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Posts Tagged ‘Andrés Madrid’

Candeias ajudou madeirenses a gelar Alvalade

A excelente exibição que o Nacional efectuou em Alvalade fez perceber que a equipa madeirense podia e devia ter muito mais pontos que os quinze que soma neste momento no campeonato nacional. Com boa matéria prima em todos os sectores, principalmente no meio-campo e no ataque, o Nacional tem um plantel com capacidade para ficar tranquilamente na primeira metade da tabela e, caso surpreenda o Sporting nesta semi-final da Taça de Portugal, torna-se, automaticamente, na equipa com mais condições de conquistar a prova rainha do futebol indígena.

Luís Neto tem sido uma revelação

Uma defesa de qualidade à qual só faltará um defesa-esquerdo que dê mais garantias

A equipa madeirense conta com um excelente guarda-redes montenegrino (Vladan) que se destaca pela excelente ocupação dos postes, boa capacidade de saída aos cruzamentos, frieza e grande elasticidade que lhe permite fazer defesas quase impossíveis.

Na sua frente, optava por um quarteto defensivo com a dupla de centrais: Luís Neto e Danielson, um duo que combina muito bem, sendo o brasileiro um jogador mais fixo e poderoso fisicamente, que domina o seu sector tanto pelo ar como pelo chão, enquanto o ex-poveiro é um elemento mais rápido e que é preferencial para as dobras.

Por outro lado, nas alas, Claudemir é um lateral que fecha muito bem o seu flanco e sabe subir com critério pelo flanco, enquanto Stojanovic é um jogador com boa capacidade defensiva, mas que tem de corrigir a sua agressividade, pois vê demasiados cartões e acaba por correr muitas vezes o risco de expulsão. De facto, para a lateral-esquerda talvez fosse melhor o Nacional recrutar um elemento que lhe desse mais garantias (Terá Marçal, ex-Torreense, essa capacidade?), todavia, neste momento, não existe melhor alternativa que o croata.

Skolnik seria importante nesta táctica

Triângulo de meio-campo com capacidade de recuperação e construção ofensiva

No miolo, optaria por um duplo-pivot defensivo composto pelo recém-contratado Moreno, um elemento com excelente capacidade posicional e de recuperação de bolas e que tem a capacidade de colar aos centrais sempre que a equipa disso necessite, e pelo ex-bracarense Andrés Madrid, um jogador que sabe funcionar bem como “seis”, mas também tem a capacidade de subir no terreno, sendo bastante efectivo nas transições defesa/ataque.

Na frente da dupla, optaria pelo croata Skolnik, um jogador muito talentoso e tecnicista, que demonstra boa visão de jogo e capacidade de ser a ponte entre o meio-campo ofensivo e o ataque nacionalista.

O talento de Mateus seria imprescindível

Ataque rápido, móvel e letal

Na frente de ataque, optaria pela utilização de três elementos: Mateus, Mário Rondon e Candeias. Estes três jogadores, apesar de partirem das posições que estão definidas no gráfico táctico supra-citado, teriam bastante liberdade na frente de ataque, nomeadamente o angolano e o venezuelano que jogariam em constantes trocas de posição, tal como Rondon fez com Diego Barcellos no último Sporting-Nacional.

Na minha opinião, a velocidade e boa capacidade de construção de Mateus e Candeias semearia o pânico nas defesas contrárias, cabendo depois a Mário Rondon ser o finalizador de excelência que, valha a verdade, o venezuelano tem mostrado que pode ser.

Porquê este 4x2x1x3?

A grande qualidade do trio de ataque madeirense, claramente o ponto mais forte da equipa nacionalista, obriga o Nacional a nunca abdicar de um sistema com três avançados, seja contra uma equipa grande ou com uma equipa do seu campeonato.

A variação que pode surgir e consoante o grau de dificuldade do jogo, passa pela liberdade dada aos laterais e, também, ao duplo-pivot do meio-campo, sendo que obviamente num jogo diante de um “grande” terá de haver muito maiores cuidados defensivos desses elementos.

