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Posts Tagged ‘Matias Fernandez’

Pereirinha não justifica estar no plantel do Sporting

Chegamos ao Natal e, tal como antes se tornou uma triste tradição para o clube verde-e-branco, o Sporting encontra-se uma vez mais numa posição difícil na luta pelo título nacional. Já a quatro pontos de distância do duo da frente, Domingos Paciência proibiu os seus jogadores de perderem pontos na deslocação a Coimbra, mas o certo é que os leões voltaram a tropeçar, muito por culpa dos falhanços de van Wolfswinkel (e também de um escandaloso de Onyewu…), mas também por terem dado novamente 45 minutos de avanço ao seu adversário. Uma parte inteira com Pereirinha no relvado em deterimento de um dos jovens jogadores mais talentosos do futebol actual, o peruano Carrillo.

Custa-me a entender essa insistência quase obsessiva pela utilização de um elemento que não vingou em clubes como o V. Guimarães e o modesto Kavala, mas que depois de não ter lugar em planteis leoninos bem mais fracos que o actual, foi incorporado por Domingos Paciência para esta temporada e até tem jogado com surpreendente regularidade.

Dirão, por certo, que jogadores como Izmailov, Jeffrén ou até Matías (outro erro de casting de Domingos, como extremo-direito) estão lesionados e isso diminui as opções do treinador leonino para essa posição, mas, quando há Carrillo, fará sentido a utilização de Pereirinha?

Muitos argumentarão que Pereirinha dá uma consistência defensiva muito mais acertada que o internacional peruano, mas custa-me compreender que num jogo com a Académica, seja Domingos Paciência a estar preocupado com Diogo Valente e não Pedro Emanuel a preocupar-se com Carrillo. Além disso, mesmo pensando que Domingos não queria arriscar e pretendia dar uma tracção mais defensiva a ala-direita, não seria mais lógico apostar no jovem Arias, do que insistir na utilização de alguém que nada acrescenta ao jogo verde-e-branco?

O empate que afasta ainda mais os leões do duo da frente, aliado à forma como a alteração de Pereirinha por Carrillo transfigurou para muito melhor o jogo dos leões deve servir de exemplo para que Domingos Paciência perceba que com todo o respeito pelo atleta Bruno Pereirinha, este não tem qualidade suficiente para integrar o plantel do Sporting, principalmente perante elementos que, actuando na sua posição, têm um rendimento incomparavelmente superior.

Para bem da equipa verde-e-branca e dos seus adeptos, é expectável que a última pobre exibição do jogador formado em Alvalade abra as portas da titularidade da extrema-direita leonina para outras opções, sendo que as iminentes recuperações de Izmailov e Jeffrén deverão dar uma ajuda decisiva a Domingos Paciência nesse capítulo.

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Os adeptos leoninos voltam a acreditar

Depois de duas épocas desastrosas em termos desportivos, o Sporting procura reassumir-se como um grande de pleno direito no contexto actual do futebol português. Após a vitória nas recentes eleições de Godinho Lopes, o duo de directores gerais: Luís Duque e Carlos Freitas lançaram as mãos à obra, dispensando jogadores como Nuno André Coelho, Maniche, Pedro Mendes ou Vukcevic e adquirindo jogadores de renome como Diego Capel, Bojinov, Schaars, Rodríguez ou Rinaudo, numa enorme revolução, mas que se exigia, devido ao triste passado recente do clube verde-e-branco. Agora, num ano em que muitos julgavam de transição, o Sporting até parece em condições de lutar pelo título, mas a pergunta exige-se: Qual será o melhor onze do Sporting?

Rodríguez tem tudo para ser o líder defensivo

Uma defesa segura e com mais centímetros

Na baliza e nas laterais do sector recuado não haveriam alterações a 2010/11 nem poderiam haver. Rui Patrício (guarda-redes) e João Pereira (lateral-direito) foram dos melhores elementos verde-e-brancos da temporada passada e Evaldo, mesmo sem ter feito uma temporada brilhante, não tem um verdadeiro concorrente do lado-esquerdo da defesa, pois o francês Turan ainda está demasiado “verde” para tamanha responsabilidade.

No entanto, no centro da defesa, a entrada de Onyewu e de Rodríguez é exigível, pois a dupla irá acrescentar muita qualidade aos verde-e-brancos, pelo poder físico e competência no jogo aéreo do norte-americano e, também, pela velocidade, capacidade de desarme e superior leitura de jogo do internacional peruano. Na verdade, estes dois jogadores poderão ser a chave para uma época bem mais descansada que a transacta em termos defensivos.

Schaars é uma clara mais-valia

Um duplo-pivot que já conquistou os adeptos

Apesar de existirem outras soluções de qualidade para as posições “seis” e “oito” como André Santos e Luís Aguiar, a titularidade deverá ser entregue ao internacional argentino Rinaudo e ao internacional holandês Schaars.

O ex-Gimnasia é um puro médio-defensivo que tem um pulmão inesgotável e que disputa cada lance como se fosse o último momento da sua vida, usando e abusando de uma agressividade (não confundir com maldade intencional) que tanto escasseou na temporada anterior. Esse futebol de Rinaudo será importantíssimo para as rápidas recuperações do esférico e para a segurança nas transições defesa-ataque e ataque-defesa.

Depois, na transição ofensiva, o jogador chave será o esquerdino Schaars. Um internacional holandês com uma capacidade táctica e técnica acima da média, que prima por uma extraordinária visão de jogo e uma qualidade fantástica na marcação de bolas paradas. O antigo jogador do AZ fará a ligação entre o “seis” (Rinaudo) e o “dez” (Matías), não havendo no plantel nenhum jogador que o possa fazer com a mesma competência e qualidade.

Matias deve jogar mais próximo da zona de tiro

Um trio de médios-ofensivos de luxo

À frente do duplo-pivot: Rinaudo/Schaars, surge uma linha de três jogadores, sendo dois deles alas/extremos (Diego Capel e Izmailov) e o outro (Matías) um puro “dez”.

Nas alas, optaria por dois jogadores de características diferentes. Do lado esquerdo, e porque Evaldo está cada vez mais um defesa-esquerdo e cada vez menos um lateral-esquerdo, colocava Diego Capel, que é um extremo mais puro e que pela sua velocidade e qualidade técnica se preocuparia mais em dar profundidade ofensiva à equipa com poucas preocupações defensivas, pois Evaldo e mesmo Schaars (excelente nas dobras no flanco esquerdo) seriam suficientes para esse desiderato.

Por outro lado, no flanco direito, colocava Izmailov, um jogador que para além de todas as suas inúmeras qualidades técnicas, é muito inteligente em termos tácticos, sendo capaz de dar profundidade ao lado direito do ataque, mas, ao mesmo tempo, equilíbrio táctico ao centro, abrindo também espaços para as subidas do lateral-direito João Pereira.

Por fim, numa posição intermédia entre o “dez” e o “nove”, numa posição tantas vezes desempenhada por João Pinto no Benfica ou no Sporting colocaria Matías Fernandez. O chileno é um “dez” com bastante sentido de baliza e deve jogar mais próximo do ponta de lança do que nas temporadas anteriores. Ali, mais perto da zona de tiro, penso que a qualidade técnica e de remate do internacional chileno poderá ser bem melhor aproveitada.

van Wolfswinkel marcou 20 golos a época passada

Uma referência de área

A ponta de lança, não se limitando a esperar que a bola lhe chegue aos pés, mas sempre preocupado em ser um farol para todo o futebol ofensivo dos verde-e-brancos actuaria van Wolfswinkel. Apesar de muito jovem, o internacional holandês é um jogador com uma qualidade técnica apreciável e que sabe movimentar-se muito bem na zona de tiro, sendo frio e letal na hora de atirar à baliza, seja com a cabeça ou com os pés.

Depois, bem servido por jogadores como Schaars, Capel, Matías ou Izmailov, tem todas as condições para explodir já nesta temporada e assumir-se como o principal goleador do Sporting 2011/12.

Porquê o 4x2x3x1?

