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Archive for Novembro, 2010

Domingos da Guia revolucionou a posição de defesa-central

Chamavam-lhe o “divino mestre” e, na verdade, foi um jogador revolucionário, pois numa altura em que os defesas-centrais eram sinónimo de agressividade e pontapé para a frente, Domingos da Guia era um defesa-central de fino recorte técnico, que sabia ter a bola no pé e subir no terreno com ela bem redondinha. Com grande capacidade de drible e excelente visão de jogo, o defesa-central brasileiro conseguia ser o primeiro elemento ofensivo das suas equipas, driblando adversários e mostrando uma habilidade inexistente, até aí, num jogador dessa posição. Nos dias de hoje, há mesmo quem diga que foi o melhor “zagueiro” brasileiro do Século XX.

Nascido a 19 de Novembro de 1912, Domingos da Guia iniciou a sua carreira em 1929, ao serviço dos cariocas do Bangu, onde permaneceu por três anos. Depois, haveria de representar clubes de três países diferentes e onde, curiosamente, ganhou títulos em todos: Nacional (campeão uruguaio em 1933), Vasco da Gama (campeão carioca em 1934) e Boca Juniors (campeão argentino em 1935).

Em 1936, haveria de transferir-se para o clube onde teve mais impacto na sua carreira, o Flamengo. Nessa equipa carioca, esteve por sete temporadas, fazendo mais de 200 jogos e conquistando o campeonato carioca em 1939, 1942 e 1943.

Antes do final da sua carreira, ainda esteve nos paulistas do Corinthians (1943-1947) e, em 1948, regressou ao Bangu, onde terminou a sua carreira de futebolista um ano mais tarde.

Internacional brasileiro por 30 ocasiões, foi considerado o melhor defesa do Mundial de 38, onde mostrou ao mundo toda a sua técnica, velocidade e habilidade, provando que um defesa-central não tem de ser só um jogador para dar pancada, mas, também, o primeiro elemento do processo ofensivo de uma equipa.

O legado dessa mudança de paradigma no futebol pertence a este magnífico defesa chamado Domingos da Guia, mas eternizado como o “divino mestre”.

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Um clube germânico que morava nas margens do Mar Báltico, poderia estar, neste momento, a fazer cento e dez anos, caso Adolf Hitler não decidisse tentar conquistar o mundo e a Alemanha acabar por, ao invés de aumentar de tamanho, perder todos os seus territórios a leste da linha do Oder-Neisse. Assim sendo, graças aos desejos expansionistas do Führer, o VFB Königsberg extinguiu-se no mesmo ano em que terminou a segunda guerra mundial e, como tal, caiu no esquecimento da maioria dos amantes do desporto rei que, certamente, desconhecem que na actual Kalinigrado, existiu, em tempos, um importante clube alemão.

Fundação e primeiros anos do VFB Königsberg

Criado a 7 de Julho de 1900 como Fußball-Club Königsberg, o clube germânico assumiu a denominação existente na data da sua extinção (VFB Königsberg) em 1907.

Entre 1907 e 1932, o clube dominou o campeonato regional local, vencendo onze campeonatos e chegando aos playoffs nacionais por várias ocasiões. A mais emblemática dessas incursões foi em 1923, quando o VFB Königsberg apenas foi eliminado nas meias-finais pelo Hamburgo (2-3), equipa que, nesse ano, havia de se sagrar campeã nacional.

A vida após a reorganização competitiva do Terceiro Reich

Em 1933, a Alemanha, sob o domínio do Terceiro Reich, dividiu o seu panorama competitivo em dezasseis ligas regionais e o VFB Königsberg ficou na Gauliga da Prússia Leste. Apesar de ter tido sempre equipas fortes, o clube do Báltico apenas conquistou a Gauliga da Prússia Leste pela primeira vez em 1940, ainda que, após esse primeiro título, tenha conquistado todos os campeonatos até à extinção desse campeonato regional e do próprio clube de Königsberg.

