No Heerenveen que está a fazer uma excelente Liga Holandesa, encontrando-se a apenas quatro pontos do primeiro lugar, destaca-se um ponta de lança gigante e matador: Bas Dost.
Nascido a 31 de Maio de 1989 em Deventer, Holanda, Bas Dost é um produto das escolas do CVV Germanicus e do FC Emmen, tendo se estreado profissionalmente no FC Emmen em 2007/08.
Nesse clube do segundo escalão holandês, o ponta de lança marcou seis golos em vinte e três jogos, garantindo, no final da temporada, uma transferência para o Heracles Almelo.
A assumir-se como goleador na Eredivisie
Na época de estreia na Eredivisie, Bas Dost marcou apenas 3 golos em 27 jogos, todavia, em 2009/10, o ponta de lança destacou-se no Heracles, apontando 14 tentos e garantindo uma transferência para o mais emblemático Heerenveen.
No Heerenveen, o atacante começou por marcar 13 golos na época transacta, todavia, em 2011/12, explodiu definitivamente no espectro futebolístico holandês, pois, a seis jornadas do final do campeonato, já leva 25 golos, sendo, neste momento, o melhor marcador do campeonato holandês de futebol.
Ponta de lança alto, esguio e… matador
Bas Dost é um goleador de 1,96 metros (sim, leram bem…) que, pela sua altura, é naturalmente forte no jogo de cabeça, parecendo, muitas vezes, que é impossível impedir o seu cabeceamento fatal.
Não sendo rápido nem propriamente dotado tecnicamente, o avançado holandês tem um assinalável faro de golo, sabendo se movimentar em zonas de tiro e aparecer sempre na altura certa para o disparo fatal.
Pelas suas características, adapta-se perfeitamente a um sistema só com um ponta de lança, exigindo, porém, que todo o jogo da sua equipa funcione a seu favor. Ou seja, que o conjunto o utilize como referência final de (quase) todas as acções atacantes.
Neste momento, com 22 anos, trata-se um ponta de lança que devia merecer a atenção de olheiros portugueses interessados num goleador puro.
Apesar do nome holandês e de actuar na Liga Holandesa, Mike Havenaar é um poderoso ponta de lança que, além de brilhar com a camisola do Vitesse, também é uma das principais figuras da selecção do Japão, sendo já uma certeza da equipa nipónica.
Nascido a 20 de Maio de 1987 em Hiroshima, Japão, Mike Havenaar é filho de dois holandeses que emigraram para o Japão em virtude do pai de Mike ter ido jogar futebol para aquele país asiático.
Integrado nas camadas jovens do Sapporo FC, Consadole Sapporo e Yokohama F Marinos, Mike Havenaar estreou-se profissionalmente ao serviço do Yokohama F Marinos em 2006, ainda que não tenha conseguido se impor no famoso clube japonês.
Muitos golos no Japão renderam-lhe transferência para o Vitesse
Depois de duas temporadas com pouco sucesso no clube de Yokohama, o atacante foi emprestado a Avispa Fukuoka em 2008, tendo apontado 7 golos em 26 jogos.
Na temporada seguinte, o ponta de lança nipónico foi cedido ao Sagan Tosu, sendo que aí o sucesso foi ainda mais pronunciado, pois Mike Havenaar marcou 17 golos em 35 jogos, garantindo uma transferência definitiva para o Ventforet Kofu no final da temporada.
Em 2010, ao serviço do clube de Kofu, o avançado marcou 20 golos em 32 jogos, sendo peça fundamental na subida do clube à J-League, divisão que o Ventforet apenas disputaria por uma temporada, pois a equipa acabou por descer em 2011, apesar dos 17 golos em 31 partidas de Mike Havenaar.
A 21 de Dezembro de 2011, no rescaldo da descida do Ventforet, Mike Havenaar mudou-se para o país de origem dos seus país, transferindo-se para o Vitesse. No clube de Arnhem, o atacante ainda passa por uma fase de adaptação, todavia, já marcou quatro golos em nove partidas.
