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Viola é um atacante talentoso

Um dos novos reforços do Sporting surge em Alvalade para dar uma concorrência a van Wolfswinkel que Diego Rubio nunca conseguiu dar, falamos do promissor ponta de lança argentino: Valentín Viola.

Valentín Nicolás Viola nasceu a 21 de Agosto de 1991 em Moreno, Argentina, sendo um produto das escolas do Racing Club, equipa argentina onde se estreou na equipa principal em 2010. Desde essa data, o avançado sul-americano efectuou 46 jogos e marcou 6 golos, despedindo-se do clube de Avellaneda com um golo na final da Taça da Argentina que o Racing perdeu (1-2).

Depois disso, o jovem de 20 anos viajará até Portugal para representar o Sporting Clube de Portugal, sendo um reforço importante para criar concorrência a Ricky van Wolfswinkel.

Como joga?

Valentín Viola é preferencialmente um avançado-centro, ou seja, actua numa zona central do ataque, mas com grande mobilidade, deambulado por todo o último terço ofensivo. Rápido e tecnicista, trata-se de um jogador muito difícil de marcar, podendo também actuar como falso extremo num 4x3x3 de perfil assimétrico.

Apesar de muito jovem, já é um jogador com grande maturidade e frieza, sendo um excelente finalizador e um diamante por lapidar pelo Sporting Clube de Portugal.

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Salvio regressou ao Benfica

Já na época passada, Jorge Jesus fez de tudo para contar Salvio, ainda que não tenha tido sucesso nesse objectivo. Todavia, neste defeso, o desejo do treinador encarnado foi ouvido na cúpula benfiquista, sendo que as águias abriram bastante os cordões à bolsa (pagaram 13,5 milhões de euros) para contarem com um internacional argentino que esperam que seja uma das principais fontes de desequilíbrio ofensivo em 2012/13.

Eduardo Antonio “Toto” Salvio nasceu a 13 de Julho de 1990 em Avellaneda, Argentina, sendo um produto das escolas do Lanús, clube argentino pelo qual o extremo se estreou profissionalmente em 2008/09, marcando 9 golos em 31 jogos.

Na temporada seguinte, Salvio ainda começou no Lanús (16 jogos, 4 golos), todavia, a meio da época, mudou-se para o Atlético de Madrid, clube onde haveria de marcar 2 golos em 21 jogos, ajudando na conquista da Liga Europa.

Apesar dos números interessantes nos madrilenos, Salvio acabou emprestado ao Benfica em 2010/11, tendo sido uma das figuras com 10 golos em 39 jogos. Esse bom registo fez com que os encarnados quisessem ficar com o internacional argentino, todavia, a equipa portuguesa não conseguiu chegar a acordo com os colchoneros e Salvio regressou ao Atlético de Madrid.

No clube da capital espanhola, Salvio voltou a ser utilizado com muita regularidade, marcando 8 golos em 49 jogos e sendo importante em nova conquista da Liga Europa por parte do Atlético de Madrid. Ainda assim, neste defeso, os números do Benfica convenceram o Atlético de Madrid e o internacional argentino transferiu-se para o Benfica por 13,5 milhões de euros.

Como joga?

Salvio é um extremo de grande talento individual, que actua preferencialmente sobre o flanco direito, mostrando velocidade, boa técnica individual e um extraordinário sentido de baliza.

Partindo da ala, o argentino não é um elemento que funcione como extremo de “ir à linha cruzar”, movimentando-se constantemente em diagonais que o aproximem da zona de tiro.

Inteligente em termos tácticos e resistente em termos físicos, trata-se de um elemento forte no um contra um e que cria inúmeras dificuldades aos defesas contrários, sendo muito difícil de parar.

Apesar do valor alto pago pelo Benfica, trata-se, claramente, de um excelente reforço encarnado para aumentar a qualidade do plantel em 2012/13.

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O percurso polaco em fases finais de campeonatos da Europa conta-se em poucas palavras ou, mais concretamente, em poucos desafios realizados, pois a Polónia apenas participou no Euro 2008, competição onde não passou da fase de grupos, tendo somado um empate com a Áustria (1-1) e derrotas com Alemanha (0-2) e Croácia (0-1). Agora, em 2012, o conjunto treinado por Franciszek Smuda regressa ao mais importante certame do futebol europeu com a responsabilidade de ser equipa anfitriã e a esperança de pelo menos superar a primeira fase, até porque, valha a verdade, o Grupo A é claramente o mais acessível deste Euro 2012.

