Feeds:
Artigos
Comentários

Posts Tagged ‘Liverpool’

A Liga ZON Sagres foi considerada a 4ª melhor do Mundo

Numa altura em que a proibição da publicidade da Bwin pode levantar sérios problemas nas finanças dos clubes portugueses e, inclusivamente, pode por em causa a existência de provas como a Taça da Liga, importa lembrar que o futebol cá do burgo é das poucas indústrias de sucesso e exportáveis que nós temos.

Segundo o ranking da Federação Internacional da História e Estatística do Futebol (IFFHS) apenas três campeonatos superaram a liga portuguesa no ano passado: Espanha, Inglaterra e Brasil, sendo que a nossa liga encontra-se à frente de provas como a Bundesliga, Série A ou Ligue 1.

Obviamente, que estatísticas valem o que valem e que apenas o mais optimista analista poderá ver a Liga Zon Sagres como uma competição superior à principal prova da Alemanha ou de Itália, todavia, é de louvar o que é feito cá no burgo, principalmente tendo em conta a diferença de meios existentes entre os maiores clubes portugueses e, inclusivamente, clubes médios de Itália, Espanha e Inglaterra.

Desde há quase duas décadas para cá, muitas vezes fizeram o “funeral” à competitividade do futebol português, tendo os “profetas da desgraça” começado por dizer que não resistiríamos à Lei Bosman e depois ao incremento de dinheiro existente em campeonatos outrora menos abastados como o russo, ucraniano ou turco.

Apesar de tudo, a liga portuguesa foi resistindo, continuando a fazer excelentes resultados lá fora, sendo que desde o ano 2000, já conquistamos uma Liga dos Campeões, duas taças UEFA/Liga Europa e assistimos à presença de três diferentes equipas portuguesas em finais e cinco em meias-finais de provas reguladas pela UEFA.

Conseguimos isso tudo com meios muito inferiores aos principais campeonatos europeus, sendo curiosa a reacção do treinador do Valência quando Jorge Jesus lhe confidenciou qual era o orçamento do Benfica, incomparavelmente inferior ao clube “ché”, mas atingindo resultados muito superiores ao do clube da Comunidade Valenciana. Também acredito, sinceramente, que os treinadores de Celtic, Sevilha, Liverpool e até Dínamo Kiev corariam de vergonha quando soubessem quais eram os meios financeiros da equipa portuguesa que os eliminou na Liga dos Campeões/Liga Europa da temporada transacta.

Este sucesso desportivo, faz com que o nosso principal campeonato atraia bons valores internacionais, contando-se inúmeros talentos de bom renome a jogarem na nossa liga, situação que, todavia, devia ser melhor aproveitada, como fonte de exportação da nossa Liga para outros países. De facto, a quantidade de sul-americanos de grande qualidade que existe em Portugal, exigia que a Liga fosse mais incisiva na promoção do nosso campeonato na América do Sul, apoiando-se no sucesso dos nossos clubes portugueses na UEFA, mas, também, na atractividade que será para um sul-americano ver jogadores consagrados como Aimar, Garay, Elias, Hulk, Luisão ou Matías, assim como as estrelas de amanhã como James, Carrillo ou Danilo.

Por outro lado, a nossa liga continua com laços afectivos bem profundos com as nossas antigas colónias em África, que continuam a seguir apaixonadamente o nosso futebol como se o deles se tratasse. Ali é outro ponto em que devemos apostar, nomeadamente na ascendente Angola, mas sem esquecer todos os outros países lusófonos que seguem o Benfica, FC Porto, Sporting e outros clubes nacionais com uma paixão indescritível.

Devíamos apresentar a nossa liga como um campeonato do presente, mas também uma competição que poderá mostrar o que podem ser os futuros craques. Devíamos relembrar que foi daqui que saíram grandes talentos internacionais como Cristiano Ronaldo, Nani, Di María ou Pepe.

Contudo, continuamos demasiado embrulhados em pequenas guerrinhas e “fait-divers” como as mensagens presentes no corredor dos balneários de Alvalade, para nos debruçarmos numa realidade que nos escapa a cada dia e que passa pelo facto do nosso campeonato e do nosso futebol ainda ser das poucas coisas que devíamos potenciar no exterior como um produto de enorme qualidade e de orgulho português. Infelizmente, como em quase tudo na vida, temo que só nos vamos aperceber verdadeiramente deste facto demasiado tarde…

Read Full Post »

Insúa com a camisola do Sporting

Uma das lacunas mais apontadas ao Sporting neste início de temporada residia no lado esquerdo da defesa, mas pode-se dizer que o Sporting soube suprimi-la com a contratação de um lateral-esquerdo de grande qualidade individual: Insúa.

