Feeds:
Artigos
Comentários

Arquivos para a Categoria ‘UEFA’

Costuma-se dizer que o bater das asas de uma borboleta num extremo do globo terrestre pode provocar uma tormenta no extremo completamente oposto e essa teoria pode se aplicar a inúmeras coisas na vida. O Marítimo, por exemplo, estava condenado a não ser cabeça de série no playoff da Liga Europa e a lista de possíveis adversários era extensa e pouco apetecível, contudo, a oito minutos do final do Anorthosis-Dila Gori, com os georgianos a vencer 3-0, dá-se uma invasão de campo por parte dos adeptos cipriotas e o jogo foi interrompido. Essa interrupção evitou que, a tempo do sorteio, se confirmasse o inevitável, ou seja, o Dila Gori como clube apurado para o playoff e, assim, a dupla Anorthosis/Dila Gori apareceu no sorteio como cabeça de série, ficando ambos com o maior coeficiente, o dos cipriotas. Na verdade, esse factor tornou a dupla (Na verdade, todos sabiam que seria o Dila Gori o adversário…) o principal rebuçado para os não cabeças de série, mas podia essa sorte sair a um clube português? Podia… E saiu ao que mais precisava, o Marítimo.

O Marítimo jogará no Estádio Tengiz Burjanadze

Quem é o Dila Gori?

Fundado em 1949, o Dila Gori é um clube com pouca história, mesmo no modesto contexto do futebol georgiano, tendo como único título importante a conquista da Taça da Geórgia em 2011/12, troféu, que, valha a verdade, é o que permitiu que este conjunto participasse agora nas competições europeus.

Desde a fundação do campeonato georgiano, o Dila Gori participou maioritariamente na primeira divisão, mas as suas classificações foram sempre modestas, sendo que o clube disputou mesmo a segunda divisão em 2001/02, 2008/09 e 2010/11 e a terceira em 2009/10.

Curiosamente, a melhor classificação de sempre do clube georgiano surgiu mesmo na temporada transacta (5º lugar) e apareceu num ano de regresso do Dila Gori à primeira divisão, depois de uma subida vertiginosa da terceira divisão ao principal escalão em apenas duas épocas.

Temur Shalamberidze é o treinador do Dila Gori

Como joga?

Os comandados de Temur Shalamberidze actuam normalmente em 4x2x3x1 e, não sendo uma equipa com grande qualidade técnica, são fortes nas transições ofensivas rápidas, sabendo jogar a toda a largura do terreno e em velocidade.

Depois, como é tradicional nestas equipas da ex-URSS, trata-se de um conjunto com grande alma e raça, nunca dando um lance por perdido e nunca virando a cara à luta.

Como principais elementos, destaca-se o seguríssimo guarda-redes croata Skender, o experiente e líder da defesa Salukvadze e o goleador Vatsadze.

Nesse seguimento, o Dila Gori deverá jogar com o seguinte onze, escalado em 4x2x3x1: Skender; Shashiashvili, Salukvadze, Oniani e Kvirkvelia; Bechvaia e Grigalashvili; Guruli, Kakhelishvili e Gvalia; Vatsadze.

Vatsadze é o goleador dos georgianos

Quem é que o Marítimo deve ter debaixo de olho? Vatsadze

Um dos melhores elementos do Dila Gori é o seu ponta de lança Mate Vatsadze, um atacante de 23 anos que brilhou nos quatro primeiros jogos do Dila Gori nesta Liga Europa, marcando cinco golos.

Produto das escolas do Dínamo Tblissi pelo qual marcou 21 golos em 53 jogos pela equipa secundária e 42 tentos em 96 partidas pelo principal conjunto, Vatsadze passou depois, em 2011/12, por um clube russo, o FC Volga, mas não teve grande sucesso, regressando em 2012 à Geórgia para representar o Dila Gori.

No Dila Gori, o ponta de lança já leva 17 golos em 20 jogos, assumindo-se como grande estrela da sua equipa, pela velocidade, inteligência na desmarcação e excelente capacidade finalizadora. Muito móvel e esperto nas movimentações, trata-se, claramente, de um jogador que o Marítimo deve vigiar de perto.

Como chegou ao playoff?

2ª pré-eliminatória: AGF (Dinamarca) 1-2/1-3 Dila Gori

3ª pré-eliminatória: Dila Gori 0-1/3-0 Anorthosis (Chipre)

As possibilidades do Club Sport Marítimo

Num confronto entre o quinto classificado do campeonato português e a equipa que se classificou na mesma posição no campeonato georgiano, é óbvio que o Marítimo tem de se assumir como favorito, pois tem melhor equipa, melhores individualidades e, acima de tudo, maior experiência internacional.

Ainda assim, apesar do favoritismo dos madeirenses ser claro, é necessário que o Marítimo encare este desafio com seriedade, pois, AGF e Anorthosis também eram claramente favoritos a eliminarem este Dila Gori. 

Read Full Post »

João Manuel marcou o primeiro golo leiriense na Taça UEFA

Derrotado pelo FC Porto (0-1) de José Mourinho na final da Taça de Portugal de 2002/03, o União de Leiria conseguiu um histórico apuramento para a Taça UEFA da época seguinte. Também motivados pelo quinto lugar obtido na Liga Portuguesa de 2002/03, a equipa lusitana foi com boas aspirações a fazer uma boa campanha europeia, todavia, acabou por esbarrar precocemente num adversário norueguês que todos os analistas indicavam que estava completamente ao alcance dos pupilos de Vítor Pontes.

