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Cisowski brilhou no RC Paris

Um dos grandes goleadores de sempre do futebol gaulês foi um ponta de lança de origem polaca que se assumiu como grande matador ao serviço de clubes como o Metz e Racing Club de Paris: Thadée Cisowski. Três vezes melhor marcador da primeira divisão francesa e uma vez melhor marcador do segundo escalão, Cisowski era um goleador nato, que se movimentava muito bem entre os defesas e que se assumia como um verdadeiro oportunista na hora de atirar à baliza. Depois de se naturalizar francês, o Mundial 1958 podia ter sido o bonito palco da sua consagração internacional, todavia, as lesões já tinham deixado uma fatal marca no avançado-centro…

Destacou-se no Metz e explodiu no Racing Club de Paris

Thadée Cisowski nasceu a 16 de Fevereiro de 1927 em Lazki, Polónia, mas viajou para a França em 1947 para representar o Metz. Nesse clube, o atacante assumiu-se como grande goleador, marcando 69 golos em 119 jogos e tendo se consagrado melhor marcador da segunda divisão francesa em 1951 com 23 tentos.

Em 1952, transferiu-se para o Racing Club de Paris, clube que pagou a verba recorde de 13 milhões de francos para contar o seu concurso. Perante as pressão dos números envolvidos, Cisowski não tremeu, marcando 186 golos em 206 jogos pelo clube da capital francesa. No período em que representou o Racing (1952-1960), o avançado-centro foi três vezes melhor marcador do campeonato francês, mas nunca conquistou qualquer título colectivo de realce.

Lesões apressaram o final da carreira

Quando se transferiu para o Valenciennes em 1960, a carreira de Cisowski já estava em declínio devido às inúmeras lesões, tendo o atleta naturalizado francês falhado o Mundial 1958 devido a essa mesma situação.

Ainda assim, tanto no Valenciennes na época de 1960/61 (28 jogos, 9 golos), como no Nantes na temporada seguinte (19 jogos, 8 golos), o ponta de lança de origem polaca efectuou épocas dignas, terminando assim a sua carreira sem espectacular fulgor, mas com o respeito que o seu passado futebolístico exigia.

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Taarabt é um talento do QPR

No Queens Park Rangers da Premier League actua um médio-ofensivo marroquino de enorme qualidade e que pode rapidamente dar o salto para um clube de maior impacto no espectro do futebol mundial: Adel Taarabt.

Nascido a 24 de Maio de 1989 em Fez, Marrocos, Adel Taarabt mudou-se cedo para França, onde começou a sua carreira ao serviço do Lens. Em 2007, após apenas ter feito um jogo pela equipa principal do clube gaulês, Taarabt mudou-se para Inglaterra, onde foi representar o Tottenham.

No clube londrino, Taarabt permaneceu durante duas épocas e meia, mas apenas fez 16 jogos oficiais pelos “spurs”, tendo naturalmente saído do Tottenham a meio de 2008/09, mudando-se para o QPR, onde começou por estar por empréstimo, mas onde acabou por se transferir de forma definitiva.

Peça fundamental da subida do QPR à Premier League

Chegado ao Queens Park Rangers a meio de 2008/09, o médio criativo haveria de começar a criar impacto em 2009/10, quando fez 44 jogos e marcou 7 golos pelo clube londrino, ajudando-o a atingir um tranquilo décimo terceiro lugar no “Championship.”

No entanto, se essa temporada já tinha sido positiva, 2010/11 haveria de ser a temporada da explosão do internacional marroquino, que capitaneou o QPR para a conquista do “Championship” e consequente subida à Premier League. Nessa época, Taarabt marcou 19 golos em 44 jogos e foi eleito o melhor jogador do escalão secundário inglês.

No defeso de 2011/12, o internacional marroquino teve inúmeros clubes interessados no seu concurso, mas acabou por permanecer no QPR, onde, no início da época, pareceu algo afectado por esse assédio e por ter perdido a braçadeira de capitão para o recém-contratado Joey Barton. Nesse seguimento, o jogador vem fazendo uma temporada abaixo de 2010/11, não tendo ainda marcado nenhum golo na Premier League, ainda que, nos últimos desafios, se note um claro crescendo de forma do internacional marroquino.