Qualificação

Como país organizador em conjunto com a Ucrânia, a Polónia não foi obrigada a passar por nenhuma fase de qualificação, limitando-se, nessa fase, a disputar inúmeros jogos particulares.

Nesse período, a equipa polaca disputou 22 particulares, defrontando equipas modestas como a Moldávia, Lituânia ou Geórgia, mas também grandes colossos do futebol mundial como Argentina, França, Alemanha, Itália ou Portugal.

Nesses cinco super-testes, todos realizados em casa, a Polónia teve, todavia, um saldo negativo, pois apenas venceu os sul-americanos (2-1), tendo empatado com Portugal (0-0) e Alemanha (2-2) e perdido com França (0-1) e Itália (0-2).

Franciszek Smuda é o treinador da Polónia

O que vale a selecção polaca?

A Polónia é uma equipa que tem noção dos seus pontos fortes e fracos, percebendo que, no contexto actual do futebol europeu, é um conjunto modesto que terá de optar por uma abordagem algo conservadora para atingir os seus objectivos. Assim sendo, é esperado que o conjunto da Europa de Leste opte por um equilibrado 4x2x3x1 que procurará, acima de tudo, explorar o instinto matador do seu ponta de lança Lewandowski, para ultrapassar a fase de grupos.

Nesse seguimento, a Polónia deve entregar a baliza ao jovem mas muito talentoso Szczesny, guarda-redes do Arsenal, optando depois por um quarteto defensivo forte, com dois gigantes no centro (Glik e Jodlowiec) e dois laterais que também servirão principalmente para dar segurança defensiva ao sector: Wasilewski (à direita) e Boenisch (à esquerda). Para terem uma ideia do poderio físico do sector recuado polaco, temos que registar que o jogador mais baixo é Wasilewski e mede… 1,86 metros.

No meio-campo, a equipa treinada por Franciszek Smuda deve optar por um duplo-pivot, composto por Murawski e Blaszczykowski. Tratam-se de dois jogadores de boa qualidade, nomeadamente o segundo, conhecido no Borussia Dortmund por “Kuba” e que é um autêntico motor do meio-campo, sendo importantíssimo nas transições. Na frente deste duo, actuarão os extremos Grosicki e Rybus e o “dez” Obraniak, destacando-se a inteligência e criatividade do médio-ofensivo do Bordéus e, também, a imprevisibilidade de Rybus, jogador que actua bem colado ao flanco canhoto e que tivemos a possibilidade de comprovar o seu talento nos dois duelos que o Légia de Varsóvia fez diante do Sporting para a Liga Europa.

Por fim, no ataque, actuará solto Lewandowski, que é, nada mais, nada menos, que o maior talento da actual geração do futebol polaco. Goleador do Dortmund, pelo qual marcou 30 g0los em 2011/12, chega ao Euro 2012 com a satisfação de ter feito a dobradinha na Alemanha, podendo, quiçá, ser a chave de um hipotético apuramento da Polónia para os quartos de final.

O Onze Base

Assim sendo, o onze base da Polónia, escalado em 4x2x3x1 será composto por Szczesny (Arsenal) na baliza; um sector defensivo com Boenisch (Werder Bremen) à esquerda, Wasilewski (Anderlecht), à direita, e a dupla de centrais: Glik (Torino) e Jodlowiec (Polónia Varsóvia); depois, no meio-campo, “Kuba” (Borussia Dortmund) e Murawski (Lech Poznan) formarão o duplo-pivot, enquanto Grosicki (Sivasspor), Obraniak (Bordéus) e Rybus (Terek Grozny) jogarão na frente desse duo; por fim, no ataque, Lewandowski (Borussia Dortmund) será o perigo à solta.

Lewandowski é o principal talento polaco

A Estrela – Robert Lewandowski

Com 23 anos, Robert Lewandowski é o grande talento do futebol polaco, tendo despontado no Lech Poznan (41 golos entre 2008 e 2010) e que, desde 2010/11, se encontra no Borussia Dortmund, clube onde apontou 30 golos esta temporada e nove na transacta.

Internacional polaco por 40 ocasiões (13 golos), trata-se de um jogador em rápida ascensão no contexto futebolístico europeu, assumindo-se como um ponta de lança extremamente perigoso pelo seu evoluído sentido de baliza.Possante e com um excelente jogo de cabeça, o atacante polaco também demonstra boa qualidade técnica, resolvendo bem os lances de um contra um, antes da finalização.

