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Posts Tagged ‘Paulo Sousa’

No Verão de 1993, o Sporting recebia o sorteio da 1ª Eliminatória da Taça UEFA com desconfiança. O adversário era um desconhecido clube turco da cidade de Ízmit, que nunca tinha participado em competições europeias, mas que havia terminado o último campeonato turco na quarta posição e tinha nas suas fileiras jogadores de qualidade como o guarda-redes internacional jugoslavo Omerovic, os defesas também jugoslavos Kuzmanovski e Mirkovic, para além do avançado-centro internacional turco Saffet. Apesar das duas Taças da Turquia conquistadas pelo Kocaelispor, este foi o momento mais alto da história do clube turco, o momento em que defrontou e complicou a vida a um clube que tinha um plantel com jogadores como Figo, Balakov, Paulo Sousa, Valckx ou Juskowiak.

O Kocaelispor joga no İsmet Paşa Stadium

Fundado em 1966, chegou à primeira divisão em 1980

O Kocaelispor Kulübü foi fundado em 1966 como uma fusão dos clubes Baçspor, İzmit Gençlik e Doğanspor mas apenas conseguiu chegar ao primeiro escalão do futebol turco em 1980, tendo permanecido na primeira divisão durante oito anos consecutivos até ser relegado ao segundo escalão em 1988.

Nesse período, a equipa havia descido desportivamente uma vez em 1986/87, contudo, nessa altura, acabou por ser salvo por um verdicto do Conselho de Estado da Turquia.

Cadete marcou um dos golos ao Kocaelispor

A grande campanha de 1992/93 garantiu ao Kocaelispor um confronto com o Sporting

Em 1992, o Kocaelispor regressou à primeira divisão turca e fê-lo em grande estilo. Com uma grande equipa com jogadores como Omerovic, Saffet, Bülent Uygun ou Mirkovic, o Kocaelispor dobrou a primeira volta em primeiro lugar e só uma série de derrotas na segunda metade do campeonato acabou por evitar que o clube de Ízmit conquistasse o título e tivesse que se contentar com o quarto lugar.

Esse quarto lugar, porém, garantiu ao Kocaelispor a presença na Taça UEFA de 1993/94, tendo a equipa turca defrontado o Sporting logo na primeira eliminatória. A primeira mão, em Ízmit, foi dominada pelo Kocaelispor e só a felicidade impediu que os leões saíssem da Turquia com um resultado bem pior que o 0-0 averbado.

Em Alvalade, todavia, a maior experiência internacional do clube português fez a diferença e o Sporting, com golos de Cadete e Pacheco, venceu por 2-0 e terminou de forma precoce a primeira participação do Kocaelispor em provas da UEFA.

Taça de 2002 foi último grande título

Venceu a Taça da Turquia em 1997 e 2002

Depois da grande equipa de 1992/93, o Kocaelispor destacou-se com o quinto lugar na temporada 1995/96, além de ter conquistado as taças da Turquia em 1996/97 (1-0 e 1-1 ao Trabzonspor na final) e 2001/02 (4-0 ao Besiktas no jogo decisivo).

Nesse período, a equipa também regressou às competições europeias, tendo estado na Taça das Taças em 1997/98, quando eliminou os romenos do National Bucareste (2-0 e 1-0) para depois cair diante dos russos do Lokomotiv Moscovo (0-0 e 1-2) e na Taça UEFA em 2002/03, quando não passou da primeira ronda, esmagado pelos húngaros do Ferencváros (0-1 e 0-4).

Adeptos continuam a apoiar cegamente o clube

Entrou em queda a partir de 2003

Em 2003, o Kocaelispor desceu novamente à segunda divisão, tendo permanecido no escalão secundário até 2007/08, quando conquistou o campeonato e o direito a regressar ao escalão principal. A estadia na primeira divisão, todavia, havia de ser curta e o Kocaelispor haveria de voltar a descer, minado pelo insucesso desportivo (foi 17º) e por uma enorme crise financeira.

No final de 2009/10, a crise do Kocaelispor assumiu contornos ainda mais dramáticos, pois o clube de Ízmit foi relegado para o terceiro escalão do futebol turco, divisão onde se encontra ainda hoje, desesperando os inúmeros adeptos que o clube tem na Turquia, nomeadamente na zona de Marmara e do Mar Negro.

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A equipa do Euro 2000 deixou saudades

Amanhã, Portugal joga uma cartada decisiva na possibilidade de estar presente no Euro 2012. De facto, basta (quando ouço este basta fico sempre a tremer…) empatarmos na Dinamarca para conquistarmos o quinto apuramento consecutivo para uma fase final de um campeonato da Europa. Um feito de registo, mas que mesmo que seja alcançado, não nos pode afastar de problemáticas que muito nos devem preocupar.

