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Makriev é um goleador

Perdido numa equipa modesta do campeonato israelita está um ponta de lança alto (1,91 metros), forte e com uma capacidade finalizadora muito interessante: Dimitar Makriev.

Nascido a 7 de Janeiro de 1984, Dimitar Ivanov Makriev foi criado nas escolas do Levski Sófia, pelo qual fez 254 golos no campeonato búlgaro de Juniores.

Surpreendentemente, em 2002, acabou por transferir-se para o arqui-rival do Levski, o CSKA Sófia, onde apenas esteve dois meses, pois o Inter de Milão, impressionado pelas suas exibições nos escalões de formação do Levski, não hesitou em adquiri-lo.

Ainda assim, nos “nerazzurri”, a carreira de Makriev não foi muito feliz, pois o internacional búlgaro não fez qualquer jogo, sendo sucessivamente emprestado a clubes como os suíços do Bellinzona (14 jogos, 4 golos), os polacos do Gornik Zabrze (22 jogos, 2 golos) e os suíços do FC Chiasso (18 jogos, 5 golos).

Após esses empréstimos pouco produtivos, o búlgaro desvinculou-se do Internazionale e assinou pelos franceses do Dijon, onde também não foi feliz, fazendo apenas três golos (13 jogos) na temporada 2005/06.

No rescaldo da experiência gaulesa, Makriev transferiu-se para os eslovenos do Maribor, permanecendo durante a temporada 2006/07 e a primeira metade da temporada 2007/08 e onde, finalmente, voltou a assumir-se como o grande talento dos tempos do Levski, marcando 23 golos em 48 jogos.

No início de 2008, trocou o Maribor pelo FC Ashdod, onde permanece até hoje. Nesse modesto clube israelita, já leva 52 golos em 112 jogos, assumindo-se como um ponta de lança muito oportuno e que, apesar da elevada estatura, é capaz de tratar a bola com bastante qualidade.

Adaptando-se bem a ser o único ponta de lança em 4-3-3, mas também a jogar ao lado de um avançado mais móvel em 4-4-2, é capaz de finalizar com o pé esquerdo, direito ou com a cabeça, sendo, muito provavelmente, o “pinheiro” que o Sporting procura, sem sucesso, há meia temporada.

Essas grandes exibições pelo FC Ashdod já permitiram que Makriev chegasse à selecção búlgara (4 jogos, 1 golo) e prevê-se que o ponta de lança de 26 anos se transfira, rapidamente, para um clube de maior nomeada. Sinceramente, penso que encaixaria que nem uma luva no plantel de Paulo Sérgio.

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Sandro Mazzola no Inter

O seu pai, Valentino Mazzola, foi um dos melhores jogadores italianos de sempre, acabando por falecer precocemente, no desastre de avião de Superga, quando vinha de Portugal, onde havia participado na homenagem a um jogador do Benfica: Francisco Ferreira. Mas, se o pai foi grande, o filho não foi inferior, tornando-se num dos grandes símbolos do Inter de Milão e da “squadra azzurra”. Interior-direito de grande qualidade técnica e capacidade finalizadora, foi, durante toda a sua carreira, jogador de uma equipa só, sinal de uns tempos que, infelizmente, já lá vão.

Alessandro (Sandro) Mazzola nasceu a 8 de Novembro de 1942 em Turim e, durante a sua carreira desportiva de dezassete anos (1960-77), só conheceu um clube, o Inter de Milão.

Nesse longo percurso, Sandro Mazzola fez 417 jogos e marcou 116 golos, demonstrando ser um interior-direito muito criativo, com grande controlo de bola, superior visão de jogo e uma fantástica capacidade finalizadora.

Participando numa equipa que, na altura, foi baptizada de “La Grande Inter”, conquistou quatro campeonatos da Série A (1963, 65, 66 e 71), duas taças dos campeões (1964 e 65) e duas taças intercontinentais (1964 e 65).

E, em termos de taças dos campeões, além dos títulos de 1964 (venceu na final o Real Madrid por 3-1) e de 1965 (venceu o Benfica por 1-0), podia ter conquistado a terceira taça em 1967, mas, no Estádio Nacional em Lisboa, acabou derrotado pelo Celtic Glasgow (1-2).

Além de ter brilhado e conquistado muitos títulos nos “nerazzurri”, Sandro Mazzola também construiu uma carreira de sucesso ao serviço da selecção italiana, tendo realizado 70 jogos (22 golos) pela “squadra azzurra” e conquistado o título de campeão da Europa em 1968. Participando em três campeonatos do Mundo (1966, 70 e 74), Mazzola alcançou mesmo a final em 1970, todavia, acabou derrotado pelo super-Brasil de Pelé e companhia (1-4).

Uma carreira longa e recheada de títulos em que Sandro Mazzola conseguiu, por direito próprio, deixar de ser apenas o filho de Valentino para ser, ele próprio, um símbolo do futebol italiano.

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Estávamos a 24 de Abril de 1991, no minuto 89, da meia-final da Taça UEFA entre Roma e Brondby, num encontro disputado no Olímpico de Roma e o resultado saldava-se num 1-1, que, após o 0-0 da Dinamarca, colocava o Brondby na final da Taça UEFA (se passasse ia defrontar o Inter na final). Tudo corria bem e os escandinavos já faziam a festa quando o inevitável Rudi Völler fez o 2-1 e colocou a equipa romana na final prova europeia. Foi a ocasião em que os dinamarqueses estiveram mais perto de uma competição europeia em toda a sua história e, curiosamente, sabem quem é que o Internazionale eliminou na outra meia-final? Sim, foi o Sporting Clube de Portugal…

Quem é o Brondby

O Brondby foi fundado em 1964, começando na sexta divisão do futebol dinamarquês e demorou algum tempo a subir na escala futebolística daquele país escandinavo, pois apenas chegou à segunda divisão em 1977 e à primeira divisão no final da temporada de 1981.

