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Archive for Novembro, 2011

Shunin é uma promessa russa

No histórico Dínamo de Moscovo do campeonato russo desponta um jovem guarda-redes internacional russo que tem um futuro muito promissor à sua frente: Anton Shunin.

Nascido a 27 de Janeiro de 1987 em Moscovo, Rússia, Anton Shunin é um produto das escolas do Dínamo Moscovo, clube pelo qual se estreou profissionalmente a 21 de Abril de 2007 num desafio diante do Khimki que o Dínamo venceu por 2-1.

Nessa temporada de 2007, o jovem guarda-redes acabou a época com 25 jogos realizados e pensou-se que teria pegado de estaca na baliza do clube da capital russa, todavia não foi isso que aconteceu.

Entre 2008 e 2010, Shunin nunca foi titular absoluto no Dínamo Moscovo, somando um total de 26 jogos realizados ao longo dessas três temporadas. Contudo, na actual temporada de 2011/12, época em que o campeonato russo faz uma transição para um calendário de Outono-Primavera, o guarda-redes russo voltou a assumir-se como principal dono da baliza do clube moscovita, somando 33 jogos pelo Dínamo Moscovo e conseguindo, inclusivamente, regressar à selecção russa.

Guarda-redes frio e elástico

Anton Shunin é um guarda-redes típico da escola russa, revelando-se bastante frio e seguro entre os postes, jamais inventando ou arriscando em demasia.

Com 1,91 metros, trata-se de um elemento muito seguro no jogo aéreo, sendo bastante forte nos cruzamentos para a área, ainda que apesar da elevada estatura, também seja um jogador bastante seguro junto à relva.

Elástico e corajoso a sair-se aos pés dos avançados, trata-se de um guarda-redes completo e promissor ao qual os clubes portugueses deviam estar de olho.

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Gerndt festeja golo pelo HIF

No FC Utrecht da Liga Holandesa, actua um avançado sueco com grande talento e sentido de baliza que se sagrou o melhor marcador do campeonato do seu país em 2010: Alexander Gerndt.

Nascido a 14 de Julho de 1986 em Visby, Suécia, Alexander Gerndt iniciou a sua carreira futebolística no modesto Visby IF, onde, entre 2004 e 2006, apontou nove golos em trinta e nove partidas. Essas boas exibições ao serviço do clube da ilha de Gotland valeram-lhe uma transferência para o bem mais conhecido AIK Estocolmo, onde, contudo, não se conseguiu impor, não conseguindo fazer qualquer tento nos cinco jogos que efectuou pela equipa da capital sueca.

Demorou a explodir no Gefle 

Ao não se impor no AIK, o clube de Estocolmo preferiu emprestá-lo ao modesto IK Sirius, que representou com sucesso durante a primeira metade da temporada de 2008, marcando seis golos em catorze jogos.

Essas exibições valeram-lhe uma transferência na abertura de transferências do Verão de 2008 para o Gefle, onde pouco brilhou durante a primeira época e meia, não marcando mais que três golos.

Contudo, a época de 2010 haveria de ser uma temporada de transição para o atacante sueco, pois este haveria de fazer uma campanha de sonho. De facto, durante a primeira metade da época, Gerndt marcou oito golos em catorze jogos pelo Gefle, tendo, a meio da temporada, trocado essa equipa por outro clube mais emblemático do futebol sueco, o Helsingborgs.

Ano de luxo no Helsingborgs valeu-lhe transferência para a Eredivisie

No clube conhecido pelas iniciais de HIF, haveria de marcar 12 golos em 15 jogos até final da temporada de 2010, sagrando-se melhor marcador do campeonato sueco (20 golos) e jogador do ano dessa mesma liga.

Em 2011, haveria de continuar numa toada exibicional muito elevada e, assim, os responsáveis do clube sueco perceberam que seria impossível segurar o internacional sueco.

Assim sendo, no último Verão, Gerndt transferiu-se para os holandeses do FC Utrecht, onde ainda procura se assumir como o goleador de créditos firmados que deixou a sua Suécia natal, pois ainda só marcou um golo em nove partidas.

Avançado temível nas bolas paradas

Alexander Gerndt é um avançado que joga preferencialmente no centro do ataque, mas também pode ser adaptado ao lado direito do ataque sem qualquer problema. Em termos tácticos, é ideal para jogar no centro num 4x4x2, mas talvez se adapte melhor a falso extremo se o esquema preferencial for o 4x3x3 ou o 4x2x3x1.

Rápido, bom tecnicamente e muito inteligente nas movimentações, é um ponta de lança que se desmarca muito bem e aparece com facilidade na zona de tiro, onde prima pela frieza e pela potência do seu pontapé.

