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Jesus pagou pelas cautelas no Dragão

Jesus pagou pelas cautelas no Dragão

Em apenas duas jornadas, o Benfica perdeu cinco pontos e deixou-se ultrapassar pelo FC Porto no topo do campeonato nacional, contudo, se com o Estoril o empate se deveu, principalmente, ao mérito da equipa canarinha, tudo se alterou no duelo contra os dragões, pois aí o Benfica acabou por pagar a sua fraca ambição ao longo dos noventa minutos.

É verdade que o Benfica controlou completamente o jogo e que o FC Porto raramente conseguiu incomodar Artur, sendo que, na segunda parte, o único aviso antes do golo de Kelvin  surgiu num lance em que James Rodríguez partiu de posição irregular. Ainda assim, custa a perceber a falta de risco de Jorge Jesus, que nem quando os azuis-e-brancos arriscaram tudo, procurou, sequer, explorar o contra-ataque.

Na verdade, o técnico encarnado preferiu dar a ideia para dentro de campo que o único objectivo do Benfica passava pelo empate e esse momento surge principalmente quando troca Gaitán por Roderick. Nesse momento, Jesus mostrava que vencer não era objectivo e, de certa forma, abriu espaço para que Vítor Pereira se lançasse de forma ainda mais decidida na procura de uma vitória.

Foi uma derrota inglória, é certo, mas também é o culminar de dois aspectos que têm acompanhado o Benfica de Jorge Jesus. Um, desde sempre, e que passa pelo intenso desgaste físico e psicológico que as águias apresentam nesta fase da época. O outro, desde um fatídico Liverpool-Benfica para a Liga Europa, quando Jorge Jesus deixou de ser o treinador que pretendia fazer do Benfica um rolo compressor durante os noventa minutos e passou a gerir muitos jogos com demasiadas cautelas, situação que, valha a verdade, ainda não lhe trouxe qualquer benefício prático.

Talvez Jorge Jesus tenha pensado que esse futebol extremamente ofensivo que utilizou durante a maior parte da época 2009/10 o afastasse das grandes conquistas e que podia fazer dele um novo “Peseiro”, ou seja, um treinador muito atacante e vistoso, mas condenado a não conquistar títulos. Ironia das ironias, têm sido esses temores que o têm afastado dos títulos nas últimas épocas e que o têm feito morrer muitas vezes na praia, como acontecia com o actual técnico arsenalista.

Que o duelo no Estádio do Dragão sirva de exemplo ao técnico encarnado e que este, na quarta-feira, apareça em Amesterdão com uma equipa ofensiva e segura de si. Só um treinador com mentalidade “à Benfica” poderá afastar finalmente a maldição de Guttmann e Jesus precisa de se reencontrar com o seu “eu” de 2009/10, que era o único que preenchia esses requisitos.

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Maxi Pereira evitou males maiores com o Estoril

Maxi Pereira evitou males maiores com o Estoril

Ontem assisti com bastante interesse ao Benfica-Estoril, duelo que, em primeiro lugar, era importantíssimo para as contas do título, mas, ao mesmo tempo, também assumia contornos quase decisivos na intensa batalha pelo último posto de acesso à Liga Europa, que, lembre-se, é o único objectivo que o Sporting ainda tem para este final de época.

Antes de mais, há que dar os parabéns à equipa do Estoril. Nestes casos, existe a injusta tendência de se procurar demérito no favorito, todavia, o que se assistiu no Estádio da Luz foram uns canarinhos adultos, personalizados e, valha a verdade, a justificarem o facto de estarem bem perto do inédito apuramento para as competições europeias.

Não partilho da opinião de que o Benfica tenha entrado em campo com a certeza de que ia ganhar, de uma maneira ou de outra. Os encarnados lutaram para vencer e, perante 90% dos adversários que encontram no campeonato nacional, teriam triunfado sem problemas com a mesma exibição que fizeram ontem. O seu azar foi encontrarem um Estoril inspirado e a grande nível.

Nesta fase da época, não falta alma às águias, o que poderá faltar, aqui e ali, são pernas, pois o Benfica está a pagar um percurso quase imaculado que o leva a somar um total de 53 jogos oficiais na temporada 2012/13. É verdade que o Benfica tem um plantel com soluções e que Jorge Jesus tem procurado fazer uma gestão da equipa, todavia, também é bem notório que alguns jogadores chegam a esta fase da época em natural quebra de forma.

Independentemente de tudo isto, não deixo de ficar um pouco surpreendido com as claras variações de humor que existiram em muitos adeptos benfiquistas depois do dia de ontem. De facto, depois de uma crença quase inabalável no título 33, muitos passaram a uma fase de quase depressão, prevendo, até, situações extra-futebol que os poderão condicionar no próximo clássico no Estádio do Dragão.

