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Posts Tagged ‘Espanha’

A criação da UEFA em 1954 foi o grande impulsionador para que se fizesse uma grande competição europeia de selecções, sendo que o sonho tornou-se realidade a 5 de Abril de 1958, altura em que República da Irlanda e Checoslováquia deram o pontapé de saída na fase preliminar da prova. Apesar de tudo, esta prova ainda começou de forma algo “coxa”, pois apenas dezassete selecções participaram no certame, contando-se as ausências de países como a Alemanha Ocidental, Bélgica, Itália e Inglaterra. Na fase final, disputada em França, destacou-se a União Soviética, equipa que contou com o genial Yashin e o cerebral Netto como grandes artífices do título europeu.

Matateu ajudou a eliminar a RDA

Portugal mostrou-se superior aos alemães de leste

O campeonato da Europa arrancou com uma fase preliminar onde apenas entraram checoslovacos e irlandeses, sendo que a Checoslováquia respondeu ao desaire da primeira mão (0-2), com um triunfo categórico (4-0) no duelo decisivo.

Finda essa ronda, chegou-se aos oitavos de final, onde a Roménia venceu a Turquia (3-0 e 0-2), a Espanha superou a Polónia (4-2 e 3-0), a URSS eliminou a Hungria (3-1 e 1-0), a França esmagou a Grécia (7-1 e 1-1), a Jugoslávia superiorizou-se à Bulgária (2-0 e 1-1), a Áustria triunfou diante da Noruega (1-0 e 5-2) e a Checoslováquia passeou diante da Dinamarca (3-2 e 5-1).

Portugal, que tinha como principais estrelas Coluna e Matateu, teve como adversário a República Democrática da Alemanha, tendo vencido as duas partidas diante dos germânicos e, dessa forma, conseguido o apuramento para os quartos de final. Em Berlim Oriental, a equipa das quinas venceu por 2-0, com golos de Matateu e Coluna, enquanto, no Porto, o triunfo foi por 3-2, com dois tentos de Coluna e outro de Cavém a superiorizarem-se aos golos de Vogt e Kohle.

Qualidade de Coluna não foi suficiente para superar a Jugoslávia

Lusos incapazes de contrariar poder jugoslavo

Os quartos de final haviam de ficar marcados pela recusa da Espanha de defrontar a União Soviética. A imposição do General Franco devia-se ao facto deste não concordar com o regime comunista praticado em Moscovo. Como tal, os soviéticos apuraram-se para a fase final sem jogar.

Portugal, por sua vez, teve como adversário a Jugoslávia e até teve um início auspicioso, marcado por um triunfo (2-1) no Estádio Nacional com golos de Santana e Matateu. Contudo, na segunda mão, Kostic comandou uma equipa jugoslava a uma vitória categórica por 5-1, num jogo em que o tento de Cavém teve pouca importância para o desenlace final.

Nos outros duelos desta ronda, a Checoslováquia superou a Roménia (2-0 e 3-0) e a França não deu hipóteses à Áustria (5-2 e 4-2).

Just Fontaine foi baixa de peso para a França

França desiludiu na fase final

A fase final do Euro 1960 foi disputada em França e contou com a presença da equipa gaulesa, URSS, Checoslováquia e o carrasco português: Jugoslávia.

O sorteio das meias-finais da prova colocou franceses em confronto com os jugoslavos e os soviéticos em confronto com os checoslovacos, sendo que os gauleses, orfãos das estrelas do Mundial 58 Kopa e Fontaine, até estiveram a vencer por 4-2, mas acabaram vergados a uma derrota por 5-4 com os jugoslavos, enquanto os soviéticos superaram tranquilamente os checoslovacos por três bolas a zero.

Desiludida por ter sido afastada de uma final que se iria disputar na sua capital, a França foi bastante desmoralizada para o encontro dos terceiros e quartos lugares, sendo que o desaire (0-2) nessa partida diante da Checoslováquia acabou por não surpreender.

Yashin era a estrela da URSS

Final * URSS 2-1 Jugoslávia

Na final, defrontavam-se duas selecções da Europa de Leste, mas que tinham abordagens distintas ao jogo. A Jugoslávia era uma equipa criativa e espectacular, com uma forma de jogar quase “brasileira”, enquanto os soviéticos eram um conjunto frio e eficaz que parecia obra de um qualquer laboratório de Moscovo.

