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Posts Tagged ‘Werder Bremen’

O percurso polaco em fases finais de campeonatos da Europa conta-se em poucas palavras ou, mais concretamente, em poucos desafios realizados, pois a Polónia apenas participou no Euro 2008, competição onde não passou da fase de grupos, tendo somado um empate com a Áustria (1-1) e derrotas com Alemanha (0-2) e Croácia (0-1). Agora, em 2012, o conjunto treinado por Franciszek Smuda regressa ao mais importante certame do futebol europeu com a responsabilidade de ser equipa anfitriã e a esperança de pelo menos superar a primeira fase, até porque, valha a verdade, o Grupo A é claramente o mais acessível deste Euro 2012.

Qualificação

Como país organizador em conjunto com a Ucrânia, a Polónia não foi obrigada a passar por nenhuma fase de qualificação, limitando-se, nessa fase, a disputar inúmeros jogos particulares.

Nesse período, a equipa polaca disputou 22 particulares, defrontando equipas modestas como a Moldávia, Lituânia ou Geórgia, mas também grandes colossos do futebol mundial como Argentina, França, Alemanha, Itália ou Portugal.

Nesses cinco super-testes, todos realizados em casa, a Polónia teve, todavia, um saldo negativo, pois apenas venceu os sul-americanos (2-1), tendo empatado com Portugal (0-0) e Alemanha (2-2) e perdido com França (0-1) e Itália (0-2).

Franciszek Smuda é o treinador da Polónia

O que vale a selecção polaca?

A Polónia é uma equipa que tem noção dos seus pontos fortes e fracos, percebendo que, no contexto actual do futebol europeu, é um conjunto modesto que terá de optar por uma abordagem algo conservadora para atingir os seus objectivos. Assim sendo, é esperado que o conjunto da Europa de Leste opte por um equilibrado 4x2x3x1 que procurará, acima de tudo, explorar o instinto matador do seu ponta de lança Lewandowski, para ultrapassar a fase de grupos.

Nesse seguimento, a Polónia deve entregar a baliza ao jovem mas muito talentoso Szczesny, guarda-redes do Arsenal, optando depois por um quarteto defensivo forte, com dois gigantes no centro (Glik e Jodlowiec) e dois laterais que também servirão principalmente para dar segurança defensiva ao sector: Wasilewski (à direita) e Boenisch (à esquerda). Para terem uma ideia do poderio físico do sector recuado polaco, temos que registar que o jogador mais baixo é Wasilewski e mede… 1,86 metros.

No meio-campo, a equipa treinada por Franciszek Smuda deve optar por um duplo-pivot, composto por Murawski e Blaszczykowski. Tratam-se de dois jogadores de boa qualidade, nomeadamente o segundo, conhecido no Borussia Dortmund por “Kuba” e que é um autêntico motor do meio-campo, sendo importantíssimo nas transições. Na frente deste duo, actuarão os extremos Grosicki e Rybus e o “dez” Obraniak, destacando-se a inteligência e criatividade do médio-ofensivo do Bordéus e, também, a imprevisibilidade de Rybus, jogador que actua bem colado ao flanco canhoto e que tivemos a possibilidade de comprovar o seu talento nos dois duelos que o Légia de Varsóvia fez diante do Sporting para a Liga Europa.

Por fim, no ataque, actuará solto Lewandowski, que é, nada mais, nada menos, que o maior talento da actual geração do futebol polaco. Goleador do Dortmund, pelo qual marcou 30 g0los em 2011/12, chega ao Euro 2012 com a satisfação de ter feito a dobradinha na Alemanha, podendo, quiçá, ser a chave de um hipotético apuramento da Polónia para os quartos de final.

O Onze Base

Assim sendo, o onze base da Polónia, escalado em 4x2x3x1 será composto por Szczesny (Arsenal) na baliza; um sector defensivo com Boenisch (Werder Bremen) à esquerda, Wasilewski (Anderlecht), à direita, e a dupla de centrais: Glik (Torino) e Jodlowiec (Polónia Varsóvia); depois, no meio-campo, “Kuba” (Borussia Dortmund) e Murawski (Lech Poznan) formarão o duplo-pivot, enquanto Grosicki (Sivasspor), Obraniak (Bordéus) e Rybus (Terek Grozny) jogarão na frente desse duo; por fim, no ataque, Lewandowski (Borussia Dortmund) será o perigo à solta.

Lewandowski é o principal talento polaco

A Estrela – Robert Lewandowski

Com 23 anos, Robert Lewandowski é o grande talento do futebol polaco, tendo despontado no Lech Poznan (41 golos entre 2008 e 2010) e que, desde 2010/11, se encontra no Borussia Dortmund, clube onde apontou 30 golos esta temporada e nove na transacta.

Internacional polaco por 40 ocasiões (13 golos), trata-se de um jogador em rápida ascensão no contexto futebolístico europeu, assumindo-se como um ponta de lança extremamente perigoso pelo seu evoluído sentido de baliza.Possante e com um excelente jogo de cabeça, o atacante polaco também demonstra boa qualidade técnica, resolvendo bem os lances de um contra um, antes da finalização.

