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Archive for Dezembro, 2010


Juhani Ojala (à esq) com a camisola do HJK

Na Veikkausliiga, que é como quem diz, na Liga Finlandesa, actua um dos defesas centrais mais promissores do actual futebol europeu: Juhani Ojala.

Nascido a 19 de Junho de 1989, o defesa-central é produto das escolas do HJK Helsínquia, tendo se estreado no futebol sénior em 2008, ao serviço do Klubi 04 (equipa B do HJK).

A meio de 2009, quando representava o Klubi 04, uma série de lesões varreu o plantel principal do HJK e, assim, Juhani Ojala foi chamado à equipa principal, tendo se assumido rapidamente como titular indiscutível. Graças a grandes exibições durante toda a época de 2010 que, inclusivamente, lhe garantiram o título de defesa do ano, o internacional sub-21 finlandês ajudou o HJK Helsínquia a conquistar a Veikkausliiga na temporada de 2010.

Muito alto (1,91 metros), é quase intransponível no jogo aéreo, se bem que também não seja vulnerável com a bola junto à relva. Ainda assim, para melhor aproveitamento das suas capacidades, é preferível que jogue com um defesa-central mais rápido e bom nas dobras a seu lado.

Descubra-o num jogo do HJK ou, quiçá, num próximo jogo da selecção da Finlândia, pois, com tanto talento, Ojala rapidamente chegará lá.

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José Postiga com o irmão Hélder

Na equipa de Iniciados do Sporting Clube de Portugal, actua um atleta que se esforça por provar que, mais do que ser irmão de um ponta de lança bastante conhecido do mundo do futebol, é, ele próprio, um grande talento do futebol português: José Postiga.

Nascido a 3 de Maio de 1996, José Manuel Marques Postiga, começou, tal como o irmão Hélder Postiga, nas camadas jovens do Varzim, onde se destacou pelas boas exibições e pelos muitos golos apontados.

Depois, no defeso de 2009/10, transferiu-se para o Sporting, onde se encontra até hoje na equipa de Iniciados. Lá, assume-se como um ponta de lança que, a espaços, lembra o irmão mais velho, mas que, ao contrário de Hélder, se revela um avançado-centro mais puro, ou seja, menos de recuar no terreno e de fazer tabelinhas, mas muito mais efectivo nas movimentações ofensivas, sendo inclusivamente melhor finalizador.

Titular indiscutível dessa equipa leonina, José Postiga também revela uma excelente cultura táctica e uma maturidade muito evoluída para a idade, sendo que é bastante credível que o avançado-centro evolua para ser um dos grandes valores do futebol sénior português.

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Comitiva leonina mostra Taça das Taças a Salazar

A 15 de Maio de 1964, o Sporting venceu o MTK Budapeste (1-0) na finalíssima da Taça das Taças, conseguindo, dessa forma, o seu primeiro e único troféu europeu. Foi um percurso longo e sinuoso que obrigou a dois playoffs de desempate com Atalanta e Lyon; uma reviravolta com o Manchester United (5-0) após os leões perderem a primeira mão por 4-1; e, inclusivamente, uma finalíssima, pois o primeiro jogo da final com a equipa húngara, terminou empatado a três bolas. Ainda assim, o grande caminho valeu a pena, pois, hoje, todos os portugueses recordam com saudade do “Cantinho de Morais”, um momento mágico que garantiu para Portugal a sua única Taça das Taças.

A uma difícil pré-eliminatória seguiu-se um rebuçado cipriota

O percurso dos leões na Taça das Taças (1963/64) iniciou-se na pré-eliminatória e logo diante de uma equipa de respeito, os italianos da Atalanta. Após perderem em Bérgamo (0-2) e vencerem em Alvalade (3-1), os verde-e-brancos beneficiaram da ausência do desempate por golos fora para avançarem para um playoff de desempate, disputado em Barcelona. Nesse desafio decisivo, os leões foram mais fortes e, após o 1-1 no tempo regulamentar, venceram os italianos no prolongamento por 3-1, apurando-se para a primeira ronda da prova.

Curiosamente, a primeira eliminatória da Taça das Taças foi bem mais acessível, com os leões a atropelarem os cipriotas do Apoel Nicósia com um agregado de 18-1. Curiosamente, ambos os jogos realizaram-se em Portugal, sendo que, no primeiro, os verde-e-brancos venceram por 16-1, num resultado que ainda é recorde das competições europeias.

Manchester United e Lyon não resistiram aos leões

Após o rebuçado cipriota, veio um osso bem duro de roer, o Manchester United e o primeiro jogo, disputado em Old Trafford, cumpriu com todas as piores expectativas, com o Sporting a perder por quatro bolas a uma. No entanto, na segunda mão dos quartos de final, os leões, talvez beneficiando de algum snobismo dos “red devils” que, provavelmente, julgavam que a eliminatória estava decidida, golearam o Manchester United por cinco bolas a zero, num jogo mágico em que Osvaldo Silva fez um hat-trick.

