Feeds:
Artigos
Comentários

Posts Tagged ‘Áustria’

A criação da UEFA em 1954 foi o grande impulsionador para que se fizesse uma grande competição europeia de selecções, sendo que o sonho tornou-se realidade a 5 de Abril de 1958, altura em que República da Irlanda e Checoslováquia deram o pontapé de saída na fase preliminar da prova. Apesar de tudo, esta prova ainda começou de forma algo “coxa”, pois apenas dezassete selecções participaram no certame, contando-se as ausências de países como a Alemanha Ocidental, Bélgica, Itália e Inglaterra. Na fase final, disputada em França, destacou-se a União Soviética, equipa que contou com o genial Yashin e o cerebral Netto como grandes artífices do título europeu.

Matateu ajudou a eliminar a RDA

Portugal mostrou-se superior aos alemães de leste

O campeonato da Europa arrancou com uma fase preliminar onde apenas entraram checoslovacos e irlandeses, sendo que a Checoslováquia respondeu ao desaire da primeira mão (0-2), com um triunfo categórico (4-0) no duelo decisivo.

Finda essa ronda, chegou-se aos oitavos de final, onde a Roménia venceu a Turquia (3-0 e 0-2), a Espanha superou a Polónia (4-2 e 3-0), a URSS eliminou a Hungria (3-1 e 1-0), a França esmagou a Grécia (7-1 e 1-1), a Jugoslávia superiorizou-se à Bulgária (2-0 e 1-1), a Áustria triunfou diante da Noruega (1-0 e 5-2) e a Checoslováquia passeou diante da Dinamarca (3-2 e 5-1).

Portugal, que tinha como principais estrelas Coluna e Matateu, teve como adversário a República Democrática da Alemanha, tendo vencido as duas partidas diante dos germânicos e, dessa forma, conseguido o apuramento para os quartos de final. Em Berlim Oriental, a equipa das quinas venceu por 2-0, com golos de Matateu e Coluna, enquanto, no Porto, o triunfo foi por 3-2, com dois tentos de Coluna e outro de Cavém a superiorizarem-se aos golos de Vogt e Kohle.

Qualidade de Coluna não foi suficiente para superar a Jugoslávia

Lusos incapazes de contrariar poder jugoslavo

Os quartos de final haviam de ficar marcados pela recusa da Espanha de defrontar a União Soviética. A imposição do General Franco devia-se ao facto deste não concordar com o regime comunista praticado em Moscovo. Como tal, os soviéticos apuraram-se para a fase final sem jogar.

Portugal, por sua vez, teve como adversário a Jugoslávia e até teve um início auspicioso, marcado por um triunfo (2-1) no Estádio Nacional com golos de Santana e Matateu. Contudo, na segunda mão, Kostic comandou uma equipa jugoslava a uma vitória categórica por 5-1, num jogo em que o tento de Cavém teve pouca importância para o desenlace final.

Nos outros duelos desta ronda, a Checoslováquia superou a Roménia (2-0 e 3-0) e a França não deu hipóteses à Áustria (5-2 e 4-2).

Just Fontaine foi baixa de peso para a França

França desiludiu na fase final

A fase final do Euro 1960 foi disputada em França e contou com a presença da equipa gaulesa, URSS, Checoslováquia e o carrasco português: Jugoslávia.

O sorteio das meias-finais da prova colocou franceses em confronto com os jugoslavos e os soviéticos em confronto com os checoslovacos, sendo que os gauleses, orfãos das estrelas do Mundial 58 Kopa e Fontaine, até estiveram a vencer por 4-2, mas acabaram vergados a uma derrota por 5-4 com os jugoslavos, enquanto os soviéticos superaram tranquilamente os checoslovacos por três bolas a zero.

Desiludida por ter sido afastada de uma final que se iria disputar na sua capital, a França foi bastante desmoralizada para o encontro dos terceiros e quartos lugares, sendo que o desaire (0-2) nessa partida diante da Checoslováquia acabou por não surpreender.

