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Posts Tagged ‘Brasil’

Edcarlos com a camisola do Sport Recife

Foram tempos muito complicados para o Benfica. Alturas em que mesmo o segundo lugar era um sonho distante para os encarnados no campeonato nacional, sendo um bom exemplo esta época de 2007/08, temporada em que os encarnados terminaram a Liga Portuguesa em quarto lugar, atrás de FC Porto, Sporting e… V. Guimarães. Nessa fase, muitos jogadores de qualidade duvidosa representaram as águias, sendo um excelente exemplo o defesa-central brasileiro Edcarlos, atleta que teve uma passagem curta e pouco proveitosa ao serviço do Sport Lisboa e Benfica.

Chegou ao Benfica oriundo do São Paulo

Edcarlos Conceição Santos nasceu a 10 de Maio de 1985 em Salvador, Brasil, e iniciou a sua carreira no São Paulo, clube onde permaneceu até 2007, efectuando 67 jogos (2 golos).

No defeso de Verão de 2007/08, transferiu-se para o Benfica, clube que esperava que Edcarlos se assumisse como um reforço de peso para o centro da defesa encarnada.

Todavia, apesar da boa utilização (actuou em 27 jogos oficiais), o brasileiro nunca convenceu verdadeiramente o “terceiro anel”, acabando por não continuar no Benfica na temporada seguinte, mudando-se por empréstimo para o Fluminense.

Fluminense, Cruz Azul, Cruzeiro e Grémio foram passagens do defesa-central

De regresso ao Brasil, o internacional sub-20 canarinho foi utilizado com regularidade no Fluminense (46 jogos), mas, se começou bem no início do empréstimo, acabou por ter actuações desastrosas em 2009, que fizeram com que não continuasse no Rio de Janeiro e se transferisse, de forma definitiva, para o México e para o Cruz Azul.

No México, todavia, não se fez velho, acabando por ser emprestado a clubes como o Cruzeiro, Grémio e, desde Fevereiro deste ano, ao Sport Recife, clube que representa de momento e onde tem feito boas actuações.

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Rodrigo Galo com a camisola do Gil Vicente

No Gil Vicente, por empréstimo do Sp. Braga, evolui um defesa/médio-direito de grande qualidade individual e que pode conquistar um espaço de destaque no futebol português: Rodrigo Galo.

Nascido a 19 de Setembro de 1986 em Rio Branco, Brasil, Rodrigo Galo Brito começou a sua carreira nas camadas jovens do Atlético Clube Juventus, tendo passado depois para o Avaí, clube pelo qual se estreou como sénior.

Chegou ao futebol português pela porta do Gil Vicente

Em 2008/09, Rodrigo Galo transferiu-se para o Gil Vicente, clube que representaria até ao final da temporada transacta. Em Barcelos, o jovem brasileiro havia de fazer 86 jogos (12 golos) e conquistar a atenção de vários clubes de maior nomeada, sendo um deles o Sp. Braga, conjunto que o adquiriu para a época 2011/12.

No Sp. Braga, todavia, o polivalente atleta não foi capaz de se impor, jogando apenas um duelo para a Taça de Portugal diante do 1º Dezembro. Com naturalidade, Rodrigo Galo mudou de ares a meio da temporada, regressando ao Gil Vicente, agora por empréstimo.

Neste regresso a Barcelos, Rodrigo Galo voltou a jogar com regularidade, marcando inclusivamente um golo ao Sporting no triunfo da equipa minhota diante dos leões por 2-0.

Defesa ou ala-direito de qualidade

Rodrigo Galo é um atleta de 1,76 metros e 66 quilos que tanto pode actuar como lateral-direito de perfil ofensivo como ala no mesmo flanco, mostrando-se competente em ambas as posições.

Rápido, raçudo e com excelente técnica, o brasileiro é um jogador que defende bem, mas destaca-se acima de tudo pela forma como sabe subir no seu flanco com critério e inteligência.

Com bom remate de meia distância e uma excelente intensidade de jogo, Rodrigo Galo é, aos 25 anos, um jogador com perfil para vingar no plantel do Sp. Braga, precisando apenas de oportunidades para tal.