Eliminado o colosso inglês, faltava apenas uma etapa para chegar à final e o adversário que caiu em sorte aos leões foi o Lyon. Após dois empates (0-0 em Lyon e 1-1 em Lisboa), teve, novamente de se disputar um playoff de desempate, onde o Sporting venceu por 1-0 e garantiu o tão ambicionado acesso à final da Taça das Taças para defrontarem o MTK Budapeste

Sporting precisou de duas finais para conquistar a Taça das Taças

Essa final, disputada a 13 de Maio de 1964, no Estádio Heysel, em Bruxelas, e para apenas cerca de 3200 espectadores, começou melhor para os húngaros, que, graças a um golo de Sandor (19′) se colocaram em vantagem. Depois, os leões deram a volta ao resultado (2-1), antes do MTK fazer o mesmo, fazendo o 3-2 a quinze minutos do final.

Pensou-se no pior para as cores verde-e-brancas, todavia, um golo de Figueiredo a dez minutos do fim acabou por garantir o empate a três bolas e, segundo o regulamento da época, uma finalíssima.

Dois dias depois, em Antuérpia e, desta feita, para cerca de 13000 espectadores, os verde-e-brancos acabaram por marcar cedo, de canto directo, por João Morais (19′) e, depois, souberam aguentar os ímpetos húngaros para conquistarem a Taça das Taças e escreverem o momento mais alto da história do futebol leonino a nível internacional.

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Eusébio foi o maior jogador português de sempre

Dispensa apresentações aquele que foi e ainda é o maior jogador de futebol português de todos os tempos: Eusébio da Silva Ferreira. Contratado ao Sporting de Lourenço Marques, após uma série de peripécias que chegaram a obrigar o Benfica a escondê-lo durante uns bons tempos, conquistou inúmeros títulos pelas águias, acabando por nunca se transferir para um grande clube internacional devido a António de Oliveira Salazar que o declarou “património nacional”. Já se retirou há cerca de 35 anos, mas continua bem presente nas memórias dos portugueses, pela força, velocidade, técnica apurada e por aquele poderoso pontapé que parecia, quase sempre, indefensável.

Eusébio a jogar pelo Sp. Lourenço Marques

Despontou no Sporting de Lourenço Marques e gerou luta entre leões e águias

Nascido a 25 de Janeiro de 1942, em Lourenço Marques (agora Maputo), e começou a jogar futebol numa pequena equipa local, “Os Brasileiros”, uma equipa formada em honra dos herois dos jogadores, os intervenientes da grande selecção brasileira da altura.

A admiração por esses jogadores canarinhos era tal, que cada jogador adoptou a alcunha de um jogador dessa selecção brasileira, sendo que Eusébio adoptou a alcunha de Cid, na altura, o grande estratega de todo o processo ofensivo da equipa verde-e-amarela.

Mais tarde, após ter tentado, sem sucesso, inscrever-se no Desportivo, Eusébio acabou por transferir-se para o Sporting de Lourenço Marques, onde, valha a verdade, teve sucesso imediato. Para terem uma ideia, durante os três anos em que actuou na filial leonina, o “Pantera Negra” fez 77 golos em 42 jogos, mostrando uma habilidade e uma capacidade finalizadora do outro mundo.

Esse enorme talento gerou uma enorme guerra entre Sporting e Benfica pela sua aquisição, sendo que essa luta fez com que os encarnados chegassem, inclusivamente, a esconder o jogador numa unidade hoteleira do Algarve, onde acabariam, por, finalmente, assegurar o reforço.

Eusébio num duelo Benfica-Ajax

O “Pantera Negra” rapidamente ganhou destaque no Benfica

Na estreia pelas águias, a 23 de Maio de 1961, num jogo particular diante do Atlético, Eusébio marcou três golos na vitória do Benfica (4-1), mostrando, imediatamente, que não se tratava apenas de uma promessa.

Nos quinze anos seguintes, Eusébio fez 301 jogos a contar para o campeonato nacional pelo Benfica, marcando 317 golos, ou seja, garantindo uma média superior a um golo por jogo. Nas competições europeias, marcou 57 golos em 75 jogos, números deveras impressionantes e difíceis de alcançar por qualquer jogador.

Em termos de títulos colectivos, Eusébio conquistou onze campeonatos nacionais, cinco taças de Portugal e uma Taça dos Campeões, diante do Real Madrid, numa final que o Benfica venceu por 5-3 e o “Pantera Negra” fez dois golos.

