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Archive for Setembro, 2010

F. Alexandre é arma algarvia para parar o dragão

Benfica e Sporting terão de ultrapassar equipas madeirenses para não deixarem o FC Porto fugir, ainda mais, no campeonato português. Os encarnados, que vêm de uma motivadora vitória diante dos leões, terão de ultrapassar o Marítimo nos Barreiros, enquanto os leões quererão esquecer a derrota da passada ronda com um triunfo caseiro diante do Nacional. Alheio a estes duelos estará o FC Porto, que procurará vencer o Olhanense no Dragão e ampliar para seis o número de triunfos seguidos nesta edição da Liga Zon Sagres.

FC Porto-Olhanense

A equipa azul e branca tem feito um início de campeonato excepcional com vitórias em todos os jogos realizados, mas, ainda assim, este duelo com o Olhanense pode ser mais difícil do que aparenta à partida. A equipa algarvia ainda não perdeu e encontra-se na terceira posição do campeonato, tendo ainda o aliciante extra de poder ser a primeira equipa a roubar pontos aos dragões. Em suma, teste interessante à qualidade e estofo dos pupilos de André Villas Boas.

Sp. Braga-Naval

Os bracarenses entraram muito fortes na temporada 2010/11, mas os últimos jogos (derrotas com FC Porto e Arsenal e empate com o Paços de Ferreira) não correram bem à equipa de Domingos. Assim sendo, este duelo diante da Naval será um teste importante para se perceber se aqueles desaires foram meros acidentes de percurso ou, ao invés, se revelam uma acentuada e irreversível quebra de forma do Sp. Braga.

Sporting-Nacional

Caminhando constantemente num limbo de bons e maus resultados, boas e más exibições, euforia e descrença, o Sporting é sempre uma equipa imprevisível e da qual nunca se sabe muito bem o que esperar. Desta feita, diante de uma equipa madeirense que prometeu muito no início da época, mas que vem de três derrotas consecutivas, os leões estão obrigados a mostrar a sua melhor cara e a vencerem, pois a distância que os afasta do FC Porto começa a ser muito grande.

Marítimo-Benfica

No rescaldo da vitória no derby, o Benfica não pode relaxar, pois, na verdade, os nove pontos de distância para os portistas pesam e muito nas contas da liga. Assim sendo, diante de uma equipa que tem feito um péssimo início de campeonato, as águias estão absolutamente obrigadas a vencer para continuarem a assumir a luta pelo bicampeonato.

Nos outros encontros, destaque para a difícil deslocação do segundo classificado V. Guimarães a Coimbra. Um jogo que se prevê muito interessante entre duas das equipas que praticam melhor futebol em Portugal. A jornada seis conclui-se com o U. Leiria-Rio Ave, V. Setúbal-P. Ferreira e Portimonense-Beira Mar.

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Molins festeja golo pelo Malmö

Nos relvados da Liga Sueca, actua um dos mais entusiasmantes e promissores extremos direitos do actual futebol europeu: Guillermo Molins.

Nascido a 26 de Setembro de 1988, o médio sueco de ascendência uruguaia cumpriu a sua evolução futebolística nas camadas jovens de vários clubes suecos até que, em 2005, chegou ao bem conhecido Malmö.

Apenas um ano após chegar ao Malmö, Molins estreou-se na equipa principal desse clube sueco, ainda que apenas em 2008 é que o polivalente jogador assumiu-se como um dos elementos chave do Malmö. Nesse clube da principal liga sueca, Molins tem demonstrado ser um ala/extremo direito de grande velocidade e excelente capacidade de drible, sendo muito forte no capítulo do cruzamento e nos lances de um contra um. Sem medo de enfrentar os adversários e com excelente capacidade finalizadora, Molins também pode ser usado como segundo avançado, ainda que seja encostado ao flanco direito que se sente melhor sobre o terreno de jogo.

