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Archive for Fevereiro, 2011

Robaina nos tempos do Tenerife

Dez minutos foi tudo quanto jogou em Portugal, dez minutos divididos por três desafios do campeonato nacional permitiram ao espanhol Antonio Robaina sagrar-se campeão português de 1999/00 ao serviço do Sporting Clube de Portugal. Ala-esquerdo divorciado de grande qualidade ou talento individual, ninguém compreendeu porque é que chegou aos verde-e-brancos, não sendo nenhuma surpresa que tenha durado pouco em Alvalade, acabando por regressar, na época seguinte, ao clube que o havia despachado por empréstimo aos leões, o Tenerife.

Produto das escolas do Las Palmas

Antonio Segura Robaina nasceu a 30 de Novembro de 1974 em Las Palmas e começou a dar os primeiros pontapés na bola no clube da sua cidade natal, o UD Las Palmas.

Nesse clube, estreou-se no futebol sénior em 1991/92 (6 jogos), ainda que só tenha garantido a titularidade nas épocas 1993/94 e 1994/95 quando fez quinze golos em 61 jogos e chamou à atenção do maior clube das Ilhas Canárias, o Tenerife.

Nos insulares, foi peça importantíssima na época 1995/96, fazendo 39 jogos (1 golo) e ajudando o Tenerife a conquistar um surpreendente quinto lugar nesse campeonato espanhol, no entanto, nas épocas seguintes, foi perdendo espaço no clube canário, acabando por ser emprestado ao Las Palmas em Janeiro de 1999, acabando, aí, a temporada de 1998/99.

Tentou relançar a carreira em Alvalade mas não teve sucesso

Após o empréstimo ao Las Palmas, o Tenerife recebeu novamente o pobre Robaina, mas achou melhor não ficar com o pouco talentoso ala-esquerdo, procurando, rapidamente, um clube a quem despachá-lo, pelo menos temporariamente.

Surpreendentemente, o clube que manifestou interesse em receber o jogador por empréstimo foi o Sporting, que, por algum motivo, acreditou que o espanhol podia ser uma boa opção para o flanco esquerdo do ataque.

Contudo, em Alvalade, não existiram milagres e Robaina apenas provou que não passava de um jogador com muito pouca qualidade para a alta roda do futebol europeu. Assim sendo, tanto Materazzi como Inácio ignoraram-no por completo e o espanhol terminou a temporada com apenas dez minutos de jogo. Suficiente, ainda assim, para que Robaina pudesse se consagrar como campeão nacional de futebol.

Regresso a Tenerife foi fugaz

Após a (má) experiência verde-e-branca, Robaina regressou ao Tenerife, apenas para ser novamente emprestado, desta vez ao Universidad de Las Palmas, um clube então na II Divisão espanhola. Nesse clube, foi utilizado com regularidade, mas acabou por ver o modesto clube das Canárias descer à II Divisão B e, pior que isso, viu o seu contrato com o Tenerife terminar sem que, como é óbvio, os insulares tivessem qualquer vontade de o renovar.

Assim sendo, a partir desse momento, Robaina vestiu a camisola de clubes como o Ceuta (2001/02), Pajara Playas (2002/03), Universidad de Las Palmas (2003/04), Guijuelo (2004/05), Castillo (2005/06), Santa Brígida (2006/08) e Breña Alta (2009), clubes da II B ou III Divisão espanhola, até ao final da sua carreira.

Um final bem distante dos grandes palcos, para um jogador que chegou a prometer muito (ganhou o campeonato da Europa de sub-16, em 1991 e foi finalista vencido do Mundial de sub-17, no mesmo ano, pela Espanha), mas que rapidamente mostrou que, na verdade, não passava de um jogador banal.

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Isaac Fernandes

Na equipa de Iniciados do Sport Lisboa e Benfica actua um defesa-direito muito disciplinado em termos tácticos e com boa qualidade técnica: Isaac Fernandes.

Nascido a 30 de Janeiro de 1996, Isaac Rafael Lourenço Fernandes começou a dar os primeiros pontapés na bola no Carregado, passando, na temporada 2008/09 para o Benfica, clube que representa até hoje, sendo, neste momento, opção regular a lateral-direito na equipa encarnada que disputa o Nacional de Iniciados.