Em suma, trata-se de um jogador que todos os adversários da Polónia neste campeonato da Europa devem vigiar com a máxima atenção.

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

A conquista do título europeu é, obviamente, uma utopia (quase) irrealizável, pois a diferença de qualidade entre a Polónia e os principais candidatos à conquista do Euro 2012 é gigantesca. Ainda assim, perante o mais acessível agrupamento do Euro 2012 (Grécia, Rep. Checa e Rússia), a Polónia pode sonhar com o apuramento para os quartos de final, pois, quanto mais não seja, terá o factor casa a seu favor.

Assim sendo, veremos se os adversários vacilam e a Polónia consegue uma inédita qualificação para os quartos de final de um campeonato da Europa.

Calendário – Grupo A (Euro 2012)

  • Polónia x Grécia (8 de Junho – 17h00)
  • Polónia x Rússia (12 de Junho – 19h45)
  • Polónia x República Checa (16 de Junho – 19h45)

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Leo Ulloa com a camisola do Almería

Na Liga Adelante, campeonato da segunda divisão de Espanha onde pontificam equipas como o Deportivo, Celta de Vigo ou Valladolid, brilha um atacante argentino do Almería, que ainda faz o conjunto do sul de Espanha sonhar com o regresso ao principal escalão do futebol castelhano: Leonardo Ulloa.

Nascido a 26 de Julho de 1986 em General Roca, Argentina, Leonardo Ulloa iniciou a sua carreira no C.A.I. (Comisión de Actividades Infantiles) em 2002, tendo passado depois por clubes como o San Lorenzo, Arsenal Sarandí e Olimpo, sem, contudo, se ter destacado verdadeiramente em nenhuma destas equipas argentinas.

Sucesso chegou com a ida para Espanha

Em 2o08/09, Leo Ulloa mudou-se para o Castellón da segunda divisão espanhola, tendo marcado 16 golos numa campanha que levou o Castellón ao sétimo lugar. Na temporada seguinte, apesar do clube da Comunidade Valenciana ter ficado no último lugar da classificação, o avançado argentino não foi o culpado, pois voltou a mostrar-se um verdadeiro finalizador, marcando 14 golos.

Na temporada transacta, no rescaldo da descida do Castellón à II Divisão B espanhola, Leo Ulloa transferiu-se para o Almería, então na primeira divisão castelhana. Na estreia na “La Liga”, as coisas não correram muito mal ao avançado argentino (7 golos), todavia, colectivamente, a época foi um desastre, pois o Almería ficou em último lugar e desceu de divisão.

Assim sendo, na época corrente, Leo Ulloa tem desenvolvido o seu futebol na Liga Adelante, procurando ajudar o Almería a regressar ao primeiro escalão. Explodindo definitivamente, o avançado argentino soma 25 golos e lidera destacadamente a lista dos melhores marcadores de um campeonato onde o Almería se encontra em posição de disputar o playoff de promoção.

Avançado centro possante mas de boa técnica 

Leo Ulloa é um ponta de lança muito alto (1,88 metros), mas que possui uma boa técnica individual, driblando com qualidade sempre que é necessário tirar defesas do caminho para finalizar.

Finalizador nato, seja com os pés ou com a cabeça, o argentino de 25 anos é letal quando a bola lhe chega aos pés e, como tal, é imperioso que os adversários não lhe dêem um milímetro de espaço em zonas ofensivas.

Com boa capacidade de desmarcação e sem ser lento, o atacante sul-americano é assim um jogador de reúne inúmeras qualidades e que, como tal, deve ser observado com atenção por clubes de outros pergaminhos e que necessitem de um goleador.

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Julián Velázquez é um talento

Uma das actuais promessas do futebol argentino é um defesa-central de 21 anos que vai desenvolvendo o seu futebol no histórico Independiente: Julián Velázquez.

Nascido a 23 de Outubro de 1990 em Corrientes, Argentina, Julián Alberto Velázquez começou a sua carreira nas camadas jovens do Boca Unidos, mas cedo se mudou para o Independiente, clube pelo qual se tornou profissional em 2009.

Desde esse ano, o jovem argentino já somou 74 jogos (2 golos) pelo Independiente tendo, ao serviço do clube argentino, conquistado uma Copa Sudamericana em 2010.