Numa opinião alheia à cor clubística, fui lendo e ouvindo que a pressão passava agora a estar no lado do Benfica e que o FC Porto passava a estar mais tranquilo e com o tricampeonato à sua mercê. Pois bem, não posso concordar minimamente com estes temores e análises. Para mim, o Benfica continua com menos pressão que o FC Porto e as razões são várias:

  1. O Benfica continua com mais dois pontos que o FC Porto e, como tal, vai ao Dragão a jogar para dois resultados possíveis (vitória e empate)
  2. Mesmo que o FC Porto vença o Benfica, a equipa azul-e-branca terá de ganhar em Paços de Ferreira na última jornada. Um duelo muito difícil perante um adversário que, lembre-se, tem apenas três derrotas no campeonato nacional.
  3. O campeonato é o único título que o FC Porto pode vencer esta temporada, situação que, obviamente, criará uma pressão extra nos portistas, pois o Benfica ainda está em três frentes e, como tal, com muito maiores probabilidades de sucesso generalizado
  4. O Benfica tem melhor equipa que o FC Porto. Mesmo não estando na melhor forma da temporada, os encarnados têm mais soluções que os azuis-e-brancos e, acima de tudo, são mais bem treinados

Como tal, continuo a considerar o Benfica favorito para a conquista do campeonato nacional e não posso partilhar das teorias de muitos “profetas da desgraça” que, ao mínimo deslize, começam logo a prever a hecatombe de todos os sonhos construídos até esse momento.

Ainda assim, não quero com isto dizer que o Benfica será, sem margem de dúvida, campeão nacional em 2012/13. O FC Porto, por certo, terá uma palavra a dizer e, com este empate encarnado, as suas possibilidades de atingir o tricampeonato aumentaram exponencialmente. No entanto, o favorito continua a ser o Benfica. Como já era antes desta igualdade com o Estoril.

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Fehér cativava as pessoas com o seu sorriso

Fehér cativava as pessoas com o seu sorriso

Pareceu ontem, mas foi há exactamente nove anos. O Benfica vencia o Vitória de Guimarães por 1-0 no Estádio D. Afonso Henriques e Fehér tinha acabado de levar um cartão amarelo, quando subitamente, debruçou-se e caiu inanimado, percebendo-se, rapidamente, que se tratava de algo grave. A assistência médica chegou e Fehér seria levado para o hospital, havendo sempre a esperança que o jovem magiar recuperasse. Infelizmente, o destino assim não quis e Miklós Fehér acabou por falecer, perdendo-se, dessa forma, a vida de um futebolista promissor e de quem todos gostavam, devido à sua simpatia e alegria de viver.

Produto das escolas do Győri ETO FC

Miklós “Miki” Fehér nasceu a 20 de Julho de 1979 em Tatabánya, Hungria, tendo iniciado a sua carreira no Győri ETO FC, clube por onde evoluiu nas camadas jovens e pelo qual se estreou profissionalmente em 1995/96.

Nesse clube magiar, o ponta de lança foi fazendo uma carreira em ascensão, somando dois golos na temporada de estreia, oito em 1996/97 e treze em 1997/98.

No final de 1997/98, Miki Fehér já era uma das principais promessas do futebol húngaro, tendo-se transferido para o FC Porto, depois do clube português ganhar a corrida a outros grandes clubes europeus.

Não vingou nos portistas

Fehér haveria de ficar ano e meio no FC Porto, todavia, apenas marcou um golo em treze jogos, mudando-se, por empréstimo, a meio da temporada 1999/00 para o Salgueiros. No clube de Vidal Pinheiro, o internacional húngaro voltou a assumir-se como goleador, somando cinco tentos em apenas metade da época.

Na temporada seguinte, o ponta de lança voltaria a ser cedido, desta feita ao Sporting de Braga, tendo, aí, feito a sua melhor época como profissional. De facto, o avançado húngaro somou 14 golos em 26 jogos pelos arsenalistas e parecia estar bem cotado para regressar ao FC Porto e assumir-se como jogador importante da equipa principal.

No entanto, no regresso ao FC Porto, Fehér haveria de ser vítima de um desentendimento entre Pinto da Costa e o seu agente, acabando, nessa época, por apenas jogar três jogos e pela equipa B azul-e-branca.