A partida começou por se inclinar na direcção do conjunto mais espectacular, pois, ao minuto 41, Galic conseguia superar, finalmente, o mítico Yashin, guarda-redes que, entre as fases preliminares e final, apenas havia sofrido um golo até aquele momento.

Contudo, o terreno empapado beneficiava o maior poderio físico dos soviéticos que, ao quarto minuto do segundo tempo, chegaram ao empate por Metreveli.

Com o resultado empatado (1-1) a partida foi se desenrolando com alguma superioridade jugoslava, mas golos, esses, não apareceram até ao final dos noventa minutos, tendo o desafio que seguir para prolongamento. Aí, a superioridade física da URSS tornou-se evidente e, ao minuto 114, Ponedelnik correspondeu da melhor forma a um cruzamento de Meskhi, para garantir a vitória soviética (2-1) e a conquista do primeiro campeonato da Europa.

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o duelo Ronaldo vs Messi começa a ser nefasto para o futebol português.

Final do Barcelona-Real Madrid. Portugueses saltam para as redes sociais e ruas para festejar (ou reclamar) do resultado do jogo mais importante do futebol espanhol. “Tudo tem a ver com Portugal”, pensei. Afinal, de um lado estavam os fãs de Cristiano Ronaldo, José Mourinho e da legião portuguesa dos merengues, enquanto do outro estão os que não gostam do perfil algo arrogante do treinador português e do melhor jogador português da actualidade. Apesar de achar que a mente lusitana deveria estar mais preocupada com o final do campeonato português e com os jogos dos nossos clubes, dei o desconto… Até ontem.

Ontem era dia de Barcelona-Chelsea, jogo importantíssimo, imperdível. De um lado, um barça que jogava muito da sua época após ficar praticamente arredado da possibilidade de conquistar a liga espanhola, enquanto do outro, o Chelsea, tinha a hipótese de chegar à segunda final da “Champions” da sua história, numa temporada em que, valha a verdade, as coisas não tem lhe saído como era desejável.

Apurou-se o Chelsea com muito sofrimento à mistura, mas o que mais confusão me fez foi o final da partida. Mesmo com Raúl Meireles e Bosingwa na equipa londrina, a felicidade de alguns pelo Chelsea ter superado os catalães não era por estarem a torcer pelos portugueses da equipa londrina, mas, ao invés, por poderem se congratular com um desaire dos “culés.” “Adeptos do Real Madrid”, pensei imediatamente. Do outro lado da barricada, as virgens ofendidas, que empunhavam a espada do “tiki-taka” e de como a vitória “blue” podia significar algo de muito perigoso para o futebol moderno… “Adeptos do Barcelona”, pensei, preocupado…

E estou verdadeiramente preocupado. Preocupado por aquilo que pode ser um futuro muito sombrio para um crescente futebol português que, lembre-se, está no quinto lugar do ranking UEFA de clubes, não falha uma competição internacional de selecções desde 1998 e tem dos melhores jogadores e treinadores do Mundo.

Transtornado porque os portugueses começam a preocupar-se mais com o Real Madrid e o Barcelona do que com o Benfica, FC Porto e Sporting. Porque alguns já preferem ver os duelos internacionais que a nossa liga e, pior, porque já ficam mais felizes ou tristes quando os catalães ou merengues vencem ou perdem do que se fosse com o clube deles…

Este paradigma poderá fazer com que as crianças de hoje cresçam a preocupar-se mais com a “La Liga” ou outro campeonato internacional, que cheguem a adolescência a ver o Barcelona e o Real Madrid e que quando lhes perguntem o seu clube, não saia um natural clube nacional, mas, ao invés, um “Hala Madrid” ou um “Visca el Barça.”