Nascido a 7 de Janeiro de 1989, Emiliano Adrián Insúa Zapata iniciou a sua carreira nas camadas jovens do Boca Juniors, mas, com apenas 18 anos, transferiu-se para o histórico Liverpool.

No clube inglês, esteve entre 2007 e 2011, ainda que apenas tenha sido titular durante a época de 2009/10, quando foi um dos mais utilizados dos “reds” e se pensou que tinha garantido o lugar de lateral-esquerdo do Liverpool para as temporadas seguintes.

Sem sucesso no futebol turco

Surpreendentemente, e depois de ter estado perto da Fiorentina, o internacional argentino acabou emprestado ao Galatasaray, onde passou a época transacta, mas sem se impor verdadeiramente, pois apenas fez 16 jogos pelo clube turco.

Assim sendo, no actual defeso, o lateral-esquerdo argentino acabou por regressar ao Liverpool, mas, sem espaço no clube inglês, acabou por se transferir de forma definitiva para o Sporting, onde se espera que se imponha como o dono do lado canhoto da defesa verde-e-branca.

lateral-esquerdo de elevado pendor ofensivo

Emiliano Insúa é um lateral-esquerdo de perfil ofensivo, que gosta de subir no terreno e criar desequilíbrios no processo ofensivo da sua equipa. Veloz, raçudo, bom tecnicamente e com uma excelente capacidade para cruzar para a área, é o puro lateral ofensivo que, por essa característica bastante atacante do seu futebol, obriga a que um dos médios-centro compense várias vezes a suas arrancadas.

Por esse motivo, e tendo em conta que no Sporting deverá ter João Pereira (também ele um lateral muito ofensivo) no outro flanco, será necessário que os leões tenham muita atenção na forma como os elementos do meio-campo vão compensar a possibilidade dos leões actuarem com dois laterais de perfil atacante.

Read Full Post »

Raheem Sterling é uma promessa do Liverpool

Uma das maiores promessas do futebol inglês é um extremo de origem jamaicana que brilha nas camadas jovens do Liverpool e na selecção inglesa de sub-17: Raheem Sterling.

Nascido a 8 de Dezembro de 1994 em Kingston, Jamaica, Raheem Sterling iniciou a sua carreira futebolística em 2003 nas camadas jovens do Queens Park Rangers. Após sete anos a jogar nos “The Hoops”, transferiu-se para o Liverpool, que o adquiriu por uma verba de cerca de 1 milhão de euros, ainda que consoante o sucesso do extremo, esse valor possa subir até quase seis milhões.

Extremo rápido e tecnicista 

Raheem Sterling é um extremo muito rápido e de enorme qualidade técnica, sendo fortíssimo no um contra um e perigosíssimo quando faz diagonais em direcção à área.

Bom finalizador e inteligente no posicionamento dentro das quatro linhas, o internacional sub-17 inglês é ideal para actuar como extremo num 4x3x3, seja à direita ou à esquerda, sendo um elemento que tanto pode funcionar como extremo mais puro daqueles que procuram a linha para cruzar ou partir do flanco mas em constantes diagonais para o centro.

Neste momento, com apenas 16 anos de idade, mas já a espreitar a estreia na equipa principal do Liverpool, trata-se de um jogador que devem procurar num dos próximos encontros dos sub-17 ingleses.

Read Full Post »

Milan Stepanov no FC Porto

No Verão de 2007 chegava ao FC Porto um promissor defesa-central sérvio de quem se esperava muito, Milan Stepanov. Oriundo do Trabzonspor, onde era considerado uma das principais figuras, vinha referenciado como um central rápido, muito forte no jogo aéreo e bastante competente nos duelos individuais junto à relva, contudo, depois de ter começado por garantir a titularidade no clube azul-e-branco, acabou por ficar definitivamente marcado por um péssimo jogo em Liverpool, onde os dragões perderam por quatro bolas a uma e Stepanov foi um dos pincipais culpados. De facto, após essa fraquíssima exibição, o internacional sérvio nunca mais foi visto com bons olhos no FC Porto, acabando por sair dos dragões, sem honra nem glória, no final da temporada 2008/09.

