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Maxi Pereira evitou males maiores com o Estoril

Maxi Pereira evitou males maiores com o Estoril

Ontem assisti com bastante interesse ao Benfica-Estoril, duelo que, em primeiro lugar, era importantíssimo para as contas do título, mas, ao mesmo tempo, também assumia contornos quase decisivos na intensa batalha pelo último posto de acesso à Liga Europa, que, lembre-se, é o único objectivo que o Sporting ainda tem para este final de época.

Antes de mais, há que dar os parabéns à equipa do Estoril. Nestes casos, existe a injusta tendência de se procurar demérito no favorito, todavia, o que se assistiu no Estádio da Luz foram uns canarinhos adultos, personalizados e, valha a verdade, a justificarem o facto de estarem bem perto do inédito apuramento para as competições europeias.

Não partilho da opinião de que o Benfica tenha entrado em campo com a certeza de que ia ganhar, de uma maneira ou de outra. Os encarnados lutaram para vencer e, perante 90% dos adversários que encontram no campeonato nacional, teriam triunfado sem problemas com a mesma exibição que fizeram ontem. O seu azar foi encontrarem um Estoril inspirado e a grande nível.

Nesta fase da época, não falta alma às águias, o que poderá faltar, aqui e ali, são pernas, pois o Benfica está a pagar um percurso quase imaculado que o leva a somar um total de 53 jogos oficiais na temporada 2012/13. É verdade que o Benfica tem um plantel com soluções e que Jorge Jesus tem procurado fazer uma gestão da equipa, todavia, também é bem notório que alguns jogadores chegam a esta fase da época em natural quebra de forma.

Independentemente de tudo isto, não deixo de ficar um pouco surpreendido com as claras variações de humor que existiram em muitos adeptos benfiquistas depois do dia de ontem. De facto, depois de uma crença quase inabalável no título 33, muitos passaram a uma fase de quase depressão, prevendo, até, situações extra-futebol que os poderão condicionar no próximo clássico no Estádio do Dragão.

Numa opinião alheia à cor clubística, fui lendo e ouvindo que a pressão passava agora a estar no lado do Benfica e que o FC Porto passava a estar mais tranquilo e com o tricampeonato à sua mercê. Pois bem, não posso concordar minimamente com estes temores e análises. Para mim, o Benfica continua com menos pressão que o FC Porto e as razões são várias:

  1. O Benfica continua com mais dois pontos que o FC Porto e, como tal, vai ao Dragão a jogar para dois resultados possíveis (vitória e empate)
  2. Mesmo que o FC Porto vença o Benfica, a equipa azul-e-branca terá de ganhar em Paços de Ferreira na última jornada. Um duelo muito difícil perante um adversário que, lembre-se, tem apenas três derrotas no campeonato nacional.
  3. O campeonato é o único título que o FC Porto pode vencer esta temporada, situação que, obviamente, criará uma pressão extra nos portistas, pois o Benfica ainda está em três frentes e, como tal, com muito maiores probabilidades de sucesso generalizado
  4. O Benfica tem melhor equipa que o FC Porto. Mesmo não estando na melhor forma da temporada, os encarnados têm mais soluções que os azuis-e-brancos e, acima de tudo, são mais bem treinados

Como tal, continuo a considerar o Benfica favorito para a conquista do campeonato nacional e não posso partilhar das teorias de muitos “profetas da desgraça” que, ao mínimo deslize, começam logo a prever a hecatombe de todos os sonhos construídos até esse momento.

Ainda assim, não quero com isto dizer que o Benfica será, sem margem de dúvida, campeão nacional em 2012/13. O FC Porto, por certo, terá uma palavra a dizer e, com este empate encarnado, as suas possibilidades de atingir o tricampeonato aumentaram exponencialmente. No entanto, o favorito continua a ser o Benfica. Como já era antes desta igualdade com o Estoril.

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Vítor Pereira está na corda bamba

Vítor Pereira está na corda bamba

Nesta altura do campeonato, não parece haver ninguém na família portista que não peça a cabeça de Vítor Pereira. Pertíssimo de perder o tricampeonato numa temporada em que os azuis-e-brancos falharam em todas as outras competições, o técnico portista é o fácil bode expiatório de uma campanha 2012/13, que, na verdade, sem se poder considerar péssima, será sempre negativa para as naturais fortes ambições da equipa que tem dominado o espectro futebolístico português nas últimas duas décadas.