No entanto, a partir de meados dos anos 80, a equipa escandinava, onde actuaram, nessa década, jogadores como Michael Laudrup e Peter Schmeichel, começou a conquistar bastantes títulos e a afirmar-se como a grande potência do futebol dinamarquês. Para terem uma ideia, o Brondby, nas décadas de 80 e 90, conquistou oito campeonatos da Dinamarca, três Taças da Dinamarca, 3 Supertaças e esteve presente nos quartos de final da Taça dos Campeões (1986/87) e nas meias-finais da Taça UEFA (1990/91).

Depois deste período de algum domínio no futebol dinamarquês, o Brondby, a partir da década de 2000, começou a contar com o crescimento do FC Copenhaga que passou a ser o grande dominador daquele campeonato escandinavo. Assim sendo, foi sem surpresa que o Brondby, desde 2000, apenas conquistou três campeonatos (o último foi em 2004/05), três Taças da Dinamarca e 2 Supertaças.

Na temporada transacta, o Brondby terminou o campeonato na terceira posição, atrás do campeão: FC Copenhaga e do vice-campeão: OB Odense.

Como joga

Ao contrário do anterior adversário do Sporting (FC Nordsjaelland) que tinha um sistema e uma atitude perante o jogo pouco “escandinava”, o Brondby é uma equipa de perfil tipicamente viking, ainda que, como costuma ser normal nas equipas da Dinamarca, não seja uma equipa totalmente “tosca”.

O Brondby actua num 4-4-1-1, tendo, como única nuance a um 4-4-2 clássico, a colocação do seu jogador de maior renome: o internacional sueco Alexander Farnerud, nas costas do ponta de lança, que deve ser o perigoso gambiano Jallow.

De resto, trata-se de uma equipa muito organizada, que raramente tem erros posicionais, mas que não prima muito pelo talento individual. Tem dois centrais muito competentes (Bischoff-Von Schlebrugge), um lateral direito muito ofensivo e que poderá provocar problemas a Evaldo (Wass) e um extremo esquerdo com grande qualidade e que até já jogou no Ajax (Khron-Dehli).

Em princípio, hoje, no Alvalade XXI, o Brondby deve apresentar o seguinte onze:

Jallow é um atacante perigoso

Quem é que os leões devem ter debaixo de olho – Jallow

O internacional gambiano é, por certo, um dos jogadores mais interessantes deste Brondby e, pelas suas características (1,85 metros e forte fisicamente), pode ser especialmente perigoso para a defesa leonina.

Jallow, de apenas 21 anos, iniciou a sua carreira aos 15 anos, no Wallidan do seu país natal. No entanto, o seu talento precoce era tão notório que, cerca de um ano depois, o gambiano assinou pelo Al-Ain dos Emirados Árabes Unidos.

Apesar de muito jovem, Ousman Jallow soube crescer no clube árabe, tendo, ainda, passado uma temporada (2006/07) no Raja Casablanca por empréstimo, numa etapa muito importante do seu crescimento como futebolista.

Depois desse empréstimo ao clube marroquino, o gambiano assumiu-se, definitivamente, como titular do Al-Ain e, provavelmente, no mais importante dos jogadores daquele clube dos Emirados Árabes Unidos. Assim sendo, foi sem surpresa que clubes como o Chelsea e o Arsenal se interessaram pelo seu concurso, ainda que, por problemas com o visto de trabalho, tornou-se impossível a sua saída para Inglaterra.

Aproveitou o Brondby que o contratou e não se arrependeu, pois desde 2008, o internacional gambiano assumiu-se como um excelente ponta de lança, muito rápido, forte e oportuno, que sabe finalizar, mas, ao mesmo tempo, servir os colegas. Ainda muito jovem, Jallow já fez 49 jogos (14 golos) pelo clube viking e é um jogador cada vez mais adulto e inteligente.

Um jogador muito interessante e que Paulo Sérgio deve saber como parar nesta eliminatória europeia.

As hipóteses leoninas

Como Paulo Sérgio disse, o Sporting é favorito para esta partida. Pela sua história, experiência europeia e soluções do plantel, os leões são superiores ao Brondby e disso não existe qualquer dúvida.

No entanto, o Sporting tem sentido muitas dificuldades neste início de época como se viu diante do FC Nordsjaelland e do P. Ferreira e este Brondby, sendo superior a qualquer um destes dois adversários, será, por certo, uma equipa bem complicada para uns verde e brancos em crescimento.

Assim sendo, terá de surgir um Sporting muito concentrado e sem lacunas na finalização para que o Brondby seja ultrapassado e a fase de grupos da Liga Europa seja uma certeza.

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O Pro Vercelli é um clube italiano com uma história muito rica, ainda que, nas últimas décadas, tenha caído no esquecimento geral, pois tem andado perdido nas ligas inferiores do calcio. Este clube da cidade de Vercelli, sozinho, conquistou tantos campeonatos de Itália (7), como a AS Roma, o Nápoles e a Fiorentina juntos, o que é impressionante.

O nascimento e primeiros passos no Calcio

Fundado em 1892, só viu a sua secção de futebol criada em 1903, fazendo, nesse mesmo ano, o primeiro jogo oficial diante do Forza e Costanza de Novara. Em 1907, a equipa conquistou a Liga Secundária, subindo, assim, à primeira divisão do futebol italiano, onde teve imediato sucesso, conquistando os título em 1908 e 1909.