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Leandro Lima não vingou no FC Porto

Chegou rotulado de nova grande pérola do futebol brasileiro, surgindo no FC Porto com a fama de um médio-ofensivo de grande técnica e imaginação que podia, inclusivamente, seguir os passos de jogadores como Deco ou Anderson. Todavia, o internacional sub-20 brasileiro Leandro Lima nunca se destacou verdadeiramente pelas suas qualidades futebolísticas, ficando, ao invés, mais conhecido por, na realidade, não ter exactamente a idade que proclamava (tinha mais dois anos) e por não ter conseguido vingar nem no FC Porto nem nas passagens fugazes que teve pelo Vitória de Setúbal e pela União de Leiria.

Destacou-se no São Caetano

George Leandro Abreu de Lima nasceu a 9 de Novembro de 1985 em Fortaleza, Brasil, tendo se destacado ao serviço do São Caetano, clube onde despontou e garantiu uma transferência para o FC Porto.

No clube português, chegou rotulado de grande craque, contudo, apesar de mostrar algumas qualidades futebolísticas, nunca vingou verdadeiramente naquela temporada de 2007/08, tendo efectuado apenas 13 jogos (apenas dois como titular).

Nessa passagem pelo FC Porto, ficou mais conhecido por ter mais dois anos do que afirmava, numa situação que fez correr muita tinta no espectro futebolístico da época, pois Leandro Lima havia chegado aos dragões com a data de nascimento de 19 de Dezembro de 1987.

Sem vingar em Setúbal e em Leiria

Na temporada seguinte aquela em que esteve no FC Porto, Leandro Lima foi emprestado ao Vitória de Setúbal, não tendo deslumbrado na passagem pelo Sado, apesar da utilização relativamente regular (32 jogos, 1 golo).

Em 2009, regressou ao Brasil para jogar no Cruzeiro, tendo surgido no clube de Belo Horizonte primeiro por empréstimo e, depois, a título definitivo, todavia, também não vingou em Minas Gerais.

Na época 2010/11, regressou a Portugal para jogar na União de Leiria e voltou a ter uma performance parecida com a passagem pelo Sado, ou seja, até actuou com regularidade (25 jogos, 1 golo), mas nunca mostrou qualidade suficiente para se perceber todo o entusiasmo aquando da sua chegada ao FC Porto.

Após a experiência no centro de Portugal, Leandro Lima regressou ao Brasil para representar o modesto Avaí, clube que, na verdade, o médio-ofensivo representa até hoje.

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Obdulio Varela confunde-se com a história do futebol uruguaio

Chamavam-lhe o “Chefe Negro” por ser um incontestável líder autoritário e para sempre será “El Gran Capitan”, jogador possuidor de enormes capacidades psicológicas e capaz de impor um espírito de vitória em toda a sua equipa que, por vezes, era cumprir metade do caminho até ao triunfo final. Médio-centro raçudo, era importantíssimo em todas as movimentações no miolo, fosse a defender ou a atacar, sendo o pêndulo de todo o jogo do Peñarol ou da selecção uruguaia. Campeão Mundial em 1950, vencedor da Copa América em 1942 e com inúmeros títulos domésticos no bolso, há quem diga que é impossível entender a génese do futebol uruguaio sem se conhecer a história e características de Obdulio Varela.

Começou no Deportivo Juventud mas os anos de ouro passou-os no Peñarol

Obdulio Jacinto Muiños Varela nasceu a 20 de Setembro de 1917 em Paysandú, Uruguai, no seio de uma família modesta e iniciou a sua carreira em 1936 no Deportivo Juventud. Dois anos depois, o médio-centro haveria de se transferir para o Montevideu Wanderers, clube por onde se manteve durante cinco anos e onde efectuou exibições que lhe valeram a chegada à selecção uruguaia em 1939 e a transferência para o Peñarol em 1943.

No histórico clube aurinegro, Obdulio Varela haveria de permanecer até ao final da sua carreira, ou seja, até 1955, tendo marcado uma época no seio do Peñarol, clube pelo qual conquistou seis campeonatos uruguaios, para além de inúmeros outros títulos domésticos de menor interesse desportivo.

