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Zezinando no Samut Songkhram

Talvez já não se lembrem dele, mas, há uns seis/sete anos atrás, era uma das promessas do Sporting Clube de Portugal, um médio-centro raçudo e generoso, a quem atribuíam um futuro risonho. Em Alvalade, passou por todas as etapas da formação, desde os infantis até aos júniores, tendo, depois, em 2005/06, estado no banco na equipa sénior em duas ocasiões, mas, no entanto, sem ter conseguido fazer qualquer minuto com a camisola principal dos verde-e-brancos. Depois da passagem pelos leões, andou por vários clubes menores, até que desapareceu da atenção do grande público, até que o encontrámos, agora, em pleno sudeste asiático…

Produto das escolas do Sporting

Zezinando Odelfuides Gomes Correia nasceu a 1 de Janeiro de 1987 em Bissau, Guiné-Bissau, tendo vindo para Portugal muito novo. No futebol, iniciou-se no Farense, mas rapidamente se mudou para o Sporting, onde fez todas as etapas do futebol juvenil, até ter oportunidade de treinar com a equipa sénior em 2005/06. Digo treinar, porque, nessa temporada, o jovem de origem guineense não somou qualquer minuto, tendo apenas a sorte de ter estado no banco em duas partidas que os leões fizeram nessa época.

Nas três temporadas seguintes, Zezinando foi sempre emprestado a equipas da zona metropolitana de Lisboa, tendo representado o Estoril (22 jogos), Atlético (25 jogos) e Real (17 jogos), respectivamente.

Estrela, desemprego e Tailândia…

Em 2009/10, mudou-se a título definitivo para o Estrela da Amadora, clube onde fez 26 jogos na II Divisão, mas onde teve o azar de assistir ao triste fim do histórico clube da Reboleira.

Na temporada seguinte, talvez marcado pelo fim súbito do Estrela, acabou por não representar qualquer emblema. No entanto, na actual temporada, acabou por voltar ao futebol profissional, surpreendendo, contudo, pelo destino. Zezinando, neste momento, representa o Samut Songkhram Football Club, clube da primeira divisão da Tailândia…

Júnior Moraes brilha no CSKA Sófia

No CSKA Sófia do campeonato búlgaro actua um avançado-centro brasileiro de grande qualidade e que é irmão de Bruno Moraes, jogador bem conhecido do futebol português. Falamos de Júnior Moraes.

Nascido a 4 de Abril de 1987 em São Paulo, Brasil, Aluísio Chaves Ribeiro Moraes Júnior iniciou a sua carreira no Santos, clube que representou até ao fim de 2009, com empréstimos pelo meio a Ponte Preta e Santo André.

No início de 2010, Júnior Moraes transferiu-se para o Gloria Bistrita, clube romeno, onde haveria de permanecer por um ano, mas período dividido entre a segunda metade de 2009/10 e primeira metade de 2010/11. Nesse período, o avançado brasileiro marcou 18 golos em 32 jogos disputados.

Brilha no CSKA Sofia

A 12 de Fevereiro de 2011, o avançado brasileiro foi contratado pelo Metalurg Donetsk por uma verba que rondou o milhão de euros, todavia, Júnior Moraes nunca jogou uma única partida pelo clube ucraniano.

Ao invés, tem brilhado ao serviço dos búlgaros do CSKA Sófia, clube onde se encontra desde a actual temporada e onde já marcou 13 golos em 21 partidas disputadas, sendo, neste momento, o segundo melhor marcador do campeonato búlgaro, somando menos dois golos que o líder Ivan Stoyanov.

Avançado rápido e tecnicista

Júnior Moraes é o típico avançado-centro que não pode ser confundido com um ponta de lança. Trata-se de um jogador que deambula por todas as zonas ofensivas, vai buscar jogo atrás, combina com os colegas e (também) finaliza, ou seja, um jogador que é uma espécie de híbrido entre um “dez” e um ponta de lança. Aquilo a que muitos chamam de 9,5.

Rápido e criativo, é muito perigoso em lances de um contra um e quando embala para a baliza, pois tem uma condução de bola muito interessante e uma capacidade de drible muito evoluída.

Em termos de finalização, é bastante efectivo tanto de bola corrida como, também, em lances de bola parada, pois assume-se como um exímio e letal marcador de livres. Em suma, um avançado de grande talento e para ser seguido com atenção pelos clubes portugueses.

