de Guimarães, em casa, diante do Paços de Ferreira (1-1) que lhe custou o terceiro lugar e para a sexta derrota dos arsenalistas no campeonato, desta feita, em Leiria, por três bolas a uma.

O outro resultado da ronda 13 foi o Rio Ave 1-1 Beira-Mar, sendo que o Nacional-Naval e o Académica-Marítimo ainda não se realizaram.

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Walter marcou o primeiro golo portista

Este campeonato corre o risco de ser pouco mais que um passeio para uma equipa azul e branca que se recusa a vacilar e a perder pontos. Desta vez, mesmo sem acelerarem, os dragões venceram (2-0) um bem organizado Portimonense, que apesar do bom posicionamento táctico, nunca pareceu colocar realmente em perigo o triunfo portista. Com alguma esperança, mas remota, no título, continua o Benfica, que regressou às vitórias com uma goleada diante da Naval (4-0), mantendo-se a dez pontos do líder FC Porto e à espera de um colapso súbito dos azuis e brancos para reentrar na luta pelo bicampeonato.

FC Porto 2-0 Portimonense

Depois de terem vencido o Benfica por cinco bolas a zero, os dragões baixaram bastante a qualidade exibicional neste desafio diante do Portimonense. Num jogo calmo e pausado, os azuis e brancos entraram naturalmente mais fortes e, durante a primeira parte, criaram algumas oportunidades para marcar, sendo que facturaram por apenas uma vez, por Walter, ao minuto 30.

Na segunda metade, o Portimonense, muito adormecido nos primeiros quarenta e cinco minutos, chegou a assustar os azuis e brancos. Contudo, o FC Porto, com o seu estilo muito pausado e, por vezes, até pachorrento, foi controlando o jogo, vendo, inclusivamente, Otamendi voltar a ter um golo negado “in extremis” por Ricardo Pessoa, tal como havia acontecido uma vez na primeira metade.

Ainda assim, 1-0 é sempre um resultado perigoso e, como tal, os portistas apenas descansaram completamente sobre o minuto 90, quando Hulk, na marcação de um castigo máximo, não perdoou e garantiu a vitória portista por 2-0. Um triunfo que permitiu aos portistas manterem a enorme vantagem de dez pontos sobre o segundo classificado.

Benfica 4-0 Naval

O resultado gordo pode dar a ideia de um jogo fácil para os encarnados, todavia, a primeira parte foi tudo menos isso para o Benfica. Quando Kardec marcou o primeiro golo, aos 10 minutos, já a Naval tinha ameaçado algumas vezes a baliza de Roberto, sendo que, até ao intervalo, Hugo Machado (22′) e Carlitos (40′) acertaram nos ferros da baliza do Benfica. Assim sendo, o resultado ao intervalo era injusto e penalizador para a equipa da Figueira da Foz.

Ainda assim, um golo de Gaitán, logo aos dois minutos do segundo tempo, descansou os benfiquistas que, a partir daí, tranquilos com a vantagem de dois golos, embalaram para uma exibição segura e confiante, acabando por construir uma goleada de quatro bolas a zero, graças ao segundo golo de Gaitán (62′) e a um golo de Nuno Gomes (89′), que, emocionado, dedicou ao seu pai.

Com esta vitória, o Benfica mantém-se no segundo lugar, a dez pontos do líder FC Porto.

V. Guimarães 2-1 Sp. Braga

Pelo segundo jogo consecutivo, o Vitória beneficiou de uma expulsão na sua caminhada para o triunfo. Num desafio em que até começou a perder graças a um golo de Alan (19′), o Vitória, entre o minuto 44 e 45, acabou por ver a história do jogo levar uma grande cambalhota com o golo do empate apontado por Maranhão e a expulsão de Alan.

Em superioridade numérica, os vimaranenses dominaram a segunda parte, todavia, os arsenalistas foram segurando a igualdade até ao minuto 83, quando Miguel Garcia, num lance infeliz, fez autogolo a tentar cortar um cruzamento de Alex.

Com este triunfo, a equipa vimaranense mantém-se colada ao Benfica no segundo lugar, enquanto o Sp. Braga, que averbou a terceira derrota consecutiva, desceu à décima posição.

Académica 1-2 Sporting

Em Coimbra, o Sporting embalou para uma primeira parte de grande maturidade e capacidade competitiva, jogando bem e construindo uma vantagem de dois golos graças aos tentos de Valdés (10′), de penálti, e de Vukcevic (33′). Assim sendo, os leões chegaram ao intervalo com metade do trabalho concluído e, perante a forma tranquila como geriam o jogo, este parecia decidido.

No entanto, logo após o reatamento, Miguel Fidalgo, na sequência de um canto, fez o 1-2 e, de repente, pairou sobre os leões o fantasma do jogo com o V. Guimarães. Ainda assim, os leões, de fato-macaco vestido, souberam unir-se e, mesmo sofrendo ligeiramente aqui e ali, conseguiram segurar o triunfo até ao apito final.

Com esta vitória, os verde e brancos subiram ao quarto lugar, a três pontos de Benfica e V. Guimarães e a treze do FC Porto.

Nos outros encontros da jornada, destaque para o empate a zero no derbi madeirense, num jogo que fez o Nacional cair para a quinta posição e garantiu um importante ponto ao Marítimo na luta pela manutenção. Os outros resultados da jornada onze foram: Rio Ave 3 P. Ferreira 1, U. Leiria 1 V. Setúbal 0 e Olhanense 1 Beira-Mar 1.