Campeão mundial e sul-americano pelo Uruguai

Varela estreou-se pela selecção uruguaia em 1939, num duelo da Copa América diante do Chile e que o Uruguai venceu por 3-2, tendo disputado um total de 45 jogos e marcado nove golos pela “La Celeste.”

Participando em cinco copas América, foi finalista em 1939 e 1941, tendo conquistado a competição para selecções da América do Sul em 1942, numa prova disputada no Uruguai e em que a selecção celeste venceu todos os seis jogos do Torneio, superando Chile (6-1), Equador (7-0), Brasil (1-0), Paraguai (3-1), Peru (3-0) e Argentina (1-0).

Em termos de campeonatos do Mundo, Varela teve o azar de não poder ter participado em nenhum Mundial nos anos 40, pois, com o advento da Segunda Guerra Mundial, nenhuma competição se disputou nessa década. Contudo, no único campeonato do Mundo que disputou, em 1950, o médio-centro teria a suprema felicidade de se sagrar campeão mundial, depois de superar o Brasil no duelo decisivo (2-1). Esse jogo, conhecido internacionalmente por “Maracanazo” é tido, ainda hoje, como uma das maiores surpresas de sempre do futebol.

Um psicólogo e motivador nato

O internacional uruguaio conservou sempre a mesma postura imponente que incutia respeito a colegas e adversários, ficando célebre pelos seus encorajadores discursos. Na véspera do jogo decisivo com o Brasil para o Mundial 50, Varela ouviu um dirigente uruguaio dizer que uma derrota por 4-0 seria um resultado positivo, mas o médio-centro, consciente que era dos mais veteranos de uma equipa de jovens, disse aos colegas para não olharem para as bancadas (repletas com 200 mil brasileiros), pois o jogo disputava-se ali mesmo na relva.

Mais tarde, já com as equipas perfiladas no relvado, Varela notou que os fotógrafos uruguaios pareciam mais interessados em tirar fotografias aos jogadores canarinhos que aos próprios compatriotas e atirou, de raiva: “Deixem esses macacos. Os campeões do Mundo vamos ser nós! E foram. Era assim Obdulio Varela, “El Gran Capitan.”

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Rojas com a camisola do Colo Colo

Dele se dizia que foi o grande ídolo de Michel Preud’Homme, um guarda-redes que fazia da velocidade, elasticidade, coragem e frieza entre os postes, qualidades que o superiorizavam aos melhores dos “porteros” sul-americanos. Contemporâneo de um Chile mais discreto que o actual, jamais teve a felicidade de disputar um campeonato do Mundo, ainda que a sua lenda se perpetuasse e difundisse pelo Mundo, que abria a boca de espanto por cada defesa impossível efectuada pelo chileno. Por culpa própria, acabou por ser obrigado a terminar a carreira mais cedo do que desejaria devido a um incidente num Brasil-Chile a contar para a qualificação para o Itália 90. Um acontecimento triste, que o impediu de ser ainda maior do que foi.

Um vencedor no Chile e no Brasil

Roberto Antonio Rojas Saavedra nasceu a 8 de Agosto de 1957 em Santiago do Chile e iniciou a sua carreira no modesto Aviación em 1975. Nesse clube chileno permaneceu até 1981, quando se transferiu para o Colo Colo, conjunto onde haveria de começar a construir a sua lenda.

Entre 1981 e 1987, o guarda-redes conhecido pelo “Condor” conquistou dois campeonatos do Chile e uma Copa Chile, tendo efectuado grandes exibições, garantido um lugar efectivo na selecção chilena e uma transferência para o São Paulo.

No futebol canarinho, Rojas não baixou de nível, tornando-se uma figura do “tricolor paulista” e ajudando-o a conquistar dois campeonatos paulistas (1987 e 1989).

Carreira terminou aos 32 anos devido ao episódio da “Fogueiteira do Maracanã”

A 3 de Setembro de 1989, o Chile disputava um jogo decisivo na qualificação para o Mundial 90 em Itália, defrontando o Brasil no Maracanã. Neste jogo, o Brasil apenas precisava de um empate, enquanto o Chile era obrigado a vencer para chegar ao campeonato do Mundo.

