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Posts Tagged ‘Chile’

Obdulio Varela confunde-se com a história do futebol uruguaio

Chamavam-lhe o “Chefe Negro” por ser um incontestável líder autoritário e para sempre será “El Gran Capitan”, jogador possuidor de enormes capacidades psicológicas e capaz de impor um espírito de vitória em toda a sua equipa que, por vezes, era cumprir metade do caminho até ao triunfo final. Médio-centro raçudo, era importantíssimo em todas as movimentações no miolo, fosse a defender ou a atacar, sendo o pêndulo de todo o jogo do Peñarol ou da selecção uruguaia. Campeão Mundial em 1950, vencedor da Copa América em 1942 e com inúmeros títulos domésticos no bolso, há quem diga que é impossível entender a génese do futebol uruguaio sem se conhecer a história e características de Obdulio Varela.

Começou no Deportivo Juventud mas os anos de ouro passou-os no Peñarol

Obdulio Jacinto Muiños Varela nasceu a 20 de Setembro de 1917 em Paysandú, Uruguai, no seio de uma família modesta e iniciou a sua carreira em 1936 no Deportivo Juventud. Dois anos depois, o médio-centro haveria de se transferir para o Montevideu Wanderers, clube por onde se manteve durante cinco anos e onde efectuou exibições que lhe valeram a chegada à selecção uruguaia em 1939 e a transferência para o Peñarol em 1943.

No histórico clube aurinegro, Obdulio Varela haveria de permanecer até ao final da sua carreira, ou seja, até 1955, tendo marcado uma época no seio do Peñarol, clube pelo qual conquistou seis campeonatos uruguaios, para além de inúmeros outros títulos domésticos de menor interesse desportivo.

Campeão mundial e sul-americano pelo Uruguai

Varela estreou-se pela selecção uruguaia em 1939, num duelo da Copa América diante do Chile e que o Uruguai venceu por 3-2, tendo disputado um total de 45 jogos e marcado nove golos pela “La Celeste.”

Participando em cinco copas América, foi finalista em 1939 e 1941, tendo conquistado a competição para selecções da América do Sul em 1942, numa prova disputada no Uruguai e em que a selecção celeste venceu todos os seis jogos do Torneio, superando Chile (6-1), Equador (7-0), Brasil (1-0), Paraguai (3-1), Peru (3-0) e Argentina (1-0).

Em termos de campeonatos do Mundo, Varela teve o azar de não poder ter participado em nenhum Mundial nos anos 40, pois, com o advento da Segunda Guerra Mundial, nenhuma competição se disputou nessa década. Contudo, no único campeonato do Mundo que disputou, em 1950, o médio-centro teria a suprema felicidade de se sagrar campeão mundial, depois de superar o Brasil no duelo decisivo (2-1). Esse jogo, conhecido internacionalmente por “Maracanazo” é tido, ainda hoje, como uma das maiores surpresas de sempre do futebol.

Um psicólogo e motivador nato

O internacional uruguaio conservou sempre a mesma postura imponente que incutia respeito a colegas e adversários, ficando célebre pelos seus encorajadores discursos. Na véspera do jogo decisivo com o Brasil para o Mundial 50, Varela ouviu um dirigente uruguaio dizer que uma derrota por 4-0 seria um resultado positivo, mas o médio-centro, consciente que era dos mais veteranos de uma equipa de jovens, disse aos colegas para não olharem para as bancadas (repletas com 200 mil brasileiros), pois o jogo disputava-se ali mesmo na relva.

Mais tarde, já com as equipas perfiladas no relvado, Varela notou que os fotógrafos uruguaios pareciam mais interessados em tirar fotografias aos jogadores canarinhos que aos próprios compatriotas e atirou, de raiva: “Deixem esses macacos. Os campeões do Mundo vamos ser nós! E foram. Era assim Obdulio Varela, “El Gran Capitan.”

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Rojas com a camisola do Colo Colo

Dele se dizia que foi o grande ídolo de Michel Preud’Homme, um guarda-redes que fazia da velocidade, elasticidade, coragem e frieza entre os postes, qualidades que o superiorizavam aos melhores dos “porteros” sul-americanos. Contemporâneo de um Chile mais discreto que o actual, jamais teve a felicidade de disputar um campeonato do Mundo, ainda que a sua lenda se perpetuasse e difundisse pelo Mundo, que abria a boca de espanto por cada defesa impossível efectuada pelo chileno. Por culpa própria, acabou por ser obrigado a terminar a carreira mais cedo do que desejaria devido a um incidente num Brasil-Chile a contar para a qualificação para o Itália 90. Um acontecimento triste, que o impediu de ser ainda maior do que foi.