Salazar considerou-o tesouro nacional

Salazar nunca deixou que Eusébio emigrasse

Ao longo deste percurso pelo Benfica, o internacional português foi conquistando diversos títulos individuais, sendo duas vezes Bota de Prata da France Football (1962 e 1966), Bota de Ouro europeu em 1968 (42 golos) e 1973 (40 golos), melhor marcador do Mundial 66 (9 golos), entre outros títulos.

Esses títulos, eram apenas o eco do seu talento, que era elogiado por toda a Europa, sendo que, a qualquer momento, se esperava que um grande clube europeu avançasse para a sua aquisição.

Na verdade, vários clubes tentaram adquirir o “Pantera Negra”, sendo emblemática uma proposta da Juventus, em 1964, que obrigou o governo de Salazar a mandá-lo para a tropa e a declará-lo tesouro nacional.

Essa decisão do governo português de o defender como património do país, acabou por impedir Eusébio de atingir um patamar ainda maior no seio do futebol internacional.

Eusébio foi fundamental na reviravolta com a Coreia

Mundial 1966 foi momento alto na selecção das quinas

Durante doze anos (1961-73), Eusébio vestiu a camisola das quinas por 64 ocasiões e marcou 41 golos. Durante esse percurso, e porque os tempos eram outros, Portugal apenas participou numa grande competição, o Mundial 1966 em Inglaterra, mas, aí, o “Pantera Negra” deixou a sua marca.

Durante a competição que Portugal concluiu no terceiro lugar, Eusébio foi a principal figura, apontando nove golos, com destaque para os quatro que marcou nodesafio dos quartos de final com a Coreia do Norte (5-3), num jogo em que o “Pantera Negra” foi fundamental na recuperação de uma desvantagem inicial de três tentos.

Nessa prova, apenas faltou a Eusébio e a Portugal vencerem a Inglaterra, mas nessa fatídica meia-final, alguma matreirice dos ingleses, dentro e fora do campo, acabou por criar todas as condições para que os portugueses acabassem derrotados (1-2).

Eusébio foi campeão americano pelo Toronto

Terminou a carreira entre a América do Norte e pequenas equipas lusas

Quando abandonou o Benfica, em 1975, a democracia já estava instalada em Portugal e Eusébio pode, tardiamente, emigrar para o estrangeiro.

Massacrado pelas inúmeras lesões nos joelhos, Eusébio já não era o mesmo do início da sua carreira, todavia, num futebol menos intenso como o norte-americano, ainda conseguiu deixar a sua marca, sagrando-se, inclusivamente, campeão da NASL (Liga profissional norte-americana) em 1976 pelo Toronto Metros-Croatia.

Além de ter jogado em outras equipas da América do Norte e, inclusivamente, no México (Monterrey), Eusébio também actuou em Portugal na fase final da sua carreira, jogando em clubes como o Beira-Mar e o Sporting de Tomar.

Eusébio retirou-se em 1978, após actuar alguns meses numa frágil e modesta equipa americana (New Jersey Americans), terminando, de forma tímida, um percurso de sucesso que leva muita gente a considerá-lo, até hoje, no rei do futebol português.

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Mifsud é um avançado talentoso

Está sem clube aquele que é, provavelmente, o jogador mais credenciado de sempre do futebol maltês e que jogou em clubes como o Kaiserslautern e o Coventry City: Michael Mifsud.

Nascido a 17 de Abril de 1981 em Pietà, cresceu futebolísticamente nas escolas do Sliema Wanderers, estreando-se na equipa principal desse clube maltês na temporada 1997/98. Após essa temporada de adaptação, tornou-se, rapidamente, na principal estrela do Sliema e, até 2001, fez 80 jogos e 60 golos pelo histórico clube de Malta.

Após ter estado perto do Manchester City, Mifsud acabou por, em 2001, transferir-se para o Kaiserslautern, que estava muito impressionado com as qualidades do ponta de lança. Ainda assim, durante três anos e meio, Michael Mifsud passou mais tempo na equipa B dos alemães do que na principal, terminando a sua estadia no Kaiserslautern com apenas dois golos marcados (21 jogos).

Posteriormente, regressou por meia época ao Sliema (12 jogos, 8 golos), antes de voltar a emigrar, desta feita para a Noruega e para o Lillestrom. Nos nórdicos, permaneceu duas temporadas (2005 e 2006), marcando 17 golos em 48 jogos e provando toda a sua qualidade de avançado móvel e com boa capacidade finalizadora.

Com o final do seu contrato com o Lillestrom, Mifsud, em Janeiro de 2007, transferiu-se para o Coventry City, onde, durante cerca de dois anos, foi quase sempre titular e um jogador importantíssimo, fazendo 16 golos em 86 jogos pelo clube inglês.