Ponta de lança alto e posicional
Mike Havenaar é um internacional japonês de 1,94 metros, que actua como “target man”, surgindo como referência do jogo ofensivo das equipas onde joga.
Naturalmente pouco rápido, o avançado do Vitesse é bom tecnicamente e é muito inteligente a posicionar-se na área, sabendo arrastar os defesas para abrir espaços para os companheiros ou fugir às marcações para garantir boas ocasiões de finalização.
Letal tanto de cabeça como com os pés, trata-se, assim, de um ponta de lança muito completo, que tanto pode ser usado sozinho num esquema só com um ponta de lança, mas que, pela sua capacidade de combinar com os companheiros, também pode actuar ao lado de um jogador mais móvel num sistema com dois avançados.
A caminho do FC Porto está um ponta de lança matador de nacionalidade austríaca que, por certo, será um excelente reforço dos dragões para a segunda metade da época: Marc Janko.
Nascido a 25 de Junho de 1983 em Viena, Áustria, Marc Janko iniciou a sua carreira no Admira Wacker, clube que representou desde as camadas jovens até aos primeiros passos no futebol sénior.
Em 2005, todavia, o internacional austríaco haveria de se transferir para o Red Bull Salzburgo, clube onde iria explodir definitivamente no contexto futebolístico europeu. De facto, no clube da cidade onde nasceu Mozart, Janko haveria de permanecer até 2010, marcando 81 golos em 112 jogos, destacando-se a temporada de 2008/09, quando fez 40 golos em 36 partidas.
Não perdeu o faro goleador na Holanda
No defeso de 2010/11, já com três campeonatos austríacos no bolso, Marc Janko preferiu mudar de ares e abraçar uma outra experiência no futebol europeu, transferindo-se para a Holanda e para o FC Twente.
No clube de Enschede, o internacional austríaco haveria de continuar um avançado prolífico, tendo marcado 34 golos nos 65 jogos que disputou na última época e meia, sendo figura de proa da equipa do FC Twente que, na temporada passada, conquistou a Taça da Holanda.
Puro ponta de lança de último toque
Marc Janko é um avançado internacional austríaco (24 jogos, 9 golos) de 1,96 metros de altura e que tem como principal predicado ser um finalizador nato que está sempre no sítio certo para facturar.
Não sendo rápido e tendo uma técnica apenas mediana, o ponta de lança compensa essas lacunas por ser um jogador com uma noção perfeita de onde se deve movimentar para depois aparecer em zona privilegiada para a finalização, fazendo-o de forma fria e objectiva.
Goleador nato, trata-se de um avançado-centro letal, sendo eficaz tanto com os pés como com a cabeça e ideal para um esquema 4x3x3, onde a equipa não viva obcecada em jogar para o austríaco, mas procure-o muitas vezes como referência e destino do futebol ofensivo.
Diz-se que o Sporting já terá acordado a contratação de um jogador para a temporada 2012/13, trata-se do talentoso extremo marroquino de origem holandesa: Zakaria Labyad.
Nascido a 9 de Março de 1993 em Utrecht, Holanda, Zakaria Labyad é um produto das escolas do PSV Eindhoven, tendo se estreado profissionalmente naquele clube dos Países Baixos no dia 25 de Fevereiro de 2010. num jogo diante do Hamburgo a contar para a Liga Europa.
No cômputo das temporadas de 2009/10 e 2010/11, um muito jovem Labyad apenas fez 16 jogos e marcou três golos pelo clube da Phillips, todavia, na actual temporada, o jogador que escolheu representar o país de origem dos seus pais já leva os mesmos 19 jogos e 7 golos, assumindo-se como a grande promessa do PSV. Essas boas exibições chamaram a atenção de vários clubes europeus no seu concurso e, supostamente, o Sporting já terá chegado a acordo com o marroquino para a temporada 2012/13.
Extremo veloz e talentoso que também pode jogar a “dez”
Zakaria Labyad é preferencialmente um extremo-direito, ainda que também possa jogar no flanco oposto ou, inclusivamente, como médio-ofensivo. Ainda assim, é encostado à direita que o marroquino faz mais mossa nas defesas contrárias, usando preferencialmente a sua enorme velocidade e boa técnica individual.