Um vencedor no Chile e no Brasil

Roberto Antonio Rojas Saavedra nasceu a 8 de Agosto de 1957 em Santiago do Chile e iniciou a sua carreira no modesto Aviación em 1975. Nesse clube chileno permaneceu até 1981, quando se transferiu para o Colo Colo, conjunto onde haveria de começar a construir a sua lenda.

Entre 1981 e 1987, o guarda-redes conhecido pelo “Condor” conquistou dois campeonatos do Chile e uma Copa Chile, tendo efectuado grandes exibições, garantido um lugar efectivo na selecção chilena e uma transferência para o São Paulo.

No futebol canarinho, Rojas não baixou de nível, tornando-se uma figura do “tricolor paulista” e ajudando-o a conquistar dois campeonatos paulistas (1987 e 1989).

Carreira terminou aos 32 anos devido ao episódio da “Fogueiteira do Maracanã”

A 3 de Setembro de 1989, o Chile disputava um jogo decisivo na qualificação para o Mundial 90 em Itália, defrontando o Brasil no Maracanã. Neste jogo, o Brasil apenas precisava de um empate, enquanto o Chile era obrigado a vencer para chegar ao campeonato do Mundo.

No segundo tempo, com o Chile a perder por 1-0, Rojas simulou ter sido atingido por uma tocha para que o jogo fosse interrompido e a equipa chilena pudesse vencer o encontro na secretaria. Contudo, após visionamento de imagens e de uma confissão do próprio guarda-redes, percebeu-se que a tocha jamais havia tocado no “Condor” Rojas.

Afinal, tudo não tinha passado de um plano para tentar impedir a eliminação do Chile, que consistia em pedir o cancelamento da partida por falta de segurança. Rojas entraria em campo com uma lâmina de barbear escondida na luva e, em determinado momento, cortaria o próprio rosto, fingindo que algo o haveria atingido. O sinalizador, portanto, foi apenas uma coincidência. No entanto, com a farsa descoberta, Rojas acabou banido da prática do futebol.

Até esse momento, o chileno somava 49 internacionalizações pela “Roja”, tendo sido peça fundamental no segundo lugar obtido pelo Chile na Copa América de 1987.

Um génio entre os postes

Roberto Rojas era daqueles guarda-redes que pareciam perfeitos, pois além de raramente cometer um erro, efectuava defesas que pareciam humanamente impossíveis.

Muito rápido, saía-se aos pés dos avançados com a velocidade e sagacidade de um gato, sendo ainda imperial no jogo aéreo e um autêntico elástico na forma como ia buscar as bolas aos locais mais difíceis.

Com um perfeito posicionamento entre os postes e agindo como um líder do sector recuado, ficou a ideia que se não fosse a sua carreira ter terminado de forma tão precoce, poderia ter atingido um patamar ainda superior no contexto futebolístico mundial.

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Diego Rubio é um menino cheio de talento

Uma grande promessa do futebol chileno e sul-americano é este avançado que pode chegar ao Sporting Clube de Portugal, o avançado Diego Rubio.

Nascido a 17 de Maio de 1993 em Santiago do Chile, Diego Iván Rubio Köstner começou nas camadas jovens do Universidad Católica, todavia, mudou-se para o Colo Colo em 2007, mantendo-se nesse clube chileno até este momento.

Em Janeiro último, apesar de ter apenas 17 anos, Diego Rubio foi incluído na principal equipa do Colo Colo, assumindo-se rapidamente como um dos jogadores preferidos dos adeptos e somando, até à data, impressionantes oito golos em onze jogos oficiais.

Avançado com extraordinária velocidade e poder de desmarcação

Aos 18 anos, Diego Rubio revela uma frieza inesperada para um jogador da sua idade, sendo normalmente letal na hora H, ou seja, no momento de atirar à baliza.

Rápido, bom tecnicamente e muito móvel, o internacional chileno (estreou-se recentemente diante do Paraguai) destaca-se pelo seu fantástico poder de desmarcação, sabendo movimentar-se de forma perfeita no limite do fora de jogo.

Também usado a “dez”, é, todavia, como avançado-centro que consegue trazer cá para fora o máximo do seu talento e qualidade, prevendo-se que possa evoluir até um patamar de excelência no contexto do futebol mundial.

Neste momento, com apenas 18 anos e com um passe estranhamente avaliado em apenas um milhão de euros, trata-se de um excelente investimento para o Sporting 2011/12.

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Um criativo do D. Zagreb

“El Pokemón” é um médio ofensivo chileno de 25 anos que seria uma excelente adição para qualquer clube português interessado em adquirir um nº10 imaginativo, criativo e com excelente capacidade finalizadora. Um jogador perdido na Liga Croata no Dínamo Zagreb e que, por certo, não seria muito caro para os cofres de qualquer um dos três grandes do futebol nacional.

