Feeds:
Artigos
Comentários

Posts Tagged ‘Liga dos Campeões’

José Mourinho joga o presente e futuro na "Champions"

Mourinho joga o presente e futuro na “Champions”

O Sorteio dos oitavos de final da Liga dos Campeões colocou o Real Madrid no caminho do Manchester United naquele que, provavelmente, é o duelo mais interessante da prova, pois o outro grande desafio (BarcelonaxMilan), acaba por ser apenas um confronto entre dois nomes do passado, pois, actualmente, o Barça é uma equipa infinitamente superior aos “rossoneri”.

No entanto, mais que um grande jogo entre o actual líder da Premier League e o campeão em título da Liga Espanhola, defrontam-se dois antigos rivais da Liga Inglesa, José Mourinho e Alex Ferguson, além de que, mais do que tudo isso, este é um confronto entre o actual e o que muitos dizem futuro treinador do Manchester United.

De facto, existe uma crescente e forte corrente de opinião, entre jornalistas, futebolistas e treinadores do Reino Unido, que defende que José Mourinho é o homem ideal para abraçar o lugar de Alex Ferguson em 2013/14 (ou 2014/15) quando Sir Alex se retirar da sua extensa e gloriosa carreira.

Curiosamente, este duelo surge numa altura em que o Real Madrid já perdeu o campeonato (13 pontos não são recuperáveis no contexto actual da Liga Espanhola) e em que a posição de José Mourinho está cada vez mais fragilizada. De facto, e porque a Taça do Rei conta pouco para a exigente família merengue, só a Liga dos Campeões pode salvar a pele do treinador português.

Na verdade, a ironia começa aqui. José Mourinho dificilmente resistirá a uma eliminação nos oitavos de final da “Champions”, pois sem campeonato espanhol para ganhar e com o fim do percurso europeu, o “Special One” torna-se um treinador demasiado caro para as ambições reduzidas até ao final da temporada 2012/13. Além disso, será o segundo ano consecutivo sem conseguir o tão ambicionado sucesso europeu e isso, valha a verdade, deverá ser fatal para Mourinho.

Assim sendo, o treinador português pode acabar por cair na “Champions” e no Real Madrid com a equipa que muitos avançam que pode ser a sua futura equipa, criando um paradoxo que pode fomentar uma mudança de paradigma. De facto, uma coisa são os “red devils” avançarem para um treinador de sucesso presente e que se assuma como alternativa equiparada a Sir Alex, outra, ao invés, é avançarem para um treinador despedido e que, curiosamente, até caiu com o Manchester United.

Obviamente que tudo isto são suposições e o Real Madrid tem todas as condições para superar o conjunto inglês e, inclusivamente, avançar até à conquista da Liga dos Campeões, todavia, esta partida com o Manchester United acaba por ser muito mais que uma eliminatória da “Champions”, tendo o condão de jogar com o presente e futuro do melhor treinador português de sempre.

Read Full Post »

Peseiro não tem o ADN dos vencedores

José Peseiro é um excelente treinador do panorama futebolístico português. Dotado de elevados conhecimentos e com uma visão abrangente do desporto rei, o actual técnico do Sporting de Braga é conhecido por colocar as equipas a jogarem um futebol romântico e bastante agradável à vista, todavia, falha em algo extremamente importante: ganhar nos momentos chave.

A situação já não é nova. No Sporting, muitos ainda idolatram o ano do quase, esquecendo que José Peseiro, em 34 jornadas, fez 61 pontos, ou seja, menos onze que Paulo Bento (entrou à sétima jornada) na época seguinte e menos doze que Fernando Santos em 2003/04. Para terem uma ideia do fraco desempenho global dos três grandes nessa temporada, lembre-se que o Benfica de Trapattoni foi campeão com 65 pontos, enquanto o FC Porto de Mourinho foi campeão em 2003/04 com 82 pontos e o de Co Adriaanse foi campeão em 2005/06 com 79 pontos.

Nessa temporada, o Sporting tinha tudo para ser campeão nacional, pois tinha muito melhor plantel que o Benfica e, tendo um plantel equivalente ao do FC Porto, beneficiava de uma maior estabilidade que uma equipa azul-e-branca ainda a digerir a saída de José Mourinho. Ao contrário do que muitos dizem, os leões não perderam esse campeonato graças à cabeçada de Luisão, mas, ao invés, por uma série de resultados impensáveis, como perder em casa com o Penafiel (0-2) e Marítimo (0-1) ou somar empates caseiros com equipas como o U. Leiria, V. Setúbal e Académica.

Também nessa altura, era habitual o Sporting perder pontos na recta final dos jogos, foi assim na derrota (2-3) na Choupana ou no empate (2-2) em Aveiro. Era um futebol apaixonante, ofensivo, mas que, quando tinha a presa dento do saco, muitas vezes não o sabia fechar, permitindo volte-faces dolorosos como o da final da Taça UEFA diante do CSKA Moscovo.

Ontem, mal vi Beto sair de forma disparatada no lance do golo de van Persie, disse em voz alta: “O Sp. Braga ainda vai perder este jogo.” Fui preconceituoso, admito, mas não me enganei e, mais grave do que isso, vejo que José Peseiro não mudou nada de há oito temporadas para cá. Continua o mesmo romântico que coloca sorrisos nos adeptos, apenas para depois transformar esses sorrisos em desespero, à medida que os minutos passam e a bonança se transforma em tempestade.

