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Archive for Outubro, 2010

Safet Susic com a camisola do PSG

O bósnio Safet Susic será sempre lembrado como um dos mais magistrais tecnicistas de um futebol que, por si só, cresceu como um dos grandes redutos do futebol arte: a ex-Jugoslávia. Médio-ofensivo de grande talento, Susic tornou-se uma lenda da selecção jugoslava e do Paris Saint-Germain, onde fez mais de 300 jogos e foi votado como o melhor jogador de sempre do gigante parisiense. Um grande jogador de outros tempos que nos faz viajar até um futebol arte, muitas vezes distante do mais musculado e físico futebol moderno.

Nascido a 13 de Abril de 1955, Safet Susic iniciou a sua carreira profissional em 1973, com 18 anos, ao serviço do FK Sarajevo. No clube bósnio, permaneceu por nove anos eparticipou em 221 partidas (85 golos), sagrando-se o melhor marcador e melhor jogador da Liga Jugoslava em 1979/80.

Depois de nove temporadas de grande sucesso individual, mas nulo sucesso desportivo, Susic transferiu-se, em 1982, para um então, bastante recente PSG (Apenas foi fundado em 1970), onde rapidamente se transformou num dos jogadores mais influentes.

No clube gaulês esteve outras nove temporadas, alcançou números impressionantes (343 jogos, 85 golos) e, finalmente, abraçou os títulos colectivos, conquistando um campeonato francês (86) e uma Taça de França (83).

Considerado um ilusionista puro, daqueles que cada drible que fazia era um puro toque de magia, Susic era, também, um grande estratega que, com superior visão de jogo, construía as jogadas e marcava os tempos de ataque da sua equipa. Depois, como se não bastasse, era um excelente finalizador, marcando sempre muitos golos ao longo da carreira.

Internacional pela Jugoslávia por 54 ocasiões (21 golos), Susic terminou a sua carreira em 1991/92, ao serviço do Red Star Paris, contudo, aos 36 anos, a magia já era menor e os tempos gloriosos coisa do passado.

Ainda assim, será sempre um dos grandes jogadores de sempre. Um daqueles atletas que, quando-se retirou, teve a certeza que partilhou com todos nós um pouco da magia e um pouco do espectáculo que a todos fascina.


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Václav Kadlec é uma promessa checa

No Sparta de Praga da Gambrinus Liga actua aquele é considerado o maior talento do futebol checo após Tomas Rosicky: Václav Kadlec.

Nascido a 20 de Maio de 1992, foi criado nas escolas do Bohemians de Praga, tendo se transferido, em 2008, para a equipa do Sparta Praga, estreando-se na equipa principal desse colosso checo nesse mesmo ano.

Tendo conseguido o primeiro golo na Liga Checa com apenas 16 anos, Kadlec rapidamente garantiu um lugar na principal equipa do Sparta Praga, mostrando ser um atacante móvel, rápido e com boa capacidade de entendimento com os companheiros. Para além dessas qualidades, há, ainda, que valorizar a sua capacidade de finalização, pois Kadlec já fez 10 golos pela principal equipa do Sparta Praga.

Internacional checo por uma ocasião (defrontou o Liechtenstein e até marcou um golo, trata-se de um talento de 18 anos a procurarem num jogo do Sparta Praga ou, ao invés, num jogo da selecção checa.

 

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Hulk é muitas vezes imparável

Hoje li que Hulk estava a ser ponderado como possibilidade para ser convocado para o particular do Brasil diante da Argentina e, até aqui, tudo estava bem. Afinal, o avançado do FC Porto conta, esta temporada, com 13 golos em 13 jogos, gerando uma média de um golo por jogo. No entanto, depois li o porquê da convocatória e fiquei estupefacto. Citando Mano Menezes: “Tem uma característica diferente dos nossos outros atacantes: força física. Não tem o talento que tem o Coutinho, o Neymar ou até o Nilmar, mas destaca-se na força. Quando pensarmos em alguém assim, ele estará lá…”

Portanto, o seleccionador brasileiro refere-se a Hulk como um poço de força e pouco mais, ponderando apenas a sua convocatória com uma possibilidade de muscular o ataque canarinho perante certo tipo de adversários que o exigem. Ora, esta ideia transparecida por Mano Menezes leva-me a pensar que, ou o seleccionador brasileiro viu apenas um ou dois jogos de Hulk e limita-se a falar quase de cor sobre o avançado portista (apesar de ser grave, trata-se apenas de desleixo) ou, ao invés, viu bastantes jogos do avançado e, simplesmente entende que Hulk não é mais que um jogador forte e poderoso ao estilo do Júlio Baptista (neste caso revela uma incapacidade extrema na análise de um atleta e já é do capítulo da incompetência).

