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Burak Yilmaz festeja novo golo pelo Trabzonspor

O melhor marcador do campeonato turco da primeira divisão é um jogador que marcou 33 golos ao serviço do Fenerbahçe e conseguiu, imagine-se, mais dezoito golos que o grupo de segundos melhores marcadores: Burak Yilmaz.

Nascido a 15 de Julho de 1985 em Antalya, Turquia, Burak Yilmaz iniciou a sua carreira no Antalyaspor da sua cidade natal, tendo actuado na equipa sénior desse conjunto turco entre 2002 e 2006.

Nesse período, o internacional turco foi garantindo o seu lugar entre os titulares de forma progressiva, tendo somado 73 jogos e 18 golos ao serviço do Antalyaspor.

Começou bem no Besiktas mas depois entrou em período de menor fulgor

Em 2006/07, Burak Yilmaz transferiu-se para o Besiktas, acabando por jogar com bastante regularidade (43 partidas), mas sem conseguir ser muito efectivo na hora de atirar à baliza (5 golos).

A meio da temporada seguinte, depois de um início de época pouco produtivo, o avançado mudou-se para o Manisaspor, clube onde efectuou um fim de 2007/08 de grande qualidade (18 jogos, 9 golos), garantindo nova transferência para um gigante turco (Fenerbahçe) no final da temporada.

No Fenerbahçe, contudo, o insucesso voltou a persegui-lo e o elemento que era visto como uma das grandes promessas do futebol turco, começava a ver a sua estrela a empalidecer, sendo que no final de 2008/09, acabou emprestado ao modesto Eskişehirspor.

Voltou à ribalta no Trabzonspor

Esse empréstimo apenas iria durar meia temporada, pois, em Fevereiro de 2010, o jogador acabou vendido definitivamente ao Trabzonspor, maior clube turco fora da cidade de Istambul.

Nesse clube, e depois de uma meia-época de adaptação (14 jogos, 3 golos), o ponta de lança turco explodiu definitivamente, marcando 20 golos em 2010/11 e aumentando a fasquia para impressionantes 33 tentos na actual campanha de 2011/12.

Esses números, na verdade, confirmaram as excelentes perspectivas de futuro que lhe eram apontadas no início da carreira e quebraram, definitivamente, a ideia de promessa perdida que já lhe começavam a colar.

Avançado possante e frio 

Burak Yilmaz é um avançado-centro de 1,88 metros que sabe usar o corpo para se defender dos defesas contrários, sendo possante e muito forte a segurar o esférico.

Rápido e fortíssimo quando embalado na direcção da baliza contrária, é dono de arrancadas perigosíssimas que são, muitas vezes, apenas paradas em falta pelos defesas contrários.

Depois, no capítulo do remate, é um jogador frio e letal, que raramente falha uma boa oportunidade e é efectivo tanto na cara do guarda-redes como de meia-distância.

Com todas estas características, trata-se de um ponta de lança que encaixará em qualquer esquema que o treinador queira utilizar, sendo, sem qualquer dúvida, um excelente reforço para qualquer clube português que quisesse apostar nele.

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Saganowski era a estrela deste Vitória

A única vez em que os vimaranenses participaram na fase de grupos de uma grande competição europeia foi em 2005/06, quando alcançaram a fase de grupos da Taça UEFA. Num ano em que Sporting, Sp. Braga e Vitória de Setúbal foram eliminados no playoff de acesso a essa mesma fase de grupos, coube aos minhotos defenderem a honra portuguesa, ainda que o agrupamento, com Bolton, Besiktas, Zenit e Sevilha previsse dificuldades que, valha a verdade, se concretizaram, pois o conjunto de Guimarães acabaria por ser incapaz de superar os adversários e passar à fase seguinte da prova.

Wisla de Cracóvia foi um obstáculo bastante acessível

Para chegar à fase de grupos da Taça UEFA, o Vitória de Guimarães teve de ultrapassar o conjunto polaco do Wisla Cracóvia, equipa se previa difícil para os minhotos. Contudo, na primeira mão disputada no Minho, os vimaranenses mostraram um poderio muito superior ao Wisla e venceram por 3-0 (golos de Cléber, Mário Sérgio e Benachour), deixando a eliminatória quase sentenciada.

Na segunda mão, disputada em Cracóvia, o conjunto polaco cedo percebeu ser incapaz de dar a volta aos acontecimentos, baixando os braços e facilitando a vida ao conjunto português. De facto, o Vitória até foi capaz de vencer na Polónia, graças a um golo de Saganowski já perto do apito final.

Grupo mostrou-se demasiado forte para os vitorianos  

Superado o obstáculo polaco, o V. Guimarães ficou integrado num grupo com Zenit, Bolton, Sevilha e Besiktas, adivinhando-se muitas dificuldades para o conjunto português.

No primeiro jogo, disputado em São Petersburgo, o Vitória até fez uma boa exibição, no entanto, quando estava por cima do jogo, um penalti deitou tudo a perder, permitindo a vantagem russa. Mais tarde, o Zenit ainda aumentou para 2-0, sendo que o golo solitário de Neca apenas minimizou a derrota (1-2).

Com uma derrota no primeiro jogo, o Vitória era obrigado a superar o Bolton na segunda partida, sendo que o golo de Saganowski a seis minutos do fim parecia aproximar os vimaranenses desse objectivo. Todavia, um grande golo de Vaz Té três minutos depois garantiu o empate (1-1) aos ingleses e deixou a equipa portuguesa quase eliminada.

Com apenas um ponto em dois jogos, o Vitória precisava de um milagre, que passaria por vencer o Sevilha em Espanha. Todavia, na Andaluzia, o conjunto português perdeu por 3-1, tornando o último jogo com o Besiktas um mero cumprir de calendário. Nessa partida, um conjunto português bastante desmotivado havia de perder com os turcos por 3-1, terminando assim sem grande glória o Grupo H e surgindo um mau pronúncio para o que vinha aí de temporada doméstica: a surpreendente descida de divisão.