Expulsão de Maciel não justificou desaire de Coleraine

Na época, Portugal estava numa posição bem mais baixa no ranking UEFA e, mesmo só levando duas equipas à Taça UEFA, uma delas tinha de disputar a pré-eliminatória da prova. Nessa ronda, o Leiria teve como adversário um frágil Coleraine, equipa norte-irlandesa que, supunha-se, não criaria quaisquer problemas aos portugueses.

Todavia, na Irlanda do Norte, um fraco jogo da equipa portuguesa acabou por redundar numa derrota (1-2) inesperada, sendo que nem a expulsão de Maciel (55 min.) justifica tudo, pois, nessa altura, já o Coleraine vencia por 2-1. Nesse desafio, valeu o golo do já falecido João Manuel para que o U. Leiria mantivesse boas aspirações de apuramento para a primeira eliminatória.

De facto, na segunda mão, o U. Leiria acabou por vencer por 5-0, num jogo em que a expulsão precoce de um defesa norte-irlandês também ajudou e muito a equipa portuguesa. Apesar de tudo, os golos portugueses só surgiram na segunda metade, cabendo a Ludemar (2), Edson (2) e Caíco.

Aventura leiriense esbarrou no pragmatismo escandinavo

Ao contrário da ronda com o Coleraine, o U. Leiria ia começar a primeira eliminatória a jogar em casa diante do Molde BK, um conjunto norueguês que, sendo mais forte que os norte-irlandeses, não assustava a equipa portuguesa.

Na primeira mão, num jogo amplamente dominado pelo Leiria, faltou eficácia para que os portugueses saíssem da partida com um resultado mais gordo que o 1-0 averbado. Nesse jogo, a diferença ficou vincada num extraordinário golo de Caíco (55 min.), através de um potente remate de longe.

Infelizmente, na segunda mão, a equipa portuguesa acabou por não resistir ao poderio físico do Molde, chegando ao minuto 51 a perder por 2-0, devido aos golos de Hoseth e Hestad.

Seis minutos depois, um golo de Maciel reduzia a desvantagem e colocava mesmo o Leiria em posição de se apurar para a ronda seguinte, todavia, a doze minutos do término da partida, Hoseth bisou e terminou, dessa forma, a aventura leiriense na Taça UEFA 2003/04.

Read Full Post »

O último obstáculo verde-e-branco no sonho de chegar à final da Liga Europa é uma forte e dinâmica equipa basca que já teve o condão de ultrapassar equipas como o Manchester United ou o Schalke 04: Athletic Bilbau. Bandeira da comunidade basca (apenas podem actuar jogadores bascos, de origem basca ou formados desde cedo no escalões de formação do Athletic), “Los Leones” são um dos clubes com mais títulos em Espanha, sendo o quarto clube com mais ligas espanholas (oito) e o segundo com mais taças do rei (vinte e quatro). A nível europeu, todavia, o melhor que conseguiram foi uma final da Taça UEFA em 1976/77, feito que, espera-se, não voltem a repetir na actual temporada.

O San Mamés é um inferno

Quem é o Athletic Bilbau?

Fundado em 1898, o Athletic Bilbau é um clube com 114 anos de história e de títulos, tendo desde cedo se assumido como um dos grandes clubes de Espanha.

Desde que foi criado, o clube baseia a sua política na utilização exclusiva de jogadores bascos, sejam eles do País Basco, Navarra ou País Basco Francês, ainda que nos últimos tempos essa política tenha sido aligeirada e jogadores de origem basca mas de outros locais, assim como atletas não bascos mas formados desde muito cedo nas camadas jovens do Athletic também possam ser chamados à equipa principal.

Apesar dessa política restrita, o Athletic assumiu-se sempre como uma equipa que ombreava de igual para igual com os maiores de Espanha, tendo conquistado oito campeonatos domésticos e vinte e quatro taças do rei. Ainda assim, desde 1983/84, “Los Leones” nunca mais conseguiram conquistar um título, situação que também foi agravada com o advento da Lei Bosman e a proliferação de estrangeiros no seio da Liga Espanhola.

Tendo uma história rica em termos domésticos, o Athletic Bilbau, todavia, nunca conseguiu grandes feitos a nível europeu, sendo que a sua melhor campanha surgiu em 1976/77, quando alcançou a final da Taça UEFA, mas perdeu no duelo decisivo com a Juventus (2-1 e 0-1).

Bielsa é dos melhores treinadores do Mundo

Como joga?

Treinado pelo mago argentino Marcelo Bielsa, o Athletic Bilbau é uma equipa de grande qualidade individual e colectiva que, pelo seu estilo de jogo, é muitas vezes considerada uma espécie de pequeno barça.

Actuando num 4x3x3 pleno de mobilidade e criatividade, “Los Leones” são extremamente fortes do meio-campo para a frente, onde jogadores como o médio-ofensivo De Marcos, os extremos Susaeta e Muniain e o ponta de lança Llorente formam um quarteto de enorme qualidade atacante.

Mais atrás, a equipa basca tem menos qualidade individual, todavia, jogadores como o lateral-direito ofensivo Iraola e o trinco Javi Martinez (não pode jogar em Alvalade) também garantem talento ao conjunto de Bielsa.

Equipa sem medo de ter a bola e de assumir o jogo, é fortíssima nas transições, sendo assim um conjunto híbrido que tanto se sente à vontade numa estratégia de ataque continuado, como sabe ser letal em lances de contra-ataque.

Nesse seguimento estratégico e com essa ideologia de futebol de qualidade, o Athletic deverá aparecer em Alvalade com o seguinte onze: Gorka Iraizoz; Iraola, Ekiza, Amorebieta e Aurtenetxe; Iturraspe, Ander Herrera e De Marcos; Susaeta, Llorente e Muniain.

