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Archive for Novembro, 2010

Tomas Skuhravy com a camisola do Génova

No inverno de 1995, chegava ao Sporting um goleador checo de 30 anos, que havia brilhado com as camisolas de clubes como o Sparta Praga e Génova e, também, com a camisola das selecções da Checoslováquia e da República Checa. Rapidamente se pensou que pudesse ser a resolução para os problemas ofensivos dos verde-e-brancos, mas, na verdade, Tomáš Skuhravý limitou-se a arrastar-se no Sporting durante meia época, deixando os leões no final da época 1995/96 e o próprio futebol pouco depois disso. Se para alguns jogadores, os 30 anos podem ser o auge de uma carreira, para Skuhravý foram o princípio de um abrupto fim.

Tomáš Skuhravý nasceu a 7 de Setembro de 1965 em Přerov nad Labem na província da Boémia, actual integrante da República Checa, que na altura, fazia parte da Checoslováquia.

O avançado começou a jogar futebol aos seis anos num pequeno clube da sua cidade natal: Sokol Přerov nad Labem, permanecendo lá até 1980, quando acabou contratado pelo Sparta Praga.

No gigante da capital checa, estreou-se na equipa principal na temporada 1982/83, permanecendo lá por duas temporadas. Muito jovem, apenas fez quatro golos em duas temporadas, acabando por, naturalmente, ser emprestado a outro clube, neste caso o RH Cheb, para poder crescer como futebolista e poder reaparecer mais forte no Sparta Praga.

Na verdade, assim foi, pois Skuhravý fez duas temporadas de grande qualidade no Cheb, fazendo 17 golos em 58 jogos, percebendo-se que o avançado estava preparado para regressar ao gigante de Praga.

Entre 1986 e 1990, Skuhravy foi sempre campeão pelo Sparta Praga, conquistando, assim, quatro campeonatos seguidos, além de duas taças da Checoslováquia (1988 e 1989). Durante esse período, o avançado mostrou ser um goleador temível, apontando 55 golos em 113 jogos, numa média de quase um golo a cada dois jogos.

Esses números chamaram à atenção do Génova e, assim, em 1990, o ponta de lança checo viajou até aquele que era o melhor campeonato europeu da altura: a Série A.

No clube genovês, o sucesso colectivo não foi grande, pois o ponta de lança não conquistou qualquer título pelo Génova, contudo, individualmente, Skuhravý voltou a brilhar, marcando 59 golos em 164 jogos e sagrando-se o melhor marcador de sempre do clube italiano em jogos da Série A.

No entanto, já era um jogador claramente fora de forma e longe dos melhores tempos, aquele Skuhravý que, no inverno de 1995, se transferiu para o Sporting após um mau início de temporada no Génova.

Assim sendo, o percurso do avançado em Alvalade esteve longe de deslumbrar, com o jogador a fazer apenas quatro jogos e sem conseguir marcar nenhum golo pelos leões. Na altura, tinha apenas 30 anos, todavia, foi a prova viva que a idade ideal para o final de carreira de um jogador varia muito de atleta para atleta, pois aquele Skuhravý estava, claramente, acabado para o desporto rei. Lento, inoperante e sem qualquer pulmão, foi um dos maiores flops do Sporting.

Em Lisboa, o momento que mais pessoas recordam, foi quando, num jogo diante do Desportivo de Chaves, faltou a Luz no Municipal de Chaves numa altura em que o atacante tinha tudo para facturar.

Na temporada seguinte, ainda tentou continuar a carreira no Viktoria Žižkov, mas rapidamente percebeu que o melhor era retirar-se definitivamente do futebol.

Neste momento, o antigo ponta de lança vive em Génova, onde tem várias casas nocturnas e é comentador desportivo para uma televisão local.

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André Grou (de azul) na Selecção de Coimbra

Na equipa de juniores da Naval 1º Maio, actua um avançado rápido, de boa técnica, muito batalhador e móvel que merece toda a nossa atenção: André Grou.

Nascido a 22 de Janeiro de 1992, André Pinto Grou é um jogador de grande talento e que tem chamado à atenção nas camadas jovens da Naval. Normalmente usado na frente de ataque, não é, ainda assim, um ponta de lança daqueles fixos e posicionais que fica estático e à espera do esférico.

Ao invés, trata-se de um atacante incansável e com enorme mobilidade, que percorre toda a frente de ataque da equipa da Figueira da Foz sempre de forma incisiva e criteriosa, moendo a cabeça aos defesas contrários e procurando, constantemente, uma brecha no reduto defensivo para finalizar de forma fria e decisiva.