Neste momento, Hulk, é, possivelmente, o jogador brasileiro em crescimento com maior capacidade de atingir o topo e já começou a limar alguns aspectos em que, no passado, pecava como eram a excessiva impetuosidade na abordagem de alguns lances e o mau timing na decisão de passe, drible ou remate. Agora, o internacional canarinho começou a tornar-se um amigo do colectivo portista.

Os golos que tem feito ultimamente, com destaque para o segundo diante do Besiktas e o chapéu ao leiriense Gottardi, demonstram todo o talento de um jogador que tem velocidade, explosão, força, técnica, inteligência e drible, num misto quase impossível de obter num só atleta e que o começa a aproximar dos tempos do Ronaldo (Fenómeno) no Barcelona de Bobby Robson.

Obviamente que o caminho a trilhar por Hulk para chegar ao patamar que atingiu o actual atacante do “Timão” ainda é longo e passível de nunca ser alcançado, porém, neste momento, o atacante do FC Porto está bastante longe (para muito melhor) da ideia do avançado forte que Mano Menezes quis vender.

Hulk é neste momento um talento que vale o bilhete, um jogador que colocou a fanática torcida de um dos maiores clubes de Istambul a bater-lhe palmas em sinal de admiração, um avançado que, por certo, continuará a seguir o seu caminho rumo a ser um dos melhores jogadores do actual contexto futebolístico e, contra isso, não haverão maus juízos de Mano Menezes ou inexplicáveis ausências na convocatória brasileira para o impedir.

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Boudebouz é um número dez moderno

Nos relvados da Ligue 1, actua um dos mais interessantes e promissores médios ofensivos do futebol magrebino, o argelino: Ryad Boudebouz.

Nascido a 19 de Fevereiro de 1990 em Colmar, França, o actual número 10 do Sochaux iniciou a sua carreira nas camadas jovens do Colmar, onde esteve entre 2000 e 2004, saltando, aos 14 anos, para o clube de Montbéliard.

Depois de ter cumprido quatro anos nas camadas jovens do Sochaux, estreou-se na primeira equipa de “Les Lionceaux” a 4 de Outubro de 2008, num jogo do campeonato francês diante do Nice e, desde esse momento, assumiu-se rapidamente como um dos jogadores mais importantes do Sochaux, tendo efectuado 62 jogos e marcado oito golos em jogos da Ligue 1.

Boudebouz é um número 10 dotado de um pé esquerdo de grande talento e é um jogador com excelente visão de jogo e inteligência posicional, sendo capaz de interpretar, no relvado, todas as indicações que o treinador lhe exige. Rápido e possante, trata-se de um jogador muito perigoso quando embala em velocidade, sendo, assim, um jogador muito completo e parecendo talhado para o actual futebol moderno.

Internacional argelino (os seus pais são argelinos) por cinco ocasiões, trata-se de um jogador muito interessante e talentoso, para procurarem ou num jogo da Argélia ou, quiçá, num duelo do Sochaux na Ligue 1.

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Fernando Torres foi decisivo no triunfo dos reds

Um dos destaques do passado fim-de-semana em Inglaterra vai para a vitória do Liverpool. Ainda que, para já, insuficiente para tirar a equipa dos lugares de despromoção, pode ser no entanto um primeiro tónico para a tão desejada recuparação. Coincidência ou não, este triunfo é acompanhado do regresso de Fernando Torres aos golos. O espanhol não marcava há sete jogos e contra o Blackburn conseguiu finalmente fazer o gosto ao pé.

Um dos destaques do passado fim-de-semana em Inglaterra vai para a vitória do Liverpool. Ainda que, para já, insuficiente para tirar a equipa dos lugares de despromoção, pode ser no entanto um primeiro tónico para a tão desejada recuparação. Coincidência ou não, este triunfo é acompanhado do regresso de Fernando Torres aos golos. O espanhol não marcava há sete jogos e contra o Blackburn conseguiu finalmente fazer o gosto ao pé.

Com uma primeira parte invulgarmente dominadora, somente a inspiração de Paul Robinson na baliza dos Rovers manteve o marcador a zero. Três minutos após o reatamento veio o momento que tanto se esperava em Anfield Road, Kyrgiakos na marcação de um canto cabeceia para o fundo da baliza adversária provocando a explosão de alegria em todo o estádio. Desta vez os homens do Liverpool dominaram, mas ainda tinham que sofre um pouco mais. Steven Gerrard com um golo na própria baliza empatou o encontro e só depois, após inumeras tentativas, Torres encontrou o caminho para o golo. Já se respira um pouco melhor em Liverpool.