Os anos de ouro

Em 1910, os “camisolas brancas” tiveram a hipótese de conquistarem o tricampeonato, quando voltaram a apurar-se para a final da Liga Italiana, desta feita, diante do Internazionale. No entanto, a Federação italiana, acabou por marcar esse jogo para uma data em que o Pro Vercelli já tinha um jogo agendado. Fieis aos seus princípios, os “camisolas brancas” não abdicaram de participar no jogo que já tinham previamente agendado, enviando a sua equipa juvenil para defrontar o Inter, acabando por perder o jogo e a possibilidade de alcançarem o tricampeonato.

No entanto, o sucesso não demorou a regressar e o Pro Vercelli rapidamente voltou a assumir-se como o grande dominador do futebol italiano. Entre 1911 e 1913, os “leões” (também conhecidos dessa forma, pela forma viril de jogar) conquistaram três campeonatos de Itália seguidos, graças, em grande parte, à “linha média maravilhosa”, composta por jogadores da classe de Ara, Milano I and Leone. Nesta altura, para terem uma noção da importância do Pro Vercelli no calcio, nove jogadores da squadra azzurra vinham dos “camisolas brancas”.

Após a conquista do tricampeonato, a equipa do Pro Vercelli perdeu algum impacto no futebol italiano, ainda que continuasse a fazer excelentes prestações. Na verdade, foi necessário chegar ao fim da Primeira Guerra Mundial para que o Pro Vercelli voltasse aos títulos, conquistando o bicampeonato (1920/21-1921/22). Surpreendentemente, acabaram por ser os últimos dois títulos dos “leões”.

O declínio

A partir do último título, o Pro Vercelli começou a fazer campanhas cada vez mais modestas e, em 1935, desceu mesmo à Série B. Pensou-se que pudesse ser uma descida passageira, todavia, o tombo foi ainda mais acentuado quando em 1941 a equipa desceu à Série C.

Apesar de, no final da década de 40, ainda terem regressado à Série B por duas temporadas, rapidamente caíram à Série C, sendo que, nos anos 70, caíram mesmo ao quarto escalão do futebol italiano, designado, nessa altura, por Série C2.

Nos anos recentes, a equipa havia estabilizado no quarto escalão do futebol italiano, todavia, o ano transacto, desceram mesmo à Série D (quinto escalão), que vão disputar esta temporada. Uma divisão nada consentânea com a história de um clube que, em tempos, foi o grande dominador do futebol italiano.

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O Sporting de Braga não foi feliz no sorteio da Liga dos Campeões. Das cinco hipóteses que a equipa arsenalista dispunha (Celtic, PAOK Salónica, Gent, Young Boys Berna e Unirea), a equipa britânica era claramente a equipa mais forte e com maior experiência europeia. Ainda assim, nada está perdido para a equipa minhota, pois nos últimos anos o Celtic tem perdido qualidade e tem se afastado daquele que se está a tornar o grande dominador do futebol escocês, o Glasgow Rangers. Na verdade, esta equipa escocesa, apesar de ter bons jogadores como o atacante grego Samaras ou o lateral coreano Cha Du-Ri, está longe daquele Celtic de Henrik Larsson, Lennon, Baldé e Petrov que defrontou o FC Porto na final da Taça UEFA em 2003.

Quem é o Celtic Glasgow

Mesmo para o adepto de futebol mais desatento, o Celtic é um clube que dispensa apresentações. Fundado em 1888 por emigrantes irlandeses em Glasgow, este clube simboliza, desde a sua génese, a resistência católica perante aquilo que estes consideram a tirania protestante. Uma resistência de todos os irlandeses que, em tempos, atravessaram o mar da Irlanda para se estabelecerem em Glasgow e que formaram um clube que nunca abandonou as suas raízes. Um clube que tem no verde a sua cor, na bandeira da Irlanda a sua bandeira e nas músicas irlandesas os seus cânticos, num ideal anti-imperialista, anti-colonialista e anti-unionista que fazem do Celtic quase um clube-nação.

Durante toda a sua história, o clube escocês criou uma rivalidade intensa com o Glasgow Rangers, que representa a religião protestante e, acima de tudo, o unionismo britânico. Estes dois clubes dividem, entre si, praticamente todos os títulos domésticos do futebol escocês, sendo que esta superioridade tem-se intensificado nas últimas duas décadas.

O Celtic, para além de ter conquistado 42 campeonatos da Escócia (o último foi em 2007/08), 34 Taças da Escócia (a última foi em 2006/07) e 14 Taças da Liga (a última em 2008/09), pode se orgulhar de ter sido o único clube escocês a ganhar uma Taça dos Campeões (vitória sobre o Inter, no Jamor, em 1967 por 2-1.

No entanto, apesar do passado glorioso da equipa católica, a última época não trouxe motivos para o Celtic festejar. A equipa terminou a Liga Escocesa em segundo lugar, foi eliminada da Taça da Escócia, nas meias-finais pelo modesto Ross County, foi eliminada da Taça da Liga nos quartos de final pelo Hearts e, nas competições europeias, não passou da fase de grupos da Liga Europa.

Como joga

A equipa escocesa deve apresentar ou um 4-4-2 ou um 4-3-3, mas sempre com os mesmos princípios de jogo: algum futebol directo, explorando a capacidade física de jogadores como Fortuné ou Samaras e, também, explorar os flancos onde tem jogadores com boa capacidade técnica como o lateral Cha Du-Ri ou os alas McGeady e Maloney.

Globalmente a equipa escocesa tem um bom conjunto de atletas, ainda que seja bem melhor do meio campo para a frente do que do que no seu sector defensivo, onde, tirando o recém contratado sul-coreano Cha Du-Ri, parece não ter um nível muito elevado.

Por outro lado, a perda de jogadores como o guarda-redes Boruc ou o excelente avançado irlandês: Robbie Keane deixaram o Celtic mais frágil e com mais pontos por onde o Sporting de Braga explorar.