Yashin era a estrela da URSS

Final * URSS 2-1 Jugoslávia

Na final, defrontavam-se duas selecções da Europa de Leste, mas que tinham abordagens distintas ao jogo. A Jugoslávia era uma equipa criativa e espectacular, com uma forma de jogar quase “brasileira”, enquanto os soviéticos eram um conjunto frio e eficaz que parecia obra de um qualquer laboratório de Moscovo.

A partida começou por se inclinar na direcção do conjunto mais espectacular, pois, ao minuto 41, Galic conseguia superar, finalmente, o mítico Yashin, guarda-redes que, entre as fases preliminares e final, apenas havia sofrido um golo até aquele momento.

Contudo, o terreno empapado beneficiava o maior poderio físico dos soviéticos que, ao quarto minuto do segundo tempo, chegaram ao empate por Metreveli.

Com o resultado empatado (1-1) a partida foi se desenrolando com alguma superioridade jugoslava, mas golos, esses, não apareceram até ao final dos noventa minutos, tendo o desafio que seguir para prolongamento. Aí, a superioridade física da URSS tornou-se evidente e, ao minuto 114, Ponedelnik correspondeu da melhor forma a um cruzamento de Meskhi, para garantir a vitória soviética (2-1) e a conquista do primeiro campeonato da Europa.

Read Full Post »

O percurso polaco em fases finais de campeonatos da Europa conta-se em poucas palavras ou, mais concretamente, em poucos desafios realizados, pois a Polónia apenas participou no Euro 2008, competição onde não passou da fase de grupos, tendo somado um empate com a Áustria (1-1) e derrotas com Alemanha (0-2) e Croácia (0-1). Agora, em 2012, o conjunto treinado por Franciszek Smuda regressa ao mais importante certame do futebol europeu com a responsabilidade de ser equipa anfitriã e a esperança de pelo menos superar a primeira fase, até porque, valha a verdade, o Grupo A é claramente o mais acessível deste Euro 2012.

Qualificação

Como país organizador em conjunto com a Ucrânia, a Polónia não foi obrigada a passar por nenhuma fase de qualificação, limitando-se, nessa fase, a disputar inúmeros jogos particulares.

Nesse período, a equipa polaca disputou 22 particulares, defrontando equipas modestas como a Moldávia, Lituânia ou Geórgia, mas também grandes colossos do futebol mundial como Argentina, França, Alemanha, Itália ou Portugal.

Nesses cinco super-testes, todos realizados em casa, a Polónia teve, todavia, um saldo negativo, pois apenas venceu os sul-americanos (2-1), tendo empatado com Portugal (0-0) e Alemanha (2-2) e perdido com França (0-1) e Itália (0-2).

Franciszek Smuda é o treinador da Polónia

O que vale a selecção polaca?

A Polónia é uma equipa que tem noção dos seus pontos fortes e fracos, percebendo que, no contexto actual do futebol europeu, é um conjunto modesto que terá de optar por uma abordagem algo conservadora para atingir os seus objectivos. Assim sendo, é esperado que o conjunto da Europa de Leste opte por um equilibrado 4x2x3x1 que procurará, acima de tudo, explorar o instinto matador do seu ponta de lança Lewandowski, para ultrapassar a fase de grupos.

Nesse seguimento, a Polónia deve entregar a baliza ao jovem mas muito talentoso Szczesny, guarda-redes do Arsenal, optando depois por um quarteto defensivo forte, com dois gigantes no centro (Glik e Jodlowiec) e dois laterais que também servirão principalmente para dar segurança defensiva ao sector: Wasilewski (à direita) e Boenisch (à esquerda). Para terem uma ideia do poderio físico do sector recuado polaco, temos que registar que o jogador mais baixo é Wasilewski e mede… 1,86 metros.