Fala-se muito do Sporting poder actuar em 4x1x3x2, mas sem colocar essa táctica de parte para certo tipo de jogos, nomeadamente os de grau de dificuldade mais baixo, penso que os leões têm tudo a ganhar se usarem este 4x2x3x1. É uma táctica equilibrada, que permite segurança defensiva e profundidade ofensiva e, acima de tudo, mantém a equipa sempre equilibrada, facilitando as transições defesa/ataque e ataque/defesa.

Por outro lado, o 4x1x3x2, muitas vezes, ou não garante segurança à frente da defesa, abrindo demasiados buracos entre a defesa e o meio-campo ou faz com que os dois médios-centro fiquem demasiado distantes dos dois avançados, obrigando a que um dos atacantes recue muito no terreno para ir buscar jogo e funcione quase como um dez. Quando isso acontece, a táctica acaba por se transformar num 4x2x3x1, mas muitas vezes com um “dez” a “oito” e um ponta de lança a “dez”… Lembram-se de quantas vezes isto aconteceu ao Sporting na temporada transacta?

Assim sendo, e tendo em conta o valioso banco que o Sporting teria, com jogadores do calibre de Luís Aguiar, Bojinov, Hélder Postiga ou André Santos, penso que este onze em 4x2x3x1 seria o mais indicado, ficando o 4x1x3x2 como esquema alternativo para quando a ocasião o exigisse.

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A supertaça 2007/08 foi o último título dos leões

Terminou mais uma temporada infeliz do Sporting Clube de Portugal, sendo que este mediano terceiro lugar não pode esconder uma época deplorável que viu o Sporting perder todas as competições que disputou, sendo que as eliminações da Taça de Portugal e da Liga Europa, diante de duas equipas (V. Setúbal e Glasgow Rangers) claramente inferiores aos leões são reveladoras do mau momento que se vive para os lados de Alvalade.

O Sporting acabou o campeonato a, imagine-se, 36 pontos do FC Porto, sendo que os dragões terminaram a competição com mais do dobro das vitórias (27) obtidas pelos verde-e-brancos (13). Mesmo o Benfica, que terminou o campeonato em desaceleração e perdendo pontos surpreendentes, conseguiu terminar a prova com mais quinze pontos que os leões.

Assim sendo, parece lógico que o Sporting precisa de preparar muito bem 2011/12 e, nesse seguimento, é necessário uma análise cuidada ao actual plantel, dividindo os elementos desse mesmo grupo de trabalho em indispensáveis, transferíveis, emprestáveis e dispensáveis.

Na minha opinião, e começando pelos dispensáveis, optava pelos seguintes elementos:

  • Hildebrand
  • Tiago
  • Abel
  • Grimi
  • Anderson Polga
  • Nuno André Coelho
  • Maniche
  • Tales
  • Cristiano
  • Carlos Saleiro

 Obviamente que as razões da dispensa destes elementos depende de factores diferentes. Anderson Polga, Tiago e Abel foram excelentes profissionais, mas estão no fim da linha do seu percurso nos verde-e-brancos, já não acrescentam grande coisa ao plantel em termos de qualidade, sendo que Abel (João Gonçalves) ou Tiago (Vítor Golas) têm soluções internas bem menos onerosas e sem défice em termos de qualidade individual. Quanto a Anderson Polga, até podia falar de Nuno Reis, contudo, o defesa-central emprestado ao Cercle Brugge ainda precisa de rodar pelo menos mais um ano para se poder começar a pensar num regresso a Alvalade.

Quanto a Hilderbrand e Maniche, tratam-se de dois jogadores demasiado caros para o rendimento que apresentaram ao serviço do Sporting, não se justificando a sua continuidade, sendo que tanto o internacional alemão como o internacional português devem ser substituídos por elementos de qualidade, mas necessariamente mais baratos a nível de ordenados. Vicent Enyeama (guarda-redes do Hapoel Telavive) e Rafael Robayo (Médio-centro do Millionarios) são bons exemplos.

Por fim, Nuno André Coelho, Grimi, Tales, Cristiano e Carlos Saleiro não parecem ter qualidade suficiente para se manterem no plantel leonino e devem ser dispensados, sendo que a situação mais simples a de Tales e Cristiano, pois terminam contracto com os verde-e-brancos. Já no caso de Nuno André Coelho, Grimi e Carlos Saleiro, deve ser encontrada uma solução que satisfaça clube e atletas, que poderá passar por um empréstimo ou, até, por um acordo de rescisão, pois dificilmente estes atletas terão mercado, à excepção, talvez, do lateral-esquerdo argentino.

Passando aos emprestáveis, optava por estes dois elementos:

  • Cedric Soares
  • Diogo Salomão
Tanto o lateral/ala-direito como o extremo-esquerdo são elementos que parecem ter condições para serem mais valias no Sporting Clube de Portugal, todavia, acredito que Cedric Soares e Diogo Salomão irão ter muito poucas oportunidades para jogar na próxima temporada e, na minha opinião, ambos os atletas precisam de minutos de jogo para que possam continuar a sua evolução futebolística. Assim sendo, aconselho um empréstimo dos dois a um clube médio/médio-baixo do principal escalão do futebol português.
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Dos emprestáveis, sigo para os transferíveis, ou seja, jogadores com valor para se manterem no plantel do Sporting, mas que, na presença de uma boa proposta, deve ser ponderada a sua saída:
  • Daniel Carriço
  • Yannick Djaló
  • Zapater
  • Simon Vukcevic
Estes três elementos estão nesta lista por situações diferentes. Daniel Carriço é um defesa de qualidade e com mercado, mas, na minha opinião, a sua baixa estatura e fraca impulsão que lhe garantem dificuldades no jogo aéreo, irão impedi-lo sempre de ser o tal patrão da defesa leonina. Assim sendo, uma proposta que supere os 10/12 milhões de euros deve ser imediatamente considerada.
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Yannick Djaló, por sua vez, é um jogador com talento, mas parece-me pouco constante e nunca explodiu da maneira que se esperava, sendo que uma boa  proposta, na ordem dos 8/9 milhões de euros, deve ser suficiente para se negociar a sua saída.
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Depois, apesar de não achar que é o péssimo jogador que muitos vêem em Zapater, entendo que facilmente se encontraria uma jogador de nível superior, sem ser necessário gastar muito dinheiro. Assim sendo, e sabendo que o espanhol tem mercado, aconselhava a venda do aragonês, desde que o valor da transferência não fosse inferior a dois milhões de euros.
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Por fim, Simon Vukcevic é um caso diferente e representa um jogador muito talentoso e com condições para ser dos melhores da Europa, mas que é demasiado problemático e inconstante, sendo que poderá, inclusivamente, ser um destabilizador de balneário. Assim sendo, e apesar de toda a sua qualidade incontestável, penso que o Sporting o deveria vender pelo seu preço de custo e, assim, prescindir de um atleta que pode continuar a revelar-se um problema bicudo.
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Para finalizar, os elementos imprescindíveis, ou seja, os elementos que devem continuar no plantel do Sporting e assumirem-se como a base 2011/12, porque mesmo numa grande revolução de plantel, há que garantir um nível mínimo de continuidade.
  • Rui Patrício
  • Evaldo
  • Torsiglieri
  • João Pereira
  • André Santos
  • Pedro Mendes
  • Izmailov
  • Jaime Valdés
  • Matías Fernandez
  • Hélder Postiga
Assim sendo, chegamos a uma lista de dez jogadores (14, caso não se consiga vender os tais quatro elementos que entendo como transferíveis) +1, que, neste caso, não é um chinês, mas o peruano Carrillo, já contratado pelo Sporting.
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Partindo do princípio que Daniel Carriço, Yannick Djaló, Vukcevic e Zapater ficam no plantel e que Vítor Golas e João Gonçalves regressam de empréstimo, o Sporting fica com 17 jogadores, faltando nove para a tal lista de 23+3 promessas de que falou Godinho Lopes.
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Nesse caso, seriam necessários nove jogadores e, como tal, pensando que os leões avançarão para um 4-3-3/4-2-3-1, acho que o Sporting devia tentar as seguintes contratações:
  • Um guarda-redes de valor para ser o concorrente de Rui Patrício. O referido Enyeama seria uma excelente opção.
  • Um lateral-esquerdo (Wendt é uma possibilidade, Sílvio, pela polivalência, seria o ideal)
  • Dois defesas-centrais de altíssima qualidade (Rodríguez do Sp. Braga e outro, que fosse experiente, uma clara mais-valia e necessariamente mais alto)
  • Um médio-centro de grande pulmão e qualidade que pudesse jogar tanto a “seis” como a “oito”. Rafael Robayo, já referido, seria uma boa aquisição.
  • Um extremo puro, ou seja, um verdadeiro flanqueador, que desse a largura de jogo ao Sporting que a equipa tanto precisa e que fosse uma clara mais valia para o plantel.
  • Dois avançados, sendo um mais posicional e referência atacante (ao que tudo indica, o ex-Besiktas Bobô) e outro mais polivalente e que pudesse jogar sozinho na frente, mas também como avançado de suporte num alternativo 4x4x2 e, se possível, descaído numa das alas na táctica 4x3x3.
  • Por fim, um jogador jovem, tal como Carrillo e que se juntasse a João Gonçalves e ao peruano (não incluo Vítor Golas por se tratar de um guarda-redes e, como tal, uma situação diferente) como uma das três promessas que o novo presidente do Sporting quer ter no plantel.
Na minha opinião, este será o caminho que o Sporting tem de fazer para que possa ser mais competitivo em 2011/12. Dificilmente dará para ser campeão já na próxima temporada, mas pode ser fulcral para que os leões comecem a construir uma equipa que, num futuro próximo, ombreie com dragões e águias pelo lugar mais alto do pódio do futebol nacional.