Em suma, trata-se de um jogador que todos os adversários da Polónia neste campeonato da Europa devem vigiar com a máxima atenção.

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

A conquista do título europeu é, obviamente, uma utopia (quase) irrealizável, pois a diferença de qualidade entre a Polónia e os principais candidatos à conquista do Euro 2012 é gigantesca. Ainda assim, perante o mais acessível agrupamento do Euro 2012 (Grécia, Rep. Checa e Rússia), a Polónia pode sonhar com o apuramento para os quartos de final, pois, quanto mais não seja, terá o factor casa a seu favor.

Assim sendo, veremos se os adversários vacilam e a Polónia consegue uma inédita qualificação para os quartos de final de um campeonato da Europa.

Calendário – Grupo A (Euro 2012)

  • Polónia x Grécia (8 de Junho – 17h00)
  • Polónia x Rússia (12 de Junho – 19h45)
  • Polónia x República Checa (16 de Junho – 19h45)

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Eilts com a camisola do Werder Bremen

Conhecido como o Alemão da Frísia Oriental, não por ser obviamente germânico, mas por se parecer futebolísticamente com o emblemático internacional brasileiro Alemão, Dieter Eilts marcou uma época no futebol germânico, tanto ao serviço do Werder Bremen, seu clube de sempre, como da selecção alemã. Duas vezes vencedor da Bundesliga e tendo ajudado a Alemanha a conquistar o Euro 96, o raçudo, mas elegante médio-centro será sempre um futebolista que deixará muitas saudades, pelas excelentes exibições que ofereceu aos adeptos do Werder Bremen e da selecção alemã de futebol.

Uma carreira inteira ao serviço do Werder Bremen

Dieter Eilts nasceu a 13 de Dezembro de 1964 em Upgant-Schott, República Federal da Alemanha, tendo actuado no Werder Bremen toda a sua carreira futebolística.

Nesse clube alemão, efectuou 390 jogos (7 golos) entre 1985 e 2002, tendo conquistado dois campeonatos alemães, três taças da Alemanha e uma Taça das Taças. 

Curiosamente, o único título europeu de clubes foi conquistado em Lisboa, em 1992, numa final em que o Werder Bremen superou o Mónaco de Rui Barros por duas bolas a zero.

Peça importante na conquista do Euro 96

Internacional alemão por 32 ocasiões, Dieter Eilts apenas participou numa grande competição internacional ao serviço da Alemanha, o Euro 96, competição que, curiosamente, a equipa germânica haveria de vencer.

Surpreendentemente chamado por Otto Rehhagel, que o conhecia bem do Werder Bremen, Eilts acabou por conquistar a admiração de quem tanto torceu o nariz à sua convocação, sendo a sua generosidade na recuperação defensiva o principal factor que permitiu que Matthias Sammer se destacasse em perigosas incorporações ofensivas.

Após a retirada, Eilts tornou-se treinador, tendo já treinado a selecção sub-21 alemã e o Hansa Rostock.

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Um dos adversários do FC Porto na fase de grupos da Liga dos Campeões é um clube ucraniano que tem construído um nome forte no futebol europeu nos últimos anos, tendo, inclusivamente, conquistado a Taça UEFA em 2008/09, o Shakhtar Donetsk. Contudo, apesar da fama internacional ser recente, trata-se de um clube que conquistou o seu espaço mesmo no tempo da União Soviética, vencendo quatro Taças da URSS e sagrando-se vice-campeão soviético por duas ocasiões. Equipa que já defrontou o Boavista, Benfica, Sporting e Sporting de Braga nas competições europeias, irá, agora, defrontar o FC Porto pela segunda ocasião numa prova da UEFA, depois de ter sido eliminado pelos dragões na Taça das Taças de 1983/84 (2-3 e 1-1).

O Shakhtar actua no bonito Donbass Arena

Quem é o Shakhtar Donetsk?

O clube ucraniano foi fundado a 24 de Maio de 1936 e o seu primeiro grande momento no futebol soviético foi em 1951, quando o Shakhtar conquistou o terceiro lugar no campeonato nacional da URSS. Após esse feito, a equipa só voltaria a ter algum impacto nos anos 60, quando conquistou a Taça da URSS por duas ocasiões (1961 e 1962) e perdeu a final em 1963. Nessa altura, as boas campanhas na taça fizeram com que o clube de Donetsk ficasse conhecido como “equipa de taça.”

No entanto, após esse sucesso do início dos anos 60, a equipa ucraniana apenas voltou a ter impacto no seio do futebol soviético no final dos anos 70, quando foi terceira classificada do campeonato da URSS em 1978 e segunda classificada em 1979. Esse sucesso manter-se ia nos anos 80, com o Shakhtar a conquistar duas taças da URSS (1980 e 1983) e a perder outras duas finais da prova (1985 e 1986).

Após a queda da União Soviética, o Shakhtar Donetsk, juntamente com o Dínamo de Kiev, assumiu-se como um dominador do futebol ucraniano, somando seis campeonatos da Ucrânia, sete taças ucranianas e três supertaças, para além de ter conquistado a Taça UEFA em 2009 (2-1 ao Werder Bremen na final).