Neste momento, à beira de fazer 22 anos e já internacional sueco por duas ocasiões, Molins está preparado para dar o salto para um campeonato mais competitivo. Neste defeso, falou-se do interesse dos leões e, após verem o vídeo abaixo ou quando o virem num jogo da selecção sueca, perceberão que o jovem sueco teria sido, seguramente, uma grande aquisição para o clube verde e branco.

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Moutinho tem sido um dos esteios do FC Porto

A jornada cinco correu extremamente bem aos portistas que acabaram por beneficiar de uma combinação de resultados que coloca o melhor classificado dos mais directos rivais a incríveis sete pontos de distância. Cumprindo com a sempre difícil missão de vencerem na Choupana (2-0), os dragões beneficiaram do empate dos bracarenses na deslocação a Paços de Ferreira (2-2) e do triunfo dos encarnados sobre o Sporting por duas bolas a zero. Assim sendo, a equipa que, neste momento, está mais próxima dos azuis e brancos é o V. Guimarães, que venceu o U. Leiria (1-0) e encontra-se a quatro pontos do FC Porto.

Belluschi esteve muito bem com o Nacional

Nacional 0-2 FC Porto

A equipa portista deslocou-se a um campo tradicionalmente difícil, mas acabou por triunfar num jogo em que aliou a sua superior capacidade técnica e táctica a uma excelente capacidade de aproveitamento do erro do adversário.

Num jogo que se iniciou bastante equilibrado, os azuis e brancos, aos 22 minutos, colocaram-se em vantagem, graças a um duplo erro de João Aurélio que, em primeira instância, colocou a mão à bola nas imediações da área e, depois, foi infeliz na sequência do livre de Belluschi, acabando por fazer autogolo.

A partir da vantagem, o FC Porto começou a gerir o encontro, mas sempre com o controlo do mesmo, jogando com os timings da partida e sabendo sempre o que fazer no terreno. Assim sendo, parecia que os azuis e brancos apenas esperavam outro erro dos madeirenses para darem a machadada fatal no Nacional e, valha a verdade, foi exactamente isso que aconteceu, ainda que apenas à segunda tentativa.

Isto porque em cima do intervalo, Falcao falhou um penalti a castigar falta de Tomasevic sobre Varela, num lance que podemos caracterizar como uma espécie de “match point” desperdiçado pelos azuis e brancos.

Contudo, este FC Porto continua a insistir em não se abater pelos momentos infelizes e, assim, manteve os equilíbrios e soube esperar por outro erro do adversário que acabou por surgir no minuto 56, quando após erro de Stojanovic, Varela correspondeu, de cabeça, a cruzamento de Hulk.

Após o 2-0, o jogo ficou invariavelmente decidido e, até ao apito final, foi mesmo o FC Porto que esteve mais perto de ampliar a vantagem no marcador, ainda que o resultado acabasse por não sofrer mais alterações, terminando numa justíssima vitória dos azuis e brancos por duas bolas a zero.

Braga não segurou vantagem diante do Paços

P. Ferreira 2-2 Sp. Braga

Este Sporting de Braga não está a passar por uma boa fase e esta deslocação a Paços de Ferreira foi a prova clara e inequívoca dessa situação.

Num jogo em que os bracarenses entraram praticamente a ganhar, graças a um golo de Moisés (10′) na sequência de um canto milimétrico de Luís Aguiar, nunca se vislumbrou a segurança e a tranquilidade que costuma pautar as exibições dos arsenalistas desde a temporada passada.

Na verdade, durante grande parte da primeira parte, o Sp. Braga passou por vários calafrios, ainda que a ineficácia local tenha permitido aos arsenalistas irem para o intervalo em vantagem no marcador.

Após o descanso, a eficácia voltou a premiar o Braga que chegaria ao 0-2 na sequência de um lance em que o uruguaio Luís Aguiar demonstrou toda a sua classe, marcando um golo de excelente nível num remate de primeira e sem deixar cair a bola no relvado.