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O adversário do Sporting de Braga nos dezasseis avos de final da Liga Europa é um clube turco da parte europeia da cidade de Istambul, terceiro mais importante da Turquia e que tem feito um investimento fortíssimo nos últimos anos com a contratação de estrelas como Simão, Quaresma, Manuel Fernandes e o já entretanto retirado Guti. A onze pontos do líder Fenerbahçe no campeonato turco, o Besiktas tentará salvar a época com uma boa campanha nesta Liga Europa, sendo que a equipa da cidade mais importante da Turquia assume-se como favorita para este confronto diante dos arsenalistas.

O Besiktas actua no Estádio Inönü

Quem é o Besiktas?

O Beşiktaş Jimnastik Kulübü  foi fundado em 1903 ainda durante o Império Otomano, tendo conquistado treze campeonatos de Istambul antes da criação do campeonato nacional da Turquia.

Em 1956, criou-se uma Taça Nacional, que era a única competição que juntava todas as equipas da Turquia, sendo que o Besiktas foi o clube que a venceu durante as duas edições que ela durou, sendo o representante turco na Taça dos Campeões nessa altura.

Em 1958/59, criou-se finalmente o campeonato nacional, com o Besiktas a manter-se como um dos grandes clubes turcos desde essa data, conquistando mais onze campeonatos, nove taças da Turquia e oito supertaças, estando apenas atrás de Galatasaray e Fenerbahçe em títulos conquistados.

Carvalhal é o treinador do conjunto turco

Como joga?

O Besiktas actua normalmente num 4x2x3x1 de perfil bastante português, pois é treinado por Carlos Carvalhal e conta no seu habitual onze com jogadores como Manuel Fernandes, Simão, Quaresma e Hugo Almeida. Evoluída tecnicamente, a força da equipa turca está claramente no meio-campo ofensivo, onde conta com jogadores acima da média como os já referidos Simão, Quaresma e Manuel Fernandes.

O ponto mais fraco do conjunto de Istambul e que deverá ser aproveitado é a sua defesa, claramente a um nível inferior ao conjunto que os turcos têm do meio-campo para a frente, revelando-se um sector lento e que no campeonato turco sofre uma média de um golo por jogo.

O onze que os turcos deverão apresentar na Pedreira não deverá andar longe do seguinte: Gonen; Toraman, Sivok, Gulum e Korkmaz; Kavlak e Ernst; Quaresma, Manuel Fernandes e Simão; Hugo Almeida.

Os adeptos do Besiktas amam Quaresma

Quem é que o Braga deve ter debaixo de olho? Quaresma

A alma e poço de criatividade deste conjunto turco é o nosso bem conhecido Quaresma, jogador de 28 anos que se assume como a estrela da companhia, na forma como empurra a equipa para frente e, também, transforma os adeptos no décimo-segundo jogador, pois os fanáticos adeptos do Besiktas adoram-no.

Sem grande sucesso internacional após ter abandonado o FC Porto em 2008, o extremo lusitano reencontrou a alegria do seu futebol na equipa de Istanbul, sendo habitual titular desde que chegou ao Besiktas na temporada passada.

Ao Sporting de Braga, caberá ter o máximo de atenção ao que Quaresma possa fazer no flanco direito do ataque turco, sendo que o lateral-esquerdo escolhido por Leonardo Jardim (Miguel Lopes?) terá de ter atenções redobradas na anulação do perigoso internacional português, até porque anulando Quaresma, anula-se 50% do jogo ofensivo do Besiktas.

Como chegou aos 16/final?

Playoff: Besiktas vs Alania Vladikavkaz (RUS) 3-0 e 0-2

Fase de Grupos: 

  • Besiktas vs Dínamo Kiev (UCR) 1-0 e 0-1
  • Besiktas vs Stoke City (ING) 3-1 e 1-2
  • Besiktas vs Maccabi Telavive (ISR) 5-1 e 3-2
Classificação:
  1. Besiktas 12 pontos
  2. Stoke City (ING) 11 pontos
  3. Dínamo Kiev (UCR) 7 pontos
  4. Maccabi Telavive (ISR) 2 pontos

Confrontos com equipas portuguesas em provas da UEFA

Taça UEFA (2005/06): V. Guimarães vs Besiktas 1-3

Liga dos Campeões (2007/08): Besiktas vs FC Porto 0-1 e 0-2

Liga Europa (2010/11): Besiktas vs FC Porto 1-3 e 1-1

As possibilidades do Sporting Clube de Braga

O Besiktas é favorito para esta eliminatória, pois tem um plantel com jogadores de grande renome internacional e conta com um orçamento que não tem qualquer comparação com o arsenalista. Ainda assim, a equipa bracarense é muito matreira e cínica na forma como actua, podendo, dessa forma, aproveitar a menor qualidade do sector defensivo turco para surpreender com a velocidade de elementos rápidos como Lima, Mossoró ou Alan.

Se o Sporting de Braga conseguir vencer na primeira mão, nem que seja só por 1-0, poderá depois dar a machadada nas aspirações do Besiktas na segunda mão, jogando em contra-ataque em Istambul.

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No Verão de 1993, o Sporting recebia o sorteio da 1ª Eliminatória da Taça UEFA com desconfiança. O adversário era um desconhecido clube turco da cidade de Ízmit, que nunca tinha participado em competições europeias, mas que havia terminado o último campeonato turco na quarta posição e tinha nas suas fileiras jogadores de qualidade como o guarda-redes internacional jugoslavo Omerovic, os defesas também jugoslavos Kuzmanovski e Mirkovic, para além do avançado-centro internacional turco Saffet. Apesar das duas Taças da Turquia conquistadas pelo Kocaelispor, este foi o momento mais alto da história do clube turco, o momento em que defrontou e complicou a vida a um clube que tinha um plantel com jogadores como Figo, Balakov, Paulo Sousa, Valckx ou Juskowiak.