Produto das escolas do Vojvodina

Milan Stepanov nasceu a 2 de Abril de 1983 em Novi Sad, Sérvia, tendo iniciado a sua carreira futebolística no Vojvodina da sua cidade natal. Nesse clube sérvio, também haveria de se estrear pela equipa principal em 2000, permanecendo no conjunto mais emblemático de Novi Sad até meio da temporada 2005/06, somando 105 jogos (6 golos).

Depois, no defeso de Inverno dessa época, transferiu-se para o futebol turco e para o Trabzonspor, onde se assumiu como uma figura extremamente importante. No clube de Trabzon, haveria de somar 40 jogos (1 golo) e grandes exibições em época e meia, desperando o interesse de vários clubes europeus.

Estadia no Dragão foi marcada pela má exibição de Liverpool

Apesar do interesse de vários clubes europeus, Stepanov haveria de se transferir para o FC Porto que esperava que o internacional sérvio se tornasse numa das grandes referências de uma defesa recém-órfã de Pepe.

De facto, após passar por um período de adaptação, tudo parecia correr de feição para Stepanov, que começava a garantir a titularidade na equipa azul e branca naquela época de 2007/08.

Contudo, a 28 de Novembro de 2007, num duelo da Liga dos Campeões diante do Liverpool, o internacional sérvio fez uma exibição deplorável, tendo contribuído para um pesado desaire portista por quatro bolas a uma e marcado definitivamente e de forma negativa a sua passagem pelo FC Porto.

Na verdade, a partir daí, o ex-jogador do Trabzonspor pouco mais jogou, sendo que terminou a temporada 2007/08 com 17 jogos realizados e a seguinte com apenas dez, sendo nove deles a contar para a Taça de Portugal ou Taça da Liga.

Empréstimo ao Málaga antes do regresso à Turquia

Em 2009/10, ainda ligado contratualmente ao FC Porto, o defesa-central esteve emprestado ao Málaga, mas apenas fez 13 jogos, tendo, no início da actual temporada, se transferido definitivamente para o Bursaspor.

No regresso ao campeonato turco, Stepanov não tem tido vida fácil para se assumir como titular no actual campeão turco, somando apenas dez partidas desde que se iniciou a época de 2010/11.

Read Full Post »

Em Anfield a festa foi bracarense

Pela primeira vez na sua longa história de competições europeias, Portugal conseguiu a assinalável marca de colocar três equipas nos quartos finais da mesma prova europeia, neste caso, a Liga Europa. Em 1993/94, o nosso país havia colocado três equipas nos quartos de final das provas europeias, mas, nesse caso, em competições diferentes. Assim sendo, há que destacar o enorme feito de Benfica, FC Porto e Sporting de Braga, que, além do sucesso desportivo e do prestígio que granjearam por ultrapassarem mais um degrau, também garantiram, praticamente, o sexto lugar no ranking UEFA, que nos garantirá três equipas na “Champions” de 2012/13.

Paris SG 1-1 Benfica (Os encarnados apuraram-se com 3-2 no agregado)

O Benfica sabia de antemão que o 2-1 que trazia de Lisboa era curto e que teria de sofrer na cidade luz. Ainda assim, o Benfica entrou personalizado e até foi a primeira equipa a marcar, por intermédio de Nico Gaitán (27′) a concluir bonita jogada de contra-ataque.

No entanto, os gauleses não baixaram os braços e, até final da primeira metade, foram capazes de igualar o jogo, graças a um grande golo de Bodmer (35′) e, inclusivamente, tiveram algumas oportunidades para empatarem a eliminatória, valendo, aí, a falta de pontaria dos atacantes parisienses e a boa exibição do guarda-redes Roberto.

Após o intervalo, os encarnados apareceram novamente em melhor plano e até tiveram boas oportunidades para fazerem um segundo tento que sentenciasse a eliminatória, contudo, foram infelizes na finalização, acabando por ser obrigados a sofrer até ao final do encontro.

De facto, o Paris Saint-Germain teve algumas ocasiões para empatar a eliminatória, todavia, uma defesa milagrosa de Roberto a remate de Hoarou (79′) e uma escorregadela de Maurice (90+5′), quando tinha tudo para marcar, acabou por impedir que o marcador sofresse alterações e permitiu que a equipa portuguesa alcançasse o apuramento para os quartos de final.

FC Porto 2-1 CSKA Moscovo (os azuis-e-brancos apuraram-se com 3-1 no agregado)

Os dragões traziam uma magra vantagem da capital russa (1-0), mas não se encostaram à sombra dela, tendo chegado ao um a zero logo no primeiro minuto, na sequência de um livre de Hulk em que Akinfeev ficou muito mal na fotografia.