No meio-campo, a equipa treinada por Franciszek Smuda deve optar por um duplo-pivot, composto por Murawski e Blaszczykowski. Tratam-se de dois jogadores de boa qualidade, nomeadamente o segundo, conhecido no Borussia Dortmund por “Kuba” e que é um autêntico motor do meio-campo, sendo importantíssimo nas transições. Na frente deste duo, actuarão os extremos Grosicki e Rybus e o “dez” Obraniak, destacando-se a inteligência e criatividade do médio-ofensivo do Bordéus e, também, a imprevisibilidade de Rybus, jogador que actua bem colado ao flanco canhoto e que tivemos a possibilidade de comprovar o seu talento nos dois duelos que o Légia de Varsóvia fez diante do Sporting para a Liga Europa.

Por fim, no ataque, actuará solto Lewandowski, que é, nada mais, nada menos, que o maior talento da actual geração do futebol polaco. Goleador do Dortmund, pelo qual marcou 30 g0los em 2011/12, chega ao Euro 2012 com a satisfação de ter feito a dobradinha na Alemanha, podendo, quiçá, ser a chave de um hipotético apuramento da Polónia para os quartos de final.

O Onze Base

Assim sendo, o onze base da Polónia, escalado em 4x2x3x1 será composto por Szczesny (Arsenal) na baliza; um sector defensivo com Boenisch (Werder Bremen) à esquerda, Wasilewski (Anderlecht), à direita, e a dupla de centrais: Glik (Torino) e Jodlowiec (Polónia Varsóvia); depois, no meio-campo, “Kuba” (Borussia Dortmund) e Murawski (Lech Poznan) formarão o duplo-pivot, enquanto Grosicki (Sivasspor), Obraniak (Bordéus) e Rybus (Terek Grozny) jogarão na frente desse duo; por fim, no ataque, Lewandowski (Borussia Dortmund) será o perigo à solta.

Lewandowski é o principal talento polaco

A Estrela – Robert Lewandowski

Com 23 anos, Robert Lewandowski é o grande talento do futebol polaco, tendo despontado no Lech Poznan (41 golos entre 2008 e 2010) e que, desde 2010/11, se encontra no Borussia Dortmund, clube onde apontou 30 golos esta temporada e nove na transacta.

Internacional polaco por 40 ocasiões (13 golos), trata-se de um jogador em rápida ascensão no contexto futebolístico europeu, assumindo-se como um ponta de lança extremamente perigoso pelo seu evoluído sentido de baliza.Possante e com um excelente jogo de cabeça, o atacante polaco também demonstra boa qualidade técnica, resolvendo bem os lances de um contra um, antes da finalização.

Em suma, trata-se de um jogador que todos os adversários da Polónia neste campeonato da Europa devem vigiar com a máxima atenção.

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

A conquista do título europeu é, obviamente, uma utopia (quase) irrealizável, pois a diferença de qualidade entre a Polónia e os principais candidatos à conquista do Euro 2012 é gigantesca. Ainda assim, perante o mais acessível agrupamento do Euro 2012 (Grécia, Rep. Checa e Rússia), a Polónia pode sonhar com o apuramento para os quartos de final, pois, quanto mais não seja, terá o factor casa a seu favor.

Assim sendo, veremos se os adversários vacilam e a Polónia consegue uma inédita qualificação para os quartos de final de um campeonato da Europa.

Calendário – Grupo A (Euro 2012)

  • Polónia x Grécia (8 de Junho – 17h00)
  • Polónia x Rússia (12 de Junho – 19h45)
  • Polónia x República Checa (16 de Junho – 19h45)

Read Full Post »

o duelo Ronaldo vs Messi começa a ser nefasto para o futebol português.

Final do Barcelona-Real Madrid. Portugueses saltam para as redes sociais e ruas para festejar (ou reclamar) do resultado do jogo mais importante do futebol espanhol. “Tudo tem a ver com Portugal”, pensei. Afinal, de um lado estavam os fãs de Cristiano Ronaldo, José Mourinho e da legião portuguesa dos merengues, enquanto do outro estão os que não gostam do perfil algo arrogante do treinador português e do melhor jogador português da actualidade. Apesar de achar que a mente lusitana deveria estar mais preocupada com o final do campeonato português e com os jogos dos nossos clubes, dei o desconto… Até ontem.

