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Posts Tagged ‘Liga Brasileira’

A Liga ZON Sagres foi considerada a 4ª melhor do Mundo

Numa altura em que a proibição da publicidade da Bwin pode levantar sérios problemas nas finanças dos clubes portugueses e, inclusivamente, pode por em causa a existência de provas como a Taça da Liga, importa lembrar que o futebol cá do burgo é das poucas indústrias de sucesso e exportáveis que nós temos.

Segundo o ranking da Federação Internacional da História e Estatística do Futebol (IFFHS) apenas três campeonatos superaram a liga portuguesa no ano passado: Espanha, Inglaterra e Brasil, sendo que a nossa liga encontra-se à frente de provas como a Bundesliga, Série A ou Ligue 1.

Obviamente, que estatísticas valem o que valem e que apenas o mais optimista analista poderá ver a Liga Zon Sagres como uma competição superior à principal prova da Alemanha ou de Itália, todavia, é de louvar o que é feito cá no burgo, principalmente tendo em conta a diferença de meios existentes entre os maiores clubes portugueses e, inclusivamente, clubes médios de Itália, Espanha e Inglaterra.

Desde há quase duas décadas para cá, muitas vezes fizeram o “funeral” à competitividade do futebol português, tendo os “profetas da desgraça” começado por dizer que não resistiríamos à Lei Bosman e depois ao incremento de dinheiro existente em campeonatos outrora menos abastados como o russo, ucraniano ou turco.

Apesar de tudo, a liga portuguesa foi resistindo, continuando a fazer excelentes resultados lá fora, sendo que desde o ano 2000, já conquistamos uma Liga dos Campeões, duas taças UEFA/Liga Europa e assistimos à presença de três diferentes equipas portuguesas em finais e cinco em meias-finais de provas reguladas pela UEFA.

Conseguimos isso tudo com meios muito inferiores aos principais campeonatos europeus, sendo curiosa a reacção do treinador do Valência quando Jorge Jesus lhe confidenciou qual era o orçamento do Benfica, incomparavelmente inferior ao clube “ché”, mas atingindo resultados muito superiores ao do clube da Comunidade Valenciana. Também acredito, sinceramente, que os treinadores de Celtic, Sevilha, Liverpool e até Dínamo Kiev corariam de vergonha quando soubessem quais eram os meios financeiros da equipa portuguesa que os eliminou na Liga dos Campeões/Liga Europa da temporada transacta.

Este sucesso desportivo, faz com que o nosso principal campeonato atraia bons valores internacionais, contando-se inúmeros talentos de bom renome a jogarem na nossa liga, situação que, todavia, devia ser melhor aproveitada, como fonte de exportação da nossa Liga para outros países. De facto, a quantidade de sul-americanos de grande qualidade que existe em Portugal, exigia que a Liga fosse mais incisiva na promoção do nosso campeonato na América do Sul, apoiando-se no sucesso dos nossos clubes portugueses na UEFA, mas, também, na atractividade que será para um sul-americano ver jogadores consagrados como Aimar, Garay, Elias, Hulk, Luisão ou Matías, assim como as estrelas de amanhã como James, Carrillo ou Danilo.

Por outro lado, a nossa liga continua com laços afectivos bem profundos com as nossas antigas colónias em África, que continuam a seguir apaixonadamente o nosso futebol como se o deles se tratasse. Ali é outro ponto em que devemos apostar, nomeadamente na ascendente Angola, mas sem esquecer todos os outros países lusófonos que seguem o Benfica, FC Porto, Sporting e outros clubes nacionais com uma paixão indescritível.

Devíamos apresentar a nossa liga como um campeonato do presente, mas também uma competição que poderá mostrar o que podem ser os futuros craques. Devíamos relembrar que foi daqui que saíram grandes talentos internacionais como Cristiano Ronaldo, Nani, Di María ou Pepe.

Contudo, continuamos demasiado embrulhados em pequenas guerrinhas e “fait-divers” como as mensagens presentes no corredor dos balneários de Alvalade, para nos debruçarmos numa realidade que nos escapa a cada dia e que passa pelo facto do nosso campeonato e do nosso futebol ainda ser das poucas coisas que devíamos potenciar no exterior como um produto de enorme qualidade e de orgulho português. Infelizmente, como em quase tudo na vida, temo que só nos vamos aperceber verdadeiramente deste facto demasiado tarde…

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Rodrigo Tiuí na final da Taça de Portugal 07/08

Teve uma passagem curta por Alvalade, mas ficará para sempre no coração dos adeptos leoninos por um bis que fez na final da Taça de Portugal de 2007/08 diante do FC Porto e que garantiu a conquista da prova rainha do futebol nacional. Apesar disso, tratou-se do único momento de glória de um avançado-centro que, durante o ano e meio que esteve no Sporting Clube de Portugal, pouco jogou e ainda menos marcou, tornando-se noutra enorme desilusão e fracasso na eterna busca dos leões por um goleador que parece finalmente ter tido um fim com a chegada do artilheiro holandês Ricky van Wolfswinkel.