O outro destaque vai para o jogo grande da jornada, Manchester City contra Arsenal. A expectativa era grande, os citizens estão a fazer um bom campeonato e seguiam isolados em segundo lugar, eram também favoritos nas previsões para o jogo. O Arsenal, que volta a ter algumas oscilações nas suas performances, perseguia os dois da frente mantendo a esperança do título.

O favoritismo do City esbateu-se logo no inicio da partida após a expulão do jovem Dedryck Boyata. No entanto os da casa não esmoreceram e Tevez deu muita trabalho à defesa dos Gunners. O Arsenal acabou por equilibrar a partida e mais tarde desiquilibrar-la para o seu lado. Nasri, Song e Bendtner foram os marcadores com Fabregas pelo meio a falhar uma grande penalidade. Um jogo muito emotivo digno do lugar que estas duas equipas ocupam, agora juntos em segundo com os mesmos pontos.

O outro candidato, que também atravessa uma crise de resultados, o Manchester United visitou o sempre dificil terreno do Stoke City. Com o espectro da novela de Wayne Rooney, apesar de já resolvida e com este ausente a comemorar o seu 25 aniversário, ainda a pairar sobre o clube de Old Trafford assim como ânsia de retomar o caminho das vitórias e as aspirações ao titulo, os homens de Sir Alex Ferguson apareceram um pouco nervosos.

Mas o jovem Hernandez encontra-se neste momento a marcar a diferença na ausência de Rooney. O Stoke dominou durante algum tempo mas sem conseguir incomodar Van der Sar e no contra golpe “El Chicharrito“ abriu o marcador. O Stoke reagiu bem mas sempre sem grande eficácia. As mudanças na equipa trouxeram mais vigor ofensivo e, a menos de 10 minutos do fim,
chegou o empate. Este filme já passou pela equipa de Nani demasiadas vezes nos últimos tempos, mas o endiabrado Hernandez consegiu, 4 minutos depois do empate, repor a vantagem e não mais o United a perdeu. Os de Manchester juntam-se assim ao Arsenal e Manchester City no segundo lugar.

Último destaque para o empate do Tottenham frente ao Everton. Os Spurs que pareciam apostados em se tornarem na quarta melhor equipa inglesa parecem estar a perder essa aposta para o Manchester City, seguem em quinto lugar longe do fulgor da época passada.

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Gomes era uma estrela deste Sporting

O FC Politehnica Timişoara tinha eliminado o Atlético de Madrid na primeira ronda da Taça UEFA (2-0 e 0-1) e, assim, os adeptos e responsáveis leoninos ficaram desconfiados do oponente romeno. Assim sendo, o Sporting, que vinha de uma eliminatória difícil diante dos belgas do Malines (1-0 e 2-2), encarou este compromisso com o Timisoara com o máximo respeito, colocando toda a carne no assador, logo na primeira mão, em Alvalade. Com essa atitude, esperava-se que os verde e brancos resolvessem logo a eliminatória com um triunfo de dois ou três a zero, mas, o que aconteceu nessa partida, foi muito melhor do que os leões alguma vez sonharam.

O Sporting, na primeira eliminatória dessa Taça UEFA 1990/91, defrontou o Malines, cuja estrela, nessa temporada, era o guarda-redes Preud’Homme e venceu por 1-0 em Alvalade (golo de Cadete), num jogo em que o ex-guarda-redes do Benfica defendeu um penalti. Depois, na segunda mão, os leões souberam sofrer em Malines, estando a perder por 1-0 e 2-1, mas conseguindo sempre a igualdade, primeiro por Gomes e depois por Cadete.

Assim sendo, os verde e brancos conseguiram o passaporte para defrontarem o Timisoara, uma equipa romena que tinha se celebrizado na primeira eliminatória por ter eliminado o Atlético de Madrid de Futre. Encarando o jogo com a máxima atenção e respeito, a primeira mão foi um jogo de sonho para os leões, que haveriam de vencer por 7-0, numa magnífica exibição de futebol de ataque, em que os leões viram Cadete fazer um hat-trick, Gomes bisar e, até, Careca e Bozinowski molharem a sopa diante de uma perdida equipa romena.

Graças a esse resultado gordo, a segunda mão foi um mero cumprir de calendário e os leões, curiosamente, até perderam (0-2) no campo da equipa onde jogava Ion Timofte.