Ontem era dia de Barcelona-Chelsea, jogo importantíssimo, imperdível. De um lado, um barça que jogava muito da sua época após ficar praticamente arredado da possibilidade de conquistar a liga espanhola, enquanto do outro, o Chelsea, tinha a hipótese de chegar à segunda final da “Champions” da sua história, numa temporada em que, valha a verdade, as coisas não tem lhe saído como era desejável.

Apurou-se o Chelsea com muito sofrimento à mistura, mas o que mais confusão me fez foi o final da partida. Mesmo com Raúl Meireles e Bosingwa na equipa londrina, a felicidade de alguns pelo Chelsea ter superado os catalães não era por estarem a torcer pelos portugueses da equipa londrina, mas, ao invés, por poderem se congratular com um desaire dos “culés.” “Adeptos do Real Madrid”, pensei imediatamente. Do outro lado da barricada, as virgens ofendidas, que empunhavam a espada do “tiki-taka” e de como a vitória “blue” podia significar algo de muito perigoso para o futebol moderno… “Adeptos do Barcelona”, pensei, preocupado…

E estou verdadeiramente preocupado. Preocupado por aquilo que pode ser um futuro muito sombrio para um crescente futebol português que, lembre-se, está no quinto lugar do ranking UEFA de clubes, não falha uma competição internacional de selecções desde 1998 e tem dos melhores jogadores e treinadores do Mundo.

Transtornado porque os portugueses começam a preocupar-se mais com o Real Madrid e o Barcelona do que com o Benfica, FC Porto e Sporting. Porque alguns já preferem ver os duelos internacionais que a nossa liga e, pior, porque já ficam mais felizes ou tristes quando os catalães ou merengues vencem ou perdem do que se fosse com o clube deles…

Este paradigma poderá fazer com que as crianças de hoje cresçam a preocupar-se mais com a “La Liga” ou outro campeonato internacional, que cheguem a adolescência a ver o Barcelona e o Real Madrid e que quando lhes perguntem o seu clube, não saia um natural clube nacional, mas, ao invés, um “Hala Madrid” ou um “Visca el Barça.”

Este fenómeno, natural em países nórdicos, pois estes, com um historicamente fraco campeonato nacional, sempre olharam com atenção redobrada para o campeonato inglês, começa a enraizar-se perigosamente em Portugal, bastando para isso que se olhe para os “facebooks” deste país que insiste na auto-flagelação, mesmo em aspectos em que somos bons, como é claramente o futebol. Se esta ideia prevalecer, o futuro, são estádios cada vez mais vazios, clubes com cada vez menos dinheiro e uma espiral de auto-destruição que pode voltar a devolver o futebol português aos primórdios da sua história, que é como quem diz os 9-1 da Áustria e os 9-0 da Espanha.

No meio disto tudo, o Sporting, amanhã, joga um dos jogos mais importantes da sua vida, podendo alcançar a terceira final europeia da sua história. Contudo, por mais triste que este pensamento seja, temo que os portugueses continuem demasiado preocupados em discutir a eliminação do Barcelona e o resultado do Real Madrid-Bayern de hoje…

Read Full Post »

Bimbo Binder era sinónimo de golos

O maior goleador e mito do futebol austríaco é um histórico avançado do Rapid de Viena que ficou eternamente conhecido por “Bimbo” Binder. Internacional por 20 vezes, foi peça fundamental do mítico “Wunderteam”, grande equipa austríaca que acabou por ter existência mais curta do que o esperado devido ao “Anschluss” (anexação da Áustria pela Alemanha Nazi). Avançado-centro à moda antiga, tratava-se de um ponta de lança que passeava pelas zonas ofensivas com uma quase exagerada tranquilidade, mas cujo futebol se resumia a uma mera e simples formalidade: marcar golos, muitos golos…

Uma carreira inteira no Rapid Viena

Nascido a 1 de Dezembro de 1911, Franz “Bimbo” Binder iniciou a sua carreira futebolística em 1930, tendo actuado sempre no mesmo clube (Rapid Viena) até ao final da sua carreira em 1949.

