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Archive for Janeiro, 2011

O Benfica apenas formou a sua secção de Futsal em 2001, mas rapidamente se assumiu como um dos dominadores desse desporto em Portugal. Desde a fundação do sector, os encarnados já venceram cinco campeonatos nacionais, quatro taças de Portugal e o mais importante título de todos, a UEFA Futsal Cup, conquistada na temporada transacta. Único clube português a triunfar na principal competição de clubes do futsal europeu, o Benfica tentará, agora, conquistar o segundo título consecutivo na prova. Veremos se Sporting, Montesilvano e Kairat estão pelos ajustes.

Quem é o Benfica?

A secção de futsal do Sport Lisboa e Benfica foi fundada em 2001 e a equipa encarnada apenas demorou uma temporada a sagrar-se campeão nacional, pois triunfou logo no campeonato de 2002/03.

Desde essa data, as águias assumiram-se como uma das principais equipas portuguesas de futsal, tendo conquistado, a nível interno, cinco campeonatos nacionais, quatro taças de Portugal e quatro supertaças.

Internacionalmente, o palmarés do Benfica também é bastante rico, pois o Benfica já conquistou uma Taça UEFA em 2009/10 (3-2 na final diante dos espanhóis do Interviú) e foi finalista vencido da Taça UEFA em 2003/04 (1-4 e 4-3).

Treinada por Paulo Fernandes, a equipa do Benfica conta com grandes jogadores como Joel Queirós, Diece, Gonçalo Alves, Davi ou Arnaldo.

Equipa Tipo:

Bebé (GR); Joel Queirós, Arnaldo, Gonçalo Alves e Davi

Como se apurou?

Como campeão em título, o Benfica saltou directamente para a Ronda de Elite, onde foi sorteado com os sérvios do Ekonomac (equipa anfitriã), os ucranianos do FC Time Lviv e os croatas do Nacional Zagreb.

Nesse agrupamento, os encarnados não tiveram quaisquer dificuldades em assegurar o apuramento, terminando o Grupo 1 destacados na primeira posição após vencerem o Nacional (1-0), Time Lviv (2-1) e Ekonomac (5-2).

Classificação do Grupo 1 da Ronda de Elite

  1. Benfica 9 pts (apurado)
  2. Ekonomac 6 pts
  3. Time Lviv 3 pts
  4. Nacional Zagreb 0 pts

As hipóteses do Sport Lisboa e Benfica

Pela qualidade do seu plantel, experiência internacional e, também, pelo facto de ser o campeão em título, o Benfica terá de ser considerado como um dos principais favoritos à conquista da competição.

Perante a ausência de equipas espanholas e russas, normalmente as mais fortes nesta competição, o principal adversário do Benfica nesta fase decisiva da prova a disputar no Cazaquistão até deverá ser o Sporting, equipa que, na época transacta, roubou o tetracampeonato aos encarnados.

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Na equipa de Iniciados do Sporting actua um médio-ofensivo de grande talento e com um futuro bastante risonho à sua frente: Fábio Martins.

Nascido em Lisboa a 10 de Fevereiro de 1996, Fábio Alexandre Cruz Martins iniciou-se no Alverca, tendo-se transferido para o Sporting na época transacta e permanecendo nos leões até hoje.

Médio-ofensivo muito evoluído técnicamente

Fábio Martins é um atleta rápido, evoluído tecnicamente e com boa resistência ao choque, sendo ideal para actuar numa posição adiantada do meio-campo.

Além desses predicados, a sua alargada visão de jogo pode fazer com que rapidamente o associemos, exclusivamente, à posição “dez”, contudo, o seu grande pulmão e capacidade física também lhe permitem fazer, com qualidade, a posição “oito”.

À beira de fazer 15 anos, trata-se de um grande talento que se espera que o Sporting saiba fazer crescer.

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Serdar Kesimal é uma promessa turca

Na liga turca, mais concretamente no Kayserispor, actua um defesa-central que nasceu na Alemanha, mas já é internacional pela Turquia: Serdar Kesimal.

Nascido a 24 de Janeiro de 1989 em Colónia, Serdar Kesimal fez todo o seu percurso como jogador juvenil em clubes germânicos como  o FC Dönberg, o Wuppertaler e o FC Colónia.

Em 2009, transferiu-se para o Kayserispor, clube pelo qual ainda joga e onde já soma 41 partidas, assumindo-se, neste momento, como um dos jogadores mas importantes do clube turco e tendo, inclusivamente, chegado à selecção turca, pela qual já soma uma internacionalização.

Defesa-central de origem, actua a lateral-direito no Kayserispor

Kesimal é um atleta muito evoluído em termos técnicos e tácticos, tendo uma grande capacidade de passe e um excelente posicionamento no terreno de jogo.