Depois de ter percorrido todas as camadas jovens do Huachipato, Pedro Morales estreou-se, em 2004, ao serviço da equipa sénior de esse clube chileno, permanecendo lá até 2007, fazendo 88 jogos e 15 golos. Nesse período, o médio ofensivo chileno participou no Mundial de Sub-20 de 2005, onde chamou à atenção de vários clubes internacionais pela sua técnica, criatividade e visão de jogo.

Ainda assim, foi apenas no verão de 2007 que Morales deu o salto para um clube com maiores pergaminhos: Universidad de Chile, onde esteve exactamente um ano e onde reforçou os seus instintos goleadores, pois fez os mesmos 15 golos que havia feito no Huachipato, mas em apenas 37 jogos.

Esses números impressionaram vários clubes europeus como o Bétis ou a Udinese, mas “El Pokemón” acabou por optar, no verão de 2008, pelo histórico clube croata: Dínamo Zagreb. Nesse importante emblema, fez, em duas temporadas, 20 golos em 42 jogos e cotou-se sempre como um dos mais importantes jogadores do clube.

Agora, aos 25 anos, o internacional chileno (9 jogos, 1 golo) está no momento certo para dar o salto para um clube de maior nomeada. Jogador criativo, com técnica acima da média, inteligente tacticamente e que faz muitos golos tanto por ser um exímio marcador de livres como por ser muito oportuno na área contrária, será, por certo, uma grande aquisição para qualquer dos grandes clubes portugueses.

Deixo vos um vídeo dos seus tempos do Universidad de Chile para terem uma ideia do enorme talento de Pedro Morales.

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RDA e Chile empataram a uma bola no Mundial 74

A qualificação para o Mundial 1974, que se disputaria na República Federal da Alemanha, teve um playoff de apuramento intercontinental que colocava, frente a frente, as selecções do Chile e da União Soviética. No primeiro jogo, a 26 de Setembro de 1973, em Moscovo, o resultado saldou-se num empate e, assim, a 21 de Novembro, iria disputar-se em Santiago do Chile, o jogo decisivo para o último passaporte para o campeonato do mundo. Contudo, ao mesmo tempo, o Chile havia vivido um golpe de estado patrocinado pelos EUA, que fez com que Pinochet derrubasse o socialista e legitimamente eleito: Salvador Allende. Em plena guerra fria, ninguém acreditaria que os soviéticos não aproveitassem o momento para um protesto político e, de facto, foi o que fizeram…

O Chile chegava a este playoff após ter superado um grupo com as selecções do Peru e da Venezuela. Como havia sido o vencedor de grupo com pior performance (atrás de Argentina e Uruguai), seria obrigado a superar a selecção com registo identico, mas do continente europeu: URSS (superou a França e a Rep. Irlanda para chegar a este jogo decisivo).

Poucos dias antes do primeiro jogo (a disputar em Moscovo), no dia 11 de Setembro de 1973, o Chile viveu um golpe de Estado liderado por Augusto Pinochet e com o total apoio dos Estados Unidos. Essa acção militar derrubou o socialista e democraticamente eleito: Salvador Allende, sendo que grande parte dos partidários e apoiantes de Allende foram detidos, torturados e, até, executados no Estádio Nacional de Santiago do Chile.

Após o primeiro jogo disputado na URSS e que terminou com um nulo, os soviéticos afirmaram que não pretendiam viajar para Santiago do Chile e, muito menos, jogar num ”Estádio da Morte” que havia sido palco de atrocidades contra partidários socialistas. Em plena guerra fria, era uma decisão lógica de protesto contra a intervenção norte-americana num país de governo socialista e pró-soviético.

Assim sendo, na segunda mão, disputada a 21 de Novembro de 1973, os soviéticos cumpriram a promessa e não compareceram ao jogo. Devido a isso, o Chile iria apurar-se, automáticamente, devido a falta de comparência, no entanto, os sul-americanos não deixaram de fazer uma encenação que demonstrasse a sua superioridade sobre os soviéticos.

No dia do desafio, os chilenos entraram mesmo em campo e, perante milhares de espectadores, alguns jogadores sul-americanos deram um pontapé de saída e avançaram por um meio campo deserto para fazerem um golo simbólico que foi seguido de um pseudo apito final.

O Chile avançava para o Mundial da RFA, onde foi eliminado logo na primeira fase, pois na fase de grupos, apenas empatou com a Alemanha Oriental (1-1) e Austrália (0-0), perdendo com a Alemanha Ocidental (0-1). Nesse campeonato do mundo, todos os seus jogos ficaram marcados por protestos contra o regime, exibidos nas bancadas por exilados políticos.