Médio criativo talentoso que faz duas posições

Adel Taarabt é um internacional marroquino (12 internacionalizações, 4 golos) que actua preferencialmente na posição “dez”, mas também pode actuar tranquilamente nas alas como extremo.

Rápido, tecnicamente evoluído e com uma estupenda capacidade de drible, trata-se de um desequilibrador nato, mostrando também excelente capacidade de passe, boa visão de jogo e um poderoso remate de meia-distância. Sem medo de enfrentar os adversários, trata-se de um jogador corajoso e que procura sempre assumir o jogo, mesmo quando as coisas não lhe estão a correr bem.

Neste momento, é o cérebro de todo o jogo ofensivo do QPR, mostrando, aos 22 anos, capacidade para dar um salto para um clube de muito maiores dimensões.

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A Liga ZON Sagres foi considerada a 4ª melhor do Mundo

Numa altura em que a proibição da publicidade da Bwin pode levantar sérios problemas nas finanças dos clubes portugueses e, inclusivamente, pode por em causa a existência de provas como a Taça da Liga, importa lembrar que o futebol cá do burgo é das poucas indústrias de sucesso e exportáveis que nós temos.

Segundo o ranking da Federação Internacional da História e Estatística do Futebol (IFFHS) apenas três campeonatos superaram a liga portuguesa no ano passado: Espanha, Inglaterra e Brasil, sendo que a nossa liga encontra-se à frente de provas como a Bundesliga, Série A ou Ligue 1.

Obviamente, que estatísticas valem o que valem e que apenas o mais optimista analista poderá ver a Liga Zon Sagres como uma competição superior à principal prova da Alemanha ou de Itália, todavia, é de louvar o que é feito cá no burgo, principalmente tendo em conta a diferença de meios existentes entre os maiores clubes portugueses e, inclusivamente, clubes médios de Itália, Espanha e Inglaterra.

Desde há quase duas décadas para cá, muitas vezes fizeram o “funeral” à competitividade do futebol português, tendo os “profetas da desgraça” começado por dizer que não resistiríamos à Lei Bosman e depois ao incremento de dinheiro existente em campeonatos outrora menos abastados como o russo, ucraniano ou turco.

Apesar de tudo, a liga portuguesa foi resistindo, continuando a fazer excelentes resultados lá fora, sendo que desde o ano 2000, já conquistamos uma Liga dos Campeões, duas taças UEFA/Liga Europa e assistimos à presença de três diferentes equipas portuguesas em finais e cinco em meias-finais de provas reguladas pela UEFA.

Conseguimos isso tudo com meios muito inferiores aos principais campeonatos europeus, sendo curiosa a reacção do treinador do Valência quando Jorge Jesus lhe confidenciou qual era o orçamento do Benfica, incomparavelmente inferior ao clube “ché”, mas atingindo resultados muito superiores ao do clube da Comunidade Valenciana. Também acredito, sinceramente, que os treinadores de Celtic, Sevilha, Liverpool e até Dínamo Kiev corariam de vergonha quando soubessem quais eram os meios financeiros da equipa portuguesa que os eliminou na Liga dos Campeões/Liga Europa da temporada transacta.

Este sucesso desportivo, faz com que o nosso principal campeonato atraia bons valores internacionais, contando-se inúmeros talentos de bom renome a jogarem na nossa liga, situação que, todavia, devia ser melhor aproveitada, como fonte de exportação da nossa Liga para outros países. De facto, a quantidade de sul-americanos de grande qualidade que existe em Portugal, exigia que a Liga fosse mais incisiva na promoção do nosso campeonato na América do Sul, apoiando-se no sucesso dos nossos clubes portugueses na UEFA, mas, também, na atractividade que será para um sul-americano ver jogadores consagrados como Aimar, Garay, Elias, Hulk, Luisão ou Matías, assim como as estrelas de amanhã como James, Carrillo ou Danilo.

Por outro lado, a nossa liga continua com laços afectivos bem profundos com as nossas antigas colónias em África, que continuam a seguir apaixonadamente o nosso futebol como se o deles se tratasse. Ali é outro ponto em que devemos apostar, nomeadamente na ascendente Angola, mas sem esquecer todos os outros países lusófonos que seguem o Benfica, FC Porto, Sporting e outros clubes nacionais com uma paixão indescritível.

