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Posts Tagged ‘Fredrikstad’

Wass será concorrente de Maxi Pereira nas águias

Seguindo as pisadas de Manniche, Daniel Wass será mais um jogador dinamarquês a vestir a camisola do Sport Lisboa e Benfica, reforçando uma posição que, o ano passado, não garantiu (quase) nenhuma concorrência a Maxi Pereira: Lateral-direito.

Nascido a 31 de Maio de 1989 em Gladsaxe, Dinamarca, Daniel Wass é um produto das escolas do modesto Avarta, tendo chegado ao Brondby em 2007.

No clube dos arredores de Copenhaga, o lateral-direito rapidamente se assumiu como uma peça importante da equipa sénior, tendo chegado à titularidade do Brondby na temporada 2008/09, quando efectuou 28 jogos em 33 possíveis no campeonato dinamarquês.

Empréstimo ao Fredrikstad foi um erro

Apesar da ascensão de Wass, o treinador Kent Nielsen entendeu que o dinamarquês deveria ser emprestado para continuar a evoluir e cedeu o lateral-direito aos noruegueses do Fredrikstad. Contudo, no histórico clube da Noruega, Wass não se conseguiu impor, regressando apenas três meses depois ao Brondby.

De novo no histórico clube dinamarquês, Wass rapidamente assegurou um lugar no onze, tendo, na actual temporada, efectuado 39 jogos (7 golos) em todas as competições, ainda que após a primavera, tenha sido mais utilizado a ala-direito que propriamente a lateral.

Lateral-direito de vocação ofensiva

Apesar de ter apenas 22 anos, Daniel Wass chega ao Benfica com a experiência de ter feito quase 100 jogos oficiais pelo Brondby, esperando-se que não sinta um grande choque na transição para os encarnados.

Preferencialmente um lateral-direito de perfil atacante, Wass também pode jogar como ala-direito, principalmente em encontros em que se pretenda usar uma estratégia mais conservadora e de rigor táctico.

Rápido, evoluído tecnicamente e inteligente nas transições defesa/ataque e ataque/defesa, o internacional dinamarquês é muito difícil de bater em lances de um contra um, sabendo posicionar-se no relvado e sendo extremamente fiável na forma como aborda os lances. Para além disso, trata-se de um jogador que é forte nos lances de bola parada e muito inteligente nas incursões ofensivas, cruzando e finalizando com muita qualidade.

Se tudo correr bem com a adaptação ao Benfica, este lateral-direito de 22 anos pode ser uma das grandes surpresas da próxima edição da Superliga.

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Svenssen foi um grande futebolista norueguês

Morreu ontem um atleta que, há cerca de cinquenta anos e oriundo de um país com poucas tradições futebolísticas, consagrou-se como o segundo jogador de todo o Mundo a conseguir 100 internacionalizações: Thorbjørn Svenssen. Defesa-central norueguês de grande talento individual, revelou sempre uma enorme fidelidade ao Sandefjord, único clube que representou durante a sua longa carreira de vinte e duas épocas.

22 anos de muitos jogos mas zero títulos

Thorbjørn Svenssen nasceu a 22 de Abril de 1924 e, durante todo o seu percurso como jogador de futebol, só conheceu um clube, o Sandefjord. Nesse clube norueguês, esteve entre 1945 e 1966, fazendo mais de 600 jogos em 22 épocas como sénior.

Apesar de ter jogado mais de vinte anos no Sandefjord, Svenssen nunca conquistou nenhum título ao serviço do clube escandinavo, sendo que, ainda assim, esteve perto de o fazer por três ocasiões: em 1955/56, quando foi segundo classificado no campeonato norueguês; em 1957, quando perdeu a final da Taça da Noruega com o Fredrikstad (0-4); e em 1959, quando voltou a perder a final da Taça da Noruega, dessa feita com o Viking (1-3).

O primeiro grande símbolo da selecção norueguesa

O defesa-central estreou-se pela selecção da Noruega a 11 de Junho de 1947, num duelo com a Polónia. Bastante talentoso e grande líder dentro de campo, assumiu a braçadeira de capitão quando cumpriu a décima segunda internacionalização num jogo diante do Egipto na noite de Natal de 1948.

Conhecido como “Klippen” (Rocha) por ser muito forte e rigoroso na marcação, Svenssen, durante catorze anos (1947-61), foi presença constante na selecção norueguesa, ao ponto de fazer 104 internacionalizações. Na altura, foi apenas o segundo jogador a fazê-lo, seguindo as pisadas do inglês Billy Wright.

Apesar da longa carreira internacional, o defesa-central norueguês acabou por ser prejudicado pela fraca qualidade do colectivo escandinavo e, assim, nunca actuou em nenhum campeonato da Europa ou do Mundo.