Fernando Llorente é um matador

Quem é que o Sporting deve ter debaixo de olho? Llorente

Aquele que talvez seja o jogador mais decisivo da equipa de Bilbau é um ponta de lança alto e possante que funciona como referência ofensiva do conjunto basco: Fernando Llorente.

Aos 27 anos, o avançado basco já soma 20 internacionalizações (7 golos) pela selecção espanhola e leva (quase) todo o seu percurso desportivo ao serviço do Athletic Bilbau, clube onde concretizou por 81 vezes em 232 jogos da liga espanhola.

Jogador com 1,95 metros, trata-se, naturalmente, de um jogador com forte presença na área, sendo muito difícil de marcar e que em cada duas ocasiões que lhe chegam aos pés ou à cabeça, factura pelo menos uma.

Ainda assim, caso o seu marcador directo esteja atento na marcação e não deixe que o esférico chegue em condições ao poderoso avançado basco, este não reúne características que lhe permitam contornar essa situação, acabando por desaparecer um pouco do jogo. Para bem do Sporting, esperemos que assim aconteça.

Como chegou às semi-finais?

Playoff: Athletic Bilbau vs Trabzonspor (TUR) 0-0, não se realizando a segunda mão, pois o Trabzonspor foi repescado para a “Champions”

Fase de grupos:

  • Athletic Bilbau vs PSG (FRA) 2-0 e 2-4
  • Athletic Bilbau vs Red Bull Salzburgo (AUT) 2-2 e 1-0
  • Athletic Bilbau vs Slovan Bratislava (ESL) 2-1 e 2-1

Classificação:

  1. Athletic Bilbau 13 pontos
  2. Red Bull Salzburgo (AUT) 10 pts
  3. PSG (FRA) 10 pts
  4. Slovan Bratislava (ESL) 1 pt

16/Final: Athletic Bilbau (ESP) vs Lokomotiv Moscovo (RUS) 1-0 e 1-2

8/Final: Athletic Bilbau vs Manchester United (ING) 2-1 e 3-2

4/Final: Athletic Bilbau vs Schalke 04 (ALE) 2-2 e 4-2

As possibilidades do Sporting Clube de Portugal

O último obstáculo para o Sporting chegar à final da Liga Europa é um osso duro de roer, mas o grande Sporting que eliminou o Manchester City e Metalist terá condições mais que suficientes para superar uma equipa que, apesar da excelente campanha europeia, se encontra apenas na sétima posição da Liga Espanhola e a quarenta!! pontos do líder Real Madrid.

Será, no entanto, necessário manietar a linha de construção ofensiva do Athletic composta por jogadores como Muniain e De Marcos, mas, também, anular o forte ponta de lança internacional espanhol Llorente. Depois, se os leões aliarem esse factor à exploração da mais frágil linha defensiva, nomeadamente o lateral-esquerdo Aurtenetxe, tudo poderá estar alinhado para vermos os verde-e-brancos na final de Bucareste.

Read Full Post »

Saganowski era a estrela deste Vitória

A única vez em que os vimaranenses participaram na fase de grupos de uma grande competição europeia foi em 2005/06, quando alcançaram a fase de grupos da Taça UEFA. Num ano em que Sporting, Sp. Braga e Vitória de Setúbal foram eliminados no playoff de acesso a essa mesma fase de grupos, coube aos minhotos defenderem a honra portuguesa, ainda que o agrupamento, com Bolton, Besiktas, Zenit e Sevilha previsse dificuldades que, valha a verdade, se concretizaram, pois o conjunto de Guimarães acabaria por ser incapaz de superar os adversários e passar à fase seguinte da prova.

Wisla de Cracóvia foi um obstáculo bastante acessível

Para chegar à fase de grupos da Taça UEFA, o Vitória de Guimarães teve de ultrapassar o conjunto polaco do Wisla Cracóvia, equipa se previa difícil para os minhotos. Contudo, na primeira mão disputada no Minho, os vimaranenses mostraram um poderio muito superior ao Wisla e venceram por 3-0 (golos de Cléber, Mário Sérgio e Benachour), deixando a eliminatória quase sentenciada.

Na segunda mão, disputada em Cracóvia, o conjunto polaco cedo percebeu ser incapaz de dar a volta aos acontecimentos, baixando os braços e facilitando a vida ao conjunto português. De facto, o Vitória até foi capaz de vencer na Polónia, graças a um golo de Saganowski já perto do apito final.

Grupo mostrou-se demasiado forte para os vitorianos  

Superado o obstáculo polaco, o V. Guimarães ficou integrado num grupo com Zenit, Bolton, Sevilha e Besiktas, adivinhando-se muitas dificuldades para o conjunto português.

No primeiro jogo, disputado em São Petersburgo, o Vitória até fez uma boa exibição, no entanto, quando estava por cima do jogo, um penalti deitou tudo a perder, permitindo a vantagem russa. Mais tarde, o Zenit ainda aumentou para 2-0, sendo que o golo solitário de Neca apenas minimizou a derrota (1-2).

Com uma derrota no primeiro jogo, o Vitória era obrigado a superar o Bolton na segunda partida, sendo que o golo de Saganowski a seis minutos do fim parecia aproximar os vimaranenses desse objectivo. Todavia, um grande golo de Vaz Té três minutos depois garantiu o empate (1-1) aos ingleses e deixou a equipa portuguesa quase eliminada.