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Valdés foi decisivo em Leiria

Quase nem se deu por ele e é certo que ainda continua a longínquos dez pontos do líder FC Porto (venceu em Coimbra, nesta jornada, por 1-0), mas o certo é que o Sporting, com duas vitórias consecutivas, alcançou o terceiro lugar no campeonato. Nesta jornada, num jogo em que podiam ter goleado, os leões acabaram por ser perdulários e terem de sofrer até ao fim para conquistarem uma magra vitória diante do U. Leiria (2-1). Nesta nona jornada, destaque, também, para a quinta vitória consecutiva das águias (2-0 na Luz ao Paços de Ferreira) e para a terceira derrota dos bracarenses (0-2 diante do Rio Ave), um resultado que, em caso de vitória do Guimarães, os pode empurrar para um inesperado sexto lugar na Liga Zon Sagres.

Académica 0-1 FC Porto

Num duelo patrocinado por uma intensa chuva que transformou o relvado em algo de quase impraticável, o FC Porto manteve a senda vitoriosa, ao ultrapassar a Académica por uma bola a zero.

Numa primeira parte em que foram inteligentes, frios e calculistas, os dragões conseguiram colocar-se em vantagem graças a um enorme golo de Silvestre Varela (42′) num remate à meia volta. Nesses primeiros quarenta e cinco minutos, o campo quase parecia uma piscina, mas o FC Porto foi a equipa que mais procurou a baliza contrária e, assim, chegou ao descanso com o prémio da vantagem mínima.

Após o intervalo, a equipa portista continuou a controlar o jogo, mas, desta feita, perdeu frieza em relação à primeira metade. Na verdade, os azuis e brancos perderam mesmo algumas soberanas oportunidades, com destaque para uma grande penalidade desperdiçada por João Moutinho (75′).

Assim sendo, os portistas foram obrigados a sofrer nos últimos momentos, assistindo, inclusivamente, a uma bola a embater na trave da baliza de Helton. Ainda assim, os pupilos de Villas Boas souberam  aguentar o assédio da equipa de Coimbra e assegurarem a oitava vitória no campeonato, mantendo o Benfica a uma distância de sete pontos.

Benfica 2-0 Paços de Ferreira

Os encarnados conquistaram a quinta vitória consecutiva no campeonato após superiorizarem-se, em casa, ao Paços de Ferreira (2-0) num jogo marcado por um enorme golo de Pablo Aimar.

Curiosamente, o Benfica até entrou lento e pachorrento no desafio, permitindo, inclusivamente, que os visitantes fossem criando algum perigo, sempre superiormente rechaçado pelo guarda-redes Roberto.

Ainda assim, depois dos avisos pacenses, Pablo Aimar decidiu pegar na bola, passar por uma legião de defesas vistiantes e, ainda de longe, desferir um pontapé forte e indefensável que só parou no fundo das redes do Paços. Estavam decorridos catorze minutos e, contra a corrente do jogo, o Benfica colocava-se em vantagem.

A partir do golo, o filme do jogo sofreu uma viragem e, a partir deste momento, o Benfica passou a ser dono e senhor do desafio, criando e desperdiçando oportunidades, contudo, o segundo golo não surgiu e, assim, o Paços voltou a ganhar confiança, terminando a primeira metade a pressionar os encarnados.

Este filme inesperado (superiorização do Paços em pleno Estádio da Luz) manteve-se no início da segunda metade, todavia, o Benfica aguentou bem o assédio pacense e, aos 65 minutos, Kardec descansou as águias, após marcar uma grande penalidade que castigou falta sobre Fábio Coentrão.

A perder 2-0, o Paços de Ferreira baixou os braços e, assim, o jogo teve sentido único até final, apenas não se avolumando mais o resultado para os encarnados, porque a frente de ataque do Benfica esteve incrivelmente perdulária nos momentos finais.

Com esta vitória, o Benfica mantém-se a sete pontos do líder FC Porto.

U. Leiria 1-2 Sporting

O Sporting está a crescer e, ontem, voltou a demonstrar isso mesmo após vencer a União de Leiria (2-1), num jogo em que até podia ter goleado.

Numa primeira parte globalmente equilibrada, o Sporting colocou-se em vantagem com um grande pormenor técnico de Jaime Valdés (14′), que matou a bola no peito e rematou sem deixar cair o esférico para o fundo da baliza leiriense.

A perder, a U. Leiria reagiu bem e acabou por chegar à igualdade num lance em que a defesa leonina teve muitas culpas, pois Panandetiguiri passou por uma legião de leões sem que ninguém lhe tirasse a bola e, depois, serviu Carlão para este repor a igualdade. Estavam decorridos 22 minutos no Municipal de Leiria.

Com o jogo empatado e a partida equilibrada, seria necessário um momento de grande inspiração para quebrar o marasmo e foi exactamente isso que aconteceu. Aos 41 minutos, descaído para o flanco esquerdo e ainda fora da grande área, Valdés fez um magnífico remate cruzado e marcou o segundo golo da noite, provando que, talvez, seja homem para jogar nas costas do atacante e não num dos flancos. O Sporting chegava assim ao descanso em vantagem (2-1).