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O Marítimo, acabado de eliminar o Sporting Fingal, ficou também a saber que o seu adversário voltará a surgir das Ilhas Britânicas, ainda que, desta vez, do País de Gales. O Bangor City é um clube histórico de um campeonato com pouca história nas provas da UEFA, mas que proporcionou um dos maiores escândalos do futebol português, quando, em 1984/85, o Wrexham eliminou o FC Porto na extinta Taça das Taças. Ainda assim, trata-se de uma equipa acessível que não é superior ao Sporting Fingal e, como tal, deve ser superada sem problemas de maior pela turma madeirense. 

Quem é o Bangor City 

Fundado em 1876 como Bangor FC, a equipa galesa, por não haver um campeonato nacional do País de Gales, passou mais de 100 anos da sua história a jogar nas ligas inferiores do futebol inglês. 

Ao longo desses anos, além de títulos menores em competições amadoras, o clube galês acabou por vencer três vezes a Taça do País de Gales (1889, 1896 e 1962). Graças a esse último título, o Bangor City pode participar na Taça das Taças (1962/63), onde foi sorteado para defrontar o poderoso Nápoles. No primeiro jogo, a equipa galesa venceu, em casa, por 2-0, perdendo depois o segundo jogo, em Itália (1-3). Na actualidade, a equipa galesa garantiria a qualificação no desempate por golos fora, mas, naqueles tempos, em situações similares, jogava-se um jogo de desempate e, aí, o Bangor City perdeu (1-2), acabando eliminado. 

A partir de 1992/93, o País de Gales passou a ter um campeonato próprio e o Bangor City foi um dos membros fundadores, terminando essa época na quarta posição. Ainda assim, nas duas temporadas seguintes, o clube galês venceu o campeonato, tornando-se num dos clubes mais respeitados do panorama futebolístico daquela nação. 

Apesar de, depois do bicampeonato, jamais ter voltado a vencer a Liga Galesa, o Bangor City continuou a exibir-se em bom nível, vencendo a Taça de Gales em 1998, 2000, 2008, 2009 e 2010. Graças a esses títulos e a algumas boas prestações no campeonato, a equipa galesa participou diversas vezes nas competições europeias, ainda que nunca tenha passado uma única eliminatória. 

Na época passada, o Bangor City, além da conquista da Taça de Gales, terminou o campeonato na quinta posição e, este ano, nas competições europeias, eliminou o Honka da Finlândia (1-1 e 2-1). Foi apenas a segunda eliminação que o Bangor City infligiu nas provas da UEFA (a primeira foi na Taça das Taças (1984/85) quando eliminou o Fredrikstad da Noruega, sendo depois eliminado na ronda seguinte pelo Atl. Madrid). 

Como joga 

Apesar de ser uma típica equipa britânica e que, como tal, costuma jogar num 4-4-2 clássico, vimos, diante do Honka, a aplicação de um 3-5-2 que acabou por trazer bons frutos, que é como quem diz, o apuramento para a 3º pré-eliminatória da Liga Europa. 

Com poucas soluções técnicas, o Bangor City faz uso do enorme coração dos atletas e de alguma rigidez táctica para dificultar ao máximo a vida dos seus adversários. Com um plantel globalmente frágil, há que ter atenção aos dois alas (Chris Roberts e Peter Hoy) que conseguem fazer todo o corredor, defendendo bem e atacando com competência e ao central David Morley, um jogador com muita experiência de futebol inglês e que comanda, quase como um líbero, o sector recuado da turma galesa. 

Partindo do princípio que Neville Powell volta a utilizar o 3-5-2 diante da equipa madeirense, este deverá ser o onze escalado. 

 

Morley é experiente

Quem é que o Marítimo deve ter debaixo de olho – David Morley 

Poderá ser entendida como bizarra a ideia do Marítimo ter de se preocupar com um defesa central, mas David Morley, aos 32 anos, é bem mais que isso nesta formação galesa. A sua experiência faz com que ele tenha a missão de comandar todo o sector recuado e preocupar-se em impedir a existência de erros posicionais graves, tendo, também, qualidade quando sobe no terreno, sabendo lançar o ataque sempre que tem oportunidade. Em suma, trata-se de um jogador com experiência e qualidade para a atenção de Mitchell Van der Gaag. 

As hipóteses maritimistas 

Se considerámos o Marítimo favorito diante dos irlandeses do Sporting Fingal, temos, também, de dar o favoritismo aos madeirenses nesta eliminatória com o Bangor City. O clube galês não passou do quinto lugar num campeonato que está a anos luz do português e tem uma equipa que tirando um ou outro jogador e uma enorme raça, tem pouco para dar. Assim sendo, espera-se um apuramento sem problemas da equipa madeirense para a eliminatória seguinte da Liga Europa.

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