No entanto, uma análise mais aprofundada aos resultados de Vítor Pereira permite-nos perceber que o treinador azul-e-branco melhorou em toda as competições disputadas, conseguindo, de forma paradoxal perante tanto descrédito generalizado, demonstrar uma evolução que surpreenderá o adepto mais distraído.

De facto, em 2011/12, o FC Porto foi eliminado na fase de grupos da “Champions”, caiu à primeira na Taça de Portugal e foi eliminado nas meias-finais da Taça da Liga, enquanto nesta temporada os comandados de Vítor Pereira subiram mais um degrau em todas essas competições, pois atingiram os “oitavos” da Liga dos Campeões, os 16/final da Taça de Portugal e a final da Taça da Liga.

Em termos de campeonato, todavia, o segundo lugar que Vítor Pereira ocupa em 2012/13 parece sugerir um retrocesso, mas não será bem assim. Na temporada transacta, o técnico azul-e-branco foi campeão com 75 pontos e, esta temporada, ainda pode chegar aos 78, podendo até terminar o campeonato sem qualquer derrota.

Claro que a evolução nestas provas é pouco significativa, pois não valeu títulos e mesmo a subida pontual no campeonato pode ser facilmente explicável pela queda qualitativa de muitas equipas portuguesas, situação que criou um gigantesco fosso entre Benfica e FC Porto e todos os seus adversários. Ainda assim, em termos de números, Vítor Pereira está melhor que na temporada passada e isso é indesmentível.

Não estou, contudo, a sugerir que considero Vítor Pereira um excelente treinador. É falso. Penso que é um técnico limitado na sua concepção estratégica, que insiste de forma quase doentia num 4x3x3 e que domina muito mal a comunicação externa, todavia, já o era assim o ano transacto e, nessa altura, ninguém pediu de forma tão veemente a sua cabeça no Dragão.

Uma vez mais a verdade estará algures no meio. Ou seja, nem Vítor Pereira teria a qualidade que justificasse mais um ano no comando azul-e-branco, nem será assim tão mau como o estão a pintar nesta temporada, porque, tal como foi referido anteriormente, os resultados até demonstram uma certa evolução.

Curiosamente, a factor que o terá feito permanecer mais uma época no FC Porto será o mesmo que vai fazer com que o seu percurso azul-e-branco tenha um fim provável neste Verão e chama-se Jorge Jesus. De facto, o demérito do treinador encarnado, que perdeu o campeonato transacto quando este já parecia uma certeza, foi fundamental para a permanência de Vítor Pereira e, em contraponto, o super-campeonato que está a fazer em 2012/13, deverá selar o abandono do actual técnico portista.

E sabem o que é mais irónico? Em três jogos para o campeonato, Jorge Jesus nunca venceu Vítor Pereira, somando dois empates e uma derrota e esse pecúlio até poderá piorar, caso o FC Porto, na próxima jornada, supere o Benfica no Dragão. Paradoxos do futebol que provam que o desporto rei não é uma ciência exacta e ainda bem…

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Fehér cativava as pessoas com o seu sorriso

Fehér cativava as pessoas com o seu sorriso

Pareceu ontem, mas foi há exactamente nove anos. O Benfica vencia o Vitória de Guimarães por 1-0 no Estádio D. Afonso Henriques e Fehér tinha acabado de levar um cartão amarelo, quando subitamente, debruçou-se e caiu inanimado, percebendo-se, rapidamente, que se tratava de algo grave. A assistência médica chegou e Fehér seria levado para o hospital, havendo sempre a esperança que o jovem magiar recuperasse. Infelizmente, o destino assim não quis e Miklós Fehér acabou por falecer, perdendo-se, dessa forma, a vida de um futebolista promissor e de quem todos gostavam, devido à sua simpatia e alegria de viver.

Produto das escolas do Győri ETO FC

Miklós “Miki” Fehér nasceu a 20 de Julho de 1979 em Tatabánya, Hungria, tendo iniciado a sua carreira no Győri ETO FC, clube por onde evoluiu nas camadas jovens e pelo qual se estreou profissionalmente em 1995/96.

Nesse clube magiar, o ponta de lança foi fazendo uma carreira em ascensão, somando dois golos na temporada de estreia, oito em 1996/97 e treze em 1997/98.

No final de 1997/98, Miki Fehér já era uma das principais promessas do futebol húngaro, tendo-se transferido para o FC Porto, depois do clube português ganhar a corrida a outros grandes clubes europeus.