Com boa capacidade finalizadora e exímio na marcação de livres directos, Labyad entusiasma as bancadas e surpreende os adeptos por aos 18 anos já ser um jogador sem medo de enfrentar o jogo e o adversário.
Apesar de tudo, trata-se de um diamante que ainda tem de ser lapidado, podendo, contudo, chegar muito alto no Mundo do futebol caso continue a evoluir como tem feito até este momento.
No FC Utrecht da Liga Holandesa, actua um avançado sueco com grande talento e sentido de baliza que se sagrou o melhor marcador do campeonato do seu país em 2010: Alexander Gerndt.
Nascido a 14 de Julho de 1986 em Visby, Suécia, Alexander Gerndt iniciou a sua carreira futebolística no modesto Visby IF, onde, entre 2004 e 2006, apontou nove golos em trinta e nove partidas. Essas boas exibições ao serviço do clube da ilha de Gotland valeram-lhe uma transferência para o bem mais conhecido AIK Estocolmo, onde, contudo, não se conseguiu impor, não conseguindo fazer qualquer tento nos cinco jogos que efectuou pela equipa da capital sueca.
Demorou a explodir no Gefle
Ao não se impor no AIK, o clube de Estocolmo preferiu emprestá-lo ao modesto IK Sirius, que representou com sucesso durante a primeira metade da temporada de 2008, marcando seis golos em catorze jogos.
Essas exibições valeram-lhe uma transferência na abertura de transferências do Verão de 2008 para o Gefle, onde pouco brilhou durante a primeira época e meia, não marcando mais que três golos.
Contudo, a época de 2010 haveria de ser uma temporada de transição para o atacante sueco, pois este haveria de fazer uma campanha de sonho. De facto, durante a primeira metade da época, Gerndt marcou oito golos em catorze jogos pelo Gefle, tendo, a meio da temporada, trocado essa equipa por outro clube mais emblemático do futebol sueco, o Helsingborgs.
Ano de luxo no Helsingborgs valeu-lhe transferência para a Eredivisie
No clube conhecido pelas iniciais de HIF, haveria de marcar 12 golos em 15 jogos até final da temporada de 2010, sagrando-se melhor marcador do campeonato sueco (20 golos) e jogador do ano dessa mesma liga.
Em 2011, haveria de continuar numa toada exibicional muito elevada e, assim, os responsáveis do clube sueco perceberam que seria impossível segurar o internacional sueco.
Assim sendo, no último Verão, Gerndt transferiu-se para os holandeses do FC Utrecht, onde ainda procura se assumir como o goleador de créditos firmados que deixou a sua Suécia natal, pois ainda só marcou um golo em nove partidas.
Avançado temível nas bolas paradas
Alexander Gerndt é um avançado que joga preferencialmente no centro do ataque, mas também pode ser adaptado ao lado direito do ataque sem qualquer problema. Em termos tácticos, é ideal para jogar no centro num 4x4x2, mas talvez se adapte melhor a falso extremo se o esquema preferencial for o 4x3x3 ou o 4x2x3x1.
Rápido, bom tecnicamente e muito inteligente nas movimentações, é um ponta de lança que se desmarca muito bem e aparece com facilidade na zona de tiro, onde prima pela frieza e pela potência do seu pontapé.
Outra característica do internacional sueco é a qualidade nos lances de bola parada, pois é um exímio marcador de livres, tanto em jeito como em força, tornando-se uma clara mais valia nesse capítulo específico do jogo.
Para além de tudo isto, trata-se de um jogador muito trabalhador e raçudo, o que faz do avançado de 25 anos num elemento que encaixava na perfeição no plantel de um clube português de ambições europeias.