A falha de Beto no lance do empate dos “red devils” é gritante, mas o Sp. Braga não podia ter continuado com o mesmo esquema de jogo diante dos ingleses. José Peseiro não soube resguardar a equipa e não deixa de ser irónico que o Manchester United, a perder no recinto de uma equipa menos cotada, consiga empatar num lance em que os bracarenses estavam descompensados em zona defensiva. Convido o José Peseiro a ver o vídeo do Celtic-Barcelona de ontem e a tirar algumas ilações.

O ex-treinador do Sporting continua a revelar os mesmos problemas. Excelente técnico a montar a equipa, é pouco lesto a alterá-la, denotando muitos problemas em reagir a alterações tácticas do adversário e acabando, invariavelmente, por permitir cambalhotas no marcador de jogos que, aparentemente, pareciam ganhos.

Enquanto isso se mantiver, dificilmente José Peseiro deixará de ser o treinador do “quase”, mantendo-se, ao invés, como um treinador que as pessoas simpatizam, mas que nunca será visto como um treinador ganhador. O futuro pode contrariar-me, mas, pelos últimos exemplos, a máxima parece manter-se “Uma vez Peseiro, para sempre Peseiro…”

Read Full Post »

Quando pensamos no futebol bávaro e, mais concretamente, em clubes de Munique, o conjunto que vem imediatamente à cabeça é o colosso Bayern, clube onde passaram estrelas como Beckenbauer, Gerd Müller ou Klinsmann e que ganhou inúmeros títulos germânicos e internacionais. Todavia, o primeiro clube de Munique a disputar o principal campeonato alemão foi outro, um conjunto agora modesto, mas que fez parte da génese do futebol alemão, o 1860 Munique. Apesar de só ter conquistado um campeonato alemão em contraponto com os 22 conquistados pelo Bayern, o 1860 Munique pode sempre se orgulhar de o ter feito  antes do primeiro título do clube de Beckenbauer e esse crédito, diga-se, nunca ninguém nunca lhe pode tirar.

Fundado em 1860, chegou à Bundesliga em 1964 e conquistou-a em 1965/66

O 1860 Munique, como o nome indica, foi fundado em 1860 e criou o seu departamento de futebol em 1899. Até à década de 60 do século XX, o futebol germânico não tinha qualquer campeonato nacional, sendo as equipas integradas em ligas regionais e apenas disputando uma Taça nacional. Nessa fase, o 1860 Munique destacou-se por ter conquistado o campeonato bávaro em 1941 e 1943 e a Taça da Alemanha em 1942.

Em 1963/64, criou-se a Bundesliga e o 1860 Munique garantiu a entrada nessa nova competição ao vencer o campeonato regional do sul da Alemanha no ano anterior. Nessa mesma época em que se estreou no principal campeonato, o 1860 Munique voltou a conquistar a Taça da Alemanha, somando, dessa forma, a segunda da sua história.

Para termos uma noção da importância que foi essa entrada rápida na Bundesliga, devemos dizer que o Bayern, por exemplo, só conseguiu entrar no principal campeonato alemão em 1965/66, ou seja, duas temporadas depois do seu vizinho de Munique. Esse ano de estreia do Bayern foi, também, o ano mais importante da história do 1860 Munique, pois foi a temporada em que o clube conquistou o seu único título da Bundesliga.

Disputou final europeia em 1964/65

Em 1964/65, no rescaldo de ter conquistado a Taça da Alemanha na temporada anterior, o 1860 Munique disputou a Taça das Taças, efectuando campanha de luxo que só pararia na final.

De facto, depois de eliminar o Union Luxemburgo, o FC Porto, o Légia Varsóvia e o Torino, o clube bávaro chegou à final, onde defrontou o poderoso clube inglês do West Ham.

No duelo decisivo, o clube londrino foi mais feliz e superou o 1860 Munique por 2-0. Todavia, esta é, até hoje, a melhor campanha europeia de sempre do 1860 Munique.

Declínio começou nos anos 70

Depois do excelente inicio da década de 60, o 1860 Munique começou a perder gás no contexto futebolístico alemão, acabando por descer de divisão no final da época 1969/70.

A partir daqui, o clube entrou numa era de sete anos no segundo escalão, passando depois por uma fase de clube “io-io.” Ou seja, andava entre o primeiro e segundo escalão sem se cimentar em nenhuma das provas.

Em 1982, o clube bávaro haveria de conhecer um dos momentos mais tristes da sua história, ao ver-se relegado ao terceiro escalão, situação que surgiu em virtude de uma grave crise financeira.

Regresso ao primeiro escalão surgiu em 1994

Em 1993/94, o clube de Munique terminou a 2ª Bundesliga em terceiro lugar e conseguiu regressar finalmente ao primeiro escalão do futebol alemão. Desta feita, o clube bávaro permaneceu dez temporadas na Bundesliga, destacando-se o quarto lugar averbado em 1999/2000 e que permitiu que o 1860 Munique disputasse as pré-eliminatórias da Liga dos Campeões na temporada seguinte.

Em 2003/04, porém, o clube bávaro haveria de descer novamente ao segundo escalão, mantendo-se o 1860 Munique na 2ª Bundesliga até aos dias de hoje.

