Cerca de seis meses a treinar e sessenta e sete miseráveis minutos numa confrangedora derrota do FC Porto no País de Gales diante do modestíssimo Barry Town (1-3) foi tudo o que se pode ver dum trinco paraguaio que chegou aos dragões como uma grande promessa sul-americana, mas acabou por abandonar o clube de maneira rápida e sem deixar saudades aos adeptos azuis e brancos. De facto, foi muito infeliz e curta a primeira e única experiência europeia de Victor Quintana, um jogador que haveria de perceber rapidamente que o seu percurso futebolístico iria ser desenhado quase em exclusivo no seu país natal…
Destacou-se no Olímpia
Nascido a 17 de Abril de 1976, em Misiones, Paraguai, Victor Quintana iniciou a carreira no San Miguel da sua cidade natal, estreando-se profissionalmente por esse clube em 1996. Em 1998, transferiu-se para o Olímpia, conquistando o campeonato paraguaio por três épocas consecutivas (1998, 1999 e 2000) e garantindo, no Verão de 2001/02, a transferência para o FC Porto.
Quase um fantasma na passagem pelo FC Porto
Nos dragões, todavia, o seu percurso foi marcado pelo insucesso, pois o jogador limitou-se a pouco mais do que treinar, fazendo apenas 67 minutos diante do Barry Town num jogo da segunda pré-eliminatória da Liga dos Campeões, em que os azuis-e-brancos foram derrotados (1-3) após terem goleado (8-0) no Estádio das Antas.
Assim sendo, foi sem surpresa que regressou ao Olímpia em 2002, ainda a tempo de ser uma peça fulcral na conquista da Taça dos Libertadores por parte do clube paraguaio nessa época.
Novo insucesso na segunda e terceira experiência fora do Paraguai
Essas boas exibições valeram-lhe a transferência para o Brasil e para o Flamengo, todavia, o internacional paraguaio voltou a não se impor.
Pelo meio, ainda esteve breves meses no Moreirense na temporada 2003/04, no entanto, a fraca qualidade que apresentou, levou os responsáveis do clube nortenho a abdicarem dele ainda no mês de Agosto.
A partir daqui e até se retirar em 2008, Vítor Quintana apenas jogou no Paraguai, actuando com maior ou menor destaque em clubes como o Olímpia, Nacional e Sportivo Luqueño e nunca confirmando as credenciais que trazia no momento em que assinou pelo FC Porto.





