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Archive for Setembro, 2011

Renato é talentoso

Nas camadas jovens do Sport Lisboa e Benfica actua um médio-centro de grande talento individual e que me parece que pode ser um dos grandes valores de futuro do futebol português: Renato Sanches.

Nascido a 18 de Agosto de 1997, Renato Junior Luz Sanches está nos encarnados desde a época 2008/90, encontrando-se na equipa de Iniciados desde a temporada transacta.

Este ano, saltou da equipa B dos Iniciados para a equipa que disputa o campeonato nacional e tem surpreendido pela positiva, assumindo-se como peça fundamental do miolo das águias e somando dois golos em três jogos pelo Benfica.

Médio-centro de grande pulmão e talento individual

Renato Sanches posiciona-se no meio-campo do Benfica entre o médio mais defensivo e o médio mais criativo, actuando numa posição que, neste momento, tem-se o hábito de chamar de “box to box”

Rápido, raçudo e com um grande pulmão, o médio-centro caracteriza-se também pela evoluída visão de jogo, excelente posicionamento táctico e bom remate de meia distância. Para além disso, é fortíssimo nas transições, sendo daqueles jogadores que parecem empurrar toda a equipa para a frente.

Neste momento, com apenas 14 anos, talvez ainda seja cedo para dizer que será um dos grandes médios-centro do futebol nacional, mas talento e potencial não lhe faltam.

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Tozé Marreco no Aves

Costuma-se dizer que não existem bons pontas de lança portugueses, mas isso, muitas vezes, é um desconhecimento fruto da falta de aproveitamento que é dado aos bons valores lusitanos nessa específica posição no terreno de jogo. Uma boa prova disso é o avançado-centro do União da Madeira, Tozé Marreco.

António José Marreco Gouveia nasceu a 25 de Julho de 1987 em Miranda do Corvo e esteve nas camadas jovens do Lousanense, U. Coimbra e Mirandense, antes de se fixar nas escolas da Académica de Coimbra.

Em 2006/07, na primeira época de sénior, transferiu-se para o Pampilhosa, onde não teve grande sucesso, emigrando na temporada seguinte para os holandeses do Zwolle. Nessa equipa da segunda divisão holandesa, Tozé Marreco brilhou a grande escala, ajudando o clube a atingir o playoff de promoção graças a obtenção de uns impressionantes 17 golos (38 jogos).

Após a má experiência na Bulgária, renasceu em terras helvéticas

Curiosamente, após a experiência holandesa, Tozé Marreco acabou por se transferir para um clube modesto da primeira divisão búlgara, o Lokomotiv Medzra, onde não foi feliz, não marcando qualquer golo nos nove jogos que disputou pelos búlgaros. Assim sendo, o avançado saltibanco voltou a mudar de ares e, em 2009/10, representou o Servette da Suíça, onde, na segunda divisão, fez nove golos em 26 jogos.

Apesar dos números interessantes no clube de Genebra, Tozé Marreco preferiu regressar ao futebol português e, depois de uma época de 2010/11 em que fez seis golos em 27 jogos pelo Aves, transferiu-se agora para o União da Madeira, onde, neste momento, soma três golos em nove jogos e, por certo, ambiciona igualar os números atingidos na brilhante época que fez no Zwolle.

O puro avançado que está no sítio certo para facturar

Tozé Marreco não é jogador para grandes rodriguinhos, pois, apesar de não ser um futebolista tosco, prefere a objectividade ao embelezamento do seu jogo. Rápido e raçudo, destaca-se, principalmente, pela capacidade de aparecer nas melhores zonas do terreno para finalizar as jogadas dos companheiros, sendo bastante frio na hora do remate, seja com os pés ou com a cabeça.

Jogador de equipa, sabe combinar com os companheiros sempre que a ocasião o favoreça, não sendo um futebolista egoísta e obcecado com números individuais.

Com estas características, é um elemento que tanto encaixa num sistema de dois pontas de lança, ou de apenas um, não se notando qualquer quebra de performance em nenhum dos esquemas.

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Borysiuk é uma esperança polaca

No Légia Varsóvia, clube histórico da capital polaca, actua um médio-centro de grande qualidade e que pode ser um dos grandes jogadores polacos num futuro próximo: Ariel Borysiuk.