Este fenómeno, natural em países nórdicos, pois estes, com um historicamente fraco campeonato nacional, sempre olharam com atenção redobrada para o campeonato inglês, começa a enraizar-se perigosamente em Portugal, bastando para isso que se olhe para os “facebooks” deste país que insiste na auto-flagelação, mesmo em aspectos em que somos bons, como é claramente o futebol. Se esta ideia prevalecer, o futuro, são estádios cada vez mais vazios, clubes com cada vez menos dinheiro e uma espiral de auto-destruição que pode voltar a devolver o futebol português aos primórdios da sua história, que é como quem diz os 9-1 da Áustria e os 9-0 da Espanha.

No meio disto tudo, o Sporting, amanhã, joga um dos jogos mais importantes da sua vida, podendo alcançar a terceira final europeia da sua história. Contudo, por mais triste que este pensamento seja, temo que os portugueses continuem demasiado preocupados em discutir a eliminação do Barcelona e o resultado do Real Madrid-Bayern de hoje…

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O último obstáculo verde-e-branco no sonho de chegar à final da Liga Europa é uma forte e dinâmica equipa basca que já teve o condão de ultrapassar equipas como o Manchester United ou o Schalke 04: Athletic Bilbau. Bandeira da comunidade basca (apenas podem actuar jogadores bascos, de origem basca ou formados desde cedo no escalões de formação do Athletic), “Los Leones” são um dos clubes com mais títulos em Espanha, sendo o quarto clube com mais ligas espanholas (oito) e o segundo com mais taças do rei (vinte e quatro). A nível europeu, todavia, o melhor que conseguiram foi uma final da Taça UEFA em 1976/77, feito que, espera-se, não voltem a repetir na actual temporada.

O San Mamés é um inferno

Quem é o Athletic Bilbau?

Fundado em 1898, o Athletic Bilbau é um clube com 114 anos de história e de títulos, tendo desde cedo se assumido como um dos grandes clubes de Espanha.

Desde que foi criado, o clube baseia a sua política na utilização exclusiva de jogadores bascos, sejam eles do País Basco, Navarra ou País Basco Francês, ainda que nos últimos tempos essa política tenha sido aligeirada e jogadores de origem basca mas de outros locais, assim como atletas não bascos mas formados desde muito cedo nas camadas jovens do Athletic também possam ser chamados à equipa principal.

Apesar dessa política restrita, o Athletic assumiu-se sempre como uma equipa que ombreava de igual para igual com os maiores de Espanha, tendo conquistado oito campeonatos domésticos e vinte e quatro taças do rei. Ainda assim, desde 1983/84, “Los Leones” nunca mais conseguiram conquistar um título, situação que também foi agravada com o advento da Lei Bosman e a proliferação de estrangeiros no seio da Liga Espanhola.

Tendo uma história rica em termos domésticos, o Athletic Bilbau, todavia, nunca conseguiu grandes feitos a nível europeu, sendo que a sua melhor campanha surgiu em 1976/77, quando alcançou a final da Taça UEFA, mas perdeu no duelo decisivo com a Juventus (2-1 e 0-1).

Bielsa é dos melhores treinadores do Mundo

Como joga?

Treinado pelo mago argentino Marcelo Bielsa, o Athletic Bilbau é uma equipa de grande qualidade individual e colectiva que, pelo seu estilo de jogo, é muitas vezes considerada uma espécie de pequeno barça.

Actuando num 4x3x3 pleno de mobilidade e criatividade, “Los Leones” são extremamente fortes do meio-campo para a frente, onde jogadores como o médio-ofensivo De Marcos, os extremos Susaeta e Muniain e o ponta de lança Llorente formam um quarteto de enorme qualidade atacante.

Mais atrás, a equipa basca tem menos qualidade individual, todavia, jogadores como o lateral-direito ofensivo Iraola e o trinco Javi Martinez (não pode jogar em Alvalade) também garantem talento ao conjunto de Bielsa.

Equipa sem medo de ter a bola e de assumir o jogo, é fortíssima nas transições, sendo assim um conjunto híbrido que tanto se sente à vontade numa estratégia de ataque continuado, como sabe ser letal em lances de contra-ataque.

Nesse seguimento estratégico e com essa ideologia de futebol de qualidade, o Athletic deverá aparecer em Alvalade com o seguinte onze: Gorka Iraizoz; Iraola, Ekiza, Amorebieta e Aurtenetxe; Iturraspe, Ander Herrera e De Marcos; Susaeta, Llorente e Muniain.