Na época passada (2010/11), o Shakhtar Donetsk conquistou a dobradinha do futebol ucraniano, juntando o campeonato à taça da Ucrânia.

o romeno Mircea Lucescu é o treinador do Shakhtar

Como joga?

É difícil falar do Shakhtar Donetsk como uma equipa ucraniana, pois o clube mineiro conta com uma grande influência brasileira no seu conjunto, nomeadamente do meio-campo para a frente onde conta com cinco jogadores canarinhos (Fernandinho, Dentinho, Jádson, Luiz Adriano e Eduardo, este, apesar de tudo, internacional croata) de grande talento.

De facto, o conjunto de Donetsk apresenta um futebol de grande qualidade técnica e de transições rápidas defesa/ataque, contando ainda com uma defesa de boa qualidade e onde imperam jogadores frios e eficientes como os internacionais ucranianos: Chygrinskiy (defesa-central) e o guarda-redes Pyatov, assim como os laterais Srna (internacional croata) e Rat (internacional romeno).

Esta noite, o onze provável da equipa ucraniana, esquematizado em 4x4x2, não deve andar muito longe do seguinte: Pyatov; Srna, Chygrinskiy, Kryvtsov e Rat; Mkhitaryan, Fernandinho, Jádson e Dentinho; Eduardo e Luiz Adriano.

Jádson é internacional brasileiro

Quem é que o FC Porto deve ter debaixo de olho? Jádson

O mais vistoso futebolista do meio-campo do Shakhtar Donetsk é o internacional brasileiro Jádson, um elemento de grande técnica e imaginação que os dragões devem saber controlar.

Nascido a 5 de Outubro de 1983 em Londrina, Brasil, Jádson Rashid Rodrigues da Silva Radzif iniciou a sua carreira no Atlético Paranaense em 2003, tendo permanecido no clube canarinho entre 2003 e 2005 e efectuado 65 jogos (21 golos) nesse período de tempo.

Em 2005, o então promissor centro-campista brasileiro mudou-se para a Ucrânia, onde, desde essa data, representa o Shakhtar Donetsk. Na equipa ucraniana, já efectuou 163 jogos (39 golos) e conquistou inúmeros títulos, sendo cinco campeonatos da Ucrânia, duas taças ucranianas e uma Taça UEFA os principais triunfos.

Médio-ofensivo de grande talento individual, é um jogador com um baixo centro de gravidade, o que lhe permite driblar os adversários com facilidade e mestria. Rápido e com boa visão de jogo, trata-se de um dos principais cérebros do futebol ofensivo dos mineiros, sendo imperioso para o FC Porto tê-lo constantemente debaixo de olho.

Golo de Derlei eliminou os ucranianos em 2008/09

Confrontos com equipas portuguesas em provas da UEFA

Taça das Taças 1983/84: FC Porto vs Shakhtar Donetsk 3-2 e 1-1 (apurado FC Porto)

Taça das Taças 1997/98: Boavista vs Shakhtar Donetsk 2-3 e 1-1 (apurado S. Donetsk)

Liga dos Campeões 2007/08: Benfica vs Shakhtar Donetsk 0-1 e 2-1 (Benfica seguiu para a Taça UEFA, S. Donetsk eliminado)

Liga dos Campeões 2008/09: Shakhtar Donetsk vs Sporting 0-1 e 0-1 (Sporting apurado, S. Donetsk seguiu para a Taça UEFA)

Liga dos Campeões 2010/11: Sporting de Braga vs Shakhtar Donetsk 0-3 e 0-2 (Sp. Braga seguiu para a Taça UEFA, Shakhtar apurado)

As possibilidades do FC Porto

Na minha opinião, o Shakhtar Donetsk é o principal adversário do FC Porto neste Grupo G, sendo claramente a equipa mais dura que os azuis-e-brancos vão defrontar nesta fase da prova.

Em termos de qualidade de plantel, ambas as equipas equivalem-se, ainda que os azuis-e-brancos tenham a vantagem de terem maior experiência internacional que o conjunto ucraniano, ainda que essa diferença se tenha vindo a esbater nos últimos tempos.

Assim sendo, favoritismo reduzido para os portistas que terão de ter imenso cuidado e serem extremamente profissionais para superarem este difícil obstáculo.

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Rúben Micael marcou sete golos nessa Liga Europa

Quando se soube que o Nacional teria de ultrapassar o Zenit de São Petersburgo para estar presente na fase de grupos da Liga Europa, poucos acreditavam nas possibilidades dos madeirenses. Vencedores da Taça UEFA em 2008, a equipa russa era considerada uma das favoritas à conquista da Liga Europa, até porque contava com excelentes jogadores como os portugueses Danny e Fernando Meira. No entanto, após uma vitória tangencial na Choupana (4-3) a equipa do Nacional haveria de escrever uma página muito bonita da sua história em São Petersburgo, graças a um golo de Rúben Micael que, a um minuto do final, garantiu o empate (1-1) e consequente apuramento para a fase de grupos da segunda competição mais importante do futebol europeu.

O milagre de São Petersburgo

Quando foi sorteado o nome do Zenit como adversário do Nacional, rapidamente os profetas da desgraça traçaram o destino dos madeirenses, afirmando que seria impossível à equipa portuguesa superar o rico clube russo.