Nascido a 29 de Julho de 1991 em Biala Podlaska, Polónia, Ariel Borysiuk iniciou a sua carreira em 2004 nas escolas do TOP 54 Biała Podlaska, clube onde permaneceu até 2007.

A 23 de Fevereiro desse mesmo ano de 2007, o actual internacional polaco estreou-se na primeira divisão polaca ao serviço do Légia de Varsóvia. Nessa altura, Borysiuk tinha apenas 16 anos e 213 dias, tornando-se no segundo jogador mais novo de sempre a envergar a camisola principal do clube polaco.

Desde a data da estreia, Ariel Borysiuk já efectuou 75 jogos (3 golos) com a camisola do Légia e assume-se, neste momento, como um dos jogadores mais importantes do histórico clube polaco.

Um trinco de vistas largas

Apesar de se tratar de um médio de características defensivas, o internacional polaco não se limita a defender e a recuperar bolas (aspectos que, valha a verdade, domina muito bem), pois tem bastante técnica individual e visão de jogo, sendo usual que inicie várias jogadas de ataque.

Rápido e com um pulmão apreciável, é daqueles jogadores que parece estar em todo o lado, sendo um elemento extremamente importante para qualquer meio-campo que se queira dinâmico.

Neste momento, com 20 anos, trata-se de um jogador que os olheiros dos clubes portugueses devem ter debaixo de olho, pois seria um reforço bastante interessante para qualquer grande lusitano.

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Hugo López é um extremo talentoso

Na Liga de Honra, no surpreendente líder Atlético Clube de Portugal, tem despontado um extremo espanhol muito talentoso e que foi criado nas escolas do Barcelona: Hugo López.

Nascido a 15 de Maio de 1988 em Gijón, Astúrias, Hugo López Martínez iníciou a sua carreira nas camadas jovens do Barcelona, tendo passado para a equipa B do Alméria em 2007/08, na transição para o futebol sénior.

Depois de uma passagem pela equipa B do Sporting de Gijón e o regresso ao conjunto secundário do Alméria, Hugo López transferiu-se para o Noja da III Divisão espanhola, clube que representou na temporada anterior.

Neste defeso, o jovem extremo espanhol apareceu à experiência na Tapadinha e surpreendeu tudo e todos pela qualidade do seu futebol, tendo rapidamente assinado contrato e já tendo surgido como titular em seis jogos oficiais do Atlético esta época.

Extremo rápido e desequilibrador 

Hugo López é um extremo (tanto pode jogar à direita como à esquerda, mas rende mais no flanco direito) que faz da velocidade e da qualidade técnica os seus maiores predicados.

Inteligente nas movimentações, é aquilo a que podemos chamar de extremo puro, daqueles que jogam colados ao flanco e procuram ir à linha para tirarem cruzamentos venenosos.

Claramente com escola (percebe-se perfeitamente que vem das camadas jovens de um gigante europeu), tem se assumido como uma agradável surpresa deste início de época e poderá, provavelmente, dar o salto para um clube de maiores ambições nos tempos mais próximos.

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Um dos adversários do FC Porto na fase de grupos da Liga dos Campeões é um clube ucraniano que tem construído um nome forte no futebol europeu nos últimos anos, tendo, inclusivamente, conquistado a Taça UEFA em 2008/09, o Shakhtar Donetsk. Contudo, apesar da fama internacional ser recente, trata-se de um clube que conquistou o seu espaço mesmo no tempo da União Soviética, vencendo quatro Taças da URSS e sagrando-se vice-campeão soviético por duas ocasiões. Equipa que já defrontou o Boavista, Benfica, Sporting e Sporting de Braga nas competições europeias, irá, agora, defrontar o FC Porto pela segunda ocasião numa prova da UEFA, depois de ter sido eliminado pelos dragões na Taça das Taças de 1983/84 (2-3 e 1-1).

O Shakhtar actua no bonito Donbass Arena

Quem é o Shakhtar Donetsk?

O clube ucraniano foi fundado a 24 de Maio de 1936 e o seu primeiro grande momento no futebol soviético foi em 1951, quando o Shakhtar conquistou o terceiro lugar no campeonato nacional da URSS. Após esse feito, a equipa só voltaria a ter algum impacto nos anos 60, quando conquistou a Taça da URSS por duas ocasiões (1961 e 1962) e perdeu a final em 1963. Nessa altura, as boas campanhas na taça fizeram com que o clube de Donetsk ficasse conhecido como “equipa de taça.”

