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Archive for Maio, 2011

Hugo Vieira é a coqueluche do Gil Vicente

Agora que a Liga de Honra terminou com a vitória do Gil Vicente, interessa falar de uma das grandes revelações da equipa de Barcelos, o avançado Hugo Vieira.

Nascido a 5 de Julho de 1988 em Barcelos, Hugo Vieira iniciou a sua carreira futebolística no Santa Maria, tendo, aos 18 anos, a oportunidade de emigrar, ao transferir-se para o Bordéus, onde, todavia, não se adaptou.

De regresso a Portugal, representou o Estoril na temporada 2007/08, mas também não se conseguiu impor, abandonando os canarinhos no final da época sem qualquer honra nem glória.

48 golos ao serviço do Santa Maria valeram-lhe transferência para o Gil Vicente

Após os fracassos de Bordéus e Estoril, Hugo Vieira acabou por recomeçar quase do zero, ou seja, regressando ao Santa Maria, um pequeno clube do concelho de Barcelos. Nesse clube, então a disputar o campeonato distrital da AF Braga, Hugo Vieira brilhou ao mais alto nível, tendo marcado 48 golos e contribuindo, de forma inequívoca, para a subida do Santa Maria à terceira divisão nacional.

Esses números, impressionaram o Gil Vicente que o contratou no defeso de 2009/10, sendo que a primeira época de Hugo Vieira no clube mais representativo de Barcelos acabou por ser uma temporada de adaptação, com o avançado centro a fazer três golos em 325 minutos de utilização.

Contudo, na actual temporada, o avançado-centro mostrou todo o seu valor e capacidade finalizadora, sendo utilizado pelo Gil Vicente em 28 partidas e marcando 12 golos. Assim sendo, podemos dizer que a subida do clube de Barcelos à primeira liga, também teve um dedo importante do jovem avançado português.

Ponta de lança com faro de golo invejável

Conhecido por muita gente por ter feito dois golos ao FC Porto num jogo da Taça da Liga, Hugo Vieira é um atacante com um faro de golo impressionante, sabendo-se posicionar nos melhores sítios para facturar com qualidade e frieza.

Avançado rápido e de capacidade técnica invejável, Hugo Vieira também é um jogador com mobilidade, sabendo deambular pelas zonas avançadas do terreno e dificultando a tarefa de marcação aos defesas.

Neste momento, com 22 anos, trata-se de um jovem valor que todos devemos acompanhar e acarinhar, até pela escassez de bons pontas de lança no espectro do futebol português.

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Raheem Sterling é uma promessa do Liverpool

Uma das maiores promessas do futebol inglês é um extremo de origem jamaicana que brilha nas camadas jovens do Liverpool e na selecção inglesa de sub-17: Raheem Sterling.

Nascido a 8 de Dezembro de 1994 em Kingston, Jamaica, Raheem Sterling iniciou a sua carreira futebolística em 2003 nas camadas jovens do Queens Park Rangers. Após sete anos a jogar nos “The Hoops”, transferiu-se para o Liverpool, que o adquiriu por uma verba de cerca de 1 milhão de euros, ainda que consoante o sucesso do extremo, esse valor possa subir até quase seis milhões.

Extremo rápido e tecnicista 

Raheem Sterling é um extremo muito rápido e de enorme qualidade técnica, sendo fortíssimo no um contra um e perigosíssimo quando faz diagonais em direcção à área.

Bom finalizador e inteligente no posicionamento dentro das quatro linhas, o internacional sub-17 inglês é ideal para actuar como extremo num 4x3x3, seja à direita ou à esquerda, sendo um elemento que tanto pode funcionar como extremo mais puro daqueles que procuram a linha para cruzar ou partir do flanco mas em constantes diagonais para o centro.

Neste momento, com apenas 16 anos de idade, mas já a espreitar a estreia na equipa principal do Liverpool, trata-se de um jogador que devem procurar num dos próximos encontros dos sub-17 ingleses.