Na resposta, Wagner Love ainda tirou à barra, mas seria o FC Porto a aproveitar mais um disparate do guarda-redes do CSKA, para, aos 24 minutos, ampliar para 2-0, graças a um golo de Freddy Guarín.

A perderem por 2-0 neste encontro e 3-0 no cômputo da eliminatória, a equipa moscovita ainda reagiu de pronto, tendo reduzido aos 29 minutos com um golo de Tosic. Contudo, quando se esperava que esse golo tornasse a eliminatória mais emocionante, isso não se veio a verificar.

De facto, até final do jogo, o FC Porto teve sempre o controlo do mesmo, contando, inclusivamente, com um golo anulado a Rolando, num lance em que o internacional português ajeitou a bola com a mão antes de atirar para a baliza. Em suma, uma vitória inteiramente justa da equipa portuguesa que provou, nos dois jogos, que era superior ao CSKA Moscovo.

Liverpool 0-0 Sp. Braga (os arsenalistas apuraram-se com 1-0 no agregado)

O 1-0 que os bracarenses traziam da Pedreira era curto, mas dava direito de sonhar com a passagem à fase seguinte, até porque os arsenalistas já tinham ido vencer a Sevilha (4-3), depois de terem vencido os andaluzes, em casa, pelo mesmo um a zero.

Ainda assim, esperava-se uma grande pressão do Liverpool desde o primeiro minuto, uma pressão que deveria vir tanto de dentro de campo como de fora dele, todavia, para bem da equipa portuguesa, nada disso se verificou.

O Liverpool foi sempre uma equipa amorfa, sem criatividade e sem ideias, permitindo que o Sporting de Braga fosse sustendo os frágeis intentos dos ingleses sem grandes problemas.

De facto, durante todo o jogo, o principal momento de pânico para a defesa arsenalista, surgiu num lance em que o árbitro deixou que Skrtel, em claro fora de jogo, tivesse uma oportunidade para se isolar perante Artur Moraes. Aí, o guarda-redes brasileiro foi enorme e negou o golo ao defesa-central eslovaco.

Assim sendo, o Sporting de Braga garantiu o zero a zero final e alcançou um feito histórico, eliminando um Liverpool que, mesmo longe dos melhores tempos, será sempre o Liverpool

Read Full Post »


O momento do golo decisivo de Tevez

O Chelsea esta definitivamente em baixo de forma, com mais um empate comprometedor em Stamford Bridge frente ao Everton. Pior foi que nem sequer mereceram a vitória. Os visitantes entraram com toda a força e poderiam ter-se adiantado no marcador cedo. Após a surpresa, os anfitriões recuperaram a compostura e equilibraram os acontecimentos, pressionaram e falharam uma série de oportunidades. Aos 41 minutos, depois de uma distracção de Neville, Tim Howard viu-se forçado a cometer uma grande penalidade e Drogba não desperdiçou.

No segundo tempo, manteve-se o equilíbrio que foi pendendo para os de Liverpool com o passar do tempo. Já muito perto do final, Jermaine Beckford restabeleceu a igualdade e a justiça no marcador. O Chelsea é agora terceiro com apenas mais um ponto que Manchester City, que é quarto. Dias difíceis para o actual campeão com apenas uma vitória nos últimos 6 jogos.

O Arsenal foi o grande beneficiado da jornada, com o empate do Chelsea e o jogo do Manchester United adiado por causa dos nevões, a vitória sobre o Fulham coloca-os temporariamente em primeiro com mais 1 ponto que o Manchester. A exibição não foi convincente, mas o mais importante foram os 3 pontos e o grande jogo de Nasri. A moral está melhor, mas têm pela frente importantes desafios. Esta equipa ainda não está afinada, mas, neste momento, nenhuma da Premier League está. As apostas para adivinhar o futuro campeão estão agora todas baralhadas.

O Manchester City recebeu e ganhou a uma das equipas sensação do momento, o Bolton. Com uma exibição segura e dominante. Um golo madrugador de Carlos Tevez foi o suficiente para ganhar, ficou, no entanto, a sensação de ter sido pouco. Os citizens aproximaram-se assim dos primeiros, estando a escassos 3 pontos do Arsenal.