O Kocaelispor joga no İsmet Paşa Stadium

Fundado em 1966, chegou à primeira divisão em 1980

O Kocaelispor Kulübü foi fundado em 1966 como uma fusão dos clubes Baçspor, İzmit Gençlik e Doğanspor mas apenas conseguiu chegar ao primeiro escalão do futebol turco em 1980, tendo permanecido na primeira divisão durante oito anos consecutivos até ser relegado ao segundo escalão em 1988.

Nesse período, a equipa havia descido desportivamente uma vez em 1986/87, contudo, nessa altura, acabou por ser salvo por um verdicto do Conselho de Estado da Turquia.

Cadete marcou um dos golos ao Kocaelispor

A grande campanha de 1992/93 garantiu ao Kocaelispor um confronto com o Sporting

Em 1992, o Kocaelispor regressou à primeira divisão turca e fê-lo em grande estilo. Com uma grande equipa com jogadores como Omerovic, Saffet, Bülent Uygun ou Mirkovic, o Kocaelispor dobrou a primeira volta em primeiro lugar e só uma série de derrotas na segunda metade do campeonato acabou por evitar que o clube de Ízmit conquistasse o título e tivesse que se contentar com o quarto lugar.

Esse quarto lugar, porém, garantiu ao Kocaelispor a presença na Taça UEFA de 1993/94, tendo a equipa turca defrontado o Sporting logo na primeira eliminatória. A primeira mão, em Ízmit, foi dominada pelo Kocaelispor e só a felicidade impediu que os leões saíssem da Turquia com um resultado bem pior que o 0-0 averbado.

Em Alvalade, todavia, a maior experiência internacional do clube português fez a diferença e o Sporting, com golos de Cadete e Pacheco, venceu por 2-0 e terminou de forma precoce a primeira participação do Kocaelispor em provas da UEFA.

Taça de 2002 foi último grande título

Venceu a Taça da Turquia em 1997 e 2002

Depois da grande equipa de 1992/93, o Kocaelispor destacou-se com o quinto lugar na temporada 1995/96, além de ter conquistado as taças da Turquia em 1996/97 (1-0 e 1-1 ao Trabzonspor na final) e 2001/02 (4-0 ao Besiktas no jogo decisivo).

Nesse período, a equipa também regressou às competições europeias, tendo estado na Taça das Taças em 1997/98, quando eliminou os romenos do National Bucareste (2-0 e 1-0) para depois cair diante dos russos do Lokomotiv Moscovo (0-0 e 1-2) e na Taça UEFA em 2002/03, quando não passou da primeira ronda, esmagado pelos húngaros do Ferencváros (0-1 e 0-4).

Adeptos continuam a apoiar cegamente o clube

Entrou em queda a partir de 2003

Em 2003, o Kocaelispor desceu novamente à segunda divisão, tendo permanecido no escalão secundário até 2007/08, quando conquistou o campeonato e o direito a regressar ao escalão principal. A estadia na primeira divisão, todavia, havia de ser curta e o Kocaelispor haveria de voltar a descer, minado pelo insucesso desportivo (foi 17º) e por uma enorme crise financeira.

No final de 2009/10, a crise do Kocaelispor assumiu contornos ainda mais dramáticos, pois o clube de Ízmit foi relegado para o terceiro escalão do futebol turco, divisão onde se encontra ainda hoje, desesperando os inúmeros adeptos que o clube tem na Turquia, nomeadamente na zona de Marmara e do Mar Negro.

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A supertaça 2007/08 foi o último título dos leões

Terminou mais uma temporada infeliz do Sporting Clube de Portugal, sendo que este mediano terceiro lugar não pode esconder uma época deplorável que viu o Sporting perder todas as competições que disputou, sendo que as eliminações da Taça de Portugal e da Liga Europa, diante de duas equipas (V. Setúbal e Glasgow Rangers) claramente inferiores aos leões são reveladoras do mau momento que se vive para os lados de Alvalade.

O Sporting acabou o campeonato a, imagine-se, 36 pontos do FC Porto, sendo que os dragões terminaram a competição com mais do dobro das vitórias (27) obtidas pelos verde-e-brancos (13). Mesmo o Benfica, que terminou o campeonato em desaceleração e perdendo pontos surpreendentes, conseguiu terminar a prova com mais quinze pontos que os leões.

Assim sendo, parece lógico que o Sporting precisa de preparar muito bem 2011/12 e, nesse seguimento, é necessário uma análise cuidada ao actual plantel, dividindo os elementos desse mesmo grupo de trabalho em indispensáveis, transferíveis, emprestáveis e dispensáveis.

Na minha opinião, e começando pelos dispensáveis, optava pelos seguintes elementos:

  • Hildebrand
  • Tiago
  • Abel
  • Grimi
  • Anderson Polga
  • Nuno André Coelho
  • Maniche
  • Tales
  • Cristiano
  • Carlos Saleiro

 Obviamente que as razões da dispensa destes elementos depende de factores diferentes. Anderson Polga, Tiago e Abel foram excelentes profissionais, mas estão no fim da linha do seu percurso nos verde-e-brancos, já não acrescentam grande coisa ao plantel em termos de qualidade, sendo que Abel (João Gonçalves) ou Tiago (Vítor Golas) têm soluções internas bem menos onerosas e sem défice em termos de qualidade individual. Quanto a Anderson Polga, até podia falar de Nuno Reis, contudo, o defesa-central emprestado ao Cercle Brugge ainda precisa de rodar pelo menos mais um ano para se poder começar a pensar num regresso a Alvalade.

Quanto a Hilderbrand e Maniche, tratam-se de dois jogadores demasiado caros para o rendimento que apresentaram ao serviço do Sporting, não se justificando a sua continuidade, sendo que tanto o internacional alemão como o internacional português devem ser substituídos por elementos de qualidade, mas necessariamente mais baratos a nível de ordenados. Vicent Enyeama (guarda-redes do Hapoel Telavive) e Rafael Robayo (Médio-centro do Millionarios) são bons exemplos.