Produto das escolas do Fluminense

Rodrigo Bonifácio da Rocha (Rodrigo Tiuí) nasceu a 4 de Dezembro de 1985 em Taboão da Serra, Brasil, e iniciou a carreira nas camadas jovens do Fluminense, clube pelo qual se estrou profissionalmente em 2003.

Até 2007, o avançado brasileiro realizou 70 jogos (12 golos) pelo clube carioca, tendo, pelo meio, sido emprestado ao Noroeste (20 jogos, 8 golos) e ao Santos (29 jogos, 6 golos).

Época e meia em Alvalade

Em Janeiro de 2008, Rodrigo Tiuí transferiu-se para o Sporting e teve a primeira experiência no futebol europeu. Durante a permanência de época e meia em Lisboa, o avançado canarinho não foi muito feliz, pois apenas fez três golos em catorze jogos, ainda que dois deles tenham sido extremamente importantes, pois valeram a conquista da Taça de Portugal no final da época 2007/08.

Em Setembro de 2009, o atacante regressou ao Brasil, transferindo-se para o Atlético Paranaense, onde também não vingou, passando depois para o Atlético Goianense, onde voltou a encontrar-se com os golos, pois facturou por nove vezes em dezoito partidas realizadas.

No Verão de 2010, o ponta de lança brasileiro voltou a tentar uma experiência na Europa, transferindo-se para os russos do Terek Grozny, clube que representa até este momento. Contudo, no clube russo, Tiuí não tem sido muito feliz, pois ainda só conseguiu fazer um golo em dezasseis partidas, percebendo-se, claramente, que apesar de ter alcunha de pássaro, talvez nunca seja avançado para grandes voos…

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Neto com a camisola do Atlético Paranaense

Talvez a maior promessa brasileira em termos de guarda-redes encontra-se a dar os primeiros passos no futebol italiano ao serviço da Fiorentina. Falo de Neto, ex-coqueluche do Atlético Paranaense.

Nascido a 19 de Julho de 1989 em Araxá, Brasil, Norberto Murara Neto iniciou a sua carreira nas camadas jovens do Atlético Paranaense, clube que haveria de passar a representar como sénior na temporada de 2009.

Entre o ano da estreia e Dezembro de 2010, Neto soube tornar-se o dono da baliza do Atlético Paranaense, somando 54 jogos pelo clube do Paraná e ganhando a cobiça de vários clubes sul-americanos e europeus. Essas boas exibições valeram-lhe a chamada à selecção principal canarinha e, em Janeiro de 2011, a transferência para a Fiorentina, onde, contudo, ainda não passou de terceiro guarda-redes.

Guarda-redes de grande futuro

Neto era um guarda-redes muito acarinhado pela torcida do Atlético Paranaense, pois revelava-se como um atleta dedicado  e extremamente seguro.

Frio, muito bom a sair-se aos pés dos adversários e aos cruzamentos, Neto também é um guarda-redes elástico e que muitas vezes faz defesas que todos julgavam impossíveis de serem realizadas.

Neste momento, com 22 anos, talvez fosse melhor ser emprestado a um clube de menores aspirações que a Fiorentina, para que possa continuar a sua natural evolução futebolística.

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Elias é internacional canarinho

O reforço mais caro da história do Sporting Clube de Portugal é um médio-centro internacional brasileiro de grande pulmão e boa qualidade técnica que, a espaços, faz lembrar o ex-jogador do Benfica, Ramires. Falo, obviamente, de Elias.

Nascido a 16 de Maio de 1985 em São Paulo, Brasil, Elias Mendes Trindade fez todo o seu percurso como jogador juvenil no Palmeiras, ainda que nunca tenha envergado a camisola do clube paulista como sénior.

Após abandonar o Palmeiras, iniciou a sua carreira profissional em 2005, no Náutico, tendo passado depois pelo São Bento, Juventus (São Paulo) e Ponte Preta. As boas exibições realizadas, nomeadamente no Ponte Preta onde foi vice-campeão paulista em 2008, valeram-lhe a transferência para o Corinthians.