Finalmente, o Tottenham, para não destoar, também continua a ter performances irregulares. Se no ano passado jogar em Birmingham era sinónimo de não ganhar, este ano nem por isso, excepto para o Tottenham. Os Spurs são melhor equipa e isso notou-se durante o jogo. Os da casa conseguiram o empate graças a uma exibição muito esforçada e de garra. O 1-1 final penaliza os visitantes mas não escandaliza. Ainda a 6 pontos do primeiro, o Tottenham continua na luta, nem que seja por um lugar na Liga dos Campeões.

Read Full Post »


Berbatov foi o herói da jornada

Desde que se formou a nova Premier League, que apenas três jogadores tinham marcado cinco golos na mesma partida e, no passado fim-de-semana, foi a vez de Dimitar Berbatov se juntar a esta restrita elite. O Manchester United recebeu, venceu e humilhou o Blackburn por expressivos 7-1, com 5 golos do avançado búlgaro. A juntar a isto, o facto de que esta vitória valeu o primeiro lugar isolado. Esta situação, pode também ser um incentivo extra para o futuro próximo, pois avizinham-se jogos complicados para os homens de Alex Ferguson, nomeadamente os confrontos com Arsenal e Chelsea. Quanto ao jogo, não há muito a dizer, como se pode adivinhar pelos números foi um domínio absoluto do Manchester.

Em Villa Park, os locais parecem um pouco longe da forma que apresentaram na época passada, encontrando-se num modesto e um tanto desconfortável décimo quinto lugar. Defrontaram o Arsenal e acabaram por dar aos visitantes 45 minutos de avanço que estes aproveitaram para marcar 2 golos. Já na segunda parte, apareceram com outra disposição e quase faziam ao Arsenal o mesmo que o Tottenham. O resultado final de 2-4 não espelha as dificuldades que os Gunners passaram, valeram-lhes os primeiros 45 minutos e alguma eficácia nos segundos. Depois de uma semana amarga, com a derrota frente aos Spurs seguida de outra frente ao Braga, voltaram aos resultados positivos e estão colados ao Chelsea em segundo lugar.

No Manchester City mais do mesmo, com mais um empate e uma exibição pouco convincente. Em casa do Stoke, tiveram muitas dificuldades na etapa inicial e podem mesmo dar-se por satisfeitos pelo nulo ao intervalo. A segunda parte foi mais equilibrada com oportunidades para os dois lados. O City acabaria mesmo por marcar, aos 81 minutos, por Micah Richards e parecia ter sentenciado o jogo. No entanto, os homens da casa não baixaram os braços e, nos nove minutos que lhes restaram, marcaram o golo do empate. Teria sido muito injusto se o City tivesse levado os 3 pontos. Mancini que se cuide, pois esta equipa está muito longe do potencial que tem.

White Hart Lane, 90 minutos, Tottenham e Liverpool empatados a 1 golo após Martin Skrtel, defesa do Liverpool ter marcado os dois golos e Jermain Defoe ter falhado um penalti. Tudo parecia indicar um empate num jogo emotivo e de futebol espetáculo. Errado, Lennon já em tempo de descontos, trás injustiça ao jogo e marca o segundo para o Tottenham. A haver um vencedor seria o Liverpool que esteve muito perdulário. Mais uma boa exibição de Raúl Meireles que visou várias vezes a baliza adversária, parecendo estar a crescer a importância do português no Liverpool. Esta vitória deixa os Spurs ainda na luta pelo título.

Finalmente, o Chelsea, de visita a Newcastle onde a equipa local recém promovida tem dado bem conta de si. A provar o anterior, ficou a exibição e o resultado frente aos actuais campeões: 1-1. Na verdade, foi mais um empate decepcionante e comprometedor para Ancelotti que vê o primeiro lugar a fugir-lhe para os rivais de Manchester. Muito pouco fez esta equipa perante um Newcastle bem arrumado e combativo, valendo Kalou para evitar males maiores. Para quem parecia fugir isolado no inicio de época, tudo parece ter mudado em pouco tempo, não só o Chelsea perdeu a liderança mas parece ter perdido também a motivação. A ver vamos como seguirá a corrida para o título.

Read Full Post »


Defoe foi decisivo na reviravolta dos spurs

Com apenas seis pontos a separar as 6 primeiras equipas, o campeonato está ao rubro. No entanto isto deve-se mais ao demérito dos habituais candidatos que à competitividade da liga. Todas os favoritos esta época têm perdido, pode-se mesmo dizer com uma certa frequência, com equipas notoriamente inferiores. As casas de apostas é que beneficiam.