Apesar da tremideira evidenciada até ali, pensou-se que a vantagem de dois golos acalmasse o Braga, mas foi puro engano, pois a equipa recuou em demasia e começou a garantir demasiados espaços ao Paços de Ferreira, convidando a equipa local a acercar-se com perigo da baliza de Felipe.

Assim sendo, foi sem surpresa que, aos 69 minutos, Baiano fez o 1-2, na sequência de um excelente remate. Esse golo animou ainda mais os castores, que iam somando oportunidades para empatar, apenas esbarrando na ineficácia e na boa exibição do guarda-redes Filipe.

Ainda assim, no último acto do desafio, Cohene, na sequência de um canto de Maykon, fez o 2-2, garantindo a divisão de pontos e alguma justiça no marcador.

Cardozo foi o herói do derby

Benfica 2-0 Sporting

Num duelo em que estava obrigado a ganhar devido à precária situação em que se em encontrava na tabela classificativa, o Benfica acabou por não vacilar, vencendo os leões por 2-0, num jogo que foi bem mais simples do que se poderia esperar.

Os encarnados entraram bem e foram somando lances de bola parada nas imediações da grande-área leonina. Sabendo-se do poder do Benfica nas bolas paradas e, ao mesmo tempo, da fragilidade leonina nesse aspecto do jogo, foi sem surpresa que, aos 13 minutos, Cardozo, na sequência de um canto de Aimar, fez o 1-0.

A perder, o Sporting tentou reagir, chamando a si as despesas do jogo. Todavia, apesar de ter mais posse de bola, a equipa verde e branca foi sempre muito passiva e careceu de intensidade ofensiva, sendo incapaz de colocar a baliza de Roberto em perigo até ao intervalo.

Após o descanso, o filme do jogo estava destinado a ser uma cópia fiel do final da primeira metade, até porque o Benfica parecia confortável na expectativa, tal era a incapacidade leonina de esboçar uma movimentação ofensiva que fosse capaz de levar algum perigo à baliza de Roberto.

No entanto, aos 49 minutos, Saviola combinou com o Cardozo e o paraguaio, num remate de primeira e de belo efeito, fez um golo de belo efeito, colocando o Benfica a vencer por 2-0 e ainda mais confortável no jogo.

A partir daqui, o Sporting finalmente foi capaz de se libertar um pouco das amarras que quase sempre o prenderam no relvado da Luz. Ainda assim, e até final da partida, apenas por uma vez esteve perto de reduzir as distâncias, quando Liedson, após bom trabalho individual, atirou a centímetros da baliza encarnada.

Em suma, vitória justíssima do Benfica que parece em crescendo de forma, perante um Sporting que insiste em alternar boas exibições como a de Brondby e a de Lille com jogos muito fracos como este no Estádio da Luz.

Nos outros duelos da jornada, destaque para os triunfos de V. Guimarães (1-0 ao Leiria) e Olhanense (2-0 ao Portimonense) que continuam invictos no campeonato. Os outros resultados da jornada foram o Beira-Mar 1 Marítimo 1, o Rio Ave 2 Académica 2 e o Naval 0 V. Setúbal 0.

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Moisés e Braga por terra após mais um golo sofrido

O percurso dos clubes portugueses nas provas da UEFA continua bastante bom e a prova disso é que, neste momento, Portugal lidera o ranking UEFA desta temporada com 5.200 pontos. Essa situação faz com que no combinado dos cinco últimos anos estejamos num sexto lugar que, a ser mantido até ao final da época, colocará Portugal com três equipas na Liga dos Campeões 2012/13. Nesta última ronda europeia, tirando o desastre bracarense (goleados no terreno do Arsenal por seis a zero), tudo correu pelo melhor, com o Benfica a vencer o Hapoel Telavive (2-0) na Luz, o FC Porto a vencer o Rapid Viena (3-0) no Dragão e o Sporting, mesmo com uma equipa de segunda linha, a vencer no sempre complicado terreno do Lille (2-1).