Nos segundos quarenta e cinco minutos o jogo foi totalmente dominado pelos leões que, inclusivamente, falharam golos que podiam ter levado à goleada. De todos os lances desperdiçados pelos verde e brancos, destaque para um cabeceamento de Vukcevic salvo, sobre a linha, por… Hélder Postiga.

Ainda assim, o mais importante (a vitória e os três pontos) foi conseguido e, assim, o Sporting subiu à terceira posição do campeonato.

Rio Ave 2-0 Sp. Braga

A história do jogo entre vilacondenses e bracarenses teve na expulsão de Moisés (27′) o seu capítulo principal. Reduzidos a dez e com um penalti contra, a vida dos arsenalistas não se previa nada fácil e, na verdade, não foi.

Curiosamente, Felipe ainda defendeu o penalti de João Tomás, mantendo, ao menos, o equilíbrio no resultado, todavia, a inferioridade numérica sentiu-se e os bracarenses foram sempre incapazes de discutir o resultado.

Assim sendo, a única dúvida seria descobrir se o Braga iria, ao menos, suster a pressão vilacondense e, assim, segurar um precioso ponto. O tempo foi passando e os arsenalistas foram-se aguentando com maior ou menor dificuldade até que, aos 71 minutos, Zé Gomes, com um remate cruzado, fez o 1-0 para o Rio Ave.

A perder, o Braga ainda se lançou ao ataque em desespero, mas o melhor que conseguiu foi um remate de Elderson (82′) ao poste. Pouco depois, João Tomás fez o segundo golo do Rio Ave e colocou um ponto final no desafio, que terminaria, assim, com uma vitória dos vilacondenses por 2-0.

Com este desaire, o Sp. Braga caiu para a quinta posição, podendo, inclusivamente, descer ao sexto lugar, caso o V. Guimarães vença, esta noite, o Portimonense.

Nos outros jogos da nona ronda, destaque para o empate do Marítimo em Olhão (1-1) que demonstra a retoma madeirense e para os triunfos caseiros de Nacional (1-0 ao V. Setúbal) e Beira-Mar (3-1 à Naval). A jornada só se conclui hoje com o V. Guimarães-Portimonense.

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Golo de Saleiro foi insuficiente para o Sporting

Após mais uma jornada em que o FC Porto fez o que, na verdade, tem feito desde que o campeonato começou: ganhar (desta vez, em casa, diante da Olhanense por 2-0), o Sporting demonstrou que algo vai muito mal para os lados de Alvalade, pois a equipa leonina empatou, em casa, diante do Nacional (1-1) e, assim, somou o terceiro jogo seguido sem vencer para o campeonato. Braga (venceu a Naval, em casa, por 3-1) e Benfica (venceu o Marítimo, nos Barreiros, por 1-0), por sua vez, não vacilaram e continuam na perseguição ao líder isolado FC Porto.

FC Porto 2-0 Olhanense

Dois golos, um do estreante Otamendi (23′) e outro de Hulk (45′) fizeram toda a diferença perante uma equipa algarvia bem organizada, mas incapaz de contrariar a superioridade dos portistas. A equipa portista jogou bem, continuando a demonstrar grande fluidez ofensiva e homogeneidade em todos os sectores e, na verdade, podia ter alcançado resultado mais alargado, mas esse seria um castigo algo pesado para o Olhanense.

Braga 3-1 Naval

Depois de três jogos sem vencer, a equipa bracarense regressou aos triunfos diante de uma equipa da Figueira da Foz que se revelou demasiado macia e que, para piorar o seu panorama, foi infeliz na forma como sofreu os dois primeiros tentos. Na verdade, os dois primeiros golos da equipa arsenalista caíram um bocado do céu e sem que os bracarenses tivessem feito muito por isso, contudo, também foram um castigo para a falta de ambição da Naval. Após os golos de Mossoró (27′) e Orestes (51 p.b.), o jogo ficou decidido, pois a equipa visitante nunca foi capaz de reagir intensamente à desvantagem, ainda que o marcador ainda tenha sofrido alterações graças aos golos de Paulo César (81′) para o Braga e de Fábio Junior (90′) para a Naval.

Marítimo 0-1 Benfica

O Benfica está em crescendo de forma e acabou por sofrer bem mais do que seria expectável diante de um Marítimo que lhe foi inferior em todos os aspectos do jogo. Os encarnados dominaram do princípio ao fim, mas foram bastante perdulários, podendo, inclusivamente, ter sofrido dissabores num dos poucos contra-ataques dos madeirenses. Ainda assim, aos 57 minutos, Fábio Coentrão encontrou, finalmente, o caminho da baliza e descansou o Benfica, que, até final, esteve mais perto do segundo golo que os madeirenses da igualdade.

Sporting 1-1 Nacional

O pesadelo leonino teve mais um episódio no empate caseiro diante do Nacional. Num jogo em que o Sporting voltou a apresentar todos os defeitos que caracterizam o seu futebol (lentidão, ausência de ideias, baixa criatividade, etc), tudo podia ter sido mais risonho quando, aos 64 minutos, após cruzamento de Vukcevic, Saleiro fez excelente remate de primeira e colocou os leões em vantagem. Pensou-se que o Sporting teria o pássaro na mão, todavia, a onze minutos do fim, num lance de insistência, Danielson, com outro excelente pontapé, igualou a partida e colocou sombras ainda mais densas no panorama da equipa de Alvalade.