No período do Terceiro Reich, o clube participou algumas vezes no playoff nacional, mas o melhor que conseguiu alcançar foi chegar aos quartos de final em 1942, acabando eliminado pelo Blau Weiß 90 Berlin (1-2).

Na Taça da Alemanha, o VFB Königsberg também participou algumas vezes, sendo que a melhor participação terminou de forma arrasadora, pois o clube do Báltico, em 1940, apesar de ter chegado aos quartos de final, acabou derrotado pelo Dresdner SC por oito bolas a zero.

O final da Segunda Guerra Mundial resultou na extinção do VFB Königsberg

Em 1945, com o final da Segunda Guerra Mundial e com anexação de Königsberg pela União Soviética (agora chama-se Kalinigrado e faz parte da Federação Russa), o clube germânico acabou por extinguir-se e, neste momento, não passa de uma memória distante do futebol alemão.

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Binya com um estilo pouco ortodoxo

Independentemente de todas as possíveis causas, existem coisas no desporto-rei que, por mais que nos esforcemos e por mais que procuremos o porquê, jamais vamos compreender as razões que estão por trás deste ou daquele acontecimento. Olhamos para o céu e sejamos benfiquistas, portistas, sportinguistas ou de qualquer outro clube nunca perceberemos porque se vai ao estrangeiro buscar alguns atletas, muitos deles caros, outros nem tanto, mas que, na verdade, não são melhores do que muitos portugueses perdidos nos escalões inferiores do nosso futebol. Um bom exemplo é o trinco camaronês Gilles Binya.

Nascido a 29 de Agosto de 1984, Gilles Augustin Binya iniciou a sua carreira no Nassara Yaoundé, dos Camarões. No seu país natal, actuou ainda no Constellacio, Cotonsport e Tonnerre Yaoundé, antes de emigrar para a Argélia em 2004, para ir jogar no MC Oran.

No clube argelino, despontou por ser um médio-centro raçudo, batalhador e de grande agressividade (positiva e negativa) sobre o terreno de jogo. Bastante útil para o MC Oran durante cerca de três temporadas, não deixou, ainda assim, de surpreender o mundo do futebol (pelo menos o português e o argelino), a contratação de Binya pelo Benfica para a temporada 2007/08.

Na época 2007/08, ainda fez bastantes jogos (24, para ser mais exacto), beneficiando das lesões do habitual titular na posição de trinco (Petit), mas acabou por ficar mais conhecido pela sua excessiva agressividade, do que pela qualidade do seu futebol. Num jogo da Liga dos Campeões, diante do Celtic, ficou célebre uma entrada sobre Scott Brown que só não lesionou gravemente o escocês por pura sorte e que valeu um vermelho directo ao camaronês.

Se, na primeira temporada com as águias, Binya ainda foi opção por diversas vezes, a utilização do camaronês na época seguinte foi residual, com o médio a apenas fazer onze jogos durante toda a temporada.

Assim sendo, foi sem surpresa que, no defeso de 2009/10, Gilles Binya acabou emprestado ao Neuchatel Xamax da Suíça, um clube e um campeonato mais consentâneo com a “qualidade” do médio-centro. Em terras helvéticas, Binya tem conseguido ser opção e as exibições que fez durante a temporada 2009/10, fizeram mesmo com que o Xamax o adquirisse em definitivo esta temporada.

Essa aquisição, gerou alívio nos responsáveis encarnados, mas terror em todos os jogadores que, jornada após jornada, o encontram, pela frente, em jogos da Superliga Suíça.

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Pedro Almeida a jogar por Portugal

Na equipa de juniores do Sport Lisboa e Benfica, actua um lateral-direito rápido, incisivo e raçudo, que, certamente, se transformará num dos bons valores portugueses para a posição: Pedro Almeida.

Nascido a 5 de Abril de 1993, Pedro Miguel Baltazar Almeida encontra-se nas águias desde os oito anos, jamais conhecendo outro clube na sua ainda curta carreira.

