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Posts Tagged ‘Lúcio’

Uma equipa que nunca falhou um campeonato do mundo e que, para além disso, já conquistou cinco títulos mundiais, nunca pode ser riscada dos candidatos à vitória final. Os brasileiros continuam com a fantasia de sempre, mas, desde a chegada de Dunga, apoiaram-se num pragmatismo que lhes ajudou a conquistar tanto a Copa América como a Taça das Confederações. Para além disso, a fase de apuramento para o Mundial 2010 foi um autêntico passeio para os canarinhos que até se deram ao luxo de abrandar o ritmo nos últimos jogos. Assim sendo, mesmo com a polémica da não inclusão de Ronaldinho, este Brasil volta a um campeonato do mundo com o lema de sempre: ser campeão.

A Qualificação

Nunca ninguém sequer questiona a possibilidade de o Brasil não se apurar para o campeonato do mundo, todavia, desta vez a facilidade dos canarinhos em se apurarem tem de ser destacada.

Obviamente integrados na zona sul-americana de classificação, os canarinhos fizeram uma bela campanha que teve como pontos altos a vitória na Argentina (3-1) e Uruguai (4-0).

A facilidade de apuramento foi tão notória que, nos últimos jogos, o Brasil abrandou o ritmo e deu-se ao luxo de perder no campo da Bolívia (1-2) e empatar, em casa, com a Venezuela (0-0).

Assim sendo, é com a moral em alta devido à superioridade patenteada na fase de qualificação que os brasileiros chegam à África do Sul para disputarem o campeonato do mundo.

Zona sul-americana – Classificação

  1. Brasil 34 pts
  2. Chile 33 pts
  3. Paraguai 33 pts
  4. Argentina 28 pts
  5. Uruguai 24 pts
  6. Equador 23 pts
  7. Colômbia 23 pts
  8. Venezuela 22 pts
  9. Bolívia 15 pts
  10. Peru 13 pts

O que vale a selecção brasileira?

Só o nome Brasil impõe, imediatamente, respeito, todavia, na realidade, os canarinhos são muito mais que os simples pentacampeões mundiais. A equipa canarinha assegura uma importante mistura de talento puro com jogadores tacticamente evoluídos e experientes, sendo uma equipa forte e com todas as condições para assegurar o hexacampeonato.

Habitualmente o sector mais frágil do Brasil, desta vez a baliza é um dos pontos fortes da selecção canarinha graças à presença de Júlio César. O guarda-redes do Inter dispensa apresentações e é a garantia que não deverá ser por aí que o Brasil irá ter problemas neste campeonato do mundo.

Por outro lado, o quarteto defensivo também tem uma qualidade acima da média. Se a dupla de centrais: Juan-Lúcio é garantia de experiência e segurança no sector recuado, os laterais: Michel Bastos (à esquerda) e Maicon (à direita) são a garantia de qualidade tanto a defender como a atacar. Estes dois jogadores terão, na verdade, que ter um grande pulmão, pois na ausência de extremos, o Brasil depende muito deles para o flanqueamento do seu futebol.

Depois, no meio campo, o Brasil deverá utilizar um duplo pivot composto por dois médios defensivos: Gilberto Silva-Felipe Melo, dois jogadores com a obrigação de darem equilíbrio táctico a uma equipa com laterais de tracção ofensiva. Por outro lado, os alas deverão ser Kaká (à esquerda) e Ramires (à direita), dois jogadores que apesar de partirem dos flancos deverão fazer constantemente diagonais para o centro. No entanto, se o jogador do Benfica será um elemento que servirá, preferencialmente, para o equilíbrio táctico do onze, o jogador do Real Madrid irá funcionar como desequilibrador, aparecendo diversas vezes como número dez e organizador do jogo canarinho.

Por fim, no ataque, o Brasil deverá optar pela dupla: Robinho-Luís Fabiano. Neste esquema, Robinho será um avançado vagabundo que irá aparecer tanto nos flancos de forma a compensar a ausência de extremos, como na frente de ataque para combinar com o outro atacante ou finalizar. Por outro lado, o avançado do Sevilha será um finalizador puro que servirá de referência ofensiva, ainda que, pelas suas características, também tenha alguma mobilidade no ataque.