O novo reforço leonino deixou saudades no Timão

Um ídolo da torcida no Corinthians

Elias permaneceu no Timão entre 2008 e o final de 2010, tendo realizado 160 jogos (58 golos) pelo clube paulista e sendo visto como um dos grandes ídolos dos exigentes adeptos do gigante brasileiro. No Corinthians, o internacional brasileiro ajudou o clube a regressar à primeira divisão logo em 2008, e foi peça fundamental nas conquistas do campeonato paulista e da Taça do Brasil no ano de 2009.

Essa ascensão meteórica ao serviço do Timão, valeu a Elias a chegada a internacional brasileiro e, também, uma transferência para o Atlético de Madrid a meio da temporada 2010/11. Contudo, no clube madrileno, Elias nunca confirmou na totalidade o que demonstrou ao serviço do Corinthians, transferindo-se neste defeso para o Sporting por 8,8 milhões de euros.

Elias já é sócio do Sporting

Um guerreiro com boa técnica

Elias é um médio-centro de enorme pulmão, daqueles que não param um segundo em constantes transições defesa/ataque e ataque/defesa e actua sempre no limite das suas forças.

Rápido, inteligente em termos tácticos e com boa técnica, é ideal para funcionar como elemento mais ofensivo de um duplo-pivot, ainda que também funcione muito bem como interior-direito ou mesmo médio-direito.

Com uma boa meia-distância e aparecendo muitas vezes em zona de tiro, é jogador para ajudar a resolver os problemas de finalização do Sporting, até porque o internacional brasileiro costuma terminar as temporadas com uma excelente média de golos.

Em suma, um reforço muito caro, mas que, pelas suas características, poderá ser bastante útil para a equipa leonina nesta temporada de 2011/12.

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Quintana foi um flop no FC Porto

Cerca de seis meses a treinar e sessenta e sete miseráveis minutos numa confrangedora derrota do FC Porto no País de Gales diante do modestíssimo Barry Town (1-3) foi tudo o que se pode ver dum trinco paraguaio que chegou aos dragões como uma grande promessa sul-americana, mas acabou por abandonar o clube de maneira rápida e sem deixar saudades aos adeptos azuis e brancos. De facto, foi muito infeliz e curta a primeira e única experiência europeia de Victor Quintana, um jogador que haveria de perceber rapidamente que o seu percurso futebolístico iria ser desenhado quase em exclusivo no seu país natal…

Destacou-se no Olímpia

Nascido a 17 de Abril de 1976, em Misiones, Paraguai, Victor Quintana iniciou a carreira no San Miguel da sua cidade natal, estreando-se profissionalmente por esse clube em 1996. Em 1998, transferiu-se para o Olímpia, conquistando o campeonato paraguaio por três épocas consecutivas (1998, 1999 e 2000) e garantindo, no Verão de 2001/02, a transferência para o FC Porto.

Quase um fantasma na passagem pelo FC Porto

Nos dragões, todavia, o seu percurso foi marcado pelo insucesso, pois o jogador limitou-se a pouco mais do que treinar, fazendo apenas 67 minutos diante do Barry Town num jogo da segunda pré-eliminatória da Liga dos Campeões, em que os azuis-e-brancos foram derrotados (1-3) após terem goleado (8-0) no Estádio das Antas.

Assim sendo, foi sem surpresa que regressou ao Olímpia em 2002, ainda a tempo de ser uma peça fulcral na conquista da Taça dos Libertadores por parte do clube paraguaio nessa época.

Novo insucesso na segunda e terceira experiência fora do Paraguai

Essas boas exibições valeram-lhe a transferência para o Brasil e para o Flamengo, todavia, o internacional paraguaio voltou a não se impor.

Pelo meio, ainda esteve breves meses no Moreirense na temporada 2003/04, no entanto, a fraca qualidade que apresentou, levou os responsáveis do clube nortenho a abdicarem dele ainda no mês de Agosto.

A partir daqui e até se retirar em 2008, Vítor Quintana apenas jogou no Paraguai, actuando com maior ou menor destaque em clubes como o Olímpia, Nacional e Sportivo Luqueño e nunca confirmando as credenciais que trazia no momento em que assinou pelo FC Porto.

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Henrique Miranda desponta no São Paulo

Começa a despontar no São Paulo um magnífico lateral-esquerdo que poderá ser um dos melhores na sua posição dentro de três/quatro anos: Henrique Miranda.

Nascido a 10 de Maio de 1993 em São Bernardo do Campo, Brasil, Henrique Miranda Ribeiro é um produto das escolas do São Paulo, clube pelo qual brilhou na última “Copinha”, ou seja a Copa de São Paulo de sub-20, a principal competição brasileira nessa categoria.

