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Archive for Setembro, 2010

Rafael Robayo festeja um golo

Nos relvados da América do Sul, mais concretamente na Liga Colombiana, actua um “box to box” entusiasmante e, provavelmente, desconhecido do futebol europeu: Rafael Robayo.

Nascido a 24 de Abril de 1984, o colombiano esteve nas escolas do Atlético Nacional e do Once Caldas, mas foi no Millionarios que se estreou no futebol sénior em 2005. Desde que está no clube de Bogotá, Robayo esteve em 123 jogos do campeonato colombiano, fazendo oito golos.

Internacional colombiano, o camisola oito do Millionarios é um jogador muito evoluído tecnicamente, que adora ter a bola nos pés e é absolutamente genial nas transições defesa-ataque. Apesar de ser excelente no processo ofensivo, Robayo também é muito bom a defender, sendo um excelente recuperador de bolas e um jogador raçudo que jamais vira a cara à luta. Pelas suas características, Rafael Robayo é ideal para jogar ao lado de um trinco num 4-2-3-1, a “box to box” num 4-3-3, ou como interior direito num 4-4-2 losango.

Neste momento, aos 26 anos, parece-me algo estranho que ainda não tenha dado o salto para o futebol europeu, sendo, por certo, uma excelente aquisição para um clube português que esteja interessado em dotar o meio campo de pulmão e criatividade. Se duvidam, vejam o vídeo abaixo e confirmem a minha tese.

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Golo de Saleiro foi insuficiente para o Sporting

Após mais uma jornada em que o FC Porto fez o que, na verdade, tem feito desde que o campeonato começou: ganhar (desta vez, em casa, diante da Olhanense por 2-0), o Sporting demonstrou que algo vai muito mal para os lados de Alvalade, pois a equipa leonina empatou, em casa, diante do Nacional (1-1) e, assim, somou o terceiro jogo seguido sem vencer para o campeonato. Braga (venceu a Naval, em casa, por 3-1) e Benfica (venceu o Marítimo, nos Barreiros, por 1-0), por sua vez, não vacilaram e continuam na perseguição ao líder isolado FC Porto.

FC Porto 2-0 Olhanense

Dois golos, um do estreante Otamendi (23′) e outro de Hulk (45′) fizeram toda a diferença perante uma equipa algarvia bem organizada, mas incapaz de contrariar a superioridade dos portistas. A equipa portista jogou bem, continuando a demonstrar grande fluidez ofensiva e homogeneidade em todos os sectores e, na verdade, podia ter alcançado resultado mais alargado, mas esse seria um castigo algo pesado para o Olhanense.

Braga 3-1 Naval

Depois de três jogos sem vencer, a equipa bracarense regressou aos triunfos diante de uma equipa da Figueira da Foz que se revelou demasiado macia e que, para piorar o seu panorama, foi infeliz na forma como sofreu os dois primeiros tentos. Na verdade, os dois primeiros golos da equipa arsenalista caíram um bocado do céu e sem que os bracarenses tivessem feito muito por isso, contudo, também foram um castigo para a falta de ambição da Naval. Após os golos de Mossoró (27′) e Orestes (51 p.b.), o jogo ficou decidido, pois a equipa visitante nunca foi capaz de reagir intensamente à desvantagem, ainda que o marcador ainda tenha sofrido alterações graças aos golos de Paulo César (81′) para o Braga e de Fábio Junior (90′) para a Naval.

Marítimo 0-1 Benfica

O Benfica está em crescendo de forma e acabou por sofrer bem mais do que seria expectável diante de um Marítimo que lhe foi inferior em todos os aspectos do jogo. Os encarnados dominaram do princípio ao fim, mas foram bastante perdulários, podendo, inclusivamente, ter sofrido dissabores num dos poucos contra-ataques dos madeirenses. Ainda assim, aos 57 minutos, Fábio Coentrão encontrou, finalmente, o caminho da baliza e descansou o Benfica, que, até final, esteve mais perto do segundo golo que os madeirenses da igualdade.