Porém, o início do milagre começou a ser desenhado quando o Nacional superou o Zenit, em casa (4-3), com golos de Luís Alberto, João Aurélio, Rodrigo Silva e Rúben Micael. Na verdade, esse resultado até podia ter sido melhor, pois a equipa de São Petersburgo fez o 4-3 no último suspiro da partida.

Ainda assim, a equipa madeirense viajou para a Rússia com uma tarefa muito complicada, pois para passar teria, no mínimo, de empatar ou perder por um golo desde que marcasse pelo menos quatro. Essa missão complicou-se ainda mais quando ao minuto 34, o turco Fatih Tekke colocou os russos em vantagem no jogo e na eliminatória.

A partir desse momento, poucos acreditavam que o Nacional conseguisse o apuramento e, com o passar dos minutos, a esperança foi-se tornando cada vez mais ténue. O tempo passava e o jogo parecia totalmente controlado pelo Zenit até que, ao minuto 89, Salino cruzou para a área e Rúben Micael, de cabeça, antecipou-se ao guarda-redes russo e fez o 1-1. Pouco depois, terminou a partida e o milagre madeirense havia-se consumado com o Nacional a apurar-se para a fase de grupos da Liga Europa.

Alguma ingenuidade impediu que o Nacional superasse a fase de grupos

Sorteado num grupo com o Werder Bremen, Athletic Bilbau e Áustria Viena, o Nacional teve um comportamento meritório, mas que poderia ter sido bem melhor caso a equipa não tivesse sofrido tantos golos nas partes finais das partidas.

Na primeira partida, em casa com os alemães do Werder Bremen, o Nacional estava empatado 2-2, quando, a cinco minutos do fim, Pizarro bisou e deu o triunfo (3-2) à equipa germânica.

No segundo jogo, em Viena, diante do Áustria, os madeirenses não seguraram a vantagem que conseguiram graças a um golo de Rúben Micael (42′), sofrendo o empate a catorze minutos do fim por Schumacher.

Depois, nos decisivos jogos com o Athletic Bilbau, a sorte provou que se esgotou no histórico jogo de São Petersburgo, pois o Nacional, após ter estado a vencer por 1-0, tanto em Bilbau como na Choupana, acabou vergado a uma derrota no País Basco (1-2) e a um empate caseiro (1-1).

Com apenas dois pontos conquistados em quatro partidas, os últimos dois jogos apenas testaram a dignidade dos madeirenses que, após perderem (1-4) em Bremen, despediram-se com distinção, graças a uma goleada ao Áustria Viena (5-1).

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Timofte era uma estrela desse FC Porto

Disputava-se a quinta jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões 1993/94 e o FC Porto, após duas vitórias e duas derrotas, sabia que precisava de um resultado positivo para continuar a sonhar com as semi-finais da competição mais importante do futebol europeu. O jogo era extremamente difícil, pois os portistas defrontavam o campeão alemão em título, todavia, o facto de o terem vencido, em casa, por 3-2, dava confiança à equipa azul e branca de, pelo menos, alcançar um empate em Bremen. No entanto, se uma igualdade já deixaria os portistas satisfeitos, o que aconteceu na Alemanha foi muito melhor do que os melhores sonhos do FC Porto. Numa exibição segura, sublime e magistral, os dragões cilindraram o Werder Bremen por cinco bolas a zero, escrevendo, por certo, uma das páginas mais bonitas do FC Porto.

Naquela altura, antes de se chegar à fase de grupos (só com campeões e com apenas oito equipas), as equipas tinham de disputar duas eliminatórias e, assim, o FC Porto teve, como adversários, os malteses do Floriana (1ª eliminatória), que afastou com vitória caseira por 2-0 e empate fora (0-0) e os holandeses do Feyenoord (2ª eliminatória), que afastou com vitória nas Antas (1-0) e nulo na banheira de Roterdão.

Chegados à fase de grupos, os dragões iniciaram a prova da melhor maneira, vencendo, em casa, o Werder Bremen (3-2). No entanto, depois perderam gás, sendo derrotados em San Siro, diante do Milan (0-3) e em Bruxelas, diante do Anderlecht (0-1), este último com o golo do desaire a surgir apenas a dois minutos do fim pelo inevitável Luc Nilis.

Assim sendo, a equipa portuguesa estava sobre enorme pressão no início da segunda volta, sendo obrigada a, pelo menos, conquistar sete pontos para estar segura da qualificação. Na quarta jornada, tudo começou bem, pois o FC Porto recebeu e venceu o Anderlecht por 2-0, seguindo-se, assim, a difícil e decisiva deslocação a Bremen.

Na Alemanha, para a quinta jornada, o FC Porto fez, provavelmente, a melhor exibição da época. Com um futebol rápido e envolvente e uma eficácia impressionante, os golos foram-se sucedendo na baliza de Oliver Reck, que mal podia acreditar no que lhe estava a acontecer.

Rui Filipe, Kostadinov, Timofte, Domingos e Secretário fizeram os golos de uma goleada impressionante por cinco bolas a zero e que colocava o FC Porto com possibilidades, inclusivamente, de vencer o grupo e evitar o Barcelona nas meias-finais.