Com apenas um ponto em dois jogos, o Vitória precisava de um milagre, que passaria por vencer o Sevilha em Espanha. Todavia, na Andaluzia, o conjunto português perdeu por 3-1, tornando o último jogo com o Besiktas um mero cumprir de calendário. Nessa partida, um conjunto português bastante desmotivado havia de perder com os turcos por 3-1, terminando assim sem grande glória o Grupo H e surgindo um mau pronúncio para o que vinha aí de temporada doméstica: a surpreendente descida de divisão.

Read Full Post »

Apesar da maioria dos portugueses tratarem esta equipa ucraniana com certo desdém, o certo é que só um Sporting ao seu melhor nível será capaz de ultrapassar este Metalist Kharkiv. Com um plantel recheado de estrelas sul-americanas como Cristian Villagra, Taison, José Ernesto Sosa, Cleiton Xavier ou Sebastián Blanco, o clube de Kharkiv está a reduzir bastante a outrora gritante diferença de qualidade perante os gigantes ucranianos: Dínamo Kiev e Shakhtar Donetsk, sendo a extraordinária campanha que está a fazer na Liga Europa um perfeito exemplo do poderio do próximo obstáculo europeu dos leões.

O bonito "Metalist Stadium"

Quem é o Metalist Kharkiv?

Fundado em 1925, o Metalist Kharkiv apenas chegou ao primeiro escalão do futebol soviético em 1960, tendo depois passado por um difícil período que o fez voltar aos escalões secundários da URSS.

Em 1982, o clube ucraniano voltou à primeira divisão, tendo, desta feita, se mantido por lá até à dissolução da União Soviética e conseguindo, inclusivamente, o seu único título importante de toda a sua história: uma Taça da URSS conquistada em 1988, após vitória na final diante do Torpedo Moscovo (2-0).

Desde que a Ucrânia se separou da URSS, o Metalist integrou-se naturalmente na pirâmide futebolística daquele país da Europa de leste, nunca tendo, contudo, conquistado qualquer título ucraniano. Ainda assim, o recente investimento de Oleksandr Yaroslavsky, (um dos donos de um dos mais importantes bancos da Ucrânia) fez com que o clube de Kharkiv começasse a aproximar-se de Shakhtar e Dínamo Kiev, tornando-se presença assídua nas competições europeias e tendo terminado os últimos cinco campeonatos ucranianos na terceira posição.

Myron Markevych é o treinador do Metalist

Como joga?

O Metalist é uma equipa sediada na Ucrânia, todavia, de ucraniano apenas tem o nome. Com inúmeros jogadores sul-americanos e um sistema táctico 4x2x3x1 que privilegia a criatividade e a fantasia, o conjunto de Kharkiv seria facilmente confundido com uma qualquer equipa que disputa a Taça dos Libertadores.

Perigosíssimo nas transições defesa/ataque, o Metalist é uma equipa matreira que gosta de oferecer o comando do jogo ao adversário para depois ser letal em lances de contra-ataque, apoiando aí o seu jogo no elevado índice criativo dos muitos sul-americanos que tem ao seu dispor.

Hoje, em Alvalade, o Metalist deverá se apoiar nesses princípios tácticos e estratégicos, surgindo no relvado com o seguinte onze: Dišljenković; Gueye, Pshenychnykh, Torsiglieri e Villagra; Sosa e Torres; Taison, Cleiton Xavier e Blanco; Devych.

Cleiton Xavier é um desequilibrador

Quem é que o Sporting deve ter debaixo de olho? Cleiton Xavier

No meio de um conjunto bastante talentoso, salta à vista um  médio-ofensivo brasileiro de grande qualidade e que até podia ter se transferido para o Sporting: Cleiton Xavier.

De facto, aquando da transferência de Tinga para o Brasil, o Sporting teve a possibilidade de escolher entre Cleiton e Marcelo Labarthe, tendo acabado por optar pelo segundo com o (in)sucesso que se sabe.

Neste momento, com 29 anos, o antigo jogador do Internacional e do Palmeiras é o cérebro de todas as acções ofensivas do Metalist, destacando-se pela elevada qualidade técnica, superior visão de jogo e enorme qualidade nos lances de bola parada.

Como tal, um dos primeiros passos a dar pelos verde-e-brancos na tentativa de passar esta eliminatória europeia deverá passar por anular as qualidades deste excelente médio-ofensivo brasileiro.

Como chegou aos 4/final?

Playoff: Metalist Kharkiv vs Sochaux (FRA) 0-0 e 4-0

Fase de grupos:

  • Metalist Kharkic vs AZ Alkmaar (HOL) 1-1 e 1-1
  • Metalist Kharkiv vs Áustria Viena (AUT) 4-1 e 2-1
  • Metalist Kharkiv vs Malmö (SUE) 3-1 e 4-1

Classificação:

  1. Metalist Kharkiv 14 pontos
  2. AZ Alkmaar (HOL) 8 pontos
  3. Áustria Viena (AUT) 8 pontos
  4. Malmö (SUE) 1 ponto

16/Final: Metalist Kharkiv vs Red Bull Salzburg (AUT) 4-0 e 4-1

8/Final: Metalist Kharkiv vs Olympiakos (GRE) 0-1 e 2-1

As possibilidades do Sporting Clube de Portugal

O Metalist não tem obviamente a qualidade do Manchester City, todavia, só um Sporting ao seu melhor nível conseguirá afastar uma equipa ucraniana que, lembre-se, tem um orçamento muito superior à equipa verde-e-branca.

Ainda assim o Sporting, pela sua maior experiência internacional, pela embalagem motivacional que conseguiu por ter afastado o Manchester City e pela qualidade do seu plantel terá boas condições de seguir para as meias-finais da Liga Europa, devendo, para isso, encarar o Metalist com o máximo respeito e muita, muita concentração.