Por fim, Nuno André Coelho, Grimi, Tales, Cristiano e Carlos Saleiro não parecem ter qualidade suficiente para se manterem no plantel leonino e devem ser dispensados, sendo que a situação mais simples a de Tales e Cristiano, pois terminam contracto com os verde-e-brancos. Já no caso de Nuno André Coelho, Grimi e Carlos Saleiro, deve ser encontrada uma solução que satisfaça clube e atletas, que poderá passar por um empréstimo ou, até, por um acordo de rescisão, pois dificilmente estes atletas terão mercado, à excepção, talvez, do lateral-esquerdo argentino.

Passando aos emprestáveis, optava por estes dois elementos:

  • Cedric Soares
  • Diogo Salomão
Tanto o lateral/ala-direito como o extremo-esquerdo são elementos que parecem ter condições para serem mais valias no Sporting Clube de Portugal, todavia, acredito que Cedric Soares e Diogo Salomão irão ter muito poucas oportunidades para jogar na próxima temporada e, na minha opinião, ambos os atletas precisam de minutos de jogo para que possam continuar a sua evolução futebolística. Assim sendo, aconselho um empréstimo dos dois a um clube médio/médio-baixo do principal escalão do futebol português.
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Dos emprestáveis, sigo para os transferíveis, ou seja, jogadores com valor para se manterem no plantel do Sporting, mas que, na presença de uma boa proposta, deve ser ponderada a sua saída:
  • Daniel Carriço
  • Yannick Djaló
  • Zapater
  • Simon Vukcevic
Estes três elementos estão nesta lista por situações diferentes. Daniel Carriço é um defesa de qualidade e com mercado, mas, na minha opinião, a sua baixa estatura e fraca impulsão que lhe garantem dificuldades no jogo aéreo, irão impedi-lo sempre de ser o tal patrão da defesa leonina. Assim sendo, uma proposta que supere os 10/12 milhões de euros deve ser imediatamente considerada.
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Yannick Djaló, por sua vez, é um jogador com talento, mas parece-me pouco constante e nunca explodiu da maneira que se esperava, sendo que uma boa  proposta, na ordem dos 8/9 milhões de euros, deve ser suficiente para se negociar a sua saída.
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Depois, apesar de não achar que é o péssimo jogador que muitos vêem em Zapater, entendo que facilmente se encontraria uma jogador de nível superior, sem ser necessário gastar muito dinheiro. Assim sendo, e sabendo que o espanhol tem mercado, aconselhava a venda do aragonês, desde que o valor da transferência não fosse inferior a dois milhões de euros.
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Por fim, Simon Vukcevic é um caso diferente e representa um jogador muito talentoso e com condições para ser dos melhores da Europa, mas que é demasiado problemático e inconstante, sendo que poderá, inclusivamente, ser um destabilizador de balneário. Assim sendo, e apesar de toda a sua qualidade incontestável, penso que o Sporting o deveria vender pelo seu preço de custo e, assim, prescindir de um atleta que pode continuar a revelar-se um problema bicudo.
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Para finalizar, os elementos imprescindíveis, ou seja, os elementos que devem continuar no plantel do Sporting e assumirem-se como a base 2011/12, porque mesmo numa grande revolução de plantel, há que garantir um nível mínimo de continuidade.
  • Rui Patrício
  • Evaldo
  • Torsiglieri
  • João Pereira
  • André Santos
  • Pedro Mendes
  • Izmailov
  • Jaime Valdés
  • Matías Fernandez
  • Hélder Postiga
Assim sendo, chegamos a uma lista de dez jogadores (14, caso não se consiga vender os tais quatro elementos que entendo como transferíveis) +1, que, neste caso, não é um chinês, mas o peruano Carrillo, já contratado pelo Sporting.
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Partindo do princípio que Daniel Carriço, Yannick Djaló, Vukcevic e Zapater ficam no plantel e que Vítor Golas e João Gonçalves regressam de empréstimo, o Sporting fica com 17 jogadores, faltando nove para a tal lista de 23+3 promessas de que falou Godinho Lopes.
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Nesse caso, seriam necessários nove jogadores e, como tal, pensando que os leões avançarão para um 4-3-3/4-2-3-1, acho que o Sporting devia tentar as seguintes contratações:
  • Um guarda-redes de valor para ser o concorrente de Rui Patrício. O referido Enyeama seria uma excelente opção.
  • Um lateral-esquerdo (Wendt é uma possibilidade, Sílvio, pela polivalência, seria o ideal)
  • Dois defesas-centrais de altíssima qualidade (Rodríguez do Sp. Braga e outro, que fosse experiente, uma clara mais-valia e necessariamente mais alto)
  • Um médio-centro de grande pulmão e qualidade que pudesse jogar tanto a “seis” como a “oito”. Rafael Robayo, já referido, seria uma boa aquisição.
  • Um extremo puro, ou seja, um verdadeiro flanqueador, que desse a largura de jogo ao Sporting que a equipa tanto precisa e que fosse uma clara mais valia para o plantel.
  • Dois avançados, sendo um mais posicional e referência atacante (ao que tudo indica, o ex-Besiktas Bobô) e outro mais polivalente e que pudesse jogar sozinho na frente, mas também como avançado de suporte num alternativo 4x4x2 e, se possível, descaído numa das alas na táctica 4x3x3.
  • Por fim, um jogador jovem, tal como Carrillo e que se juntasse a João Gonçalves e ao peruano (não incluo Vítor Golas por se tratar de um guarda-redes e, como tal, uma situação diferente) como uma das três promessas que o novo presidente do Sporting quer ter no plantel.
Na minha opinião, este será o caminho que o Sporting tem de fazer para que possa ser mais competitivo em 2011/12. Dificilmente dará para ser campeão já na próxima temporada, mas pode ser fulcral para que os leões comecem a construir uma equipa que, num futuro próximo, ombreie com dragões e águias pelo lugar mais alto do pódio do futebol nacional.