Depois, combinando bem com os outros dois avançados da Naval (Ricardo e Tiago Romeira), ajuda a formar um tridente de grande qualidade que tem sido uma das grandes revelações do Nacional de Juniores.

Aos 18 anos e já com internacionalizações pelas selecções jovens de Portugal, trata-se de um jogador que devem seguir, com atenção, num dos próximos jogos dos juniores da Naval. Observei André Grou diante de Benfica e Sporting e tenho a certeza que tem todas as condições para vingar no futebol sénior.

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Matheus foi decisivo na vitória bracarense

Em Telavive, o Benfica fez um dos piores jogos da temporada e acabou vergado a uma pesada derrota (0-3) diante de um Hapoel que estava, perfeitamente, ao seu alcance. Falhando bastantes oportunidades e assistindo a uma eficácia a toda a prova da equipa israelita, o Benfica ficou, assim, afastado da Liga dos Campeões, podendo, inclusivamente, ficar fora da Liga Europa, caso não vença o Schalke 04 na última jornada e o Hapoel Telavive triunfe em Lyon. Combinação pouco provável, mas possível. Por outro lado, o Braga conseguiu um grande resultado, vencendo o Arsenal, em casa, por 2-0. Ainda assim, apesar de ainda não estar fora da 2ª fase da Liga dos Campeões, terá, para se apurar, de vencer o Shakhtar por mais de três golos de diferença ou, em caso de o Arsenal não vencer, em casa, o Partizan, simplesmente vencer fora os ucranianos.

Sp. Braga 2-0 Arsenal

Durante grande parte do desafio e ao contrário do que o resultado possa fazer crer, a equipa bracarense não fez um grande jogo. Precipitada e nervosa, a equipa arsenalista não conseguia criar situações de perigo para a baliza londrina, beneficiando, inclusivamente, de boas intervenções de Felipe para manter o nulo.

De forma conservadora e beneficiando, também, da falta de alma do Arsenal, a equipa bracarense foi deixando o tempo passar e o nulo eternizar-se, esperando, provavelmente, um erro dos londrinos para procurarem a sua sorte.

Na verdade, foi exactamente isso que aconteceu, com a equipa bracarense a ver Elton a fazer um passe magistral para Matheus, que galgou muitos metros e acabou por bater Fabianski com um remate de belo efeito. Estávamos no minuto 83 e o sonho bracarense ficava bem mais perto.

A partir daqui, o Arsenal ainda procurou o empate, mais com o coração do que com a cabeça, mas o que conseguiu foi sofrer novo golo, novamente por Matheus, já nos descontos, que carimbou o resultado final em 2-0 para os bracarenses.

Ainda assim, apesar do triunfo histórico, só um milagre colocará os minhotos na segunda fase da “Champions”. Ainda assim, enquanto for possível, os bracarenses têm o direito a sonhar.

Hapoel Telavive 3-0 Benfica

Podia começar por dizer que o resultado é extremamente exagerado e até injusto para o que fizeram Benfica e Hapoel, ainda assim, importa dizer uma série de coisas. Este Benfica é, neste momento, uma equipa descrente, muitas vezes amorfa e que se coloca, dessa forma, a jeito para sofrer dissabores.

Em Israel, o Benfica até não começou mal, empurrando a equipa israelita para o seu último terço, ganhando bastantes cantos e tendo algumas oportunidades para abrir o activo.

No entanto, aos 24 minutos, contra a corrente do jogo, Era Zahavi fez o 1-0 na sequência de um livre e os encarnados acusaram imenso o golo sofrido.

A partir daí, a equipa encarnada, apesar de ter dominado territorialmente a partida e de ter conquistado inúmeros cantos, foi incapaz de reagir convenientemente à desvantagem. Ainda assim, mesmo aos repelões, ainda teve algumas oportunidades para marcar, mas principalmente Alan Kardec esteve desastrado.

Assim sendo, o Hapoel foi mantendo a vantagem e, com grande eficácia, foi mesmo capaz de a ampliar com tentos de Douglas da Silva (75′) e novamente Era Zahavi (90′) para uma vitória muito folgada da equipa de Telavive.

Com este desaire, o Benfica passou de poder chegar à segunda fase da “Champions” para correr o risco de nem sequer chegar à Liga Europa.