Hans van Breukelen foi um guarda-redes holandês de grande qualidade e que criará sempre um travo amargo na boca dos portugueses, nomeadamente dos benfiquistas, pois foi ele que defendeu o penalti de Veloso, que havia de entregar a Taça dos Campeões, em 1988, ao PSV Eindhoven. Contudo, falar do internacional holandês e apenas nos lembrarmos desse momento fatídico para os encarnados é extremamente redutor e injusto. 73 vezes internacional pela Holanda, selecção pela qual venceu o campeonato da Europa em 1988, vencedor do campeonato holandês por seis vezes e da Taça da Holanda por três ocasiões, van Breukelen marcou uma era do futebol holandês, sendo, claramente, um dos melhores guarda-redes holandeses de todos os tempos.
Destacou-se no FC Utrecht
Johannes Franciscus “Hans” van Breukelen nasceu a 4 de Outubro de 1956 em Utrecht e iniciou a sua carreira profissional vinte anos depois no clube mais representativo da sua cidade natal, o FC Utrecht.
Entre 1976 e 1982, o lendário guarda-redes holandês efectuou 142 jogos pelo FC Utrecht, tendo sido titular absoluto entre 1978/79 e 1981/82. Ainda assim, durante esse período, van Breukelen não conquistou qualquer título, tendo como momento mais alto a final da Taça da Holanda em 1981/82, competição que o FC Utrecht acabou por perder para o AZ.
Substituiu Peter Shilton na terra de Robin Hood
Já com a época de 1982/83 em andamento, o internacional holandês acabou por trocar a liga holandesa pela inglesa, transferindo-se para o Nottingham Forest, onde teria a difícil missão de fazer esquecer Peter Shilton.
No clube da cidade popularizada por Robin Hood, van Breukelen haveria de fazer duas temporadas de bom nível em termos individuais, mas voltaria a não conquistar qualquer título colectivo, ainda que em 1983/84 a época tenha sido de muito boa qualidade, pois o Nottingham Forest foi terceiro no campeonato e alcançou as meias-finais da Taça UEFA.
Eternizou-se no PSV
Em 1984, van Breukelen regressou ao campeonato holandês e, desta feita, para actuar por um dos clubes mais representativos dos Países Baixos, o PSV.
No gigante de Eindhoven, o internacional holandês haveria de permanecer por dez temporadas, ou seja, até ao final da sua carreira desportiva, tendo sido sempre titular e tendo conseguido, finalmente, alcançar os tão ambicionados títulos colectivos.
De facto, no PSV, van Breukelen fez 308 jogos e conquistou seis campeonatos holandeses, três taças da Holanda e, acima de tudo, a Taça dos Campeões em 1987/88, quando o clube de Eindhoven superou o Benfica na final (0-0, 6-5 g.p.) após o guarda-redes holandês ter defendido o penalti decisivo do lateral Veloso.
Para além disso, o internacional holandês conquistou o título de melhor guarda-redes da Holanda por quatro ocasiões (1987, 88, 91 e 92).
Esteve numa fase dourada da Laranja Mecânica
van Breukelen actuou na selecção holandesa entre 1980 e 1992, tendo alcançado 73 internacionalizações e participado nos campeonatos da Europa de 1980, 88 e 92 e no Mundial de 1990.
O momento mais alto da sua carreira na Laranja Mecânica, foi, claramente, a conquista do Campeonato da Europa em 1988, em casa, quando a Holanda entrou mal (derrota com a União Soviética por 1-0), mas depois superou Inglaterra (3-1), Rep. Irlanda (1-0), Alemanha Ocidental (2-1) e União Soviética (2-0) para conquistar o ambicionado título continental.
Guarda-redes frio e muito seguro
van Breukelen era um guarda-redes que parecia ocupar toda a baliza, tal era a qualidade do seu posicionamento e a inteligência de movimentos entre os postes.
Líder dentro de campo, não se cansava de dar indicações aos companheiros de equipa, parecendo comandar todo o sector defensivo com um rigor inacreditável.
Apesar de toda a segurança e sobriedade, van Breukelen era muito elástico e conseguia, de quando em vez, efectuar defesas espectaculares, no entanto, foi na segurança e na eficácia de processos que o internacional holandês mais se destacou e, assim, garantiu um lugar na história do futebol.