Nos outros jogos, destaque para o triunfo da Académica (3-1, em casa, diante do V. Guimarães) que, assim, subiu ao segundo lugar. A jornada seis concluiu-se com o U. Leiria 1 Rio Ave 0, Portimonense 1 Beira-Mar 0 e V. Setúbal 1 Paços de Ferreira 0.

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Moutinho tem sido um dos esteios do FC Porto

A jornada cinco correu extremamente bem aos portistas que acabaram por beneficiar de uma combinação de resultados que coloca o melhor classificado dos mais directos rivais a incríveis sete pontos de distância. Cumprindo com a sempre difícil missão de vencerem na Choupana (2-0), os dragões beneficiaram do empate dos bracarenses na deslocação a Paços de Ferreira (2-2) e do triunfo dos encarnados sobre o Sporting por duas bolas a zero. Assim sendo, a equipa que, neste momento, está mais próxima dos azuis e brancos é o V. Guimarães, que venceu o U. Leiria (1-0) e encontra-se a quatro pontos do FC Porto.

Belluschi esteve muito bem com o Nacional

Nacional 0-2 FC Porto

A equipa portista deslocou-se a um campo tradicionalmente difícil, mas acabou por triunfar num jogo em que aliou a sua superior capacidade técnica e táctica a uma excelente capacidade de aproveitamento do erro do adversário.

Num jogo que se iniciou bastante equilibrado, os azuis e brancos, aos 22 minutos, colocaram-se em vantagem, graças a um duplo erro de João Aurélio que, em primeira instância, colocou a mão à bola nas imediações da área e, depois, foi infeliz na sequência do livre de Belluschi, acabando por fazer autogolo.

A partir da vantagem, o FC Porto começou a gerir o encontro, mas sempre com o controlo do mesmo, jogando com os timings da partida e sabendo sempre o que fazer no terreno. Assim sendo, parecia que os azuis e brancos apenas esperavam outro erro dos madeirenses para darem a machadada fatal no Nacional e, valha a verdade, foi exactamente isso que aconteceu, ainda que apenas à segunda tentativa.

Isto porque em cima do intervalo, Falcao falhou um penalti a castigar falta de Tomasevic sobre Varela, num lance que podemos caracterizar como uma espécie de “match point” desperdiçado pelos azuis e brancos.

Contudo, este FC Porto continua a insistir em não se abater pelos momentos infelizes e, assim, manteve os equilíbrios e soube esperar por outro erro do adversário que acabou por surgir no minuto 56, quando após erro de Stojanovic, Varela correspondeu, de cabeça, a cruzamento de Hulk.

Após o 2-0, o jogo ficou invariavelmente decidido e, até ao apito final, foi mesmo o FC Porto que esteve mais perto de ampliar a vantagem no marcador, ainda que o resultado acabasse por não sofrer mais alterações, terminando numa justíssima vitória dos azuis e brancos por duas bolas a zero.

Braga não segurou vantagem diante do Paços

P. Ferreira 2-2 Sp. Braga

Este Sporting de Braga não está a passar por uma boa fase e esta deslocação a Paços de Ferreira foi a prova clara e inequívoca dessa situação.

Num jogo em que os bracarenses entraram praticamente a ganhar, graças a um golo de Moisés (10′) na sequência de um canto milimétrico de Luís Aguiar, nunca se vislumbrou a segurança e a tranquilidade que costuma pautar as exibições dos arsenalistas desde a temporada passada.

Na verdade, durante grande parte da primeira parte, o Sp. Braga passou por vários calafrios, ainda que a ineficácia local tenha permitido aos arsenalistas irem para o intervalo em vantagem no marcador.

Após o descanso, a eficácia voltou a premiar o Braga que chegaria ao 0-2 na sequência de um lance em que o uruguaio Luís Aguiar demonstrou toda a sua classe, marcando um golo de excelente nível num remate de primeira e sem deixar cair a bola no relvado.

Apesar da tremideira evidenciada até ali, pensou-se que a vantagem de dois golos acalmasse o Braga, mas foi puro engano, pois a equipa recuou em demasia e começou a garantir demasiados espaços ao Paços de Ferreira, convidando a equipa local a acercar-se com perigo da baliza de Felipe.

Assim sendo, foi sem surpresa que, aos 69 minutos, Baiano fez o 1-2, na sequência de um excelente remate. Esse golo animou ainda mais os castores, que iam somando oportunidades para empatar, apenas esbarrando na ineficácia e na boa exibição do guarda-redes Filipe.

Ainda assim, no último acto do desafio, Cohene, na sequência de um canto de Maykon, fez o 2-2, garantindo a divisão de pontos e alguma justiça no marcador.

Cardozo foi o herói do derby

Benfica 2-0 Sporting

Num duelo em que estava obrigado a ganhar devido à precária situação em que se em encontrava na tabela classificativa, o Benfica acabou por não vacilar, vencendo os leões por 2-0, num jogo que foi bem mais simples do que se poderia esperar.

Os encarnados entraram bem e foram somando lances de bola parada nas imediações da grande-área leonina. Sabendo-se do poder do Benfica nas bolas paradas e, ao mesmo tempo, da fragilidade leonina nesse aspecto do jogo, foi sem surpresa que, aos 13 minutos, Cardozo, na sequência de um canto de Aimar, fez o 1-0.