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Rudnevs evitou quinta-feira sem derrotas

Numa quinta-feira de grandes emoções, o futebol português tem razões para sorrir, pois todas as quatro equipas envolvidas nos dezasseis avos de final da Liga Europa garantiram resultados que lhes permitem sonhar com a passagem aos oitavos de final da prova. Os dragões, pela vitória em Sevilha (2-1), são os que se encontram mais perto desse objectivo, contudo, o Benfica, que venceu o Estugarda (2-1) na Luz, o Sporting que empatou em Glasgow diante do Rangers (1-1) e, até, o Sporting de Braga que perdeu num enorme manto de neve, diante do Lech Poznan (0-1), têm grandes hipóteses de seguirem em frente.

Benfica 2-1 Estugarda

A primeira parte dos encarnados foi má demais para ser verdade. Uma equipa desligada, sem alma e, até, a parecer que olhava o seu adversário do alto de uma pseudo-superioridade que não se verificava no relvado. Assim sendo, foi sem surpresa que os germânicos alcançaram a vantagem no marcador graças a um golo de Harnik (21′).

Veio o intervalo, provavelmente uma dose de gritos de Jorge Jesus, e o Benfica surgiu transfigurado na segunda metade. De facto, os encarnados passaram a pressionar e a empurrar o seu adversário às cordas, reduzindo-o a uma mediocridade que esteve longe de aparentar no primeiro tempo.

Dois golos foram marcados, um por Cardozo (70′) e outro por Jara (81′), mas muitos outros ficaram por concretizar, devido à falta de pontaria dos avançados encarnados e, também, graças à boa exibição do guarda-redes Ulreich.

Ainda assim, este 2-1, aliado ao facto do Estugarda estar longe de ter uma equipa que possa meter grande medo, abre excelentes perspectivas do Benfica superar esta ronda e passar aos oitavos de final da Liga Europa.

Lech Poznan 1-0 Sp. Braga

O frio e a neve assustavam, mas a verdade é que o Sp. Braga, durante toda a primeira parte, foi uma equipa adulta, segura e pressionante, controlando totalmente o jogo, mesmo que não tenha criado grande perigo para a baliza da equipa polaca.

No entanto, após o descanso, a equipa minhota perdeu a frieza do primeiro tempo, parecendo ficar amedrontada com o passar dos minutos. Foi recuando, recuando e apostando quase todas as suas fichas na segurança da sua defesa e, acima de tudo, do guarda-redes Artur Moraes.

Infelizmente para o conjunto português e apesar da excelente exibição do guarda-redes brasileiro, este foi incapaz de suster o remate de Rudnevs (72′) que garantiu uma preciosa mas magra vitória do Lech Poznan por uma bola a zero. Em suma, tudo em aberto para a segunda mão, em Braga.

Sevilha 1-2 FC Porto

Deve estar escrito em algum manual celestial, mas o certo é que o FC Porto costuma ter estrelinha em Sevilha. Ontem, no Sanchez Pizjuan, os azuis e brancos fizeram uma primeira parte sóbria, sem grandes rasgos, mas a suficiente para controlar uma equipa andaluza extremamente dependente do jogo pelas alas para criar perigo. Assim sendo, quando o árbitro apitou para o intervalo, o zero a zero justificava-se plenamente pelo que as equipas fizeram dentro do terreno de jogo.

Após o descanso, todavia, o Sevilha apareceu mais pressionante do que nos primeiros quarenta e cinco minutos, ainda que, curiosamente, acabou por ser o FC Porto a abrir o activo, naquele que foi o seu primeiro lance de perigo do segundo tempo. Livre de James Rodríguez e Rolando, com um toque subtil, a desviar de Palop e a fazer o 0-1.

A perder, os andaluzes arregaçaram as mangas e foram para cima do conjunto português, que passou um mau bocado. Kanouté, aos 65 minutos, empatou a partida e, aos 77 minutos, falhou inacreditavelmente a reviravolta. Luís Fabiano, de cabeça, também esteve perto do 2-1.

Contudo, no meio do vendaval ofensivo dos sevilhanos, quando já poucos acreditavam nessa possibilidade, Cristian Rodríguez aproveitou um erro crasso de Fazio, avançou, chocou com Palop e, na recarga, Freddy Guarín atirou para o 2-1, garantindo aos azuis-e-brancos um excelente resultado para a segunda mão a disputar no Estádio do Dragão.

Glasgow Rangers 1-1 Sporting

O Sporting é, neste momento, uma equipa que por vezes quebra à menor dificuldade, mas ontem, no inferno do Ibrox, foi uma equipa generosa que, mesmo sem fazer uma grande exibição, alcançou um resultado que lhe abre excelentes perspectivas para o jogo da segunda mão.

Durante a primeira parte, assistiu-se a um pacto de não agressão entre portugueses e escoceses, com os lances de perigo a serem muito escassos, salvo as excepções de um remate cruzado de Hélder Postiga (39′), um remate ao lado de Whittaker (40′) e um lance em que Yannick (43′), isolado perante McGregor, desperdiçou.

Contudo, na segunda metade, os protestantes perceberam que o zero a zero não seria um bom resultado para levarem para o Alvalade XXI e aumentaram ligeiramente o ritmo de jogo para tentarem chegar ao golo. Ainda assim, a sua fraca qualidade técnica limitava-os de sobremaneira, percebendo-se que só seriam realmente perigosos em lances de bola parada e/ou cruzamentos para a área.

Sem surpresa, foi assim que chegaram ao 1-0. Aos 68 minutos, na sequência de um pontapé de canto de Weiss, Whittaker, de cabeça, não perdoou e colocou o Glasgow Rangers em vantagem.

Apesar da desvantagem, Paulo Sérgio sabia que esta equipa escocesa está longe de ser um colosso do futebol europeu e, assim, apesar de algo tardiamente, decidiu fazer alguma coisa, lançando Matías Fernandez e Saleiro. Curiosamente, foi na sequência de uma abertura de Saleiro para o cruzamento de João Pereira que surgiu o golo do chileno Matías, que, solto de marcação, atirou de cabeça para o empate (1-1).