Apesar de ter começado a jogar como defesa-central, é como lateral-direito que o atleta do Benfica demonstra todo o seu potencial. Rápido, com grande pulmão, técnica apreciável e excelente posicionamento táctico, defende muito bem e é bastante perigoso nas subidas pelo flanco, sendo, claramente, um exemplo do “lateral moderno”.

Com apenas 17 anos e já opção para a selecção nacional sub-19, trata-se de um jogador que interessa descobrirem seja a jogar pelos juniores do Benfica ou, ao invés, numa das selecções jovens de Portugal.

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Silviu Ilie é um esquerdino de qualidade

Na Liga Romena, mais concretamente no Otelul Galati, actua um defesa/ala-esquerdo de grande qualidade e que podia, facilmente, suprimir as habituais dificuldades dos clubes portugueses com jogadores esquerdinos: Silviu Ilie.

Nascido a 27 de Junho de 1988, o polivalente jogador romeno encontra-se no Otelul em 2005, ainda que, durante grande parte da temporada 2005/06 e durante a totalidade da época 2006/07, tenha estado emprestado ao modesto Dunarea Galati, pelo qual fez 41 jogos.

No seu percurso no Otelul, iniciado, assim, há cinco anos, já contabiliza 88 jogos (5 golos), assumindo-se, com o passar dos anos, como um dos jogadores mais importantes do clube de Galati.

Rápido, intenso a defender e muito incisivo no processo ofensivo, Silviu Ilie pode jogar tanto a defesa como a ala no flanco esquerdo, todavia, rende mais como lateral, pois é um jogador muito à imagem do benfiquista Fábio Coentrão.

Internacional romeno por uma ocasião, trata-se de um jogador a procurarem num próximo compromisso da selecção da Roménia.

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Gunter quando estava nos Spurs

Todos temos sido bombardeados com a grande evolução do lateral-esquerdo galês Gareth Bale, mas, no País de Gales, a qualidade não se extingue no jogador do Tottenham, como é prova o lateral-direito do Nottingham Forest: Chris Gunter.

Criado nas escolas do Cardiff City, onde chegou com apenas oito anos de idade, estreou-se pela equipa principal desse clube galês com apenas 17 anos, na época 2006/07, mantendo-se na equipa principal do Cardiff City por temporada e meia. Nesse clube do segundo escalão do futebol inglês, Gunter começou a mostrar ser um lateral muito ofensivo e com grande talento, chamando a atenção de equipas como o Everton e o Tottenham, sendo que foram os spurs a ganharem a corrida do jovem galês.

Em White Hart Lane, esteve cerca de um ano, mas perante a elevada concorrência, raramente foi opção, apenas fazendo cinco jogos nesse período. Assim sendo, foi sem surpresa que acabou por se transferir para o Nottingham Forest em Março de 2009. Primeiro, chegou por empréstimo, mas, no defeso de 2009/10, foi adquirido em definitivo pelo Forest.

Desde que está no clube do segundo escalão de Inglaterra, o lateral-esquerdo tem sido sempre titular, assumindo-se como um lateral de qualidade, muito ofensivo e, curiosamente, parecido na forma de jogar com o seu compatriota Bale. Rápido, com boa técnica e bom pulmão, é ideal para um esquema com laterais ofensivos, seja em 4-4-2, 4-3-3 ou, até, em 5-3-2. Capitalizando todas as suas qualidades no flanco direito, também pode jogar no lado esquerdo da defesa, cumprindo sem qualquer problema.

Neste momento, com apenas 21 anos e já internacional galês por 25 vezes, trata-se de um jogador muito interessante para clubes portugueses interessados num lateral rápido, inteligente e que defende e ataca sempre com grande intensidade e entrega ao jogo.

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Sunderland fez a festa em Londres

A grande surpresa da última jornada em Inglaterra foi a derrota caseira do Chelsea frente ao Sunderland, maior ainda por ter sido por 0-3. O facto do Chelsea já não perder em casa desde Março e o Sunderland, em confrontos com os londrinos de Stamford Bridge, não pontuar há nove anos, tudo derrotas, deixava os visitantes com as probabilidades de vitória  nas apostas em 1/14.