Contudo, a partir de 2009, o internacional maltês passou a ter dificuldades em arranjar um clube consentâneo com a sua qualidade e, ao longo deste tempo, apenas actuou durante poucos meses, primeiro nos ingleses do Barnsley (15 jogos, 2 golos) e, mais recentemente, no Valetta (7 jogos, 7 golos) do seu país natal.

Rápido, tecnicista, muito móvel e ideal para jogar ao lado de um avançado mais fixo num 4-4-2, é, também, um jogador que remata muito bem à baliza e que, por isso, marca muitos golos. Com a experiência de ter 29 anos, 76 internacionalizações (25 golos) por Malta e de ter passado por vários e diferentes campeonatos europeus, é um jogador a ter em conta por equipas da classe média em Portugal.

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Makriev é um goleador

Perdido numa equipa modesta do campeonato israelita está um ponta de lança alto (1,91 metros), forte e com uma capacidade finalizadora muito interessante: Dimitar Makriev.

Nascido a 7 de Janeiro de 1984, Dimitar Ivanov Makriev foi criado nas escolas do Levski Sófia, pelo qual fez 254 golos no campeonato búlgaro de Juniores.

Surpreendentemente, em 2002, acabou por transferir-se para o arqui-rival do Levski, o CSKA Sófia, onde apenas esteve dois meses, pois o Inter de Milão, impressionado pelas suas exibições nos escalões de formação do Levski, não hesitou em adquiri-lo.

Ainda assim, nos “nerazzurri”, a carreira de Makriev não foi muito feliz, pois o internacional búlgaro não fez qualquer jogo, sendo sucessivamente emprestado a clubes como os suíços do Bellinzona (14 jogos, 4 golos), os polacos do Gornik Zabrze (22 jogos, 2 golos) e os suíços do FC Chiasso (18 jogos, 5 golos).

Após esses empréstimos pouco produtivos, o búlgaro desvinculou-se do Internazionale e assinou pelos franceses do Dijon, onde também não foi feliz, fazendo apenas três golos (13 jogos) na temporada 2005/06.

No rescaldo da experiência gaulesa, Makriev transferiu-se para os eslovenos do Maribor, permanecendo durante a temporada 2006/07 e a primeira metade da temporada 2007/08 e onde, finalmente, voltou a assumir-se como o grande talento dos tempos do Levski, marcando 23 golos em 48 jogos.

No início de 2008, trocou o Maribor pelo FC Ashdod, onde permanece até hoje. Nesse modesto clube israelita, já leva 52 golos em 112 jogos, assumindo-se como um ponta de lança muito oportuno e que, apesar da elevada estatura, é capaz de tratar a bola com bastante qualidade.

Adaptando-se bem a ser o único ponta de lança em 4-3-3, mas também a jogar ao lado de um avançado mais móvel em 4-4-2, é capaz de finalizar com o pé esquerdo, direito ou com a cabeça, sendo, muito provavelmente, o “pinheiro” que o Sporting procura, sem sucesso, há meia temporada.

Essas grandes exibições pelo FC Ashdod já permitiram que Makriev chegasse à selecção búlgara (4 jogos, 1 golo) e prevê-se que o ponta de lança de 26 anos se transfira, rapidamente, para um clube de maior nomeada. Sinceramente, penso que encaixaria que nem uma luva no plantel de Paulo Sérgio.

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Rúben Pinto: um verdadeiro "dez"

Na equipa de Juniores do Benfica, actua um médio-ofensivo muito inteligente em campo e que demonstra uma maturidade muito interessante para a sua tenra idade: Rúben Pinto.

Nascido a 24 de Abril de 1992, em Odivelas, Rúben Rafael Melo Silva Pinto iniciou-se no clube da sua cidade-natal, tendo-se transferido para o Benfica ainda com idade de Infantil.

Desde que está nos encarnados, revelou-se um jogador muito bom tecnicamente, aliando a essa qualidade uma evoluída visão de jogo, uma boa capacidade finalizadora e um excelente posicionamento em campo. Esses talentos fazem de Rúben Pinto um jogador talhado para a posição “dez”, ainda que, a extremo, o jogador também se adapte com bastante à vontade, desde que lhe permitam efectuar diagonais da ala para o centro do terreno.

Nos últimos tempos, tem se falado do interesse de alguns clubes ingleses no seu concurso, situação que deve orgulhar o capitão dos Juniores dos encarnados, até porque este tem o desejo de, no futuro, actuar na Premier League. Ainda assim, nos próximos tempos, o jogador que até já foi elogiado por Jorge Jesus deverá ter o objectivo de conseguir um lugar na equipa principal do Benfica.

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