Read Full Post »

Actual líder do campeonato russo, o Zenit São Petersburgo chega a este duelo dos oitavos de final da Liga dos Campeões diante do Benfica após ter ficado em segundo lugar no seu grupo, curiosamente, à frente de outra equipa portuguesa, o FC Porto. Clube milionário graças ao patrocínio da Gazprom (maior empresa de gás do Mundo), o Zenit tem conhecido um passado recente cheio de títulos, tendo conquistado inclusivamente a Taça UEFA em 2007/08 e procurando agora, pela primeira vez na sua história, o acesso aos quartos de final da prova mais importante do continente europeu.

O Zenit actua no Estádio Petrovsky

Quem é o Zenit?

O Zenit São Petersburgo foi fundado em 1925, mas nunca foi um gigante no futebol soviético, tendo apenas ganho uma Taça da União Soviética (1944) e um campeonato soviético (1984), numa fase em que o futebol da URSS era dominado pelos clubes moscovitas e pelo Dínamo Kiev.

No entanto, já depois da dissolução da União Soviética, o clube de São Petersburgo chegou mesmo a cair na nova segunda divisão da Federação Russa, tendo regressado em 1996 e recebido um grande incremento de qualidade quando beneficiou do patrocínio da Gazprom.

Esse enriquecimento haveria de garantir frutos em 2007 com o primeiro título russo, tendo ainda o Zenit conquistado a Taça UEFA em 2007/08, a Supertaça Europeia em 2008 e novo campeonato russo em 2010, assumindo-se, neste momento, como um dos grandes clubes da Rússia, tendo grandes jogadores como Bruno Alves, Danny, Kerzhakov e Criscito.

Luciano Spalletti é o treinador do Zenit

Como joga?

Treinado pelo italiano Luciano Spalletti, o Zenit é um conjunto que sabe praticar bom futebol, mas também é conservador quando necessário, podendo actuar com o bloco demasiado baixo em inúmeras partidas como foi exemplo o duelo diante do FC Porto na última jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões.

Defensivamente é uma equipa bastante segura, destacando-se Bruno Alves como chave da boa qualidade do sector, tendo depois no ataque elementos rápidos e perigosíssimos como Lazovic ou Faizulin, ainda que esteja orfã por lesão daquele que é a grande estrela da companhia, o internacional português Danny.

No duelo diante do Benfica e apesar das ausências de Danny e Criscito, o clube russo deverá manter o 4x3x3, actuando com um onze que não deve andar longe do seguinte: Zhevnov; Anyukov, Bruno Alves, Hubocan e Lombaerts; Zyrianov, Shirokova e Denisov; Faizulin, Kerzhakov e Lazovic.

Kerzhakov é um avançado de qualidade

Quem é que o Benfica deve ter debaixo de olho? Kerzhakov

Na ausência de Danny, a grande estrela do Zenit é o ponta de lança internacional russo Kerzhakov, jogador que tem grande experiência internacional ao serviço de clubes como o de São Petersburgo, mas também o Sevilha e o Dínamo Moscovo. Produto das escolas do Zenit, o avançado-centro marcou 95 golos em 205 jogos entre 2001 e 2006 com a camisola do clube patrocinado pela Gazprom, tendo garantido depois uma transferência para Espanha e para o Sevilha.

No futebol espanhol, nunca brilhou ao nível que havia feito no Zenit e, assim, regressou à Rússia em 2008, transferindo-se para o Dínamo Moscovo onde, em duas épocas, efectuou excelente registo (59 jogos, 23 golos). De regresso ao Zenit desde 2010, o internacional russo já marcou 33 golos em 59 jogos, tendo sido peça importante na conquista do título russo no ano em que regressou a São Petersburgo.

Pelas suas características: mobilidade, capacidade técnica e enorme frieza na hora de atirar à baliza, trata-se de um jogador que os benfiquistas não deverão deixar respirar neste duelo dos oitavos de final, obrigando a dupla Garay-Luisão a atenções redobradas na marcação ao internacional russo.

Como chegou aos 8/final?

Fase de Grupos:

  • Zenit vs Apoel Nicósia (CHI) 0-0 e 1-2
  • Zenit vs FC Porto (POR) 3-1 e 0-0
  • Zenit vs Shakhtar Donetsk (UCR) 1-0 e 2-2
Classificação:
  1. Apoel Nicósia (CHI) 9 pontos
  2. Zenit 9 pontos
  3. FC Porto (POR) 8 pontos
  4. Shakhtar Donetsk (UCR) 5 pontos

Confrontos com equipas portuguesas em provas da UEFA

Taça UEFA (2005/06): Zenit vs V. Guimarães 2-1

Liga Europa (2009/10): Zenit vs Nacional 1-1 e 3-4

Liga dos Campeões (2011/12): Zenit vs FC Porto 3-1 e 0-0

As possibilidades do Sport Lisboa e Benfica

Por várias razões, entendo que o Benfica é superior ao clube russo, tanto a nível de plantel como das condicionantes que envolvem esta partida: o campeonato russo está parado e a grande estrela do Zenit (Danny) está impedido de actuar por lesão.

Ainda assim, os encarnados terão de ser uma equipa muito inteligente na forma como abordarão a eliminatória, pois o clube russo é uma equipa muito fria e eficaz e, se conseguir um bom resultado em São Petersburgo, não terá qualquer problema de “estacionar o autocarro” no Estádio da Luz para defender a vantagem.

Assim sendo, o Benfica terá de ser uma equipa muito concentrada e matreira o quanto baste, para que possa superar com naturalidade este adversário russo.