Lateral muito inteligente

Isaac Fernandes é um jogador que ocupa, preferencialmente, o lado direito da defesa, destacando-se pela sua inteligência posicional e excelente capacidade defensiva. Rápido e raçudo, sobe no terreno com critério, sendo importante em iniciativas ofensivas, ainda que não se possa dizer que é um lateral de pendor 100% atacante.

Sempre consciente do que deve fazer dentro do relvado, Isaac pensa sempre em função do colectivo, sendo, dessa maneira, o tipo de jogador que os treinadores gostam, porque raramente foge ao que lhe é pedido e cumpre sempre as suas obrigações tácticas.

Neste momento, com 15 anos, trata-se de um jogador para seguir com atenção, pois pode, seguramente, tornar-se um dos bons laterais do futebol português.

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O seleccionador Jorge Braz colocou Portugal no Euro

Portugal apurou-se com distinção para o campeonato da Europa de 2012 a disputar na Croácia. Integrado num grupo de qualificação com Polónia (equipa anfitriã), Bielorússia e Macedónia, a equipa das quinas não deu quaisquer hipóteses aos seus adversários, vencendo todas as partidas e deixando o segundo classificado (Bielorússia) a cinco pontos de distância. Este é o quinto apuramento de Portugal para um campeonato da Europa (quarto consecutivo) e será uma nova oportunidade para que a selecção nacional tente alcançar o título europeu, situação que ficou perto de se verificar no Euro 2010, quando Portugal perdeu na final com a Espanha por quatro bolas a duas.

Uma qualificação sem precalços

Portugal disputou o apuramento para o Euro 2012 na Polónia entre 24 e 27 de Fevereiro, pensando, desde o primeiro momento, que a equipa anfitriã seria o seu adversário mais complicado.

A estreia, porém, foi diante da Macedónia, que, no papel, era o adversário mais acessível, mas que, no campo, se revelou a equipa mais complicada, com Portugal a vencer por apenas 3-1.

Esse resultado levou muitos adeptos a pensarem que Portugal poderia ter problemas no apuramento, até porque os dois jogos que se seguiam seriam com Bielorússia e Polónia, duas equipas de respeito, sendo que a Bielorússia até havia empatado (5-5) com Portugal na última edição do campeonato da Europa.

No entanto, a equipa das quinas revelou estar num excelente momento de forma e não deu hipóteses à Bielorússia (5-1), conseguindo, imediatamente, o apuramento para o Euro 2012, pois as combinações de resultados à segunda jornada deixavam Portugal com o primeiro lugar garantido.

Assim sendo, no último jogo, Portugal apenas cumpria calendário, enquanto a Polónia jogava as suas hipóteses de ainda ser um dos melhores segundos classificados e qualificar-se para o Europeu da Cróacia. Nesse jogo, diante daquela que se pensavas ser a equipa mais difícil do grupo, os lusos despacharam os polacos por 6-0, terminaram a qualificação em estilo e empurraram a Polónia para fora da competição.

Grupo 3 de Qualificação

  1. Portugal 9 pts. (Apurado)
  2. Bielorússia 4 pts.
  3. Polónia 2 pts.
  4. Macedónia 1 pt.

Os apurados para o Euro 2012

Apuraram-se para o campeonato da Europa: Croácia (equipa anfitriã), Espanha (vencedora do Grupo 1 de Qualificação), Azerbaijão (segundo classificado do Grupo 1), Rússia (vencedora do Grupo 2), Sérvia (segunda classificada do Grupo 2), Portugal (vencedor do Grupo 3), República Checa (vencedora do Grupo 4), Roménia (segunda classificada do Grupo 4), Ucrânia (vencedora do Grupo 5), Turquia (segunda classificada do Grupo 5), Itália (vencedora do Grupo 6) e Eslovénia (segunda classificada do Grupo 6).

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Jiloan Hamad é um criativo

Na equipa do Malmö que conquistou o campeonato sueco no ano transacto actua um excelente médio-ala com todo o potencial para crescer imenso no Mundo do futebol: Jiloan Hamad.

Nascido a 6 de Novembro de 1990 em Baku, Azerbaijão, Jiloan Hamad cedo se mudou para a Suécia, iniciando a sua carreira futebolística no BK Forward, clube pelo qual se estreou na equipa sénior em 2006.

