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Lino tem sido peça chave no PAOK

Foi uma das contratações mais estranhas do FC Porto. Após uma boa época na Académica, percebeu-se que Lino até era um jogador com talento, todavia, já tinha 30 anos, sendo pouco provável que, nessa idade, tivesse uma oportunidade para jogar num grande clube português. No entanto, de forma bastante surpreendente, o FC Porto acabou por avançar para a sua contratação para a época 2007/08, deixando o lateral-esquerdo no plantel por temporada e meia, onde Lino efectuou 23 jogos (apenas nove para o campeonato) e ficou conhecido entre os adeptos pelo pouco carinhoso de “Pinolino”.

Actuou em vários clubes brasileiros antes de chegar a Portugal

Dorvalino Alves Maciel “Lino” nasceu a 1 de Junho de 1977 em São Paulo e iniciou a sua carreira no Corinthians em 1997. Após essa experiência, iniciou um périplo por vários clubes brasileiros como o São Caetano, Figueirense, São Paulo, Bahia, Fluminense e Juventude, nunca ficando mais do que um ano seguido em qualquer um desses clubes.

Ainda assim, principalmente no Figueirense, São Paulo, Bahia e Fluminense, o lateral-esquerdo conseguiu actuar com regularidade e assumir-se como um lateral/ala-esquerdo de boa qualidade individual.

Chegou à Académica no defeso de 2006/07 e ao FC Porto na época seguinte

Após quase uma década a jogar no futebol profissional brasileiro, Lino, aos 29 anos, conheceu a primeira experiência europeia, assinando pela Académica de Coimbra. Nos estudantes fez uma extraordinária época em termos individuais, marcando cinco golos em 33 jogos e ajudando a briosa a garantir a manutenção no principal escalão do futebol nacional.

Apesar da boa temporada, tratava-se de um jogador de 30 anos e, por certo, poucos esperaram a surpreendente mudança para o FC Porto, que o acolheu no defeso de 2007/08. No Dragão, todavia, cedo se percebeu que seria uma contratação de pouco sucesso, pois o jogador pouco jogou para o campeonato e, quando actuou, foi sempre muito criticado, sendo que em época e meia apenas viveu um momento de alguma glória, quando marcou um golo (o seu único no FC Porto) ao Fenerbahçe, num jogo em que os portistas venceram os turcos (3-1) para a “Champions”.

Tornou-se peça fundamental do PAOK

Assim sendo, e já com a pouco carinhosa alcunha de “Pinolino”, o brasileiro haveria de deixar o Dragão no início de 2009, mudando-se de armas e bagagens para a Grécia e para o PAOK Salónica.

No histórico clube da Macedónia (A região grega, não confundir com o país a norte…), Lino assumiu-se como peça importantíssima do onze, somando 94 jogos (7 golos) em todas as competições que o PAOK disputou durante as últimas duas épocas e meia.

Neste momento, já com 34 anos, e ainda no activo no clube de Salónica, percebe-se que não seria o reforço ideal para aquele FC Porto que, em tempos, decidiu contratá-lo, mas também não merecia a alcunha de “Pinolino” que alguns azuis-e-brancos teimaram em colar-lhe.

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Wass será concorrente de Maxi Pereira nas águias

Seguindo as pisadas de Manniche, Daniel Wass será mais um jogador dinamarquês a vestir a camisola do Sport Lisboa e Benfica, reforçando uma posição que, o ano passado, não garantiu (quase) nenhuma concorrência a Maxi Pereira: Lateral-direito.

Nascido a 31 de Maio de 1989 em Gladsaxe, Dinamarca, Daniel Wass é um produto das escolas do modesto Avarta, tendo chegado ao Brondby em 2007.

No clube dos arredores de Copenhaga, o lateral-direito rapidamente se assumiu como uma peça importante da equipa sénior, tendo chegado à titularidade do Brondby na temporada 2008/09, quando efectuou 28 jogos em 33 possíveis no campeonato dinamarquês.