Burak Yilmaz festeja novo golo pelo Trabzonspor

O melhor marcador do campeonato turco da primeira divisão é um jogador que marcou 33 golos ao serviço do Fenerbahçe e conseguiu, imagine-se, mais dezoito golos que o grupo de segundos melhores marcadores: Burak Yilmaz.

Nascido a 15 de Julho de 1985 em Antalya, Turquia, Burak Yilmaz iniciou a sua carreira no Antalyaspor da sua cidade natal, tendo actuado na equipa sénior desse conjunto turco entre 2002 e 2006.

Nesse período, o internacional turco foi garantindo o seu lugar entre os titulares de forma progressiva, tendo somado 73 jogos e 18 golos ao serviço do Antalyaspor.

Começou bem no Besiktas mas depois entrou em período de menor fulgor

Em 2006/07, Burak Yilmaz transferiu-se para o Besiktas, acabando por jogar com bastante regularidade (43 partidas), mas sem conseguir ser muito efectivo na hora de atirar à baliza (5 golos).

A meio da temporada seguinte, depois de um início de época pouco produtivo, o avançado mudou-se para o Manisaspor, clube onde efectuou um fim de 2007/08 de grande qualidade (18 jogos, 9 golos), garantindo nova transferência para um gigante turco (Fenerbahçe) no final da temporada.

No Fenerbahçe, contudo, o insucesso voltou a persegui-lo e o elemento que era visto como uma das grandes promessas do futebol turco, começava a ver a sua estrela a empalidecer, sendo que no final de 2008/09, acabou emprestado ao modesto Eskişehirspor.

Voltou à ribalta no Trabzonspor

Esse empréstimo apenas iria durar meia temporada, pois, em Fevereiro de 2010, o jogador acabou vendido definitivamente ao Trabzonspor, maior clube turco fora da cidade de Istambul.

Nesse clube, e depois de uma meia-época de adaptação (14 jogos, 3 golos), o ponta de lança turco explodiu definitivamente, marcando 20 golos em 2010/11 e aumentando a fasquia para impressionantes 33 tentos na actual campanha de 2011/12.

Esses números, na verdade, confirmaram as excelentes perspectivas de futuro que lhe eram apontadas no início da carreira e quebraram, definitivamente, a ideia de promessa perdida que já lhe começavam a colar.

Avançado possante e frio 

Burak Yilmaz é um avançado-centro de 1,88 metros que sabe usar o corpo para se defender dos defesas contrários, sendo possante e muito forte a segurar o esférico.

Rápido e fortíssimo quando embalado na direcção da baliza contrária, é dono de arrancadas perigosíssimas que são, muitas vezes, apenas paradas em falta pelos defesas contrários.

Depois, no capítulo do remate, é um jogador frio e letal, que raramente falha uma boa oportunidade e é efectivo tanto na cara do guarda-redes como de meia-distância.

Com todas estas características, trata-se de um ponta de lança que encaixará em qualquer esquema que o treinador queira utilizar, sendo, sem qualquer dúvida, um excelente reforço para qualquer clube português que quisesse apostar nele.

Cisowski brilhou no RC Paris

Um dos grandes goleadores de sempre do futebol gaulês foi um ponta de lança de origem polaca que se assumiu como grande matador ao serviço de clubes como o Metz e Racing Club de Paris: Thadée Cisowski. Três vezes melhor marcador da primeira divisão francesa e uma vez melhor marcador do segundo escalão, Cisowski era um goleador nato, que se movimentava muito bem entre os defesas e que se assumia como um verdadeiro oportunista na hora de atirar à baliza. Depois de se naturalizar francês, o Mundial 1958 podia ter sido o bonito palco da sua consagração internacional, todavia, as lesões já tinham deixado uma fatal marca no avançado-centro…

Destacou-se no Metz e explodiu no Racing Club de Paris

Thadée Cisowski nasceu a 16 de Fevereiro de 1927 em Lazki, Polónia, mas viajou para a França em 1947 para representar o Metz. Nesse clube, o atacante assumiu-se como grande goleador, marcando 69 golos em 119 jogos e tendo se consagrado melhor marcador da segunda divisão francesa em 1951 com 23 tentos.