No segundo tempo, com o Chile a perder por 1-0, Rojas simulou ter sido atingido por uma tocha para que o jogo fosse interrompido e a equipa chilena pudesse vencer o encontro na secretaria. Contudo, após visionamento de imagens e de uma confissão do próprio guarda-redes, percebeu-se que a tocha jamais havia tocado no “Condor” Rojas.

Afinal, tudo não tinha passado de um plano para tentar impedir a eliminação do Chile, que consistia em pedir o cancelamento da partida por falta de segurança. Rojas entraria em campo com uma lâmina de barbear escondida na luva e, em determinado momento, cortaria o próprio rosto, fingindo que algo o haveria atingido. O sinalizador, portanto, foi apenas uma coincidência. No entanto, com a farsa descoberta, Rojas acabou banido da prática do futebol.

Até esse momento, o chileno somava 49 internacionalizações pela “Roja”, tendo sido peça fundamental no segundo lugar obtido pelo Chile na Copa América de 1987.

Um génio entre os postes

Roberto Rojas era daqueles guarda-redes que pareciam perfeitos, pois além de raramente cometer um erro, efectuava defesas que pareciam humanamente impossíveis.

Muito rápido, saía-se aos pés dos avançados com a velocidade e sagacidade de um gato, sendo ainda imperial no jogo aéreo e um autêntico elástico na forma como ia buscar as bolas aos locais mais difíceis.

Com um perfeito posicionamento entre os postes e agindo como um líder do sector recuado, ficou a ideia que se não fosse a sua carreira ter terminado de forma tão precoce, poderia ter atingido um patamar ainda superior no contexto futebolístico mundial.

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Bruno Uvini com o título mundial

Nos brasileiros do São Paulo actua um defesa-central muito promissor e que tem se destacado nomeadamente na selecção canarinha de sub-20: Bruno Uvini.

Nascido a 3 de Junho de 1991 em Capivari, Brasil, Bruno Uvini iniciou a sua carreira no modesto Pão de Açúcar, tendo se mudado para o São Paulo em 2007.

No tricolor paulista, o defesa-central já efectuou dez jogos oficiais, sendo, todavia, na selecção de sub-20 do Brasil que já assume grande destaque, pois foi peça importante na conquista do sul-americano e do campeonato do Mundo dessa categoria em 2011.

Defesa-central muito inteligente em termos posicionais

Bruno Uvini é um defesa-central de 1,87 metros e que, naturalmente, é bastante efectivo no jogo aéreo, graças à elevada estatura, mas também à sua boa impulsão.

Veloz e com um nível técnico bastante razoável, o defesa-central do São Paulo destaca-se pela inteligência na ocupação dos espaços que lhe permite ser muito importante nas dobras e nas antecipações, parecendo ter a capacidade de ser omnipresente no sector recuado que defende.

Pelas suas características, é ideal para ser o elemento mais móvel num esquema de dois centrais, ou para cair num dos lados num sistema com três defesas, sendo inegável que é uma das boas promessas do actual futebol brasileiro.

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Bozsik com a camisola húngara

Uma das grandes lendas do futebol magiar cresceu ao lado Puskas no Bairro de Kispest, ainda que ao contrário do lendário ex-jogador do Real Madrid, tenha feito toda a sua carreira desportiva na sua Hungria natal ao serviço do mítico Honved. Médio-centro de grande qualidade técnica, inteligência táctica e com uma fantástica capacidade para rematar de longe, Josef Bozsik formou dupla de sonho no meio-campo da selecção húngara com o cerebral Hidegkuti, tendo se sagrado campeão olímpico em 1952, mas falhado o título mundial em 1954 numa das grandes surpresas de sempre do Mundo do futebol.

Uma vida no Honved

Josef Bozsik nasceu a 28 de Novembro de 1925 em Kispest, Hungria, e durante toda a sua carreira desportiva representou o Honved da capital húngara.