Estávamos no minuto 89, mas este Sporting é uma equipa extremamente intranquila e, até ao apito final, ainda sofreu um bocado, ainda que, aí, Rui Patrício tenha estado em grande nível, segurando este 1-1, que dá todas as condições do Sporting, em Alvalade, confirmar o apuramento.

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A festa leonina após mais um golo diante do Levski

Tratou-se de uma semana europeia a duas velocidades e, pode-se dizer, a duas felicidades. Na Liga dos Campeões, o Braga continua a cair com estrondo e, desta feita, acabou esmagado, na sua própria casa, pela matreira equipa ucraniana do Shakhtar Donetsk (0-3), no entanto, os maus resultados da “Champions”, desta feita, também contagiaram o Benfica, que, na deslocação a Genselkirchen, foi batido pelo Schalke 04 por duas bolas a zero. Porém, se a semana na principal competição europeia foi negra para as nossas cores, já a segunda ronda da Liga Europa não podia correr melhor, pois o Sporting esmagou, em Alvalade, o Levski Sófia (5-0) e o FC Porto, na deslocação à Bulgária, conquistou três preciosos pontos, após vencer o CSKA Sófia, por uma bola a zero.

Sp. Braga 0-3 Shakhtar Donetsk

Os arsenalistas, que vinham de uma pesada derrota no Emirates Stadium (0-6), nem entraram mal no jogo, beneficiando do bom posicionamento de Salino que, em boa hora, rendeu Hugo Viana e garantiu equilíbrio na estratégia bracarense. Durante a primeira metade, o Braga, apesar de ceder maior iniciativa de jogo aos ucranianos, até teve as melhores oportunidades, mas Moisés e o citado Leandro Salino não foram capazes de marcar.

Depois, na segunda metade, a saída de Salino acabou por retirar coesão ao Braga e isso, aliado à saída de Rodríguez por lesão, ainda na primeira parte, foi fatal para a equipa portuguesa, que se tornou presa fácil para uma equipa ucraniana muito forte no contra-ataque. Assim sendo, foi sem surpresa que Luiz Adriano (57′ e 72′) e Douglas Costa (90+1′) fizeram os golos do Shakhtar e colocaram o Braga com tarefa quase impossível para chegar à segunda fase da liga milionária.

Schalke 04 2-0 Benfica

O Benfica entrou muito bem no jogo e até se pensou que pudesse ser o dia em que, finalmente, ganharia na Alemanha, todavia, a forte entrada acabou por ser sol de pouca dura. Com o passar dos minutos, a equipa germânica foi equilibrando a contenda e a melhor oportunidade da primeira parte até pertenceu ao Schalke 04 que viu o poste negar o golo a Raúl e Roberto negar o golo a Rakitic, tudo na mesma jogada.

Na segunda parte, o jogo teve menos intensidade, mas percebia-se que a equipa alemã estava mais segura dentro de campo, ainda que se conseguisse aproximar com perigo da baliza do espanhol Roberto. Assim sendo, foram precisos dois erros graves do Benfica para que o Schalke conquistasse o primeiro triunfo, em casa, em jogos da Bundesliga: primeiro, foi César Peixoto que foi incapaz de interceptar um cruzamento e, aos 72 minutos, deixou Farfán marcar; depois, foi David Luiz a escorregar junto à linha de meio-campo e a permitir que, na sequência do lance de contra-ataque, Huntelaar fizesse, aos 84 minutos, o 2-0. Este resultado não coloca em causa as possibilidades do Benfica seguir em frente, mas é um duro golpe na confiança encarnada.

CSKA Sófia 0-1 FC Porto

O FC Porto fez uma primeira parte de grande nível e se chegou ao intervalo a vencer por apenas um a zero, isso deveu-se a alguma infelicidade na finalização e a uma excelente exibição do guarda-redes do CSKA: M’Bolhi. Durante esse período, entre grandes defesas do guarda-redes local e outros lances desperdiçados, restou o golo de Falcao (16′) para dar vantagem ao dragão.

Na segunda metade, o FC Porto, que tantas oportunidades havia desperdiçado na primeira parte, esteve menos bem e acabou por permitir a reacção do CSKA Sófia. Ainda assim, os búlgaros foram incapazes de concretizar as boas oportunidades que dispuseram, com Sheridan, principalmente ele, em plano (negativo) de destaque. Com este resultado, os azuis e brancos dão um passo de gigante rumo à segunda fase.

Sporting 5-0 Levski Sófia

Apesar dos números gordos do triunfo leonino, a primeira parte esteve longe de encantar, com a equipa verde e branca a ser mais do mesmo, ou seja, muita posse de bola e pouca objectividade no último terço. Ainda para mais, a primeira oportunidade de golo até pertenceu a Dembelé, mas o avançado visitante, na cara de Rui Patrício, atirou fraco.

Porém, na primeira parte, o Sporting soube ser eficaz (uma raridade esta temporada) e, em duas das poucas oportunidades de golo, Carriço (31′) e Maniche (43′) colocaram os leões em vantagem.

Na etapa complementar, o golo de Salomão, logo ao minuto 53, acabou definitivamente com o jogo, sendo que, a partir desse momento, a única dúvida era saber por quantos golos de diferença iria vencer o Sporting. Acabaram por ser cinco, graças a um fenomenal golo de Postiga (61′) e a um tento de Matias Fernandez (79′). Com este resultado, os leões colocam-se em excelente posição para se apurarem para a 2ª fase e, inclusivamente, vencerem o Grupo C da Liga Europa.

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P. Mendes não tem substituto à altura

O novo treinador do Sporting chegou aos leões sob bons auspícios devido ao bom trabalho que desempenhou no Paços de Ferreira e do V. Guimarães, ainda que, ao serviço dos vimarenenses, tenha falhado o acesso à Liga Europa na última jornada, após perder, em casa, diante do Marítimo.

No entanto, os adeptos do Sporting ansiavam por um treinador mais conceituado, tendo ainda dificuldade em compreender a contratação de um treinador promissor para substituir outro treinador (Carlos Carvalhal) que, na verdade, preenchia exactamente os mesmos recursos de Paulo Sérgio, mas tinha uma experiência ligeiramente superior.

Ainda assim, foi dada a Paulo Sérgio alguma margem de manobra e o benefício da dúvida, percebendo-se que o novo treinador dos leões iria apostar num esquema: 4-4-2 clássico, algo que, valha a verdade, já não era utilizado pelo Sporting ou, inclusivamente, por um treinador de um grande português há uma boa quantidade de anos.

Durante a pré-época, o Sporting ainda se destacou, nomeadamente diante de equipas inglesas que, por estarem com os índices físicos bastante baixos (O Manchester City, então, jogava a passo) e por, tradicionalmente, darem bastantes espaços aos adversários, permitiram boas exibições aos verde e brancos.

Contudo, com o início da temporada e, principalmente, com a lesão do pêndulo do meio-campo (Pedro Mendes), percebeu-se que o Sporting iria ter muitas dificuldades na imposição do seu esquema de jogo e isso ficou notório pela dificuldade com que o Sporting superou o FC Nordsjaelland e o Brondby nas eliminatórias da Liga Europa e pela forma como perdeu em Paços de Ferreira.