Read Full Post »

Mourinho deposita quase todas as esperanças de vencer o Barça em Ronaldo

Mais um duelo entre o Real Madrid e o Barcelona e, como já tem sido (quase sempre) hábito, um domínio total e incontestável dos catalães diante de uns madrilenos mais preocupados em (tentarem) não deixar o Barcelona jogar que em aproveitar os excelentes valores que têm ao dispor no seu plantel para discutirem o jogo com armas semelhantes, ou pelo menos de forma mais digna e consentânea com os históricos pergaminhos de um enorme clube como é o Real Madrid.

Ontem, em pleno Santiago Bernabéu, chegou a ser constrangedor ver a facilidade como o Barcelona trocava de forma segura a bola a todo o campo, perante uma equipa do Real Madrid que não esboçava qualquer reacção para além de recuar em bloco e tentar acertar no jogador do Barcelona que estivesse mais perto para que pudesse parar, constantemente, o ritmo de jogo da equipa de Guardiola.

Na verdade, o 1-2 chega mesmo a ser um resultado simpático, tal foi o domínio do Barça, perante um Real Madrid que apenas existiu nos primeiros quinze minutos, uma altura em que até conseguiu chegar ao golo por mérito desse grande jogador que é Cristiano Ronaldo, mas também por demérito de Piqué, que lhe abriu uma auto-estrada, e Pinto, que abordou de forma muito deficiente o remate do internacional português.

Mas a culpa desta enorme discrepância exibicional entre merengues e catalães também é de José Mourinho que, ontem, fez-me lembrar Jesualdo Ferreira e a sua eterna vontade de inventar em jogos de teor de dificuldade mais elevado, com os (maus) resultados que daí quase sempre advinham.

Perante o plantel que o Real Madrid tinha ao seu dispor para o clássico, seria previsível um onze com Casillas na baliza; um sector defensivo com Sérgio Ramos e Fábio Coentrão nas laterais e Pepe e Ricardo Carvalho no centro; um duplo-pivot no meio-campo com Lass e Xabi Alonso, Özil a “dez”, Ronaldo numa ala, Kaká na outra (ou mesmo Higuaín se quisessem outro tipo de poder de fogo) e Benzema na frente de ataque. Mesmo que quisesse ser mais conservador, havia sempre a hipótese de subir Coentrão para a ala e lançar Marcelo, passando Ronaldo para o flanco direito.

Contudo, Mourinho aproveitou para utilizar um meio-campo com três jogadores quase exclusivamente defensivos (Xabi Alonso, Lass e Pepe), surpreender tudo e todos com a utilização de Altintop na lateral direita (muito esforçado, mas sofreu pesadelos com a acção de Iniesta no seu flanco) e deixar o ataque quase exclusivamente à acção do trio Higuaín-Benzema-Ronaldo.

Durante algum tempo, a estratégia ainda foi resultando, até porque o Barça não estaria à espera de um sistema tão conservador como o utilizado pelo treinador português e, também, pela velocidade e repentismo de Cristiano Ronaldo que, como se sabe, mesmo sozinho e desapoiado, é capaz de ser extremamente perigoso se lhe derem muito espaço como foi o caso do golo que apontou.

No entanto, com o passar dos minutos, os catalães foram se habituando ao sistema e o Real Madrid deixou pura e simplesmente de existir ou, vamos lá, existia mas só do meio-campo para trás, recuado, amedrontado com as movimentações de Messi e companhia, e apenas preocupado em que o jogo terminasse o mais cedo possível.

Ainda pensei, o Real Madrid está a ganhar e isto é uma estratégia para cansar o Barça e procurar fazer o segundo golo em contra-ataque. Mas não, a equipa não esticava com o 1-0, não esticou depois de Puyol empatar a contenda e mal esboçou uma reacção após Abidal ter dado a volta ao resultado. No relvado, restava Pepe a criar conflitos em todos os lances em que intervia, simulando agressões, efectuando entradas duras e, até, pisando de forma intempestiva Messi, num lance que ainda pode custar muito caro ao internacional português.

Uma vez mais, o Real Madrid perdia um jogo com o Barcelona e, mais que isso, perdia de forma clara e sem margem para discussão, mostrando um medo do adversário que deveria envergonhar um clube que sempre foi conhecido pelo futebol atractivo praticado e por enorme cultura de futebol de ataque.

Ontem, ouvi Luís Freitas Lobo dizer que uma coisa é o Real Madrid ser campeão e outra é o Real Madrid ganhar ao Barcelona e estou completamente de acordo. O Real Madrid até poderá ser campeão perdendo todos os jogos com o Barcelona e Mourinho no final recordar que um campeonato se faz em 38 jogos e não em dois contra o Barça, mas devo dizer ao treinador português que já muitos treinadores foram despedidos no Real Madrid sendo campeões e apenas porque o futebol não era o mais apaixonante para o adepto merengue. Além disso, imagine-se que os madrilenos perdem o campeonato (pelo segundo ano consecutivo), a Taça (só um milagre salvará o Real Madrid em Camp Nou) e a Supertaça (que perderam no início da época) para o Barcelona de Guardiola? Restará a “Champions”, mas, aí, também existe Barcelona…

Mourinho tem de repensar o seu futebol e a forma como aborda estes jogos. Ninguém lhe exige nem pode exigir que jogue aberto e sem cautelas porque isso é suicídio perante a equipa catalã, mas o treinador português tem de perceber que mais do que se preocupar em anular o Barcelona, tem de se consciencializar que é necessário criar alguma coisa para vencer. Colocar essa missão exclusivamente nos ombros de Cristiano Ronaldo não é justo nem realista. O português é um fenómeno, mas é humano…

Read Full Post »

A Liga ZON Sagres foi considerada a 4ª melhor do Mundo

Numa altura em que a proibição da publicidade da Bwin pode levantar sérios problemas nas finanças dos clubes portugueses e, inclusivamente, pode por em causa a existência de provas como a Taça da Liga, importa lembrar que o futebol cá do burgo é das poucas indústrias de sucesso e exportáveis que nós temos.