Partindo do princípio que o treinador Neil Lennon colocará toda a carne no assador para defrontar a equipa portuguesa e partindo do princípio que o 4-4-2 será a táctica escolhida, o onze não deve andar longe do seguinte:

McGeady é um jogador de classe

Quem é que o Braga deve ter debaixo de olho – McGeady

Ala direito rápido, incisivo e com uma técnica que o afasta do tradicional jogador britânico, Aiden McGeady é um atleta que pode criar bastantes problemas ao Sporting de Braga. Jogador versátil, que tanto pode jogar como ala direito ou segundo avançado num esquema 4-4-2, mas também como extremo direito num 4-3-3, McGeady é, aos 24 anos, um perigo à solta ao qual os arsenalistas não devem dar um milímetro de espaço. Apesar de ter apenas 24 anos, o jogador do Celtic conta com 32 internacionalizações pela República da Irlanda sendo, assim, um jogador muito experiente que, por certo, não irá tremer nestes importantes desafios com o vice-campeão nacional.

As hipóteses bracarenses

Pela sua história antiga e recente, o Celtic tem de ser considerado favorito para este duelo europeu com o Sporting de Braga. A equipa escocesa está repleta de jogadores internacionais pelos seus países, com talento e experiência o quanto baste para levarem de vencida a equipa portuguesa. Ainda assim, este Celtic Glasgow está longe da qualidade daquele que defrontou Boavista e FC Porto na Taça UEFA 2002/03, pois não há Larsson, não há Petrov e, acima de tudo, não existe aquela poderosa dupla de centrais composta por Baldé e Mjallby. Assim sendo, se os arsenalistas forem matreiros, estiverem concentrados no último reduto e souberem explorar algumas deficiências da defesa escocesa, terão, por certo, boas possibilidades de ultrapassarem esta difícil eliminatória.

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Uma equipa que nunca falhou um campeonato do mundo e que, para além disso, já conquistou cinco títulos mundiais, nunca pode ser riscada dos candidatos à vitória final. Os brasileiros continuam com a fantasia de sempre, mas, desde a chegada de Dunga, apoiaram-se num pragmatismo que lhes ajudou a conquistar tanto a Copa América como a Taça das Confederações. Para além disso, a fase de apuramento para o Mundial 2010 foi um autêntico passeio para os canarinhos que até se deram ao luxo de abrandar o ritmo nos últimos jogos. Assim sendo, mesmo com a polémica da não inclusão de Ronaldinho, este Brasil volta a um campeonato do mundo com o lema de sempre: ser campeão.

A Qualificação

Nunca ninguém sequer questiona a possibilidade de o Brasil não se apurar para o campeonato do mundo, todavia, desta vez a facilidade dos canarinhos em se apurarem tem de ser destacada.

Obviamente integrados na zona sul-americana de classificação, os canarinhos fizeram uma bela campanha que teve como pontos altos a vitória na Argentina (3-1) e Uruguai (4-0).

A facilidade de apuramento foi tão notória que, nos últimos jogos, o Brasil abrandou o ritmo e deu-se ao luxo de perder no campo da Bolívia (1-2) e empatar, em casa, com a Venezuela (0-0).

Assim sendo, é com a moral em alta devido à superioridade patenteada na fase de qualificação que os brasileiros chegam à África do Sul para disputarem o campeonato do mundo.

Zona sul-americana – Classificação

  1. Brasil 34 pts
  2. Chile 33 pts
  3. Paraguai 33 pts
  4. Argentina 28 pts
  5. Uruguai 24 pts
  6. Equador 23 pts
  7. Colômbia 23 pts
  8. Venezuela 22 pts
  9. Bolívia 15 pts
  10. Peru 13 pts

O que vale a selecção brasileira?

Só o nome Brasil impõe, imediatamente, respeito, todavia, na realidade, os canarinhos são muito mais que os simples pentacampeões mundiais. A equipa canarinha assegura uma importante mistura de talento puro com jogadores tacticamente evoluídos e experientes, sendo uma equipa forte e com todas as condições para assegurar o hexacampeonato.

Habitualmente o sector mais frágil do Brasil, desta vez a baliza é um dos pontos fortes da selecção canarinha graças à presença de Júlio César. O guarda-redes do Inter dispensa apresentações e é a garantia que não deverá ser por aí que o Brasil irá ter problemas neste campeonato do mundo.

Por outro lado, o quarteto defensivo também tem uma qualidade acima da média. Se a dupla de centrais: Juan-Lúcio é garantia de experiência e segurança no sector recuado, os laterais: Michel Bastos (à esquerda) e Maicon (à direita) são a garantia de qualidade tanto a defender como a atacar. Estes dois jogadores terão, na verdade, que ter um grande pulmão, pois na ausência de extremos, o Brasil depende muito deles para o flanqueamento do seu futebol.

Depois, no meio campo, o Brasil deverá utilizar um duplo pivot composto por dois médios defensivos: Gilberto Silva-Felipe Melo, dois jogadores com a obrigação de darem equilíbrio táctico a uma equipa com laterais de tracção ofensiva. Por outro lado, os alas deverão ser Kaká (à esquerda) e Ramires (à direita), dois jogadores que apesar de partirem dos flancos deverão fazer constantemente diagonais para o centro. No entanto, se o jogador do Benfica será um elemento que servirá, preferencialmente, para o equilíbrio táctico do onze, o jogador do Real Madrid irá funcionar como desequilibrador, aparecendo diversas vezes como número dez e organizador do jogo canarinho.

Por fim, no ataque, o Brasil deverá optar pela dupla: Robinho-Luís Fabiano. Neste esquema, Robinho será um avançado vagabundo que irá aparecer tanto nos flancos de forma a compensar a ausência de extremos, como na frente de ataque para combinar com o outro atacante ou finalizar. Por outro lado, o avançado do Sevilha será um finalizador puro que servirá de referência ofensiva, ainda que, pelas suas características, também tenha alguma mobilidade no ataque.