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Timofte era uma estrela desse FC Porto

Disputava-se a quinta jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões 1993/94 e o FC Porto, após duas vitórias e duas derrotas, sabia que precisava de um resultado positivo para continuar a sonhar com as semi-finais da competição mais importante do futebol europeu. O jogo era extremamente difícil, pois os portistas defrontavam o campeão alemão em título, todavia, o facto de o terem vencido, em casa, por 3-2, dava confiança à equipa azul e branca de, pelo menos, alcançar um empate em Bremen. No entanto, se uma igualdade já deixaria os portistas satisfeitos, o que aconteceu na Alemanha foi muito melhor do que os melhores sonhos do FC Porto. Numa exibição segura, sublime e magistral, os dragões cilindraram o Werder Bremen por cinco bolas a zero, escrevendo, por certo, uma das páginas mais bonitas do FC Porto.

Naquela altura, antes de se chegar à fase de grupos (só com campeões e com apenas oito equipas), as equipas tinham de disputar duas eliminatórias e, assim, o FC Porto teve, como adversários, os malteses do Floriana (1ª eliminatória), que afastou com vitória caseira por 2-0 e empate fora (0-0) e os holandeses do Feyenoord (2ª eliminatória), que afastou com vitória nas Antas (1-0) e nulo na banheira de Roterdão.

Chegados à fase de grupos, os dragões iniciaram a prova da melhor maneira, vencendo, em casa, o Werder Bremen (3-2). No entanto, depois perderam gás, sendo derrotados em San Siro, diante do Milan (0-3) e em Bruxelas, diante do Anderlecht (0-1), este último com o golo do desaire a surgir apenas a dois minutos do fim pelo inevitável Luc Nilis.

Assim sendo, a equipa portuguesa estava sobre enorme pressão no início da segunda volta, sendo obrigada a, pelo menos, conquistar sete pontos para estar segura da qualificação. Na quarta jornada, tudo começou bem, pois o FC Porto recebeu e venceu o Anderlecht por 2-0, seguindo-se, assim, a difícil e decisiva deslocação a Bremen.

Na Alemanha, para a quinta jornada, o FC Porto fez, provavelmente, a melhor exibição da época. Com um futebol rápido e envolvente e uma eficácia impressionante, os golos foram-se sucedendo na baliza de Oliver Reck, que mal podia acreditar no que lhe estava a acontecer.

Rui Filipe, Kostadinov, Timofte, Domingos e Secretário fizeram os golos de uma goleada impressionante por cinco bolas a zero e que colocava o FC Porto com possibilidades, inclusivamente, de vencer o grupo e evitar o Barcelona nas meias-finais.

Infelizmente para os portistas, no último jogo, não foram capazes de superar o Milan (0-0) e, assim, teriam de jogar as semi-finais com o Barcelona e com uma agravante. Na altura, as meias-finais eram a apenas uma mão, na casa do vencedor do grupo. Assim sendo, o FC Porto disputava o acesso à final, diante do super-Barça e em Nou Camp.

Nesse jogo, dois golos de Stoichkov e um grande golo de Koeman destruiram o sonho portista, contudo, não apagaram a memorável noite de Bremen, onde o FC Porto, uma vez mais, havia mostrado que se havia tornado um grande clube europeu.

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Parshivlyuk é um lateral ofensivo

Nos frios relvados russos, actua um defesa-direito de grande talento que defende com critério e ataca de forma incisiva e decidida, jogando sempre a alta velocidade: Sergei Parshivlyuk.

Nascido a 18 de Março de 1989, Parshivlyuk foi criado nas escolas do Spartak Moscovo, clube que, na verdade, represente até aos dias de hoje. Apesar de ter começado a carreira como avançado, foi recuando no terreno com o passar dos anos, passando primeiro para ala-direito e, depois, assumindo-se definitivamente como lateral-direito.

Defesa de perfil bastante ofensivo, é um jogador de grande pulmão, sendo capaz de estar sempre a um ritmo extremamente elevado durante os noventa minutos do desafio. Apesar de defender bem e com critério, Parshivlyuk dá mais nas vistas no processo ofensivo, subindo muito bem pelo flanco e criando situações de desequilíbrio para os últimos redutos dos adversários.

Neste momento, apesar de ter apenas 21 anos, já é internacional russo e já fez mais de 60 jogos pela equipa principal do Spartak Moscovo, sendo, assim, um jogador para procurarem com atenção num jogo do Spartak na Liga dos Campeões/Liga Europa, ou, quiçá, num desafio da selecção russa na corrida ao Euro 2012.