Durante duas temporadas, cresceu nesse modesto clube sueco até que, em 2008, se transferiu para o Malmö, clube que representa até aos dias de hoje. Nesse histórico clube sueco, já soma cinco golos em 48 desafios, tendo sido um importante elemento na conquista do título sueco em 2010, quando foi utilizado em 27 desafios, maioritariamente na posição de ala-direito.

Ala que pode jogar em ambos os flancos

Jiloan Hamad é, preferencialmente, um ala-esquerdo, todavia, adapta-se sem qualquer problema ao outro flanco, como foi bem notório na última edição do campeonato sueco.

Jogador rápido, com boa qualidade técnica e de passe, tem, também, excelente capacidade desequilibradora, sendo facilmente um quebra-cabeças para as defesas adversárias.

Talhado para um 4-3-3, actuando à esquerda ou à direita do ataque, também se adapta perfeitamente à posição de ala num 4-4-2 clássico, ou, inclusivamente, a interior num 4-4-2 losango.

Com 20 anos e internacional sueco por duas ocasiões, trata-se, por certo, de um jogador com enorme potencial e que seria um excelente investimento por parte de um clube português.

 

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Laranjeiro é um jogador raçudo

No Leixões actua um lateral que é oriundo das camadas jovens da União de Leiria e que tanto pode jogar no flanco direito como no esquerdo: Laranjeiro.

Nascido a 18 de Janeiro de 1983, Nuno Filipe Rodrigues Laranjeiro é um produto das escolas do União de Leiria, tendo se estreado nos seniores dos leirienses na temporada 2001/02, quando fez dois minutos numa derrota do União de Leiria, no Caldeirão dos Barreiros, diante do Marítimo (0-3).

A partir daí e até 2008, Laranjeiro efectuou 108 jogos (3 golos) pelos leirienses, sendo que, principalmente nas épocas 2003/04 e 2004/05, foi titular indiscutível.

Mudou-se para Matosinhos em 2008

Após três épocas em que foi sendo utilizado nos leirienses, mas não se assumiu como titular absoluto, Laranjeiro trocou a equipa do Liz pelo Leixões no início da temporada 2008/09.

Nessa época, foi peça importante numa equipa nortenha que alcançou um magnífico sexto lugar na Liga Sagres, assumindo-se como um dos mais utilizados do Leixões nessa campanha (25 jogos).

No entanto, na época seguinte, conheceu vários problemas físicos que o impediram de dar um melhor contributo a uma equipa leixonense que acabou por descer de divisão, após terminar o campeonato na décima-quinta posição.

Na decorrente época, já no segundo escalão, o lateral também não tem conseguido a regularidade que, por certo, pretendia, somando onze jogos em todas as competições disputadas pelo Leixões.

Lateral polivalente e raçudo

Originalmente um lateral-direito, Laranjeiro adapta-se facilmente à posição de lateral-esquerdo, assumindo-se como um jogador raçudo, inteligente em termos posicionais e seguro a defender.

Não sendo um portento de técnica, é competente no processo ofensivo, conseguindo criar alguns desequilíbrios no ataque quando lhe dão liberdade para subir no terreno.

Sem problemas físicos e com um treinador que acredite nas suas capacidades, é um jogador para se assumir como opção regular de uma equipa média-baixa do principal escalão do futebol português.

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Nolito é um desequilibrador nato

Numa fase em que se fala com bastante frequência na possibilidade do avançado Nolito se mudar para o Benfica, entendo que será importante analisar as capacidades do espanhol do Barcelona B.

Nascido a 15 de Novembro de 1986, Manuel Agudo Durán “Nolito” iniciou-se no futebol nas camadas jovens do Algaida, passando, posteriormente para o Sanluqueño, onde se estreou no futebol sénior na época 2005/06.

Em 2006, mudou-se para o Ecija, onde, durante duas épocas, fez 17 golos em 77 jogos, destacando-se claramente dos seus companheiros e assumindo-se como a grande estrela da equipa andaluza da 2ª Divisão B espanhola.

No Barcelona desde 2008

As excelentes exibições de Nolito ao serviço do Ecija, levaram o Barcelona a apostar no atacante espanhol, integrando-o na sua equipa B, onde se mantém de há duas épocas e meia para cá.

Durante esse período, o jogador foi sempre titular na equipa secundária do Barça, contabilizando 24 golos em 91 jogos e já conseguiu, inclusivamente, fazer cinco jogos (um golo) pela equipa principal dos “blaugrana”.