Chegou este Verão ao futebol italiano e ao Inter, uma das grandes promessas do futebol holandês, o ponta de lança ex-Feyenoord: Luc Castaignos.
Nascido a 27 de Setembro de 1992, em Schiedam, Holanda, Luc Castaignos iniciou a sua carreira nas camadas jovens de pequenos clubes holandeses como o Excelsior’2o e o Spartaan’20, antes de se transferir em 2007 para o Feyenoord.
No histórico clube de Roterdão, o avançado-centro holandês estreou-se como sénior na temporada 2009/10, terminando essa época com o modesto registo de quatro jogos e zero golos. Todavia, ao tratar-se de um jovem de 17 anos, percebe-se bem a pouca expressão dos números.
Por outro lado, na temporada passada, o avançado-centro explodiu no Feyenoord e, mesmo com apenas dezoito anos, terminou a época com 15 golos em 30 jogos e tornou-se cobiçado por vários grandes clubes da Europa, acabando por se transferir para o Inter de Milão.
Puro finalizador
O atacante holandês é o puro ponta de lança que parece estar sempre no sítio certo para facturar. Rápido e muito inteligente nas movimentações, surge sempre em zona de finalização, ludibriando facilmente as marcações que lhe são movidas pelos defesas adversários.
Apesar de não ser um prodígio de técnica, o internacional sub-21 holandês é extremamente letal no momento do remate, raramente falhando uma boa oportunidade para facturar.
Neste momento, à beira de fazer 19 anos, talvez necessitasse de rodar num clube menos exigente como o Inter, para que se preparasse melhor para o intenso e super-competitivo futebol italiano, mas, ainda assim, o avançado holandês tem todas as condições para já ir conquistando o seu espaço nos “nerazzurri” nesta mesma temporada.
Outro dos jogadores que se destacaram no último Mundial de sub-20, foi um extremo nigeriano que já desenvolve o seu futebol nos relvados europeus: Ahmed Musa.
Nascido a 14 de Outubro de 1992 em Jos, Nigéria, Ahmed Musa iniciou a sua carreira nas camadas jovens do Aminchi Football Academy, tendo começado a sua carreira profissional em 2008 ao serviço do JUTH.
Todavia, o momento chave na sua ascensão futebolística foi em 2009/10, quando marcou 18 golos em 33 jogos ao serviço do Kano Pillars, garantindo a transferência para o futebol europeu e para o VVV Venlo na temporada seguinte.
Na equipa holandesa, apesar de ter chegado com 17 anos e de só ter podido jogar em Outubro (quando fez os 18 anos), Ahmed Musa não defraudou as expectativas e marcou nove golos em 25 partidas, sendo inclusivamente considerado pela IFFHS, um dos melhores 140 jogadores africanos da actualidade.
Extremo tecnicista e com enorme sentido de baliza
Ahmed Musa é um extremo polivalente que gosta de colar ao flanco, mas, depois, tem a capacidade de alternar durante o desafio entre ser muito vertical e ir à linha cruzar com um elemento que faz diagonais da ala para o centro para procurar zonas de finalização.
Essa característica futebolística híbrida, faz do nigeriano um jogador extremamente perigoso, até porque é um futebolista muito rápido e tecnicista, tendo ainda elevada qualidade no passe e no remate de meia distância.
Neste momento, com apenas 18 anos e seguido pelos grandes gigantes do futebol europeu, não será surpreendente se o extremo africano der o salto para um clube com outros pergaminhos e ambições já no próximo defeso.
Um dos novos reforços do Sporting Clube de Portugal é um gigante norte-americano de 29 anos que chegou para ajudar a suprimir as dificuldades verde-e-brancas no jogo aéreo: Onyewu.
Nascido a 13 de Maio de 1982 em Clemson, Estados Unidos, Oguchialu Chijioke Lambu Onyewu iniciou a sua carreira profissional nos franceses do Metz em 2002/02, ainda que só tenha se assumido como titular numa equipa sénior na temporada seguinte, na Bélgica, ao serviço do La Louvière (24 jogos, 1 golo).