Esta época dos verde e brancos na Taça UEFA, haveria de ser lendária, pois, após terem superado o Malines e o P. Timisoara, os leões eliminaram os holandeses do Vitesse (2-0 e 2-1) e os italianos do Bolonha (1-1 e 2-0), apenas parando nas meias-finais, numa eliminatória diante do Inter de Milão (0-0 e 0-2), tristemente célebre pelos falhanços de Oceano na primeira mão e pelos erros defensivos do jogo decisivo, fatais diante de um super Inter que contava com jogadores como Zenga, Brehme, Matthaus e Klinsmann.

Ainda assim, tratou-se de um percurso épico e prestigiante para o Sporting que teve, como momento alto, esta goleada, diante do Timisoara, perante um antigo Estádio de Alvalade cheio e exultante.


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Tote desesperado com mais um falhanço

Recordo-me como se fosse hoje. Num jornal desportivo surgia a notícia de Totti no Benfica e lembro-me como fiquei estupefacto. Na altura, apesar de ainda só ter 23 anos, o atacante transalpino já era internacional por Itália e um dos mais importantes jogadores da equipa da AS Roma. Por certo, todos os adeptos encarnados que viram essa notícia exultaram, mas essa sensação de júbilo durou pouco, porque, no dia seguinte, os jornais já referiam outro atleta, que não era o italiano, mas sim o espanhol Tote, um, na altura, promissor atacante do Real Madrid, que seria emprestado por uma temporada aos encarnados. Talvez também seja bom pensaram, mas cedo perceberam que seria bem pior do que sonhavam…

Jorge López Marco “Tote” nasceu a 23 de Novembro de 1978 em Madrid e passou as camadas jovens entre o Atlético de Madrid (1992/93) e o Real Madrid, onde cedo se tornou numa das promessas da equipa merengue.

Depois de ter passado pelas equipas C e B do Real Madrid, os responsáveis da equipa madrilena entenderam que seria boa ideia emprestá-lo a um clube primo-divisionário para que o avançado espanhol pudesse continuar a sua evolução. Surpreendentemente, foi o Benfica a chegar-se à frente e a assegurar o empréstimo de Tote.

Estávamos em plena época de 1999/00 e o Benfica vinha de uma temporada fraca, onde não tinha passado da terceira posição e acreditava, agora, que Tote podia ser uma excelente opção de ataque para fazer dupla com Nuno Gomes.

Contudo, com o desenrolar da temporada, percebeu-se que Tote não era jogador para fazer a diferença (pelo menos para melhor) e rapidamente foi caindo nas opções do treinador. Muito trapalhão e com um faro de golo que fazia Hélder Postiga ser um clone do Gerd Müller, o avançado espanhol foi um desastre durante toda a época, ficando na retina um Benfica-Dínamo Bucareste (0-1), na Luz, em que Tote, sozinho, falhou dois ou três golos feitos, impedindo a vitória dos encarnados.

Assim sendo, foi sem surpresa que, no final da temporada 1999/00, devolveram Tote a proveniência e, assim, o pobre atacante espanhol esteve uma época a passear por entre as bancadas do Bernabéu, até que, em 2001/02, voltou a ser emprestado, desta vez ao Valladolid, onde fez uma época interessante (36 jogos, 7 golos)

Devido à boa temporada no Valladolid, voltou a integrar a equipa principal do Real Madrid, mas, mais uma vez, o sucesso do atacante espanhol foi o mesmo (nulo). No entanto, desta feita, o Real Madrid já não alinhou em empréstimos e vendeu-o ao Betis que, surpreendentemente, o acolheu de braços abertos.

Em Sevilha esteve entre 2003 e 2005, fazendo 17 jogos e apenas dois golos, levando os responsáveis béticos a perceberem que, realmente, não tinha sido boa ideia a sua contratação e a emprestá-lo, em Janeiro de 2005, ao Málaga, onde Tote, mais uma vez, demonstrou todo o seu faro de golo (zero tentos em nove jogos).

De insucesso em insucesso, o atacante castelhano não desistia e, em 2005/06 transferiu-se para o Valladolid, que voltou a aguentá-lo como titular a época inteira, mas sem receber grande produtividade de Tote (3 golos em 30 jogos).

Cansado de andar de um lado para o outro, Tote decidiu que, desta vez, iria encontrar um clube que o acolhesse para a vida e, assim, surgiu o Hércules, onde permanece até hoje. No clube de Alicante, tem sido sempre titular e já contabiliza 140 jogos. Os golos, esses, é que continuam a ser poucos, pois apenas concretizou 27 golos desde que chegou ao Hércules.

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