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Thibault Courtois em acção

No Genk actua um guarda-redes extremamente talentoso e promissor que, inclusivamente, já chegou à selecção belga apesar de ter apenas 19 anos: Thibault Courtois.

Nascido a 11 de Maio de 1992 em Bree, Bélgica, Thibault Courtois iniciou a sua carreira futebolística nas camadas jovens do Bilzen VV com apenas cinco anos de idade, tendo-se mudado em 1999 para o Racing Genk, clube que representa até hoje.

No Genk, estreou-se na primeira equipa na temporada 2008/09, mas só se assumiu como titular na actual temporada de 2010/11. Nesta época, Courtois efectuou 40 jogos no campeonato belga e ainda conseguiu chegar à selecção da Bélgica, esperando apenas a oportunidade para passar da convocatória à primeira internacionalização.

Guarda-redes com grandes reflexos

Thibault Courtois é um guarda-redes muito alto (1,98 metros), sendo fortíssimo no jogo aéreo e a sair-se a cruzamentos. Rápido e com um excelente posicionamento na baliza, é muito lesto a sair-se aos adversários quando estes aparecem isolados.

Para além disto, uma das características que faz Courtois se destacar, são os seus fantásticos reflexos, que permitem que faça defesas, muitas vezes, quase impossíveis.

Neste momento, com apenas 19 anos, trata-se de um jogador que devem seguir com atenção, pois será, por certo, um dos grandes guarda-redes de futuro do futebol belga.

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A equipa do Leixões que venceu o FC Porto (2-0)

Em 1960/61, Leixões e FC Porto apuram-se para a final da Taça de Portugal e, como esta seria entre dois clubes do norte, a Federação portuguesa de futebol dá a ambos os clubes a possibilidade de se entenderem quanto ao melhor local para disputarem o encontro decisivo. Curiosamente, o jogo acaba por se disputar nas Antas, mas o Leixões, mesmo na casa do adversário, acaba por surpreender tudo e todos, vencendo por 2-0 (golos de Silva e Osvaldo Silva), apurando-se para a Taça das Taças (1961/62), uma competição em que o Leixões iria fazer uma recuperação impressionante e seria obrigado pela NATO a jogar dois jogos fora nos quartos de final…

La Chaux de Fonds e Progresul não pararam o Leixões

Naquela que era apenas a segunda edição da Taça das Taças, o Leixões defrontou, na 1ª Ronda, os suíços do La Chaux de Fonds, uma equipa agora desconhecida, mas que, na altura, somava dois campeonatos suíços e seis taças da Suíça no palmarés. O primeiro jogo, em terras helvéticas, foi um desastre e o Leixões perdeu por 6-2, acreditando-se que a primeira presença europeia da equipa de Matosinhos ia terminar logo ali.

Contudo, na segunda mão, a equipa portuguesa encheu-se de brio e despachou o La Chaux de Fonds por 5-0 com golos de Osvaldo Silva (2), Oliveira (2) e Ventura, apurando-se para os oitavos de final numa partida memorável no pelado do Campo de Santana.

O segundo obstáculo dos leixonenses era uma equipa romena que também tinha bastante mais prestígio na altura do que tem neste momento: Progresul Bucareste. Numa eliminatória equilibrada, o Leixões começou por empatar no Estádio de Alvalade (1-1), para depois ir à Roménia surpreender o adversário vencendo o Progresul por 1-0. Nesta ronda, o marcador de ambos os golos foi a grande estrela da equipa: Osvaldo Silva.

NATO facilitou a vida ao Motor Jena

Nos quartos de final da prova, o sorteio ditou que o Leixões tinha de defrontar uma equipa da Alemanha Oriental, neste caso, o Motor Jena (agora Carl Zeiss Jena). Após chegar-se a acordo para as datas dos jogos em Jena e Lisboa, os germânicos voltam atrás e propõem que o Leixões faça os dois jogos na RDA com todas as despesas pagas.