Comecemos pelo Arsenal, que perdeu com o Tottenham. Ora o Tottenham não se insere no grupo das equipas “notóriamente inferiores“, mas depois de estar a ganhar por 2-0 em casa e deixar que o adversário dê a volta, quando a vitória significaria o primeiro lugar, não é normal. Uma entrada de rompante por parte dos gunners valeu-lhes 2 golos em 30 minutos e os spurs, meios surpreendidos e totalmente subjugados. Na segunda parte, com a entrada do recuperado Jermaine Dafoe, tudo se inverteu. A produção ofensiva do Tottenham aumentou e a sorte também e com 3 golos sem resposta venceram em casa do Arsenal pela primeira vez em 17 anos.

Ancelotti parece estar a colecionar recordes negativos esta época da mesma forma que colecionou positivos na época passada. Há mais de 4 anos que o Chelsea não perdia dois jogos seguidos, todavia, com a derrota em Birmingham no passado fim-de-semana e a derrota caseira no anterior frente ao Sunderland, isso voltou a acontecer. Para piorar a situação, perdeu com equipas “notóriamente inferiores“. Pela positiva, esta última derrota foi injusta e só um Ben Folster inspirado e a defender tudo, em conjunto com muito azar causaram tal derrota. Já se começa a falar de o lugar de Ancelotti estar em perigo, afinal isto do futebol viver exclusivamente de resultados pode ser bastante ingrato.  No final, a derrota do Chelsea por 1-0 fez com que o Manchester o apanhasse. Os dois clubes partilham agora o primeiro lugar com os mesmos pontos.

Manchester United, Manchester City e Liverpool obteram três vitórias naturais e fáceis. Manchester United em casa contra o Wigan venceu e bem por 2-0. Dois destaques neste jogo: primeiro, para o regresso de Rooney. Depois da saga que começou com um amuo, passou por uma ameaça e acabou com uma renovação de contracto fazendo dele o jogador mais bem pago do mundo. Será que ele merece? Segundo destaque e este de grande importância, o United alcançou o Chelsea no primeiro posto passando tambem o Arsenal. De certeza que será um bom tónico para os tempos que se seguem.

Com Mancini e a sua equipa em altos e baixos de forma, esta vitória frente à equipa do antecessor do italiano era, por si só, embora ninguém o admitisse, um duelo particular. A jogar fora contra uma equipa tradicionalmente dificil, a vitória acabou por chegar naturalmente. Começaram cedo os citizens com um golo por Tevez logo aos 6 minutos e so terminaram aos 56 com o quarto. Depois relaxaram e permitiram ao Fulham o seu tento de honra. 1-4 foi o resultado final.

Do Liverpool o que dizer? Depois do pior começo de época em varias dezenas de anos, lá vão devagar mas com segurança, recuperando na tabela. O West Ham, que se encontra em último lugar, era a equipa ideal para testar este Liverpool sem Steven Gerrard. O capitão dos reds vai estar afastado dos relvados por um mês. Sabem quem preencheu o lugar? E razoalvelmente bem? Nem mais nem menos que Raúl Meireles, jogou finalmente na posição que mais gosta, ao centro. Uma primeira parte demolidora elevou o resultado a 3-0 com a uma segunda parte demasiado relaxada que deixou tudo igual à primeira. Quando já se faziam apostas em que o Liverpool ia descer de divisão esta época, eis que já se encontram a apenas 9 pontos dos primeiros. Não está nada mau, embora ainda aquém das ambições de um clube da sua grandeza.

Por último o destaque para a equipa sensação este ano, o Bolton. Recebeu e venceu facilmente o Newcastle, que tem vindo a fazer uma boa época tendo em conta que na temporada passada militava no escalão inferior. 5-1 é um resultado que fala por si. O Bolton está, para já, muito seguro nos lugares da Europa, em quinto lugar, e apenas a 6 pontos dos dois primeiros.

Read Full Post »


Sunderland fez a festa em Londres

A grande surpresa da última jornada em Inglaterra foi a derrota caseira do Chelsea frente ao Sunderland, maior ainda por ter sido por 0-3. O facto do Chelsea já não perder em casa desde Março e o Sunderland, em confrontos com os londrinos de Stamford Bridge, não pontuar há nove anos, tudo derrotas, deixava os visitantes com as probabilidades de vitória  nas apostas em 1/14.