Fernando Llorente é um matador

Quem é que o Sporting deve ter debaixo de olho? Llorente

Aquele que talvez seja o jogador mais decisivo da equipa de Bilbau é um ponta de lança alto e possante que funciona como referência ofensiva do conjunto basco: Fernando Llorente.

Aos 27 anos, o avançado basco já soma 20 internacionalizações (7 golos) pela selecção espanhola e leva (quase) todo o seu percurso desportivo ao serviço do Athletic Bilbau, clube onde concretizou por 81 vezes em 232 jogos da liga espanhola.

Jogador com 1,95 metros, trata-se, naturalmente, de um jogador com forte presença na área, sendo muito difícil de marcar e que em cada duas ocasiões que lhe chegam aos pés ou à cabeça, factura pelo menos uma.

Ainda assim, caso o seu marcador directo esteja atento na marcação e não deixe que o esférico chegue em condições ao poderoso avançado basco, este não reúne características que lhe permitam contornar essa situação, acabando por desaparecer um pouco do jogo. Para bem do Sporting, esperemos que assim aconteça.

Como chegou às semi-finais?

Playoff: Athletic Bilbau vs Trabzonspor (TUR) 0-0, não se realizando a segunda mão, pois o Trabzonspor foi repescado para a “Champions”

Fase de grupos:

  • Athletic Bilbau vs PSG (FRA) 2-0 e 2-4
  • Athletic Bilbau vs Red Bull Salzburgo (AUT) 2-2 e 1-0
  • Athletic Bilbau vs Slovan Bratislava (ESL) 2-1 e 2-1

Classificação:

  1. Athletic Bilbau 13 pontos
  2. Red Bull Salzburgo (AUT) 10 pts
  3. PSG (FRA) 10 pts
  4. Slovan Bratislava (ESL) 1 pt

16/Final: Athletic Bilbau (ESP) vs Lokomotiv Moscovo (RUS) 1-0 e 1-2

8/Final: Athletic Bilbau vs Manchester United (ING) 2-1 e 3-2

4/Final: Athletic Bilbau vs Schalke 04 (ALE) 2-2 e 4-2

As possibilidades do Sporting Clube de Portugal

O último obstáculo para o Sporting chegar à final da Liga Europa é um osso duro de roer, mas o grande Sporting que eliminou o Manchester City e Metalist terá condições mais que suficientes para superar uma equipa que, apesar da excelente campanha europeia, se encontra apenas na sétima posição da Liga Espanhola e a quarenta!! pontos do líder Real Madrid.

Será, no entanto, necessário manietar a linha de construção ofensiva do Athletic composta por jogadores como Muniain e De Marcos, mas, também, anular o forte ponta de lança internacional espanhol Llorente. Depois, se os leões aliarem esse factor à exploração da mais frágil linha defensiva, nomeadamente o lateral-esquerdo Aurtenetxe, tudo poderá estar alinhado para vermos os verde-e-brancos na final de Bucareste.

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Paulo Bento levou Portugal ao Euro 2012

Após uma campanha sinuosa que começou pelo escândalo do empate caseiro com Chipre (4-4) e uma derrota pela margem mínima na Noruega (0-1), Portugal conseguiu finalmente o apuramento para o Euro 2012, após golear a Bósnia (6-2) no Estádio da Luz, no decisivo duelo do playoff. Tratou-se de uma vitória inequívoca, perante uma selecção que está em franca evolução, mas que, valha a verdade, ainda não está no nível da equipa portuguesa, que apesar de não ter um conjunto ao mesmo nível do passado recente, conta com alguns jogadores de classe mundial como Pepe, Fábio Coentrão e Nani, e um verdadeiro fora de série como é Cristiano Ronaldo. Ainda assim, após a ligeira euforia do quinto apuramento consecutivo para o campeonato da Europa, importa analisar os possíveis adversários portugueses no certame.