Defesa-central de grande qualidade

Julián Velázquez é um defesa-central com grande qualidade individual, que prima pela velocidade e excelente inteligência posicional. Raçudo e com uma constante e inegável intensidade de jogo, é um jogador muito forte na antecipação e no desarme, mostrando-se quase implacável em lances de um contra um.

Apesar de não ser um gigante (1, 84 metros), é bastante efectivo no jogo aéreo, sendo um atleta que deve ser utilizado como central mais solto num esquema de dois centrais, ou a cair para um dos flancos num esquema com três defesas-centrais.

Neste momento, com apenas 21 anos e já internacional argentino, trata-se de um jogador que os olheiros portugueses deviam seguir com bastante atenção.

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Cristaldo festeja golo pelo Metalist

Um dos jogadores do Metalist que deu nas vistas nesta eliminatória com o Sporting foi o internacional argentino Jonathan Cristaldo, avançado que marcou um golo e deu muito trabalho à defesa leonina, nomeadamente na segunda mão em Kharkiv.

Nascido a 5 de Março de 1989 em Buenos Aires, Argentina, Jonathan Ezequiel Cristaldo é um produto das escolas do Velez Sarsfield, clube onde, entre 2007 e 2011, marcou 21 golos em 85 partidas, tendo inclusivamente conquistado o campeonato clausura de 2009.

Desde Janeiro de 2011, o atacante argentino representa o Metalist Kharkiv, clube ucraniano onde surge naturalmente como referência ofensiva apesar de só ter 1,75 metros. Rápido e bom finalizador, o internacional argentino já marcou 14 golos em 30 jogos pelos ucranianos, mostrando ter um potencial enorme.

Ponta de lança que se adaptaria facilmente a segundo avançado

Jonathan Cristaldo é um ponta de lança de baixa estatura, que demonstra uma enorme mobilidade, tornando-se, por isso, muito difícil de marcar. Veloz e tecnicista, é o jogador ideal para tabelar com os companheiros, sendo usual que no 4x2x3x1 do Metalist, exista um autêntico carrossel ofensivo, potenciado por Taison, Sosa, Blanco e… Cristaldo.

Bom finalizador, como ficou bem explícito no golo que marcou a Rui Patrício, o avançado argentino é bastante frio na hora de atirar à baliza, não se podendo dar um milímetro de espaço ao atacante.

Habituado a um esquema com apenas um ponta de lança, Cristaldo adaptar-se ia muito bem a um esquema com dois atacantes, podendo, aí, actuar tanto como ponta de lança como avançado de suporte a um atacante mais fixo.

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Zeferino era a estrela da selecção

De regresso a um Mundial de sub-17 após o terceiro lugar de 1989, Portugal surgia neste campeonato do Mundo com algumas figuras de proa como o goleador Vargas, o defesa-central Marco Caneira, o médio Pedro Hipólito e o atacante Zeferino, então jogador do Real Madrid. Ainda assim, apesar das elevadas expectativas que rodeavam a equipa das quinas, Portugal haveria de não fazer um grande mundial, tendo mesmo muita sorte na forma como superou a fase de grupos e  acabando por não passar pelo Gana nos quartos de final da prova equatoriana.

Dois primeiros jogos foram um desastre

Portugal foi integrado no Grupo B, juntamente com Argentina, República da Guiné e Costa-Rica, pensando-se que a equipa lusa passaria facilmente à segunda fase.

Contudo, os dois primeiros jogos não correram nada bem a Portugal, pois no primeiro, diante da Argentina, a equipa lusitana foi atropelada pelo conjunto sul-americano por 3-0, enquanto no segundo desafio, diante da supostamente frágil Guiné, Portugal até esteve a ganhar por 2-0, mas acabou por perder por 3-2 com a formação africana.

Milagre na última jornada garantiu passagem aos quartos

Assim sendo, à partida para o último jogo do grupo, Portugal precisava de um pequeno milagre para se apurar para os quartos de final: ganhar à Costa-Rica por pelo menos dois golos de diferença e esperar que a Guiné perdesse com a Argentina.

Ao minuto 87 do jogo com os costa-riquenhos, tudo parecia perdido, pois o 0-0 teimava em não sofrer alterações, contudo, um final de jogo electrizante com dois golos de Vargas e outro de Adolfo garantiu aos lusos uma vitória por 3-0, beneficiando ainda a equipa portuguesa do triunfo da Argentina diante da Guiné (2-0) para se apurar para os quartos de final.