Os soviéticos, esses, já tinham feito o seu protesto, não aparecendo ao jogo da segunda mão e permitindo que, assim, se disputasse um jogo fantasma naquele que ficou conhecido com o Estádio da Morte…

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Rojas no relvado após a queda do petardo

A 3 de Setembro de 1989, brasileiros e chilenos jogavam, no Rio de Janeiro, uma partida decisiva para o apuramento para o Itália 90. Quem vencesse essa partida estaria apurado para o campeonato do mundo e quem perdesse estaria definitivamente afastado do certame. Num encontro intenso, tudo ia correndo bem para os canarinhos, que venciam por 1-0 (golo de Careca aos 48 minutos) e viam o tempo jogar a seu favor, até que, ao minuto 68, Roberto Rojas, caiu no relvado, presumivelmente atingido por um petardo lançado da bancada. O jogo seria interrompido e esperava-se que o Brasil acabasse excluído do campeonato do mundo devido ao acontecimento, mas… havia outra história por trás da lesão.

 

Integrados num grupo onde também estava a Venezuela, canarinhos e chilenos dominaram, desde o início, o agrupamento. Os brasileiros empataram com o Chile (1-1) mas golearam a Venezuela nas duas partidas (4-0 e 6-0), enquanto os chilenos não ficaram atrás, pois além do empate com os brasileiros, também não facilitaram diante da Venezuela (3-1 e 5-0).

Assim sendo, com as duas equipas com os mesmos pontos, o último jogo do agrupamento: Brasil-Chile era uma autêntica final, ainda que, devido à diferença de golos, bastasse um empate aos canarinhos e os chilenos eram obrigados a vencer.

Foi um jogo intenso, com muitas picardias à mistura, mas, globalmente dominado pelo Brasil. Depois de uma primeira parte sem golos, o reeinicio da partida trouxe, rapidamente, o golo de Careca (48′) e aproximou o Brasil do objectivo: Itália 90.

Com o encontro a caminhar para o seu final, os chilenos começaram a perder discernimento e era cada vez mais improvável que pudessem fazer dois golos. Nas bancadas já se fazia a festa, quando, aos 68 minutos, Roberto Rojas, guarda-redes chileno, caiu no relvado presumivelmente atingido por um petardo.

Rojas abandonou o relvado com a cara ensanguentada e os jogadores chilenos recusaram-se a continuar o desafio, alegando não estarem asseguradas as condições mínimas de segurança.

Pensou-se que, devido ao incidente, os chilenos pudessem ganhar o jogo na secretaria, todavia, imagens de vídeo desmascararam Rojas.

Essas gravações, mostravam que o guarda-redes não tinha sido atingido pelo petardo e, mais tarde, soube-se que o sangue era resultado de uma ferida que o próprio Rojas fez com uma lâmina que tinha guardada na luva.

A FIFA chocada com o acontecimento, excluiu automaticamente o Chile do Mundial 1990 e, também, das qualificações para o Mundial 1994. Roberto Rojas, por outro lado, foi banido definitivamente do futebol, sendo, posteriormente, perdoado em 2001, quando pouco lhe valia, pois já tinha 43 anos.

Reveja ou descubra as imagens de um dos maiores escândalos de sempre do futebol…

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O Chile já participou em sete campeonatos do mundo, todavia, tirando um terceiro lugar conquistado em casa (1962), o melhor que conseguiu foi alcançar os oitavos de final no França 98, numa competição em que, curiosamente, não venceu nenhum jogo (três empates e uma derrota). Ainda assim, a equipa chilena está bastante motivada para o Mundial da África do Sul, pois tem uma das melhores gerações de jogadores de sempre e, para além disso, fez uma excelente fase de qualificação, terminando na segunda posição, apenas um ponto atrás do vencedor do agrupamento: Brasil. Agora, em terras sul-africanas, tudo o que seja abaixo dos oitavos de final terá de ser encarado como uma grande desilusão para os sul-americanos.

A Qualificação

Os chilenos fizeram uma fase de apuramento de grande qualidade na zona sul-americana de qualificação, acabando na segunda posição a apenas um ponto do Brasil (1º) e terminando o agrupamento com uma vantagem de nove pontos em relação à primeira equipa que não se qualificou directamente para a África do Sul (Uruguai).

Durante o seu percurso, o Chile teve resultados brilhantes como a dupla vitória diante da Colômbia (4-2 e 4-0) ou triunfos em campos difíceis como o do Paraguai (2-0), Bolívia (2-0) ou Venezuela (3-2).