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O FC Porto-Benfica é sempre um duelo intenso

FC Porto e Benfica defrontam-se no Dragão num jogo em que as águias estão completamente proibidas de perder, pois, caso acabem derrotadas, ficarão a dez pontos de uns dragões que, assim, terão passadeira vermelha rumo ao título. Assim sendo, quando estamos com apenas um terço do campeonato, corremos o risco de, em caso de vitória azul e branca no clássico, o termos praticamente decidido. Também nesta jornada, o Sporting, que ainda corre por fora, recebe o V. Guimarães, num jogo em que os leões apostam muito e onde a sua margem de erro também é zero.

FC Porto-Benfica

Os dragões recebem o Benfica numa posição extremamente invejável, pois, em apenas nove jornadas, conseguiram uma interessante vantagem de sete pontos. Para além disso, apesar de não terem ido além de um empate com o Besiktas na última jornada da Liga Europa, também já conseguiram o apuramento para a fase seguinte da prova europeia e, neste período, poderão se concentrar totalmente na Liga Zon Sagres. Assim sendo, será um jogo muito difícil para os encarnados, que continuam muito irregulares e longe das exibições da época passada, ainda que as águias tenham a perfeita noção que não podem falhar no Dragão, pois, caso não triunfem, o título passará a ser uma miragem.

Sporting-V. Guimarães

À partida, poderão dizer que se limita a ser um tira-teimas para decidir quem se isola no terceiro lugar, todavia, é muito mais do que isso. Os leões, que têm estado em crescendo de forma, têm a perfeita consciência que uma vitória diante dos vimaranenses, aliada à perda de pontos dos azuis e brancos diante do Benfica, relança-os no campeonato. Assim sendo, será um jogo extremamente interessante e onde se perceberá se as poupanças que Paulo Sérgio fez em Gent (e que deram mau resultado) serviram, ao menos, para que o Sporting continuasse a vencer em termos domésticos.

Sp. Braga-Beira Mar

Os bracarenses foram vencer a Belgrado (1-0) e, assim, garantiram pelo menos o terceiro lugar no seu grupo da “Champions”, o que lhes permite chegar à Liga Europa. Assim sendo, é com enorme confiança que encaram este duelo com os aveirenses, um jogo de vitória obrigatória para que os arsenalistas não percam, no mínimo, o comboio do segundo lugar e consequente apuramento para a Liga dos Campeões. Duelo muito interessante em perspectiva.

Nos outros jogos da jornada, destaque para a deslocação da Académica a Portimão, num jogo em que existe enorme curiosidade para se saber se os estudantes, após a derrota caseira com o FC Porto, voltam ao trilho dos triunfos.

Esta ronda, que já teve o V. Setúbal 3 Rio Ave 3, completa-se com o Paços Ferreira-Nacional, Naval-Olhanense e Marítimo-U. Leiria.

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Hulk é muitas vezes imparável

Hoje li que Hulk estava a ser ponderado como possibilidade para ser convocado para o particular do Brasil diante da Argentina e, até aqui, tudo estava bem. Afinal, o avançado do FC Porto conta, esta temporada, com 13 golos em 13 jogos, gerando uma média de um golo por jogo. No entanto, depois li o porquê da convocatória e fiquei estupefacto. Citando Mano Menezes: “Tem uma característica diferente dos nossos outros atacantes: força física. Não tem o talento que tem o Coutinho, o Neymar ou até o Nilmar, mas destaca-se na força. Quando pensarmos em alguém assim, ele estará lá…”

Portanto, o seleccionador brasileiro refere-se a Hulk como um poço de força e pouco mais, ponderando apenas a sua convocatória com uma possibilidade de muscular o ataque canarinho perante certo tipo de adversários que o exigem. Ora, esta ideia transparecida por Mano Menezes leva-me a pensar que, ou o seleccionador brasileiro viu apenas um ou dois jogos de Hulk e limita-se a falar quase de cor sobre o avançado portista (apesar de ser grave, trata-se apenas de desleixo) ou, ao invés, viu bastantes jogos do avançado e, simplesmente entende que Hulk não é mais que um jogador forte e poderoso ao estilo do Júlio Baptista (neste caso revela uma incapacidade extrema na análise de um atleta e já é do capítulo da incompetência).

Neste momento, Hulk, é, possivelmente, o jogador brasileiro em crescimento com maior capacidade de atingir o topo e já começou a limar alguns aspectos em que, no passado, pecava como eram a excessiva impetuosidade na abordagem de alguns lances e o mau timing na decisão de passe, drible ou remate. Agora, o internacional canarinho começou a tornar-se um amigo do colectivo portista.

Os golos que tem feito ultimamente, com destaque para o segundo diante do Besiktas e o chapéu ao leiriense Gottardi, demonstram todo o talento de um jogador que tem velocidade, explosão, força, técnica, inteligência e drible, num misto quase impossível de obter num só atleta e que o começa a aproximar dos tempos do Ronaldo (Fenómeno) no Barcelona de Bobby Robson.

Obviamente que o caminho a trilhar por Hulk para chegar ao patamar que atingiu o actual atacante do “Timão” ainda é longo e passível de nunca ser alcançado, porém, neste momento, o atacante do FC Porto está bastante longe (para muito melhor) da ideia do avançado forte que Mano Menezes quis vender.

Hulk é neste momento um talento que vale o bilhete, um jogador que colocou a fanática torcida de um dos maiores clubes de Istambul a bater-lhe palmas em sinal de admiração, um avançado que, por certo, continuará a seguir o seu caminho rumo a ser um dos melhores jogadores do actual contexto futebolístico e, contra isso, não haverão maus juízos de Mano Menezes ou inexplicáveis ausências na convocatória brasileira para o impedir.