Contudo, a alegria da equipa portuguesa acabou por não durar muito. Nos quartos de final, diante da forte selecção ganesa, Portugal acabou derrotado por 2-0, restando a consolação da equipa das quinas ter perdido com a equipa que se haveria de sagrar campeã mundial.

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Obdulio Varela confunde-se com a história do futebol uruguaio

Chamavam-lhe o “Chefe Negro” por ser um incontestável líder autoritário e para sempre será “El Gran Capitan”, jogador possuidor de enormes capacidades psicológicas e capaz de impor um espírito de vitória em toda a sua equipa que, por vezes, era cumprir metade do caminho até ao triunfo final. Médio-centro raçudo, era importantíssimo em todas as movimentações no miolo, fosse a defender ou a atacar, sendo o pêndulo de todo o jogo do Peñarol ou da selecção uruguaia. Campeão Mundial em 1950, vencedor da Copa América em 1942 e com inúmeros títulos domésticos no bolso, há quem diga que é impossível entender a génese do futebol uruguaio sem se conhecer a história e características de Obdulio Varela.

Começou no Deportivo Juventud mas os anos de ouro passou-os no Peñarol

Obdulio Jacinto Muiños Varela nasceu a 20 de Setembro de 1917 em Paysandú, Uruguai, no seio de uma família modesta e iniciou a sua carreira em 1936 no Deportivo Juventud. Dois anos depois, o médio-centro haveria de se transferir para o Montevideu Wanderers, clube por onde se manteve durante cinco anos e onde efectuou exibições que lhe valeram a chegada à selecção uruguaia em 1939 e a transferência para o Peñarol em 1943.

No histórico clube aurinegro, Obdulio Varela haveria de permanecer até ao final da sua carreira, ou seja, até 1955, tendo marcado uma época no seio do Peñarol, clube pelo qual conquistou seis campeonatos uruguaios, para além de inúmeros outros títulos domésticos de menor interesse desportivo.

Campeão mundial e sul-americano pelo Uruguai

Varela estreou-se pela selecção uruguaia em 1939, num duelo da Copa América diante do Chile e que o Uruguai venceu por 3-2, tendo disputado um total de 45 jogos e marcado nove golos pela “La Celeste.”

Participando em cinco copas América, foi finalista em 1939 e 1941, tendo conquistado a competição para selecções da América do Sul em 1942, numa prova disputada no Uruguai e em que a selecção celeste venceu todos os seis jogos do Torneio, superando Chile (6-1), Equador (7-0), Brasil (1-0), Paraguai (3-1), Peru (3-0) e Argentina (1-0).

Em termos de campeonatos do Mundo, Varela teve o azar de não poder ter participado em nenhum Mundial nos anos 40, pois, com o advento da Segunda Guerra Mundial, nenhuma competição se disputou nessa década. Contudo, no único campeonato do Mundo que disputou, em 1950, o médio-centro teria a suprema felicidade de se sagrar campeão mundial, depois de superar o Brasil no duelo decisivo (2-1). Esse jogo, conhecido internacionalmente por “Maracanazo” é tido, ainda hoje, como uma das maiores surpresas de sempre do futebol.

Um psicólogo e motivador nato

O internacional uruguaio conservou sempre a mesma postura imponente que incutia respeito a colegas e adversários, ficando célebre pelos seus encorajadores discursos. Na véspera do jogo decisivo com o Brasil para o Mundial 50, Varela ouviu um dirigente uruguaio dizer que uma derrota por 4-0 seria um resultado positivo, mas o médio-centro, consciente que era dos mais veteranos de uma equipa de jovens, disse aos colegas para não olharem para as bancadas (repletas com 200 mil brasileiros), pois o jogo disputava-se ali mesmo na relva.

Mais tarde, já com as equipas perfiladas no relvado, Varela notou que os fotógrafos uruguaios pareciam mais interessados em tirar fotografias aos jogadores canarinhos que aos próprios compatriotas e atirou, de raiva: “Deixem esses macacos. Os campeões do Mundo vamos ser nós! E foram. Era assim Obdulio Varela, “El Gran Capitan.”