No entanto, após esse sucesso do início dos anos 60, a equipa ucraniana apenas voltou a ter impacto no seio do futebol soviético no final dos anos 70, quando foi terceira classificada do campeonato da URSS em 1978 e segunda classificada em 1979. Esse sucesso manter-se ia nos anos 80, com o Shakhtar a conquistar duas taças da URSS (1980 e 1983) e a perder outras duas finais da prova (1985 e 1986).

Após a queda da União Soviética, o Shakhtar Donetsk, juntamente com o Dínamo de Kiev, assumiu-se como um dominador do futebol ucraniano, somando seis campeonatos da Ucrânia, sete taças ucranianas e três supertaças, para além de ter conquistado a Taça UEFA em 2009 (2-1 ao Werder Bremen na final).

Na época passada (2010/11), o Shakhtar Donetsk conquistou a dobradinha do futebol ucraniano, juntando o campeonato à taça da Ucrânia.

o romeno Mircea Lucescu é o treinador do Shakhtar

Como joga?

É difícil falar do Shakhtar Donetsk como uma equipa ucraniana, pois o clube mineiro conta com uma grande influência brasileira no seu conjunto, nomeadamente do meio-campo para a frente onde conta com cinco jogadores canarinhos (Fernandinho, Dentinho, Jádson, Luiz Adriano e Eduardo, este, apesar de tudo, internacional croata) de grande talento.

De facto, o conjunto de Donetsk apresenta um futebol de grande qualidade técnica e de transições rápidas defesa/ataque, contando ainda com uma defesa de boa qualidade e onde imperam jogadores frios e eficientes como os internacionais ucranianos: Chygrinskiy (defesa-central) e o guarda-redes Pyatov, assim como os laterais Srna (internacional croata) e Rat (internacional romeno).

Esta noite, o onze provável da equipa ucraniana, esquematizado em 4x4x2, não deve andar muito longe do seguinte: Pyatov; Srna, Chygrinskiy, Kryvtsov e Rat; Mkhitaryan, Fernandinho, Jádson e Dentinho; Eduardo e Luiz Adriano.

Jádson é internacional brasileiro

Quem é que o FC Porto deve ter debaixo de olho? Jádson

O mais vistoso futebolista do meio-campo do Shakhtar Donetsk é o internacional brasileiro Jádson, um elemento de grande técnica e imaginação que os dragões devem saber controlar.

Nascido a 5 de Outubro de 1983 em Londrina, Brasil, Jádson Rashid Rodrigues da Silva Radzif iniciou a sua carreira no Atlético Paranaense em 2003, tendo permanecido no clube canarinho entre 2003 e 2005 e efectuado 65 jogos (21 golos) nesse período de tempo.

Em 2005, o então promissor centro-campista brasileiro mudou-se para a Ucrânia, onde, desde essa data, representa o Shakhtar Donetsk. Na equipa ucraniana, já efectuou 163 jogos (39 golos) e conquistou inúmeros títulos, sendo cinco campeonatos da Ucrânia, duas taças ucranianas e uma Taça UEFA os principais triunfos.

Médio-ofensivo de grande talento individual, é um jogador com um baixo centro de gravidade, o que lhe permite driblar os adversários com facilidade e mestria. Rápido e com boa visão de jogo, trata-se de um dos principais cérebros do futebol ofensivo dos mineiros, sendo imperioso para o FC Porto tê-lo constantemente debaixo de olho.

Golo de Derlei eliminou os ucranianos em 2008/09

Confrontos com equipas portuguesas em provas da UEFA

Taça das Taças 1983/84: FC Porto vs Shakhtar Donetsk 3-2 e 1-1 (apurado FC Porto)

Taça das Taças 1997/98: Boavista vs Shakhtar Donetsk 2-3 e 1-1 (apurado S. Donetsk)

Liga dos Campeões 2007/08: Benfica vs Shakhtar Donetsk 0-1 e 2-1 (Benfica seguiu para a Taça UEFA, S. Donetsk eliminado)

Liga dos Campeões 2008/09: Shakhtar Donetsk vs Sporting 0-1 e 0-1 (Sporting apurado, S. Donetsk seguiu para a Taça UEFA)

Liga dos Campeões 2010/11: Sporting de Braga vs Shakhtar Donetsk 0-3 e 0-2 (Sp. Braga seguiu para a Taça UEFA, Shakhtar apurado)

As possibilidades do FC Porto

Na minha opinião, o Shakhtar Donetsk é o principal adversário do FC Porto neste Grupo G, sendo claramente a equipa mais dura que os azuis-e-brancos vão defrontar nesta fase da prova.