Benfica 2-0 Hapoel Telavive

Como se esperava, não foi fácil a estreia encarnada na Liga dos Campeões desta temporada. No Estádio da Luz, diante de uma aguerrida equipa israelita, o Benfica começou mesmo por beneficiar da não marcação de um penalti sobre Schechter, com o resultado a zero. Ainda assim, a equipa encarnada nunca se desuniu e soube ser paciente, acabando por embalar numa exibição segura e que resultou numa vitória justíssima por 2-0, graças aos golos de Luisão (21′) e Cardozo (67′).

Arsenal 6-0 Sp. Braga

O desastre dos bracarenses na sua estreia oficial na fase de grupos da “Champions” foi algo que, para quem está habituado a ver o Braga jogar, carece de explicação simples. Os arsenalistas entraram muito nervosos no jogo e pareceram nunca se adaptar às rápidas trocas de bola da equipa inglesa, uma das melhores da Europa nesse aspecto. Assim sendo, o avolumar do resultado acabou por ser uma consequência lógica desse factor, terminando o duelo com uma vitória do Arsenal por seis bolas a zero, graças aos golos de Fábregas (9′ e 53′), Arshavin (30′), Chamakh (33′) e Carlos Vela (69′ e 84′). Um resultado pesado, mas que acabou por ser justo, tal a superioridade da equipa londrina.

Lille 1-2 Sporting

Com a deslocação à Luz no horizonte, os leões preferiram usar uma equipa de segunda linha em França, talvez por entenderem que, neste acessível grupo da Liga Europa, uma derrota em Lille seria facilmente recuperável. Curiosamente, numa equipa com vários estreantes como Torsoglieri e Diogo Salomão e com alguns jogadores com poucos minutos como Zapater, o Sporting soube fazer uma exibição segura em que, na primeira parte, o contra-ataque foi letal, resultando nos golos de Vukcevic (11′) e Postiga (34′) e que, na segunda metade, foi de grande segurança defensiva, apenas resultando num golo sofrido (Frau, aos 57 minutos), num lance em que Tiago teve algumas culpas. Assim sendo, mesmo com uma espécie de equipa B, os leões entraram da melhor forma na Liga Europa e abriram excelentes prespectivas, tando de alcançarem o apuramento como de vencerem este agrupamento.

FC Porto 3-0 Rapid Viena

A equipa portista não teve qualquer dificuldade de vencer o frágil Rapid Viena na sua estreia na fase de grupos da Liga Europa. Diante de uma equipa que havia surpreendido o Aston Villa no playoff de acesso a esta competição, o FC Porto não deu quaisquer veleidades e acabou por alcançar uma vitória gorda, mas que até peca por escassa, tal a superioridade evidenciada pelos dragões durante todo o encontro. Rolando (26′), Falcão (65′) e Rúben Micael (77′) fizeram os golos de uma justíssima e seguríssima vitória azul e branca.

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Wetl no Sturm Graz

A 18 de Setembro de 1996, o FC Porto deslocou-se à Luz para a segunda mão da Supertaça Cândido de Oliveira, trazendo, das Antas, uma magra vantagem de um golo (havia vencido 1-0). A vantagem parecia curta e previa-se um jogo difícil na Luz, todavia, numa exibição espectacular, os dragões acabaram por conseguir uma histórica vitória por cinco bolas a zero, num jogo em que tudo correu bem aos azuis e brancos e até permitiu a um desconhecido austríaco marcar um golo de antologia, daqueles que se conseguem uma vez na vida. O seu nome? Arnold Wetl.