Cinco épocas no Standard de Liège
Nas cinco temporadas seguintes, o internacional norte-americano haveria de vestir a camisola do clube mais emblemático da Valónia, o Standard de Liège, num percurso que o levou a fazer 139 jogos (11 golos) ao serviço do clube belga e que apenas foi interrompido na segunda metade de 2006/07, quando esteve emprestado ao Newcastle United (11 jogos).
No seu percurso na Bélgica, ajudou o clube a conquistar dois campeonatos e assumiu-se como o patrão do sector recuado do Standard, conseguindo, no defeso de 2009/10, uma natural transferência para um clube mais emblemático do futebol europeu, o AC Milan.
Sem sorte em Milão
Porém, a passagem de “Oguchi” (alcunha do jogar norte-americano) pelo Milan não foi famosa. Ao longo das duas últimas temporadas, o internacional pelos Estados Unidos pouco ou nada jogou na equipa italiana, devido a uma lesão no joelho.
Como tal, a meio da época transacta, o defesa-central foi emprestado aos holandeses do Twente, onde terminou a temporada fazendo oito jogos e ajudando o clube de Enschede a vencer a Taça da Holanda.
Defesa-central de grande poderio físico
“Oguchi” Onyewu é um gigante de 1,96 metros e 95 quilos, que é poderosíssimo no jogo aéreo, muito forte físicamente e tem um bom tempo de desarme, tornando-se facilmente num patrão do sector recuado.
Não sendo propriamente rápido, o defesa-central também não é lentíssimo, ainda que precise de estar a 100% para que não transpareçam dificuldades nesse aspecto específico do jogo. Na minha opinião, é aconselhável que actue ao lado de um central mais rápido como é o caso no Sporting do peruano Rodríguez.
Inteligente no posicionamento, é algo agressivo na abordagem aos lances, tendo que ter dificuldade nesse campo em Portugal, pois é usual apitar-se em demasia na nossa liga.
Apesar das muitas críticas que tem sofrido, estou crente que poderá ser um bom reforço para o Sporting, logo que atinja o seu pico de forma física e entrosamento total com a equipa verde-e-branca.
No Vitesse da Liga Holandesa, actua um dos mais promissores atacantes africanos da actualidade, o internacional marfinense: Wilfried Bony.
Nascido a 10 de Dezembro de 1988 em Bingerville, Costa do Marfim, Wilfried Bony iniciou a sua carreira no seu país natal, ao serviço do Issia Wazi, clube pelo qual se sagrou o melhor marcador da liga marfinense em 2007.
Essas boas exibições valeram-lhe a transferência para a Europa e para o Sparta Praga, clube que representou entre o Verão de 2008 até ao final de 2010, tendo marcado 21 golos em 58 jogos do campeonato checo.
Após a aventura na República Checa, o internacional marfinense voltou a mudar de ares em Janeiro de 2011, transferindo-se para os holandeses do Vitesse. Nesse clube da Eredivisie, ainda vai dando os primeiros passos na adaptação ao futebol holandês, mas, ainda assim, já marcou três golos em sete partidas.
Avançado rápido e com frieza na hora de rematar
Wilfried Bony é um avançado frio, possante e muito rápido, que se movimenta constantemente nas zonas avançadas do terreno, criando imensos problemas aos defesas que o têm de marcar.
Não sendo um portento de técnica, também não é completamente “tosco” nesse aspecto específico do jogo, sendo capaz de marcar golos de belo efeito com ambos os pés. Para além disso, e apesar de não ser muito alto (1,83 metros), é muito perigoso no jogo aéreo, concretizando com regularidade de cabeça.
Pelas suas características, trata-se de um avançado-centro que tanto pode jogar sozinho na frente como ao lado de outro ponta de lança, pois adapta-se perfeitamente a ambos os esquemas. Neste momento, com apenas 22 anos, o internacional marfinense tem tudo para crescer ainda mais no panorama futebolístico europeu.