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Insúa com a camisola do Sporting

Uma das lacunas mais apontadas ao Sporting neste início de temporada residia no lado esquerdo da defesa, mas pode-se dizer que o Sporting soube suprimi-la com a contratação de um lateral-esquerdo de grande qualidade individual: Insúa.

Nascido a 7 de Janeiro de 1989, Emiliano Adrián Insúa Zapata iniciou a sua carreira nas camadas jovens do Boca Juniors, mas, com apenas 18 anos, transferiu-se para o histórico Liverpool.

No clube inglês, esteve entre 2007 e 2011, ainda que apenas tenha sido titular durante a época de 2009/10, quando foi um dos mais utilizados dos “reds” e se pensou que tinha garantido o lugar de lateral-esquerdo do Liverpool para as temporadas seguintes.

Sem sucesso no futebol turco

Surpreendentemente, e depois de ter estado perto da Fiorentina, o internacional argentino acabou emprestado ao Galatasaray, onde passou a época transacta, mas sem se impor verdadeiramente, pois apenas fez 16 jogos pelo clube turco.

Assim sendo, no actual defeso, o lateral-esquerdo argentino acabou por regressar ao Liverpool, mas, sem espaço no clube inglês, acabou por se transferir de forma definitiva para o Sporting, onde se espera que se imponha como o dono do lado canhoto da defesa verde-e-branca.

lateral-esquerdo de elevado pendor ofensivo

Emiliano Insúa é um lateral-esquerdo de perfil ofensivo, que gosta de subir no terreno e criar desequilíbrios no processo ofensivo da sua equipa. Veloz, raçudo, bom tecnicamente e com uma excelente capacidade para cruzar para a área, é o puro lateral ofensivo que, por essa característica bastante atacante do seu futebol, obriga a que um dos médios-centro compense várias vezes a suas arrancadas.

Por esse motivo, e tendo em conta que no Sporting deverá ter João Pereira (também ele um lateral muito ofensivo) no outro flanco, será necessário que os leões tenham muita atenção na forma como os elementos do meio-campo vão compensar a possibilidade dos leões actuarem com dois laterais de perfil atacante.

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A selecção portuguesa que esteve na Colômbia

Depois da fraca prestação no Europeu de sub-19, onde a equipa portuguesa não passou da fase de grupos e, inclusivamente, foi goleada pela Croácia (0-5), as expectativas para esta participação no campeonato do Mundo eram bastante baixas, havendo mesmo pessoas quem duvidasse da possibilidade dos lusos chegarem aos oitavos de final. No entanto, apoiados numa equipa generosa e de grande entreajuda, os lusitanos foram ultrapassando todos os obstáculos até à final, surpreendendo um país que até foi privado de assistir à primeira fase da prova, tal era a descrença dos meios de comunicação social na equipa das quinas. Aí, no jogo decisivo, os canarinhos foram mais fortes, mas para a história fica uma equipa que provou que com motivação, força e querer, nada é impossível.

Portugal festeja vitória diante dos Camarões

Eficácia e calculismo no caminho até aos oitavos de final

Portugal foi uma equipa na verdadeira acepção da palavra, funcionando sempre como um bloco e abdicando de ser espectacular, para se impor como uma equipa extremamente calculista e eficaz.

De facto, na fase de grupos, a equipa portuguesa não foi além de um nulo com o Uruguai e de duas magras vitórias por 1-0 diante dos Camarões e Nova Zelândia, resultados pouco entusiasmantes, mas ainda assim suficientes para o apuramento para os oitavos de final como primeiro classificado do grupo e com direito a defrontar a pior equipa das dezasseis ainda em prova na fase de eliminatórias, a Guatemala.

Mika foi herói diante da Argentina

Uma equipa em crescendo nas eliminatórias

Curiosamente, diante da equipa da América Central, Portugal fez a pior exibição no torneio, não indo além de nova vitória por uma bola a zero e, inclusivamente, apanhando inúmeros sustos diante de uma equipa que havia perdido por 5-0 com a Nigéria e 6-0 com a Arábia Saudita na fase de grupos. Imediatamente, pensou-se que era o último obstáculo que a equipa das quinas ia ultrapassar,

Ainda para mais, o adversário nos quartos de final era a mais do que favorita Argentina, gerando-se uma descrença nos portugueses que, todavia, já valorizavam interiormente a prestação lusitana, pensando que termos chegado aos quartos de final já era um resultado de registo, até porque era a melhor participação da nossa selecção desde 1995.