Um avançado polivalente

Apesar de ser dito, de forma quase incessante, que Nolito é um extremo-esquerdo, essa é uma definição bastante redutora para o atacante espanhol.

O espanhol é um avançado rápido, tecnicista e desequilibrador que pode jogar tanto na posição de ala-extremo esquerdo como de avançado de suporte, jogando de forma extremamente competente em qualquer das posições.

É aconselhável que jogue como avançado de suporte num 4-4-2 ou como extremo-esquerdo se a táctica escolhida for o 4-3-3, sendo que, neste caso, deve ser um jogador com clara liberdade para fazer diagonais da ala para o centro, para que possa aplicar o seu excelente pontapé.

Lutador, raçudo e muito generoso na entrega ao jogo, tratar-se à de um excelente reforço para o Benfica caso se confirme a sua aquisição pelas águias.

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Cristian Ponde

Na equipa de Juvenis do Sporting actua um avançado-centro romeno de grande talento e que, devagarinho, vai se preparando para o salto definitivo para o futebol sénior: Cristian Ponde.

Nascido a 26 de Janeiro de 1995, em Baia Mare, Roménia, Cristian Ion Ponde mudou-se com os pais aos sete anos para o Algarve, tendo começado a dar os primeiros pontapés na bola no Olhanense. Aí, quando ainda era conhecido por Cristian Ion, deu nas vistas pela forte presença na área, excelente capacidade finalizadora e, também, por ter um físico bastante desenvolvido para um jogador de oito/nove anos.

Sporting ganhou a corrida

Sem surpresa, vários clubes se interessaram pelo jovem prodígio romeno como o Benfica, FC Porto, Sporting e até Chelsea, todavia, a simpatia do avançado pelos leões, muito pelo facto de lá jogar o seu compatriota Marius Niculae, fez com que Cristian Ponde escolhesse os verde-e-brancos para continuar a sua evolução futebolística.

Desde 2006 a tempo inteiro no Sporting, Cristian Ponde tem se revelado um avançado com excelente capacidade finalizadora, algo muito raro no espectro do futebol português. Rápido e muito frio na hora de atirar à baliza, o avançado romeno vai coleccionando vários golos desde que chegou aos leões.

Apesar da formação leonina actuar, nas camadas jovens, quase exclusivamente em 4-3-3 e, como tal, Cristian Ponde ser quase sempre utilizado sozinho na frente de ataque, as suas características garantem, facilmente, a possibilidade de jogar com outro avançado ao lado numa qualquer variante do 4-4-2.

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Numa ronda vinte que até já teve um jogo realizado (FC Porto 3-0 Nacional), todas as atenções estarão no Estádio de Alvalade, onde os leões irão receber as águias, num desafio que poderá deixar a questão do título praticamente resolvida. Nesse clássico do futebol português, o Benfica, perante um Sporting com pouco mais a defender que a sua própria honra, terá obrigatoriamente de vencer para continuar a poder sonhar com o título, pois, em caso de empate ou derrota, ficará a dez ou onze pontos de distância dos azuis-e-brancos e isso, a dez jornadas do final do campeonato, é uma distância quase impossível de ser anulada.

Sporting – Benfica

O Sporting não atravessa um grande momento, aliás, para sermos mais honestos, temos que referir que o Sporting poderá caminhar para um dos piores campeonatos de sempre, sendo relevante o facto de, há vigésima jornada, a equipa verde-e-branca estar a 23 pontos do líder FC Porto.

Ainda assim, um derbi é sempre um derbi e o Sporting, por certo, irá entrar com enorme motivação para vencer um Benfica em excelente momento de forma, que vem de nove vitórias consecutivas e que está completamente obrigado a vencer em Alvalade.

Assim sendo, excelente jogo em perspectiva, com curiosidade de saber se a vontade do Sporting poder roubar as hipóteses do Benfica ser campeão é superior ao desejo das águias continuarem a poder sonhar com a revalidação do título nacional.

União de Leiria – V. Guimarães

Outro dos jogos interessantes da ronda é a deslocação do Vitória de Guimarães ao terreno do União de Leiria. Os vimaranenses, quartos classificados, continuam a sonhar a ultrapassagem ao terceiro classificado Sporting, mas, para isso, terão de superar uma equipa leiriense que além de estar em quinto lugar, encontra-se a apenas um ponto dos conquistadores.