Benfica foi a última paragem da carreira

No rescaldo desse desentendimento, o internacional húngaro mudou-se para Lisboa para representar o Benfica, tendo somado quatro golos em dezoito jogos em 2002/03. Nessa temporada, Fehér enfrentou a forte concorrência de Sokota, Nuno Gomes e Mantorras e isso impediu-o de atingir números mais expressivos.

Mas Fehér era um jogador ainda muito jovem e, em 2003/04, as suas oportunidades de jogar aumentavam, pois Mantorras estava com uma lesão que o tirou dos relvados durante toda a época, e os encarnados actuavam quase sempre com dois pontas de lança, ao invés de 2002/03, quando a equipa jogava muitas vezes com apenas um.

Infelizmente chegou aquela fatídica noite em Guimarães, que acabaria por terminar com a carreira de um grande jogador, mas, acima de tudo, apagar a luz de um sorriso que sempre contagiou toda a gente.

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Okore com a camisola da Dinamarca

Okore com a camisola da Dinamarca

Um dos jogadores que tem sido apontado como possível reforço do Benfica é um defesa-central dinamarquês de grande qualidade e que, neste momento, actua no FC Nordsjaelland: Jores Okore.

Nascido a 11 de Agosto de 1992 em Abidjan, Costa do Marfim, Jores Okore chegou à Dinamarca com apenas três anos de idade, tendo iniciado a sua carreira no B93, clube que representou até 2007.

Depois, transferiu-se para o FC Nordsjaelland, tendo se estreado na equipa principal em 2009/10 e assumido-se como titular absoluto em 2011/12, quando somou 30 jogos (1 golo) pelo clube que se sagraria campeão da Dinamarca nessa temporada. Ao todo, o defesa-central de origem marfinense soma 63 jogos (2 golos) pelo conjunto de Farum.

Defesa-central agressivo e forte fisicamente

Jores Okore é um defesa-central que não é muito alto (1,83 metros), mas que é bastante fiável no jogo aéreo, não sendo fácil de ultrapassar nesse aspecto específico do jogo.

Rápido e com boa leitura de jogo, o internacional dinamarquês por quatro ocasiões é muito forte nos duelos individuais, sabendo usar o físico para resolver muitos problemas que lhe são apresentados.

Calmo e com um perfil de líder do sector recuado, Okore é, portanto, um excelente reforço para qualquer clube europeu interessado num futebolista com elevado potencial.

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Bernardo brilha nos juniores encarnados

Bernardo Silva brilha nos juniores encarnados

O Benfica lidera a Zona Sul do Nacional de Juniores e um dos principais responsáveis pela boa época dos encarnados é o seu talentoso médio-ofensivo Bernardo Silva.

Nascido a 10 de Agosto de 1994, Bernardo Mota Veiga de Carvalho e Silva nem sempre foi um titular absoluto nas camadas jovens encarnadas, todavia, é o exemplo de que se pode crescer e evoluir imenso, mesmo não nascendo com um talento inicial excepcional. Bernardo Silva é, na verdade, um fruto do trabalho e da vontade de vencer.

Neste momento, o “dez” é a principal figura da equipa de Juniores das águias, falando-se, inclusivamente, que o jogador pode fazer a transição definitiva para a equipa B do Benfica na segunda metade de 2012/13.

Médio cerebral e tecnicista

Bernardo Silva é um “dez” do mais próximo que pode existir daquilo que se entende por um “dez” puro. Assume o jogo e procura soluções ofensivas, deambulando por todo o campo com uma classe muito característica.

Tecnicista, Bernardo Silva é um futebolista forte nos lances individuais e que procura constantemente zonas de tiro, ainda assim, é dono de um futebol generoso e colectivista, priorizando, sempre, o bem da equipa em detrimento do sucesso individual.

Com uma superior visão de jogo e inteligência posicional, é nele que assenta toda a construção ofensiva encarnada, percebendo-se que, aos 18 anos, o médio-ofensivo é das maiores promessas da nova geração de futebolistas do Benfica.

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Marković é um avançado talentoso

Marković é um avançado talentoso

Recentemente ligado ao interesse do Benfica, Lazar Marković é uma das grandes promessas do futebol sérvio, sendo, aos dezoito anos, provavelmente o melhor futebolista daquele campeonato dos Balcãs.

Nascido a 2 de Março de 1994, em Čačak, Sérvia, o avançado iniciou a sua carreira no Borac da sua cidade natal, tendo chegado ao Partizan com apenas 12 anos de idade. No final de 2010/11, Lazar Marković foi promovido à primeira equipa do gigante de Belgrado, somando, neste momento, 60 jogos (13 golos) pelo Partizan.