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Defoe foi decisivo na reviravolta dos spurs

Com apenas seis pontos a separar as 6 primeiras equipas, o campeonato está ao rubro. No entanto isto deve-se mais ao demérito dos habituais candidatos que à competitividade da liga. Todas os favoritos esta época têm perdido, pode-se mesmo dizer com uma certa frequência, com equipas notoriamente inferiores. As casas de apostas é que beneficiam.

Comecemos pelo Arsenal, que perdeu com o Tottenham. Ora o Tottenham não se insere no grupo das equipas “notóriamente inferiores“, mas depois de estar a ganhar por 2-0 em casa e deixar que o adversário dê a volta, quando a vitória significaria o primeiro lugar, não é normal. Uma entrada de rompante por parte dos gunners valeu-lhes 2 golos em 30 minutos e os spurs, meios surpreendidos e totalmente subjugados. Na segunda parte, com a entrada do recuperado Jermaine Dafoe, tudo se inverteu. A produção ofensiva do Tottenham aumentou e a sorte também e com 3 golos sem resposta venceram em casa do Arsenal pela primeira vez em 17 anos.

Ancelotti parece estar a colecionar recordes negativos esta época da mesma forma que colecionou positivos na época passada. Há mais de 4 anos que o Chelsea não perdia dois jogos seguidos, todavia, com a derrota em Birmingham no passado fim-de-semana e a derrota caseira no anterior frente ao Sunderland, isso voltou a acontecer. Para piorar a situação, perdeu com equipas “notóriamente inferiores“. Pela positiva, esta última derrota foi injusta e só um Ben Folster inspirado e a defender tudo, em conjunto com muito azar causaram tal derrota. Já se começa a falar de o lugar de Ancelotti estar em perigo, afinal isto do futebol viver exclusivamente de resultados pode ser bastante ingrato.  No final, a derrota do Chelsea por 1-0 fez com que o Manchester o apanhasse. Os dois clubes partilham agora o primeiro lugar com os mesmos pontos.

Manchester United, Manchester City e Liverpool obteram três vitórias naturais e fáceis. Manchester United em casa contra o Wigan venceu e bem por 2-0. Dois destaques neste jogo: primeiro, para o regresso de Rooney. Depois da saga que começou com um amuo, passou por uma ameaça e acabou com uma renovação de contracto fazendo dele o jogador mais bem pago do mundo. Será que ele merece? Segundo destaque e este de grande importância, o United alcançou o Chelsea no primeiro posto passando tambem o Arsenal. De certeza que será um bom tónico para os tempos que se seguem.

Com Mancini e a sua equipa em altos e baixos de forma, esta vitória frente à equipa do antecessor do italiano era, por si só, embora ninguém o admitisse, um duelo particular. A jogar fora contra uma equipa tradicionalmente dificil, a vitória acabou por chegar naturalmente. Começaram cedo os citizens com um golo por Tevez logo aos 6 minutos e so terminaram aos 56 com o quarto. Depois relaxaram e permitiram ao Fulham o seu tento de honra. 1-4 foi o resultado final.

Do Liverpool o que dizer? Depois do pior começo de época em varias dezenas de anos, lá vão devagar mas com segurança, recuperando na tabela. O West Ham, que se encontra em último lugar, era a equipa ideal para testar este Liverpool sem Steven Gerrard. O capitão dos reds vai estar afastado dos relvados por um mês. Sabem quem preencheu o lugar? E razoalvelmente bem? Nem mais nem menos que Raúl Meireles, jogou finalmente na posição que mais gosta, ao centro. Uma primeira parte demolidora elevou o resultado a 3-0 com a uma segunda parte demasiado relaxada que deixou tudo igual à primeira. Quando já se faziam apostas em que o Liverpool ia descer de divisão esta época, eis que já se encontram a apenas 9 pontos dos primeiros. Não está nada mau, embora ainda aquém das ambições de um clube da sua grandeza.

Por último o destaque para a equipa sensação este ano, o Bolton. Recebeu e venceu facilmente o Newcastle, que tem vindo a fazer uma boa época tendo em conta que na temporada passada militava no escalão inferior. 5-1 é um resultado que fala por si. O Bolton está, para já, muito seguro nos lugares da Europa, em quinto lugar, e apenas a 6 pontos dos dois primeiros.

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Matavž é um goleador nato

Na Eredivisie, mais concretamente no FC Groningen, actua um ponta de lança esloveno com uma capacidade finalizadora muito acima da média: Tim Matavž.