Nesta estratégia, o muito inteligente Skolnik também teria papel fundamental, pois terá de ser o elemento construtivo do meio-campo, mas, em muitos jogos, terá de ter também a capacidade para quase colar aos médios defensivos na ausência de posse de bola.

Usando este tipo de estratégia associada a uma defesa segura como a que o Nacional tem (tirando a nuance já referida do lateral-esquerdo), faria com que a equipa madeirense estivesse a lutar por um lugar europeu no campeonato sem qualquer problema.

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A equipa bracarense entrou da melhor forma na Liga dos Campeões, vencendo o Celtic de Glasgow por três bolas a zero e dando boas indicações para a época que se avizinha. No entanto, é indesmentível que este Sporting de Braga está mais fraco que a equipa da época passada, pois perdeu atletas do calibre de Hugo Viana, Luís Aguiar, Eduardo ou Evaldo, sendo que apenas o guarda-redes (Quim) e o lateral-esquerdo (Elderson) parecem ter substitutos à altura. Ainda assim, os arsenalistas têm, no seu plantel, jogadores de qualidade e com condições para fazerem mais uma excelente época.

Assim sendo, irei explanar, de seguida, aquele que deve ser, na minha opinião, o onze base dos bracarenses para a época 2010/2011.

Na baliza, a titularidade de Quim está assegurada, contudo, devido à grave lesão que sofreu, o internacional português terá de ser substituído por algum tempo na baliza bracarense. Nesse período, optaria por Artur, um guarda-redes brasileiro com experiência de futebol italiano (jogou no Siena, Cesena e Roma), que pode garantir tranquilidade ao sector recuado dos arsenalistas.

Na defesa, a dupla de centrais (Moisés-Rodríguez) seria a minha escolha. Tratam-se de dois jogadores que são competentes tanto pelo ar como pelo chão e que formam, provavelmente, a dupla mais segura da Liga Portuguesa. Por outro lado, nas laterais, optava por Elderson (à esquerda) e por Sílvio (à direita). O nigeriano é um lateral seguro a defender e muito bom a atacar, dinamizando o seu flanco e garantindo mais soluções ofensivas. Por outro lado, o jovem português é um lateral mais conservador que, não sendo mau no capítulo ofensivo é na defesa que se destaca, podendo ajudar imensamente no equilíbrio defensivo do Sp. Braga.

Depois, no centro do meio campo, optaria por um duplo pivot (Salino-Vandinho) e com Mossoró como nº10. Neste esquema, o ex-Nacional seria um jogador com obrigações defensivas e ofensivas, jogando como box to box e garantindo a ligação entre o trinco (Vandinho), jogador mais defensivo e posicional e o médio ofensivo (Mossoró), um jogador criativo e com liberdade ofensiva, que apareceria preferencialmente ao centro, mas também cairia nas alas, fazendo uso da sua mobilidade e polivalência.

Por fim, no ataque, optaria por um trio de jogadores móveis, rápidos e com bastante criatividade (Matheus-Meyong-Alan). Os extremos brasileiros iriam trocar constantemente de posições entre eles e com o próprio Mossoró, aparecendo preferencialmente nas alas, mas procurando constantemente as diagonais para o centro para criarem desequilíbrios e chegarem o golo. Por outro lado, o avançado camaronês também iria fazer uso da sua mobilidade para cair muitas vezes nos flancos, mas teria de ter a obrigação de estar mais vezes no centro, para servir tanto de referência nos cruzamentos e nas assistências dos colegas como para fazer tabelinhas com os três criativos (Alan-Mossoró-Matheus) para que estes pudessem aparecer em boas posições para concretizar.

Tendo ainda jogadores como Andrés Madrid, Lima ou Paulo César no banco, este Sp. Braga pode voltar a surpreender neste campeonato 2010/11.