Read Full Post »

A festa bracarense da conquista da Taça de Portugal

A estreia europeia do Sporting de Braga deu-se no longínquo ano de 1966, o mesmo da primeira participação portuguesa no campeonato do Mundo e esse direito deu-se após os arsenalistas terem superado o Vitória de Setúbal (1-0) na final da Taça de Portugal de 1965/66, graças a um golo do argentino Perrichon. Era outro Braga, bem distante da qualidade do actual, mas, ainda assim, a equipa arsenalista arrancou para uma bela campanha na Taça das Taças de 1966/67, tendo mesmo conseguido alcançar a segunda eliminatória após eliminar de forma bastante surpreendente os favoritos gregos do AEK Atenas.

Dois triunfos marcaram superioridade bracarense sobre o AEK

O sorteio “uefeiro” colocou o Braga no caminho de um clube helénico na primeira eliminatória da Taça das Taças, no caso, o AEK Atenas. Na primeira mão, disputada na capital grega, esperava-se um jogo muito complicado para o conjunto arsenalista, todavia, a equipa bracarense surpreendeu tudo e todos ao alcançar um magro triunfo por 1-0, graças a um golo de Silva (24 min.).

Assim sendo, para a segunda mão, havia confiança que os bracarenses iriam conseguir chegar à fase seguinte e, de facto, assim foi. Na capital do Minho, o Sp. Braga superou o AEK por 3-2, graças a um golo de Estevão e bis de Perrichon, que contrariaram um golo madrugador de Papaioannou e um autogolo de Coimbra.

Arsenalistas não resistiram à força magiar

Na segunda eliminatória, calhou em sorte ao Sp. Braga um adversário húngaro, o Gyori ETO, clube que ninguém achava superior ao AEK e que, como tal, seria passível de ser superado pelos bracarenses. Contudo, na primeira mão disputada em Gyor, os arsenalistas não resistiram à superioridade húngara, acabando por sucumbir por 3-0.

Apesar do pesado desaire, o Sp. Braga não desistiu de procurar o apuramento na segunda mão, arrancando para uma grande exibição no seu Estádio. Ali, em Braga, os arsenalistas estiveram mesmo muito perto de igualar a eliminatória, todavia, acabaram por só ganhar por 2-0, graças a bis de Perrichon.

Assim sendo, pela falta de um miserável tento, terminava a saudosa primeira participação do Sporting Clube de Braga numa prova organizada pela UEFA.

Read Full Post »

Campeão polaco por nove ocasiões, vencedor da Taça por treze e presente nas meias-finais de provas como a Taça dos Campeões ou a Taça das Taças, o Légia de Varsóvia é claramente um dos grandes clubes do futebol polaco, estando habitualmente presente nas competições europeias. Nesta época, o clube cuja grande estrela é o atacante Ljuboja, já terá feito mais que a sua obrigação ao apurar-se para os dezasseis avos de final da Liga Europa, todavia, chegado a esta fase da prova, e tendo as condições climatéricas e os seus fanáticos adeptos do seu lado, o Légia de Varsóvia poderá ser um osso muito duro de roer para o Sporting.

O bonito Estádio do Légia

Quem é o Légia de Varsóvia?

O Légia de Varsóvia foi fundado em Março de 1916, todavia, só começou a ter real impacto no futebol polaco nos anos 50, altura que conquistou os seus primeiros dois campeonatos e as suas duas primeiras taças nacionais.

Depois disso, a equipa polaca teve duas épocas de ouro em 1968/69 e 1969/70, altura em que foi bicampeã  polaca e chegou à meia-final da Taça dos Campeões. A essa fase, haveria de se seguir um jejum de conquistas do campeonato polaco até 1994, sendo que apenas a conquista de algumas taças nacionais foram amenizando essa secura.

Vencedora da Taça na temporada passada (14ª da história, um recorde polaco), a equipa não conquista o campeonato desde 2006, ainda que nesta temporada (está em segundo a quatro pontos do líder Slask Wroclaw) o Légia pode terminar esse jejum.

Maciej Skorza é o treinador do Légia

Como joga?

O Légia de Varsóvia é um conjunto que actua com imensa alma, contando sempre com o fanático apoio dos seus adeptos que enchem normalmente o Estádio do Exército Polaco.

Com jogadores tecnicistas como o extremos Rybus e Radovic e atletas muito experientes como o central Zewlakow e a grande estrela da companhia, o ponta de lança Ljuboja, o Légia é um conjunto muito compacto e experiente, que, principalmente em casa, deverá complicar e muito a vida dos leões.

Em termos tácticos, a equipa da capital polaca deverá jogar em 4x1x4x1 com o seguinte onze: Kuciak; Jedrzejczyk, Zewlakow, Komorovski e Wawrzyniak; Boryusiuk; Radovic, Zyro, Vrdoljak e Rybus; Ljuboja.

Ljuboja é um avançado perigoso

Quem é que o Sporting deve ter debaixo de olho? Ljuboja

Com 33 anos, o atacante sérvio Ljuboja mantém intactas as suas qualidades de goleador, sendo claramente um jogador que o Sporting deve seguir com imensa atenção nesta eliminatória.

Alto (1,89 metros), possante e letal na área de rigor, o ponta de lança do Légia de Varsóvia encontra-se no clube polaco desde esta época, somando 11 golos em 17 jogos.

Antes disso, o atacante representou clubes como o Estrasburgo, PSG, Estugarda, Hamburgo, Wolfsburgo, Grenoble e Nice, marcando 90 golos e garantindo enorme experiência internacional ao serviço desses clubes das importantes ligas francesa e alemã.

Assim sendo, é importante que os centrais do Sporting nunca percam de vista o avançado sérvio, pois qualquer desatenção poderá ser fatal.