Empréstimo ao Fredrikstad foi um erro

Apesar da ascensão de Wass, o treinador Kent Nielsen entendeu que o dinamarquês deveria ser emprestado para continuar a evoluir e cedeu o lateral-direito aos noruegueses do Fredrikstad. Contudo, no histórico clube da Noruega, Wass não se conseguiu impor, regressando apenas três meses depois ao Brondby.

De novo no histórico clube dinamarquês, Wass rapidamente assegurou um lugar no onze, tendo, na actual temporada, efectuado 39 jogos (7 golos) em todas as competições, ainda que após a primavera, tenha sido mais utilizado a ala-direito que propriamente a lateral.

Lateral-direito de vocação ofensiva

Apesar de ter apenas 22 anos, Daniel Wass chega ao Benfica com a experiência de ter feito quase 100 jogos oficiais pelo Brondby, esperando-se que não sinta um grande choque na transição para os encarnados.

Preferencialmente um lateral-direito de perfil atacante, Wass também pode jogar como ala-direito, principalmente em encontros em que se pretenda usar uma estratégia mais conservadora e de rigor táctico.

Rápido, evoluído tecnicamente e inteligente nas transições defesa/ataque e ataque/defesa, o internacional dinamarquês é muito difícil de bater em lances de um contra um, sabendo posicionar-se no relvado e sendo extremamente fiável na forma como aborda os lances. Para além disso, trata-se de um jogador que é forte nos lances de bola parada e muito inteligente nas incursões ofensivas, cruzando e finalizando com muita qualidade.

Se tudo correr bem com a adaptação ao Benfica, este lateral-direito de 22 anos pode ser uma das grandes surpresas da próxima edição da Superliga.

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O futebol joga-se em todo o Mundo e é muito mais que os grandes clubes dos principais campeonatos que estamos habituados a ver, dia após dia, num qualquer canal televisivo de desporto. Para além da Premier League, da Serie A, da Bundesliga ou da Liga Espanhola e, mesmo de campeonatos médios como a Ligue 1, Eredivisie ou mesmo a nossa Superliga, existe uma panóplia de clubes e campeonatos que existem e merecem ser referenciados. De facto, o futebol não se esgota no topo e, valha a verdade, os gigantes do desporto rei apenas existem porque existe todo um futebol de base que os suporta. Assim sendo, hoje faleremos da base das bases do futebol, ou seja, de uma equipa de um país que se encontra no último lugar do Ranking UEFA: Tre Fiori de São Marino.

Clube com mais campeonatos de São Marino

O Società Polisportiva Tre Fiori foi fundado em 1985 e é o clube que mais vezes conquistou o principal e único escalão do futebol são-marinense, tendo vencido o Campionato Sammarinese di Calcio por sete ocasiões. Este campeonato é disputado de forma curiosa, pois as quinze equipas que existem em São Marino são colocados em dois grupos (girones em italiano), sendo que os primeiros três de cada grupo passam a uma fase final, disputada em eliminatórias até se chegar à grande final que designará o campeão são-marinense de futebol.

Para além dos sete campeonatos nacionais conquistados, o Tre Fiori também conseguiu conquistar seis Copa Titano, ou seja, a Taça de São Marino e três troféus da Federação (uma competição que junta os finalistas do playoff do campeonato nacional e da Taça de São Marino).

Nunca passou uma ronda europeia, mas detém o recorde de golos numa eliminatória da UEFA

O Tre Fiori participou por duas ocasiões nas competições europeias, curiosamente, nas duas últimas edições da Liga dos Campeões. Em 2009/10, numa 1ª pré-eliminatória diante da também frágil equipa andorrana do Sant Júlia, acabou eliminado no desempate por grandes penalidades após dois empates a uma bola.

Na temporada que agora findou, disputou a mesma ronda, mas o adversário era bem mais forte, pois tratava-se da equipa montenegrina do Rudar Pljevlja. Nessa eliminatória, o Tre Fiori não teve qualquer hipóteses, perdendo ambas as partidas (0-3 e 1-4).

Ainda assim, apesar dos fracos resultados, o Tre Fiori é a equipa de São Marino que mais golos marcou numa prova europeia, ou seja, três tentos.

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