Sporting 1-1 Nacional

O pesadelo leonino teve mais um episódio no empate caseiro diante do Nacional. Num jogo em que o Sporting voltou a apresentar todos os defeitos que caracterizam o seu futebol (lentidão, ausência de ideias, baixa criatividade, etc), tudo podia ter sido mais risonho quando, aos 64 minutos, após cruzamento de Vukcevic, Saleiro fez excelente remate de primeira e colocou os leões em vantagem. Pensou-se que o Sporting teria o pássaro na mão, todavia, a onze minutos do fim, num lance de insistência, Danielson, com outro excelente pontapé, igualou a partida e colocou sombras ainda mais densas no panorama da equipa de Alvalade.

Nos outros jogos, destaque para o triunfo da Académica (3-1, em casa, diante do V. Guimarães) que, assim, subiu ao segundo lugar. A jornada seis concluiu-se com o U. Leiria 1 Rio Ave 0, Portimonense 1 Beira-Mar 0 e V. Setúbal 1 Paços de Ferreira 0.

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Luis Páez no Sporting

Nos últimos anos, o Sporting tentou, por inúmeras ocasiões, adquirir um avançado que pudesse se impor na equipa e suprimir a excessiva dependência dos leões em relação a Liedson. Nesse longo percurso, o Sporting exprimentou a aquisição, em definitivo ou por empréstimo, de atletas como Pinilla, Koke, Alecsandro, Carlos Bueno, Felipe Caicedo ou, mais recentemente, o próprio Florent Sinama-Pongolle. No entanto, para além desses mais mediatizados, o Sporting também contratou outros, bem mais obscuros e que, provavelmente, poucos se vão lembrar como o sul-americano Luis Paéz.

O avançado paraguaio Luis Paez, nascido a 19 de Dezembro de 1989, chegou ao Sporting no final da época 2006/07, ainda a tempo de, nessa temporada, fazer alguns jogos pelos Juniores verde e brancos. Nessa altura, esperava-se muito do internacional sub-17, pois este havia estado na lista de contratações de clubes como o Liverpool e o River Plate, considerando o Sporting que se tratava de uma pequena pérola com tudo para vingar no futebol profissional.

Já com alguns meses de adaptação à realidade do futebol português, Páez iniciou a época seguinte (2007/08) nos Juniores, mas acabou por ser várias vezes chamado à equipa principal dos leões, participando, inclusivamente, em dois jogos do campeonato nacional e num da Liga dos Campeões (vitória diante do Dinamo Kiev (3-0), em casa).

Os bons desempenhos, nomeadamente ao serviço da equipa de Juniores, levaram os leões a emprestarem-no ao Fátima para a época 2008/09. Durante essa temporada, o paraguaio fez 24 jogos e 6 golos, ajudando o Fátima a subir à Liga de Honra.

Apesar da regularidade no então clube da II divisão, os responsáveis leoninos entenderam que Luis Páez não havia evoluído o que era esperado e, assim, dispensaram-no no verão de 2009.

Regressado ao Paraguai e ao Tacuary, Páez voltou a não ser capaz de se impor e acabou emprestado à equipa secundária italiana do Gallipoli, onde também não se destacou.

Neste momento, aos 20 anos, regressou ao Tacuary, onde procura ressuscitar o, outrora, promissor jogador que chamou à atenção dos responsáveis leoninos. Veremos se consegue e se, um dia, ainda voltaremos a ouvir falar de Luis Páez.

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Carlos Mané no Sporting

Na equipa de Juvenis do Sporting Clube de Portugal, actua um polivalente avançado de grande talento e com potencial para, um dia, se impor no futebol profissional: Carlos Mané.

Nascido a 11 de Março de 1994, o jovem encontra-se no Sporting desde os oito anos, passando por todos os escalões de formação até aos Juvenis e, inclusivamente, experimentando várias posições no ataque leonino, ainda que nunca tenha escondido que a sua preferência é por jogar a ponta de lança.

Jogador de boa velocidade, excelente mobilidade e surpreendente (para a idade) frieza na hora de atirar à baliza, Carlos Mané é, também, um jogador altruísta que não se limita a procurar o melhor para si, mas, ao invés, pensa sempre no colectivo, nunca hesitando em servir um companheiro, quando este se encontra melhor colocado.