Durante esse período, o ponta de lança austríaco marcou 1006 golos em 756 jogos, um registo impressionante que lhe dá uma média de 1,33 golos por jogo. Para além disso, Bimbo Binder é dos poucos jogadores a marcarem mais de 1000 golos no Mundo do futebol, estando ao lado de lendas como Gerd Müller ou Pelé.

Vencedor de quatro campeonatos austríacos e, curiosamente, de um campeonato alemão e uma Taça da Alemanha (o Rapid Viena disputava competições germânicas na altura em que a Áustria foi anexada pela Alemanha), Bimbo Binder foi ainda o melhor marcador do campeonato austríaco em 1933, 1937 e 1938 e do campeonato alemão em 1939, 1940 e 1941.

Internacional austríaco e… alemão

Bimbo Binder foi internacional austríaco por 19 vezes (16 golos) e alemão por nove ocasiões (10 golos), tendo, dessa forma, se assumido como goleador com as duas camisolas.

Apesar de tudo, o magnífico ponta de lança nunca disputou nenhuma grande competição internacional, fosse pela Áustria ou pela Alemanha, sendo essa uma das poucas lacunas que tem na sua carreira futebolística.

Read Full Post »

Marc Janko é um goleador e um vencedor nato

A caminho do FC Porto está um ponta de lança matador de nacionalidade austríaca que, por certo, será um excelente reforço dos dragões para a segunda metade da época: Marc Janko.

Nascido a 25 de Junho de 1983 em Viena, Áustria, Marc Janko iniciou a sua carreira no Admira Wacker, clube que representou desde as camadas jovens até aos primeiros passos no futebol sénior.

Em 2005, todavia, o internacional austríaco haveria de se transferir para o Red Bull Salzburgo, clube onde iria explodir definitivamente no contexto futebolístico europeu. De facto, no clube da cidade onde nasceu Mozart, Janko haveria de permanecer até 2010, marcando 81 golos em 112 jogos, destacando-se a temporada de 2008/09, quando fez 40 golos em 36 partidas.

Não perdeu o faro goleador na Holanda

No defeso de 2010/11, já com três campeonatos austríacos no bolso, Marc Janko preferiu mudar de ares e abraçar uma outra experiência no futebol europeu, transferindo-se para a Holanda e para o FC Twente.

No clube de Enschede, o internacional austríaco haveria de continuar um avançado prolífico, tendo marcado 34 golos nos 65 jogos que disputou na última época e meia, sendo figura de proa da equipa do FC Twente que, na temporada passada, conquistou a Taça da Holanda.

Puro ponta de lança de último toque

Marc Janko é um avançado internacional austríaco (24 jogos, 9 golos) de 1,96 metros de altura e que tem como principal predicado ser um finalizador nato que está sempre no sítio certo para facturar.

Não sendo rápido e tendo uma técnica apenas mediana, o ponta de lança compensa essas lacunas por ser um jogador com uma noção perfeita de onde se deve movimentar para depois aparecer em zona privilegiada para a finalização, fazendo-o de forma fria e objectiva.

Goleador nato, trata-se de um avançado-centro letal, sendo eficaz tanto com os pés como com a cabeça e ideal para um esquema 4x3x3, onde a equipa não viva obcecada em jogar para o austríaco, mas procure-o muitas vezes como referência e destino do futebol ofensivo.

Read Full Post »

Deni Alar é uma grande promessa austríaca

Acabou de assinar pelo Rapid Viena, um talentoso avançado-centro que pode vir a ser um dos grandes avançados do futebol austríaco: Deni Alar.

Nascido a 18 de Janeiro de 1990 em Zeltweg, Áustria, é filho de um antigo futebolista croata (Goran Alar) e iniciou a sua carreira nas camadas jovens do FC Zeltweg com apenas seis anos

Nesse modesto clube da quinta divisão austríaca, estreou-se profissionalmente com apenas 15 anos, tendo marcado, entre 2004 e 2007, 28 golos em 39 jogos.