Os leixonenses não aceitam e obrigam à intervenção da NATO, que nega os vistos de entrada em Portugal aos jogadores alemães (há quem diga que Salazar também dá o seu parecer negativo…) Como a UEFA não se meteu no assunto, o Leixões acabou mesmo por fazer os dois encontros na Alemanha Oriental, empatando 1-1 em Jena e perdendo 3-1 em Gera (campo “neutro”), terminando assim de forma inglória a sua campanha europeia, pois os leixonenses acreditam que, após o tal empate de Jena, teriam superado o clube alemão se o segundo jogo se disputasse em Portugal.

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Celestino na selecção portuguesa de sub-21

Não me canso de dizer que o Belenenses, apesar da época menos conseguida, tem um plantel repleto de jogadores talentosos, sendo que outro desses exemplos é o médio-centro Celestino.

Nascido a 2 de Janeiro de 1987 no Mindelo, Cabo Verde, Pedro Celestino Silva Soares iniciou a sua carreira futebolística nas camadas jovens do Amora, onde esteve entre 1994/95 (escolas) até 2002/03 (juvenis). Depois, no início da época 2003/04, transferiu-se para o Sporting, onde terminou o seu percurso como futebolista juvenil em 2005/06.

Nas temporadas seguintes, o jogador esteve emprestado pelo Sporting a clubes como o Olivais e Moscavide (20 jogos, 3 golos) e Estoril (16 jogos, 2 golos), ambos na Liga de Honra, sendo que, em 2007/08 e 2008/09, esteve emprestado ao então primo-divisionário Estrela da Amadora, onde efectuou 44 jogos (2 golos) no total das duas temporadas.

Nos azuis do Restelo desde 2009/10

No Verão de 2009, terminou o vínculo de Celestino ao Sporting Clube de Portugal e o médio-centro transferiu-se definitivamente para o Belenenses. Nessa temporada, o internacional sub-21 foi um dos mais utilizados dos azuis, tendo somado 33 jogos entre campeonato e Taça de Portugal, mas sendo incapaz de impedir a descida do Belenenses à Liga de Honra no final da época.

Na actual temporada, Celestino voltou a assumir-se como peça fulcral no meio-campo azul, mas ganhou maior preponderância ofensiva, pois se na época anterior não havia marcado qualquer golo, o internacional já soma seis golos (29 jogos) em 2010/11.

Médio-centro de bom pulmão e capacidade táctica

Celestino é um médio que tanto pode jogar a “seis” como a “oito”, sendo um elemento que prima pelo bom posicionamento no terreno de jogo e por ter um excelente pulmão. Bom recuperador de bolas e forte nas transições, é um jogador ideal para funcionar como box to box num 4x3x3 ou elemento mais ofensivo de um duplo-pivot num 4x2x3x1. No entanto, se o treinador optar por um 4x4x2 losango, o internacional sub-21 também pode actuar, sendo que aí será a trinco ou, talvez, a interior-direito, que se adaptará melhor.

Neste momento, com 24 anos, penso que se trata de um jogador com qualidade mais do que suficiente para regressar ao principal escalão do futebol nacional.

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Zohore é um talento dinamarquês

No FC Copenhaga actua um dinamarquês de origem marfinense que tem tudo para ser um dos grandes pontas de lança da nova geração: Kenneth Zohore.

Nascido a 31 de Janeiro de 1994, em Copenhaga, Kenneth Dahrup Zohore é filho de um marfinense que, curiosamente, é primo da super-estrela Didier Drogba, tendo iniciado a sua carreira nas camadas jovens do modesto Skjold, com apenas sete anos de idade.

Depois de uma passagem pelo KB, Kenneth Zohore chegou ao FC Copenhaga em 2010, tendo se estrado na equipa principal do gigante da capital dinamarquesa a 7 de Março de 2010, numa vitória diante do AGF (5-0), quando tinha apenas 16 anos e 37 dias, tornando-se no jogador mais novo de sempre a estrear-se no principal escalão da Dinamarca.