A perder, o Sporting tentou reagir, chamando a si as despesas do jogo. Todavia, apesar de ter mais posse de bola, a equipa verde e branca foi sempre muito passiva e careceu de intensidade ofensiva, sendo incapaz de colocar a baliza de Roberto em perigo até ao intervalo.

Após o descanso, o filme do jogo estava destinado a ser uma cópia fiel do final da primeira metade, até porque o Benfica parecia confortável na expectativa, tal era a incapacidade leonina de esboçar uma movimentação ofensiva que fosse capaz de levar algum perigo à baliza de Roberto.

No entanto, aos 49 minutos, Saviola combinou com o Cardozo e o paraguaio, num remate de primeira e de belo efeito, fez um golo de belo efeito, colocando o Benfica a vencer por 2-0 e ainda mais confortável no jogo.

A partir daqui, o Sporting finalmente foi capaz de se libertar um pouco das amarras que quase sempre o prenderam no relvado da Luz. Ainda assim, e até final da partida, apenas por uma vez esteve perto de reduzir as distâncias, quando Liedson, após bom trabalho individual, atirou a centímetros da baliza encarnada.

Em suma, vitória justíssima do Benfica que parece em crescendo de forma, perante um Sporting que insiste em alternar boas exibições como a de Brondby e a de Lille com jogos muito fracos como este no Estádio da Luz.

Nos outros duelos da jornada, destaque para os triunfos de V. Guimarães (1-0 ao Leiria) e Olhanense (2-0 ao Portimonense) que continuam invictos no campeonato. Os outros resultados da jornada foram o Beira-Mar 1 Marítimo 1, o Rio Ave 2 Académica 2 e o Naval 0 V. Setúbal 0.

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Hulk esteve muito bem diante do Braga

O FC Porto continua a demonstrar que é a equipa em melhor forma nesta fase do campeonato e, desta feita, passou o difícil teste bracarense, vencendo, no Dragão, por três bolas a duas. A equipa portista continua a só saber vencer em competições oficiais e, assim, irão encarar o compromisso europeu desta semana diante do Rapid Viena com moral em alta. Por outro lado, as duas equipas lisboetas continuam a dar passos em falso, com o Benfica a perder em Guimarães (1-2) e o Sporting a não passar do nulo, em casa, diante do Olhanense.

Golo de Aguiar não impediu derrota do Braga

FC Porto 3-2 Sp. Braga

Dragões e arsenalistas protagonizaram um jogo que nem parecia originário da Liga Zon Sagres, tal a emoção e velocidade que pautou o encontro.

A equipa portista entrou a perder, pois o Braga, graças a um excelente livre convertido por Luís Aguiar (16′) soube se colocar em vantagem e todos sabemos como os arsenalistas são perigosos quando se colocam em vantagem no marcador. Nessa fase, os adeptos portistas temeram o contra-ataque bracarense, mas este FC Porto de Villas Boas tem demonstrado grande inteligência e, durante os primeiros quarenta e cinco minutos, nunca deu veleidades ao Braga, conseguindo, inclusivamente, chegar ao empate, aos 33 minutos, quando Varela empatou a contenda.

Na segunda metade, o FC Porto voltou a sofrer um soco no estômago, quando Lima, a meia hora do final, em outro excelente pontapé dos bracarenses, fez o 1-2. No entanto, os portistas voltaram a saber reagir e, assim, foi com alguma naturalidade que conseguiram dar a volta ao marcador com golos de Hulk (63′) e Varela (70′).

Os arsenalistas ainda procuraram chegar à igualdade tendo, inclusivamente, terminado o jogo em cima dos dragões. Contudo, o FC Porto soube segurar a vantagem e, assim, garantir cinco pontos de avanço sobre Braga e Sporting e nove sobre o Benfica.

Liedson não esteve inspirado

Sporting 0-0 Olhanense

Em Alvalade, leões e algarvios fizeram um jogo muito pobre e que até podia ter terminado num contexto mais sombrio para os sportinguistas caso o árbitro não tivesse anulado um golo aparentemente limpo do Olhanense. Durante os noventa minutos da partida, o Sporting nunca revelou intensidade de jogo para levar de vencido um conjunto algarvio que não é brilhante na abordagem ao jogo, mas que sabe se posicionar no relvado e ser perigosa no contra-ataque.

Na primeira parte, o Sporting podia, caso Liedson estivesse ao seu nível, ter-se colocado em vantagem, mas a Olhanense também podia ter feito o 0-1, caso o árbitro não tivesse anulado um golo limpo a Jardel por alegada falta sobre André Santos.

Por outro lado, na etapa complementar, o jogo teve sentido único, ainda que isso nunca tenha resultado num domínio absoluto dos leões. O Sporting teve mais bola, procurou mais a baliza, mas fê-lo sempre com pouca velocidade, inteligência e discernimento. Assim sendo, dava a ideia que os algarvios nem precisavam de fazer muito para irem segurando o zero a zero.

Para piorar o contexto leonino, os avançados sportinguistas não andam a acertar com a baliza, assitindo-se, uma vez mais, a falhanços que fariam corar um jogador distrital, como um lance em que Saleiro, na pequena área, não superou Moretto.