Devíamos apresentar a nossa liga como um campeonato do presente, mas também uma competição que poderá mostrar o que podem ser os futuros craques. Devíamos relembrar que foi daqui que saíram grandes talentos internacionais como Cristiano Ronaldo, Nani, Di María ou Pepe.

Contudo, continuamos demasiado embrulhados em pequenas guerrinhas e “fait-divers” como as mensagens presentes no corredor dos balneários de Alvalade, para nos debruçarmos numa realidade que nos escapa a cada dia e que passa pelo facto do nosso campeonato e do nosso futebol ainda ser das poucas coisas que devíamos potenciar no exterior como um produto de enorme qualidade e de orgulho português. Infelizmente, como em quase tudo na vida, temo que só nos vamos aperceber verdadeiramente deste facto demasiado tarde…

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Keita foi um fenómeno do Mali

Foi garantidamente o melhor jogador maliano de sempre, figurando, também, entre os melhores executantes que África já ofereceu ao Mundo do futebol. O estilo gingão e por vezes excessivamente individualista era sempre perdoado, pois o avançado rapidamente oferecia rasgos individuais assombrosos e golos de outro Mundo, o que deixava todos os adeptos num misto de espanto e perplexidade. Aos 29 anos, perto do final da carreira, viajou até Alvalade, onde durante três épocas maravilhou os sportinguistas e os portugueses em geral com o perfume do seu futebol, garantindo, com todo o merecimento, um lugar importante na história do Sporting Clube de Portugal.

Chegou ao Saint-Etienne com 20 anos

Salif Keïta Traoré nasceu a 8 de Dezembro de 1946 em Bamako, Mali, tendo chegado a França com 20 anos, após quatro épocas a actuar no seu país natal em clubes como o Stade Malien e o Real Bamako.

Em terras gaulesas, o seu destino foi o Saint-Etienne, onde permaneceu entre 1967 e 1972, sagrando-se tri-campeão francês (1968 a 1970) e vencedor da Taça de França em 1967/68 e 1969/70. Em “Les Verts”, o avançado maliano marcou 125 golos em 149 jogos, destacando-se a época de 1970/71, onde o ponta de lança marcou 41 golos no campeonato gaulês.

Saiu de França por não querer assumir nacionalidade gaulesa

No Verão de 1972, Salif Keita trocou o St. Etienne pelo Marselha, onde actuou durante a temporada de 1972/73, marcando 10 golos em 18 partidas. No final da época, os responsáveis do clube do sul de França pretendiam que o atacante se naturalizasse francês, todavia, o maliano rejeitou e preferiu abandonar o Marselha no final da temporada.

Além de abandonar Marselha, Keita também abandonou França, transferindo-se para os espanhóis do Valência. Na chegada ao clube “ché”, o atacante maliano foi brindado com manchetes algo racistas, pois um jornal espanhol brindou-o com o seguinte título: “El Valencia va a por alemanes y vuelve con un negro”, ou seja, “O Valência tenta ir comprar germânicos e volta com um negro.”

Apesar disso, o internacional pelo Mali haveria de permanecer três temporadas em Valência, sendo sempre adorado pelos adeptos valencianos e recebendo, inclusivamente, a alcunha de “Pérola Negra.” No período em que actuou em Espanha, Keita apontou 23 golos em 74 jogos, todavia, sempre se queixou que jogou fora da posição natural, o que o impediu de números ainda mais “gordos.”

Keita com a camisola do Sporting

Chegou ao Sporting ainda a tempo de maravilhar tudo e todos

Depois da experiência no futebol espanhol, Keita viajou ainda mais a oeste, transferindo-se para Lisboa e para o Sporting Clube de Portugal. No clube verde-e-branco, o atacante maliano haveria de permanecer entre 1976 e 1979, tendo a ingrata missão de esquecer Yazalde.

Por um lado, cedo se percebeu que o africano não tinha a mesma capacidade goleadora do argentino, todavia, todos ficaram maravilhados com a capacidade técnica e genialidade do internacional pelo Mali. De facto, nas três temporadas que esteve em Alvalade, Keita marcou aquilo que Yazalde costumava fazer numa época (32 golos), todavia, a classe e o perfume do seu futebol jamais serão esquecidos pelos adeptos sportinguistas, mesmo que, nesse período, Salif Keita só tenha conseguido conquistar uma Taça de Portugal.