Ascensão meteórica no espectro do futebol austríaco

Em 2007, com dezassete anos de idade, trocou o FC Zeltweg pelo mais representativo Leoben, clube onde começou a actuar pela formação secundária, mas rapidamente chegou à primeira equipa, ainda que apenas tenha feito quatro golos em 49 jogos, nos cerca de dois anos em que representou o Leoben

Posteriormente, em 2009, trocou o Leoben pelo Kapfemberger, clube onde explodiu verdadeiramente na actual temporada, marcando 16 golos em 36 jogos e auxiliando o clube austríaco a manter-se na Bundesliga.

As boas exibições do ponta de lança ao serviço do Kapfemberger, valeram-lhe uma transferência para o Rapid Viena, clube que irá representar a partir da temporada 2011/12.

Avançado muito oportuno e frio a finalizar de pé esquerdo

Deni Alar é um avançado-centro possante e veloz, que se desmarca muito bem, sendo muito perigoso em lances de contra-ataque. Com 1, 85 metros, é um ponta de lança que marca bastante presença na área, sendo difícil de marcar pela forma como protege o esférico e roda rapidamente para finalizar.

Frio e eficaz, é muito forte no capítulo da concretização, tendo um pé esquerdo de boa qualidade e que é capaz de fazer golos de rara beleza.

Habituado a jogar numa equipa modesta e talhada para o contra-ataque, Deni Alar adaptar-se à facilmente a um 4x4x2 ou 4x3x3, pois tanto pode jogar sozinho como ponta de lança mais fixo, ou mais solto num esquema de dois avançados.

Neste momento, com apenas 21 anos, é um jogador para seguirem com atenção num dos próximos desafios do Rapid de Viena ou da selecção austríaca de sub-21.

Read Full Post »

Mateo Kovačić tem sido comparado a Messi e Rooney

Um dos maiores talentos do futebol eslavo nasceu na Áustria, mas optou por jogar pelo país de que são culturalmente originários os seus pais, a Croácia. Falo do médio-ofensivo do Dínamo Zagreb: Mateo Kovačić.

Apesar de ter nascido a 6 de Maio de 1994 em Linz, Áustria, Mateo Kovačić é filho de pais bósnio-croatas, tendo optado pela selecção croata, que já representou nos escalões de sub-14, sub-15 e sub-17.

A sua carreira futebolística, começou nos escalões de formação dos austríacos do LASK Linz, todavia, em 2007, quando era pretendido por vários clubes do panorama futebolístico europeu como o Estugarda, Ajax, Juventus ou o Arsenal, optou por transferir-se para os croatas do Dínamo Zagreb, clube que representa até hoje.

Nesse clube croata, avançou pelos escalões de formação e nem uma grave lesão sofrida em 2009 (partiu uma perna) parou a sua evolução, sendo que o pródigo médio-ofensivo se estreou no principal escalão croata a 20 de Novembro de 2010, num duelo diante do Hrvatski Dragovoljac, que o Dínamo venceu por 6-0. Nesse jogo, Kovačić marcou um golo, tornando-se no jogador mais jovem a marcar um golo na Liga Croata de sempre.

Médio-ofensivo que pode evoluir para segundo avançado

Mateo Kovačić é um jogador muito talentoso, que costuma ser colocado na posição “dez”, onde pode explanar todo o seu futebol pleno de visão de jogo e criatividade. Veloz e incisivo, é um desequilibrador nato, sendo que não seria de estranhar que numa fase posterior da carreira, também surgisse numa posição mais avançada, num perfil de apoio mais directo ao ponta de lança.

Neste momento, com apenas 16 anos, é uma das mais brilhantes promessas do futebol europeu, sendo comparado a jogadores da qualidade de Wayne Rooney ou Lionel Messi. Ainda assim, só o tempo dirá se o internacional jovem croata consegue chegar ao patamar de excelência do inglês e do argentino.