Desde que se estreou pelo FC Copenhaga, Kenneth Zohore já fez 16 jogos (1 golo), notando-se que vai conquistando o seu espaço, devagarinho, na equipa, não saltando etapas da sua formação.

Goleador da selecção sub-17 da Dinamarca

Kenneth Zohore é um ponta de lança muito possante e com um físico impressionante (1, 88 metros, 85 kg), jogando muito bem de costas para a baliza e sendo muito difícil de marcar. Pelas suas características, podemos imaginar que se trata de um “target man” puro, daqueles que ficam parados à espera da bola, mas o internacional sub-19 dinamarquês é muito mais que isso.

Apesar do seu físico, Zohore é um jogador muito móvel e rápido, sendo extremamente perigoso quando embala em velocidade. Bom de cabeça e a rematar com os dois pés (preferencialmente o esquerdo), o dinamarquês é também um jogador com boa visão de jogo, sabendo verificar quando um colega está em melhor posição para facturar.

Podendo jogar tanto sozinho na frente, como na companhia de outro ponta de lança, Kenneth Zohore é, assim, um jogador com um talento impressionante e que, por certo, não demorará a dar o salto para um campeonato de maior renome. Neste momento, com apenas 17 anos e impressionantes números ao serviço da selecção dinamarquesa de sub-17 (18 jogos, 11 golos), trata-se de um avançado que devem seguir num dos próximos jogos do FC Copenhaga.

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Noel Bailie festeja mais um título pelo Linfield

No maior clube da Irlanda do Norte actuou profissionalmente durante 22 anos (1989-2011), granjeando o respeito de colegas e adversários, conquistando inúmeros títulos e somando 1013 (577 só no campeonato) jogos pelo Linfield. Defesa-central raçudo e intratável na marcação, foi o símbolo do Linfield ao longo de mais de duas décadas, demonstrando sempre um enorme amor pelo único clube que conheceu ao longo da sua extensa carreira e pelo qual se despediu dos relvados no passado dia 30 de Abril, com uma vitória diante do Portadown (1-0). Esse triunfo permitiu-lhe sair de cena com a alegria da conquista do décimo e último campeonato norte-irlandês do seu percurso futebolístico.

25 anos de Linfield

Noel Bailie nasceu a 23 de Fevereiro de 1971, em Belfast, Irlanda do Norte, tendo chegado ao Linfield em 1986. No poderoso clube da capital norte-irlandesa, o defesa-central haveria de se estrear a 30 de Março de 1989, numa deslocação ao campo do Ballymena United, quando tinha apenas 17 anos.

Esse duelo acabou por ser o primeiro passo para uma longa carreira que se estendeu por 22 anos, 1013 jogos e inúmeros títulos alcançados pelo Linfield, sendo os principais, dez campeonatos da Irlanda do Norte (1992–93, 1993–94, 1999–00, 2000–01, 2003–04, 2005–06, 2006–07, 2007–08, 2009–10, 2010–11) e sete taças norte-irlandesas (1993–94, 1994–95, 2001–02, 2005–06, 2006–07, 2007–08, 2009–10).

Nesse percurso, Noel Bailie ganhou o respeito de colegas e adversários, apresentando-se em campo como um defesa-central duro, mas leal, que era muito difícil de superar pela forma inteligente como se colocava no terreno de jogo.

A sua única mágoa foi nunca ter feito um único jogo pela selecção norte-irlandesa, mas a fraca visibilidade do campeonato local, aliado ao eterno favorecimento dos jogadores que actuam em Inglaterra ou Escócia, mesmo nos escalões inferiores, acabou por impedir Noel Bailie de ter ganho pelo menos uma internacionalização pela Irlanda do Norte.

Apesar disso, o antigo camisola onze do Linfield terá sempre um lugar no coração dos adeptos do maior clube de Belfast, que sempre irão recordá-lo como um exemplo de dedicação e amor aos “blues”.

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