Apesar da preferência pela posição de ponta de lança, Carlos Mané também tem características que lhe garantem boas chances de se afirmar como um extremo moderno, não dos que se limitam a ir à linha, mas daqueles que fazem diagonais para o centro para tabelar ou, inclusivamente, finalizar. Por outro lado, a possibilidade de actuar nas costas de um ponta de lança mais fixo também nunca poderá ser descartada.

Em suma, Carlos Mané trata-se de um avançado de grande potencial e que brilha, jogo após jogo, no Nacional de Juvenis. Descubra-o num dos jogos dessa competição e confirme a minha tese.

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P. Mendes não tem substituto à altura

O novo treinador do Sporting chegou aos leões sob bons auspícios devido ao bom trabalho que desempenhou no Paços de Ferreira e do V. Guimarães, ainda que, ao serviço dos vimarenenses, tenha falhado o acesso à Liga Europa na última jornada, após perder, em casa, diante do Marítimo.

No entanto, os adeptos do Sporting ansiavam por um treinador mais conceituado, tendo ainda dificuldade em compreender a contratação de um treinador promissor para substituir outro treinador (Carlos Carvalhal) que, na verdade, preenchia exactamente os mesmos recursos de Paulo Sérgio, mas tinha uma experiência ligeiramente superior.

Ainda assim, foi dada a Paulo Sérgio alguma margem de manobra e o benefício da dúvida, percebendo-se que o novo treinador dos leões iria apostar num esquema: 4-4-2 clássico, algo que, valha a verdade, já não era utilizado pelo Sporting ou, inclusivamente, por um treinador de um grande português há uma boa quantidade de anos.

Durante a pré-época, o Sporting ainda se destacou, nomeadamente diante de equipas inglesas que, por estarem com os índices físicos bastante baixos (O Manchester City, então, jogava a passo) e por, tradicionalmente, darem bastantes espaços aos adversários, permitiram boas exibições aos verde e brancos.

Contudo, com o início da temporada e, principalmente, com a lesão do pêndulo do meio-campo (Pedro Mendes), percebeu-se que o Sporting iria ter muitas dificuldades na imposição do seu esquema de jogo e isso ficou notório pela dificuldade com que o Sporting superou o FC Nordsjaelland e o Brondby nas eliminatórias da Liga Europa e pela forma como perdeu em Paços de Ferreira.

Neste momento, após a derrota e, acima de tudo, a forma como os leões perderam no Estádio da Luz, confirmei uma série de ideias que devem preocupar os Sportinguistas:

  1. O Sporting não tem um substituto para Pedro Mendes, o único jogador que é capaz de funcionar como verdadeiro trinco, recuperando bolas e, ao mesmo tempo, ser fundamental na transição defesa-ataque.
  2. A dupla Maniche-André Santos é curta num 4-4-2 clássico, aparentando ser macia no processo defensivo e, ao mesmo tempo, faltando-lhe capacidade de se estender no relvado de forma a evitar uma grande distância entre os sectores. Em 4-2-3-1, essa situação é ligeiramente disfarçada, mas, ainda assim, sente-se sempre alguma falta de fibra no centro do meio campo do Sporting.
  3. O Sporting não tem um verdadeiro goleador neste momento, pois Liedson está num momento de forma deplorável e, aos 32 anos, já não é elemento para actuar sempre os 90 minutos, tendo de ser poupado em algumas partidas, onde poderia funcionar como arma secreta e entrar numa fase do jogo em que o adversário já está desgastado e mais propício a falhas.
  4. Os mecanismos de jogo do Sporting, ou ausência deles, são assustadores, sendo mesmo aflitivo ver o Sporting ter uma grande quantidade de posse de bola e, depois, ser incapaz de fazer uma jogada com conta peso e medida, limitando-se a trocar o esférico da esquerda para a direita, num vai e vem que alguns adeptos leoninos apelidam de “táctica do barco”, pois a bola vai variando de um flanco para o outro até os adeptos ficarem enjoados.
  5. Depois, a equipa leonina é de tracção defensiva, raramente arriscando, o que lhe poderá garantir bons resultados quando se coloca em posição de vencedora, pois defende razoavelmente bem em bloco baixo, mas raramente lhe garantirá triunfos quando sofre o primeiro golo da partida. Na verdade, o Sporting já esteve a perder por três vezes esta temporada e, em todos os jogos (Brondby (em casa), P. Ferreira (fora) e Benfica (fora)), acabou derrotado, sendo incapaz, inclusivamente, de marcar um único golo nesses encontros.
  6. Por fim, o critério da escolha do onze é sempre bastante dúbio, pois, por vezes, alguns jogadores fazem boas exibições e, no jogo seguinte, ou vão para o banco ou nem sequer são convocados. Um bom exemplo disso, foi a interessante exibição diante do Lille de Zapater, Postiga, Vukcevic e Salomão e o que é que aconteceu? Todos foram premiados com a ausência do onze no encontro diante do Benfica.