Nascido a 13 de Janeiro de 1989, iniciou a sua carreira, com apenas seis anos no Bilje do seu país natal, passando, em 2004, para o bem mais conhecido clube esloveno do Gorica.

No Gorica, iniciou-se no futebol profissional na época 2006/07 e, apesar de só ter 17 anos, deu logo nas vistas, pois foi titularíssimo durante toda a temporada, terminando a campanha com 30 jogos e 11 golos apontados.

No defeso seguinte, transferiu-se para a Holanda e para o FC Groningen, onde se mantém até hoje, tirando meia época de interregno, em 2008/09, quando esteve emprestado ao Emmen (15 jogos, 5 golos).

No clube de Groningen, o avançado esloveno tem mostrado todas as suas qualidades de avançado matador, sendo um autêntico perigo dentro da área, pois parece estar sempre no sítio certo para facturar seja com o pé ou com a cabeça. Não sendo um ponta de lança muito rápido, é bom tecnicamente e sabe tabelar com os colegas, sendo um jogador ideal para ser o avançado fixo num esquema 4-3-3 ou para jogar ao lado de um atacante mais móvel em qualquer variante do 4-4-2.

Internacional esloveno por seis ocasiões (três golos) e com apenas 21 anos, é, em potência, um ponta de lança de classe mundial para descobrirem num jogo da Eslovénia ou, quiçá, num duelo do FC Groningen na Liga Holandesa.

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Domingos da Guia revolucionou a posição de defesa-central

Chamavam-lhe o “divino mestre” e, na verdade, foi um jogador revolucionário, pois numa altura em que os defesas-centrais eram sinónimo de agressividade e pontapé para a frente, Domingos da Guia era um defesa-central de fino recorte técnico, que sabia ter a bola no pé e subir no terreno com ela bem redondinha. Com grande capacidade de drible e excelente visão de jogo, o defesa-central brasileiro conseguia ser o primeiro elemento ofensivo das suas equipas, driblando adversários e mostrando uma habilidade inexistente, até aí, num jogador dessa posição. Nos dias de hoje, há mesmo quem diga que foi o melhor “zagueiro” brasileiro do Século XX.

Nascido a 19 de Novembro de 1912, Domingos da Guia iniciou a sua carreira em 1929, ao serviço dos cariocas do Bangu, onde permaneceu por três anos. Depois, haveria de representar clubes de três países diferentes e onde, curiosamente, ganhou títulos em todos: Nacional (campeão uruguaio em 1933), Vasco da Gama (campeão carioca em 1934) e Boca Juniors (campeão argentino em 1935).

Em 1936, haveria de transferir-se para o clube onde teve mais impacto na sua carreira, o Flamengo. Nessa equipa carioca, esteve por sete temporadas, fazendo mais de 200 jogos e conquistando o campeonato carioca em 1939, 1942 e 1943.

Antes do final da sua carreira, ainda esteve nos paulistas do Corinthians (1943-1947) e, em 1948, regressou ao Bangu, onde terminou a sua carreira de futebolista um ano mais tarde.

Internacional brasileiro por 30 ocasiões, foi considerado o melhor defesa do Mundial de 38, onde mostrou ao mundo toda a sua técnica, velocidade e habilidade, provando que um defesa-central não tem de ser só um jogador para dar pancada, mas, também, o primeiro elemento do processo ofensivo de uma equipa.

O legado dessa mudança de paradigma no futebol pertence a este magnífico defesa chamado Domingos da Guia, mas eternizado como o “divino mestre”.

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Um clube germânico que morava nas margens do Mar Báltico, poderia estar, neste momento, a fazer cento e dez anos, caso Adolf Hitler não decidisse tentar conquistar o mundo e a Alemanha acabar por, ao invés de aumentar de tamanho, perder todos os seus territórios a leste da linha do Oder-Neisse. Assim sendo, graças aos desejos expansionistas do Führer, o VFB Königsberg extinguiu-se no mesmo ano em que terminou a segunda guerra mundial e, como tal, caiu no esquecimento da maioria dos amantes do desporto rei que, certamente, desconhecem que na actual Kalinigrado, existiu, em tempos, um importante clube alemão.

Fundação e primeiros anos do VFB Königsberg

Criado a 7 de Julho de 1900 como Fußball-Club Königsberg, o clube germânico assumiu a denominação existente na data da sua extinção (VFB Königsberg) em 1907.