Mas há mais a dizer, os homens de Ancelotti apenas esboçaram uma tentativa de domínio no inicio da partida e depois foram incapazes de contrariar os forasteiros. O Sunderland controlou o jogo e materializou esse controlo com três golos sem resposta. O todo poderoso Chelsea volta assim a ter uma exibição aquém do esperado e relança a corrida para o título. Perde terreno e sente já a pressão dos perseguidores.

O Liverpool que vinha a encetar uma recuperação muito boa, acabou por ser travado mais uma vez. Em casa do Stoke City, Raúl Meireles e companhia pareciam não estar preparados para a partida. Os da casa jogaram mais e melhor e nunca pareceram estar em risco de perder, ou sequer empatar. Apesar de já estarem em melhor posição e de obviamente ser muito difícil, nesta liga, ganhar sempre, esperava-se um pouco mais do Liverpool. Dois golos sem resposta, um no inicio e outro no fim da segunda parte, e as duas equipas seguem agora com os mesmos pontos no meio da tabela.

No Villa Park a 20 minutos do fim o jogo estava empatado a zero. Uma partida dividida, entre Aston Villa e Manchester United, onde os visitantes entraram a dominar e durante meia hora ameaçaram marcar por diversas vezes. Os da casa, com 9 jogadores indisponíveis, equilibraram e passaram também eles a criar perigo. E assim foi até aos 70 minutos, oportunidades de parte a parte, embora nesta fase um maior domínio do Aston Villa. Consequência? Em 3 minutos marcaram 2 golos. Primeiro de grande penalidade aos 72 minutos e outro aos 75 minutos. Um quarto de hora para jogar e a tarefa dos homens de Alex Ferguson parecia gigantesca, mas a inspiração dos red devils, levou-os a encostar o adversário na defesa e a reduzirem aos 80′ e empatarem aos 84′. Grande partida de futebol e muita emoção, no entanto, o Manchester acaba o fim-de-semana ultrapassado pelo Arsenal e está agora em terceiro a 3 pontos do primeiro.

Em Liverpool mas em casa do Everton, os blues, sem perder há sete jogos, recebiam o Arsenal que lutava para se aproximar do Chelsea e passar o Manchester United. O jogo foi, tal como esperado, muito renhido. Grandes oportunidades de parte a parte e sem nenhuma das equipas a evidenciar um dominio sobre a outra. Sagna com um potente remate de ângulo apertado abriu o marcador, ainda na primeira parte, e Fabregas pouco depois do reatamento aumentou a vantagem. O Everton viu-se obrigado a reagir e a atacar. David Moyes passou a jogar com 3 atacantes resultando numa série de oportunidades. No entanto, o melhor que conseguiu foi, ao cair do pano, reduzir para 1-2.

No Manchester City a pressão aumentou. Mancini viu a sua equipa empatar em casa contra o Birmingham e paira novamente no ar a incerteza da sua continuidade. Contra uma equipa da metade inferior da tabela, os da casa foram incapazes de quebrar a barreira defensiva. Com um futebol pouco atraente, os visitantes também não ajudaram, pois vieram para defender, sem soluções o empate acaba por se ajustar. Os citizens estão agora em quarto, mas com exibições muito decepcionantes. Espera-se muito mais desta equipa de estrelas.

O campeonato está neste momento muito emotivo, a tabela classificativa está muito compacta e com constantes alterações. O ponto comum este ano tem sido a de nenhuma equipa se estar a destacar. No início, o Chelsea parecia querer deixar todos para trás mas as 3 derrotas que sofreu voltam a coloca-los a escassos pontos dos perseguidores. O Arsenal parece estar a acertar mais mas, ainda assim, sem convencer muito. Os dois de Manchester estão a apostar na tentativa de pontapé na crise, mas sem grandes resultados. Tudo em aberto com muito campeonato pela frente.

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