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É indesmentível que Domingos Paciência está a fazer um trabalho de grande qualidade no Sporting de Braga, ainda assim, penso que os bracarenses poderiam estar a praticar um futebol mais vistoso e com melhores resultados. Afinal, apesar da excelente carreira na Liga Sagres, os arsenalistas foram precocemente eliminados da Taça de Portugal e da Taça da Liga e quanto às competições europeias, caíram ainda na 3º pré-eliminatória aos pés de uma quase desconhecida equipa sueca: o Elfsborg. Assim sendo, irei explanar, de seguida, aquele que, para mim, seria o melhor onze do Sp. Braga.

Na baliza, o titular da selecção nacional seria indiscutível. Na verdade, apesar da razoável qualidade do polaco Kieszek, Eduardo continua a não ter rival na equipa bracarense e é um jogador que garante tranquilidade ao sector defensivo.

Quanto à defesa, e tendo em conta que João Pereira já não faz parte do plantel, terei de recorrer a Filipe Oliveira para o flanco direito, mantendo-se Evaldo no outro flanco. Dois laterais com boa capacidade ofensiva, mas que também defendem com qualidade. No centro, uma das duplas defensivas mais seguras da Liga Sagres: o peruano Rodriguéz e o brasileiro Moisés.

No miolo, Vandinho pela sua enorme capacidade fisica e inteligência táctica ficava com a missão de segurar o meio campo defensivo bracarense. Trata-se de um número seis que gosta de jogar sozinho e que permitiria libertar para missões mais ofensivas, tanto Hugo Viana como Luís Aguiar. O internacional português e o uruguaio teriam, assim, a missão de minunciar os três homens mais adiantados no terreno, mas, também, de aparecer em zonas de tiro, pois tanto um como outro são excelentes em remates de meia distância. Em jogos mais complicados, poderíamos sempre abdicar de um deles e colocar Madrid ao lado de Vandinho, dotando o miolo de maior capacidade defensiva.

Por fim, no ataque, três homens rápidos, tecnicistas e com boa capacidade de finalização: Matheus, Meyong e Alan. Os três avançados, pela sua mobilidade, iriam criar enormes dificuldades nas defesas contrárias, pois confundiriam com enorme facilidade as marcações. Seria uma missão muito complicada para os três aguentarem os 90 minutos, todavia, atletas como Mossoró e Paulo César poderiam saltar do banco a qualquer altura para refrescar o ataque, sem perda de qualidade.

Um modelo equilibrado e de qualidade que dificilmente seria eliminado de forma tão precoce das três taças em que o Sp. Braga participou.

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Os festejos do golo de Cardozo

O Benfica não vacilou na deslocação à Madeira e venceu o Nacional por uma bola a zero com golo do paraguaio Óscar Cardozo. Com esta vitória, os encarnados mantêm-se na liderança da Liga Sagres com mais três pontos que o Sp. Braga (venceu o Rio Ave, em casa, por uma bola a zero) e mais onze pontos que o FC Porto (venceu, em Coimbra, a Académica por duas bolas a uma). Na próxima jornada, as águias recebem os bracarenses no Estádio da Luz e, em caso de vitória, o Benfica ficará muito próximo de conquistar o título nacional.

 

Nacional 0-1 Benfica

O Benfica, na deslocação à Choupana, mostrou espírito de campeão e foi sempre a equipa que mais fez por vencer a partida. Desde o início do encontro que os encarnados procuraram o golo, porém, este só apareceu ao minuto 64, por Cardozo, e já depois do paraguaio ter falhado uma grande penalidade. Tratou-se de uma vitória sem margem para discussão diante de um adversário digno, mas que não conseguiu por em causa a superioridade das águias.

Sp. Braga 1-0 Rio Ave

Os bracarenses sabiam que tinham de ganhar para continuarem a sonhar com o título e lançaram-se rapidamente no ataque, chegando ao golo aos 16 minutos por intermédio de Andrés Madrid. Até final, o Rio Ave ainda se esforçou por chegar à igualdade, mas o Sp. Braga soube controlar o jogo e conquistar três preciosos pontos. Com este resultado, os arsenalistas continuam a depender de si para serem campeões nacionais.