Não vingou nos portistas

Fehér haveria de ficar ano e meio no FC Porto, todavia, apenas marcou um golo em treze jogos, mudando-se, por empréstimo, a meio da temporada 1999/00 para o Salgueiros. No clube de Vidal Pinheiro, o internacional húngaro voltou a assumir-se como goleador, somando cinco tentos em apenas metade da época.

Na temporada seguinte, o ponta de lança voltaria a ser cedido, desta feita ao Sporting de Braga, tendo, aí, feito a sua melhor época como profissional. De facto, o avançado húngaro somou 14 golos em 26 jogos pelos arsenalistas e parecia estar bem cotado para regressar ao FC Porto e assumir-se como jogador importante da equipa principal.

No entanto, no regresso ao FC Porto, Fehér haveria de ser vítima de um desentendimento entre Pinto da Costa e o seu agente, acabando, nessa época, por apenas jogar três jogos e pela equipa B azul-e-branca.

Benfica foi a última paragem da carreira

No rescaldo desse desentendimento, o internacional húngaro mudou-se para Lisboa para representar o Benfica, tendo somado quatro golos em dezoito jogos em 2002/03. Nessa temporada, Fehér enfrentou a forte concorrência de Sokota, Nuno Gomes e Mantorras e isso impediu-o de atingir números mais expressivos.

Mas Fehér era um jogador ainda muito jovem e, em 2003/04, as suas oportunidades de jogar aumentavam, pois Mantorras estava com uma lesão que o tirou dos relvados durante toda a época, e os encarnados actuavam quase sempre com dois pontas de lança, ao invés de 2002/03, quando a equipa jogava muitas vezes com apenas um.

Infelizmente chegou aquela fatídica noite em Guimarães, que acabaria por terminar com a carreira de um grande jogador, mas, acima de tudo, apagar a luz de um sorriso que sempre contagiou toda a gente.

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Stefanovic no Santa Clara

Stefanovic no Santa Clara

Na equipa B do FC Porto actua um guarda-redes sérvio de grande talento e potencial, que já levava um ano de futebol português ao serviço do Santa Clara: Igor Stevanović.

Igor Stefanović nasceu a 17 de Julho de 1987 em Svrljig, Sérvia, e iniciou a sua carreira no Radnicki Nis, clube onde se estrou profissionalmente em 2004/05. Nesse modesto clube sérvio, o guarda-redes haveria de fazer 51 jogos oficiais, até se transferir para o Zemun a meio da temporada 2006/07.

A partir desse momento, o guarda-redes passou a actuar com menos frequência, tendo passado também por clubes como o FK Vozdovac e o Borac, antes de chegar aos macedónios do Rabotnicki em 2010/11. Nesse clube de Skopje, Igor Stefanović fez 14 jogos e as suas boas exibições valeram-lhe uma transferência para o Santa Clara.

No clube açoreano, o guarda-redes sérvio foi titularíssimo (38 jogos) em 2011/12, chamando à atenção do FC Porto, que o contratou para esta temporada de 2012/13, colocando-o na recém-criada equipa B azul-e-branca, onde já leva 15 jogos realizados.

Como joga?

Igor Stefanović é um guarda-redes de grande porte atlético, mostrando-se eficaz e destemido nos lances aéreos. Inteligente no posicionamento e elástico, o sérvio é capaz de defesas de grau de dificuldade muito elevado, ainda que prefira a segurança e a sobriedade à espectacularidade.

Neste momento, com 25 anos, e com grande potencial, trata-se de uma aposta de futuro dos azuis-e-brancos que, por certo, acreditam que o sérvio poderá chegar à equipa principal em breve.

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Fábio Martins pode vir a ser um falso extremo de renome

Na equipa B do FC Porto actua um avançado de grande talento individual e que pode singrar com facilidade na faixa média-alta do futebol português: Fábio Martins.

Fábio Santos Martins nasceu a 24 de Julho de 1993 em Mafamude e é um produto das escolas do FC Porto, tendo passado por todas as etapas de formação dos azuis-e-brancos até chegar ao futebol sénior.

Esta temporada, no rescaldo de uma excelente época de 2011/12 na equipa de Juniores (13 golos em 31 jogos), Fábio Martins foi integrado na equipa do FC Porto B, procurando continuar a evoluir o seu talentoso futebol. Neste momento, o talentoso jogador já leva nove encontros realizados pelo conjunto secundário azul-e-branco.