Read Full Post »

Linz deixou saudades aos axadrezados

Chegou em 2006/07 ao Boavista rotulado de avançado de grande capacidade finalizadora, situação que, na verdade, rapidamente confirmou sendo facilmente um dos melhores jogadores de um clube axadrezado bem longe dos momentos de glória. Era um avançado rápido, de remate fácil e preciso que, posteriormente, se transferiu para o Sp. Braga onde se iniciou muito bem, mas, que, com o tempo e de forma algo inexplicável se foi eclipsando até abandonar definitivamente os arsenalistas. Eis Roland Linz, a prova de que, no futebol português, a qualidade e o talento nem sempre são suficientes.

Nascido a 9 de Agosto de 1981 em Leoben, Roland Linz iniciou a sua carreira nas camadas jovens do clube da sua cidade natal, passando, posteriormente, para o segundo clube da capital da Baviera, o 1860 Munique.

No salto para o futebol profissional, regressou ao Leoben, onde brilhou durante duas épocas na segunda divisão austríaca, marcando 27 golos em 53 jogos e atraindo o interesse de clubes de maior nomeada. Após uma luta entre os principais clubes austríacos, o Áustria Viena foi mais feliz e assegurou o concurso de Linz.

Durante cinco temporadas, o avançado austríaco totalizou 26 golos em 81 jogos pelo Áustria Viena, números que parecem modestos mas que são facilmente explicáveis pelo facto do atleta apenas ter feito três temporadas completas pelo gigante austríaco, pois em 2003/04 esteve emprestado ao Admira Wacker Mödling (33 jogos, 15 golos) e em 2004/05 ao Nice (14 jogos) e Sturm Graz (15 jogos, 4 golos).

No final da última temporada ao serviço do Áustria Viena, que foi a mais produtiva para o ponta de lança (15 golos em 31 jogos), Roland Linz transferiu-se para Portugal e para o Boavista numa mudança que, segundo o avançado austríaco, visava experimentar um campeonato mais competitivo que o fizesse evoluir como futebolista.

Durante a época de 2006/07, Roland Linz brilhou ao serviço de uma equipa axadrezada que não passou da décima posição. Rápido, frio e implacável na hora de atirar à baliza, marcou dez golos e acabou por dar o salto para o europeu Sp. Braga.

Nos arsenalistas foi uma peça importante da equipa que, em 2007/08, atingiu os dezasseis avos de final da Taça UEFA (foi eliminada pelo Werder Bremen (0-3 e 0-1) e alcançou a sétima posição da Liga Sagres. No entanto, na temporada seguinte, foi começando a perder espaço de forma pouco compreensível na equipa de Jorge Jesus e acabou por ser emprestado ao Grasshoppers, onde voltou a ser o que sempre foi, um avançado de grande qualidade.

Em 2009/10 ainda começou a temporada no Gaziantepsor, mas não se adaptou ao futebol turco, regressando a meio dessa mesma temporada, ao futebol austríaco e ao Áustria Viena.

Neste momento, Linz continua a jogar no gigante da capital austríaca, marcando golos e sendo influente na manobra ofensiva do Áustria Viena. Aos 29 anos, já foi internacional austríaco por 38 vezes (8 golos) e, até hoje, custa a perceber como não foi melhor aproveitado pelo Sporting de Braga ou por qualquer outro clube português.

Read Full Post »


Dragović é um talento austríaco

 

Nos relvados da Bundesliga áustriaca actua um fascinante defesa-central/médio-defensivo com tudo para se assumir como um grande jogador no panorama futebolístico internacional: Aleksandar Dragović.

O jogador do Áustria de Viena nasceu a 6 de Março de 1991, em Viena e, apesar de ser de ascendência sérvia, preferiu jogar pela selecção do país onde nasceu, a Áustria.

A sua carreira iniciou cedo, nas camadas jovens do Áustria Viena, tendo se estrado no futebol sénior, em 2007/08, com apenas 16 anos, pela equipa de reservas do gigante vienense. Nessa equipa, fez oito jogos e dois golos e chamou à atenção dos responsáveis da equipa principal que não hesitaram em integrá-lo, na época seguinte, na equipa principal.