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Liedson bisou diante do Gent

 

A carreira das equipas portuguesas nas provas da UEFA tem tido duas velocidades distintas. Na Liga dos Campeões, águias e arsenalistas têm tido dificuldade perante os seus adversários, encontrando-se, neste momento, com uma vitória e duas derrotas e, nesse seguimento, com grandes dificuldades para atingir a segunda fase da prova. Por outro lado, na Liga Europa, leões e dragões continuam a não dar tréguas aos adversários, somando por vitórias todos os jogos realizados e estando a um pequeno passo da próxima fase, passo esse que, inclusive, pode ser atingido na próxima jornada. Ainda assim, tratou-se de uma ronda globalmente positiva para Portugal, pois, tirando o desaire dos encarnados em Lyon (0-2), o Braga venceu o Partizan (2-0), em casa, o Sporting goleou o Gent (5-1) em Alvalade e, por fim, o FC Porto foi a Istambul vencer o Besiktas por três bolas a uma.

Ol. Lyon 2-0 Benfica

Pergunto-me onde anda o Benfica da época passada. Na quarta-feira, em Lyon, as águias nunca se encontraram, parecendo uma equipa encolhida e amedrontada, mesmo estando perante um adversário que, no máximo, ser-lhe à da mesma valia.

Na primeira parte, os encarnados entraram a falhar demasiados passes, sendo que, na sequência de um deles, perdido por Carlos Martins, surgiu o primeiro golo dos franceses, apontado por Briand (22′). Mesmo a perder, a génese do jogo não se alterou, pois o Benfica manteve-se amorfo e sem capacidade de penetração no último terço, sendo que, para piorar a sua situação, Gaitán acabou expulso em cima do intervalo e deixou as águias reduzidas a dez elementos.

Após o descanso, o Benfica, a perder por 1-0 e com dez elementos, tinha uma missão muito complicada, mas essa tornou-se quase impossível quando Lisandro (53′) fez o 2-0 para os gauleses.

A partir desse momento, o pouco Benfica que existia desapareceu por completo e o Lyon controlou e dominou até final, valendo Roberto para que o desaire dos encarnados não fosse mais pesado.

Esta derrota obriga o Benfica a vencer, na próxima jornada, o Lyon em casa, para poder continuar a sonhar com os oitavos de final da “Champions”.

Sp. Braga 2-0 Partizan

Se, no jogo com o Shakhtar, o Braga tinha sido uma equipa pouco eficaz e, inclusivamente, demasiado romântica, desta feita foi pragmática o suficiente para levar de vencida uma organizada mas pouco incisiva equipa sérvia.

Numa primeira parte equilibrada, os arsenalistas tiveram a felicidade de marcar no primeiro remate que fizeram à baliza. Um portentoso livre directo de Lima (34′) que Stojkovic não foi capaz de parar. Com este golo, os bracarenses foram para o intervalo com uma magra mas saborosa vantagem.

Depois do intervalo, a equipa arsenalista foi controlando a partida e até podia ter ampliado a vantagem aos 77 minutos, quando Matheus, isolado perante Stojkovic, não foi capaz de bater o guarda-redes sérvio.

Essa falha intranquilizou o Braga que, nos dez minutos finais, sentiu alguns sobressaltos, que só terminaram quando ao minuto 89, após excelente jogada de contra-ataque, Matheus fez o 2-0 final.

Com este resultado, o Braga abre, pelo menos, as portas do terceiro lugar e, com isso, a possibilidade de chegar aos dezasseis avos da Liga Europa.

Besiktas 1-3 FC Porto

O FC Porto demonstrou uma enorme capacidade de sofrimento e maturidade na deslocação ao sempre difícil Inonu em Istambul.

Depois de ter suportado um início forte do Besiktas, os dragões assentaram o seu jogo, começaram a criar oportunidades e, assim, foi com naturalidade que fizeram o 1-0, aos 26 minutos, na sequência de um cabeceamento de Falcao.

Até ao intervalo, tudo corria pelo melhor aos portistas que dominavam e ainda viram o árbitro anular um golo de forma errada a Falcao, todavia, em cima do descanso, Maicon travou Nihat quando este se isolava e viu o cartão encarnado, deixando o FC Porto com menos uma unidade.

Previa-se uma segunda parte terrível para os azuis e brancos, contudo, o FC Porto não só suportou a pressão turca, com foi capaz de marcar mais dois golos, sempre em lances de contra-ataque e sempre concluídos pelo génio de Hulk (59′ e 77′).

A vencer por 3-0, o FC Porto foi gerindo a partida com mais ou menos sobressaltos, sendo que ainda sofreu um golo (Bobô 90+2′), num momento em que até já jogava com nove unidades por expulsão de Fernando.

Com este triunfo (3-1), os dragões somam nove pontos em três jogos e encontram-se a uma vitória dos dezasseis avos de final da Liga Europa.

Sporting 5-1 Gent

A cara dos leões nas competições europeias tem sido uma cara feliz, eficaz e ganhadora e, ontem, em Alvalade, não foi excepção.

Na primeira parte, assistiu-se a um domínio absoluto dos leões que, além de terem sido donos e senhores do jogo, também foram extremamente eficazes, fazendo quatro golos em cinco oportunidades, com Diogo Salomão (7′), Liedson (13′ e 27′) e Maniche (37′) a concretizarem os tentos.

Na verdade, esses primeiros quarenta e cinco minutos só não foram perfeitos porque aos dezasseis minutos Hildebrand não agarrou uma bola fácil e deixou Wils (16′) marcar um golo para o Gent.

Ainda assim, o intervalo chegou com uma vantagem justa e gorda de quatro bolas a uma para os leões que, assim, tinham a perfeita consciência de que o jogo estava resolvido.

Na realidade, essa consciência estava mais do que correcta, porque, na segunda parte, foi mesmo o Sporting a marcar outro golo (Postiga 60′) e a estar sempre mais perto de marcar mais, perante uma equipa belga muito frágil para disputar esta fase da prova.

Quando o árbitro apitou para o final, os leões festejaram o cinco a um e, também, festejaram o facto de estarem a três pontos da fase seguinte, que é como quem diz, basta vencer em Gent, na próxima jornada, para que o Sporting alcance os dezasseis avos de final da Liga Europa.