Como joga?

Fábio Martins é um atacante que actua preferencialmente sobre as alas, sendo veloz, tecnicista e bastante efectivo com a bola nos pés. Inteligente e objectivo, procura sempre a baliza, sendo usual que marque bastantes golos, mesmo jogando em posições exteriores.

Pelas suas características, é um jogador que tem tudo para se transformar num falso extremo de grande qualidade, daqueles que se tornam letais quando efectuam diagonais de fora para dentro.

Veremos como os responsáveis portistas moldam esta pequena pérola, todavia, é certo que Fábio Martins tem o potencial para se tornar um jogador do género de Silvestre Varela.

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Jesus mantém o Benfica no topo

Luís Filipe Vieira voltou a vencer confortavelmente as eleições para a presidência do Benfica, sendo que, neste momento, muitas das críticas dos adeptos encarnados se dirigem ao seu treinador, Jorge Jesus, deixando um pouco de lado Luís Filipe Vieira, Presidente que, valha a verdade, pouco fez para que o Benfica tivesse um 2012/13 de sucesso.

Neste momento, o plantel do Benfica é desequilibrado e, por mais que custe admitir a muitos benfiquistas, bastante inferior ao do FC Porto. É verdade que os encarnados têm individualidades de enorme qualidade e um ataque de luxo (a contratação de Lima foi uma excelente decisão de…Jesus), todavia, as saídas de Witsel e Javi García deixaram o meio-campo defensivo entregue a Matic e o castigo de Luisão, deixou o esforçado, mas pouco qualificado Jardel como titular ao lado de Garay.

Para além disso, o Benfica denota muitas fragilidades no lado esquerdo da defesa, onde conta com Melgarejo e Luisinho, dois jogadores que, por mais que se tente provar o contrário, não têm valor para vestir a camisola encarnada e, do lado direito, apenas conta com Maxi Pereira, sendo que o pânico varre os adeptos do Benfica sempre que o internacional uruguaio se lesiona ou é castigado.

Perante todas estas condicionantes e tendo em conta o plantel azul-e-branco, pensou-se que dificilmente o Benfica teria capacidade para ombrear com o FC Porto, principalmente até Janeiro, altura em que duas ou três aquisições podiam reequilibrar o plantel das águias. No entanto, Jorge Jesus tem conseguido não descolar dos dragões, mesmo contando com muito menos soluções que o seu adversário nortenho.

De facto, o Benfica continua na frente do campeonato (ex-aequo com os dragões), somando seis vitórias e dois empates, mantém-se sólido na Taça de Portugal e apenas tem vacilado na Liga dos Campeões, ainda que a lógica convide a pensar que duas vitórias caseiras diante de Celtic e Spartak Moscovo até podem garantir a qualificação para os oitavos de final.

Aqui, o mérito é de Jorge Jesus, que tem conseguido manter um excelente desempenho colectivo da sua equipa com todas as condicionantes que lhe ofereceram e, acima de tudo, sem nunca ter usado qualquer tipo de desculpa, mesmo quando não lhe deram o lateral-esquerdo que queria (Eliseu) ou quando o privaram de dois titularíssimos da equipa em cima do fecho das transferências (Witsel e Javi).

Neste momento, ainda assim, os adeptos pedem muito mais a sua cabeça que a de Luís Filipe Vieira que continua a ser (quase) idolatrado pela grande maioria dos benfiquistas, todavia, é Jesus que continua a manter o Benfica no topo e não a gestão do seu Presidente, cabendo aos adeptos encarnados perceberem isso, limitando-se, para isso, a lembrarem-se do que se passou com o Sporting e Paulo Bento…

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Jackson Martínez é um goleador

A esperança portista para finalmente fazer esquecer Falcao, é também um avançado-centro de nacionalidade colombiana e que se espera que seja um dos candidatos a melhor marcador da Liga Zon Sagres em 2012/13: Jackson Martínez.

Jackson Arley Martínez Valencia nasceu a 3 de Outubro de 1986 em Quibdó, Colômbia, tendo iniciado a sua carreira profissional em 2004 ao serviço do Independiente de Medellín, clube pelo qual marcou 65 golos em 84 jogos até 2009.

Em 2009/10, o ponta de lança colombiano trocou o seu país natal pelo México, tendo ido representar o Jaguares. Nesse clube azteca, Jackson Martínez não deixou os seus créditos por mãos alheias, somando 33 golos em 64 jogos, sendo que a sua explosão, ainda assim, só surgiu em 2011/12, quando marcou 20 golos pelo Jaguares.