Académica 1-2 FC Porto

O FC Porto conseguiu acabar com a má fase que passava desde o jogo de Alvalade e foi a Coimbra vencer por duas bolas a uma. Ainda assim, os dragões sofreram muito, pois  estiveram a perder (golo de Sougou aos 33′) e só deram a volta depois com golos de Bruno Alves (36′) e Rodríguez (87′). Tratou-se de um resultado bem melhor que a exibição que esteve longe de deslumbrar. 

Sporting 3-1 V. Guimarães

No duelo pelo quarto lugar e consequente apuramento para a Liga Europa, o Sporting venceu por 3-1 o V. Guimarães e aumentou para cinco a vantagem de pontos em relação aos minhotos. Os leões entraram a matar e fizeram 20 minutos de sonho, onde fizeram três tentos (Grimi, Liedson e Saleiro) e ainda viram um ser anulado. Depois, o Sporting tirou o pé do acelarador e os vimarenenses começaram a assumir o jogo, todavia, apenas conseguiram fazer um golo, por Valdomiro. Mais uma vitória dos verde e brancos que estão na melhor forma da época.

 

Nos outros jogos, destaque para a vitória do Belenenses em Olhão por 3-1, que baralha, ligeiramente, as contas da manutenção. Na mesma luta, o V. Setúbal deu um passo rumo à salvação, pois venceu, em Matosinhos, o Leixões por duas bolas a uma. Agora Olhanense e V. Setúbal têm 20 pontos e, abaixo da linha de água, Leixões e Belenenses têm 15 e 14 pontos respectivamente.

O outro resultado da ronda foi a vitória da Naval diante da U. Leiria por uma bola a zero, sendo que o Paços de FerreiraMarítimo só se joga hoje às 20h15.

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Ontem, o Sporting estreou-se na Taça da Liga e da melhor maneira, pois venceu o líder do campeonato, Sporting de Braga, por 2-1. Ainda assim, e mais importante que a vitória, foi a notória subida de forma dos jogadores leoninos, que mostraram uma atitude que já muitos duvidavam que pudesse aparecer esta época.
Escalonado num 4-4-2 aparentemente clássico, o meio campo evidenciou algumas nuances curiosas. Miguel Veloso foi colocado na esquerda , mas, naturalmente, tendia a surgir muitas vezes no meio, pois é essa é a sua posição natural. Adrien e Moutinho jogavam no miolo, lado a lado, cabendo ao capitão do Sporting ser o jogador mais ofensivo do duo, ainda que, principalmente na primeira parte, Moutinho tenha tido muitas dificuldades diante da marcação de Madrid e Vandinho. Na direita, e mais uma vez mostrando ser um jogador muito acima da média, Izmailov, funcionou como um verdadeiro ala e foi um grande desequilibrador dos leões durante todo o jogo.
Curiosa foi também a dupla de ataque (Postiga-Saleiro) que perpetuou o apagamento do ex-portista (alguém o viu na segunda-parte?) e mostrou a subida de forma de Saleiro que, longe de ser um grande ponta de lança, poderá ser um jogador útil.
Quanto à defesa, esteve surpreendentemente segura, ainda que Rui Patrício continue a ser um guarda-redes muito inseguro nos cruzamentos, o que é estranho para um “keeper” tão alto.
Foi, todavia, uma equipa muito adulta, que soube ser paciente para se colocar em vantagem numa excelente abertura de Grimi para fantástica conclusão de Saleiro e soube reagir a um golo de Alan, no ínicio da segunda-parte, com enorme força de vontade e um colossal tento de Miguel Veloso. Uma equipa que suportou, até final e quase sem problemas, a pressão do Braga na procura do empate.
Será a ressureição do Sporting? Esperemos pelos próximos jogos?

PS: Matias e Vukcevic são dos melhores jogadores do Sporting, mas Carvalhal insistiu, pela segunda vez em colocá-los no banco. Será que o treinador dos leões continua a contar verdadeiramente com o chileno e o montenegrino? Será que Postiga é mais fiável que qualquer dos mesmos? Será que Miguel Veloso fora de posição é mais fiável do Vukcevic? Tudo isto é muito estranho…

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