Mas há mais a dizer, os homens de Ancelotti apenas esboçaram uma tentativa de domínio no inicio da partida e depois foram incapazes de contrariar os forasteiros. O Sunderland controlou o jogo e materializou esse controlo com três golos sem resposta. O todo poderoso Chelsea volta assim a ter uma exibição aquém do esperado e relança a corrida para o título. Perde terreno e sente já a pressão dos perseguidores.

O Liverpool que vinha a encetar uma recuperação muito boa, acabou por ser travado mais uma vez. Em casa do Stoke City, Raúl Meireles e companhia pareciam não estar preparados para a partida. Os da casa jogaram mais e melhor e nunca pareceram estar em risco de perder, ou sequer empatar. Apesar de já estarem em melhor posição e de obviamente ser muito difícil, nesta liga, ganhar sempre, esperava-se um pouco mais do Liverpool. Dois golos sem resposta, um no inicio e outro no fim da segunda parte, e as duas equipas seguem agora com os mesmos pontos no meio da tabela.

No Villa Park a 20 minutos do fim o jogo estava empatado a zero. Uma partida dividida, entre Aston Villa e Manchester United, onde os visitantes entraram a dominar e durante meia hora ameaçaram marcar por diversas vezes. Os da casa, com 9 jogadores indisponíveis, equilibraram e passaram também eles a criar perigo. E assim foi até aos 70 minutos, oportunidades de parte a parte, embora nesta fase um maior domínio do Aston Villa. Consequência? Em 3 minutos marcaram 2 golos. Primeiro de grande penalidade aos 72 minutos e outro aos 75 minutos. Um quarto de hora para jogar e a tarefa dos homens de Alex Ferguson parecia gigantesca, mas a inspiração dos red devils, levou-os a encostar o adversário na defesa e a reduzirem aos 80′ e empatarem aos 84′. Grande partida de futebol e muita emoção, no entanto, o Manchester acaba o fim-de-semana ultrapassado pelo Arsenal e está agora em terceiro a 3 pontos do primeiro.

Em Liverpool mas em casa do Everton, os blues, sem perder há sete jogos, recebiam o Arsenal que lutava para se aproximar do Chelsea e passar o Manchester United. O jogo foi, tal como esperado, muito renhido. Grandes oportunidades de parte a parte e sem nenhuma das equipas a evidenciar um dominio sobre a outra. Sagna com um potente remate de ângulo apertado abriu o marcador, ainda na primeira parte, e Fabregas pouco depois do reatamento aumentou a vantagem. O Everton viu-se obrigado a reagir e a atacar. David Moyes passou a jogar com 3 atacantes resultando numa série de oportunidades. No entanto, o melhor que conseguiu foi, ao cair do pano, reduzir para 1-2.

No Manchester City a pressão aumentou. Mancini viu a sua equipa empatar em casa contra o Birmingham e paira novamente no ar a incerteza da sua continuidade. Contra uma equipa da metade inferior da tabela, os da casa foram incapazes de quebrar a barreira defensiva. Com um futebol pouco atraente, os visitantes também não ajudaram, pois vieram para defender, sem soluções o empate acaba por se ajustar. Os citizens estão agora em quarto, mas com exibições muito decepcionantes. Espera-se muito mais desta equipa de estrelas.

O campeonato está neste momento muito emotivo, a tabela classificativa está muito compacta e com constantes alterações. O ponto comum este ano tem sido a de nenhuma equipa se estar a destacar. No início, o Chelsea parecia querer deixar todos para trás mas as 3 derrotas que sofreu voltam a coloca-los a escassos pontos dos perseguidores. O Arsenal parece estar a acertar mais mas, ainda assim, sem convencer muito. Os dois de Manchester estão a apostar na tentativa de pontapé na crise, mas sem grandes resultados. Tudo em aberto com muito campeonato pela frente.

Read Full Post »

Torres foi decisivo na vitória "red"

Torres foi decisivo na vitória "red"

Premier League é um campeonato de emoções, normalmente fortes, e esta época não é excepção. No passado fim-de-semana, com algumas surpresas, eis que na frente está novamente tudo mais equilibrado, podendo-se mesmo dizer que neste momento existem 4 legítimos candidatos ao título. Mas vamos por partes.