Entre 1943 e 1962, Bozsik efectuou 477 jogos e apontou 33 golos pelo Honved, tendo se sagrado campeão húngaro em 1950, 52, 54 e 55 e sendo dos poucos jogadores húngaros do Honved que escolheu voltar à Húngria após o clube ter estado exilado pela Europa no seguimento da Revolução Húngara de 1956.

Contudo, o sucesso que teve no Honved antes da revolução não foi o mesmo após a mesma, pois entre 1956 e o fim da carreira em 1962, o médio-centro húngaro só haveria de vencer mais um título, mais concretamente a Taça Mitropa (competição continental para equipas da Europa Central) em 1959.

Campeão olímpico e vice-campeão mundial

Boszik representou a selecção húngara entre 1947 e 1962, tendo participado nos Jogos Olímpicos de 1952 e nos Mundiais de 1954 e 1958.

Nas Olimpíadas de 1952, Bozsik ajudou a Hungria a conquistar a medalha de ouro, participando em cinco jogos, inclusive na final diante da Jugoslávia (2-0) e marcando um golo.

No campeonato do Mundo de 1954, efectuou 5 jogos, estando presente nas vitórias diante da Coreia do Sul (9-0), Alemanha Ocidental (8-3),  Brasil (4-2) e Uruguai (4-2), apenas baqueando surpreendentemente na final, diante da mesma Alemanha Ocidental (2-3) que a Hungria havia goleado na fase de grupos.

Quatro anos depois, o médio-centro voltou a estar presente num campeonato do Mundo, mas no Mundial da Suécia, tanto Boszik como a Hungria estiveram muito aquém do esperado, com a equipa magiar a não passar da fase de grupos da competição.

Médio-centro que apenas pecava por alguma falta de velocidade

Grande farol do meio-campo do Honved e da Hungria, Bozsik era um jogador com grande qualidade técnica e uma inteligência posicional que fazia com que parecesse omnipresente no miolo.

Com boa capacidade de recuperação e de desarme, Bozsik foi um dos primeiros grandes “box to box” do futebol mundial, apenas lhe faltando um pouco mais de velocidade de ponta para ser um jogador de uma dimensão ainda mais estratosférica.

Um enorme talento e exemplo de fidelidade ao clube e selecção que, por certo, irá ser sempre recordado por todos os amantes de futebol magiares.

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Renato Neto brilhou na Bélgica

O primeiro reforço de inverno do Sporting Clube de Portugal foi um produto da casa que, há ano e meio, rodava com enorme sucesso nos belgas do Cercle Brugge. Falo, obviamente, de Renato Neto.

Nascido a 27 de Setembro de 1991 em Camacan, Brasil, Renato Neto é um produto da Academia Catarinense de Futebol, tendo chegado ao futebol português e ao Sporting em 2007.

Entre 2007/08 e 2009/10, o médio evoluiu nas camadas jovens verde-e-brancas, tendo se assumido como figura importante da equipa no meio-campo ofensivo e sendo inclusivamente chamado algumas vezes à equipa principal, participando na última jornada de 2008/09 (vitória por 3-1 diante do Nacional) e na última jornada de 2009/10 (vitória por 2-1 diante do Leixões).

Em 2010/11, o brasileiro foi emprestado ao Cercle Brugge e a aventura belga foi uma etapa de grande sucesso na carreira de Renato Neto. De facto, em época e meia, o jovem canarinho efectuou 54 jogos e marcou 5 golos pelo clube belga e assumiu-se como uma das principais estrelas do segundo clube mais representativo de Brugge, granjeado imensos elogios e conseguindo, neste inverno, o regresso aos leões de Alvalade.

Faz três posições no miolo

Renato Neto é um médio polivalente, podendo actuar na posição “seis”, “oito” e “dez”, ainda que seja a “oito” que se sente mais peixe na água, pois é fortíssimo nas transições.

Jogador com elevada qualidade técnica, bastante alto (1,87 metros) e forte fisicamente, trata-se de um elemento possante e com grande pulmão, muito importante para fortalecer a zona central do meio-campo.

A tudo isso, soma um bom remate e apenas peca por não ser um elemento muito rápido, apesar de compensar essa situação com um excelente posicionamento, qualidade que refinou durante o ano e meio que esteve na Bélgica.