Assim sendo, foi mesmo com algum brilhantismo que a selecção chilena garantiu o passaporte para o Mundial 2010.

Zona sul-americana – Classificação

  1. Brasil 34 pts
  2. Chile 33 pts
  3. Paraguai 33 pts
  4. Argentina 28 pts
  5. Uruguai 24 pts
  6. Equador 23 pts
  7. Colômbia 23 pts
  8. Venezuela 22 pts
  9. Bolívia 15 pts
  10. Peru 13 pts

O que vale a selecção chilena?

A equipa chilena é uma equipa de grande qualidade,vocacionada para o ataque e usando um esquema muito ofensivo em 4-3-3 será, por certo, garantia de futebol atractivo em terras sul-africanas.

A baliza deverá estar entregue a Bravo, guarda-redes de qualidade. Depois, o quarteto defensivo deverá ser composto pela dupla de centrais: Medel-Vidal e pelos laterais: Ponce (à esquerda) e Isla (à direita). Neste sector, temos de destacar a curiosidade de os dois centrais serem, normalmente, usados como médios defensivos nos seus clubes. Tratam-se de dois jogadores de excelente qualidade pelo chão, mas que, por vezes, têm alguma dificuldade no jogo aéreo, nomeadamente Medel que é muito baixo. Por outro lado, nas laterais, encontramos dois jogadores muito diferentes, pois Ponce é mais defensivo, ajudando muitas vezes o centro da defesa, enquanto Isla é muito ofensivo, sendo, muitas vezes, quase um extremo.

No meio campo, a equipa chilena deverá optar por um duplo-pivot composto por dois jogadores que tanto sabem defender e recuperar bolas como iniciar o processo ofensivo: Carmona e Millar. Depois, mais à frente, deverá jogar o bem conhecido Mátias Fernández. No esquema da selecção sul-americana, o papel do jogador do Sporting é extremamente importante, pois é por ele que passa quase toda a construção ofensiva do Chile.

Por fim, no ataque, os chilenos deverão optar por dois extremos: Beauséjour (à esquerda) e Alexis Sánchez (à direita). Estes dois atletas devem ter missões ligeiramente diferentes, pois enquanto Beauséjour será um extremo puro, que se preocupará mais em criar desequilíbrios no flanco esquerdo, Sánchez será um falso extremo que aproveitará o facto de Isla subir muito pelo flanco direito para fazer diagonais para o centro e aparecer, muitas vezes, colado ao ponta de lança. Esse avançado centro será, obviamente, a estrela do futebol chileno (Humberto Suazo), um atacante rápido e explosivo, que, na hora da verdade, raramente falha.

Em suma, podemos dizer que o Chile apresenta, neste mundial, uma equipa equilibrada e talentosa com reais condições de fazer uma excelente campanha.

O Onze Base

Como referido anteriormente, a selecção sul-americana deverá apresentar um 4-3-3 de pensamento ofensivo com Bravo (Real Sociedad) na baliza; Ponce (Universidad Católica), Medel (Boca Juniors), Vidal (Leverkusen) e Isla (Udinese) na defesa; Carmona (Reggina), Millar (Colo Colo) e Mátias Fernández (Sporting) no meio campo; Beauséjour (América), Alexis Sánchez (Udinese) e Humberto Suazo (Saragoça) no ataque.

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

Integrada no Grupo H com Espanha, Suíça e Honduras e partindo do principio que o primeiro lugar (Espanha) e o último (Honduras), parecem, aparentemente entregues, espera-se que a selecção de Marcelo Bielsa lute com a Suíça pelo segundo posto. Nessa disputa, apesar da boa qualidade helvética, o Chile, com mais talento natural, deverá ter uma ligeira vantagem.

Calendário – Grupo H (Mundial 2010)

  • 16 de Junho: Chile vs Honduras
  • 21 de Junho: Chile vs Suíça
  • 25 de Junho: Chile vs Espanha

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A Espanha já participou em doze campeonatos do mundo, todavia, o melhor que conseguiu foi um quarto lugar há exactamente 60 anos (Mundial 1950). Normalmente, os castelhanos esperam sempre muito da sua selecção, mas esta costuma, invariavelmente, falhar nos momentos chave, todavia, todos acreditam que será diferente desta vez. A Espanha tem, por certo, uma das melhores equipas da sua história (talvez a melhor), é campeã da Europa e fez uma fase de qualificação em que, em dez jogos, venceu dez. Assim sendo, todos entendem que, se a Espanha não ganhar desta vez, jamais o fará…

A Qualificação

Integrada no grupo 5, que até não era dos mais fáceis (Bósnia, Turquia, Bélgica, Arménia e Estónia), a Espanha fez uma fase de apuramento completamente imaculada, vencendo todos os jogos e deixando o segundo classificado (Bósnia) a onze pontos.