Por isto e muito mais, percebe-se que Paulo Sérgio tem de dar uma volta ao futebol do Sporting e, a partir dos jogadores que tem, tentar dotar o futebol leonino de maior intensidade competitiva e maior fluidez no processo ofensivo. Nesse seguimento, era importante que fizesse algumas alterações no onze base, que, pelo que conheço do plantel leonino deveriam ser as seguintes:

  1. Jogar, normalmente em 4-2-3-1 e usar o 4-4-2 losango como esquema alternativo.
  2. Optando pelo 4-2-3-1, usar o duplo-pivot: Zapater-Pedro Mendes, Maniche-Pedro Mendes ou, inclusivamente, André Santos-Pedro Mendes, mas o ex-Rangers tinha de jogar sempre que estivesse em condições para isso. Na ausência dele, a preferência teria de ser sempre para Zapater, que, não sendo a escolha ideal, é muito mais dotado para recuperador de bolas do que qualquer dos outros elementos.
  3. No esquema 4-2-3-1, pelo menos um dos extremos tem de flectir para o centro de forma a impedir que o ponta de lança fique sozinho na frente. Na minha opinião, o jogador ideal para o fazer é Vukcevic, que, aproveitando o pendor ofensivo que João Pereira imprime ao flanco direito, poderia ser letal nas diagonais para o centro.
  4. Continuando neste esquema, Matias Fernandez deveria ser o elemento a jogar nas costas do atacante, sendo que Postiga, pela sua inteligência táctica e boa ocupação de espaços, também seria uma boa opção.
  5. Em 4-4-2 losango, as alas deviam ser entregues a Maniche à direita (a sua experiência no posicionamento poderia permitir liberdade às subidas de João Pereira) e, na esquerda, a opção deveria tender em Valdés ou Salomão, os jogadores mais parecidos com extremos no plantel do Sporting.
  6. Neste mesmo esquema, os dois avançados deveriam variar nestas três duplas: Liedson-Vukcevic (a ideal, pois ambos são muito móveis e jogam bem no espaço.), Liedson-Postiga ou, inclusivamente, Vukcevic-Postiga.
  7. Por fim, principalmente em jogos em casa, a equipa tem de arriscar quando está a perder, sendo que, em 4-2-3-1, a opção terá de ser sempre a saída do parceiro de Pedro Mendes ou, na ausência do ex-Rangers, de Zapater para entrar outro atacante. Normalmente, estas alterações fazem-se quando o adversário abdicou do ataque e, assim, trata-se de um risco calculado e que não coloca em causa o equilíbrio táctico da equipa.

Na minha sincera opinião, este é o caminho para que o Sporting possa, até ao mercado de Janeiro, manter-se na luta pelas competições em que está envolvido sem que fique, invariavelmente, afastado das mesmas devido a maus jogos e, acima de tudo, pobres exibições. Veremos se Paulo Sérgio tem a capacidade de perceber o que está mal e de emendar os erros, enquanto ainda tem tempo.

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Le Tissier amava o Southampton

Neste momento o Southampton definha na League One, que é como quem diz na terceira divisão inglesa, mas, até há poucos anos atrás, o clube do sul de Inglaterra estava estável na Premier League, muito graças às capacidades de um médio ofensivo que, jogo após jogo, fazia a diferença: Matthew Le Tissier. Conhecido entre os adeptos do Southampton como “Le God”, o internacional inglês não conheceu outra equipa ao longo da sua longa carreira, recusando todas as propostas de clubes com outros pergaminhos por amor ao Southampton. Jogador com uma qualidade técnica fantástica, um carácter acima de qualquer suspeita e com um amor à camisola pouco habitual para a época em que jogou, “Le God” merecerá sempre um grande destaque na história do futebol.