Campeão sérvio na temporada transacta, o avançado também foi considerado um dos principais futebolistas do campeonato, tendo sido incluído no melhor onze da Liga Sérvia.

Avançado-centro a lembrar João Vieira Pinto

Lazar Marković vive num limbo entre a posição “dez” e a posição “nove”, sendo o que vulgarmente chamamos de 9,5, pois reúne características de ambas as posições.

Rápido, móvel e com técnica apurada, o futebolista do Partizan de Belgrado tem um forte poder de aceleração, sabendo jogar na perfeição com a linha do fora de jogo.

Excelente a finalizar, mas também a assistir os companheiros, o internacional sérvio faz lembrar a espaços João Vieira Pinto, sendo um futebolista ideal para um esquema com dois avançados, funcionando como apoio directo de um ponta de lança mais fixo.

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Um novo Eusébio

Na equipa de Juniores do Sport Lisboa e Benfica evolui um avançado luso-guineense que demonstra talento suficiente para vingar no futebol português: Eusébio Bancessi.

Nascido a  4 de Agosto de 1995, Eusébio Gomes Bancessi actuava pelo Sporting na temporada transacta, tendo, inclusivamente, brilhado na equipa de Juvenis do Sporting, marcando 16 golos em 30 jogos.

Ainda assim, na actual temporada, o luso-guineense transferiu-se para o Benfica, estando, neste momento, integrado na equipa de Juniores encarnada que lidera a Zona Sul do campeonato nacional.

Avançado rápido e objectivo

Eusébio Bancessi é um avançado veloz e vertical, que pode actuar no centro do ataque ou nas alas, ainda que, quando colocado na faixa, deva privilegiar os movimentos de fora para dentro, característica do jogo onde ele é particularmente perigoso.

De facto, o jovem de 17 anos é o típico falso extremo que permite a subida do lateral e, ao mesmo tempo, funciona como apoio imediato ao ponta de lança, povoando de forma acentuada o centro do ataque.

Bom finalizador, trata-se de um jogador que não tem problemas em atirar à baliza, fazendo-o tanto quando parte de zonas laterais, como quando actua mais no centro do ataque.

Em suma, trata-se de um jogador ideal para actuar como falso-ala num 4x3x3 ou, ao invés, como segundo avançado num esquema 4x4x2, merecendo atenção cuidada num dos próximos encontros da equipa de Juniores do Benfica.

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Jesus mantém o Benfica no topo

Luís Filipe Vieira voltou a vencer confortavelmente as eleições para a presidência do Benfica, sendo que, neste momento, muitas das críticas dos adeptos encarnados se dirigem ao seu treinador, Jorge Jesus, deixando um pouco de lado Luís Filipe Vieira, Presidente que, valha a verdade, pouco fez para que o Benfica tivesse um 2012/13 de sucesso.

Neste momento, o plantel do Benfica é desequilibrado e, por mais que custe admitir a muitos benfiquistas, bastante inferior ao do FC Porto. É verdade que os encarnados têm individualidades de enorme qualidade e um ataque de luxo (a contratação de Lima foi uma excelente decisão de…Jesus), todavia, as saídas de Witsel e Javi García deixaram o meio-campo defensivo entregue a Matic e o castigo de Luisão, deixou o esforçado, mas pouco qualificado Jardel como titular ao lado de Garay.

Para além disso, o Benfica denota muitas fragilidades no lado esquerdo da defesa, onde conta com Melgarejo e Luisinho, dois jogadores que, por mais que se tente provar o contrário, não têm valor para vestir a camisola encarnada e, do lado direito, apenas conta com Maxi Pereira, sendo que o pânico varre os adeptos do Benfica sempre que o internacional uruguaio se lesiona ou é castigado.

Perante todas estas condicionantes e tendo em conta o plantel azul-e-branco, pensou-se que dificilmente o Benfica teria capacidade para ombrear com o FC Porto, principalmente até Janeiro, altura em que duas ou três aquisições podiam reequilibrar o plantel das águias. No entanto, Jorge Jesus tem conseguido não descolar dos dragões, mesmo contando com muito menos soluções que o seu adversário nortenho.

De facto, o Benfica continua na frente do campeonato (ex-aequo com os dragões), somando seis vitórias e dois empates, mantém-se sólido na Taça de Portugal e apenas tem vacilado na Liga dos Campeões, ainda que a lógica convide a pensar que duas vitórias caseiras diante de Celtic e Spartak Moscovo até podem garantir a qualificação para os oitavos de final.