O Onze Base

Actuando em 4-4-2, o Brasil deverá, assim, utilizar Júlio César (Inter) na baliza; Michel Bastos (Lyon), Juan (Roma), Lúcio (Inter) e Maicon (Inter); Gilberto Silva (Panathinaikos), Felipe Melo (Juventus), Kaká (Real Madrid) e Ramires (Benfica) no meio campo; Robinho (Santos) e Luís Fabiano (Sevilha) no ataque.

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

Integrado num grupo com Portugal, Costa do Marfim e Coreia do Norte, o Brasil é o principal candidato ao primeiro lugar do agrupamento. Não sendo um grupo fácil, os brasileiros, pela sua experiência e talento, deverão se superiorizar aos seus adversários com naturalidade.

Calendário – Grupo G (Mundial 2010)

  • 15 de Junho: Brasil vs Coreia do Norte
  • 20 de Junho: Brasil vs Costa do Marfim
  • 25 de Junho: Brasil vs Portugal

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As duas primeiras participações dos Camarões em campeonatos do mundo foram inesquecíveis. No Mundial 1982, apesar de terem sido eliminados na primeira fase, não perderam qualquer desafio, empatando com as selecções italiana (1-1), peruana (0-0) e polaca (0-0). Depois, no Mundial 1990, os camaroneses fizeram uma campanha excepcional que passou por vencerem Argentina, Roménia e Colômbia, apenas caindo, nos quartos de final, diante da Inglaterra. No entanto, os últimos campeonatos mundiais não têm sido particularmente agradáveis para os africanos, que ficaram pela fase de grupos em três ocasiões (94, 98 e 2002) e, em 2006, nem sequer se apuraram para o Mundial da Alemanha. Agora, de volta ao campeonato do mundo e integrados num agrupamento com Holanda, Dinamarca e Japão, cabe a Paul Le Guen tentar levar o barco camaronês a bom porto, que é como quem diz, tentar o apuramento para a segunda fase.

A Qualificação

O apuramento dos leões indomáveis para o Mundial 2010 foi feito de forma simples e sem grandes sobressaltos.

Na 2ª Fase, os camaroneses tiveram um grupo bastante acessível com Cabo Verde, Tanzânia e Maurícias e, verdade seja dita, não deram quaisquer hipóteses aos seus adversários. Ao longo de seis jogos, venceram cinco e apenas empataram um, na Tanzânia (0-0), terminando o agrupamento com sete pontos de avanço sobre o segundo classificado: Cabo Verde.

Depois, na 3ª Fase, num grupo complicado com selecções como o Togo (esteve no Alemanha 2006), Marrocos ou Gabão, os camaroneses, demonstraram ser a melhor equipa do agrupamento, apenas deixando de vencer dois dos seis encontros realizados. Ainda assim, mesmo empatando, em casa, com Marrocos (0-0) e perdendo no Togo (0-1), os leões indomáveis conseguiram vencer esta fase de apuramento com quatro pontos de avanço sobre o Gabão (2º).

2ª Fase: Grupo 1 – Classificação

  1. Camarões 16 pts 
  2. Cabo Verde 9 pts
  3. Tanzânia 8 pts
  4. Ilhas Maurícias 1 pt

3ª Fase: Grupo A – Classificação

  1. Camarões 13 pts
  2. Gabão 9 pts
  3. Togo 8 pts
  4. Marrocos 3 pts

O que vale a selecção camaronesa?

A equipa camaronesa não tem falta de talento individual. Aqui, a missão do treinador Paul Le Guen passa por agarrar em elementos como Alex Song, Assou-Ekoto, Emana ou Eto’o e transformar todos esses grandes talentos num conjunto forte.  Trata-se de uma missão difícil, mas, se o treinador francês conseguir concretizá-la, estes leões indomáveis podem tornar-se um caso sério.

A baliza dos camaroneses está muito bem entregue, pois o seu guarda-redes é o bem conhecido e extremamente seguro: Kameni. Depois, a lateral esquerda vai ser entregue ao extremamente veloz e ofensivo: Assou-Ekoto e a lateral direita ao experiente Geremi. Este último, é um jogador mais defensivo e que permite maior liberdade ao defesa-esquerdo, sem que a defesa saia comprometida. Por fim, no centro da defesa teremos uma mescla de experiência (Song) e jovialidade (N’ Koulou), sendo que Rigobert Song será o central de marcação e o jovem atleta do Mónaco usará a sua velocidade, tanto para dobrar o companheiro como para subir no terreno e iniciar jogadas de ataque. Trata-se de uma dupla que, bem trabalhada por Le Guen, poderá ser uma excelente surpresa no Mundial.

Passando para o meio campo, os camaroneses deverão utilizar um trio de elementos no centro: Alex Song, Mandjek e Makoun. O atleta do Arsenal é importantíssimo no esquema africano, pois além de ser um trinco recuperador de bolas, também recua bem no terreno usando, sempre que necessário, a sua altura (1,85 metros) e força para ajudar a dupla de centrais. Depois, tanto Mandjek como Makoun, mais talentosos, jogarão ambos como box to box, sendo que Makoun deverá aparecer mais vezes junto do ponta de lança e Mandjek deverá ficar numa posição intermédia entre Alex Song e o jogador do Lyon.