Como chegou aos 16/final?

3ª Eliminatória: Légia de Varsóvia vs Gaziantepsor (TUR) 1-0 e 0-0

Playoff: Légia de Varsóvia vs Lokomotiv Moscovo (RUS) 2-2 e 3-2

Fase de grupos:

  • Légia de Varsóvia vs PSV (HOL) 0-1 e 0-3
  • Légia de Varsóvia vs Hapoel Telavive (ISR) 3-2 e 0-2
  • Légia de Varsóvia vs Rapid Bucareste (ROM) 1-0 e 3-1

Classificação:

  1. PSV (HOL) 16 pontos
  2. Légia de Varsóvia 9 pontos
  3. Hapoel Telavive (ISR) 7 pontos
  4. Rapid Bucareste (ROM) 3 pontos
As possibilidades do Sporting Clube de Portugal

O Sporting é favorito para esta eliminatória, pois conta com melhores soluções individuais e colectivas que o seu adversário, sendo superior ao Légia de Varsóvia.

Assim sendo, se os leões forem uma equipa inteligente em termos defensivos, sabendo anular o ponta de lança Ljuboja e suster a mais do que certa entrada forte dos polacos, é possível que o Sporting até arranque um triunfo em Varsóvia, encarando depois a segunda mão em Alvalade com enorme tranquilidade.


Read Full Post »

Actual líder do campeonato russo, o Zenit São Petersburgo chega a este duelo dos oitavos de final da Liga dos Campeões diante do Benfica após ter ficado em segundo lugar no seu grupo, curiosamente, à frente de outra equipa portuguesa, o FC Porto. Clube milionário graças ao patrocínio da Gazprom (maior empresa de gás do Mundo), o Zenit tem conhecido um passado recente cheio de títulos, tendo conquistado inclusivamente a Taça UEFA em 2007/08 e procurando agora, pela primeira vez na sua história, o acesso aos quartos de final da prova mais importante do continente europeu.

O Zenit actua no Estádio Petrovsky

Quem é o Zenit?

O Zenit São Petersburgo foi fundado em 1925, mas nunca foi um gigante no futebol soviético, tendo apenas ganho uma Taça da União Soviética (1944) e um campeonato soviético (1984), numa fase em que o futebol da URSS era dominado pelos clubes moscovitas e pelo Dínamo Kiev.

No entanto, já depois da dissolução da União Soviética, o clube de São Petersburgo chegou mesmo a cair na nova segunda divisão da Federação Russa, tendo regressado em 1996 e recebido um grande incremento de qualidade quando beneficiou do patrocínio da Gazprom.

Esse enriquecimento haveria de garantir frutos em 2007 com o primeiro título russo, tendo ainda o Zenit conquistado a Taça UEFA em 2007/08, a Supertaça Europeia em 2008 e novo campeonato russo em 2010, assumindo-se, neste momento, como um dos grandes clubes da Rússia, tendo grandes jogadores como Bruno Alves, Danny, Kerzhakov e Criscito.

Luciano Spalletti é o treinador do Zenit

Como joga?

Treinado pelo italiano Luciano Spalletti, o Zenit é um conjunto que sabe praticar bom futebol, mas também é conservador quando necessário, podendo actuar com o bloco demasiado baixo em inúmeras partidas como foi exemplo o duelo diante do FC Porto na última jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões.

Defensivamente é uma equipa bastante segura, destacando-se Bruno Alves como chave da boa qualidade do sector, tendo depois no ataque elementos rápidos e perigosíssimos como Lazovic ou Faizulin, ainda que esteja orfã por lesão daquele que é a grande estrela da companhia, o internacional português Danny.

No duelo diante do Benfica e apesar das ausências de Danny e Criscito, o clube russo deverá manter o 4x3x3, actuando com um onze que não deve andar longe do seguinte: Zhevnov; Anyukov, Bruno Alves, Hubocan e Lombaerts; Zyrianov, Shirokova e Denisov; Faizulin, Kerzhakov e Lazovic.

Kerzhakov é um avançado de qualidade

Quem é que o Benfica deve ter debaixo de olho? Kerzhakov

Na ausência de Danny, a grande estrela do Zenit é o ponta de lança internacional russo Kerzhakov, jogador que tem grande experiência internacional ao serviço de clubes como o de São Petersburgo, mas também o Sevilha e o Dínamo Moscovo. Produto das escolas do Zenit, o avançado-centro marcou 95 golos em 205 jogos entre 2001 e 2006 com a camisola do clube patrocinado pela Gazprom, tendo garantido depois uma transferência para Espanha e para o Sevilha.

No futebol espanhol, nunca brilhou ao nível que havia feito no Zenit e, assim, regressou à Rússia em 2008, transferindo-se para o Dínamo Moscovo onde, em duas épocas, efectuou excelente registo (59 jogos, 23 golos). De regresso ao Zenit desde 2010, o internacional russo já marcou 33 golos em 59 jogos, tendo sido peça importante na conquista do título russo no ano em que regressou a São Petersburgo.

Pelas suas características: mobilidade, capacidade técnica e enorme frieza na hora de atirar à baliza, trata-se de um jogador que os benfiquistas não deverão deixar respirar neste duelo dos oitavos de final, obrigando a dupla Garay-Luisão a atenções redobradas na marcação ao internacional russo.

Como chegou aos 8/final?

