Chegou ao FC Porto no defeso de 1995/96 para reforçar a frente de ataque e ser um alternativa mais poderosa fisicamente a Domingos Paciência. Permaneceu nos dragões durante quatro temporadas e, apesar de não se poder dizer que se tratava de um péssimo ponta de lança, ficou bem abaixo das expectativas dos responsáveis azuis e brancos, não passando dos oito golos em quarenta e um jogos pelos dragões.
Grzegorz Mielcarski nasceu a 19 de Março de 1971 em Chełmno, na Polónia, começando a dar nas vistas, aos 18 anos, no Olimpia Poznań. Nesse clube, permaneceu durante três temporadas e meia (1989-92), destacando-se pela regularidade e pela capacidade goleadora, pois fez 28 golos em 88 jogos.
No início de 1993, transferiu-se para a Suíça e para o Servette, contudo, em Genebra, não se ambientou e a sua aventura helvética terminou seis meses depois, com Mielcarski a regressar à Polónia e, desta feita, ao Gornik Zabrze.
No clube de Zabrze permaneceu por apenas uma temporada (1993/94) e com números interessantes (23 jogos, 8 golos), regressando, na época seguinte, ao Olimpia Poznań, onde iniciou a época de 1994/95.
A meio da temporada, o gigante polaco Widzew Łódź interessou-se no concurso de Mielcarski e o avançado polaco terminou a época no clube de Łódź em grande estilo, marcando sete golos em dezassete partidas.
Estas boas exibições no campeonato polaco, aliadas ao facto de Mielcarski ter sido medalha de prata nos Jogos Olímpicos de 1992 em Barcelona (curiosamente ao lado de Juskowiak), despertaram o interesse do FC Porto que, na altura, entendia que o polaco podia ser o jogar ideal para partidas em que fosse necessário maior poder físico no coração da área.
Durante quatro temporadas, o internacional polaco foi pouco utilizado nos dragões. Jogador útil, que marcava alguns golos de vez em quando, nunca se assumiu, ainda assim, como um grande reforço, acabando por fazer apenas 41 jogos e oito golos ao longo do tempo em que esteve no FC Porto.
Após sair dos azuis e brancos, esteve a época de 1999/2000, em Espanha, no Salamanca (19 jogos, 2 golos), regressando, em 2000/01, à Polónia, para vestir a camisola do Pogoń Szczecin (20 jogos, 9 golos).
Posteriormente, esteve ainda, sem brilho, no AEK Atenas, terminando a sua carreira, em 2002/03, ao serviço dos polacos do Amica Wronki.
Um percurso longo e com muitas peripécias, que nunca confirmou as boas indicações que o atacante deu no início da sua carreira, mas que ainda lhe permitiu jogar pelo FC Porto e garantir dez internacionalizações pela Polónia.