Em 2012/13, o internacional colombiano terá, finalmente, a sua primeira experiência europeia, pois irá representar os portugueses do FC Porto.

Como joga?

O novo ponta de lança do FC Porto é um avançado do qual não se pode esperar uma velocidade vertiginosa ou uma técnica apuradíssima. Ao invés, o internacional colombiano demonstra outros predicados que podem vir a revelar-se muito mais importantes do que a rapidez ou a capacidade de proporcionar momentos circenses à exigente assistência do Estádio do Dragão.

Jackson Martínez é um ponta de lança que se movimenta como poucos na área, sabendo sempre encontrar as melhores zonas de finalização e parecendo ter o condão de adivinhar sempre onde o esférico irá pairar. De facto, nesse capítulo do jogo, recorda, a espaços, outro grande goleador do FC Porto e que dava pelo mítico nome de Mário Jardel.

Capaz de actuar num sistema com um ou dois pontas de lança, o internacional colombiano é, também, um exímio finalizador, sendo letal tanto com os pés como com a cabeça e mostrando sempre uma enorme frieza para fazer aquilo que, na verdade, mais importa num avançado-centro: marcar golos.

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Atsu a receber um prémio de Karembeu

Uma das revelações do FC Porto para esta temporada de 2011/12 pode ser um jovem ganês que, na época transacta, representou o Rio Ave por empréstimo dos dragões: Christian Atsu.

Christian Atsu Twasam nasceu a 10 de Janeiro de 1992 em Ada Foah, Gana, e chegou ao FC Porto em 2009, depois de ter passado pelos ganeses do Cheetah FC. Nos dragões, actuou dois anos nos juniores até que, na temporada transacta, acabou emprestado ao Rio Ave.

Nos vilacondenses, o extremo-esquerdo africano fez uma extraordinária época, acabando 2011/12 com 31 jogos realizados e 6 golos marcados, sendo, dessa forma, uma das figuras de um Rio Ave que acabou a temporada no décimo quarto lugar.

Nesta temporada que agora se irá iniciar, Atsu deverá ter a oportunidade de integrar o plantel principal do FC Porto, até porque, com um ano de adaptação ao futebol sénior português e já com uma internacionalização pelo Gana, o extremo-esquerdo deverá estar mais que preparado por lutar por um lugar no onze azul-e-branco.

Como joga?

Atsu é um extremo que gosta de actuar colado à linha, preferencialmente a canhota, mostrando-se rápido, incisivo e com boa qualidade técnica e de passe. Inteligente e com bom pulmão, trata-se de um elemento incansável, que consegue dar o mesmo rendimento do primeiro ao último minuto do desafio.

Apesar de ser um extremo de características mais “puras”, o ganês também sabe efectuar diagonais para o centro, mostrando-se, quando o faz, um jogador bastante perigoso, até porque se trata de um bom finalizador.

Neste momento, com 20 anos, trata-se de uma das grandes pérolas do futebol ganês e será, com certeza, bem aproveitado pelos responsáveis azuis-e-brancos.

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Pepe é o esteio da defesa nacional

A principal figura do centro da defesa de Portugal é um jogador de origem brasileira que é um dos melhores jogadores do Mundo na sua posição: Pepe. Em Portugal desde muito cedo, o luso-brasileiro tornou-se num esteio do FC Porto antes de se impor, por mérito próprio, no centro da defesa do Real Madrid, onde costuma fazer dupla com Ricardo Carvalho ou Sérgio Ramos. Excelente jogador, apenas peca pela excessiva agressividade que, por vezes, impõe nos lances e que já garantiu inúmeras expulsões e problemas com adversários, adeptos e imprensa desportiva.

Percurso Desportivo

Képler Laveran Lima Ferreira “Pepe” nasceu a 26 de Fevereiro de 1983 em Maceió, Brasil, mas transferiu-se cedo para Portugal e para o Marítimo, clube onde se estreou profissionalmente em 2001/02.

No defeso seguinte, o luso-brasileiro chegou a treinar com o Sporting, todavia, acabou por não ficar nos verde-e-brancos, regressando ao Marítimo, clube onde se assumiu como titular nas duas temporadas seguintes, efectuando 62 jogos e 3 golos.