Em 1952, transferiu-se para o Racing Club de Paris, clube que pagou a verba recorde de 13 milhões de francos para contar o seu concurso. Perante as pressão dos números envolvidos, Cisowski não tremeu, marcando 186 golos em 206 jogos pelo clube da capital francesa. No período em que representou o Racing (1952-1960), o avançado-centro foi três vezes melhor marcador do campeonato francês, mas nunca conquistou qualquer título colectivo de realce.

Lesões apressaram o final da carreira

Quando se transferiu para o Valenciennes em 1960, a carreira de Cisowski já estava em declínio devido às inúmeras lesões, tendo o atleta naturalizado francês falhado o Mundial 1958 devido a essa mesma situação.

Ainda assim, tanto no Valenciennes na época de 1960/61 (28 jogos, 9 golos), como no Nantes na temporada seguinte (19 jogos, 8 golos), o ponta de lança de origem polaca efectuou épocas dignas, terminando assim a sua carreira sem espectacular fulgor, mas com o respeito que o seu passado futebolístico exigia.

Quando pensamos no futebol bávaro e, mais concretamente, em clubes de Munique, o conjunto que vem imediatamente à cabeça é o colosso Bayern, clube onde passaram estrelas como Beckenbauer, Gerd Müller ou Klinsmann e que ganhou inúmeros títulos germânicos e internacionais. Todavia, o primeiro clube de Munique a disputar o principal campeonato alemão foi outro, um conjunto agora modesto, mas que fez parte da génese do futebol alemão, o 1860 Munique. Apesar de só ter conquistado um campeonato alemão em contraponto com os 22 conquistados pelo Bayern, o 1860 Munique pode sempre se orgulhar de o ter feito  antes do primeiro título do clube de Beckenbauer e esse crédito, diga-se, nunca ninguém nunca lhe pode tirar.

Fundado em 1860, chegou à Bundesliga em 1964 e conquistou-a em 1965/66

O 1860 Munique, como o nome indica, foi fundado em 1860 e criou o seu departamento de futebol em 1899. Até à década de 60 do século XX, o futebol germânico não tinha qualquer campeonato nacional, sendo as equipas integradas em ligas regionais e apenas disputando uma Taça nacional. Nessa fase, o 1860 Munique destacou-se por ter conquistado o campeonato bávaro em 1941 e 1943 e a Taça da Alemanha em 1942.

Em 1963/64, criou-se a Bundesliga e o 1860 Munique garantiu a entrada nessa nova competição ao vencer o campeonato regional do sul da Alemanha no ano anterior. Nessa mesma época em que se estreou no principal campeonato, o 1860 Munique voltou a conquistar a Taça da Alemanha, somando, dessa forma, a segunda da sua história.

Para termos uma noção da importância que foi essa entrada rápida na Bundesliga, devemos dizer que o Bayern, por exemplo, só conseguiu entrar no principal campeonato alemão em 1965/66, ou seja, duas temporadas depois do seu vizinho de Munique. Esse ano de estreia do Bayern foi, também, o ano mais importante da história do 1860 Munique, pois foi a temporada em que o clube conquistou o seu único título da Bundesliga.

Disputou final europeia em 1964/65

Em 1964/65, no rescaldo de ter conquistado a Taça da Alemanha na temporada anterior, o 1860 Munique disputou a Taça das Taças, efectuando campanha de luxo que só pararia na final.

De facto, depois de eliminar o Union Luxemburgo, o FC Porto, o Légia Varsóvia e o Torino, o clube bávaro chegou à final, onde defrontou o poderoso clube inglês do West Ham.

No duelo decisivo, o clube londrino foi mais feliz e superou o 1860 Munique por 2-0. Todavia, esta é, até hoje, a melhor campanha europeia de sempre do 1860 Munique.

Declínio começou nos anos 70

Depois do excelente inicio da década de 60, o 1860 Munique começou a perder gás no contexto futebolístico alemão, acabando por descer de divisão no final da época 1969/70.

A partir daqui, o clube entrou numa era de sete anos no segundo escalão, passando depois por uma fase de clube “io-io.” Ou seja, andava entre o primeiro e segundo escalão sem se cimentar em nenhuma das provas.

Em 1982, o clube bávaro haveria de conhecer um dos momentos mais tristes da sua história, ao ver-se relegado ao terceiro escalão, situação que surgiu em virtude de uma grave crise financeira.