Na selecção sub-21 turca, actuava como defesa-central, a sua posição de origem, contudo, os seus bons recursos técnicos fazem com que, no Kayserispor, jogue mais vezes como lateral-direito.

Ainda assim, é como defesa-central que penso que Kesimal encaixa melhor, pois é dono de uma boa capacidade de desarme e, numa dupla de centrais, é excelente para ficar mais solto e dobrar tanto o companheiro de sector como os laterais.

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Matić é um médio-centro de futuro

Agora que David Luiz parece estar prestes a transferir-se para o Chelsea, falou-se que uma das contrapartidas para o Benfica poderia ser um médio-centro sérvio muito alto e forte: Nemanja Matić.

Nascido a 1 de Agosto de 1988 em Sabac, Nemanja Matić iniciou a sua carreira profissional em 2005/06, ao serviço dos sérvios do Kolubara, onde terminou a temporada com 16 jogos.

Explodiu no Kosice antes de chegar ao Chelsea

Na temporada 2006/07, o médio sérvio transferiu-se para o Kosice, onde permaneceu nessa e nas duas épocas seguintes. Durante esses anos, somou 67 jogos (4 golos) pelo clube eslovaco, assumindo-se como peça fundamental do meio-campo do Kosice e ajudando-o a conquistar a Taça da Eslováquia em 2008/09.

As suas exibições na Liga Eslovaca chamaram a atenção dos responsáveis do Chelsea que o contrataram para a temporada 2009/10. Ainda assim, o passo para os londrinos acabou por revelar-se grande demais, com o internacional sérvio a apenas fazer quatro jogos pelos “blues” durante toda a época.

Assim sendo, foi sem surpresa que Matić, na actual temporada, acabou emprestado ao Vitesse, onde voltou a jogar com regularidade, somando, em meia-época, dezanove jogos pela equipa holandesa.

Alto, forte, mas nada tosco

Nemanja Matić é um médio-centro que, apesar da altura (1,94 metros) é bastante competente com a bola nos pés, tendo boa qualidade de passe. Excelente em termos posicionais, é um bom recuperador de bolas e que dá muito músculo ao meio-campo, sendo, pela sua grande altura, importante na ajuda dos centrais em lances de bola parada.

Ideal para a posição “seis”, adapta-se a qualquer táctica, podendo jogar tanto sozinho como ser o elemento mais fixo de um duplo-pivot de meio-campo.

Um jogador interessante, mas que, ainda assim, teria dificuldades em ganhar a titularidade no Benfica, dada a forte concorrência de Javi García.

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Vítor Vinha é internacional sub-21

Um dos bons valores da Liga de Honra é um defesa-esquerdo raçudo formado na Académica e que até já teve uma experiência no estrangeiro: Vítor Vinha.

Nascido a 11 de Novembro de 1986, Vítor Simões da Vinha foi formado na Académica e estreou-se na equipa principal dos estudantes na temporada de 2004/05. Todavia, nessa e nas três épocas seguintes, o lateral-esquerdo foi incapaz de jogar com regularidade na Académica, acabando por sair, no ínicio de 2008/09, para o Estrela da Amadora.

Ao serviço dos tricolores, o internacional sub-21 voltou a não se impor (apenas fez oito jogos) e, assim, na temporada seguinte, emigrou para Chipre onde representou o Nea Salamis, clube onde fez 28 jogos e assumiu-se pela primeira vez na sua curta carreira como titular indiscutível.

Após a experiência cipriota, Vítor Vinha regressou ao futebol português no início desta temporada para representar o Desportivo das Aves e, até este momento, tem sido um dos habituais titulares do conjunto da Vila das Aves, somando 20 jogos (1 golo) em todas as competições oficiais.

Lateral raçudo e com boa capacidade ofensiva

Vítor Vinha é um lateral-esquerdo que defende com critério e raça, ainda que, por vezes, cometa alguns erros comprometedores e que têm de ser corrigidos. Por outro lado, em termos ofensivos, é um jogador muito incisivo, subindo bem no terreno e criando bastantes dificuldades aos adversários.

Pelas suas características, trata-se de um jogador que encaixava na perfeição num 5-3-2 de laterais com liberdade para atacar ou num 4-4-2 em que, no outro flanco, estivesse um lateral mais defensivo que compensasse o perfil atacante do internacional sub-21.

Neste momento, com 24 anos, mas apenas a fazer a segunda temporada a jogar com regularidade, é, claramente, um jogador que merece ser observado por clubes de outra dimensão e interessados num lateral ofensivo.