Com 20 anos, trata-se de um elemento com elevado potencial e que, certamente, irá crescer ainda mais nesta nova etapa da sua vida desportiva.

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Parece que está a caminho do Sporting um defesa-central brasileiro imponente e com boa margem de progressão, que poderá suprimir os problemas dos leões no seu reduto recuado: Xandão.

Nascido a 23 de Fevereiro de 1988 em Araçatuba, Brasil, Alexandre Luiz Reame iniciou a sua carreira no Guarani em 2005, tendo permanecido nessa equipa paulista até 2008, com empréstimo ao Atlético Paranaense (2006/07) pelo meio.

Sempre com bom índice de utilização, o central brasileiro passou depois pelo Desportivo Brasil, Fluminense e Grémio Barueri, até se transferir em 2010 para o São Paulo, onde na última época e meia efectuou 77 jogos em todas as competições oficiais.

Defesa-central alto mas rápido

Com 1,93 metros, Xandão é um defesa-central muito forte no jogo aéreo, sendo imperial nas alturas a defender e perigoso no processo ofensivo.

Apesar de ser muito alto, o defesa brasileiro até é um jogador rápido, sendo muito dificilmente ultrapassado em velocidade, pois também se posiciona com critério e sabe cobrir os espaços.

Aos 23 anos, o seu principal problema é alguma agressividade excessiva e, muitas vezes, jogar feio em demasia, não se coibindo de “chutões” para a bancada ou de faltas duras sempre que a ocasião o obriga.

Ainda assim, no contexto futebolístico europeu, parece-me um reforço muito interessante e útil para uma equipa sportinguista que, nos últimos tempos, apenas tem contado com Anderson Polga e Onyewu (Domingos descartou Carriço como central…) para essa posição importantíssima do terreno.

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Um dos adversários do FC Porto na fase de grupos da Liga dos Campeões é um clube ucraniano que tem construído um nome forte no futebol europeu nos últimos anos, tendo, inclusivamente, conquistado a Taça UEFA em 2008/09, o Shakhtar Donetsk. Contudo, apesar da fama internacional ser recente, trata-se de um clube que conquistou o seu espaço mesmo no tempo da União Soviética, vencendo quatro Taças da URSS e sagrando-se vice-campeão soviético por duas ocasiões. Equipa que já defrontou o Boavista, Benfica, Sporting e Sporting de Braga nas competições europeias, irá, agora, defrontar o FC Porto pela segunda ocasião numa prova da UEFA, depois de ter sido eliminado pelos dragões na Taça das Taças de 1983/84 (2-3 e 1-1).

O Shakhtar actua no bonito Donbass Arena

Quem é o Shakhtar Donetsk?

O clube ucraniano foi fundado a 24 de Maio de 1936 e o seu primeiro grande momento no futebol soviético foi em 1951, quando o Shakhtar conquistou o terceiro lugar no campeonato nacional da URSS. Após esse feito, a equipa só voltaria a ter algum impacto nos anos 60, quando conquistou a Taça da URSS por duas ocasiões (1961 e 1962) e perdeu a final em 1963. Nessa altura, as boas campanhas na taça fizeram com que o clube de Donetsk ficasse conhecido como “equipa de taça.”

No entanto, após esse sucesso do início dos anos 60, a equipa ucraniana apenas voltou a ter impacto no seio do futebol soviético no final dos anos 70, quando foi terceira classificada do campeonato da URSS em 1978 e segunda classificada em 1979. Esse sucesso manter-se ia nos anos 80, com o Shakhtar a conquistar duas taças da URSS (1980 e 1983) e a perder outras duas finais da prova (1985 e 1986).

Após a queda da União Soviética, o Shakhtar Donetsk, juntamente com o Dínamo de Kiev, assumiu-se como um dominador do futebol ucraniano, somando seis campeonatos da Ucrânia, sete taças ucranianas e três supertaças, para além de ter conquistado a Taça UEFA em 2009 (2-1 ao Werder Bremen na final).

Na época passada (2010/11), o Shakhtar Donetsk conquistou a dobradinha do futebol ucraniano, juntando o campeonato à taça da Ucrânia.

o romeno Mircea Lucescu é o treinador do Shakhtar

Como joga?