Neste momento, após a derrota e, acima de tudo, a forma como os leões perderam no Estádio da Luz, confirmei uma série de ideias que devem preocupar os Sportinguistas:

  1. O Sporting não tem um substituto para Pedro Mendes, o único jogador que é capaz de funcionar como verdadeiro trinco, recuperando bolas e, ao mesmo tempo, ser fundamental na transição defesa-ataque.
  2. A dupla Maniche-André Santos é curta num 4-4-2 clássico, aparentando ser macia no processo defensivo e, ao mesmo tempo, faltando-lhe capacidade de se estender no relvado de forma a evitar uma grande distância entre os sectores. Em 4-2-3-1, essa situação é ligeiramente disfarçada, mas, ainda assim, sente-se sempre alguma falta de fibra no centro do meio campo do Sporting.
  3. O Sporting não tem um verdadeiro goleador neste momento, pois Liedson está num momento de forma deplorável e, aos 32 anos, já não é elemento para actuar sempre os 90 minutos, tendo de ser poupado em algumas partidas, onde poderia funcionar como arma secreta e entrar numa fase do jogo em que o adversário já está desgastado e mais propício a falhas.
  4. Os mecanismos de jogo do Sporting, ou ausência deles, são assustadores, sendo mesmo aflitivo ver o Sporting ter uma grande quantidade de posse de bola e, depois, ser incapaz de fazer uma jogada com conta peso e medida, limitando-se a trocar o esférico da esquerda para a direita, num vai e vem que alguns adeptos leoninos apelidam de “táctica do barco”, pois a bola vai variando de um flanco para o outro até os adeptos ficarem enjoados.
  5. Depois, a equipa leonina é de tracção defensiva, raramente arriscando, o que lhe poderá garantir bons resultados quando se coloca em posição de vencedora, pois defende razoavelmente bem em bloco baixo, mas raramente lhe garantirá triunfos quando sofre o primeiro golo da partida. Na verdade, o Sporting já esteve a perder por três vezes esta temporada e, em todos os jogos (Brondby (em casa), P. Ferreira (fora) e Benfica (fora)), acabou derrotado, sendo incapaz, inclusivamente, de marcar um único golo nesses encontros.
  6. Por fim, o critério da escolha do onze é sempre bastante dúbio, pois, por vezes, alguns jogadores fazem boas exibições e, no jogo seguinte, ou vão para o banco ou nem sequer são convocados. Um bom exemplo disso, foi a interessante exibição diante do Lille de Zapater, Postiga, Vukcevic e Salomão e o que é que aconteceu? Todos foram premiados com a ausência do onze no encontro diante do Benfica.

Por isto e muito mais, percebe-se que Paulo Sérgio tem de dar uma volta ao futebol do Sporting e, a partir dos jogadores que tem, tentar dotar o futebol leonino de maior intensidade competitiva e maior fluidez no processo ofensivo. Nesse seguimento, era importante que fizesse algumas alterações no onze base, que, pelo que conheço do plantel leonino deveriam ser as seguintes:

  1. Jogar, normalmente em 4-2-3-1 e usar o 4-4-2 losango como esquema alternativo.
  2. Optando pelo 4-2-3-1, usar o duplo-pivot: Zapater-Pedro Mendes, Maniche-Pedro Mendes ou, inclusivamente, André Santos-Pedro Mendes, mas o ex-Rangers tinha de jogar sempre que estivesse em condições para isso. Na ausência dele, a preferência teria de ser sempre para Zapater, que, não sendo a escolha ideal, é muito mais dotado para recuperador de bolas do que qualquer dos outros elementos.
  3. No esquema 4-2-3-1, pelo menos um dos extremos tem de flectir para o centro de forma a impedir que o ponta de lança fique sozinho na frente. Na minha opinião, o jogador ideal para o fazer é Vukcevic, que, aproveitando o pendor ofensivo que João Pereira imprime ao flanco direito, poderia ser letal nas diagonais para o centro.
  4. Continuando neste esquema, Matias Fernandez deveria ser o elemento a jogar nas costas do atacante, sendo que Postiga, pela sua inteligência táctica e boa ocupação de espaços, também seria uma boa opção.
  5. Em 4-4-2 losango, as alas deviam ser entregues a Maniche à direita (a sua experiência no posicionamento poderia permitir liberdade às subidas de João Pereira) e, na esquerda, a opção deveria tender em Valdés ou Salomão, os jogadores mais parecidos com extremos no plantel do Sporting.
  6. Neste mesmo esquema, os dois avançados deveriam variar nestas três duplas: Liedson-Vukcevic (a ideal, pois ambos são muito móveis e jogam bem no espaço.), Liedson-Postiga ou, inclusivamente, Vukcevic-Postiga.
  7. Por fim, principalmente em jogos em casa, a equipa tem de arriscar quando está a perder, sendo que, em 4-2-3-1, a opção terá de ser sempre a saída do parceiro de Pedro Mendes ou, na ausência do ex-Rangers, de Zapater para entrar outro atacante. Normalmente, estas alterações fazem-se quando o adversário abdicou do ataque e, assim, trata-se de um risco calculado e que não coloca em causa o equilíbrio táctico da equipa.

Na minha sincera opinião, este é o caminho para que o Sporting possa, até ao mercado de Janeiro, manter-se na luta pelas competições em que está envolvido sem que fique, invariavelmente, afastado das mesmas devido a maus jogos e, acima de tudo, pobres exibições. Veremos se Paulo Sérgio tem a capacidade de perceber o que está mal e de emendar os erros, enquanto ainda tem tempo.

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Yannick marcou o golo do apuramento leonino

O Sporting e o Sp. Braga foram os principais motivos de alegria nesta ronda europeia, isto sem qualquer desprimor pelo FC Porto, mas simplesmente porque o apuramento dos dragões nunca esteve em causa. Na Dinamarca, apesar da confiança de Paulo Sérgio, poucos acreditavam que os leões pudessem dar a volta a uma desvantagem de dois golos. Todavia, um Sporting pouco espectacular, mas muito digno e com uma pitada de sorte do seu lado, foi capaz de vencer por três bolas a zero e conseguir o tal milagre que poucos pensavam ser possível. Por outro lado, em Sevilha, não era o resultado que estava em causa, pois os arsenalistas até tinham ganho por 1-0 em casa, mas era a muito maior experiência dos andaluzes que tornava a missão bracarense bem difícil. No entanto, o Sp. Braga arrancou uma espectacular exibição, venceu por 4-3 e, ao apurar-se para a fase de grupos da Liga dos Campeões, escreveu uma das páginas mais bonitas da sua história.

Braga fez história no Sanchez Pizjuan

Sevilha 3-4 Braga

A equipa andaluza, em desvantagem na eliminatória, entrou forte no jogo com vontade de chegar rapidamente ao golo. No entanto, a equipa do Sevilha foi sempre esbarrando numa muito bem organizada equipa do Braga que beneficiava da excelente exibição da sua dupla de centrais (Moisés-Rodriguez). Durante a primeira meia hora, o Sevilha, apesar do domínio das operações, não conseguiu criar muitas situações de golo e, assim, os bracarenses cumpriam a sua principal missão.

Depois, esta equipa arsenalista mostrou que, além de paciente e adulta, também é fria e calculista, sabendo quando dar o golpe nas aspirações do adversário. Assim sendo, aos 31 minutos, na sequência de um rápido contra-ataque conduzido e finalizado por Paulo César, Matheus, na recarga, fazia o um a zero e colocava o Sp. Braga muito perto do apuramento para a fase de grupos.

Até ao final da primeira parte, os espanhóis não voltaram o discernimento para colocarem a baliza de Felipe em causa e, assim, o jogo avançou até ao intervalo sem problemas para a equipa portuguesa.

Após o descanso, o Braga voltou a entrar bastante organizado, sabendo perfeitamente o que fazer dentro de campo. O tempo passava e jogava a seu favor, todavia, a situação da equipa portuguesa tornou-se ainda mais positiva quando aos 58 minutos, a cruzamento de Matheus, Lima, recém-entrado, fez o 0-2 para os arsenalistas.

Pensou-se que esse golo terminasse com o desafio, mas foi puro engano. Pouco depois, um remate inofensivo de Luís Fabiano foi mal abordado por Felipe e entrou na baliza do Sp. Braga, fazendo o 1-2. Esse golo animou o Sevilha que, pouco depois, esteve muito perto de empatar, mas o remate de Jesus Navas embateu na trave da baliza do guarda-redes bracarense.

Esta foi a melhor fase dos andaluzes que continuaram a dominar o jogo e a criar algumas situações para marcar. No entanto, a boa exibição da dupla de centrais do Braga e, acima de tudo, a redenção de Filipe que compensou o frango do golo de Luís Fabiano com algumas boas defesas, impediram os espanhóis de chegarem ao 2-2 rapidamente.