Sei que poderei ser polémico no que vou dizer a seguir, mas, no actual momento, a selecção das Quinas não passa de uma boa equipa. Ideia que por vezes é mascarada pelo facto de contarmos com um dos dois grandes futebolistas do actual contexto futebolístico: Cristiano Ronaldo.

Na realidade, tirando esse fora de série e alguns jogadores acima da média como Fábio Coentrão, Pepe e Nani, Portugal é uma mistura entre bons jogadores e atletas que roçam mesmo a mediania, estando bastante longe das grandes equipas das duas décadas anteriores. Compare-se, por exemplo, os médios Paulo Sousa, Rui Costa e Figo com Raúl Meireles, João Moutinho e Carlos Martins? Aliás, mesmo eternos suplentes de outras gerações como Pedro Barbosa, entrariam de caras no actual meio-campo das quinas.

Neste momento, apenas na lateral-esquerda me parece que Portugal evoluiu verdadeiramente, tendo mantido a qualidade nos flanqueadores ofensivos e, talvez, no centro da defesa, isto, claro, se ainda houvesse Ricardo Carvalho…

O mais incompreensível, na minha opinião, é mesmo a queda acentuada num sector onde sempre fomos fora de série, que é o meio-campo. Há poucos dias, estava a olhar para a selecção da Bélgica (equipa que não vai a uma fase final de uma grande competição desde 2002) e a pensar: Será a tripla Witsel-Fellaini-Defour inferior a Meireles-Moutinho-Martins? E se sair do meio-campo… Lukaku não será melhor que Postiga ou Hugo Almeida? e Kompany e van Buyten não estarão ao nível de Pepe e Bruno Alves?

O futuro não é risonho e o crescente número de jogadores estrangeiros nos três grandes (já nem o Sporting escapa) não irá melhorar o panorama nos próximos tempos. Podemos ter ficado muito orgulhosos com o vice-campeonato mundial de sub-20, mas aquela equipa era uma equipa operária e de pouco talento individual, e, para além disso, não se vislumbra muito espaço para que estes jogadores evoluam convenientemente no campeonato indígena.

Se tudo correr bem, estaremos no Euro 2012 e, pelo grupo de qualificação e por ainda haver Nani e Cristiano Ronaldo na plenitude das suas capacidades, provavelmente estaremos no Mundial 2014 e no Euro 2016 (o alargamento para 24 equipas praticamente o garante), mas, depois de 2016, temos de começar a preparar-nos para algo a que já não estávamos habituados: a ausência dos grandes palcos futebolísticos.

Pode ser que tudo mude e que apareçam vedetas como cogumelos nos próximos tempos, mas, pelo andar da carruagem, é pouco provável que assim seja, restando-nos pensar muito bem neste “futuro” e começar-nos a preparar para tempos em que uma simples qualificação para uma grande competição internacional era festejada como se de uma conquista de um campeonato do Mundo se tratasse…

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Ravanelli com três golos foi decisivo na eliminatória

Neste momento, o Marítimo encontra-se nas partes mais sombrias da Liga Portuguesa e, inclusivamente, foi eliminado das competições europeias por uma equipa da Bielorrússia (BATE Borisov), todavia, num passado não muito distante, os madeirenses ombreavam com os grandes clubes europeus como, por exemplo, a Juventus. Em 1994/95, diante de uma equipa de Turim que contava com jogadores como Paulo Sousa, Ravanelli e Roberto Baggio, o Marítimo lutou bastante e obrigou a Juventus a suar para conseguir ultrapassar a 2ª eliminatória da Taça UEFA, perdendo ambas as partidas pela margem mínima (0-1 e 1-2). Um duelo que irá ser recordado pelos adeptos madeirenses com um sorriso saudosista.

O Marítimo iniciou o seu percurso na Taça UEFA (1994/95), num duelo diante da equipa helvética do Aarau. Numa eliminatória muito equilibrada, os madeirenses acabaram por se superiorizar aos suíços após empatarem na Suíça (0-0) e vencerem, na Madeira, por uma bola a zero.

Ao ultrapassarem o clube helético, os madeirenses acabaram por não ter sorte no sorteio da segunda eliminatória e apanharam a “Vecchia Signora”.  Um duelo em que ninguém dava quaisquer possibilidades aos madeirenses, adivinhando duas goleadas a favor da Juventus.

No entanto, o Marítimo não permitiu que nada disso acontecesse e foi bastante digno nas duas partidas, tendo, inclusivamente, sido bastante infeliz no encontro da primeira mão, onde perdeu injustamente por 1-0 (golo de Ravanelli), num jogo em que pelo que fez e pelos golos que desperdiçou, merecia, no mínimo, a igualdade.