Assim sendo, o zero a zero é inteiramente justo, punindo um Sporting que tem de evoluir muito para se poder considerar um candidato ao título e premiando uma Olhanense que, neste campeonato, ainda não perdeu.

Fábio Coentrão lutou mais do que jogou

V. Guimarães 2-1 Benfica

Num jogo em que o Benfica tem razões para se queixar da arbitragem (2 foras de jogo mal tirados e dois lances muito duvidosos na área do V. Guimarães), há também que realçar que a sorte (ou falta dela) também foi importante para o desfecho negativo dos encarnados. Ainda assim, o Benfica continua a léguas de distância da temporada passada, numa letargia tão contagiante como inacreditável para quem conheceu a versão 2009/10 desta equipa lisboeta.

As águias entraram a perder, graças a um golo de Edgar (16′) mas souberam reagir, empatando por Saviola (32′) e criando outras situações de golo, num jogo que se desenrolava a um excelente ritmo e que se traduzia num bonito espectáculo.

Na segunda metade, os encarnados continuaram a procurar a vantagem, mas o V. Guimarães tentava equilibrar as operações, situação que, com os passar dos minutos, tornou-se mais notória.

O tempo passava e as equipas e os adeptos começavam a resignar-se ao empate, quer dizer, todos menos Rui Miguel que, aos 80 minutos, antecipou-se a David Luiz  e fez o 2-1 para os vimarenenses.

Com pouco tempo para jogar e a capacidade anímica a roçar o zero, o Benfica foi incapaz de reagir à desvantagem, permitindo que o V. Guimarães conseguisse que o jogo fluísse para o seu final sem grandes problemas.

Assim sendo, com esta vitória, o Guimarães isolou-se na segunda posição (oito pontos) e o Benfica, com três pontos (quem o diria no início da época?), encontra-se na décima terceira posição…

Nos outros jogos da ronda, destaque para a vitória da Académica sobre a Naval (3-0) que deixou a equipa de Coimbra na terceira posição da tabela e menções honrosas para as primeiras vitórias de Portimonense (3-1 ao Rio Ave) e U. Leiria (2-1 ao Nacional). Quem também está muito bem no campeonato são os pacenses que, com o empate  no campo do Marítimo (1-1), mantêm-se sem conhecerem o sabor da derrota na Liga Zon Sagres.

A quarta jornada termina hoje, em Setúbal, num duelo entre o Vitória local e o Beira-Mar.

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Belluschi fez um grande golo

O FC Porto só sabe ganhar esta temporada em jogos oficiais, tendo, desta feita, vencido, em casa, o Beira-Mar por três bolas a zero, num duelo em que o seu triunfo foi mais difícil do que o resultado aparenta. Nesta jornada, a equipa portista beneficiou ainda do empate do Sp. Braga em Setúbal (0-0) e, acima de tudo, do desaire dos encarnados na Choupana, uma derrota que significou o pior arranque das águias no campeonato desde 1952/53 e que coloca o Benfica a seis pontos dos azuis e brancos à segunda jornada. Nesta ronda, há ainda que destacar a primeira vitória dos leões nesta Liga Zon Sagres, um triunfo que surgiu quase nos descontos através de um penalti convertido por Matias Fernandez.


Falcao mantém veia goleadora

FC Porto 3-0 Beira-Mar

Os dragões que entraram para este jogo com apenas dois extremos disponíveis, viram o azar voltar a bater à porta logo nos primeiros minutos de jogo, quando Ukra se lesionou e obrigou Villas Boas a adaptar Belluschi à direita. Essa alteração tirou fluidez ao jogo ofensivo dos portistas que, durante muito tempo, pareceram perdidos e sem ideias perante uma bem organizada formação aveirense.

Assim sendo, o jogo decorria sem grandes motivos de interesse até que, aos 25 minutos, quando ninguém o previa, Álvaro Pereira ganhou a linha e cruzou para Falcao que, no coração da área, cabeceou cruzado para o 1-0.

Pensou-se que o FC Porto embalaria para uma vitória tranquila, mas o Beira-Mar reagiu bem e teve um par de boas oportunidades para empatar a partida, só que Wilson Eduardo não esteve inspirado e desperdiçou as soberanas ocasiões.

Como, normalmente, quem não mata morre, o FC Porto, em cima do intervalo, puniu o desperdício aveirense e, na conversão perfeita de um livre directo, Belluschi fez o 2-0 e deixou o jogo praticamente resolvido.

Após o descanso, a vencer por duas bolas a zero, o FC Porto soube controlar a partida e assistiu, com o passar dos minutos, a alguma quebra anímica dos aveirenses que foram, naturalmente, baixando os braços.

Assim sendo, foi sem surpresa que as melhores oportunidades da segunda metade pertenceram aos portistas que, conseguiram ainda ampliar a vantagem aos 81 minutos, em mais um golo de Radamel Falcao.

Pouco depois terminava a partida com uma vitória (3-0) exagerada mas amplamente justa de uma equipa portista que revela crescimento de jogo para jogo.

Sadinos e bracarenses não passaram do nulo

V. Setúbal 0-0 Braga

Pesou bastante na mente dos bracarenses o facto de terem um jogo europeu em Sevilha na semana seguinte, pois os arsenalistas estiveram, em Setúbal, muito abaixo do que nos tinham vindo a habituar.