Infelizmente para os portistas, no último jogo, não foram capazes de superar o Milan (0-0) e, assim, teriam de jogar as semi-finais com o Barcelona e com uma agravante. Na altura, as meias-finais eram a apenas uma mão, na casa do vencedor do grupo. Assim sendo, o FC Porto disputava o acesso à final, diante do super-Barça e em Nou Camp.

Nesse jogo, dois golos de Stoichkov e um grande golo de Koeman destruiram o sonho portista, contudo, não apagaram a memorável noite de Bremen, onde o FC Porto, uma vez mais, havia mostrado que se havia tornado um grande clube europeu.

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Linz deixou saudades aos axadrezados

Chegou em 2006/07 ao Boavista rotulado de avançado de grande capacidade finalizadora, situação que, na verdade, rapidamente confirmou sendo facilmente um dos melhores jogadores de um clube axadrezado bem longe dos momentos de glória. Era um avançado rápido, de remate fácil e preciso que, posteriormente, se transferiu para o Sp. Braga onde se iniciou muito bem, mas, que, com o tempo e de forma algo inexplicável se foi eclipsando até abandonar definitivamente os arsenalistas. Eis Roland Linz, a prova de que, no futebol português, a qualidade e o talento nem sempre são suficientes.

Nascido a 9 de Agosto de 1981 em Leoben, Roland Linz iniciou a sua carreira nas camadas jovens do clube da sua cidade natal, passando, posteriormente, para o segundo clube da capital da Baviera, o 1860 Munique.

No salto para o futebol profissional, regressou ao Leoben, onde brilhou durante duas épocas na segunda divisão austríaca, marcando 27 golos em 53 jogos e atraindo o interesse de clubes de maior nomeada. Após uma luta entre os principais clubes austríacos, o Áustria Viena foi mais feliz e assegurou o concurso de Linz.

Durante cinco temporadas, o avançado austríaco totalizou 26 golos em 81 jogos pelo Áustria Viena, números que parecem modestos mas que são facilmente explicáveis pelo facto do atleta apenas ter feito três temporadas completas pelo gigante austríaco, pois em 2003/04 esteve emprestado ao Admira Wacker Mödling (33 jogos, 15 golos) e em 2004/05 ao Nice (14 jogos) e Sturm Graz (15 jogos, 4 golos).

No final da última temporada ao serviço do Áustria Viena, que foi a mais produtiva para o ponta de lança (15 golos em 31 jogos), Roland Linz transferiu-se para Portugal e para o Boavista numa mudança que, segundo o avançado austríaco, visava experimentar um campeonato mais competitivo que o fizesse evoluir como futebolista.

Durante a época de 2006/07, Roland Linz brilhou ao serviço de uma equipa axadrezada que não passou da décima posição. Rápido, frio e implacável na hora de atirar à baliza, marcou dez golos e acabou por dar o salto para o europeu Sp. Braga.

Nos arsenalistas foi uma peça importante da equipa que, em 2007/08, atingiu os dezasseis avos de final da Taça UEFA (foi eliminada pelo Werder Bremen (0-3 e 0-1) e alcançou a sétima posição da Liga Sagres. No entanto, na temporada seguinte, foi começando a perder espaço de forma pouco compreensível na equipa de Jorge Jesus e acabou por ser emprestado ao Grasshoppers, onde voltou a ser o que sempre foi, um avançado de grande qualidade.

Em 2009/10 ainda começou a temporada no Gaziantepsor, mas não se adaptou ao futebol turco, regressando a meio dessa mesma temporada, ao futebol austríaco e ao Áustria Viena.

Neste momento, Linz continua a jogar no gigante da capital austríaca, marcando golos e sendo influente na manobra ofensiva do Áustria Viena. Aos 29 anos, já foi internacional austríaco por 38 vezes (8 golos) e, até hoje, custa a perceber como não foi melhor aproveitado pelo Sporting de Braga ou por qualquer outro clube português.

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Mladenov era a estrela do Belenenses

Quando surgiu o sorteio da 1ª eliminatória da Taça UEFA referente à temporada 1988/89, é justo dizer que ninguém acreditaria na passagem do Belenenses. O seu adversário era, nem mais nem menos, que o detentor do troféu, que havia vencido, na temporada anterior, após eliminar equipas como o Áustria Viena, Spartak Moscovo, Dinamo Tiblissi, Verona, Werder Bremen e, na final, o Espanhol de Barcelona. Assim sendo, a primeira mão, a jogar na Alemanha, era tida como um passeio para os germânicos que, supostamente, iriam golear os azuis e resolver, desde logo, a eliminatória. Felizmente para os portugueses e, acima de tudo, para os adeptos do clube da cruz de cristo, não foi bem isso que se passou…

A primeira mão do duelo entre alemães e portugueses disputou-se no Ulrich-Haberland, em Leverkusen, e o Belenenses surpreendeu os alemães e o mundo com um golo da sua grande estrela, Mladenov, logo aos cinco minutos de jogo. Um golo madrugador, mas que foi defendido com unhas e dentes por uma equipa lisboeta que contava com jogadores como o referido internacional búlgaro, Adão, ou Jaime. Numa exibição plena de união e entreajuda, os azuis acabaram por segurar a vantagem mínima (0-1) até ao apito final e, assim, abriram excelentes perspectivas para o jogo da segunda mão.