Na verdade, quando esse golo surgiu, já estávamos no minuto 84 (bom golo de Navas) e faltava pouco tempo para o Sevilha marcar os dois que ainda necessitava. Para piorar o panorama espanhol, Lima, no minuto seguinte, aproveitou um erro defensivo dos andaluzes e fez o 2-3 que terminou, definitivamente, com a eliminatória.

Até final da partida, Lima (bisou aos 90′) e Kanouté (reduziu para 3-4 já nos descontos), ainda deram outro colorido ao marcador, mas a dúvida em relação ao vencedor da eliminatória já tinha terminado muito antes.

Vitória justíssima do Braga (4-3) que mostrou muita confiança e qualidade para a sua difícil viagem pela fase de grupos da Liga dos Campeões. Agora, que venha o Partizan, o Arsenal e o Shakhtar Donetsk.

Golo de Evaldo surgiu no momento certo

Brondby 0-3 Sporting

O Sporting que se via obrigado a vencer por, pelo menos, dois a zero para forçar o prolongamento, entrou muito mal no jogo e permitiu que fosse a equipa dinamarquesa a ter o controlo do mesmo nos primeiros minutos.

Com o passar do tempo, o Sporting foi serenando e começando a ter o controlo do desafio, ainda assim, a sua falta de criatividade e mobilidade no ataque, impedia-lhe de criar grande perigo para a baliza do Brondby.

Ainda assim, tal como na primeira mão, o Sporting voltou a ser prejudicado pela arbitragem que, aos 28 minutos, anulou um golo limpo a Liedson. Na primeira jogada dos leões com cabeça, tronco e membros, o Sporting via-se, injustamente privado de um tento importante.

O tempo passava e já todos se resignavam ao 0-0 ao intervalo, quando no último suspiro da primeira parte, na sequência de um cruzamento de André Santos, Evaldo, no coração da área, saltou para o um a zero. Um golo que surgia no melhor momento para os leões.

Após o descanso, esperava-se um Sporting dominador e com vontade de empatar a eliminatória, todavia, foi o Brondby que cresceu e, a partir dos 60 minutos, começou mesmo a criar grande perigo para a baliza leonina. Nessa fase, valeu aos leões a fraca pontaria dos dinamarqueses e duas excelentes intervenções de Rui Patrício a remates de Jallow e Bischoff.

O jogo não estava nada fácil e os verde e brancos viam o tempo jogar contra si. No entanto, se o tempo jogava contra os leões, a sorte jogava a seu favor, pois, após o desperdício “viking”, Nuno André Coelho viu, aos 75 minutos, um remate totalmente inofensivo do meio da rua acabar por entrar na baliza dum infeliz Andersen.

Com a eliminatória empatada, o Brondby caiu muito de produção e, aqui, percebeu-se que a experiência europeia dos leões podia ser determinante. Aos 77 minutos, Matias teve uma excelente ocasião para o 0-3, mas, num lance de quatro para um, não soube lateralizar o esférico e, assim, perdeu uma excelente oportunidade para matar a eliminatória.

O jogo caminhava para o final e todos já pensavam no prolongamento, quando após jogada rápida de contra-ataque, Liedson serviu Yannick Djaló e este, na cara do guarda-redes dinamarquês, fez-lhe um chapéu que fez o 0-3 e colocou o Sporting na fase de grupos da Liga Europa.

Vitória justa da melhor equipa no cômputo global da eliminatória, mas conseguida num encontro que demonstrou que o Sporting ainda está longe do que é desejável.

Hulk fez grande exibição e um hat-trick

FC Porto 4-2 Genk

Dragões e belgas sabiam que a eliminatória estava decidida e, assim, deram-se ao luxo de fazerem algumas alterações, mais tácticas nos portistas, que jogaram em 4-4-2 e mais em termos de jogadores no caso do Genk.

Talvez demasiado relaxados pelo 3-0 da primeira mão, os portistas permitiram algumas veleidades ao conjunto belga que, após alguns avisos, fez, aos 22 minutos, o surpreendente 0-1, por Vossen.

No minuto seguinte, houve a oportunidade para o FC Porto se redimir, mas Hulk, na conversão de um penalti cometido sobre si próprio, permitiu a defesa de Koteles.

No entanto, os dragões não tiveram de esperar muito tempo pela igualdade, que surgiu aos 36 minutos, na sequência de um espectacular livre de Hulk, que dedicou o tento à sobrinha que faleceu recentemente. Assim, o encontro chegou ao intervalo com os azuis e brancos e o conjunto belga empatados a um golo.

Após o descanso, o FC Porto optou por trocar o 4-4-2 por um 4-2-3-1 que tornou a equipa azul e branca mais homogénea e móvel. Essa alteração não tardou em dar frutos, pois Fernando, aos 53 minutos, encheu o pé e, de muito longe, fez um bonito golo, colocando o FC Porto a vencer por duas bolas a uma.

Ainda assim, o Genk, apesar de ser claramente mais frágil que os dragões, nunca desistiu e, três minutos depois, Vossen, de cabeça, voltou a igualar a partida, desta feita a duas bolas.

Apesar de nova igualdade, percebia-se que os portistas estavam bem mais fortes nesta segunda metade e, assim, ninguém estranhou que o FC Porto voltasse, pouco depois, à vantagem, quando Hulk, no segundo penalti da noite, foi mais feliz que no primeiro e fez o 3-2.

A partir daqui, o FC Porto marcou mais um tento (Hulk, aos 63 minutos, novamente de livre, a fazer o hat-trick) e dominou o jogo até final, terminando a partida com uma vitória justíssima por 4-2, diante de um Genk que teve o mérito de ter sido um conjunto digno do início ao fim.

Madeirenses lutaram mas pouco jogaram

Marítimo 1-2 BATE

Poucos acreditavam que o Marítimo pudesse dar a volta à eliminatória, mas também poucos pensariam que os madeirenses pudessem fazer uma exibição tão pobre diante do conjunto bielorrusso.

Na primeira parte, a equipa portuguesa teve o controlo do jogo, mas foi muito pouco perigosa, permitindo que o BATE passasse os primeiros 45 minutos com poucos sobressaltos. Neste período, há, todavia, que destacar um lance muito polémico na área bielorrussa, quando Danilo Dias rematou à baliza e Shitov colocou a mão no esférico. Estavam decorridos apenas dois minutos da partida e esse lance poderia ter sido decisivo.

Após o descanso, o Marítimo continuou a dominar o jogo, mas o seu futebol era pouco incisivo. Do outro lado, o BATE era uma equipa fria e calculista e mais reforçou essa ideia quando Pavlov, na sequência de um remate de Bressan, aproveitou o ressalto para fazer o 0-1. Estavam decorridos 51 minutos de jogo e foi a primeira oportunidade digna desse nome dos bielorrussos.

A partir daqui a eliminatória ficou definitivamente decidida e restava ao Marítimo tentar evitar o desaire europeu. A equipa madeirense lutou pela igualdade, que haveria de chegar sobre o minuto 90, graças a um golo de Kanu.

Pensou-se que o jogo terminaria, assim, empatado, todavia, um desconcentrado Marítimo, ainda foi capaz de sofrer um golo nos descontos (Skavysh foi quem marcou) e perder tudo o que estava em jogo: eliminatória e os pontos europeus para o ranking da UEFA. Uma derrota (1-2) e uma exibição que dão a ideia que este Marítimo é bem mais fraco que o da temporada transacta.

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P. Sérgio ainda acredita na eliminação do Brondby

A 22 de Abril, neste mesmo espaço, critiquei a escolha de Paulo Sérgio para treinador do Sporting. Afirmei que não entendia o critério que originou a sua escolha e que poderia ser cedo para o actual treinador do Sporting treinar um clube grande. Infelizmente, após uma pré-epoca com indicadores positivos, este início de época veio dar razão ao cepticismo em relação ao treinador.