Segundo o ranking da Federação Internacional da História e Estatística do Futebol (IFFHS) apenas três campeonatos superaram a liga portuguesa no ano passado: Espanha, Inglaterra e Brasil, sendo que a nossa liga encontra-se à frente de provas como a Bundesliga, Série A ou Ligue 1.

Obviamente, que estatísticas valem o que valem e que apenas o mais optimista analista poderá ver a Liga Zon Sagres como uma competição superior à principal prova da Alemanha ou de Itália, todavia, é de louvar o que é feito cá no burgo, principalmente tendo em conta a diferença de meios existentes entre os maiores clubes portugueses e, inclusivamente, clubes médios de Itália, Espanha e Inglaterra.

Desde há quase duas décadas para cá, muitas vezes fizeram o “funeral” à competitividade do futebol português, tendo os “profetas da desgraça” começado por dizer que não resistiríamos à Lei Bosman e depois ao incremento de dinheiro existente em campeonatos outrora menos abastados como o russo, ucraniano ou turco.

Apesar de tudo, a liga portuguesa foi resistindo, continuando a fazer excelentes resultados lá fora, sendo que desde o ano 2000, já conquistamos uma Liga dos Campeões, duas taças UEFA/Liga Europa e assistimos à presença de três diferentes equipas portuguesas em finais e cinco em meias-finais de provas reguladas pela UEFA.

Conseguimos isso tudo com meios muito inferiores aos principais campeonatos europeus, sendo curiosa a reacção do treinador do Valência quando Jorge Jesus lhe confidenciou qual era o orçamento do Benfica, incomparavelmente inferior ao clube “ché”, mas atingindo resultados muito superiores ao do clube da Comunidade Valenciana. Também acredito, sinceramente, que os treinadores de Celtic, Sevilha, Liverpool e até Dínamo Kiev corariam de vergonha quando soubessem quais eram os meios financeiros da equipa portuguesa que os eliminou na Liga dos Campeões/Liga Europa da temporada transacta.

Este sucesso desportivo, faz com que o nosso principal campeonato atraia bons valores internacionais, contando-se inúmeros talentos de bom renome a jogarem na nossa liga, situação que, todavia, devia ser melhor aproveitada, como fonte de exportação da nossa Liga para outros países. De facto, a quantidade de sul-americanos de grande qualidade que existe em Portugal, exigia que a Liga fosse mais incisiva na promoção do nosso campeonato na América do Sul, apoiando-se no sucesso dos nossos clubes portugueses na UEFA, mas, também, na atractividade que será para um sul-americano ver jogadores consagrados como Aimar, Garay, Elias, Hulk, Luisão ou Matías, assim como as estrelas de amanhã como James, Carrillo ou Danilo.

Por outro lado, a nossa liga continua com laços afectivos bem profundos com as nossas antigas colónias em África, que continuam a seguir apaixonadamente o nosso futebol como se o deles se tratasse. Ali é outro ponto em que devemos apostar, nomeadamente na ascendente Angola, mas sem esquecer todos os outros países lusófonos que seguem o Benfica, FC Porto, Sporting e outros clubes nacionais com uma paixão indescritível.

Devíamos apresentar a nossa liga como um campeonato do presente, mas também uma competição que poderá mostrar o que podem ser os futuros craques. Devíamos relembrar que foi daqui que saíram grandes talentos internacionais como Cristiano Ronaldo, Nani, Di María ou Pepe.

Contudo, continuamos demasiado embrulhados em pequenas guerrinhas e “fait-divers” como as mensagens presentes no corredor dos balneários de Alvalade, para nos debruçarmos numa realidade que nos escapa a cada dia e que passa pelo facto do nosso campeonato e do nosso futebol ainda ser das poucas coisas que devíamos potenciar no exterior como um produto de enorme qualidade e de orgulho português. Infelizmente, como em quase tudo na vida, temo que só nos vamos aperceber verdadeiramente deste facto demasiado tarde…

Read Full Post »

Xhaka é uma pérola do Basileia

Um dos jogadores que mais me agradou ver nesta primeira fase da Liga dos Campeões foi um médio-centro do Basileia, o kosovar naturalizado suíço: Granit Xhaka.

Nascido a 27 de Setembro de 1992 no Kosovo, Granit Xhaka é o irmão mais novo de Taulant Xhaka (também ele futebolista) e encontra-se na Suíça desde muito novo, tendo iniciado a sua carreira em 2000 nas escolas de formação do Concordia Basileia.

Em 2002, transferiu-se para o Basileia, clube que representa até este momento, tendo se estreado profissionalmente na temporada 2010/11, mais concretamente a 4 de Agosto de 2010, num jogo diante dos húngaros do Debrecen (3-1) a contar para as eliminatórias da Liga dos Campeões.