Apesar de terem entrado bem no jogo, o Braga foi perdendo gás e os sadinos começaram a controlar o jogo, ainda que aparentassem um medo excessivo dos bracarenses, pois apesar de dominarem as operações, o risco era sempre demasiado calculado.

Assim sendo, o jogo foi avançando para o descanso  sem grandes motivos de interesse até que, em cima do minuto 45, Lima, com tudo para colocar o Braga em vantagem, atirou para a bancada.

Pensou-se que esse lance ocorrido em cima do intervalo pudesse espevitar os bracarenses na segunda parte e Domingos ajudou a essa ideia ao colocar em campo Alan e Paulo César.

De facto, a segunda parte foi totalmente dominada pelos bracarenses que, contudo, nunca tiveram o engenho de ultrapassar um inspirado Diego, que defendeu com mestria a baliza sadina.

Assim sendo, o zero a zero final acaba por punir a falta de ambição sadina e, acima de tudo, um Braga que pareceu sempre com a mente no Sanchez Pizjuan.

Matias fez os leões respirarem de alívio

Sporting 1-0 Marítimo

Os leões, após os desaires em Paços de Ferreira e, acima de tudo, em casa diante do Brondby, sentia-se sobre uma enorme pressão para vencer o Marítimo em Alvalade.

Essa pressão sentiu-se bastante na primeira parte, com os leões a terem dificuldade de penetração no último reduto madeirense e, ao mesmo tempo, a terem de lidar com os rápidos contra-ataques do Marítimo.

Assim sendo, foi sem surpresa que o duelo chegou igualado (0-0) ao intervalo, não se prevendo facilidades para o Sporting na segunda metade.

Realmente, após o descanso e apesar de o Sporting ter subido ligeiramente de produção, as dificuldades dos leões mantinham-se, pois apesar de, agora, o Sporting dominar as operações, mantinha-se a falta de discernimento no último terço, muito por culpa de um nervosismo que se agravava com a passagem dos minutos.

Aos 65 minutos, num rápido contra-ataque, o Marítimo podia ter tornado o jogo num pesadelo ainda maior para os leões, mas o chapéu de Cherrad a Rui Patrício saiu a centímetros da baliza leonina.

Passado esse susto, o jogo manteve a mesma toada e todos os adeptos leoninos presentes no Estádio Alvalade XXI já se resignavam ao empate e a mais uma frustração. No entanto, em cima do final do jogo, num lance confuso na área madeirense, Liedson foi carregado em falta e o árbitro não hesitou em assinalar o castigo máximo.

Na conversão, Matias não perdoou e, assim, os leões venceram por 1-0, podendo respirar e sacudir a pressão, pelo menos até quinta-feira.

Cardozo esbarrou sempre em Bracalli

Nacional 2-1 Benfica

O Benfica até entrou bem no desafio e, durante a primeira parte, os encarnados foram claramente a melhor equipa sobre as quatro linhas.

Os encarnados dispuseram de boas ocasiões, mas não estiveram de pontaria afinada com Gaitan, Cardozo e Saviola a desperdiçarem excelentes oportunidades para marcar.

Assim sendo, o nulo ao intervalo punia a falta de eficácia encarnada, que devia ter capitalizado em golos o ascendente sobre o terreno de jogo.

Após o descanso, o jogo iria sofrer uma viragem, pois na primeira vez que o Nacional chegou com perigo à baliza benfiquista, Luís Alberto fez o 1-0 para os madeirenses.

Este golo premiava a eficácia nacionalista e foi um rude golpe para um Benfica que caiu muito em termos anímicos. A vida tornava-se muito complicada para os encarnados e pior ficou aos 65 minutos, quando Roberto, deixou um cabeceamento inofensivo bater na trave e, assim, permitiu a Orlando Sá, na recarga, fazer o 2-0, num lance que roçou o ridículo.

A vencer por duas bolas a zero, o Nacional soube aproveitar a desorientação encarnada para controlar o jogo até final. Na verdade, nessa fase, apenas Carlos Martins remava contra a maré e o médio encarnado seria mesmo premiado com o golo, já nos descontos. Um golo de belo efeito, mas que apenas minimizou o desaire das águias.

Em suma, triunfo de um Nacional muito eficaz, perante um Benfica que não está bem e que, numa fase tão madrugadora da época, já se encontra a seis pontos do líder.

Nos outros jogos da jornada, a Naval foi vencer a Portimão (1-0) e o Académica-Olhanense (1-1), V. Guimarães-Rio Ave (0-0) e U. Leiria-P. Ferreira (0-0) terminaram empatados.

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Académica festeja golo da vitória

Benfica e Sporting entraram da pior maneira no campeonato nacional, após perderem com Académica (1-2) e Paços de Ferreira (0-1), respectivamente, na primeira jornada da Liga Zon Sagres. A derrota do campeão nacional torna-se ainda mais surpreendente, pois as águias jogaram na sua própria casa e, durante cerca de 40 minutos, estiveram com uma unidade a mais no terreno de jogo. Assim sendo, os grandes vencedores da ronda acabaram por ser o FC Porto (venceu na Figueira da Foz por 1-0) e Sp. Braga (venceu o Portimonense, em casa, por 3-1), que, assim, iniciam o campeonato com três pontos de avanço sobre os mais directos perseguidores.