Fase de Grupos:

  • Zenit vs Apoel Nicósia (CHI) 0-0 e 1-2
  • Zenit vs FC Porto (POR) 3-1 e 0-0
  • Zenit vs Shakhtar Donetsk (UCR) 1-0 e 2-2
Classificação:
  1. Apoel Nicósia (CHI) 9 pontos
  2. Zenit 9 pontos
  3. FC Porto (POR) 8 pontos
  4. Shakhtar Donetsk (UCR) 5 pontos

Confrontos com equipas portuguesas em provas da UEFA

Taça UEFA (2005/06): Zenit vs V. Guimarães 2-1

Liga Europa (2009/10): Zenit vs Nacional 1-1 e 3-4

Liga dos Campeões (2011/12): Zenit vs FC Porto 3-1 e 0-0

As possibilidades do Sport Lisboa e Benfica

Por várias razões, entendo que o Benfica é superior ao clube russo, tanto a nível de plantel como das condicionantes que envolvem esta partida: o campeonato russo está parado e a grande estrela do Zenit (Danny) está impedido de actuar por lesão.

Ainda assim, os encarnados terão de ser uma equipa muito inteligente na forma como abordarão a eliminatória, pois o clube russo é uma equipa muito fria e eficaz e, se conseguir um bom resultado em São Petersburgo, não terá qualquer problema de “estacionar o autocarro” no Estádio da Luz para defender a vantagem.

Assim sendo, o Benfica terá de ser uma equipa muito concentrada e matreira o quanto baste, para que possa superar com naturalidade este adversário russo.

Read Full Post »

O adversário do Sporting de Braga nos dezasseis avos de final da Liga Europa é um clube turco da parte europeia da cidade de Istambul, terceiro mais importante da Turquia e que tem feito um investimento fortíssimo nos últimos anos com a contratação de estrelas como Simão, Quaresma, Manuel Fernandes e o já entretanto retirado Guti. A onze pontos do líder Fenerbahçe no campeonato turco, o Besiktas tentará salvar a época com uma boa campanha nesta Liga Europa, sendo que a equipa da cidade mais importante da Turquia assume-se como favorita para este confronto diante dos arsenalistas.

O Besiktas actua no Estádio Inönü

Quem é o Besiktas?

O Beşiktaş Jimnastik Kulübü  foi fundado em 1903 ainda durante o Império Otomano, tendo conquistado treze campeonatos de Istambul antes da criação do campeonato nacional da Turquia.

Em 1956, criou-se uma Taça Nacional, que era a única competição que juntava todas as equipas da Turquia, sendo que o Besiktas foi o clube que a venceu durante as duas edições que ela durou, sendo o representante turco na Taça dos Campeões nessa altura.

Em 1958/59, criou-se finalmente o campeonato nacional, com o Besiktas a manter-se como um dos grandes clubes turcos desde essa data, conquistando mais onze campeonatos, nove taças da Turquia e oito supertaças, estando apenas atrás de Galatasaray e Fenerbahçe em títulos conquistados.

Carvalhal é o treinador do conjunto turco

Como joga?

O Besiktas actua normalmente num 4x2x3x1 de perfil bastante português, pois é treinado por Carlos Carvalhal e conta no seu habitual onze com jogadores como Manuel Fernandes, Simão, Quaresma e Hugo Almeida. Evoluída tecnicamente, a força da equipa turca está claramente no meio-campo ofensivo, onde conta com jogadores acima da média como os já referidos Simão, Quaresma e Manuel Fernandes.

O ponto mais fraco do conjunto de Istambul e que deverá ser aproveitado é a sua defesa, claramente a um nível inferior ao conjunto que os turcos têm do meio-campo para a frente, revelando-se um sector lento e que no campeonato turco sofre uma média de um golo por jogo.

O onze que os turcos deverão apresentar na Pedreira não deverá andar longe do seguinte: Gonen; Toraman, Sivok, Gulum e Korkmaz; Kavlak e Ernst; Quaresma, Manuel Fernandes e Simão; Hugo Almeida.

Os adeptos do Besiktas amam Quaresma

Quem é que o Braga deve ter debaixo de olho? Quaresma

A alma e poço de criatividade deste conjunto turco é o nosso bem conhecido Quaresma, jogador de 28 anos que se assume como a estrela da companhia, na forma como empurra a equipa para frente e, também, transforma os adeptos no décimo-segundo jogador, pois os fanáticos adeptos do Besiktas adoram-no.

Sem grande sucesso internacional após ter abandonado o FC Porto em 2008, o extremo lusitano reencontrou a alegria do seu futebol na equipa de Istanbul, sendo habitual titular desde que chegou ao Besiktas na temporada passada.

Ao Sporting de Braga, caberá ter o máximo de atenção ao que Quaresma possa fazer no flanco direito do ataque turco, sendo que o lateral-esquerdo escolhido por Leonardo Jardim (Miguel Lopes?) terá de ter atenções redobradas na anulação do perigoso internacional português, até porque anulando Quaresma, anula-se 50% do jogo ofensivo do Besiktas.

Como chegou aos 16/final?

Playoff: Besiktas vs Alania Vladikavkaz (RUS) 3-0 e 0-2

Fase de Grupos: 

  • Besiktas vs Dínamo Kiev (UCR) 1-0 e 0-1
  • Besiktas vs Stoke City (ING) 3-1 e 1-2
  • Besiktas vs Maccabi Telavive (ISR) 5-1 e 3-2
Classificação:
  1. Besiktas 12 pontos
  2. Stoke City (ING) 11 pontos
  3. Dínamo Kiev (UCR) 7 pontos
  4. Maccabi Telavive (ISR) 2 pontos

Confrontos com equipas portuguesas em provas da UEFA

Taça UEFA (2005/06): V. Guimarães vs Besiktas 1-3

Liga dos Campeões (2007/08): Besiktas vs FC Porto 0-1 e 0-2

Liga Europa (2010/11): Besiktas vs FC Porto 1-3 e 1-1

As possibilidades do Sporting Clube de Braga

O Besiktas é favorito para esta eliminatória, pois tem um plantel com jogadores de grande renome internacional e conta com um orçamento que não tem qualquer comparação com o arsenalista. Ainda assim, a equipa bracarense é muito matreira e cínica na forma como actua, podendo, dessa forma, aproveitar a menor qualidade do sector defensivo turco para surpreender com a velocidade de elementos rápidos como Lima, Mossoró ou Alan.