Os dois jogos disputados para o campeonato e o jogo em casa com o Brondby dão sinais de alarme que a equipa do Sporting não está preparada para jogar ao nível que se espera. Sinais que não têm directamente a ver com a qualidade dos jogadores do clube, mas com a orientação a que estão submetidos. Vejamos:

a) A equipa leonina é, neste momento, uma equipa desorganizada em campo, com uma defesa macia e um ataque incapaz de criar movimentos de rotura. Durante a pré-epoca foi construída uma equipa tipo, com rotinas e um estilo de jogo. No primeiro jogo da liga o treinador decidiu mudar a estrutura base da equipa.

b) Em casa, frente ao Marítimo, jogou com um meio campo demasiado defensivo e a exibição da equipa foi cinzenta, acabando por ser brindada pela sorte, com uma grande penalidade no final do encontro.

c) Contra o Paços de Ferreira, perante a lesão de Pedro Mendes, o treinador deixou os médios defensivos de fora e colocou um defesa central naquela posição. Para além de não ser a melhor forma de motivar os médios do plantel (que se vêm preteridos em função de um jogador que não joga naquela posição), colocou um jogador que não tinha rotinas ou experiência do lugar e conseguiu, não só, criar uma alteração na estrutura da equipa, criou duas – já que retirou Carriço da defesa, sendo necessário preencher aquele lugar. Um erro primário, pois numa altura em que a equipa necessitava de ganhar rotinas e consistência pedia-se que as mexidas na equipa fossem no menor número possível.

d) A insistência em Matias Fernandez como extremo direito. O jogador não tem características para jogar na ala, muito menos quando não foi rotinado para o lugar durante a pré-época. E Vukcevic tinha vindo a ser o melhor jogador da equipa, a jogar nessa mesma posição. Dois  erros.

e) O Sporting está à beira de ser eliminado das competições europeias antes do mês de Agosto terminar, por uma equipa muito inferior ao potencial leonino, após derrota em casa por 0-2. Não me vem à memória um ano em que tal tenha acontecido.

Sinais de que se afigura uma época difícil com as respectivas consequências ao nível desportivo e económico.

Perante este cenário, Paulo Sérgio joga hoje a sua primeira final como treinador do Sporting. O seu espaço encontra-se reduzido e só uma série de boas exibições e vitórias pode reconquistar os adeptos. O sinais não são animadores, nem permitem índices de confiança muito elevados. Mas, conseguirá o técnico verde e branco colocar a equipa a jogar ao nível esperado?

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Belluschi fez um grande golo

O FC Porto só sabe ganhar esta temporada em jogos oficiais, tendo, desta feita, vencido, em casa, o Beira-Mar por três bolas a zero, num duelo em que o seu triunfo foi mais difícil do que o resultado aparenta. Nesta jornada, a equipa portista beneficiou ainda do empate do Sp. Braga em Setúbal (0-0) e, acima de tudo, do desaire dos encarnados na Choupana, uma derrota que significou o pior arranque das águias no campeonato desde 1952/53 e que coloca o Benfica a seis pontos dos azuis e brancos à segunda jornada. Nesta ronda, há ainda que destacar a primeira vitória dos leões nesta Liga Zon Sagres, um triunfo que surgiu quase nos descontos através de um penalti convertido por Matias Fernandez.


Falcao mantém veia goleadora

FC Porto 3-0 Beira-Mar

Os dragões que entraram para este jogo com apenas dois extremos disponíveis, viram o azar voltar a bater à porta logo nos primeiros minutos de jogo, quando Ukra se lesionou e obrigou Villas Boas a adaptar Belluschi à direita. Essa alteração tirou fluidez ao jogo ofensivo dos portistas que, durante muito tempo, pareceram perdidos e sem ideias perante uma bem organizada formação aveirense.

Assim sendo, o jogo decorria sem grandes motivos de interesse até que, aos 25 minutos, quando ninguém o previa, Álvaro Pereira ganhou a linha e cruzou para Falcao que, no coração da área, cabeceou cruzado para o 1-0.

Pensou-se que o FC Porto embalaria para uma vitória tranquila, mas o Beira-Mar reagiu bem e teve um par de boas oportunidades para empatar a partida, só que Wilson Eduardo não esteve inspirado e desperdiçou as soberanas ocasiões.

Como, normalmente, quem não mata morre, o FC Porto, em cima do intervalo, puniu o desperdício aveirense e, na conversão perfeita de um livre directo, Belluschi fez o 2-0 e deixou o jogo praticamente resolvido.

Após o descanso, a vencer por duas bolas a zero, o FC Porto soube controlar a partida e assistiu, com o passar dos minutos, a alguma quebra anímica dos aveirenses que foram, naturalmente, baixando os braços.

Assim sendo, foi sem surpresa que as melhores oportunidades da segunda metade pertenceram aos portistas que, conseguiram ainda ampliar a vantagem aos 81 minutos, em mais um golo de Radamel Falcao.

Pouco depois terminava a partida com uma vitória (3-0) exagerada mas amplamente justa de uma equipa portista que revela crescimento de jogo para jogo.

Sadinos e bracarenses não passaram do nulo

V. Setúbal 0-0 Braga

Pesou bastante na mente dos bracarenses o facto de terem um jogo europeu em Sevilha na semana seguinte, pois os arsenalistas estiveram, em Setúbal, muito abaixo do que nos tinham vindo a habituar.

Apesar de terem entrado bem no jogo, o Braga foi perdendo gás e os sadinos começaram a controlar o jogo, ainda que aparentassem um medo excessivo dos bracarenses, pois apesar de dominarem as operações, o risco era sempre demasiado calculado.

Assim sendo, o jogo foi avançando para o descanso  sem grandes motivos de interesse até que, em cima do minuto 45, Lima, com tudo para colocar o Braga em vantagem, atirou para a bancada.

Pensou-se que esse lance ocorrido em cima do intervalo pudesse espevitar os bracarenses na segunda parte e Domingos ajudou a essa ideia ao colocar em campo Alan e Paulo César.

De facto, a segunda parte foi totalmente dominada pelos bracarenses que, contudo, nunca tiveram o engenho de ultrapassar um inspirado Diego, que defendeu com mestria a baliza sadina.

Assim sendo, o zero a zero final acaba por punir a falta de ambição sadina e, acima de tudo, um Braga que pareceu sempre com a mente no Sanchez Pizjuan.

Matias fez os leões respirarem de alívio

Sporting 1-0 Marítimo

Os leões, após os desaires em Paços de Ferreira e, acima de tudo, em casa diante do Brondby, sentia-se sobre uma enorme pressão para vencer o Marítimo em Alvalade.

Essa pressão sentiu-se bastante na primeira parte, com os leões a terem dificuldade de penetração no último reduto madeirense e, ao mesmo tempo, a terem de lidar com os rápidos contra-ataques do Marítimo.

Assim sendo, foi sem surpresa que o duelo chegou igualado (0-0) ao intervalo, não se prevendo facilidades para o Sporting na segunda metade.

Realmente, após o descanso e apesar de o Sporting ter subido ligeiramente de produção, as dificuldades dos leões mantinham-se, pois apesar de, agora, o Sporting dominar as operações, mantinha-se a falta de discernimento no último terço, muito por culpa de um nervosismo que se agravava com a passagem dos minutos.

Aos 65 minutos, num rápido contra-ataque, o Marítimo podia ter tornado o jogo num pesadelo ainda maior para os leões, mas o chapéu de Cherrad a Rui Patrício saiu a centímetros da baliza leonina.

Passado esse susto, o jogo manteve a mesma toada e todos os adeptos leoninos presentes no Estádio Alvalade XXI já se resignavam ao empate e a mais uma frustração. No entanto, em cima do final do jogo, num lance confuso na área madeirense, Liedson foi carregado em falta e o árbitro não hesitou em assinalar o castigo máximo.

Na conversão, Matias não perdoou e, assim, os leões venceram por 1-0, podendo respirar e sacudir a pressão, pelo menos até quinta-feira.

Cardozo esbarrou sempre em Bracalli

Nacional 2-1 Benfica

O Benfica até entrou bem no desafio e, durante a primeira parte, os encarnados foram claramente a melhor equipa sobre as quatro linhas.

Os encarnados dispuseram de boas ocasiões, mas não estiveram de pontaria afinada com Gaitan, Cardozo e Saviola a desperdiçarem excelentes oportunidades para marcar.