Até este momento, o médio-centro já soma 45 jogos (3 golos) pelo Basileia, assumindo-se como peça fundamental do conjunto suíço e tendo inclusivamente conquistado o título nacional helvético em 2010/11.

Peça importante na selecção suíça

Internacional por todos os escalões de formação pela Suíça, o jovem jogador do Basileia teve o seu momento mais alto em 2009, quando se sagrou campeão mundial de sub-17 ao serviço da selecção helvética.

Com apenas 18 anos, em Junho de 2011, o médio-centro haveria de garantir a primeira internacionalização A pela Suíça, estreando-se em Wembley num empate (2-2) com a Inglaterra. Desde essa partida, Xhaka haveria de fazer mais cinco partidas pela equipa helvética, assumindo-se como peça muito importante do meio-campo suíço e marcando o seu primeiro golo pela “Nati” numa vitória diante do Luxemburgo (1-0).

Médio-centro de grande inteligência posicional

Granit Xhaka é um médio-centro de 1,83 metros, que faz da sua grande capacidade posicional e inteligência a ler o jogo os seus grandes recursos. Forte fisicamente e com bons recursos técnicos, trata-se de um jogador que garante segurança à frente da defesa, tanto pela forma como cobre bem os espaços como pela fácil recuperação de bola.

No último jogo diante do Manchester United, formando com Cabral o duplo-pivot defensivo, foi o elemento do duo com mais responsabilidades ofensivas, percebendo-se facilmente que tem boa capacidade de construção e é efectivo nas transições defesa/ataque.

Pelas suas caractéristicas, é ideal para actuar ao lado de um trinco de tracção mais defensiva num 4x2x3x1, mas também pode actuar como “seis” puro ou “oito” num 4x3x3.

Neste momento, com apenas 19 anos, trata-se de um jovem muito talentoso e que merece que qualquer clube português interessado num bom médio-centro esteja de olho nele.

Read Full Post »

Malafeev segurou o nulo no FC Porto-Zenit

O FC Porto não conseguiu superar o Zenit de São Petersburgo em duelo da Liga dos Campeões e, dessa forma, ficou privado do apuramento para os oitavos de final da prova milionária, situação que para além do prestígio desportivo, também priva os dragões de conquistarem três milhões de euros. Todavia, tanto no plano desportivo como financeiro, será que se tratou de uma eliminação assim tão prejudicial?

Primeiro pensemos pelo plano desportivo. O FC Porto tem uma excelente equipa e, de facto, apenas Falcao está ausente da grande equipa que se exibiu por essa Europa fora na temporada transacta. Todavia, a saída do avançado colombiano não foi minimamente compensada pelos responsáveis azuis-e-brancos, que teriam ficado bem mais servidos com uma solução como a do Sporting (van Wolfswinkel), um atacante móvel, lutador, com sentido de baliza e capacidade de luta, do que com Kléber, que apesar do talento inegável, está a ter muitas dificuldades na transição psicológica de um clube médio para um clube de top.

Para além disso, Vítor Pereira também está a revelar-se um erro de casting, pois revela-se incapaz de motivar a equipa e impotente para oferecer ao FC Porto aquilo que de melhor os portistas ofereceram em 2010/11, uma excelente dinâmica posicional, que fazia com que todos os elementos soubessem o que fazerem dentro de campo. Ontem, diante do conjunto russo, o FC Porto até nem jogou propriamente mal, mas sentia-se que muitos elementos se escondiam do jogo, receosos, algo estranho e pouco habitual no clube azul-e-branco.

Nesse seguimento, partindo do princípio que Pinto da Costa não vai abdicar facilmente de Vítor Pereira e que, financeiramente, será difícil encontrar um avançado que faça a diferença neste mercado de Janeiro, dificilmente um apuramento para a fase seguinte da Liga dos Campeões garantiria um percurso muito longo, pois mesmo sendo primeiro do grupo (Curiosamente a derrota do Apoel Nicósia diante do Shakhtar garantia isso ao FC Porto), teria sempre a possibilidade de encontrar equipas complicadas como o Milan, Manchester United (se o Benfica vencer e não houver surpresa na Suíça), Nápoles/Manchester City, etc. E mesmo que tivesse fortuna no sorteio e passasse aos quartos de final, esse seria garantidamente o último degrau para os azuis-e-brancos, pois, aí, só um milagre os faria resistir a um Barcelona, Real Madrid, Bayern ou Chelsea.

Assim sendo, uma passagem para a Liga Europa é muito mais interessante do ponto de vista de crescimento da equipa, pois o FC Porto terá a possibilidade de defrontar equipas exigentes, mas que estão ao seu alcance, podendo, nessa competição, ambicionar perfeitamente o que fez em 2010/11, ou seja, vencer o ceptro.

Por outro lado, em termos financeiros, o desastre também pode não ser assim tão notório, porque vejamos: na Liga dos Campeões, se os portistas passassem aos oitavos de final, recebiam mais 3 milhões de euros, enquanto que se fossem eliminados nos quartos de final, receberiam mais 3,3 milhões de euros, ou seja, um total de 6,3 milhões de euros.

Na Liga Europa, caso o FC Porto chegue às meias-finais, a equipa portista receberá 1,6 milhões de euros, valor que passa para 3,6 milhões caso seja finalista e 4,6 milhões caso vença a Liga Europa. A isso, terá sempre que juntar as receitas de bilheteira e lembre-se que, caso chegue às meias-finais, fará sempre quatro jogos em casa, ao contrário de um jogo caso fosse eliminado nos oitavos de final da “Champions” e dois no caso de ser eliminado nos quartos de final dessa mesma prova.