Na segunda mão, por outro lado, a superioridade da equipa de Turim nunca esteve em causa, mas a boa exibição do guarda-redes Ewerton e a excelente organização táctica e entreajuda de todos os elementos madeirenses foi permitindo ao Marítimo disputar o jogo até ao apito final.

Esse duelo decisivo, disputado no campo de uma Juventus que, na primeira mão, havia esmagado o CSKA Sófia (3-1 e 5-0), foi intenso e demonstrou respeito dos italianos pela equipa portuguesa, pois colocaram todas as suas estrelas em campo, que é como quem diz jogadores como Paulo Sousa, Ravanelli, Roberto Baggio ou Vialli.

Naturalmente mais fortes, os transalpinos dominaram o desafio e marcaram por duas vezes, graças a bis de Ravanelli, mas, a dez minutos do final, Paulo Alves ainda reduziu para os madeirenses, naquele que foi um prémio justo para a excelente exibição da equipa maritimista.

Uma derrota (1-2) e uma eliminação que, ainda assim, não impede os madeirenses de se orgulharem deste bonito momento da sua história.

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A saída de Queiroz surgiu com meses de atraso

Antes de mais, devo admitir que esperei pela inevitabilidade do despedimento de Carlos Queiroz para, finalmente, dar a minha opinião sobre uma novela que, infelizmente, se arrastou demasiado com os terríveis custos de dois desaires incompreensíveis em termos desportivos, como foi o empate caseiro com Chipre (4-4) e a derrota na Noruega (0-1).

O agora ex-seleccionador nacional é, na minha opinião, um profissional competente e com grande talento na criação e implementação de projectos de fundo em termos organizacionais como foi bem patente no projecto de futebol jovem que, nos anos 80, foi criado e com o sucesso que se reconhece. No entanto, durante muito tempo, caiu-se, perigosamente, no erro de  esse talento organizacional de Queiroz ser confundido, várias vezes, com uma suposta capacidade técnica acima do comum, situação que, na verdade, o ex-adjunto de Alex Ferguson não tem.

Queirós, tirando os dois títulos mundiais de sub-20, foi, ao longo da sua carreira, um treinador que pouco conquistou, tendo, inclusivamente, ficado ligado a uma das mais humilhantes derrotas dos leões diante do seu eterno rival Benfica (3-6) e a perda de dois campeonatos por parte do Sporting, em duas temporadas (1993/94 e 1994/95) em que os verde e brancos tiveram dos melhores plantéis da sua história com nomes como Balakov, Figo, Valckx, Paulo Sousa, entre outros. Antes disso, Queirós já havia falhado o apuramento para o Mundial 94, ao serviço da selecção nacional, tendo, nessa altura, sido superado pela Itália e pela…Suíça.

Depois do insucesso total em Portugal em termos de futebol sénior, Queirós encetou um percurso pelo Mundo do futebol, onde passou por campeonatos e selecções menores e onde teve o único momento de algum sucesso na África do Sul, quando apurou os “bafana bafana” para o Mundial 2002. Essa proeza levou-o ao Manchester United, onde permaneceu bastante tempo como adjunto de Alex Ferguson, apenas quebrando essa ligação na temporada 2003/04, quando abraçou a liderança do Real Madrid, numa temporada em que fez os “merengues” terminarem a Liga Espanhola na quarta posição.

Curiosamente, apesar de nunca ter sido um treinador de grande sucesso, Queiroz conseguiu sempre criar uma imagem de grande prestígio no mundo do futebol como treinador e, assim, encarou-se com naturalidade a sua chamada para seleccionador nacional para a caminhada para o Mundial 2010.

Na minha opinião, nunca se deve dar uma segunda hipótese a um treinador que já falhou ao serviço de uma selecção, até porque a pressão dos adeptos sobre ele será sempre superior a um estreante. Ainda assim, quis esperar para ver se Queiroz, para além de por a equipa a jogar (bom) futebol conseguia criar elan, tanto com a equipa, como com os portugueses, situação que Scolari, mesmo não sendo um grande treinador, sempre soube fazer na perfeição.

Na verdade, o percurso de Queiroz na fase de qualificação roçou o medíocre, com Portugal a empatar com a Albânia em casa e a ser incapaz de vencer um simples jogo dos quatro que fez com Suécia e Dinamarca. Ainda assim, uma feliz combinação de resultados fez com que garantíssemos o segundo lugar no grupo e, posteriormente, num playoff diante da pouco cotada da Bósnia, conseguimos o apuramento para o Mundial da África do Sul.

Curiosamente, até acho que os resultados de Portugal no Mundial 2010 foram dignos, pois empatámos com duas boas selecções, goleámos a Coreia do Norte e apenas perdemos, nos oitavos de final, diante da equipa que se sagraria campeã do Mundo: Espanha.