Se o Sporting de Braga conseguir vencer na primeira mão, nem que seja só por 1-0, poderá depois dar a machadada nas aspirações do Besiktas na segunda mão, jogando em contra-ataque em Istambul.

Read Full Post »

Veloso falha o penalti decisivo em Estugarda

Há 24 anos, em Estugarda, o Benfica disputou a sexta final da Taça dos Campeões da sua história, defrontando na final uma equipa que os analistas defendiam estar ao seu alcance, os holandeses do PSV Eindhoven. Apesar desse optimismo, nunca se verificou essa superioridade ao longo da final, pois o Benfica nunca conseguiu impor qualquer domínio ao longo dos noventa minutos ou do prolongamento, acabando, depois, por sucumbir nas grandes penalidades. No entanto, o que mais chamou à atenção nesse duelo decisivo foram vários acontecimentos bizarros que fizeram muitas pessoas recordarem a maldição de Béla Guttmann.

Partizani acessível, Aarhus surpreendentemente complicado

O Benfica começou a sua caminhada até à final da Taça dos Campeões com um adversário bastante acessível, o Partizani de Tirana. Curiosamente, os encarnados até só tiveram de disputar a primeira mão (venceram por 4-0), pois o comportamento negativo do Partizani no jogo da Luz, em que os albaneses acabaram com apenas sete jogadores, fez com que a UEFA cancelasse o segundo encontro e apurasse directamente o Benfica para a segunda eliminatória.

Na segunda ronda, o Benfica defrontou a equipa dinamarquesa do Aarhus, numa eliminatória que também era tida como fácil para a equipa portuguesa. Contudo, contra tudo o que se esperava, a equipa dinamarquesa revelou-se bastante complicada, tendo conseguido empatar a zero na primeira mão em Aarhus e, depois, no encontro decisivo na Luz, apenas caiu pela margem mínima, graças a um golo solitário de Nunes ainda na primeira parte.

Anderlecht e Steaua não contrariaram poderio da águia

Chegados a esta fase da prova, os encarnados sabiam que os adversários seriam de respeito e, na verdade, assim foi. Nos quartos de final, o Benfica defrontou o carrasco da final da Taça UEFA de 1982/83, o Anderlecht, superando a equipa belga por duas bolas a zero na primeira mão (golos de Magnusson e Chiquinho Carlos) e aguentando a pressão do Anderlecht em Bruxelas no encontro decisivo (perdeu por apenas 1-0).

Ultrapassado o conjunto belga, o adversário seguinte não era mais fácil, pois tratava-se do poderoso Steaua Bucareste, quase uma cópia da selecção romena da época. No entanto, apesar das dificuldades lógicas, o Benfica voltou a mostrar o seu poderio na Europa, aguentando o 0-0 em Bucareste e resolvendo a eliminatória na Luz, vencendo por 2-0, graças a bis de Rui Águas. Com este triunfo, o Benfica voltava a uma final da Taça dos Campeões vinte anos depois.

Terá sido a maldição de Guttmann o décimo segundo jogador do PSV?

A grande maioria dos analistas viam o PSV como uma equipa forte mas claramente ao alcance do Benfica, formação muito mais rodada na alta roda do futebol internacional, todavia, muitos acontecimentos bizarros ocorreram antes e depois da final e levaram as pessoas a recordarem a maldição de Guttmann…

1- A escassos três minutos do fim dum V. Guimarães – Benfica, Diamantino, pedra basilar dos encarnados, contraiu uma lesão grave e foi baixa de vulto para a final europeia.

2- Aos 55 minutos da final de Estugarda, Rui Águas lesionou-se e deixou o Benfica quase sem opções de ataque, tendo Toni sido obrigado a recorrer a jogadores como Vando ou Hajry para essas funções.

3- Aconteceu durante a final europeia algo de inédito e que intrigou espectadores e jornalistas: a facilidade com que as botas saiam projectadas dos pés dos jogadores benfiquistas. A justificação chegou mais tarde e supostamente estava nas meias que, confeccionadas em propileno, escorregavam dos pés quando se usam pela primeira vez…

Veloso falhou o penalti decisivo num duelo de Espingardas Mauser contra Raios Laser

No meio de tantos condicionalismos, o Benfica encarou o jogo à portuguesa, ou seja, com dignidade e o habitual conceito de: “quem não tem cão caça com gato.”

Perante tantos problemas, os encarnados foram montando armadilhas e foram passando incólumes durante 120 minutos num duelo em que Toni reconhecia ser de “Espingardas Mauser contra Raios Laser.”

Assim sendo, depois de 120 minutos de muita luta e nenhum golo, tudo seria decidido na marca de grandes penalidades. Durante a primeira série de cinco, ninguém falhou, mas, no sexto penalti, Veloso não imitou Jansen e permitiu a defesa de Van Breukelen, fazendo com que a maldição de Guttmann (segundo o húngaro, o Benfica nunca voltaria a ganhar uma Taça dos Campeões) continuasse a assombrar o coração dos benfiquistas.

Read Full Post »

Older Posts »

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Junte-se a 26 outros seguidores