A partir de que chegou à equipa principal do Áustria Viena e, apesar da tenra idade, Dragović foi assegurando, rapidamente, um lugar de destaque na formação austríaca, assumindo-se como um defesa-central seguro, rápido e eficaz, mas também sendo muito competente quando joga mais avançado no terreno, como médio-defensivo recuperador de bolas conservador,  forte tecnicamente, seguro no passe e excelente nos equilíbrios tácticos da equipa.

Neste momento, com apenas 19 anos e já internacional austríaco por nove vezes, trata-se de um jogador de grande futuro e que seria, por certo, uma excelente aquisição para qualquer clube português. Procurem-no num jogo da selecção austríaca e confirmem a minha tese.

 

Read Full Post »

Wetl no Sturm Graz

A 18 de Setembro de 1996, o FC Porto deslocou-se à Luz para a segunda mão da Supertaça Cândido de Oliveira, trazendo, das Antas, uma magra vantagem de um golo (havia vencido 1-0). A vantagem parecia curta e previa-se um jogo difícil na Luz, todavia, numa exibição espectacular, os dragões acabaram por conseguir uma histórica vitória por cinco bolas a zero, num jogo em que tudo correu bem aos azuis e brancos e até permitiu a um desconhecido austríaco marcar um golo de antologia, daqueles que se conseguem uma vez na vida. O seu nome? Arnold Wetl.

Nascido a 2 de Fevereiro de 1970, Wetl iniciou a sua carreira no Sturm Graz com apenas 18 anos, permanecendo no clube da Estíria por oito temporadas, ou seja, até 1996. No Sturm Graz, onde conquistou uma Taça da Áustria, o austríaco havia conseguido grande destaque individual, chegando à selecção nacional e marcando 41 golos em 160 jogos pelo clube da Áustria. Podendo jogar na posição oito ou, inclusivamente, na posição 10, Arnold Wetl era considerado um dos mais talentosos jogadores do futebol austríaco e, assim, parecia uma aposta segura do FC Porto para a época 1996/97.

A sua chegada aos dragões foi discreta e os primeiros tempos ao serviço do FC Porto também, até que apareceu aquele jogo no Estádio da Luz em que Wetl, já com o resultado em 3-0, fez, com um remate de fora da área, um golo de antologia que só parou no fundo da baliza de Michel Preud’Homme.

Esse golo animou os adeptos portistas que pensaram que, afinal, aquele discreto austríaco podia ser um jogador muito importante para o clube azul e branco, todavia, se a temporada correu bem ao FC Porto (foi campeão nacional), o mesmo não se pode dizer em relação a Arnold Wetl, pois este acabou a época com apenas 11 jogos feitos e um golo, esse mesmo que marcou no Estádio da Luz.

Assim sendo, foi sem surpresa que acabou dispensado no defeso, regressando à Áustria para, desta feita, vestir a camisola do Rapid. Em Viena fez quatro temporadas de bom registo individual (96 jogos e 9 golos), mas com um registo fraco em termos colectivos, pois Wetl não conseguiu qualquer tipo de título nos vienenses.

Acabada a experiência no Rapid Viena, Wetl ainda esteve três épocas no Sturm Graz e duas no FC Gratkorn, onde jogou sempre com regularidade, mas onde andou constantemente afastado dos títulos colectivos. Curiosamente, ao longo da sua longa carreira, o internacional austríaco (esteve presente no Mundial 1998) só conquistou um título de campeão, o tal de 1996/97 ao serviço do FC Porto.

Neste momento, retirado do futebol profissional há quatro temporadas, Wetl ainda deve mostrar aos amigos o vídeo do golo que marcou na Luz, talvez o momento de maior fama da longa carreira do discreto austríaco.

Reveja esse tento no vídeo abaixo

Read Full Post »

Older Posts »

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Junte-se a 26 outros seguidores