Ainda assim, as exibições, tirando a segunda parte diante da Coreia, foram sempre muito pobres, percebendo-se que Queiroz não havia conseguido incutir na selecção o bom futebol que os adeptos esperam e que, ao longo dos tempos, sempre foi a imagem da equipa lusa.

Mas, se o percurso desportivo no Mundial até podia garantir a Queiroz a permanência na equipa das quinas, os acontecimentos ocorridos na Covilhã com o comité anti-dopagem, obrigavam a que, mal Portugal terminasse a presença no campeonato do Mundo, fosse feita uma reunião de emergência na Federação. Se antes do Mundial, essa situação não se podia por em causa, pois iria colocar em xeque a nossa participação no Mundial 2010, era necessário que se tomassem medidas logo após o certame, pois o apuramento para o Euro iniciava-se logo em Setembro e havia que criar condições para que a equipa portuguesa tivesse sucesso.

Infelizmente, foi tudo mal feito, arrastando-se o caso Queirós por meses a fio e custando-nos, em dois jogos, que Portugal fosse orientado por telemóvel e à distância, por um seleccionador que, na verdade, todos sabíamos que deixaria de o ser.

Agora, após termos feito dois resultados deploráveis e de estarmos, à segunda jornada, a fazer contas para chegarmos ao Euro 2012, é que se tomou a decisão de despedir Queiroz, numa decisão que, além de tardia, apenas prova que a Federação Portuguesa de Futebol é uma organização totalmente desorganizada e que, tal como a selecção, necessita de uma mudança de 180º para que possa, novamente, merecer o respeito dos portugueses.

Vamos esperar pelas eleições e, sinceramente, por sangue novo que possa dar outra alma à Federação. Até lá, esperemos que a escolha do novo treinador seja criteriosa e, acima de tudo, de risco baixo, pois, neste momento, o apuramento para o europeu já se encontra, infelizmente, na corda bamba.

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A Taça que Iordanov mereceu como ninguém

Os grandes símbolos dos grandes clubes merecem a sua homenagem. Iordanov não é diferente. O ex-jogador Búlgaro foi e é uma referência do Sporting Clube de Portugal.

Sempre foi um exemplo de profissionalismo e deu tudo em campo pelo clube, jogou a avançado (sua posição natural), mas também o vimos a jogar a médio ofensivo, médio ala esquerdo, trinco, defesa central e lateral direito. Teve um problema de saúde grave, mas isso não o demoveu e, com grande força de vontade, superou as dificuldades e continuou a dar o seu melhor pelo Sporting Clube de Portugal. Fez parte de equipas com jogadores de topo – como Balakov, Paulo Sousa, Figo ou Amunike, e esteve ligado a momentos importantes do clube, como a conquista da Taça da Portugal (94/95) ou do título nacional (99/00)

Quando acabou a carreira, o seu “clube do coração” prometeu-lhe uma homenagem, mas não a cumpriu. Iorda (nome pelo qual é carinhosamente tratado pelos amigos) lutou pelo que tinha direito, na esperança que pudesse ter a despedida com que tanto sonhou, e no dia 5 de Maio, pelas 20:30h, Alvalade poderá finalmente despedir-se, num jogo particular que envolverá estrelas que pisaram os mesmos relvados que o ex-jogador Búlgaro. Esse jogo será uma oportunidade única de prestar a devida homenagem e rever velhas glórias do Sporting, estando já confirmados jogadores como Oceano Cruz, Ivkovic, Pedro Barbosa, Rui Jorge, Beto, Pedro Venâncio, Carlos Xavier, Marco Aurélio, Vidigal, Luisinho, Sá Pinto, Leal, Luís Figo, Acosta e André Cruz.

No entanto, a direcção do Sporting decidiu convidar também referências dos nossos rivais. Estando confirmado que Vitor Baía, Jorge Costa, Rui Costa, António Veloso, Vítor Paneira, Neno, Domingos Paciência, Paulinho Santos, Fernando Couto e Emil Kostadinov irão jogar nesse encontro. Podemos especular que será uma manobra de marketing na tentativa de trazer adeptos de outros clubes ao estádio, mas numa festa que se espera entre os adeptos do Sporting e Iordanov esta situação é lamentável. A situação de Kostadinov é aceitável, já que foram companheiros de selecção, mas trazer ídolos de clubes rivais para serem aplaudidos numa festa leonina não faz qualquer sentido.

A festa merece aplausos, mas dou o cartão vermelho ao convite de alguns jogadores. É que juntar Paulinho Santos com Acosta (depois do episódio da final da taça 99/00) é uma proeza digna da maior ingenuidade.

Fica um video de homenagem a Iordanov, naquele que foi um dos maiores duelos entre um avançado e um guarda-redes durante 90 minutos.

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