Em 2004/05, o defesa-central transferiu-se para o FC Porto e se na primeira temporada não conseguiu se assumir como titular, tudo mudou nas duas épocas seguintes, pois, aí, Pepe foi titularíssimo e peça fundamental de um conjunto portista que haveria de ganhar dois campeonatos nacionais, uma Taça de Portugal e uma Supertaça Cândido de Oliveira.

Essas boas exibições ao serviço dos dragões tornaram-no um alvo apetecível para os grandes clubes europeus, sendo que o internacional português haveria de se transferir para o Real Madrid em 2007/08. Nesse clube espanhol, Pepe mantém-se até hoje, tendo efectuado 157 jogos (3 golos) e conquistado dois campeonatos, uma Taça do Rei e uma Supertaça espanhola.

Como joga?

Pepe é preferencialmente um defesa-central, destacando-se por ser veloz, eficaz no desarme, excelente no jogo aéreo e muito bom na marcação homem a homem. Em termos técnicos, também se trata de um jogador bastante efectivo, subindo várias vezes com a bola controlada e fazendo-o de forma positiva.

Pelas suas características, também é muitas vezes utilizado a médio-defensivo, funcionando, nessa posição, como um verdadeiro tampão da defesa, sendo que foi na selecção portuguesa que mais vezes surgiu nessa função.

O principal defeito do luso-brasileiro é, claramente, a excessiva agressividade que coloca em muitos dos lances, situação que já lhe valeu inúmeras críticas de imprensa e adversários e que já lhe valeu alguns cartões vermelhos e uma má reputação internacional.

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Miguel Lopes foi uma surpresa

Uma das grandes surpresas da convocatória de Paulo Bento para este campeonato da Europa é, claramente, Miguel Lopes, lateral-direito do Sporting de Braga que poucos esperavam que estivesse nos 23 elementos que vão representar Portugal no Euro 2012. Produto das escolas de clubes como o Oriental, Olivais e Moscavide ou Alverca, Miguel Lopes iniciou a sua carreira profissional no Benfica, todavia, teve de dar alguns passos atrás na carreira até conseguir, este ano, o momento mais alto da sua carreira desportiva, sendo titular no Sp. Braga e conseguindo a viagem para a Polónia e Ucrânia.

Percurso Desportivo

Hugo Miguel Almeida Costa Lopes nasceu a 19 de Dezembro de 1986 em Lisboa, Portugal, tendo iniciado a sua carreira no Oriental e passado pelo Olivais e Moscavide e Alverca, antes de se transferir para o Benfica. Nos encarnados, representou a equipa B em 2005/06, tendo realizado 24 jogos e marcado 4 golos. Ainda assim, não convenceu os responsáveis encarnados, tendo se transferido depois para o Operário na época seguinte.

Nos açorianos, em plena II Divisão B, Miguel Lopes jogou com regularidade (23 jogos, 7 golos), garantindo, sem surpresa, uma transferência para o Rio Ave, clube que representou entre 2007 e 2009 e onde  foi peça importante no regresso dos vilacondenses ao primeiro escalão.

Esse bom desempenho no Rio Ave permitiu novo salto ao jovem lateral, sendo que Miguel Lopes se mudou para o FC Porto no início de 2009/10. Todavia, nessa época, o lateral português não se impôs totalmente, acabando emprestado ao Betis em 2010/11.

Depois de uma época de bom nível na equipa andaluza (22 jogos), Miguel Lopes preparava-se para ser novamente emprestado a outro clube espanhol (Saragoça) em 2011/12, contudo, vários problemas inerentes a essa cedência acabaram por fazer com que o internacional português ficasse parado durante os primeiros seis meses da última temporada.

Como tal, Miguel Lopes apenas voltou à acção na segunda metade de 2011/12, desta feita, num empréstimo ao Sp. Braga, clube onde terminou a época em excelente nível, tendo garantido a titularidade e, também, um lugar no Euro 2012.

Como joga?

Miguel Lopes é preferencialmente um lateral-direito que defende com critério e sabe subir com coerência pelo seu flanco, criando desequilíbrios no ataque.

Raçudo e inteligente em termos posicionais, não é um portento de técnica, contudo, tem assinalável qualidade de passe e cruza com qualidade quando ganha a linha.

Apesar de tudo, e havendo João Pereira e, até, Ricardo Costa como opção para a lateral-direita, será difícil que Miguel Lopes tenha grandes ocasiões para jogar no Euro 2012.

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