Resultados como a goleada na Bósnia (5-2) e na recepção à Bélgica (5-0) são a prova da força da “Roja”, que chega, assim, ao campeonato do mundo, como um dos principais candidatos à vitória final.

Grupo 5 – Classificação

  1. Espanha 30 pts 
  2. Bósnia-Herzgovina 19 pts
  3. Turquia 15 pts
  4. Bélgica 10 pts
  5. Estónia 8 pts
  6. Arménia 4 pts

O que vale a selecção espanhola?

A equipa de Vicente del Bosque é muito forte em termos colectivos e individuais, tendo talento em todos os sectores do terreno. Além disso, não contam apenas com um onze, pois os suplentes também são de uma qualidade quase ao nível dos titulares da “Roja”.

Um bom exemplo é a baliza, que será defendida pelo excepcional: Iker Casillas, mas que tem como suplentes, nomes como Pepe Reina e Victor Valdés.

Depois, o quarteto defensivo deverá ser composto por uma excelente dupla de centrais: Piqué-Puyol. Uma dupla que se completa, pois Puyol é muito bom pelo chão, autêntica carraça para os avançados contrários, mas, sendo baixo, conta com Piqué para mandar nas alturas e garantir a segurança no jogo aéreo dos castelhanos. Por outro lado, nas laterais, deverão aparecer Capdevilla (à esquerda) e Sérgio Ramos (à direita). São dois elementos muito competentes a defender, principalmente o jogador do Real Madrid, que sabe encostar aos centrais sempre que necessário (trata-se de um central de origem), mas também são muito bons a subirem no flanco, nomeadamente Capdevilla que, muitas vezes, aparece na frente quase como um extremo.

Apesar de todos os sectores serem de grande qualidade, o meio campo é, sem dúvida, o ponto mais forte da “Roja”, roçando mesmo a perfeição. A equipa deverá jogar em losango, com Busquets a aparecer no vértice defensivo, pois trata-se de um jogador de grande inteligência táctica e que equilibra todo o jogo dos espanhóis. Depois, nas alas, deverão aparecer David Silva (à esquerda) e Iniesta (à direita). Dois atletas com dupla função, pois terão de procurar ganhar a linha, mas, também terão de saber ser interiores sempre que necessário. Por fim, no vértice ofensivo, deverá aparecer Xavi, um jogador que dispensa apresentações por todo o talento, inteligência e criatividade que dá ao jogo. No banco, a Espanha ainda conta com nomes como Xabi Alonso, Fábregas ou Jesus Navas que dão ideia do poderio da “Roja”

Chegando ao ataque, não diminuímos de qualidade, pois a dupla de ataque é composta por dois elementos móveis, raçudos, que não descanso aos defesas e que, acima de tudo, não perdoam na hora de atirarem à baliza: Fernando Torres e David Villa. Um poder de fogo que todos esperam que dê muitos golos à Espanha durante o Mundial 2010.

O Onze Base

Actuando em 4-4-2 losango, a Espanha deverá apresentar Iker Casillas (Real Madrid) na baliza; Capdevilla (Villarreal), Piqué (Barcelona), Puyol (Barcelona) e Sérgio Ramos (Real Madrid) na defesa; Busquets (Barcelona), David Silva (Valência), Iniesta (Barcelona) e Xavi (Barcelona) no meio campo; Fernando Torres (Liverpool) e David Villa (Barcelona) no ataque.

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

Pela enorme qualidade da selecção espanhola, um grupo composto por Chile, Suíça e Honduras não lhes deve causar grande mossa. A “Roja” deverá passar o agrupamento com relativa facilidade e o seu verdadeiro campeonato do mundo apenas deve começar nos oitavos de final da prova.

Calendário – Grupo H (Mundial 2010)

  • 16 de Junho: Espanha vs Suíça
  • 21 de Junho: Espanha vs Honduras 
  • 25 de Junho: Espanha vs Chile
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    Os helvéticos já participaram em oito campeonatos do mundo, todavia, nunca passaram dos quartos de final e, a última vez que alcançaram essa fase da prova, foi há 56 anos (1954). Nas últimas duas participações (1994 e 2006), a selecção suíça cumpriu com os serviços mínimos, passando a fase de grupos e caindo, logo a seguir, nos oitavos de final. Agora, na África do Sul, com uma selecção mediana e num agrupamento com espanhóis, chilenos e hondurenhos, a dúvida é se conseguem voltar a cumprir os serviços mínimos (oitavos de final), ou se, ao invés, não passam da primeira fase da prova.