Matthew Le Tissier nasceu a 14 de Outubro de 1968 em Guernsey, iniciando-se, no futebol, nas camadas jovens de um dos clubes dessa ilha do Canal da Mancha, o Vale Recreation.

Depois de falhar um teste no Oxford United, Le Tissier acabou por assinar, em 1986, pelo Southampton, estreando-se no principal escalão do futebol inglês com uma derrota diante do Norwich City (3-4). Até final da temporada 1986/87, o inglês, com apenas 18 anos, efectuou 24 jogos e 6 golos, assumindo-se como um importante jogador dos “Saints”.

No Southampton, Le Tissier haveria de permanecer toda a sua carreira, ou seja, até ao final da época 2001/02, contabilizando os impressionantes números  de 162 golos em 443 jogos do principal escalão inglês e impedindo sempre que os “Saints” fossem relegados. Parecendo sempre com peso a mais, “Le God” era dotado de uma técnica impressionante, parecendo que tudo o que fazia com a bola era simples. Com uma capacidade finalizadora impressionante e uma força que o faziam resistente a quase todas as entradas dos adversários, Le Tissier era um médio ofensivo quase imparável.

A sua qualidade era tão elevada que, mesmo sem ter jogado por um grande clube inglês, Le Tissier serviu de inspiração para diversos jogadores do actual contexto do futebol mundial. Um bom exemplo é Xavi que, um dia, disse que o internacional inglês tinha uma qualidade que estava para além do expectável, pois era capaz de fintar seis e sete jogadores sem correr, recorrendo, simplesmente, à elevada técnica que possuía.

Le Tissier apenas falhou na selecção, não por falta de qualidade, mas por ter sido quase sempre ignorado pelos seleccionadores da equipa dos três leões. Contabilizando apenas oito internacionalizações, Le Tissier, na véspera do Mundial 98, fez um hat-trick num jogo da selecção B de Inglaterra, mas, ainda assim, Glenn Hoddle recusou-se a levá-lo à fase final do campeonato do mundo numa decisão que destroçou “Le God”

Ainda assim, selecção à parte, Le Tissier teve uma carreira recheada de sucesso e de bons momentos e será, para sempre, lembrado por todos os que gostam de futebol como um dos jogadores com mais qualidade técnica que passou pelos relvados do futebol mundial.


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Adam Matthews no Cardiff City

Quando pensamos no futebol galês, lembramo-nos rapidamente de jogadores como Ian Rush, Dean Saunders, Mark Hughes ou Ryan Giggs. Todos eles marcaram uma era no futebol desta nação britânica ainda que, infelizmente, nunca tenham tido a oportunidade de jogar a fase final de uma grande competição internacional como o Europeu ou o Mundial.

Presente em apenas uma grande competição internacional (Mundial 1958) em toda a sua longa história, o País de Gales pretende agora inverter essa realidade com uma nova geração de jogadores, dos quais se destaca o lateral-direito do Cardiff City: Adam Matthews.

Nascido a 13 de Janeiro de 1992, o defesa galês entrou nas escolas do Cardiff City em 2000, estreando-se como suplente utilizado pela equipa principal dos “bluebirds” a 21 de Abril de 2009, num empate (2-2) diante do Charlton Athletic, em jogo a contar para a segunda divisão inglesa (The Championship).

Na temporada de 2009/10, o lateral-direito aproveitou uma série de lesões no clube galês para se assumir como titular do Cardiff City, tornando-se num dos jogadores mais importantes dos “bluebirds”, pela sua velocidade, capacidade defensiva, cultura táctica elevada, apetência ofensiva e, acima de tudo, por nunca virar a cara à luta. Ideal para um esquema 4-4-2, Matthews também se adaptará facilmente a ser ala num 3-5-2, ou mesmo lateral ofensivo num 5-3-2.

Neste momento, com apenas 18 anos, é pretendido por diversos clubes da Premier League e está à beira de somar a primeira internacionalização pelo País de Gales, sendo, por certo, uma boa aquisição para qualquer clube português de topo. Procurem-no num jogo da selecção galesa e confirmem a minha tese.

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