Duelo extremamente interessante, até porque o sexto Sp. Braga encontra-se a apenas um ponto do U. Leiria e a dois do Vitória de Guimarães.

Os outros jogos da Jornada 20

Nas outras partidas da vigésima ronda, destaque para a recepção dos bracarenses ao Paços de Ferreira, num jogo em que os arsenalistas estão obrigados a ganhar para continuarem na luta por um lugar europeu e para ainda poderem sonhar com o terceiro lugar.

A ronda conclui-se com o derbi algarvio: Portimonense-Olhanense, um jogo que o Portimonense está obrigado a vencer para continuar a poder sonhar com a manutenção; para além do Académica-Rio Ave, V. Setúbal-Naval e Marítimo-Beira Mar.

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Rudnevs evitou quinta-feira sem derrotas

Numa quinta-feira de grandes emoções, o futebol português tem razões para sorrir, pois todas as quatro equipas envolvidas nos dezasseis avos de final da Liga Europa garantiram resultados que lhes permitem sonhar com a passagem aos oitavos de final da prova. Os dragões, pela vitória em Sevilha (2-1), são os que se encontram mais perto desse objectivo, contudo, o Benfica, que venceu o Estugarda (2-1) na Luz, o Sporting que empatou em Glasgow diante do Rangers (1-1) e, até, o Sporting de Braga que perdeu num enorme manto de neve, diante do Lech Poznan (0-1), têm grandes hipóteses de seguirem em frente.

Benfica 2-1 Estugarda

A primeira parte dos encarnados foi má demais para ser verdade. Uma equipa desligada, sem alma e, até, a parecer que olhava o seu adversário do alto de uma pseudo-superioridade que não se verificava no relvado. Assim sendo, foi sem surpresa que os germânicos alcançaram a vantagem no marcador graças a um golo de Harnik (21′).

Veio o intervalo, provavelmente uma dose de gritos de Jorge Jesus, e o Benfica surgiu transfigurado na segunda metade. De facto, os encarnados passaram a pressionar e a empurrar o seu adversário às cordas, reduzindo-o a uma mediocridade que esteve longe de aparentar no primeiro tempo.

Dois golos foram marcados, um por Cardozo (70′) e outro por Jara (81′), mas muitos outros ficaram por concretizar, devido à falta de pontaria dos avançados encarnados e, também, graças à boa exibição do guarda-redes Ulreich.

Ainda assim, este 2-1, aliado ao facto do Estugarda estar longe de ter uma equipa que possa meter grande medo, abre excelentes perspectivas do Benfica superar esta ronda e passar aos oitavos de final da Liga Europa.

Lech Poznan 1-0 Sp. Braga

O frio e a neve assustavam, mas a verdade é que o Sp. Braga, durante toda a primeira parte, foi uma equipa adulta, segura e pressionante, controlando totalmente o jogo, mesmo que não tenha criado grande perigo para a baliza da equipa polaca.

No entanto, após o descanso, a equipa minhota perdeu a frieza do primeiro tempo, parecendo ficar amedrontada com o passar dos minutos. Foi recuando, recuando e apostando quase todas as suas fichas na segurança da sua defesa e, acima de tudo, do guarda-redes Artur Moraes.

Infelizmente para o conjunto português e apesar da excelente exibição do guarda-redes brasileiro, este foi incapaz de suster o remate de Rudnevs (72′) que garantiu uma preciosa mas magra vitória do Lech Poznan por uma bola a zero. Em suma, tudo em aberto para a segunda mão, em Braga.

Sevilha 1-2 FC Porto

Deve estar escrito em algum manual celestial, mas o certo é que o FC Porto costuma ter estrelinha em Sevilha. Ontem, no Sanchez Pizjuan, os azuis e brancos fizeram uma primeira parte sóbria, sem grandes rasgos, mas a suficiente para controlar uma equipa andaluza extremamente dependente do jogo pelas alas para criar perigo. Assim sendo, quando o árbitro apitou para o intervalo, o zero a zero justificava-se plenamente pelo que as equipas fizeram dentro do terreno de jogo.

Após o descanso, todavia, o Sevilha apareceu mais pressionante do que nos primeiros quarenta e cinco minutos, ainda que, curiosamente, acabou por ser o FC Porto a abrir o activo, naquele que foi o seu primeiro lance de perigo do segundo tempo. Livre de James Rodríguez e Rolando, com um toque subtil, a desviar de Palop e a fazer o 0-1.