    A Qualificação

    Inseridos num grupo acessível com Grécia, Letónia, Israel, Luxemburgo e Moldávia, os suíços começaram muito mal a fase de apuramento com um empate em Israel (2-2) e, bem pior, com uma derrota caseira com o Luxemburgo (1-2).

    Temeu-se o pior, mas os helvéticos, até final da fase de qualificação, estiveram bem melhor e apenas concederam dois empates (Letónia, fora, 2-2 e Israel, casa, 0-0), vencendo todas as restantes partidas.

    Nesse percurso vitorioso, temos de destacar a dupla vitória diante da selecção helénica (2-0 e 2-1), decisiva para alcançarem o primeiro lugar do Grupo 2 e consequente apuramento directo para o Mundial sul-africano.

    Grupo 2 – Classificação

    1. Suíça 21 pts
    2. Grécia 20 pts
    3. Letónia 17 pts
    4. Israel 16 pts
    5. Luxemburgo 5 pts
    6. Moldávia 3 pts

    O que vale a selecção helvética?

    A equipa suíça vale, essencialmente, por ter um colectivo forte e, acima de tudo, muito experiente. Sem grandes estrelas, os helvéticos colocam todas as suas fichas na boa organização táctica e na eficácia.

    O sector mais recuado da equipa de Ottmar Hitzfeld é composto por um grande guarda-redes, bem conhecido dos portugueses (Diego Benaglio) e por um quarteto defensivo muito sólido e seguro. Nessa defesa, a dupla de centrais será formada por Senderos e Grichting, dois jogadores que se completam, pois o jogador do Auxerre é muito forte pelo chão e o antigo defesa do Arsenal é poderoso no jogo aéreo. Por outro lado, nas laterais, deverão aparecer Zygler (à esquerda) e Lichtsteiner (à direita), dois defesas que correm o campo todo, defendendo e atacando com a mesma competência.

    Depois, num meio campo típico do 4-4-2 clássico, deverão jogar Huggel e Inler como duplo pivot. Neste esquema, Huggel será um trinco puro, muito forte fisicamente e com a capacidade de encostar aos centrais sempre que necessário, enquanto Inler será um box to box, muito criativo, que sabe aparecer com perigo nas zonas mais adiantadas do terreno. Por outro lado, nas alas, deverão jogar Barnetta (à esquerda) e Padalino (à direita), dois jogadores criativos (principalmente Barnetta), mas que sabem defender, dando, assim, muita consistência à equipa helvética.

    Por fim, no ataque, deverão jogar os veteranos: Nkufo e Frei. Tratam-se dois elementos bem diferentes, pois Nkufo é um avançado muito forte fisicamente, que desgasta muito os defesas e serve de elemento de referência ofensiva, enquanto Frei, é mais leve e móvel, ainda que se trata de um finalizador nato, que raramente falha no momento de definição. Ainda assim, se Hitzfeld pretender um ataque com dois elementos móveis, pode sempre abdicar de Nkufo e lançar o também veterano jogador do Lucerna: Hakan Yakin.

    O Onze Base

    A equipa helvética deve apresentar um 4-4-2 clássico com Diego Benaglio (Wolfsburgo) na baliza; Zygler (Sampdória), Senderos (Everton), Grichting (Auxerre) e Lichtsteiner (Lázio) na defesa; Barnetta (Leverkusen), Huggel (Basileia), Inler (Udinese) e Padalino (Sampdória) no meio campo; Nkufo (Twente) e Frei (Basileia) no ataque.

    Classificação – Previsão “A Outra Visão”

    Num grupo com Espanha, Chile e Honduras, o primeiro lugar estará, desde logo, totalmente de parte, pois salvo um escândalo, esse irá pertencer à pátria de Cervantes. Assim sendo, tendo em conta que as Honduras deverão ficar na última posição, caberá aos suíços disputar o segundo lugar com os chilenos, num duelo que se advinha muito equilibrado e intenso.

    Calendário – Grupo H (Mundial 2010)

    • 16 de Junho: Suíça vs Espanha
    • 21 de Junho: Suíça vs Chile
    • 25 de Junho: Suíça vs Honduras

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    Apenas participaram uma vez num campeonato do mundo (Espanha 82), mas, apesar da eliminação logo na primeira fase, não estiveram particularmente mal, pois empataram com Espanha (1-1) e Irlanda do Norte (1-1), apenas perdendo com a Jugoslávia e pela margem mínima (0-1). Agora, 28 anos depois, os hondurenhos regressam à competição mais importante do futebol mundial e, curiosamente, até voltam a encontrar a Espanha. Ainda assim, a tarefa dos centro-americanos não se revela nada fácil e, mesmo os dois empates obtidos em 1982, serão, por certo, bem difíceis de repetir.