Subida ao Pote 3 poderá não ter trazido vantagens

Com a vitória diante da Bósnia, Portugal subiu do Pote 4 ao pote 3, o que, curiosamente, pode não ter trazido quaisquer vantagens à equipa das quinas. No Pote 3, Portugal fica automaticamente impedido de defrontar as  selecções da Suécia, Grécia e Croácia, mas passa a poder defrontar as equipas do Pote 4, onde existem três selecções equivalentes às anteriores: Dinamarca, República da Irlanda e República Checa e uma quarta, que, valha a verdade, os lusos quererão por todos os meios evitar: França.

Honestamente, deste último pote, Portugal deverá preferir os irlandeses ou os checos, pois são claramente as equipas mais frágeis, enquanto a Dinamarca, apesar da recente vitória em Copenhaga, também não poderá assustar a equipa das quinas. Por outro lado, a França, apesar da má forma recente, é uma equipa que tradicionalmente não vacila diante de Portugal e a sua colocação no mesmo grupo que o lusitano, criaria, quase de certeza, um grupo da morte no Euro 2012.

Parecem cabeças de série mas é apenas o Pote 2

O segundo pote poderia ser, claramente, um pote de cabeças de série. De facto, neste Pote 2 estão as selecções da Alemanha, Itália e Inglaterra, que perfazem oito títulos mundiais e uma Rússia, que, não sendo uma equipa frágil, será claramente a que todas as outras doze selecções vão desejar defrontar deste pote.

Tradicionalmente, Portugal dá-se melhor com a Inglaterra do que com Itália e Alemanha e, sendo assim, a equipa portuguesa deverá desejar os ingleses logo a seguir aos russos (de longe o fruto apetecido). Entre italianos e alemães, apesar do nome fortíssimo de ambos, temos que realçar que actualmente os germânicos estão bem mais fortes que os transalpinos e, a ter de escolher, seria mais “benéfico” a Portugal que lhe saísse a “squadra azzurra” que a “mannschaft”…

Pote 1: o pote dos desequilíbrios 

Apesar de tudo, o pote mais desequilibrado deste campeonato da Europa é claramente  o Pote 1, que tem as duas equipas mais fortes presentes na competição: Espanha e Holanda e, também, duas das mais frágeis: Ucrânia e Polónia.

Ainda assim, tirando a óbvia divisão “dois-dois”, há que realçar que entre espanhóis e holandeses, a preferência tem de ir para a selecção laranja, com quem nos damos tradicionalmente bem, enquanto entre ucranianos e polacos, a preferência acaba por ser indiferente, pois são ambos países organizadores e têm uma selecção de qualidade equivalente.

Haverá algum grupo de sonho ou de pesadelo?

Numa fase final de um campeonato da Europa nunca se pode falar em grupos de sonho, todavia, existem agrupamentos bem mais fáceis que outros e o melhor grupo para Portugal seria claramente algo parecido com isto:

Ucrânia/Polónia
Rússia
Portugal
República da Irlanda/República Checa/Dinamarca

Por outro lado, o oposto também existe, e existem combinações que poderão criar imensas dificuldades a que Portugal supere esta primeira fase do Euro 2012. Num caso de extrema falta de sorte, Portugal poderá encontrar algo semelhante a isto:

Espanha/Holanda
Alemanha/Itália/Inglaterra
Portugal
França

Taça Latina dentro do campeonato da Europa?

Curiosa a possibilidade da existência de uma mini Taça Latina na fase de grupos do campeonato da Europa, com Espanha, Itália, Portugal e França no mesmo agrupamento. Uma ideia interessante, mas que dificultaria e bastante a primeira missão portuguesa para este certame: apuramento para os quartos de final.

Apesar de tudo o que foi dito, só poderemos avançar com uma melhor análise aquela que vai ser a participação portuguesa após os resultados do sorteio da fase de grupos e, para isso, teremos de aguardar pelo dia 2 de Dezembro, onde tudo será decidido. Esperemos que, nesse dia, os deuses da fortuna estejam connosco e nos afastem dos maiores tubarões do futebol europeu.

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Hugo López é um extremo talentoso

Na Liga de Honra, no surpreendente líder Atlético Clube de Portugal, tem despontado um extremo espanhol muito talentoso e que foi criado nas escolas do Barcelona: Hugo López.