No jogo decisivo, e apesar dos azuis jogarem em casa, o Bayer continuava a ser o favorito, quanto mais não fosse, porque havia conquistado a competição na ronda anterior. Foi um jogo sofrido, duro, mas o tempo foi passando com o nulo no marcador e, como tal, com a qualificação no bolso da equipa portuguesa. Todos os que enchiam o Estádio do Restelo (deve dar saudades ver o estádio assim…) já se encontravam felizes, mas, a quatro minutos do final, na sequência de um livre de Adão, surgiu o golo decisivo, um livre com alguma dose de sorte e grandes doses de querer que empurrou o Belenenses para a vitória (1-0) e para a passagem à segunda eliminatória da Taça UEFA.

Nessa 2ª ronda, infelizmente, os azuis foram incapazes de ultrapassar o Velez Mostar da antiga Jugoslávia (agora um clube da Bósnia), acabando eliminados no desempate por pontapés da marca da grande penalidade, após duplo nulo nos dois jogos entre as equipas. Ainda assim, ninguém tirou o orgulho aos belenenses por terem eliminado o detentor do troféu e, acima de tudo, por terem vergado uma das grandes equipas do futebol alemão a duas derrotas. Um momento mágico e que ficará, para sempre, na memória de todos os adeptos do futebol em Portugal.

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Paulo César festeja golo no Celtic Park

Apesar de o Sporting de Braga ter vencido por 3-0 na primeira mão da terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões, ainda havia um ténue receio dos arsenalistas passarem dificuldades no sempre difícil ambiente do Celtic Park. No entanto, as dúvidas sobre o apuramento dos bracarenses apenas duraram até aos vinte minutos de jogo. Nesse momento, Paulo César fez o golo dos bracarenses e colocou a missão dos escoceses a um nível quase impossível: marcar cinco golos! Os escoceses apelaram ao brio e ainda venceram o jogo (2-1), no entanto, foi uma vitória magra e que os deixou fora da Liga dos Campeões. Já o Braga, apesar da derrota, segue para o playoff de acesso à fase de grupos da “Champions”, onde vai defrontar Sevilha, Tottenham, Zenit, Ajax ou Werder Bremen.

O Sp. Braga entrou ambicioso e confiante no Celtic Park, não se amedrontando perante o ambiente e tentando o golo que, na verdade, acabaria definitivamente com a eliminatória.

Normalmente, nesses casos, a sorte protege os audazes e essa ambição arsenalista foi premiada aos 20 minutos, quando Paulo César, na sequência de um cruzamento de Alan, fez, de cabeça, o 1-0 para os bracarenses.

Até ao final da primeira metade, o Celtic procurou o ataque e o primeiro dos cinco golos necessários para dar a volta à eliminatória. No entanto, nessa fase, a crença escocesa era baixa e o Braga foi conseguindo anular todos os intentos ofensivos dos verde e brancos sem grandes dificuldades.

Após o intervalo, os “católicos” vieram com outra atitude, passando a pressionar mais a equipa portuguesa e a colocarem mais elementos no último reduto do Sp. Braga.

Assim sendo, foi sem surpresa que, aos 52 minutos, Hooper, na pequena área, desviou um cruzamento de Fortuné e empatou a partida.

Apesar do golo sofrido, os bracarenses não perderam a calma, até porque sabiam que o Celtic ainda tinha de marcar mais quatro tentos. Como tal, o Sp. Braga foi tentando jogar com o relógio e controlando a equipa de Glasgow, que, no seu intimo, sabia estar perante uma missão (quase) impossível.

Até ao final da partida, os escoceses ainda fizeram mais um golo, num cabeceamento de Juarez (79′), mas a magra e insuficiente vitória (2-1) foi tudo o que o Celtic conseguiu fazer perante a muito bem organizada equipa arsenalista.

Apesar da derrota, Domingos tem razões para estar satisfeito com a atitude patenteada pelos seus atletas e, obviamente, pela passagem da eliminatória. Agora, que venha o “tubarão”…

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“O futebol são onze contra onze e, no final, ganham os alemães…” foi assim que um dia, Gary Lineker, fantástico atacante inglês, resumiu a essência do desporto rei. O avançado pretendia dar ênfase à frieza germânica que, no momento chave, raramente dava hipóteses aos adversários. Tricampeã mundial (1954, 74 e 90) ainda antes da reunificação alemã, a “mannschaft” não tem, neste momento, as estrelas de outrora e a situação agravou-se com a lesão do motor do meio campo: Ballack. Ainda assim, a Alemanha nunca é uma selecção para encarar de ânimo leve. Afinal, foram vice-campeões da Europa em 2008 e terceiros classificados no Mundial 2006. Números muito positivos para uma selecção sem estrelas, mas sempre com um colectivo forte, frio e, acima de tudo, letal.