No futebol sénior, todavia, Henrique Miranda ainda dá os primeiros passos, tendo se estreado já este ano pelo São Paulo no campeonato brasileiro, num duelo diante do Figueirense.

Lateral-esquerdo de perfil ultra-ofensivo

Henrique Miranda é um lateral-esquerdo que, muitas vezes, mais parece um extremo pela sua enorme apetência para subir no terreno e aparecer constantemente em zonas de ataque, sendo para efectuar um cruzamento ou, inclusivamente, para finalizar.

Rápido, muito bom tecnicamente e com boas noções de posicionamento táctico, o lateral-esquerdo são-paulino é um jogador ideal para um 4-4-2 com um lateral mais defensivo do outro lado, ou para funcionar como ala-esquerdo num 5-3-2 ou 3-5-2.

Neste momento, com apenas 18 anos, seria um jogador a contratar por um clube português interessado numa promessa sul-americana que, por certo, rapidamente irá dar que falar.

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Marcelo Labarthe no Grémio

No Verão de 2005, no rescaldo da temporada do “quase”, o Sporting foi ao Rio Grande do Sul adquirir aquele que se dizia ser uma das grandes promessas do Internacional de Porto Alegre e, mais do que isso, o novo “Deco”: Marcelo Labarthe. Rotulado de grande talento, mas com apenas 21 anos, o Sporting entendeu que era melhor emprestá-lo a outros clubes portugueses, para que, futuramente, explodisse nos verde-e-brancos. Todavia, os leões rapidamente perceberam que alguém que não se impõe no Beira-Mar ou no Vitória de Setúbal dificilmente será uma mais valia para o Sporting Clube de Portugal…

Produto das escolas do Internacional

Marcelo Martini Labarthe nasceu a 12 de Agosto de 1984 em Porto Alegre, Brasil, e frequentou as escolas de um dos grandes clubes do Estado do Rio Grande do Sul, o Internacional de Porto Alegre.

Após alguns jogos pela equipa principal do “Colorado”, começou-se a falar do talento do jovem “dez”, que se dizia reunir as características de outro jogador que havia brilhado em Portugal: Deco.

Assim sendo, o Sporting avançou para a sua contratação em 2005, emprestando-o, nessa temporada de 2005/06 ao Beira-Mar, onde Labarthe não conseguiu confirmar tudo o que se dizia sobre si, efectuando apenas 13 jogos num clube que, na altura, estava no segundo escalão do futebol português.

Apesar da desilusão na experiência em Aveiro, o Sporting entendeu dar mais uma oportunidade ao criativo brasileiro, emprestando-o, em 2006/07, ao Vitória de Setúbal. Nos sadinos, todavia, o sucesso voltou a ser o mesmo, ou seja, (quase) nulo, com Marcelo Labarthe a não fazer mais do que onze jogos de futebol pálido e pouco inspirado.

Nunca confirmou o seu potencial

Após o empréstimo ao Vitória de Setúbal, o Sporting percebeu que Labarthe nunca seria uma mais-valia e deixou de ter um vínculo contratual com o brasileiro.

Assim sendo, em 2007, o canarinho regressou ao Brasil e ao Rio Grande do Sul, para representar o Grémio, todavia, não criou qualquer impacto, mudando-se, dois anos depois, para o Japão, onde representou o Ventforet Kofu.

Após novo insucesso, desta vez em terras nipónicas, Marcelo Labarthe regressou ao Brasil, onde já representou clubes modestos como o Uberlândia, Caxias do Sul e, neste momento, já com 26 anos, o São José.

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Um grande talento na baliza do Almería

Um dos melhores guarda-redes da Liga Espanhola actua num dos clubes mais fragéis desse mesmo campeonato, o Almería, e chama-se Diego Alves.

Nascido a 24 de Junho de 1985, no Rio de Janeiro, começou nos escalões de formação do Botafogo, passando, em 2004, para o Atlético Mineiro. No galo, foi conquistando rapidamente o seu espaço e acabou por tornar-se num dos esteios da equipa que venceu a segunda divisão em 2006 e o campeonato mineiro em 2007.

Essas excelentes exibições, aliadas a um enorme talento, tornaram-no um alvo apetecível para clubes europeus, sendo que, nesse mesmo ano de 2007, Diego Alves transferiu-se para os espanhóis do Almería.

Nesse clube da Liga Espanhola já fez, em três épocas e meia, noventa e quatro jogos, assumindo-se como a grande figura da equipa. Muito seguro, corajoso e elástico, trata-se de um guarda-redes de grande talento, que apenas sofre mais golos por actuar numa equipa com poucas soluções dentro do forte campeonato espanhol.