Nascido a 15 de Maio de 1988 em Gijón, Astúrias, Hugo López Martínez iníciou a sua carreira nas camadas jovens do Barcelona, tendo passado para a equipa B do Alméria em 2007/08, na transição para o futebol sénior.

Depois de uma passagem pela equipa B do Sporting de Gijón e o regresso ao conjunto secundário do Alméria, Hugo López transferiu-se para o Noja da III Divisão espanhola, clube que representou na temporada anterior.

Neste defeso, o jovem extremo espanhol apareceu à experiência na Tapadinha e surpreendeu tudo e todos pela qualidade do seu futebol, tendo rapidamente assinado contrato e já tendo surgido como titular em seis jogos oficiais do Atlético esta época.

Extremo rápido e desequilibrador 

Hugo López é um extremo (tanto pode jogar à direita como à esquerda, mas rende mais no flanco direito) que faz da velocidade e da qualidade técnica os seus maiores predicados.

Inteligente nas movimentações, é aquilo a que podemos chamar de extremo puro, daqueles que jogam colados ao flanco e procuram ir à linha para tirarem cruzamentos venenosos.

Claramente com escola (percebe-se perfeitamente que vem das camadas jovens de um gigante europeu), tem se assumido como uma agradável surpresa deste início de época e poderá, provavelmente, dar o salto para um clube de maiores ambições nos tempos mais próximos.

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Diego Capel é internacional pela "Roja"

Ao que tudo indica, o extremo-esquerdo desequilibrador que deverá fechar o plantel leonino é o talentoso internacional espanhol do Sevilha: Diego Capel.

Nascido a 16 de Fevereiro de 1988, em Albox, Almería, Diego Capel Trinidad teve uma breve passagem pelas camadas jovens do Barcelona, mas foi no Sevilha que cresceu e desenvolveu o seu futebol de grande qualidade técnica e capacidade desequilibradora.

No clube andaluz, estreou-se na equipa sénior em 2004/05, com apenas 16 anos, jogando três minutos numa vitória (2-1) diante do Atlético de Madrid, contudo, apenas se assumiu como titular do Sevilha na temporada 2007/08, efectuando 33 jogos e três golos nessa época.

Viveu a melhor época no Sevilha em 2008/09

Em 2008/09, o internacional espanhol haveria de viver o seu melhor ano ao serviço dos andaluzes, pois fez 41 jogos (três golos) e parecia que Diego Capel iria se assumir como uma das grandes estrelas do Sevilha para as temporadas seguintes, todavia, não foi isso que aconteceu.

A chegada de Diego Perotti aos andaluzes reduziu o espaço de Diego Capel e o internacional espanhol foi perdendo influência no Sevilha, ficando-se pelos 29 jogos (4 golos) em 2009/10 e as 17 partidas em 2010/11.

Assim sendo, é provavelmente com agrado que o extremo-esquerdo vê esta possível mudança de ares para o Sporting como forma de relançar a sua carreira.

Extremo-esquerdo rápido e desequilibrador

Se ainda existem extremos de perfil clássico, verticais, tecnicistas e desequilibradores, que gostam de jogar colados à linha e dar profundidade ofensiva à sua equipa, então Diego Capel é um dos mais perfeitos exemplos.

Não é jogador de marcar muitos golos, mas não se pode dizer que é completamente divorciado da baliza contrária, destacando-se também pela evoluída capacidade de passe e a cruzar para a área.

Rápido, tecnicista e muito vertical, o internacional espanhol (duas ocasiões) é perfeito para jogar num esquema 4x2x3x1 ou 4x3x3 como ala/extremo-esquerdo, podendo também jogar no mesmo flanco num 4x4x2 losango, desde que o atleta que actue no lado oposto tenha uma inteligência táctica acima da média, sendo Izmailov o jogador ideal para isso no Sporting.

A concretizar-se a transferência, trata-se de um reforço de luxo para o renovado e ambicioso plantel dos leões de Alvalade.

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Gerard Deulofeu é um avançado polivalente

Uma das grandes promessas do Barcelona e de todo o futebol catalão é um avançado que acabou de se estrear no Barcelona B: Gerard Deulofeu.