Em 1979, após abandonar o Sporting, o atacante maliano transferiu-se para o campeonato norte-americano, onde terminou a carreira ao serviço do New England Tea Men, marcando 17 golos em 39 desafios.

Vice-campeão africano pelo Mali

Salif Keita foi internacional maliano entre 1963 e 1972, marcando 11 golos em 13 internacionalizações. Nesse percurso, o seu momento mais alto foi o vice-campeonato africano de 1972, quando o Mali chegou à final após empates com o Togo (3-3), Quénia (1-1) e Camarões (1-1) na fase de grupos e novo empate diante do Zaire (agora República Democrática do Congo) a um golo nas meias-finais.

Nesse desafio diante do Zaire, a equipa maliana teve a sorte de superar o seu adversário nas grandes penalidades (4-3), mas teve o azar de perder Salif Keita, por lesão, para o jogo decisivo com a República do Congo. Nessa final, sem a sua grande estrela, o Mali haveria de perder por 3-2, privando o país e a sua pérola negra de um grande título internacional…

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Emeghara (1º plano) a jogar pela Suíça

Nos gauleses do Lorient actua um veloz avançado helvético de origem nigeriana e que se começa a assumir como um dos grandes valores do futebol suíço: Innocent Emeghara.

Nascido a 27 de Maio de 1989 em Lagos, Nigéria, Innocent Emeghara esteve nas camadas jovens do Toss e do Winterthur, antes de chegar à equipa secundária do FC Zurique em 2006.

Nos três anos seguintes, o atacante suíço desenvolveu o seu futebol na equipa B do FC Zurique, tendo marcado 16 golos em 47 jogos. Ainda assim, apesar dos números interessantes, o ponta de lança acabou por mudar de ares em 2009, tendo regressado ao Winterthur.

Explodiu no Winterthur e consolidou-se no Grasshoppers

No clube da “Challenge League” (segundo escalão suíço), Emeghara brilhou, tendo marcado 17 golos em 28 jogos e ganhando o direito de se transferir, no início da temporada transacta, para o Grasshoppers. Nos “gafanhotos”, também não desiludiu quem apostou nele, apontando nove golos em 33 jogos e conseguindo, inclusivamente, chegar à selecção principal da Suíça.

No passado defeso, o avançado de origem nigeriana voltou a dar um salto na sua carreira, pois trocou o Grasshoppers e o campeonato suíço pelo Lorient da Ligue 1. No clube francês, neste início de época, ainda está em fase de adaptação, somando dois tentos em quatro jogos.

Ponta de lança que faz da velocidade a sua maior arma

Innocent Emeghara é um atacante de apenas 1,70 metros e esse baixo centro de gravidade permite-lhe rápidas mudanças de velocidade e dribles estonteantes.

Extremamente veloz, tanto com a bola nos pés como na forma como se desmarca, o internacional suíço é também letal na hora de atirar à baliza, sabendo procurar os espaços vazios para concretizar e parecendo, muitas vezes, ter o dom de adivinhar onde o esférico vai surgir.

Pelas suas características, é o jogador ideal para actuar ao lado de um jogador mais possante num 4x4x2 de ataque continuado, ou ao lado de outro jogador das mesmas características num esquema mais virado para o contra-ataque. No entanto, devido à sua velocidade estonteante e capacidade de drible, também pode jogar encostado a um dos flancos num esquema 4x3x3.

Neste momento, com apenas 22 anos, será sempre um jogador que vos aconselho a procurar num jogo do Lorient ou, quiçá, da selecção suíça.

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Carlos Bueno não vingou em Alvalade

Foi uma passagem fugaz, de apenas uma época desportiva, e acabou por estar longe de cumprir com as elevadas expectativas que rodearam o avançado uruguaio à chegada a Portugal. Avançado de renome e que tinha se assumido como grande goleador no Peñarol, Carlos Bueno apostava forte neste empréstimo ao Sporting após o fracasso na primeira incursão no futebol europeu ao serviço do Paris Saint-Germain. No entanto, a temporada ao serviço do clube de Alvalade foi marcada por muitos golos desperdiçados e apenas uma noite de glória, diante do Nacional, quando marcou quatro golos e ficou conhecido, momentaneamente, por “Kinder Bueno!”