Contudo, a equipa portuguesa voltou a surpreender positivamente os seus conterrâneos, equilibrando o jogo com os sul-americanos e até dispondo das melhores oportunidades para desfazer um nulo que, todavia, resistiu até ao final dos 120 minutos.

Nos penaltis, os portugueses chegaram a estar a perder por 3-1 e com os argentinos a terem dois “match-points” para vencerem a eliminatória. Todavia, Mika apareceu quando tinha de aparecer e Portugal deu a volta ao texto, eliminando os sul-americanos (5-4 nos penaltis) e seguindo para as semi-finais.

Por incrível que pareça, foi no último degrau até à final que a equipa das quinas acabou por vencer de forma mais confortável, superando a França por 2-0, graças a dois golos ainda na primeira metade. Esse resultado fez com que Portugal chegasse à final da prova sem sofrer qualquer golo, destacando-se pela inteligência táctica, capacidade de sofrimento colectivo, calculismo e eficácia.

Brasil foi mais feliz na final

E o título mundial ali tão perto…

Na final, Portugal sofreu um golo muito cedo e, pelas características da nossa equipa, pensou-se que a nossa selecção não seria capaz de dar a volta ao texto. No entanto, a equipa das quinas voltou a mostrar talentos que ninguém reconhecia até esta prova e fez questão de calar quem não acreditava no conjunto.

Com golos de Alex e Nélson Oliveira, Portugal entrou bem dentro do segundo tempo em vantagem (2-1) e ainda viu o avançado do Benfica desperdiçar uma oportunidade de fazer o 3-1 e matar definitivamente o encontro.

Infelizmente, Cedric havia saído da equipa por lesão e o adaptado Pelé estava com dificuldades para parar Dudu no flanco direito da defesa portuguesa. Assim sendo, após alguns sustos, foi sem surpresa que Dudu superou Pelé e cruzou para o empate de Óscar que obrigou o encontro a chegar ao prolongamento.

Nos trinta minutos suplementares, foi a vez de Caetano ser infeliz, falhando um chapéu que poderia ter devolvido a vantagem aos portugueses. Depois, com a equipa lusa de rastos (Danilo foi mesmo obrigado a sair, fazendo com que a equipa das quinas terminasse com dez), o Brasil haveria de ser extremamente feliz, chegando ao 3-2, graças a um cruzamento mal medido de Óscar que só parou no fundo da baliza de Mika.

Após esse tento canarinho, Portugal ainda tinha dez minutos para tentar chegar novamente ao empate, mas se a vontade e a crença eram enormes, a força era quase nula, fazendo com que a equipa das quinas fosse incapaz de regressar ao jogo.

Assim sendo, quando o árbitro apitou para o final da partida e enquanto os brasileiros festejavam o seu quinto título mundial, os portugueses entregavam-se a um choro incontrolável de quem percebeu que esteve a um pequeno passo de conquistar o título mundial de sub-20.

Nélson Oliveira confirmou todo o seu talento

O futuro da “Geração Coragem”

Poucos acreditavam na qualidade individual e colectiva desta selecção de sub-20, todavia, ao longo de sete desafios, Portugal fez questão de demonstrar que tem matéria prima para que o futuro do nosso futebol seja menos sombrio do que se chegou a temer.

Colectivamente, fiquei impressionado pela evoluidíssima inteligência táctica e capacidade de ocupação de espaços no sector recuado, porque defender bem também é uma arte e não é limitada a um autocarro à frente do guarda-redes. Na minha opinião, em termos de processo defensivo, Portugal roçou a perfeição e só isso explica que tenhamos atingido a final sem sofrer qualquer golo.

Ofensivamente, notou-se que faltou talento e criatividade à equipa portuguesa, demasiado dependente de um avançado-centro que ou muito me engano, ou vai ser o ponta de lança da selecção A durante anos a fio: Nélson Oliveira. Com um jogador de elevada criatividade na posição “dez”, a equipa das quinas poderia ter alcançado outra excelência no processo ofensivo, limitando a dependência do avançado do Benfica e tornando-se menos previsível no ataque.

Ainda assim, temos razões para estarmos bem satisfeitos e estou certo que jogadores como Mika, Cedric, Roderick, Nuno Reis, Danilo, Caetano e, acima de tudo, Nélson Oliveira, têm tudo para vingarem no futebol profissional e ajudarem e muito o futebol português.

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