Na terra dos Beatles, o Liverpool jogava em casa e recebia o todo poderoso Chelsea. No preâmbulo para esta partida, tendo em conta o arranque e o momento das duas equipas, tudo apontava para uma vitória mais ou menos fácil dos homens de Ancelotti. Mas estes jogos são sempre diferentes e com Torres em forma tudo se tornou mais complicado para os visitantes. Com Drogba no banco as iniciativas atacantes pertenceram em exclusivo aos Scousers, com um fulgor que pareciam ter perdido no inicio da época. Numa equipa arrumada e muito combativa, não demorou muito para o atacante espanhol abrir o marcador, 11 minutos de jogo 1-0.

Os da casa não abrandaram o ritmo, tinham fome de bola e vontade de apagar a má imagem que até há pouco tempo mostravam. Com a posse de bola dividida quase por igual a diferença estava na eficácia, os de vermelho pareciam mais esclarecidos e acutilantes. Quase a fechar a primeira parte, com Raúl Meireles na jogada, Torres fechou o resultado com um golo de belo efeito. Na segunda parte, inevitavelmente, entrou Drogba, o Chelsea cresceu e o Liverpool apostou na defesa do resultado. As chances para os de azul surgiram mas não na quantidade desejada e muito menos com a eficácia pretendida. Reina, com um par de boas defesas, ajudado por toda a equipa manteve o 2-0. O Liverpool arrecadou os preciosos 3 pontos e relançou o campeonato.

Tim Krul parece nome de herói de ficção, mas no Emirates Stadium foi o nome do herói do Newcastle. Com o Arsenal a tentar pressionar o Chelsea na frente da tabela, com as previsões de 1/11 para a vitória dos visitantes e após a vitória dos Gunners em St. James Park, duas semanas antes para a Carling Cup, por 0-4, ninguém previa o que se iria passar. Ou melhor, tal como esperado o Arsenal dominou, muito, criou inúmeras oportunidades e, por falta de sorte e por obra de Krul, não marcou. Os Magpies, que regressaram esta época à liga principal, estão a causar sensação e o actual quinto lugar demonstra isso mesmo. Com um golo solitário e muito esforço protagonizaram a grande surpresa da jornada.

Em Old Trafford, entre lesões e crises pessoais, o Manchester United ainda não encontrou a sua melhor forma. Num jogo renhido, com uma equipa de meio de tabela (Wolverampton), a sorte acabou por sorrir a Ji-Sung Park por duas vezes e o Manchester cumpriu com o seu objectivo, ganhar. Bebé começa a ganhar algum espaço na equipa de Sir Alex Ferguson, precisamente pelas indefinições e lesões, e tem dado boa conta de si. Ainda não é uma estrela e poderá, eu diria até que de certeza, voltar a perder protagonismo pois ainda tem muito que aprender e evoluir, mas é sempre digno de nota. Quanto ao jogo, os da casa tiveram um ligeiro domínio mas só mesmo nos últimos segundos se confirmou o triunfo com o segundo golo que desfez o empate. Resultado final 2-1. O Manchester United continua assim na corrida e apenas a 2 pontos do Chelsea.

No Manchester City a pressão sobre o treinador, Roberto Mancini, começa a fazer-se sentir. Com uma série de maus resultados e a ver os lugares cimeiros a fugir, os Citizens viam-se obrigados a vencer. Numa equipa de estrelas, Balotelli, também ele uma jovem estrela, foi a figura do jogo, pelo melhor e pelo pior. Começou por dar a vantagem de dois golos que fixou o resultado final. Jogou bem embora ainda a demonstrar que é novo na equipa e sem rotina de jogo após lesão, mas ainda assim um belíssimo jogador. Depois, demonstrou mais uma vez que continua controverso e imaturo ao agredir um adversário e ser expulso. A vantagem estava contudo ganha e os da casa, West Bromwich, foram incapazes de dar a volta ao resultado.

Último destaque para o Tottenham, a equipa que na semana passada vulgarizou e venceu brilhantemente os campeões europeus em título, foi incapaz de vencer em Bolton. O resultado, 4-2, espelha um jogo competitivo e com espectáculo. Os da casa estão em boa forma esta época e chegaram mesmo aos 3-0, isto a 15 minutos do final da partida. Um melhor acerto dos Spurs neste último período, valeu-lhes 2 golos, mas mesmo a terminar seria novamente o Bolton a aumentar a vantagem e fixar o resultado. O marcador não espelha o que se passou, verdade que o Bolton dominou mas o Tottenham também esteve muito bem, apenas a falta de sorte e de inspiração os deixou sem marcar durante 79 minutos. Estas duas equipas ocupam a metade superior da tabela com os mesmos pontos.

Read Full Post »

Older Posts »

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Junte-se a 26 outros seguidores