É difícil falar do Shakhtar Donetsk como uma equipa ucraniana, pois o clube mineiro conta com uma grande influência brasileira no seu conjunto, nomeadamente do meio-campo para a frente onde conta com cinco jogadores canarinhos (Fernandinho, Dentinho, Jádson, Luiz Adriano e Eduardo, este, apesar de tudo, internacional croata) de grande talento.

De facto, o conjunto de Donetsk apresenta um futebol de grande qualidade técnica e de transições rápidas defesa/ataque, contando ainda com uma defesa de boa qualidade e onde imperam jogadores frios e eficientes como os internacionais ucranianos: Chygrinskiy (defesa-central) e o guarda-redes Pyatov, assim como os laterais Srna (internacional croata) e Rat (internacional romeno).

Esta noite, o onze provável da equipa ucraniana, esquematizado em 4x4x2, não deve andar muito longe do seguinte: Pyatov; Srna, Chygrinskiy, Kryvtsov e Rat; Mkhitaryan, Fernandinho, Jádson e Dentinho; Eduardo e Luiz Adriano.

Jádson é internacional brasileiro

Quem é que o FC Porto deve ter debaixo de olho? Jádson

O mais vistoso futebolista do meio-campo do Shakhtar Donetsk é o internacional brasileiro Jádson, um elemento de grande técnica e imaginação que os dragões devem saber controlar.

Nascido a 5 de Outubro de 1983 em Londrina, Brasil, Jádson Rashid Rodrigues da Silva Radzif iniciou a sua carreira no Atlético Paranaense em 2003, tendo permanecido no clube canarinho entre 2003 e 2005 e efectuado 65 jogos (21 golos) nesse período de tempo.

Em 2005, o então promissor centro-campista brasileiro mudou-se para a Ucrânia, onde, desde essa data, representa o Shakhtar Donetsk. Na equipa ucraniana, já efectuou 163 jogos (39 golos) e conquistou inúmeros títulos, sendo cinco campeonatos da Ucrânia, duas taças ucranianas e uma Taça UEFA os principais triunfos.

Médio-ofensivo de grande talento individual, é um jogador com um baixo centro de gravidade, o que lhe permite driblar os adversários com facilidade e mestria. Rápido e com boa visão de jogo, trata-se de um dos principais cérebros do futebol ofensivo dos mineiros, sendo imperioso para o FC Porto tê-lo constantemente debaixo de olho.

Golo de Derlei eliminou os ucranianos em 2008/09

Confrontos com equipas portuguesas em provas da UEFA

Taça das Taças 1983/84: FC Porto vs Shakhtar Donetsk 3-2 e 1-1 (apurado FC Porto)

Taça das Taças 1997/98: Boavista vs Shakhtar Donetsk 2-3 e 1-1 (apurado S. Donetsk)

Liga dos Campeões 2007/08: Benfica vs Shakhtar Donetsk 0-1 e 2-1 (Benfica seguiu para a Taça UEFA, S. Donetsk eliminado)

Liga dos Campeões 2008/09: Shakhtar Donetsk vs Sporting 0-1 e 0-1 (Sporting apurado, S. Donetsk seguiu para a Taça UEFA)

Liga dos Campeões 2010/11: Sporting de Braga vs Shakhtar Donetsk 0-3 e 0-2 (Sp. Braga seguiu para a Taça UEFA, Shakhtar apurado)

As possibilidades do FC Porto

Na minha opinião, o Shakhtar Donetsk é o principal adversário do FC Porto neste Grupo G, sendo claramente a equipa mais dura que os azuis-e-brancos vão defrontar nesta fase da prova.

Em termos de qualidade de plantel, ambas as equipas equivalem-se, ainda que os azuis-e-brancos tenham a vantagem de terem maior experiência internacional que o conjunto ucraniano, ainda que essa diferença se tenha vindo a esbater nos últimos tempos.

Assim sendo, favoritismo reduzido para os portistas que terão de ter imenso cuidado e serem extremamente profissionais para superarem este difícil obstáculo.

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