Depois, há ainda as questões do ranking português na UEFA. A eliminação do FC Porto priva-o imediatamente de cinco pontos bónus, mas, continuando na Liga dos Campeões, dificilmente faria muito mais que isso, ao contrário da Liga Europa. Para terem uma ideia, em 2008/09 o FC Porto chegou aos quartos de final da “Champions League” e somou 17, 3570 pontos. O ano passado, na Liga Europa, somou 31, 7600, ou seja, quase o dobro.

Como tal, só no final da temporada poderemos perceber se este 0-0 diante do Zenit foi negativo ou uma benesse para os portistas que, caso as coisas corram bem na segunda prova mais importante do futebol europeu, ainda podem agradecer a todos os santinhos as grandes intervenções de Malafeev no Estádio do Dragão.

Read Full Post »

Um dos adversários do FC Porto na fase de grupos da Liga dos Campeões é um clube ucraniano que tem construído um nome forte no futebol europeu nos últimos anos, tendo, inclusivamente, conquistado a Taça UEFA em 2008/09, o Shakhtar Donetsk. Contudo, apesar da fama internacional ser recente, trata-se de um clube que conquistou o seu espaço mesmo no tempo da União Soviética, vencendo quatro Taças da URSS e sagrando-se vice-campeão soviético por duas ocasiões. Equipa que já defrontou o Boavista, Benfica, Sporting e Sporting de Braga nas competições europeias, irá, agora, defrontar o FC Porto pela segunda ocasião numa prova da UEFA, depois de ter sido eliminado pelos dragões na Taça das Taças de 1983/84 (2-3 e 1-1).

O Shakhtar actua no bonito Donbass Arena

Quem é o Shakhtar Donetsk?

O clube ucraniano foi fundado a 24 de Maio de 1936 e o seu primeiro grande momento no futebol soviético foi em 1951, quando o Shakhtar conquistou o terceiro lugar no campeonato nacional da URSS. Após esse feito, a equipa só voltaria a ter algum impacto nos anos 60, quando conquistou a Taça da URSS por duas ocasiões (1961 e 1962) e perdeu a final em 1963. Nessa altura, as boas campanhas na taça fizeram com que o clube de Donetsk ficasse conhecido como “equipa de taça.”

No entanto, após esse sucesso do início dos anos 60, a equipa ucraniana apenas voltou a ter impacto no seio do futebol soviético no final dos anos 70, quando foi terceira classificada do campeonato da URSS em 1978 e segunda classificada em 1979. Esse sucesso manter-se ia nos anos 80, com o Shakhtar a conquistar duas taças da URSS (1980 e 1983) e a perder outras duas finais da prova (1985 e 1986).

Após a queda da União Soviética, o Shakhtar Donetsk, juntamente com o Dínamo de Kiev, assumiu-se como um dominador do futebol ucraniano, somando seis campeonatos da Ucrânia, sete taças ucranianas e três supertaças, para além de ter conquistado a Taça UEFA em 2009 (2-1 ao Werder Bremen na final).

Na época passada (2010/11), o Shakhtar Donetsk conquistou a dobradinha do futebol ucraniano, juntando o campeonato à taça da Ucrânia.

o romeno Mircea Lucescu é o treinador do Shakhtar

Como joga?

É difícil falar do Shakhtar Donetsk como uma equipa ucraniana, pois o clube mineiro conta com uma grande influência brasileira no seu conjunto, nomeadamente do meio-campo para a frente onde conta com cinco jogadores canarinhos (Fernandinho, Dentinho, Jádson, Luiz Adriano e Eduardo, este, apesar de tudo, internacional croata) de grande talento.

De facto, o conjunto de Donetsk apresenta um futebol de grande qualidade técnica e de transições rápidas defesa/ataque, contando ainda com uma defesa de boa qualidade e onde imperam jogadores frios e eficientes como os internacionais ucranianos: Chygrinskiy (defesa-central) e o guarda-redes Pyatov, assim como os laterais Srna (internacional croata) e Rat (internacional romeno).

Esta noite, o onze provável da equipa ucraniana, esquematizado em 4x4x2, não deve andar muito longe do seguinte: Pyatov; Srna, Chygrinskiy, Kryvtsov e Rat; Mkhitaryan, Fernandinho, Jádson e Dentinho; Eduardo e Luiz Adriano.

Jádson é internacional brasileiro

Quem é que o FC Porto deve ter debaixo de olho? Jádson

O mais vistoso futebolista do meio-campo do Shakhtar Donetsk é o internacional brasileiro Jádson, um elemento de grande técnica e imaginação que os dragões devem saber controlar.

Nascido a 5 de Outubro de 1983 em Londrina, Brasil, Jádson Rashid Rodrigues da Silva Radzif iniciou a sua carreira no Atlético Paranaense em 2003, tendo permanecido no clube canarinho entre 2003 e 2005 e efectuado 65 jogos (21 golos) nesse período de tempo.

Em 2005, o então promissor centro-campista brasileiro mudou-se para a Ucrânia, onde, desde essa data, representa o Shakhtar Donetsk. Na equipa ucraniana, já efectuou 163 jogos (39 golos) e conquistou inúmeros títulos, sendo cinco campeonatos da Ucrânia, duas taças ucranianas e uma Taça UEFA os principais triunfos.