O Onze Base

Actuando em 4-4-2, o Brasil deverá, assim, utilizar Júlio César (Inter) na baliza; Michel Bastos (Lyon), Juan (Roma), Lúcio (Inter) e Maicon (Inter); Gilberto Silva (Panathinaikos), Felipe Melo (Juventus), Kaká (Real Madrid) e Ramires (Benfica) no meio campo; Robinho (Santos) e Luís Fabiano (Sevilha) no ataque.

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

Integrado num grupo com Portugal, Costa do Marfim e Coreia do Norte, o Brasil é o principal candidato ao primeiro lugar do agrupamento. Não sendo um grupo fácil, os brasileiros, pela sua experiência e talento, deverão se superiorizar aos seus adversários com naturalidade.

Calendário – Grupo G (Mundial 2010)

  • 15 de Junho: Brasil vs Coreia do Norte
  • 20 de Junho: Brasil vs Costa do Marfim
  • 25 de Junho: Brasil vs Portugal

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Este ano o Internazionale está a fazer uma excelente campanha europeia (está na meia final da “Champions), mantém-se na luta pelo título italiano e está na final da Taça de Itália. Contudo, na minha opinião, José Mourinho peca por retirar aos “nerazzurri” alguma magia no meio campo, ao insistir em colocar apenas Sneijder como jogador criativo. Com essa nuance, penso que, provavelmente, os milaneses já teriam o campeonato quase ganho e não estariam em segundo lugar na Série A.

Assim sendo, irei explanar como seria, na minha opinião, o onze que daria mais garantias de sucesso ao Inter de Milão.

Na baliza, obviamente, não há dúvidas. Júlio César é um dos melhores guarda-redes da actualidade e, como tal, tem lugar cativo na equipa do Inter. Um “keeper” espectacular, mas, ao mesmo tempo, muito seguro, que sabe jogar com os pés e lança bem o contra-ataque.

Depois, na defesa, optava por Zanetti na esquerda, Maicon na direita e Lúcio e Samuel a centrais. Nesta estrutura, Javier Zanetti, pela sua grande capacidade táctica, seria um lateral mais posicional, que permitiria maior capacidade ofensiva ao ala esquerdo: Ricardo Quaresma. Por outro lado, Maicon, o melhor lateral direito da actualidade, teria liberdade para atacar e criar desequilíbrios ofensivos. Por fim, no centro, Samuel e Lúcio completam a defesa. Dois centrais de enorme qualidade e com capacidade para pararem qualquer ataque.

No miolo, optaria por um losango com Cambiasso a trinco, Quaresma na ala esquerda, Stankovic na ala direita e Sneijder na posição 10. Nesta formação, o argentino seria muito importante, pois teria de se servir da sua enorme inteligência táctica para parar o ataque adversário e, ao mesmo tempo, ser um elemento influente na construção ofensiva do Inter. Depois, Stankovic, na direita, seria um médio menos ofensivo que Quaresma, pois teria, muitas vezes, que ajudar Cambiasso no centro e, noutras ocasiões, compensar as subidas de Maicon pelo flanco direito. Assim sendo, a maior quota parte dos futebol criativo do Internazionale partiria de Quaresma, que funcionaria quase como um extremo e Wesley Sneijder que teria liberdade para, atrás dos avançados, construir e/ou concluir jogadas de ataque.

Na frente, obviamente, optaria por Eto’o e Milito. O camaronês jogaria mais como avançado centro, um atacante mais móvel, que pudesse cair para os flancos e explorar o um contra um. Por outro lado, o argentino seria um verdadeiro ponta de lança. Um jogador mais posicional, que serviria de referência para as tabelas com Samuel Eto’o, os passes de Sneijder e, por exemplo, para os cruzamentos de Ricardo Quaresma e Maicon.

Tendo em conta que o Inter ainda teria homens como Chivu, Pandev ou Balotelli no banco. Esta equipa poderia ser refrescada sempre que necessário e sem perda significativa de qualidade.

Este seria, por certo, um modelo com mais criatividade e que poderia trazer melhores resultados ao Inter de Milão.

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