Nascido a 13 de Março de 1994, em Girona, Catalunha, Gerard Deulofeu Lázaro chegou às escolas do Barcelona em 2003, tendo feito todo o seu percurso desportivo até este momento nos “culés”.

Nesta temporada de 2010/11, ainda com 16 anos, estreou-se no futebol profissional, numa vitória por 4-1 do Barcelona B ao Córdoba a contar para a II liga espanhola, substituindo Eduard Oriol aos 75 minutos.

Segundo avançado ou extremo de grande talento

Gerard Deulofeu é um avançado de grande qualidade técnica que tanto pode jogar encostado às alas como nas costas do ponta de lança, ainda que pelas suas características penso que possa singrar mais facilmente como falso extremo do que propriamente como segundo avançado.

Rápido, com boa capacidade de passa e inteligente nas movimentações, é um jogador que apesar da boa capacidade de drible não é egoísta, sabendo quando deve passar o esférico a um colega.

Neste momento, com 17 anos, e internacional espanhol sub-16 e sub-17, é um jogador para descobrirem num dos próximos jogos do Barcelona B ou, quiçá, das selecções jovens do país vizinho.

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"No pasa nada, tenemos a Arconada" era o que cantavam os adeptos da Real Sociedad

Um dos principais jogadores da história da Real Sociedad e da selecção espanhola foi o guarda-redes Luis Arconada, um atleta que marcou uma época no futebol europeu no final da década de 70 e durante toda a década de 80. Duas vezes campeão espanhol e vice-campeão europeu ao serviço de Espanha, Arconada era um guarda-redes de extraordinários reflexos que lhe permitiam fazer defesas (quase) impossíveis e efectuar exibições que vão ficar para sempre na memória dos adeptos da Real Sociedad e de Espanha. Afinal, não era por acaso que os adeptos donostiarras cantavam “No pasa nada, tenemos a Arconada”.

Arconada só conheceu um clube em toda a sua carreira

Produto das escolas da Real Sociedad, Luis Arconada actuou toda a sua carreira nesse clube de San Sebastián, tendo passado pelas camadas jovens, equipa secundária e, obviamente, conjunto principal.

Entre 1974 e 1989 (período em que representou a equipa A da Real Sociedad), Luis Arconada vestiu a camisola do clube basco por 551 ocasiões, tendo conquistado dois campeonatos espanhóis (1980/81 e 1981/82), uma Taça do Rei (1986/87) e uma Supertaça espanhola (1981/82). Individualmente, conquistou três troféus Zamora (1979/80, 1980/81 e 1981/82), prémio atribuído aos guarda-redes com menor rácio de golos sofridos por jogos efectuados no campeonato espanhol.

Desde que abandonou a Real Sociedad, todos os guarda-redes que vestiram a camisola do clube basco têm tido dificuldade em quebrar a lenda de Arconada, que, invariavelmente, leva adeptos e imprensa a estabelecerem constantes comparações que em nada facilitam a vida dos novos guarda-redes do clube de San Sebastián.

Grande figura da selecção espanhola

Luis Arconada representou Espanha por 68 ocasiões entre 1977 e 1985, tendo estado presente nos campeonatos do Mundo de 1978 (suplente não utilizado numa prova em que os espanhóis não passaram da primeira fase) e 1982 (titular e capitão de uma equipa eliminada na segunda fase de grupos).

Em termos de campeonato da Europa, esteve presente no de 1980, em que a Espanha não passou da primeira fase, e de 1984, onde ajudou “nuestros hermanos” a alcançarem a final, mas onde acabou por ficar ligado à derrota espanhola no duelo decisivo por duas bolas a zero diante da França, ao falhar uma defesa fácil a livre de Platini.

Era previsível que Luís Arconada fosse titular durante o Mundial 1986 a disputar no México, contudo, uma grave lesão sofrida ao serviço da Real Sociedad na época 1985/86, acabou por significar o fim precoce do seu reinado na baliza da selecção espanhola.