A Qualificação

Integrada no Grupo 4 da zona europeia com Rússia, Finlândia, País de Gales, Azerbaijão e Liechtenstein, a Alemanha não teve dificuldades em apurar-se, terminando o agrupamento em primeiro lugar e sem perder (oito vitórias e dois empates).

Curiosamente, apesar de excelentes resultados como as vitórias em Gales (2-0) e os dois triunfos diante dos russos (2-1 e 1-0), a equipa germânica foi incapaz de vencer a Finlândia, empatando fora (3-3) e em casa (1-1).

Ainda assim, foi um apuramento fácil e que mostrou todo o poderio de uma equipa que, mesmo desprovida de grandes estrelas, é sempre para respeitar e ter em conta.

Grupo 4 – Classificação

  1. Alemanha 26 pts
  2. Rússia 22 pts
  3. Finlândia 18 pts
  4. País de Gales 12 pts
  5. Azerbaijão 5 pts
  6. Liechtenstein 2 pts

 O que vale a selecção germânica?

A equipa alemã vale, essencialmente, pelo seu todo. É uma equipa muito forte em termos físicos e tácticos, que demonstra grande frieza e raramente falha na hora H.

Curiosamente, a defesa, que costuma ser sempre um poço de experiência, deverá apresentar alguns elementos de futuro, que irão dar à “mannschaft” frescura e capacidade ofensiva sem lhe tirar a sua habitual segurança. Wiese, um guarda-redes experiente, mas ainda jovem (28 anos) deverá ser o titular da baliza, o jovem lateral do Hoffenheim: Beck, deverá ser o dono do lado direito da defesa, Lahm (26 anos) é indiscutível no flanco esquerdo e Mertesacker (25 anos) titularíssimo no centro defensivo. Assim sendo, o único atleta experiente deverá ser o companheiro de Mertesacker no centro da defesa: Friedrich (31 anos). Todavia, não será totalmente descabida a hipótese do central do Hertha ser preterido pela jovem promessa do Bayern: Badstuber.

Se a defesa alemã é muito jovem, o meio campo é outra prova do claro rejuvenescimento do futebol germânico. Privado de Ballack, o meio campo deverá funcionar em losango, com Khedira (23 anos) como vértice mais defensivo, Trochowski (26 anos) como ala esquerdo, Schweinsteiger (25 anos) como ala direito e Özil (21 anos) como nº 10. Um sector que perde em experiência e capacidade defensiva, mas ganha em criatividade e capacidade ofensiva. Ainda assim, a ausência de Ballack foi um rude golpe e transformou este sector no mais frágil da selecção alemã.

Por fim, o ataque, deverá ser entregue a Podolski (avançado mais móvel) e Mário Gomez (ponta de lança mais fixo). São dois atletas que combinam muito bem e que vão garantir grande poder de fogo à Alemanha. No entanto, a “mannschaft” não se fica por aqui em termos ofensivos e a prova de que este é o sector mais forte da equipa é o facto de atletas como Cacau, Klose e Kiessling estarem no banco.

Integrada no Grupo D, com Gana, Sérvia e Austrália, a Alemanha é claramente a selecção mais forte do grupo e deverá prová-lo em campo com maior ou menor dificuldade.

O Onze Base

A Alemanha deverá apresentar um 4-4-2 losango com Wiese (Werder Bremen) na baliza; Um quarteto defensivo com Lahm (Bayern), Mertesacker (Werder Bremen), Friedrich (Hertha) e Beck (Hoffenheim); Depois, o trinco deverá ser Khedira (Leverkusen), o interior esquerdo: Trochowski (Hamburgo), o interior direito: Schweinsteiger (Bayern) e o nº 10: Özil (Werder Bremen); Por fim, na frente, deverão jogar o atacante móvel: Podolski (Colónia) e o ponta de lança fixo: Mario Gomez (Bayern).

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

A Alemanha é superior a qualquer dos seus adversários do Grupo D e, como tal, é pouco provável que Sérvia, Gana ou Austrália, lhe causem problemas de maior na primeira fase. Ainda assim, a equipa germânica, pela falta de experiência, deverá ter dificuldades a partir da fase a eliminar.

Calendário – Grupo D (Mundial 2010)

  • 13 de Junho: Alemanha vs Austrália
  • 18 de Junho: Alemanha vs Sérvia
  • 23 de Junho: Alemanha vs Gana 

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Bastava uma vitória pela margem mínima para que o Chelsea, diante do Wigan, na última jornada da Liga Inglesa, se sagrasse campeão. Contudo, os londrinos não fizeram por menos e venceram os pupilos de Roberto Martinez por oito bolas a zero, conquistando a Premier League em grande estilo. Este resultado, frustrou os desejos do Manchester United, que cumpriu a sua parte (venceu o Stoke City, em casa, por 4-0), mas acabou traído pela magnífica exibição dos “blues”; Em Espanha, por outro lado, Barcelona (venceu em Sevilha por 3-2) e Real Madrid (venceu o Athletic, em casa, por 5-1), continuam separados por um ponto, com vantagem catalã; Situação similar em Itália, onde o líder Inter venceu o Chievo, em casa, por 4-3 e a perseguidora Roma recebeu e venceu o Cagliari por 2-1. “nerazzurri” e “giallorossi” continuam, assim, separados por um ponto, com vantagem para os pupilos de José Mourinho.