Por fim, o ataque, deverá ser entregue a Emana, Webó e Eto’o. Neste esquema, Emana deverá ser um extremo direito puro, pois como o lateral direito Geremi é muito defensivo, isso permite-lhe maior liberdade de movimentos podendo limitar-se, praticamente, a atacar. Depois, no outro flanco, Pierre Webó será uma espécie de falso extremo que, muitas vezes, irá aparecer lado a lado com o ponta de lança (Eto’o) na zona de finalização. Esta situação é potenciada pelo facto do lateral esquerdo (Assou-Ekoto) fazer todo o corredor. Por fim, Samuel Eto’o jogará preferencialmente no centro, mas, sabendo da enorme qualidade do jogador do Inter, será usual vê-lo a deambular por todo o ataque, procurando espaços para fazer aquilo em que é mais perigoso: embalar em velocidade para a baliza adversária.

Em suma, trata-se de uma equipa com um enorme talento, que deverá ter condições para um confronto de estilos com uma mais fria e mecânica Dinamarca.

O Onze Base

Jogando em 4-3-3, os camaroneses deverão actuar com Kameni (Espanhol) na baliza; Assou-Ekoto (Tottenham), Rigobert Song (Trabzonspor), N’Koulou (Mónaco) e Geremi (Ankaraguçu) na defesa; Alex Song (Arsenal), Mandjek (Kaiserslautern) e Makoun (Lyon) no meio campo; Emana (Betis), Webó (Maiorca) e Eto’o (Internazionale) no ataque.

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

Os camaroneses têm, em termos de talento, todas as condições para terminarem em segundo lugar, logo a seguir à selecção holandesa. Todavia, a habitual indisciplina táctica dos leões indomáveis, aliada à, por vezes, difícil coabitação das diversas estrelas, poderá empurrar os africanos para o terceiro ou, até, quarto lugar do grupo.

Ainda assim, é provável que a enorme qualidade do seleccionador Paul Le Guen crie uma equipa forte que dispute o segundo lugar com a Dinamarca e que deixe o Japão na última posição do Grupo E.

Calendário – Grupo E (Mundial 2010)

  • 14 de Junho: Camarões vs Japão
  • 19 de Junho: Camarões vs Dinamarca
  • 24 de Junho: Camarões vs Holanda

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Vice-campeã do Mundo em 1974 e 1978, a Holanda costuma ter selecções de alto nível nos mundiais mas, por vezes, acaba por desiludir nas fases finais. Um exemplo foi o Itália 90, em que depois de ser campeã da Europa e tendo jogadores como Gullit, Rijkaard e Van Basten não venceu um único jogo. Ainda assim, os adeptos da Laranja Mecânica acreditam que desta vez, na África do Sul, será a vez da Holanda. Com uma equipa com jogadores como Robben, Sneijder, Van der Vaart e Van Persie, a turma holandesa tem condições de fazer um excelente mundial e, quiçá, alcançar uma posição entre as quatro melhores equipas do mundo. No entanto, para que não se repitam as desilusões do passado, há que pensar jogo a jogo e, como tal, primeiro há que eliminar Dinamarca, Japão e Camarões.

A Qualificação

O grupo não era particularmente difícil, mas a campanha holandesa no grupo 9 da zona europeia de qualificação foi impressionante. A Laranja Mecânica, que defrontou Noruega, Escócia, Macedónia e Islândia, venceu todos os jogos, marcou 17 golos e sofreu apenas dois.

Apesar da relativa facilidade do agrupamento, vencer na Noruega (1-0) ou na Escócia (1-0) nunca é fácil e só prova o enorme poderio da equipa holandesa, que terminou o Grupo 9 com uma vantagem de catorze pontos sobre a Noruega (2º).

Assim sendo, foi sem dar hipóteses aos seus adversários que a Holanda se qualificou para o Mundial 2010.

Grupo 9 – Classificação

  1. Holanda 24 pts
  2. Noruega 10 pts
  3. Escócia 10 pts
  4. Macedónia 7 pts
  5. Islândia 5 pts

O que vale a selecção holandesa?

A equipa holandesa é, do meio campo para frente, provavelmente das melhores selecções presentes no campeonato do mundo, mas, por outro lado, a defesa, sem ser má, é apenas mediana, com alguns veteranos já em fase descendente da carreira (Van Bronckhorst e Ooijer) e outros com pouca experiência internacional (Van der Wiel).

O seleccionador Van Marwijk deverá jogar com o guarda-redes: Stekelenburg, que não sendo espectacular, também não compromete e um quarteto defensivo com Van Bronckhorst à esquerda, Van der Wiel à direita e a dupla de centrais: Ooijer-Mathijsen. O lateral direito é muito ofensivo e, assim, a presença do experiente Van Bronckhort, na esquerda, é muito importante para equilibrar o esquema da selecção holandesa. Depois, a dupla de centrais, composta por dois trintões, ganha em experiência e em posicionamento táctico, mas, principalmente no caso de Ooijer, poderá ter alguns problemas com avançados velozes e fortes no um contra um.

Por outro lado, o meio campo é um sonho para qualquer amante de futebol. O experiente Van Bommel deverá ser o trinco e a seu lado jogará Van der Vaart como médio centro, ou seja, com maior liberdade ofensiva e com capacidade para fazer a ligação com o nº10, o fantástico jogador do Inter, Wesley Sneijder. Depois, nas alas, deverão aparecer Robben (à esquerda) e Van Persie (à direita). Dois alas que tanto procuram a linha como fazem diagonais para o centro para procurarem uma tabelinha ou um remate de longe.

Por fim, no ataque, deverá jogar sozinho o atacante do Liverpool: Kuyt. Curiosamente, este jogador costuma jogar como ala no clube inglês e, assim, mais que um ponta de lança fixo, vai ser um elemento muito móvel que trocará várias vezes de posição tanto com os alas como com o próprio Sneijder, confundindo as marcações e permitindo à Holanda fazer o seu tão famoso futebol total.

Em suma, e apesar da defesa holandesa não estar ao nível do meio campo e do ataque, é bem provável que, num grupo com a Dinamarca, Japão e Camarões, a Holanda termine facilmente no primeiro lugar.