Entre 1907 e 1932, o clube dominou o campeonato regional local, vencendo onze campeonatos e chegando aos playoffs nacionais por várias ocasiões. A mais emblemática dessas incursões foi em 1923, quando o VFB Königsberg apenas foi eliminado nas meias-finais pelo Hamburgo (2-3), equipa que, nesse ano, havia de se sagrar campeã nacional.

A vida após a reorganização competitiva do Terceiro Reich

Em 1933, a Alemanha, sob o domínio do Terceiro Reich, dividiu o seu panorama competitivo em dezasseis ligas regionais e o VFB Königsberg ficou na Gauliga da Prússia Leste. Apesar de ter tido sempre equipas fortes, o clube do Báltico apenas conquistou a Gauliga da Prússia Leste pela primeira vez em 1940, ainda que, após esse primeiro título, tenha conquistado todos os campeonatos até à extinção desse campeonato regional e do próprio clube de Königsberg.

No período do Terceiro Reich, o clube participou algumas vezes no playoff nacional, mas o melhor que conseguiu alcançar foi chegar aos quartos de final em 1942, acabando eliminado pelo Blau Weiß 90 Berlin (1-2).

Na Taça da Alemanha, o VFB Königsberg também participou algumas vezes, sendo que a melhor participação terminou de forma arrasadora, pois o clube do Báltico, em 1940, apesar de ter chegado aos quartos de final, acabou derrotado pelo Dresdner SC por oito bolas a zero.

O final da Segunda Guerra Mundial resultou na extinção do VFB Königsberg

Em 1945, com o final da Segunda Guerra Mundial e com anexação de Königsberg pela União Soviética (agora chama-se Kalinigrado e faz parte da Federação Russa), o clube germânico acabou por extinguir-se e, neste momento, não passa de uma memória distante do futebol alemão.

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Binya com um estilo pouco ortodoxo

Independentemente de todas as possíveis causas, existem coisas no desporto-rei que, por mais que nos esforcemos e por mais que procuremos o porquê, jamais vamos compreender as razões que estão por trás deste ou daquele acontecimento. Olhamos para o céu e sejamos benfiquistas, portistas, sportinguistas ou de qualquer outro clube nunca perceberemos porque se vai ao estrangeiro buscar alguns atletas, muitos deles caros, outros nem tanto, mas que, na verdade, não são melhores do que muitos portugueses perdidos nos escalões inferiores do nosso futebol. Um bom exemplo é o trinco camaronês Gilles Binya.

Nascido a 29 de Agosto de 1984, Gilles Augustin Binya iniciou a sua carreira no Nassara Yaoundé, dos Camarões. No seu país natal, actuou ainda no Constellacio, Cotonsport e Tonnerre Yaoundé, antes de emigrar para a Argélia em 2004, para ir jogar no MC Oran.

No clube argelino, despontou por ser um médio-centro raçudo, batalhador e de grande agressividade (positiva e negativa) sobre o terreno de jogo. Bastante útil para o MC Oran durante cerca de três temporadas, não deixou, ainda assim, de surpreender o mundo do futebol (pelo menos o português e o argelino), a contratação de Binya pelo Benfica para a temporada 2007/08.

Na época 2007/08, ainda fez bastantes jogos (24, para ser mais exacto), beneficiando das lesões do habitual titular na posição de trinco (Petit), mas acabou por ficar mais conhecido pela sua excessiva agressividade, do que pela qualidade do seu futebol. Num jogo da Liga dos Campeões, diante do Celtic, ficou célebre uma entrada sobre Scott Brown que só não lesionou gravemente o escocês por pura sorte e que valeu um vermelho directo ao camaronês.

Se, na primeira temporada com as águias, Binya ainda foi opção por diversas vezes, a utilização do camaronês na época seguinte foi residual, com o médio a apenas fazer onze jogos durante toda a temporada.

Assim sendo, foi sem surpresa que, no defeso de 2009/10, Gilles Binya acabou emprestado ao Neuchatel Xamax da Suíça, um clube e um campeonato mais consentâneo com a “qualidade” do médio-centro. Em terras helvéticas, Binya tem conseguido ser opção e as exibições que fez durante a temporada 2009/10, fizeram mesmo com que o Xamax o adquirisse em definitivo esta temporada.

Essa aquisição, gerou alívio nos responsáveis encarnados, mas terror em todos os jogadores que, jornada após jornada, o encontram, pela frente, em jogos da Superliga Suíça.

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