Liga Inglesa – Ancelotti campeão na época de estreia

Muitos torceram o nariz perante a chegada de Carlo Ancelotti para treinar o Chelsea, todavia, a verdade é que logo na sua primeira época, o treinador italiano sagrou-se campeão. Diante do Wigan, bastava aos londrinos uma vitória por um a zero, mas os “blues” tinham outros planos e nomeadamente Drogba sentia que o título de melhor marcador estava à sua mercê. Assim sendo, o Chelsea entrou muito forte e rapidamente chegou ao golo por Anelka (6′). Posteriormente, Caldwell foi expulso no Wigan e o castelo de Martinez caiu, facilitando a tarefa dos londrinos que foram ampliando a vantagem com golos de Lampard (32′), Kalou (54′), Anelka (56′), Drogba (63′, 68′ e 80′) e Ashley Cole (90′). Assim sendo, os londrinos conseguiram a felicidade colectiva do título e individual por Didier Drogba ter sido o melhor marcador da Premiership. Este resultado impediu, assim, o tetra do Manchester United, que venceu o Stoke City (4-0), mas terminou em segundo lugar, a um ponto dos “blues”.

Dados finais da Liga Inglesa:

Campeão: Chelsea

Qualificados para a Liga dos Campeões: Chelsea, M. United, Arsenal e Tottenham

Qualificados para a Liga Europa: Manchester City, Aston Villa e Liverpool

Descem à “Championship”: Burnley, Hull City e Portsmouth

 

Liga Espanhola – Barça passa teste de Sevilha e aproxima-se do título

O Barça entrou forte na Andaluzia e, à meia hora, já vencia por 2-0 graças a golos de Messi e Bojan. A postura dominadora manteve-se e, a partir do minuto 56, as coisas tornaram-se ainda mais facilitadas com a expulsão de Konko. Beneficiando dessa superioridade numérica, o Barcelona haveria de ampliar a vantagem com um golo de Pedro (64′) e pensou-se que o jogo estaria irremediavelmente decidido. Contudo, de forma surpreendente, o Sevilha renasceu das cinzas e, mesmo com menos um elemento, fez dois golos (Kanouté (69′) e Luís Fabiano (71′)), colocando os “azulgrana” sob alguma pressão. Ainda assim, os catalães souberam segurar as rédeas do desafio e guardar a preciosa vitória (3-2) até final.

Com esta vitória, o Barça só não será campeão se não vencer o Valladolid, em casa, e o Real Madrid (ganhou ao Athletic nesta jornada por 5-1) vencer, fora, o aflito Málaga.

Liga Italiana -  Internazionale a uma vitória do título

Os pupilos de José Mourinho entraram para a recepção ao Chievo com a esperança de serem campeões já neste desafio. Para isso bastava vencerem a equipa de Verona e esperarem um desaire da Roma, em casa, diante do Cagliari.

Ainda assim, o jogo até começou mal para os “nerazzurri”, que entraram a perder com um autogolo de Motta. Todavia, o Inter soube reagir e transformou o 0-1 em 4-1 com golos de Mantovani (p.b.), Cambiasso, Milito e Balotelli. Passado algum tempo, o Cagliari marcava em Roma e foi o delírio no Giuseppe Meazza, um êxtase que colocou totalmente em segundo plano o golo de Granoche, para o Chievo a reduzir para 2-4. Nessa altura, sonhava-se com o título conquistado, nesse mesmo dia, mas a Roma soube dar a volta ao resultado com um bis de Totti e frustrou o sonho interista, que ainda sofreu o 4-3 (marcou Pelissier), tremeu, mas segurou o triunfo até final.

Assim sendo, à partida para a última jornada, o Inter necessita de vencer em Siena para ser campeão, enquanto a AS Roma necessita de vencer o Chievo (fora) e esperar que os “nerazzurri” não vençam o Siena.

Liga Alemã – Bayern limitou-se a confirmar o título

Com uma diferença de golos realísticamente inultrapassável, restava ao Bayern confirmar o título de forma matemática. Na deslocação a Berlim, para defrontar o relegado Hertha, os bávaros mostraram o seu poder e venceram por 3-1. Curiosamente, até podiam ter perdido pela inimaginável diferença de golos, pois o perseguidor Schalke 04 não foi além de um empate em Mainz (0-0).

Dados finais da Liga Alemã

Campeão: Bayern

Qualificados para a Liga dos Campeões: Bayern, Schalke 04 e Werder Bremen

Qualificados para a Liga Europa: Leverkusen, Dortmund e Estugarda

Joga o Playoff de permanência: Nuremberga

Desceram à 2ª Bundesliga: Bochum e Hertha de Berlim

 

Liga Francesa – Lille mais perto de ser segundo classificado

Com o título decidido e entregue ao Marselha, resta pouca coisa para lutar na Ligue 1. Ainda assim, um objectivo importante é o segundo lugar e consequente apuramento directo para a “Champions” e o Lille, após vencer, em casa, o campeão Marselha, por 3-2, aproximou-se desse objectivo, tendo agora dois pontos de vantagem sobre o terceiro, Auxerre.

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