O Onze Base

A Holanda deverá apresentar um esquema: 4-2-3-1 com Stekelenburg (Ajax) na baliza; Um quarteto defensivo com Van Bronckhorst (Feyenoord), Ooijer (PSV), Mathijsen (Hamburgo) e Van der Wiel (Ajax); Um meio campo com o duplo pivot: Van Bommel (Bayern)/Van der Vaart (Real Madrid), os alas: Robben (Bayern)/Van Persie (Arsenal) e o médio ofensivo: Sneijder (Inter); E, no ataque, jogará o muito móvel Dirk Kuyt (Liverpool).

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

Tendo em conta que tem um conjunto superior a qualquer dos seus adversários, é provável que a Holanda vença sem dificuldade o Grupo E do Mundial 2010. Ainda assim, a Laranja Mecânica deve encarar os seus oponentes com respeito e dar tudo de si, pois, grandes selecções holandesas fracassaram no passado com equipas tão boas ou melhores que esta.

Calendário – Grupo E (Mundial 2010)

  • 14 de Junho: Holanda vs Dinamarca
  • 19 de Junho: Holanda vs Japão
  • 24 de Junho: Holanda vs Camarões

 

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Esta vai ser a estreia da Sérvia, como país independente, num campeonato do mundo de futebol. Ainda assim, como herdeira natural da antiga selecção jugoslava, podemos dizer que a Sérvia tem uma história rica nos mundiais, pois a Jugoslávia participou em nove certames e conseguiu atingir as meias-finais em duas ocasiões (1930 e 1962). Ainda assim, e porque a última imagem é a que fica, a derradeira presença num campeonato do mundo foi em 2006, como Sérvia e Montenegro, resumindo-se a três jogos, três derrotas e uma viagem rápida para casa. Assim sendo, cabe agora aos sérvios, na África do Sul, tentarem corrigir essa má imagem e arrancarem para um bom Mundial. Num grupo com Austrália, Gana e Alemanha, os eslavos têm boas hipóteses de o fazer.

A Qualificação

Integrada no Grupo 7 da zona europeia de qualificação com França, Roménia, Áustria, Lituânia e Ilhas Faroé, a Sérvia teve um percurso brilhante. A equipa eslava venceu sete jogos, empatou um e perdeu dois, vencendo o agrupamento à frente da vice-campeã mundial, França.

Apesar de terem perdido no campo dos “bleus” (1-2) e na Lituânia (1-2), os sérvios fizeram resultados impressionantes como ganharem duas vezes à Roménia (3-2 e 5-0) e triunfarem no sempre difícil terreno da Áustria (3-1).

Assim sendo, foi de forma brilhante e justa que os sérvios conquistaram o direito em participarem no campeonato do mundo 2010 na África do Sul.

Grupo 7 – Classificação

  1. Sérvia 22 pts
  2. França 21 pts
  3. Áustria 14 pts
  4. Lituânia 12 pts
  5. Roménia 12 pts
  6. Ilhas Faroé 4 pts

O que vale a selecção sérvia?

A equipa sérvia é muito forte e tem qualidade em todos os sectores. A turma de Radomir Antic tem uma mistura muito positiva entre juventude e experiência, pois se, por um lado, apresentam atletas com muitos anos de alta roda do futebol como Stankovic, Pantelic ou Vidic, também apresentam jovens de pouca experiência mas muito talento como Kolarov, Kacar, Radosav Petrovic ou Kuzmanovic.

Na defesa, a equipa conta com um excelente guarda-redes, que não teve muita sorte no Sporting, mas que tem um enorme talento: Stojkovic. Depois, o quarteto defensivo é muito forte com o lateral esquerdo: Kolarov, que diz-se pretendido por Mourinho para o Real Madrid, a excelente dupla de centrais: Vidic-Lukovic e o lateral direito: Ivanovic. Trata-se de uma defesa com uma média de altura muito alta, com centrais quase intransponíveis e com dois laterais que são exímios a defender e que, principalmente no caso de Kolarov, atacam muito bem.

Depois, no meio campo, A equipa deve actuar com um duplo pivot de box to box: Milijas-Stankovic. Estes jogadores são muito importantes no esquema sérvio, pois atacam e defendem com a mesma intensidade, são muito inteligentes tacticamente e dão grande equilíbrio ao onze das águias brancas. Por outro lado, nas alas, devem jogar Jovanovic (na esquerda) e Krasic (na direita). Dois elementos que sabem procurar a linha, mas também fazem bem as diagonais para o centro para procurarem o remate. Nesta situação, Jovanovic é exímio.

Por fim, no ataque, é normal que Radomir Antic use a dupla: Zigic-Pantelic. Um duo que encaixa muito bem, pois Zigic é um atacante muito alto (2,02 metros), que joga fixo na área e é muito difícil de marcar, principalmente nas bolas áreas e Pantelic é um atacante mais móvel e desequilibrador que cai muito nas alas, sem descurar a procura do golo. Depois, a equipa, no banco, tem Lazovic, que pode substituir Zigic, em ocasiões que Antic prefira dois atacantes móveis em vez de um fixo e outro com maior mobilidade.

Assim sendo, com estes jogadores e num grupo com Alemanha, Austrália e Gana, a Sérvia tem boas perspectivas de alcançar a segunda fase.