Aqui, o mérito é de Jorge Jesus, que tem conseguido manter um excelente desempenho colectivo da sua equipa com todas as condicionantes que lhe ofereceram e, acima de tudo, sem nunca ter usado qualquer tipo de desculpa, mesmo quando não lhe deram o lateral-esquerdo que queria (Eliseu) ou quando o privaram de dois titularíssimos da equipa em cima do fecho das transferências (Witsel e Javi).

Neste momento, ainda assim, os adeptos pedem muito mais a sua cabeça que a de Luís Filipe Vieira que continua a ser (quase) idolatrado pela grande maioria dos benfiquistas, todavia, é Jesus que continua a manter o Benfica no topo e não a gestão do seu Presidente, cabendo aos adeptos encarnados perceberem isso, limitando-se, para isso, a lembrarem-se do que se passou com o Sporting e Paulo Bento…

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Ivan Cavaleiro é o goleador do Benfica B

Apesar de estar uns furos abaixo da performance do seu rival do outro lado da segunda circular, o Benfica B também tem demonstrado boa qualidade individual e colectiva, destacando-se elementos como André Gomes e, também, o extremo goleador: Ivan Cavaleiro.

Ivan Ricardo Neves Abreu Cavaleiro nasceu a 18 de Outubro de 1993 em Vialonga e iniciou a sua carreira no clube da sua terra natal. Posteriormente, em 2006/07, saltou para o Benfica, clube que representa até este momento, tendo, pelo meio, um empréstimo de uma temporada ao Belenenses.

Nos encarnados, este talentoso atacante que tanto pode jogar junto às alas como em zonas centrais, somou 15 golos no Nacional de Juniores na temporada passada, tendo sido integrado esta época na equipa B do Benfica, onde já leva sete golos em nove jogos.

Como joga?

O jovem avançado português, de 18 anos, é um jogador rápido, ágil e tecnicista, que remata bem com o seu pé direito. Posicionalmente, é preferencialmente um extremo-direito, podendo também actuar no outro flanco ou, inclusivamente, como segundo avançado.

Raçudo e generoso, é um elemento que sabe jogar em equipa, tendo, no entanto, ainda de ser lapidado para atingir um patamar que lhe permita chegar à primeira equipa do Benfica.

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Paulo Lopes está de regresso ao Benfica

Um dos novos reforços do Benfica chega ao clube encarnado não para ser titular, mas para ser uma opção de qualidade e, ao mesmo tempo, de baixo custo,  como suplente de Artur Moraes: Paulo Lopes.

Paulo Jorge Pedro Lopes nasceu a 29 de Junho de 1978 em Mirandela, tendo iniciado a sua carreira nas camadas jovens do Mirandela e passado para o Benfica em 1995. Na época de 1997/98, foi incluído no plantel encarnado, todavia, tanto nessa época, como na seguinte não efectuou qualquer jogo oficial.

Em 1999/00, foi emprestado ao Gil Vicente, mas apenas realizou 19 minutos ao longo de toda a época, apenas conseguindo jogar com regularidade em 2000/01 (25 jogos pelo Barreirense) e 2001/02 (26 jogos pelo Benfica B), curiosamente duas temporadas em que jogou na II Divisão B.

Em 2002/03, transferiu-se para o Salgueiros, realizando 63 jogos em duas temporadas ao serviço de um clube nortenho então na Liga de Honra. Esses bons números, permitiram-lhe a transferência para o Estrela da Amadora, clube onde começou na Liga de Honra, mas onde, nas duas temporadas seguintes, conseguiu finalmente jogar no primeiro escalão do futebol nacional.

Após 36 jogos pelo clube da Reboleira, Paulo Lopes transferiu-se para o Trofense em 2007/08, representando o clube da Trofa por duas temporadas, sendo a primeira no segundo escalão e a segunda na primeira divisão. No Trofense, o guarda-redes realizou 54 jogos.

Em 2009/10, Paulo Lopes mudou-se para o Feirense, clube que representava de há três épocas para cá e onde foi sempre titular. De facto, no clube de Santa Maria da Feira, Paulo Lopes conseguiu efectuar 92 jogos e garantir, agora, uma transferência para o Benfica.

Como joga?

Paulo Lopes é um guarda-redes bastante seguro, que demonstra boa colocação entre os postes, excelente elasticidade e segurança no jogo aéreo, mesmo não sendo um futebolista muito alto.

Mais eficaz que espectacular, Paulo Lopes é também um bom condutor do sector defensivo, sabendo controlar bem a linha defensiva que tem à sua frente com uma incisiva voz de comando.

Depois, aos 33 anos, pode ser uma alternativa de experiência a Artur e, ao mesmo tempo, ajudar na evolução daquele que deverá ser a terceira opção para a baliza: Mika.

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