Na verdade, se a equipa se mantém no principal campeonato do país vizinho há três anos e meio, muito deve às grandes exibições deste guarda-redes brasileiro, que ainda não tem nenhuma internacionalização porque se encontra tapado na selecção canarinha por atletas como Júlio César, Doni ou Gomes.

Prevê-se que, num futuro próximo, o guarda-redes brasileiro mude para um clube europeu com outros pergaminhos, mas, até lá, convido-o a segui-lo num jogo do Almería e descobrir todo o seu talento.

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Domingos da Guia revolucionou a posição de defesa-central

Chamavam-lhe o “divino mestre” e, na verdade, foi um jogador revolucionário, pois numa altura em que os defesas-centrais eram sinónimo de agressividade e pontapé para a frente, Domingos da Guia era um defesa-central de fino recorte técnico, que sabia ter a bola no pé e subir no terreno com ela bem redondinha. Com grande capacidade de drible e excelente visão de jogo, o defesa-central brasileiro conseguia ser o primeiro elemento ofensivo das suas equipas, driblando adversários e mostrando uma habilidade inexistente, até aí, num jogador dessa posição. Nos dias de hoje, há mesmo quem diga que foi o melhor “zagueiro” brasileiro do Século XX.

Nascido a 19 de Novembro de 1912, Domingos da Guia iniciou a sua carreira em 1929, ao serviço dos cariocas do Bangu, onde permaneceu por três anos. Depois, haveria de representar clubes de três países diferentes e onde, curiosamente, ganhou títulos em todos: Nacional (campeão uruguaio em 1933), Vasco da Gama (campeão carioca em 1934) e Boca Juniors (campeão argentino em 1935).

Em 1936, haveria de transferir-se para o clube onde teve mais impacto na sua carreira, o Flamengo. Nessa equipa carioca, esteve por sete temporadas, fazendo mais de 200 jogos e conquistando o campeonato carioca em 1939, 1942 e 1943.

Antes do final da sua carreira, ainda esteve nos paulistas do Corinthians (1943-1947) e, em 1948, regressou ao Bangu, onde terminou a sua carreira de futebolista um ano mais tarde.

Internacional brasileiro por 30 ocasiões, foi considerado o melhor defesa do Mundial de 38, onde mostrou ao mundo toda a sua técnica, velocidade e habilidade, provando que um defesa-central não tem de ser só um jogador para dar pancada, mas, também, o primeiro elemento do processo ofensivo de uma equipa.

O legado dessa mudança de paradigma no futebol pertence a este magnífico defesa chamado Domingos da Guia, mas eternizado como o “divino mestre”.

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Bruno César é um craque do "Timão"

Muitas vezes se diz que no Brasil não existem números dez modernos e que apenas existem médios ofensivos clássicos, daqueles que jogam quase parados e que dificilmente se vão impor no futebol europeu. No entanto, essa é uma ideia errada e um bom exemplo disso é o fantástico número 10 do Corinthians: Bruno César.

Nascido a 3 de Novembro de 1988, Bruno César Zanaki passou pelas camadas jovens de clubes como o União Barbarense, Bahia e São Paulo, antes de começar a jogar regularmente como profissional em 2009, ao serviço do Ulbra.

No Ulbra rapidamente deu provas de ser um jogador com um talento acima do normal e, assim, nesse mesmo ano, passou para o Noroeste (26 jogos, 8 golos). Posteriormente, no final de 2009 e início de 2010, actuou no Santo André (23 jogos, 6 golos) onde continuou a mostrar ser um número dez de grande classe, visão de jogo e sentido de baliza.

Essas grandes exibições ao serviço desses pequenos clubes do Estado de São Paulo levaram Bruno César, já este ano, para o Corinthians, onde se tem assumido como a grande estrela do “Timão”. Em 29 partidas, o dez canarinho já conseguiu fazer 15 golos e, de jogo para jogo, tem evoluído o seu futebol de forma rápida e consistente, percebendo-se que, em breve, irá dar o salto para o futebol europeu.

Atleta rápido, inteligente e com técnica apurada, Bruno César é o jogador ideal para actuar atrás de um ponta de lança num sistema 4-2-3-1, podendo, também, ser bastante produtivo como vértice mais ofensivo do meio campo num 4-3-3. Com grande visão de jogo e um sentido de baliza pouco usual num “dez”, Bruno César deverá chegar à selecção canarinha num futuro próximo e seria uma excelente aquisição para qualquer grande português.

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