Assim sendo, o nulo ao intervalo punia a falta de eficácia encarnada, que devia ter capitalizado em golos o ascendente sobre o terreno de jogo.

Após o descanso, o jogo iria sofrer uma viragem, pois na primeira vez que o Nacional chegou com perigo à baliza benfiquista, Luís Alberto fez o 1-0 para os madeirenses.

Este golo premiava a eficácia nacionalista e foi um rude golpe para um Benfica que caiu muito em termos anímicos. A vida tornava-se muito complicada para os encarnados e pior ficou aos 65 minutos, quando Roberto, deixou um cabeceamento inofensivo bater na trave e, assim, permitiu a Orlando Sá, na recarga, fazer o 2-0, num lance que roçou o ridículo.

A vencer por duas bolas a zero, o Nacional soube aproveitar a desorientação encarnada para controlar o jogo até final. Na verdade, nessa fase, apenas Carlos Martins remava contra a maré e o médio encarnado seria mesmo premiado com o golo, já nos descontos. Um golo de belo efeito, mas que apenas minimizou o desaire das águias.

Em suma, triunfo de um Nacional muito eficaz, perante um Benfica que não está bem e que, numa fase tão madrugadora da época, já se encontra a seis pontos do líder.

Nos outros jogos da jornada, a Naval foi vencer a Portimão (1-0) e o Académica-Olhanense (1-1), V. Guimarães-Rio Ave (0-0) e U. Leiria-P. Ferreira (0-0) terminaram empatados.

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A festa do golo bracarense

Na Pedreira, o Sporting de Braga venceu o Sevilha (1-0) e deu um importante passo rumo à fase de grupos da Liga dos Campeões. Neste momento, os arsenalistas, se marcarem um golo na Andaluzia, até podem perder pela margem mínima que seguem em frente. Por outro lado, na Liga Europa, apenas os dragões deram aos portugueses razões para sorrir, após irem à Flandres, vencer o Racing Genk por 3-0, um resultado que deixa os portistas praticamente apurados  para a fase de grupos, pois Sporting (0-2, em casa diante do Brondby) e Marítimo (0-3, na Bielorrússia, diante do BATE) colocaram a sua vida nas competições europeias à beira do precepício.

Matheus voltou a ser decisivo

Braga 1-0 Sevilha

A primeira parte do jogo foi totalmente dominada pelo Sevilha que, em alguns momentos, chegou a massacrar a equipa portuguesa. Ainda assim, apesar de terem jogado quase sempre nas imediações da baliza de Felipe, a equipa espanhola apenas esteve realmente perto do golo por uma vez, quando Luís Fabiano, aos quatro minutos, num cabeceamento colocado, levou a bola a embater no poste.

No entanto, um lance de Matheus, em cima do intervalo, que, cara a cara com Palop, quase bateu o guarda-redes sevilhano, deu o mote para uma segunda metade, que apresentou duas equipas transfiguradas: a do Braga para melhor e a do Sevilha para muito pior.

O cariz do jogo, assim, sofreu uma viragem de 180º, com a equipa bracarense a passar a dominar o jogo e a beneficiar de uma alteração muito inteligente de Domingos, que retirou o amarelado e demasiado preso Miguel Garcia e colocou um bem mais desenvolto Sílvio.

Mais tarde, com a saída de Luís Aguiar e a entrada de Lima, Alan passou a organizar o jogo ofensivo dos arsenalistas e a equipa ganhou ainda mais profundidade ofensiva.

Passado poucos minutos, na sequência de um excelente cruzamento de Sílvio, Matheus, na recarga a um cabeceamento de Paulo César, fez o 1-0 e colocou o Sporting de Braga na frente.

Daqui até final, os bracarenses, sempre com muita cabeça, dominaram o jogo e até podiam ter feito mais golos, no entanto, Salino e Lima falharam boas oportunidades para ampliar a vantagem. Ainda assim, pela segunda parte e pelo triunfo, os arsenalistas abrem boas prespectivas para a segunda mão.

Falcao continua a ser decisivo

Racing Genk 0-3 FC Porto

A experiência europeia dos dragões e o nome FC Porto têm muita força na Europa do futebol e só isso explica a forma tímida e encolhida como o Genk encarou a primeira parte do encontro com os portistas.

Com um saldo de 19-1 em golos neste início de temporada, ninguém, por certo, esperava ver o Genk a actuar dessa forma, mas os dragões agradeceram, aproveitando para fazerem uma primeira parte muito tranquila em que trocavam a bola como queriam e criando algumas oportunidades de golo, sendo que, ainda assim, apenas conseguiram concretizar por uma vez, na sequência de um penalti transformado por Falcao, a meio da primeira parte.

Após o descanso, a equipa belga, a perder, passou a arriscar um pouco mais, começando a criar alguns problemas para o último reduto portista. Nessa fase, valeu Helton, com um punhado de excelentes defesas e, também, a expulsão de Matoukou, aos 66 minutos, que, colocando o Genk com menos uma unidade, matou, definitivamente, as hipóteses da equipa da Flandres.

A partir desse momento, o FC Porto sentiu que podia matar a eliminatória ali mesmo em Genk e após Villas Boas trocar o seu 4-3-3 por um 4-2-3-1, viu a equipa portista marcar mais dois golos (e que golos) por intermédio de Souza e Belluschi. Dois tentos que garantiram uma vitória por 3-0 e o apuramento mais que assegurado para a fase de grupos da Liga Europa.

Yannick é o rosto da desilusão leonina

Sporting 0-2 Brondby

Após a derrota com o Paços de Ferreira, esperava-se que o Sporting espevitasse neste compromisso europeu, no entanto, o que os adeptos leoninos viram foi apenas o prolongar do pesadelo.

Paulo Sérgio apostou num 4-4-2 clássico com Matias e Valdes nas alas e o duplo pivot (André Santos-Maniche), um sistema que teve velocidade e mobilidade durante cerca de cinco/dez minutos, mas, depois, veio a revelar-se num enorme equívoco, com destaque para a incapacidade de Matias e Valdes darem profundidade nas alas e para a ausência total de jogo de André Santos.

Dessa forma, o jogo avançava com um Sporting inoperante, desligado e sem qualquer fio de jogo, todavia, o pior ainda estava para vir, pois, aos 43 minutos, o Brondby colocou a vida do Sporting ainda mais difícil, após grande golo de Kristiansen, a premiar uma boa jogada de contra-ataque.

Após o intervalo, pensou-se que o Sporting viria de ideias mais vincadas e com outra mentalidade, todavia, o segundo golo do Brondby, apontado aos 53 minutos por Jallow, deixou os leões ainda mais desesperados.

Assim sendo, a reacção leonina foi sempre muito mais com o coração do com a cabeça e, quando a isso se associa a falta de sorte (remates ao poste de Liedson e Nuno André Coelho) e a má prestação do árbitro (penalti negado por falta clara sobre João Pereira) o destino é quase sempre a derrota e, neste caso, a quase certa eliminação precoce das competições europeias.

Baba lutou mas foi ineficaz

BATE 3-0 Marítimo

A deslocação madeirense à Bielorrússia conta-se em dois momentos completamente díspares: Uma excelente primeira parte e uma segunda parte que foi pouco menos que um pesadelo.

No primeiro tempo, o Marítimo jogou muito bem, criou algumas oportunidades de golo e, durante muito tempo, conseguiu empurrar o BATE para o seu meio campo. Nesse período, havia a clara noção de que os madeirenses podiam vencer na Bielorrússia e nem um remate ao poste de Rodionov em cima do intervalo punha em causa essa ideia.

Contudo, o segundo tempo foi um desastre. A equipa recuou no terreno e, após sofrer o primeiro tento (Olekhnovich, 57′), a equipa entrou em desnorte completo.

Aproveitou assim o BATE para fazer mais dois golos (Bressan e Pavlov) e deixou o Marítimo a precisar de um milagre na Madeira para seguir em frente na Liga Europa.

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