A perder, os andaluzes arregaçaram as mangas e foram para cima do conjunto português, que passou um mau bocado. Kanouté, aos 65 minutos, empatou a partida e, aos 77 minutos, falhou inacreditavelmente a reviravolta. Luís Fabiano, de cabeça, também esteve perto do 2-1.

Contudo, no meio do vendaval ofensivo dos sevilhanos, quando já poucos acreditavam nessa possibilidade, Cristian Rodríguez aproveitou um erro crasso de Fazio, avançou, chocou com Palop e, na recarga, Freddy Guarín atirou para o 2-1, garantindo aos azuis-e-brancos um excelente resultado para a segunda mão a disputar no Estádio do Dragão.

Glasgow Rangers 1-1 Sporting

O Sporting é, neste momento, uma equipa que por vezes quebra à menor dificuldade, mas ontem, no inferno do Ibrox, foi uma equipa generosa que, mesmo sem fazer uma grande exibição, alcançou um resultado que lhe abre excelentes perspectivas para o jogo da segunda mão.

Durante a primeira parte, assistiu-se a um pacto de não agressão entre portugueses e escoceses, com os lances de perigo a serem muito escassos, salvo as excepções de um remate cruzado de Hélder Postiga (39′), um remate ao lado de Whittaker (40′) e um lance em que Yannick (43′), isolado perante McGregor, desperdiçou.

Contudo, na segunda metade, os protestantes perceberam que o zero a zero não seria um bom resultado para levarem para o Alvalade XXI e aumentaram ligeiramente o ritmo de jogo para tentarem chegar ao golo. Ainda assim, a sua fraca qualidade técnica limitava-os de sobremaneira, percebendo-se que só seriam realmente perigosos em lances de bola parada e/ou cruzamentos para a área.

Sem surpresa, foi assim que chegaram ao 1-0. Aos 68 minutos, na sequência de um pontapé de canto de Weiss, Whittaker, de cabeça, não perdoou e colocou o Glasgow Rangers em vantagem.

Apesar da desvantagem, Paulo Sérgio sabia que esta equipa escocesa está longe de ser um colosso do futebol europeu e, assim, apesar de algo tardiamente, decidiu fazer alguma coisa, lançando Matías Fernandez e Saleiro. Curiosamente, foi na sequência de uma abertura de Saleiro para o cruzamento de João Pereira que surgiu o golo do chileno Matías, que, solto de marcação, atirou de cabeça para o empate (1-1).

Estávamos no minuto 89, mas este Sporting é uma equipa extremamente intranquila e, até ao apito final, ainda sofreu um bocado, ainda que, aí, Rui Patrício tenha estado em grande nível, segurando este 1-1, que dá todas as condições do Sporting, em Alvalade, confirmar o apuramento.

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Um bilhete do Farense-Lyon

Neste momento, o Farense encontra-se perdido na II divisão nacional, após ter, inclusivamente, caído nos campeonatos distritais do futebol português, mas, em meados dos anos noventa, era uma equipa fulgurante no contexto do futebol português, tendo obtido em 1994/95 a sua melhor classificação de sempre: quinto lugar. Essa excelente classificação garantiu aos algarvios a presença na Taça UEFA da temporada seguinte, onde os leões de Faro encontraram um adversário de respeito, a equipa francesa do Olympique Lyonnais. O Farense acabou por não superar a equipa gaulesa, mas deu uma excelente imagem naquela que foi a sua única presença europeia dos algarvios até este momento.

1ª Eliminatória: Farense 0-1 Ol. Lyon / Ol. Lyon 1-0 Farense

Na primeira mão, num estádio de São Luís bastante composto, a equipa algarvia entrou em campo com algumas cautelas, mas viu-se a perder, bem cedo, com um golo do então bastante jovem Giuly. Depois, tentou correr atrás do prejuízo, mas nunca teve o discernimento ou a tranquilidade para superar o guarda-redes do Lyon, que foi anulando os raros lances de perigo protagonizados por jogadores como Helcinho ou Djukic.

Para a segunda mão, previa-se uma tarefa extremamente difícil para a equipa algarvia e, de facto, apesar do Farense ter jogado com bastante alma, voltou a perder pela margem mínima (0-1) e, assim, acabou eliminado da Taça UEFA. Apesar da eliminação precoce, continua a ser a única presença dos algarvios numa competição europeia.

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