O Onze Base

Partindo do principio que Radomir Antic irá apresentar um 4-4-2 clássico, a Sérvia deve actuar com Stojkovic (Wigan) na baliza; Um quarteto defensivo com: Kolarov (Lázio), Vidic (Manchester United), Lukovic (Udinese) e Ivanovic (Chelsea); Um meio campo com: Jovanovic (Liverpool), Milijas (Wolverhampton), Stankovic (Inter) e Krasic (CSKA Moscovo); E um ataque com a dupla: Zigic (Valência) e Pantelic (Ajax)

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

O grande problema da Sérvia é a sua instabilidade competitiva, que a leva, muitas vezes, a falhar nos momentos chave, pois em termos de qualidade de jogadores esta equipa está quase ao nível da Alemanha. Se conseguir aliar capacidade táctica à qualidade técnica e se conseguir por todos estes jogadores a funcionar como equipa, a Sérvia tem grandes condições de alcançar o segundo lugar e, até, poderá surpreender a Alemanha no primeiro lugar. No entanto, se falhar nesse pressuposto, pode mesmo terminar abaixo do segundo lugar e voltar mais cedo para casa.

Calendário – Grupo D (Mundial 2010)

  • 13 de Junho: Sérvia vs Gana
  • 18 de Junho: Sérvia vs Alemanha
  • 23 de Junho: Sérvia vs Austrália

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Após a excelente presença no Mundial 2006 em que só caíram nos oitavos de final aos pés do Brasil, os ganeses encaram esta segunda presença no campeonato do mundo como optimismo. Integrados num grupo com Alemanha, Sérvia e Austrália, os africanos acreditam que é possível alcançarem o segundo lugar e consequente apuramento para a segunda fase. Com excelentes jogadores como Asamoah Gyan, Muntari ou Annan, cabe ao seleccionador Milovan Rajevac criar condições para que estes joguem em equipa e mostrem um conjunto forte.

A Qualificação

O Gana passou por dois momentos bastante diferentes na fase de apuramento da zona africana.

Na 2ª fase, diante de Gabão, Líbia e Lesoto, tiveram bastantes dificuldades e acabaram por terminar com os mesmos pontos de gaboneses e líbios, apenas garantindo o primeiro lugar graças a terem uma melhor diferença de golos. Nessa fase, os Black Stars tiveram derrotas surpreendentes nas deslocações à Líbia (0-1) e Gabão (0-2).

Por outro lado, na 3ª fase, beneficiando de um grupo acessível com o Benin, Mali e Sudão, os ganeses superiorizaram-se aos adversários com clareza. Os Black Stars terminaram com mais três pontos que o 2º classificado (Benin) e apenas perderam uma partida, precisamente, fora, diante do Benin (0-1).

Ainda assim, foi com percalços inesperados que o Gana se qualificou para o campeonato do mundo do ano de 2010.

2ª Fase: Grupo 5 – Classificação

  1. Gana 12 pts
  2. Gabão 12 pts
  3. Líbia 12 pts
  4. Lesoto 0 pts

3ª Fase: Grupo D – Classificação

  1. Gana 13 pts
  2. Benin 10 pts
  3. Mali 9 pts
  4. Sudão 1 pt

O que vale a selecção ganesa?

A equipa ganesa tem um colectivo forte  e com condições para discutir o segundo lugar do grupo com australianos e sérvios. Ainda assim, a sua defesa frágil e a ausência da grande estrela: Michael Essien, poderá ser-lhes fatal.

O sector mais recuado dos ganeses conta com um guarda-redes apenas razoável (Kingson)  e uma dupla de centrais (John Mensah-Vorsah) com algumas deficiências, nomeadamente Vorsah, que, pelo chão, é facilmente batido. Ainda assim, nem tudo é negativo na defesa ganesa, pois tanto o lateral esquerdo (Sarpei) como o lateral direito (Paintsil) defendem e atacam com competência, havendo ainda uma outra excelente opção para a direita, o defesa do Basileia: Inkoom.

Por outro lado, o meio campo, mesmo sem Essien, é o sector mais forte, pois os ganeses têm excelentes jogadores neste sector. Jogando em 4-4-2 clássico, o flanco esquerdo do meio campo deverá ser entregue a Muntari e o direito a Andre Ayew, sendo que o jogador do Inter funcionará mais como interior e Ayew quase como extremo. Por outro lado, no centro do terreno, Rajevac deverá utilizar a dupla: Annan-Appiah, que é muito forte fisicamente e pode ajudar a disfarçar as carências defensivas da dupla de centrais.

Por fim, o ataque deverá ser composto pela dupla: Asamoah Gyan-Amoah. Tratam-se de dois avançados que se movimentam muito bem na área e caem bem nos flancos, confundindo as marcações. Para além disso, são ambos excelentes no capítulo da finalização. Outra opção natural, quando for necessária maior poder de choque na frente de ataque é o gigante: Prince Tagoe.

O Onze Base

Jogando em 4-4-2 clássico o Gana deve apresentar Kingson (Wigan) na baliza; Um quarteto defensivo composto por Sarpei (Leverkusen), John Mensah (Sunderland), Vorsah (Hoffenheim) e Paintsil (Fulham); Depois, no meio campo, Appiah (Bolonha) e Annan (Rosenborg) serão o duplo-pivot, enquanto Muntari (Inter) aparecerá na esquerda e André Ayew (Arles) aparecerá na direita; Por fim, no ataque, joga a dupla: Asamoah Gyan (Rennes) e Amoah (NAC).

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

A ausência de Michael Essien foi um rude golpe nas ambições ganesas para este campeonato do mundo e essa situação aliada à fragilidade do centro da defesa, coloca-os um pouco abaixo de sérvios e australianos na luta pelo segundo lugar. Ainda assim, os ganeses têm, na globalidade, uma boa equipa e, se o duplo-pivot for capaz de disfarçar os problemas defensivos, a equipa africana tem hipóteses de alcançar os oitavos de final.

Calendário – Grupo D (Mundial 2010)

  • 13 de Junho: Gana vs Sérvia
  • 19 de Junho: Gana vs Austrália
  • 23 de Junho: Gana vs Alemanha

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