Em termos de qualidade de plantel, ambas as equipas equivalem-se, ainda que os azuis-e-brancos tenham a vantagem de terem maior experiência internacional que o conjunto ucraniano, ainda que essa diferença se tenha vindo a esbater nos últimos tempos.

Assim sendo, favoritismo reduzido para os portistas que terão de ter imenso cuidado e serem extremamente profissionais para superarem este difícil obstáculo.

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Neto com a camisola do Atlético Paranaense

Talvez a maior promessa brasileira em termos de guarda-redes encontra-se a dar os primeiros passos no futebol italiano ao serviço da Fiorentina. Falo de Neto, ex-coqueluche do Atlético Paranaense.

Nascido a 19 de Julho de 1989 em Araxá, Brasil, Norberto Murara Neto iniciou a sua carreira nas camadas jovens do Atlético Paranaense, clube que haveria de passar a representar como sénior na temporada de 2009.

Entre o ano da estreia e Dezembro de 2010, Neto soube tornar-se o dono da baliza do Atlético Paranaense, somando 54 jogos pelo clube do Paraná e ganhando a cobiça de vários clubes sul-americanos e europeus. Essas boas exibições valeram-lhe a chamada à selecção principal canarinha e, em Janeiro de 2011, a transferência para a Fiorentina, onde, contudo, ainda não passou de terceiro guarda-redes.

Guarda-redes de grande futuro

Neto era um guarda-redes muito acarinhado pela torcida do Atlético Paranaense, pois revelava-se como um atleta dedicado  e extremamente seguro.

Frio, muito bom a sair-se aos pés dos adversários e aos cruzamentos, Neto também é um guarda-redes elástico e que muitas vezes faz defesas que todos julgavam impossíveis de serem realizadas.

Neste momento, com 22 anos, talvez fosse melhor ser emprestado a um clube de menores aspirações que a Fiorentina, para que possa continuar a sua natural evolução futebolística.

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Luc Castaignos com a camisola laranja

Chegou este Verão ao futebol italiano e ao Inter, uma das grandes promessas do futebol holandês, o ponta de lança ex-Feyenoord: Luc Castaignos.

Nascido a 27 de Setembro de 1992, em Schiedam, Holanda, Luc Castaignos iniciou a sua carreira nas camadas jovens de pequenos clubes holandeses como o Excelsior’20 e o Spartaan’20, antes de se transferir em 2007 para o Feyenoord.

No histórico clube de Roterdão, o avançado-centro holandês estreou-se como sénior na temporada 2009/10, terminando essa época com o modesto registo de quatro jogos e zero golos. Todavia, ao tratar-se de um jovem de 17 anos, percebe-se bem a pouca expressão dos números.

Por outro lado, na temporada passada, o avançado-centro explodiu no Feyenoord e, mesmo com apenas dezoito anos, terminou a época com 15 golos em 30 jogos e tornou-se cobiçado por vários grandes clubes da Europa, acabando por se transferir para o Inter de Milão.

Puro finalizador

O atacante holandês é o puro ponta de lança que parece estar sempre no sítio certo para facturar. Rápido e muito inteligente nas movimentações, surge sempre em zona de finalização, ludibriando facilmente as marcações que lhe são movidas pelos defesas adversários.

Apesar de não ser um prodígio de técnica, o internacional sub-21 holandês é extremamente letal no momento do remate, raramente falhando uma boa oportunidade para facturar.

Neste momento, à beira de fazer 19 anos, talvez necessitasse de rodar num clube menos exigente como o Inter, para que se preparasse melhor para o intenso e super-competitivo futebol italiano, mas, ainda assim, o avançado holandês tem todas as condições para já ir conquistando o seu espaço nos “nerazzurri” nesta mesma temporada.

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