Médio-ofensivo de grande talento individual, é um jogador com um baixo centro de gravidade, o que lhe permite driblar os adversários com facilidade e mestria. Rápido e com boa visão de jogo, trata-se de um dos principais cérebros do futebol ofensivo dos mineiros, sendo imperioso para o FC Porto tê-lo constantemente debaixo de olho.

Golo de Derlei eliminou os ucranianos em 2008/09

Confrontos com equipas portuguesas em provas da UEFA

Taça das Taças 1983/84: FC Porto vs Shakhtar Donetsk 3-2 e 1-1 (apurado FC Porto)

Taça das Taças 1997/98: Boavista vs Shakhtar Donetsk 2-3 e 1-1 (apurado S. Donetsk)

Liga dos Campeões 2007/08: Benfica vs Shakhtar Donetsk 0-1 e 2-1 (Benfica seguiu para a Taça UEFA, S. Donetsk eliminado)

Liga dos Campeões 2008/09: Shakhtar Donetsk vs Sporting 0-1 e 0-1 (Sporting apurado, S. Donetsk seguiu para a Taça UEFA)

Liga dos Campeões 2010/11: Sporting de Braga vs Shakhtar Donetsk 0-3 e 0-2 (Sp. Braga seguiu para a Taça UEFA, Shakhtar apurado)

As possibilidades do FC Porto

Na minha opinião, o Shakhtar Donetsk é o principal adversário do FC Porto neste Grupo G, sendo claramente a equipa mais dura que os azuis-e-brancos vão defrontar nesta fase da prova.

Em termos de qualidade de plantel, ambas as equipas equivalem-se, ainda que os azuis-e-brancos tenham a vantagem de terem maior experiência internacional que o conjunto ucraniano, ainda que essa diferença se tenha vindo a esbater nos últimos tempos.

Assim sendo, favoritismo reduzido para os portistas que terão de ter imenso cuidado e serem extremamente profissionais para superarem este difícil obstáculo.

Read Full Post »

Carlos Bueno não vingou em Alvalade

Foi uma passagem fugaz, de apenas uma época desportiva, e acabou por estar longe de cumprir com as elevadas expectativas que rodearam o avançado uruguaio à chegada a Portugal. Avançado de renome e que tinha se assumido como grande goleador no Peñarol, Carlos Bueno apostava forte neste empréstimo ao Sporting após o fracasso na primeira incursão no futebol europeu ao serviço do Paris Saint-Germain. No entanto, a temporada ao serviço do clube de Alvalade foi marcada por muitos golos desperdiçados e apenas uma noite de glória, diante do Nacional, quando marcou quatro golos e ficou conhecido, momentaneamente, por “Kinder Bueno!”

Produto das escolas do Peñarol

Carlos Heber Bueno Suárez nasceu a 10 de Maio de 1980 em Artigas, Uruguai, e iniciou a sua carreira desportiva no Peñarol, clube que representou até 2005.

No gigante de Montevideu, Carlos Bueno actuou na equipa principal durante seis anos, tendo apontado 73 golos em 135 jogos e assumindo-se como uma das grandes figuras do Peñarol. Essas boas exibições, valeram a transferência para o futebol europeu e para o PSG, clube que o anunciou como reforço para a época 2005/06.

Fracasso na Europa em PSG e Sporting

A experiência do internacional uruguaio em Paris foi um fracasso absoluto, pois Carlos Bueno apenas fez 12 jogos e não conseguiu marcar qualquer golo pelo clube gaulês. Assim sendo, entendeu-se por bem emprestar o avançado uruguaio e, assim, Carlos Bueno foi emprestado ao Sporting, que precisava de um goleador e não tinha dinheiro para se aventurar de forma mais efectiva no mercado de transferências.

Em Alvalade, todavia, o (in)sucesso foi o mesmo, com o jogador a destacar-se mais pelos golos que falhou que pelos que marcou, ainda que ao contrário da passagem pelos franceses, Bueno ainda tenha feito golos no Sporting.

No entanto, o “poker” ao Nacional, os dois golos ao Pinhalnovense para a Taça de Portugal e um golo diante do Spartak Moscovo, em jogo da “Champions”, foi manifestamente pouco para as expectativas que se criaram à volta do internacional uruguaio que, assim, abandonou a equipa portuguesa sem grande glória no final da temporada 2006/07.

Só o Peñarol fez renascer Carlos Bueno

Depois de uma má experiência no Boca Juniors, o internacional uruguaio regressou ao Peñarol, onde voltou a reencontrar o caminho do golo e do sucesso.

Entre Janeiro de 2008 e o Verão de 2009, Carlos Bueno marcou 17 golos em 35 jogos pelo gigante uruguaio, transferindo-se em 2009/10 para a Real Sociedad, então no segundo escalão do futebol espanhol.

No clube basco, Bueno foi importantíssimo na campanha que levou a Real Sociedad de volta ao primeiro escalão, marcando 12 golos em 33 jogos e tornando-se um dos preferidos dos adeptos donostiarras.

Depois do País Basco, o atacante actualmente com 31 anos ainda esteve seis meses no Universidad do Chile e, desde Dezembro de 2010, representa os mexicanos do Querétaro, onde já soma 12 golos em 22 jogos, mantendo a elevada veia atacante que o tem caracterizado nos últimos tempos.

Read Full Post »

Older Posts »

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Junte-se a 26 outros seguidores