Produto das escolas do Peñarol

Carlos Heber Bueno Suárez nasceu a 10 de Maio de 1980 em Artigas, Uruguai, e iniciou a sua carreira desportiva no Peñarol, clube que representou até 2005.

No gigante de Montevideu, Carlos Bueno actuou na equipa principal durante seis anos, tendo apontado 73 golos em 135 jogos e assumindo-se como uma das grandes figuras do Peñarol. Essas boas exibições, valeram a transferência para o futebol europeu e para o PSG, clube que o anunciou como reforço para a época 2005/06.

Fracasso na Europa em PSG e Sporting

A experiência do internacional uruguaio em Paris foi um fracasso absoluto, pois Carlos Bueno apenas fez 12 jogos e não conseguiu marcar qualquer golo pelo clube gaulês. Assim sendo, entendeu-se por bem emprestar o avançado uruguaio e, assim, Carlos Bueno foi emprestado ao Sporting, que precisava de um goleador e não tinha dinheiro para se aventurar de forma mais efectiva no mercado de transferências.

Em Alvalade, todavia, o (in)sucesso foi o mesmo, com o jogador a destacar-se mais pelos golos que falhou que pelos que marcou, ainda que ao contrário da passagem pelos franceses, Bueno ainda tenha feito golos no Sporting.

No entanto, o “poker” ao Nacional, os dois golos ao Pinhalnovense para a Taça de Portugal e um golo diante do Spartak Moscovo, em jogo da “Champions”, foi manifestamente pouco para as expectativas que se criaram à volta do internacional uruguaio que, assim, abandonou a equipa portuguesa sem grande glória no final da temporada 2006/07.

Só o Peñarol fez renascer Carlos Bueno

Depois de uma má experiência no Boca Juniors, o internacional uruguaio regressou ao Peñarol, onde voltou a reencontrar o caminho do golo e do sucesso.

Entre Janeiro de 2008 e o Verão de 2009, Carlos Bueno marcou 17 golos em 35 jogos pelo gigante uruguaio, transferindo-se em 2009/10 para a Real Sociedad, então no segundo escalão do futebol espanhol.

No clube basco, Bueno foi importantíssimo na campanha que levou a Real Sociedad de volta ao primeiro escalão, marcando 12 golos em 33 jogos e tornando-se um dos preferidos dos adeptos donostiarras.

Depois do País Basco, o atacante actualmente com 31 anos ainda esteve seis meses no Universidad do Chile e, desde Dezembro de 2010, representa os mexicanos do Querétaro, onde já soma 12 golos em 22 jogos, mantendo a elevada veia atacante que o tem caracterizado nos últimos tempos.

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Onyewu é poderoso fisicamente

Um dos novos reforços do Sporting Clube de Portugal é um gigante norte-americano de 29 anos que chegou para ajudar a suprimir as dificuldades verde-e-brancas no jogo aéreo: Onyewu.

Nascido a 13 de Maio de 1982 em Clemson, Estados Unidos, Oguchialu Chijioke Lambu Onyewu iniciou a sua carreira profissional nos franceses do Metz em 2002/02, ainda que só tenha se assumido como titular numa equipa sénior na temporada seguinte, na Bélgica, ao serviço do La Louvière (24 jogos, 1 golo).

Cinco épocas no Standard de Liège

Nas cinco temporadas seguintes, o internacional norte-americano haveria de vestir a camisola do clube mais emblemático da Valónia, o Standard de Liège, num percurso que o levou a fazer 139 jogos (11 golos) ao serviço do clube belga e que apenas foi interrompido na segunda metade de 2006/07, quando esteve emprestado ao Newcastle United (11 jogos).

No seu percurso na Bélgica, ajudou o clube a conquistar dois campeonatos e assumiu-se como o patrão do sector recuado do Standard, conseguindo, no defeso de 2009/10, uma natural transferência para um clube mais emblemático do futebol europeu, o AC Milan.