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Julen Guerrero foi um símbolo do Athletic

Quando apareceu na alta roda do futebol espanhol, percebeu-se que podíamos estar na presença de um grande fenómeno futebolístico, sendo que a imprensa do país vizinho chegou mesmo a embandeirar em arco e a considerá-lo o “jogador espanhol do século XXI”. Médio-ofensivo com elevada qualidade técnica e de remate de meia distância, Julen Guerrero era o principal símbolo dos bascos do Athletic Bilbau, que viam nele a estrela junto da qual poderiam construir uma equipa que lhes devolvesse os êxitos do passado. Infelizmente para eles e para Espanha, Julen Guerrero entrou em declínio demasiado cedo, nunca atingindo o patamar que chegou a prometer.

Uma vida no Athletic Bilbau

Julen Guerrero López nasceu em Portugalete a 7 de Janeiro de 1974, tendo entrado para as camadas jovens do Athletic Bilbau em 1982, quando tinha apenas oito anos. Depois de fazer todo o seu percurso como jogador juvenil, estreou-se em 1991/92 ao serviço do Bilbau Athletic, a equipa secundária dos leões de Bilbau, equipa pela qual fez 6 golos em 12 jogos.

Na época seguinte, com apenas 18 anos, o médio-ofensivo pegou logo de estaca na principal equipa do Athletic, somando dez golos em 37 jogos e assumindo-se como uma enorme promessa do futebol espanhol. De facto, desde essa temporada e até 2001/02, Julen Guerrero foi sempre titular do Athletic Bilbau e, provavelmente, a sua principal figura, pela enorme qualidade que colocava no jogo ofensivo da equipa basca.

Contudo, a partir de 2002/03, quando tinha apenas 28 anos, o internacional espanhol entrou em declínio, passando a ser menos vezes opção para o Athletic Bilbau e perdendo quase toda a preponderância que tinha ao serviço dos bascos. Assim sendo, e apesar de só ter terminado a carreira no final da época 2005/06, é honesto dizer-se que a sua verdadeira carreira terminou quatro anos antes.

Ainda assim, apesar de ter jogado pouco a partir dos 28 anos, o médio basco somou 116 golos em 430 jogos pelo Athletic Bilbau, que, de facto, são números fantásticos.

Participou em três grandes competições pela selecção espanhola

Julen Guerrero não conquistou qualquer título no Athletic Bilbau e não foi mais feliz nesse aspecto ao serviço de Espanha, ainda que tenha conseguido participar em três grandes competições internacionais pelos “nuestros hermanos” (Mundial 94, Euro 96 e Mundial 98).

Ao todo, o médio-ofensivo somou 41 jogos e 13 golos pela “Roja”, sendo que os momentos mais altos da sua carreira como internacional espanhol foi um hat-trick que fez a Malta (3-0) e outro a Chipre (8-0).

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Jonatan Viera é um ídolo dos adeptos do Las Palmas

Na segunda liga espanhola actua um internacional sub-21 espanhol de grande qualidade que tanto pode ser utilizado como médio-ofensivo como avançado de suporte: Jonathan Viera.

Nascido a 21 de Outubro de 1989, em Las Palmas, Jonathan Viera Ramos iniciou a carreira no Atlético Féria, tendo chegado ao Las Palmas em 2008 para integrar o Las Palmas Atlético, uma espécie de equipa B do Las Palmas.

Esteve duas temporadas nessa equipa secundária, tendo jogado na II divisão B e na III divisão espanhola, tendo, na actual temporada, integrado definitivamente o plantel principal do Las Palmas.

Nesta época de 2010/11, tem se revelado uma das principais atracções da II Liga espanhola, somando 22 jogos e 3 golos e deliciando os adeptos com o seu futebol de velocidade, técnica e drible curto.

Criatividade e velocidade são os lemas de Jonathan

Com apenas 1, 70 metros, trata-se de um jogador com um centro de gravidade muito baixo, o que lhe permite driblar facilmente os adversários devido às rápidas mudanças de velocidade e ao seu magnífico jogo de pés.

Rápido e tecnicamente evoluído, é como “dez” que surge mais vezes no relvado, ainda que as suas características também lhe permitam actuar atrás do ponta de lança.

Com apenas 20 anos e internacional esperança espanhol, é um jogador a descobrirem rapidamente para comprovarem como pode vir a ser um dos grandes talentos do futebol europeu.

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