    A Qualificação

    Tirando a natural eliminação do Porto Rico (4-0 e 2-2) na 2ª eliminatória, as Honduras foram sempre surpreendendo ao longo da zona centro-americana de qualificação.

    Na 3º Fase, integrada no Grupo 2 com México, Jamaica e Canadá, a equipa de David Suazo cometeu a proeza de terminar o agrupamento na primeira posição, obtendo excelentes resultados como a vitória caseira diante do México (1-0) e um sempre difícil triunfo no campo do Canadá (2-1).

    Depois, no grupo final com EUA, México, Costa-Rica, El Salvador e T. Tobago, os hondurenhos garantiram o terceiro lugar e o consequente apuramento directo para a África do Sul. As Honduras lutaram até ao final com a Costa-Rica, chegando ao último jogo, em El Salvador, com a necessidade de vencerem para obterem o apuramento. Foi um jogo intenso, mas os hondurenhos foram mais felizes e, graças a um golo solitário de Pavón, venceram 1-0 e garantiram a presença no Mundial 2010.

    2ª Fase – Eliminatória

    Honduras 4-0 Porto Rico / Porto Rico 2-2 Honduras

    3ª Fase – Grupo 2

    1. Honduras 12 pts
    2. México 10 pts
    3. Jamaica 10 pts
    4. Canadá 2 pts

    4ª Fase – Grupo Final

    1. Estados Unidos 20 pts
    2. México 19 pts
    3. Honduras 16 pts
    4. Costa-Rica 16 pts
    5. El Salvador 8 pts
    6. T. Tobago 6 pts

    O que vale a selecção hondurenha? 

    Não se devem esperar grandes feitos da equipa centro-americana. As Honduras são um conjunto solidário, têm alguns elementos de qualidade como Suazo, Palacios ou Pavón, mas, dificilmente estarão à altura de Espanha, Suíça ou Chile.

    O sector recuado dos hondurenhos e composto por um guarda-redes competente, mas apenas mediano (Valladares) e um quarteto defensivo algo permeável e de onde apenas se destacam o rápido lateral esquerdo Izaguirre, e o polivalente defesa do Wigan, Figueroa.

    Depois, no meio campo, a equipa deve jogar com um duplo pivot: Guevara-Wilson Palácios. Neste esquema, Amado Guevara, apesar da veterania, será o criativo, o jogador que tentará dar alguma criatividade ao miolo hondurenho. Por outro lado, o médio defensivo do Tottenham terá maiores preocupações no capítulo da recuperação de bolas e do equilíbrio táctico das Honduras. Nas alas, a equipa centro-americana deverá actuar com De Léon (à esquerda) e Turcios (à direita). Neste esquema, o ala esquerdo será mais ofensivo e aparecerá mais no apoio do ataque e Turcios será um elemento de maior contenção, ajudando, muitas vezes, nas tarefas defensivas.

    Por fim, o ataque tem dois jogadores de grande qualidade, ainda que na fase descendente da carreira. Suazo (30 anos) e Pavón (36 anos) são dois elementos que se completam na perfeição, pois o antigo atleta do Benfica é muito móvel e recua muitas vezes para criar desequilíbrios a partir de trás e, por outro lado, Pavón é um finalizador puro como provam os 56 golos que já fez pelas Honduras.

    O Onze Base

    Jogando num 4-4-2 clássico, as Honduras deverão apresentar Valladares (Olímpia) na baliza; Izaguirre (Motágua) na lateral esquerda, Sabillón (Hangzhou) na lateral direita e a dupla de centrais: Figueroa (Wigan) e Osman Chávez (Platense); Wilson Palácios (Tottenham) e Amado Guevara (Motágua) serão o duplo-pivot, De Léon (Torino) e Turcios (Olímpia) serão os alas; e, por fim, Suazo (Génova) e Pavón (Real España) serão os avançados.

    Classificação – Previsão “A Outra Visão”

    As Honduras não são uma selecção qualquer, daquelas que entram em campo para não serem goleadas, mas, ainda assim, terá imensas dificuldades contra equipas como a Espanha, Chile e, até, Suíça. A passagem aos oitavos de final não parece ser uma hipótese muito credível, todavia, os hondurenhos poderão ser muito importantes na definição do segundo lugar se forem capazes de tirar pontos a chilenos ou helvéticos.

    Calendário – Grupo H (Mundial 2010)

    • 16 de Junho: Honduras vs Chile
    • 21 de Junho: Honduras vs Espanha
    • 25 de Junho: Honduras vs Suíça

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