Regresso ao primeiro escalão surgiu em 1994

Em 1993/94, o clube de Munique terminou a 2ª Bundesliga em terceiro lugar e conseguiu regressar finalmente ao primeiro escalão do futebol alemão. Desta feita, o clube bávaro permaneceu dez temporadas na Bundesliga, destacando-se o quarto lugar averbado em 1999/2000 e que permitiu que o 1860 Munique disputasse as pré-eliminatórias da Liga dos Campeões na temporada seguinte.

Em 2003/04, porém, o clube bávaro haveria de descer novamente ao segundo escalão, mantendo-se o 1860 Munique na 2ª Bundesliga até aos dias de hoje.

Neto nos tempos do Varzim

Uma das atracções da actual edição da Liga Zon Sagres é um jovem defesa-central português ex-Varzim e que tem brilhado com a camisola do Nacional: Neto.

Nascido a 26 de Maio de 1988 na Póvoa de Varzim, Portugal, Luís Carlos Novo Neto é um produto das escolas do Varzim, clube que representou entre 1998/99 (escolas) e a temporada transacta e onde efectuou um total de 53 jogos (3 golos) na Liga de Honra.

Após ser titular na equipa poveira que acabaria por descer de divisão em 2010/11, Neto transferiu-se para o Nacional, clube onde se estreou, esta época, no primeiro escalão do futebol português.

Nos madeirenses, o internacional sub-21 não tem sentido o choque do principal escalão, garantindo rapidamente a titularidade ao lado de Danielson e somando 32 jogos (1 golo) em todas as competições oficiais.

Defesa-central rápido e agressivo

Neto é um defesa-central com excelente presença na área, sendo inteligente na ocupação de espaços e efectivo tanto no capítulo da antecipação como do desarme.

Rápido e agressivo (no bom sentido), é um defesa muito forte nos duelos um contra um, sendo extremamente difícil de ultrapassá-lo em drible ou em velocidade.

Depois, com 1,86 metros, trata-se de um jogador que domina muito bem o jogo aéreo, limpando facilmente os lances de cabeça e sendo muito importante no controlo desse capítulo defensivo do jogo.

Por todas estas características, surge com naturalidade o interesse de clubes como o FC Porto no seu concurso, sendo previsível que dê um salto na carreira já no próximo defeso.

Rudņevs é o goleador do Lech Poznan

No Lech Poznan do campeonato polaco actua um ponta de lança letão de grande qualidade e que, na minha opinião, tem todas as condições para vingar numa liga mais forte: Artjoms Rudņevs

Nascido a 13 de Janeiro de 1988 em Daugavpils, Letónia, Artjoms Rudņevs iniciou a sua carreira no Daugava do seu país natal. Nesse clube de Daugavpils, o avançado letão jogou profissionalmente entre 2005 e 2008, tendo marcado 21 golos em 75 jogos.

Nessa fase, os ecos do seu talento viajaram até sul e o ZTE do campeonato húngaro decidiu avançar para a sua contratação em Fevereiro de 2009. Depois de uma fase de adaptação no final da temporada 2008/09 (4 jogos, 2 golos), Rudņevs explodiu definitivamente na época seguinte, marcando 16 golos em 25 jogos pela equipa húngara.

Tornou-se o matador do Lech Poznan

O internacional letão ainda iniciou a temporada de 2010/11 no ZTE, todavia, rapidamente se mudou para a Polónia para representar o Lech Poznan, clube que representa até este momento.

No clube polaco, o avançado rapidamente se assumiu como uma das grandes figuras da equipa, tendo marcado 2o golos em 40 jogos na temporada transacta e 23 tentos em 31 partidas em 2011/12.

Desses inúmeros golos, destaca-se os quatro que marcou em dois jogos diante da Juventus na Liga Europa de 2010/11 e que ajudaram o Lech Poznan a afastar a equipa italiana dos 16/final da prova.

Avançado muito talentoso e completo

Apesar de só ter 1,78 metros,  Artjoms Rudņevs é um avançado muito forte no jogo aéreo. De facto, lembrando Liedson, o ponta de lança letão tem uma forte capacidade de impulsão que compensa não ser propriamente um gigante.

Para além disso, o internacional pela Letónia destaca-se pela velocidade, mobilidade e inteligência posicional, sendo daqueles jogadores que parece que está sempre no sítio certo para facturar, mesmo que o golo, depois, não seja dos mais bonitos.

Com uma razoável técnica individual e um bom remate de meia distância, trata-se, portanto, de um atacante completo e que teria todas as condições de vingar numa liga de maior qualidade como, por exemplo, a portuguesa.

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