Sem sorte em Milão

Porém, a passagem de “Oguchi” (alcunha do jogar norte-americano) pelo Milan não foi famosa. Ao longo das duas últimas temporadas, o internacional pelos Estados Unidos pouco ou nada jogou na equipa italiana, devido a uma lesão no joelho.

Como tal, a meio da época transacta, o defesa-central foi emprestado aos holandeses do Twente, onde terminou a temporada fazendo oito jogos e ajudando o clube de Enschede a vencer a Taça da Holanda.

Defesa-central de grande poderio físico

“Oguchi” Onyewu é um gigante de 1,96 metros e 95 quilos, que é poderosíssimo no jogo aéreo, muito forte físicamente e tem um bom tempo de desarme, tornando-se facilmente num patrão do sector recuado.

Não sendo propriamente rápido, o defesa-central também não é lentíssimo, ainda que precise de estar a 100% para que não transpareçam dificuldades nesse aspecto específico do jogo. Na minha opinião, é aconselhável que actue ao lado de um central mais rápido como é o caso no Sporting do peruano Rodríguez.

Inteligente no posicionamento, é algo agressivo na abordagem aos lances, tendo que ter dificuldade nesse campo em Portugal, pois é usual apitar-se em demasia na nossa liga.

Apesar das muitas críticas que tem sofrido, estou crente que poderá ser um bom reforço para o Sporting, logo que atinja o seu pico de forma física e entrosamento total com a equipa verde-e-branca.

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Emerson era titular do campeão francês

Ao que tudo indica, um dos substitutos de Fábio Coentrão no lado esquerdo da defesa encarnada será um lateral-esquerdo brasileiro de boa qualidade técnica e que foi um dos esteios do Lille na conquista da Ligue 1 na temporada passada: Emerson.

Nascido a 23 de Fevereiro de 1986 em São Paulo, Brasil, Emerson da Conceição iniciou a sua carreira nas camadas jovens do modesto J. Malucelli, agora conhecido como Corinthians Paranaense. Nesse clube de Curitiba, Emerson haveria de se estrear no futebol profissional em 2006, destacando-se rapidamente e garantindo uma transferência para os franceses do Lille.

Peça fulcral do Lille nas três últimas épocas

Depois de duas temporadas em que pouco jogou no Lille, o defesa-esquerdo haveria de ganhar a titularidade em 2008/09, assumindo-se como um dos jogadores mais importantes do clube francês a partir dessa época.

De facto, entre 2008/09 e 2010/11, Emerson efectuou 74 jogos só a contar para a Ligue 1, sendo importantíssimo nas conquistas do campeonato francês e Taça de França na temporada passada.

Um puro defesa-esquerdo

Apesar de vir para a mesma posição de Fábio Coentrão, Emerson é um jogador completamente diferente, sendo muito mais um defesa-esquerdo que um lateral-esquerdo.

O brasileiro é um jogador com grande capacidade física, sendo muito difícil de bater em lances de um contra um e revelando um posicionamento defensivo de grande inteligência táctica. Para além disso, é um jogador com boa qualidade no jogo aéreo, podendo ajudar os centrais em situações de grande aperto defensivo.

Apesar de ter boa qualidade técnica, Emerson aventura-se pouco no ataque, preferindo privilegiar os equilíbrios defensivos da sua equipa e permitindo que o extremo-esquerdo tenha ordem quase exclusiva para atacar.

Em suma, um jogador quase antagónico a Fábio Coentrão, mas de qualidade indiscutível e que, por certo, será importantíssimo no Benfica 2011/12.

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O futebol joga-se em todo o Mundo e é muito mais que os grandes clubes dos principais campeonatos que estamos habituados a ver, dia após dia, num qualquer canal televisivo de desporto. Para além da Premier League, da Serie A, da Bundesliga ou da Liga Espanhola e, mesmo de campeonatos médios como a Ligue 1, Eredivisie ou mesmo a nossa Superliga, existe uma panóplia de clubes e campeonatos que existem e merecem ser referenciados. De facto, o futebol não se esgota no topo e, valha a verdade, os gigantes do desporto rei apenas existem porque existe todo um futebol de base que os suporta. Assim sendo, hoje faleremos da base das bases do futebol, ou seja, de uma equipa de um país que se encontra no último lugar do Ranking UEFA: Tre Fiori de São Marino.