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Had com a camisola eslovaca

No início da época 2007/08, o Sporting encontrava-se motivado em descobrir, finalmente, um defesa-esquerdo que fizesse esquecer Rui Jorge e, acima de tudo, o chileno Tello, que havia recusado a renovação com os leões para assinar pelo Besiktas da Turquia. Depois de muito procurarem, os verde e brancos optaram por um defesa-esquerdo eslovaco para lutar pela titularidade com o brasileiro Ronny: Marian Had. Dizia-se que era um jogador alto, ideal para ajudar os centrais, que defendia bem e era competente a atacar, mas, na verdade, apenas mostrou ser um jogador lento, duro de rins e, acima de tudo, sem qualquer qualidade para vestir a camisola do Sporting Clube de Portugal.

Marian Had iniciou a sua carreira aos 19 anos, na época 2001/02 ao serviço do Ruzomberok, onde permaneceu por três temporadas e onde teve o interessante registo de 56 jogos e um golo apontado.

As boas exibições ao serviço do clube eslovaco valeram-lhe, ao início da época 2004/05, uma transferência para o FC Brno da República Checa, onde permaneceu por duas temporadas. Nesse clube checo, teve dificuldade em assegurar a titularidade e, durante esses dois anos, apenas fez 24 partidas, ainda que, no final da segunda época, o Lokomotiv de Moscovo tenha ficado convencido da qualidade de Marian Had e, de forma surpreendente, contratou-o para a sua equipa.

Na Rússia, nunca se conseguiu impor, tendo sido emprestado ao Sporting em 2007/08 e ao Sparta de Praga na temporada seguinte. Tanto nos leões como na equipa checa, Had mostrou ter muito pouca qualidade futebolística, passando rapidamente da titularidade para o banco, do banco para a bancada e da bancada para o esquecimento total.

No final de 2009, o Lokomotiv, provavelmente já sem ninguém interessado em ter o pobre eslovaco por empréstimo, libertou-o definitivamente, com Marian Had a assinar pelo Slovan Bratislava.

No entanto, mesmo nesse clube eslovaco, Had, aos 27 anos, continua a não se conseguir impor, tendo feito apenas cinco jogos desde o início de 2010, estando, assim, muito longe dos seus tempos de glória que o levaram a ser internacional eslovaco por doze ocasiões.

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Esperava-se mais de Ronaldo no Mundial

Até 2010, Portugal havia participado em apenas quatro campeonatos do mundo: 1966, 1986, 2002 e 2006. Curiosamente, nas participações em terras europeias (1966 em Inglaterra e 2006 na Alemanha), Portugal havia feito excelentes campanhas ficando em terceiro e quarto lugar respectivamente, enquanto nas presenças fora da Europa (1986 no México e 2002 na Coreia/Japão) as campanhas foram péssimas, com a selecção das quinas a não passar da fase de grupos, perdendo mesmo com equipas que pareciam acessíveis como Marrocos (1986), Estados Unidos (2002) e Coreia do Sul (2002). Assim sendo, na terceira participação em terras distantes do velho continente, todos ficamos ansiosos para saber se à terceira era de vez e fazíamos uma boa campanha ou se, ao invés, voltávamos a fracassar como no México ou na Coreia/Japão. Curiosamente, acabamos por nem fazer uma coisa nem outra, terminando com uma campanha digna, mas modesta, pois limitamo-nos a cumprir com os serviços mínimos: oitavos de final. A única “consolação”? A Espanha, que nos eliminou, sagrou-se campeã do mundo de futebol. 

A Fase de Grupos 

Integrados no Grupo G com Costa do Marfim, Coreia do Norte e Brasil, percebeu-se, desde cedo, que Portugal iria disputar o apuramento para os oitavos de final com a equipa marfinense. Nesse aspecto, o facto da equipa lusitana defrontar a equipa canarinha na última jornada poderia revelar-se um ponto a favor da nossa selecção como, aliás, se confirmou. 

O primeiro jogo de Portugal, diante da Costa do Marfim, foi, sem sombra de dúvida, o pior da campanha lusitana na África do Sul. Portugal até começou melhor, ficando na retina um grande remate de Cristiano Ronaldo ao poste da baliza de Barry, mas depois, com o passar do tempo, Portugal foi recuando, foi ficando parco em ideias e foi dando, perigosamente, a iniciativa de jogo aos marfinenses. Ronaldo não existia, Danny mostrava ser um equívoco, Paulo Ferreira tinha dificuldades para parar os velozes avançados africanos e Liedson, esse, sozinho na frente, era incapaz de fazer o que fosse perante os gigantes defesas da Costa do Marfim. Neste jogo, salvou-se Coentrão (grande exibição), Eduardo (sempre atento) e o facto de Drogba, completamente isolado, já nos descontos, ter tentado um passe, quando tinha tudo para marcar um golo que, quase de certeza, iria ser fatal para a passagem portuguesa aos oitavos de final. No final, o nulo foi bem melhor que a exibição. 

A equipa lusitana encarou o segundo jogo com os norte-coreanos com algumas cautelas, pois os asiáticos haviam, na primeira partida, perdido apenas por um golo (1-2) com o Brasil. Na primeira parte os asiáticos ainda deram um ar da sua graça com bons processos ofensivos e alguns remates perigosos, mas Portugal chegou ao intervalo a vencer por uma bola a zero e percebia-se que bastaria a equipa das quinas acelarar na segunda parte para fazer mais golos. Na verdade, essa segunda metade, foi o melhor período de Portugal no campeonato do mundo. Com um futebol fluído, com bastantes passes ao primeiro toque e muita velocidade, Portugal foi trucidando o sector recuado norte-coreano. Coentrão e Ronaldo combinavam muito bem no flanco esquerdo, Tiago mostrava ser um autêntico maestro do meio campo e os golos iam se sucedendo. Simão, Tiago (2), Hugo Almeida, Cristiano Ronaldo e Liedson marcaram, assim, seis tentos nos segundos quarenta e cinco minutos e a partida terminou com uma vitória lusa por 7-0, provando que Portugal, quando quer, pode jogar um futebol ofensivo, imaginativo e do agrado do espectador. 