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Krpan festeja golo no Hajduk

Chegou ao Sporting já com a temporada 1998/99 em andamento e tinha como cartão de visita o facto de ter marcado dez golos pelo Osijek na temporada anterior. Para além disso, tinha estado com a Croácia no Mundial 1998, ainda que, nesse certame, pouco tivesse jogado. Com essas boas indicações, os adeptos leoninos rapidamente pensaram que podiam estar na presença de um jogador que resolvesse os seus problemas de finalização e confiaram no croata. Infelizmente, rapidamente se percebeu que, para além de ser um jogador rápido, Krpan ficava muito a dever ao talento em todos os outros aspectos que caracterizam um ponta de lança. Golos, então, eram quase tabu…

Boas exibições no Osijek valeram-lhe presença no Mundial 98

Petar Krpan nasceu a 1 de Julho de 1974 em Osijek, fazendo todo o seu percurso como jogador juvenil no clube da sua cidade natal. No Osijek, também se estreou no futebol profissional, na temporada de 1994/95, tendo, nessa época, feito 3 golos em 9 jogos.

Posteriormente, entre 1995 e 1998, o croata haveria de fazer 87 jogos (23 golos) pelo Osijek, assumindo-se como um dos bons valores do emergente futebol croata e chegando, inclusivamente, à selecção da Croácia.

Nessa selecção, haveria de disputar o Mundial 1998, ainda que, nessa competição em que a Croácia conquistou o terceiro lugar, apenas tenha feito quinze minutos no jogo dos oitavos de final diante da Roménia (1-0).

Pouco sucesso no Sporting

No rescaldo da presença no Mundial de França e já com a época 1998/99 em andamento, Petar Krpan transferiu-se para o Sporting, onde se esperava que resolvesse os problemas ofensivos leoninos. Contudo, em Alvalade, apesar da utilização regular (27 jogos), apenas fez três golos, mostrando ser um avançado rápido e esforçado, mas muito trapalhão e com um sentido de baliza muito duvidoso.

Assim sendo, foi sem surpresa que acabou por sair do Sporting na temporada seguinte, seguindo para Leiria, onde, durante duas épocas, voltou a ser bastante utilizado (46 jogos), mas onde os golos, esses, voltaram a ser escassos (5 golos).

De volta ao sucesso na sua Croácia natal

Após a experiência na União de Leiria, Krpan transferiu-se, em 2001/02, para o Osijek, onde fez 11 jogos (6 golos) em meia-época, transferindo-se depois para o NK Zagreb, onde terminou a temporada com quatro golos em doze jogos e ajudou o clube da capital croata a sagrar-se campeão.

Após ainda iniciar a temporada de 2002/03 no NK Zagreb, o internacional croata rapidamente se transferiu para o Hajduk Split, onde acabou por fazer as duas melhores épocas da sua carreira com excelentes exibições e uma média de golos nunca antes vista (55 jogos, 21 golos). No Hajduk, Krpan também teve a felicidade de conquistar um campeonato e uma Taça da Croácia.

Regresso ao Leiria e declínio da carreira

Em 2004/05, Krpan regressou ao Leiria e foi importante em ajudar o clube do Lis a manter-se na primeira divisão, marcando cinco golos em 26 jogos, sendo um deles importantíssimo, pois valeu um empate diante do FC Porto.

Contudo, o retorno à União e ao futebol português apenas durou uma temporada, pois o avançado croata, na temporada seguinte, seguiu novamente para a Cróacia, onde permaneceu uma época no Osijek, antes de ter uma experiência na China ao serviço do Jiangsu Sainty.

Após uma rápida estadia no futebol chinês, o internacional croata regressou ao seu país, actuando uma temporada (2006/07) no secundário Inter Zapresic. Depois, na época seguinte, desceu ainda outro escalão, terminando a sua carreira ao serviço do frágil Graficar Vodovoc.

Desde que terminou a carreira, não se sabe nada do avançado croata, presumindo-se que tenha voltado a ser um anónimo cidadão de Osijek.

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Papadopoulos é uma promessa grega

Na liga grega, mais concretamente no Olympiakos, actua um médio ofensivo de grande qualidade e que se assume como uma grande promessa do futebol helénico: Ioannis Papadopoulos.

Nascido a 9 de Março de 1989 em Salónica, o jovem internacional grego fez toda a sua formação no Iraklis, clube pelo qual se estreou ao mais alto nível em 2006/07. Após se destacar na época seguinte, acabou por se transferir para o Olympiakos no Verão de 2008, mantendo-se no clube de Pireu até hoje.

No Olympiakos tem conquistado lentamente o seu espaço, tendo já feito 31 jogos pelo gigante grego. Podendo jogar tanto a ala-esquerdo como a “dez”, revela-se um jogador bastante criativo, evoluído tecnicamente e com excelente remate de meia-distância.

Com apenas 21 anos e já internacional grego (1 ocasião), trata-se de um jogador para seguirem num dos próximos jogos do Olympiakos ou da selecção grega.

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