Clube com mais campeonatos de São Marino

O Società Polisportiva Tre Fiori foi fundado em 1985 e é o clube que mais vezes conquistou o principal e único escalão do futebol são-marinense, tendo vencido o Campionato Sammarinese di Calcio por sete ocasiões. Este campeonato é disputado de forma curiosa, pois as quinze equipas que existem em São Marino são colocados em dois grupos (girones em italiano), sendo que os primeiros três de cada grupo passam a uma fase final, disputada em eliminatórias até se chegar à grande final que designará o campeão são-marinense de futebol.

Para além dos sete campeonatos nacionais conquistados, o Tre Fiori também conseguiu conquistar seis Copa Titano, ou seja, a Taça de São Marino e três troféus da Federação (uma competição que junta os finalistas do playoff do campeonato nacional e da Taça de São Marino).

Nunca passou uma ronda europeia, mas detém o recorde de golos numa eliminatória da UEFA

O Tre Fiori participou por duas ocasiões nas competições europeias, curiosamente, nas duas últimas edições da Liga dos Campeões. Em 2009/10, numa 1ª pré-eliminatória diante da também frágil equipa andorrana do Sant Júlia, acabou eliminado no desempate por grandes penalidades após dois empates a uma bola.

Na temporada que agora findou, disputou a mesma ronda, mas o adversário era bem mais forte, pois tratava-se da equipa montenegrina do Rudar Pljevlja. Nessa eliminatória, o Tre Fiori não teve qualquer hipóteses, perdendo ambas as partidas (0-3 e 1-4).

Ainda assim, apesar dos fracos resultados, o Tre Fiori é a equipa de São Marino que mais golos marcou numa prova europeia, ou seja, três tentos.

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Mehdi Taouil festeja um golo pelo Kilmarnock

No modesto Kilmarnock da Liga Escocesa, actua um interessante número dez marroquino que teria, por certo, condições de actuar num clube mais forte no panorama futebolístico euroepu: Mehdi Taouil.

Nascido a 20 de Maio de 1983, em Villeneuve Saint-Georges, França, mas filho de um marroquino e de um argelina, Mehdi Taouil iniciou a sua carreira profissional nos franceses do Nancy, com apenas 18 anos. Apesar de ser cotado como uma grande promessa, pouco jogou durante as duas temporadas (2001/02 e 2002/03) em que esteve no clube do leste de França.

Nas duas épocas seguintes, mudou de clube e de país, todavia, os ares de Nuremberga também não permitiram que se impusesse e, durante o tempo que esteve no clube germânico, voltou a ser pouco utilizado, repetindo os oito jogos que havia feito no Nancy.

Montpellier significou o ponto de viragem na carreira do marroquino

Na temporada 2005/06, o internacional marroquino regressou a França, desta feita para representar o Montpellier e finalmente conseguiu jogar com regularidade. Nas duas épocas que disputou no segundo escalão do futebol gaulês, Taouil efectuou 48 jogos e marcou três golos, contribuindo para dois campeonatos longe de sobressaltos.

Em 2007/08, Mehdi Taouil voltou a mudar de país, transferindo-se o futebol escocês e para o Kilmarnock, clube que representa até este momento. Nos quatro anos que leva no “Killie”, o internacional marroquino já fez mais de cem jogos, assumindo-se como o principal desequilibrador da modesta equipa britânica.

Um fantasista com a bola nos pés 

Mehdi Taouil é um “dez” puro, daqueles que, muitas vezes, dizemos que já não existem no espectro futebolístico actual. Tecnicamente muito evoluído, o internacional marroquino também demonstra excelente qualidade de passe e boa visão de jogo, sendo o jogador perfeito para actuar no vértice mais avançado do meio-campo, seja em 4x4x2 losango, 4x2x3x1 ou 4x3x3.

Como pontos fracos, surge a sua fraca capacidade física, pois trata-se de um jogador extremamente franzino e a reduzida capacidade goleador para um elemento que actua tão próximo das zonas de finalização.

Ainda assim, penso que seria um jogador com capacidade para jogar num clube médio português, pois reconheço que, aos 28 anos, o internacional marroquino merece bem mais que o modestíssimo Kilmarnock.

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