Como se esperava, o Brasil havia vencido a Costa do Marfim (3-1) e, assim, esse resultado aliado ao facto de termos despachado a Coreia do Norte por 7-0, deixava-nos praticamente apurados para a fase seguinte. Ainda assim, Queirós, talvez temendo que os asiáticos pudessem levar um correctivo da equipa africana ao nível do que haviam levado de Portugal, preferiu apresentar uma equipa cautelosa, com Ricardo Costa e Duda como laterais, Ronaldo como ponta de lança e Fábio Coentrão no meio campo. Acabou por ser um jogo bastante enfadonho, com poucas oportunidades de golo e com ambas as equipas contentes com o zero a zero, pois, com esse resultado, o Brasil assegurava o primeiro lugar e Portugal assegurava o apuramento para os oitavos de final. Ainda assim, destaque para a fraca exibição de Ricardo Costa e de Danny que pareciam estar a mais em campo, sendo que o defesa, muitas vezes, até parecia estorvar os companheiros do sector enquanto o jogador do Zenit, perto do fim, na única vez em que fez algo de útil, desperdiçou uma grande oportunidade de dar a vitória a Portugal e colocar-nos no primeiro lugar do agrupamento. Esse falhanço obrigava-nos, assim, a jogar com a Espanha nos oitavos de final. 

Oitavos de Final 

No jogo contra a Espanha, Queirós voltou a surpreender, insitindo na utilização de Ricardo Costa a lateral direito (menos mau que com o Brasil, mas muito fraquinho) e apostando em Hugo Almeida na frente de ataque (uma nulidade), quando se esperava o mais móvel: Liedson. 

Os primeiros quinze minutos de Portugal foram um pesadelo. A Espanha trocava a bola no meio campo lusitano de forma rápida e incisiva, conseguindo criar lances de perigo sucessivos para a baliza de um sempre atento e muitas vezes heroico Eduardo. Ainda assim, com o passar do tempo, Portugal foi equilibrando a partida, conseguindo, até, chegar algumas vezes à baliza de Casillas. 

Neste período, a “Roja” com Villa e Torres a descaírem muito nas alas, ia perdendo alguma objectividade e o jogo foi se arrastando até que Del Bosque, aos 58 minutos, decide tirar Fernando Torres e lançar, no seu lugar, o ponta de lança fixo: Llorente. Esta alteração desorientou totalmente Portugal, que além de não ter sabido reagir à mudança táctiva, viu Carlos Quirós tirar Hugo Almeida, que apesar de ter feito um mau jogo ainda prendia os defesas castelhanos e lançar Danny, deixando Portugal sem referência ofensiva. 

Tantos equívocos não podiam resultar em coisa boa e, pouco depois, David Villa fez o golo da Espanha. Ainda faltava cerca de meia hora, mas para a equipa das quinas o jogo podia ter terminado naquele instante. Queirós, no banco, era incapaz de fazer o que quer que fosse para alterar o rumo dos acontecimentos, apesar de ainda ter tentado emendar a mão, lançando Liedson e voltando a colocar a equipa lusa com uma referência atacante. No entanto, era tarde demais e a alteração foi incapaz de fazer efeito perante uma equipa que se arrastava em campo sem ideias colectivas e sem qualquer rasgo ou momento de inspiração individual. 

Assim sendo, foi sem surpresa que o jogo se arrastou até final, terminando com uma vitória da Espanha por uma bola a zero, num jogo em que ficou a ideia que se Portugal tivesse tido mais ambição podia ter tido outro resultado. 

Conclusão 

Para os apreciadores de estatísticas, temos que admitir que foi a melhor participação de Portugal fora do velho continente (passamos, enfim, a fase de grupos), que foi a vez que sofremos menos golos (apenas um) e que marcámos tantos golos como no Alemanha 2006 (sete, curiosamente todos contra a Coreia do Norte). 

Em termos globais, cumprimos com aquele que podia ser considerado o objectivo mínimo: os oitavos de final. Num grupo com o Brasil e Costa do Marfim, seria extremamente difícil ficar em primeiro lugar, ainda que, agora, analisando a frio, tenhamos a noção que com mais ambição e com um esquema mais arrojado teria sido possível vencer o agrupamento. Ainda assim, termos sido eliminados pela Espanha, nos oitavos de final, sabendo que “nuestros hermanos” acabaram por vencer o Mundial, nunca pode ser encarado como um fracasso absoluto. 

O pior, na verdade, foram as exibições e a atitude competitiva da selecção portuguesa. Tirando os segundos 45 minutos com a Coreia do Norte, Portugal pareceu sempre uma equipa abaixo das suas possibilidades. Mostramos muitos receios, pouca ambição, tivemos sempre mais preocupação em defender do que em assumir o jogo e isso, mais cedo ou mais tarde, acaba sempre por ser fatal. Carlos Queirós terá, se continuar (como se espera) como seleccionador nacional, que rever algumas das suas ideias e perceber, de uma vez por todas, que jogadores como Ricardo Costa nunca podem ser titulares da nossa equipa, que Duda não acrescenta nada a Portugal, que Ronaldo não pode jogar sozinho na frente e que Hugo Almeida apenas pode ser titular em condições muito especiais. 

No entanto, nem tudo é mau no horizonte futuro. Bosingwa e Nani estão aí a regressar, Rúben Micael será uma opção e Quaresma, agora no Besiktas, também poderá voltar à selecção. Estes jogadores poderão permitir a Carlos Queirós uma mudança no seu paradigma táctico, utilizando um esquema mais ofensivo, mais criativo e, acima de tudo, mais de acordo com a génese daquele que é, na realidade, o futebol português. Veremos se tem a capacidade para o fazer, pois, na verdade, as qualificações para o Euro 2012 estão aí mesmo à porta…

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