Nascido a 2 de Fevereiro de 1970, Wetl iniciou a sua carreira no Sturm Graz com apenas 18 anos, permanecendo no clube da Estíria por oito temporadas, ou seja, até 1996. No Sturm Graz, onde conquistou uma Taça da Áustria, o austríaco havia conseguido grande destaque individual, chegando à selecção nacional e marcando 41 golos em 160 jogos pelo clube da Áustria. Podendo jogar na posição oito ou, inclusivamente, na posição 10, Arnold Wetl era considerado um dos mais talentosos jogadores do futebol austríaco e, assim, parecia uma aposta segura do FC Porto para a época 1996/97.

A sua chegada aos dragões foi discreta e os primeiros tempos ao serviço do FC Porto também, até que apareceu aquele jogo no Estádio da Luz em que Wetl, já com o resultado em 3-0, fez, com um remate de fora da área, um golo de antologia que só parou no fundo da baliza de Michel Preud’Homme.

Esse golo animou os adeptos portistas que pensaram que, afinal, aquele discreto austríaco podia ser um jogador muito importante para o clube azul e branco, todavia, se a temporada correu bem ao FC Porto (foi campeão nacional), o mesmo não se pode dizer em relação a Arnold Wetl, pois este acabou a época com apenas 11 jogos feitos e um golo, esse mesmo que marcou no Estádio da Luz.

Assim sendo, foi sem surpresa que acabou dispensado no defeso, regressando à Áustria para, desta feita, vestir a camisola do Rapid. Em Viena fez quatro temporadas de bom registo individual (96 jogos e 9 golos), mas com um registo fraco em termos colectivos, pois Wetl não conseguiu qualquer tipo de título nos vienenses.

Acabada a experiência no Rapid Viena, Wetl ainda esteve três épocas no Sturm Graz e duas no FC Gratkorn, onde jogou sempre com regularidade, mas onde andou constantemente afastado dos títulos colectivos. Curiosamente, ao longo da sua longa carreira, o internacional austríaco (esteve presente no Mundial 1998) só conquistou um título de campeão, o tal de 1996/97 ao serviço do FC Porto.

Neste momento, retirado do futebol profissional há quatro temporadas, Wetl ainda deve mostrar aos amigos o vídeo do golo que marcou na Luz, talvez o momento de maior fama da longa carreira do discreto austríaco.

Reveja esse tento no vídeo abaixo

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Matthew Silva (à esq.) e Diogo Viana nos tempos de Sporting

Nem só nos grandes clubes como o Benfica, FC Porto ou Sporting existem grandes promessas prontas a despontar no futebol sénior e um excelente exemplo disso é o médio criativo do Internacional Almancil: Matthew Silva.

Nascido a 12 de Janeiro de 1992, o jovem atleta iniciou-se, muito jovem, no Quarteirense, mas rapidamente saltou para o Internacional de Almancil, pois as condições no clube da Quarteira não eram as melhores.

Após alguns anos a actuar no Inter, o médio-ofensivo começou a dar bastante nas vistas, tanto pela boa técnica como pela sua excelente visão de jogo e capacidade finalizadora. Assim sendo, foi sem surpresa que, aos 13 anos, acabou por se transferir para um clube com outros pergaminhos, o Sporting Clube de Portugal. Na Academia, cresceu como jogador, mas, passado dois anos, acabou dispensado dos leões, não por falta de talento, mas, ao invés, por ser franzino e com pouca capacidade física.

Apesar desse revés na carreira, Matthew Silva recusou-se a desistir e, apesar de ter tido propostas de outros clubes de Lisboa, acabou por optar por regressar ao Internacional Almancil, onde ainda permanece, sendo agora júnior de primeiro ano. No Algarve, o médio ofensivo tem tentado provar, jogo após jogo, que a dispensa do Sporting foi um erro, demonstrando grande capacidade técnica, enorme inteligência táctica, bom drible curto e extraordinária visão de jogo.

Neste momento, aos 18 anos, tenta provar que tem capacidade para outros voos e alcançar o futebol profissional, situação que o seu irmão (Joshua Silva) conseguiu ao serviço do Olhanense. Um jogador para seguirem num qualquer desafio do Internacional de Almancil no Nacional de Juniores.