Jara estreou-se a marcar em jogos oficiais

Benfica 1-2 Académica

Apesar da derrota na Supertaça, poucos acreditavam que o Benfica pudesse baquear, na sua própria casa, diante dos estudantes. No entanto, o Benfica, que nem entrou mal no desafio, viu a Académica adiantar-se no marcador, aos 26 minutos, na sequência de um livre apontado por Diogo Valente e finalizado com toda a tranquilidade por Miguel Fidalgo. Esse golo intranquilizou os encarnados e estes, até final da primeira parte, foram incapazes de reagir com clarividência, falhando muitos passes e não conseguindo qualquer jogada com princípio, meio e fim.

Após o descanso, esperava-se que o Benfica entrasse forte e com vontade de dar a volta ao marcador. Por volta dos 50 minutos, Addy foi expulso e pensou-se que esse seria o catalisador perfeito para a reviravolta no resultado, pois ninguém acreditava que a Académica pudesse suportar durante quarenta minutos a pressão de uns encarnados a jogarem em superioridade numérica.

A partir daqui, o Benfica, naturalmente, assumiu as despesas do jogo e, pela primeira vez, conseguiu encostar a Académica às cordas, começando-se a advinhar o golo da igualdade, que surgiu, sem surpresa, aos 62 minutos, quando Jara, a cruzamento de Fábio Coentrão, não perdoou.

Pensou-se que o segundo golo seria uma questão de tempo, todavia, o tempo foi passando e, apesar do Benfica jogar no meio campo da equipa de Coimbra, o golo não surgia. Curiosamente, nos descontos, quando já todos se resignavam ao empate, foi a Académica que, numa jogada de rápido contra-ataque, viu Laionel, de muito longe, desferir forte pontapé que passou por cima de um adiantado Roberto, tocou no poste, e entrou na baliza do Benfica.

Uma vitória que premiou o bom futebol da Académica, enquanto jogaram onze contra onze e a entreajuda dos estudantes quando passaram a ficaram em inferioridade numérica.

Rondon foge a Daniel Carriço

Paços de Ferreira 1-0 Sporting

O Sporting entrou mal no campeonato, muito por culpa da sua finalização que, em Paços de Ferreira, voltou a ser o calcanhar de Aquiles da equipa leonina. Principalmente na primeira parte, os verde e brancos falharam tentos que lhes permitiriam ganhar facilmente o jogo, com destaque para um remate à trave de Postiga e remates perigosos do mesmo Postiga, Carriço, Polga e Liedson.

Na segunda metade, os leões baixaram um pouco de produção e o P. Ferreira aproveitou a falta de rotinas da dupla de centrais (Polga-Nuno André Coelho), para, na sequência de um cruzamento bem medido de Manuel José, Mário Rondon fazer o 1-0 para a equipa da Capital do Móvel.

A partir do golo sofrido, os leões, apesar de terem terminado o jogo com quatro avançados, foram incapazes de terem o discernimento necessário para procurarem, com critério, a igualdade, acabando, naturalmente, por averbarem uma derrota que, por certo, terá consequências na moral da equipa verde e branca.

Hulk em luta com um navalista

Naval 0-1 FC Porto

O FC Porto entrou no campeonato a vencer, ainda que tenha feito uma exibição pouco inspirada na Figueira da Foz.

Depois de uma primeira metade muito fraca dos dragões, em que a Naval foi mesmo a equipa mais perigosa, os azuis e brancos subiram ligeiramente de produção após o descanso, começando a jogar mais no meio campo da Naval e criando algumas situações de perigo para a baliza de Salin.

Ainda assim, foi a equipa navalista que teve uma grande oportunidade para se colocar em frente no marcador, quando Previtali, a passe de Camora, ficou em excelente posição para fazer o golo, contudo, demorou tanto tempo para rematar, que permitiu a Álvaro Pereira o corte na hora H.

O jogo caminhava para o seu final e já todos se resignavam à igualdade, quando Jonathas colocou a mão na bola em plena área da Naval. Na sequência do castigo máximo, Hulk não perdoou e deu uma importante vitória aos dragões no arranque do campeonato nacional.

A festa do Sporting de Braga

Braga 3-1 Portimonense

Num bom jogo de futebol entre duas equipas de tracção ofensiva, o Braga aproveitou a sua maior experiência para levar de vencida a equipa algarvia por três bolas uma.

Os arsenalistas colocaram-se em vantagem no primeiro lance de grande perigo que dispuseram, quando Matheus, de cabeça, fez o 1-0.

Pensou-se que o golo libertaria os bracarenses para uma vitória fácil, no entanto, o Portimonense reagiu muito bem e o segundo tento do Sp. Braga, apontado por Paulo César em cima do intervalo, foi completamente contra a corrente do jogo.

Após o intervalo, o Portimonense continuou a procurar um golo que fizesse abalar a confiança do Braga e esse golo surgiu mesmo, aos 52 minutos, por Elias. No entanto, o tento não abalou uma equipa arsenalista que está com grande confiança e, assim, foram mesmo os bracarenses a fazerem o 3-1 final, com um golo de Salino.

Com esta vitória e exibição segura e personalizada, o Braga garantiu que vai, por certo, lutar pelo título nacional.

Nos outros jogos, destaque para as vitórias fora de Nacional (1-0 ao Rio Ave) e V. Setúbal (1-0 ao Marítimo) e para os nulos no Olhanense-V. Guimarães e Beira Mar-U. Leiria.

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