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Cha Bum-Kun no Bayer Leverkusen

O primeiro grande jogador de futebol da Coreia do Sul foi um avançado rápido e imprevisível que, depois de se destacar no seu país, fez carreira no futebol alemão, chegando, inclusivamente, a conquistar duas taças UEFA. O seu nome? Cha Bum-Kun, um sul-coreano que, mais do que um grande jogador, foi também um dos grandes responsáveis pela evolução do futebol naquele país asiático, pois, após ter jogado cerca de dez anos na Alemanha, regressou à Coreia do Sul e aplicou em escolas de futebol tudo o que havia aprendido nos seus anos de Bundesliga. Assim sendo, para perceber o actual futebol sul-coreano é imperativo conhecer Cha Bum-Kun.

Nascido a 22 de Maio de 1953 em Hwaseong, Cha Bum-Kun fez a sua formação futebolística na Universidade da Coreia, actuando, posteriormente, nas equipas seniores do Korean Trust Bank e do Korean Air Force.

Aos 25 anos, o avançado sul-coreano era uma grande estrela no seu país natal, mas insistia que queria ir jogar para o campeonato alemão, pois entendia que uma experiência no futebol europeu iria fazê-lo crescer como jogador e, posteriormente, ele poderia usar esses ensinamentos para fazer evoluir o futebol do seu país.

Assim sendo, em 1978, Cha Bum-Kun transferiu-se para os alemães do Darmstadt, onde o sul-coreano não foi nada feliz. No entanto, apesar do insucesso da primeira experiência, o avançado não desistiu e, no ano seguinte, tentou a sua sorte no E. Frankfurt, onde haveria de se tornar num dos grandes jogadores da equipa.

No Eintracht Frankfurt, o sul-coreano permaneceu por quatro temporadas sendo, numa equipa fria e tacticamente disciplinada, o jogador veloz e imprevisível, o atleta que causava os desiqulíbrios na frente de ataque, jogando tanto a segundo avançado como a extremo. Nesses quatro anos em que jogou no conjunto germânico, Cha Bum-Kun fez 46 golos em 122 jogos e conquistou uma Taça UEFA ( em 1980, numa vitória (1-0) diante do B. Mönchegladbach) e uma Taça da Alemanha (em 1981, numa vitória (3-1) diante do Kaiserslautern).

Após o sucesso obtido em Frankfurt, o internacional sul-coreano não abandonou o futebol alemão, transferindo-se para o Leverkusen, onde permaneceu por seis temporadas. No Bayer, Cha Bum-Kun continuou a jogar ao mais alto nível, mantendo-se um jogador versátil, criativo e imprevisível que, ao longo dos seis anos em que esteve em Leverkusen, fez 52 golos em 185 jogos e conquistou nova Taça UEFA, desta feita em 1988, numa final diante do Espanhol, ganha nos penáltis.

Para além da presença no Mundial 1986, onde a Coreia do Sul foi eliminada na primeira fase (empate com a Bulgária (1-1) e derrotas com Argentina (1-3) e Itália (2-3)), mas onde Cha Bum-Kun teve a honra de ser marcado por dois jogadores em quase todos os jogos, devido ao respeito que impunha nos adversários, o internacional sul-coreano teve uma longa carreira na selecção, onde contabilizou 121 internacionalizações e fez 55 golos.

Retirado do futebol profissional em 1989, Cha Bum-Kun regressou à Coreia do Sul, onde abriu várias escolas de futebol e cumpriu a sua promessa de usar o que havia aprendido em cerca de dez anos de Bundesliga no desenvolvimento do futebol daquele país asiático. Por tudo o que fez pelo futebol da Coreia do Sul e da Ásia, o antigo avançado recebeu o prémio de jogador asiático do século por parte do IFFHS (Federação de História e Estatísticas do Futebol).

Reveja alguns momentos da passagem do internacional sul-coreano pelo futebol alemão.



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