Outra característica do internacional sueco é a qualidade nos lances de bola parada, pois é um exímio marcador de livres, tanto em jeito como em força, tornando-se uma clara mais valia nesse capítulo específico do jogo.

Para além de tudo isto, trata-se de um jogador muito trabalhador e raçudo, o que faz do avançado de 25 anos num elemento que encaixava na perfeição no plantel de um clube português de ambições europeias.

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Paulo Bento levou Portugal ao Euro 2012

Após uma campanha sinuosa que começou pelo escândalo do empate caseiro com Chipre (4-4) e uma derrota pela margem mínima na Noruega (0-1), Portugal conseguiu finalmente o apuramento para o Euro 2012, após golear a Bósnia (6-2) no Estádio da Luz, no decisivo duelo do playoff. Tratou-se de uma vitória inequívoca, perante uma selecção que está em franca evolução, mas que, valha a verdade, ainda não está no nível da equipa portuguesa, que apesar de não ter um conjunto ao mesmo nível do passado recente, conta com alguns jogadores de classe mundial como Pepe, Fábio Coentrão e Nani, e um verdadeiro fora de série como é Cristiano Ronaldo. Ainda assim, após a ligeira euforia do quinto apuramento consecutivo para o campeonato da Europa, importa analisar os possíveis adversários portugueses no certame.

Subida ao Pote 3 poderá não ter trazido vantagens

Com a vitória diante da Bósnia, Portugal subiu do Pote 4 ao pote 3, o que, curiosamente, pode não ter trazido quaisquer vantagens à equipa das quinas. No Pote 3, Portugal fica automaticamente impedido de defrontar as  selecções da Suécia, Grécia e Croácia, mas passa a poder defrontar as equipas do Pote 4, onde existem três selecções equivalentes às anteriores: Dinamarca, República da Irlanda e República Checa e uma quarta, que, valha a verdade, os lusos quererão por todos os meios evitar: França.

Honestamente, deste último pote, Portugal deverá preferir os irlandeses ou os checos, pois são claramente as equipas mais frágeis, enquanto a Dinamarca, apesar da recente vitória em Copenhaga, também não poderá assustar a equipa das quinas. Por outro lado, a França, apesar da má forma recente, é uma equipa que tradicionalmente não vacila diante de Portugal e a sua colocação no mesmo grupo que o lusitano, criaria, quase de certeza, um grupo da morte no Euro 2012.

Parecem cabeças de série mas é apenas o Pote 2

O segundo pote poderia ser, claramente, um pote de cabeças de série. De facto, neste Pote 2 estão as selecções da Alemanha, Itália e Inglaterra, que perfazem oito títulos mundiais e uma Rússia, que, não sendo uma equipa frágil, será claramente a que todas as outras doze selecções vão desejar defrontar deste pote.

Tradicionalmente, Portugal dá-se melhor com a Inglaterra do que com Itália e Alemanha e, sendo assim, a equipa portuguesa deverá desejar os ingleses logo a seguir aos russos (de longe o fruto apetecido). Entre italianos e alemães, apesar do nome fortíssimo de ambos, temos que realçar que actualmente os germânicos estão bem mais fortes que os transalpinos e, a ter de escolher, seria mais “benéfico” a Portugal que lhe saísse a “squadra azzurra” que a “mannschaft”…

Pote 1: o pote dos desequilíbrios 

Apesar de tudo, o pote mais desequilibrado deste campeonato da Europa é claramente  o Pote 1, que tem as duas equipas mais fortes presentes na competição: Espanha e Holanda e, também, duas das mais frágeis: Ucrânia e Polónia.

Ainda assim, tirando a óbvia divisão “dois-dois”, há que realçar que entre espanhóis e holandeses, a preferência tem de ir para a selecção laranja, com quem nos damos tradicionalmente bem, enquanto entre ucranianos e polacos, a preferência acaba por ser indiferente, pois são ambos países organizadores e têm uma selecção de qualidade equivalente.

Haverá algum grupo de sonho ou de pesadelo?

Numa fase final de um campeonato da Europa nunca se pode falar em grupos de sonho, todavia, existem agrupamentos bem mais fáceis que outros e o melhor grupo para Portugal seria claramente algo parecido com isto:

Ucrânia/Polónia
Rússia
Portugal
República da Irlanda/República Checa/Dinamarca

Por outro lado, o oposto também existe, e existem combinações que poderão criar imensas dificuldades a que Portugal supere esta primeira fase do Euro 2012. Num caso de extrema falta de sorte, Portugal poderá encontrar algo semelhante a isto:

Espanha/Holanda
Alemanha/Itália/Inglaterra
Portugal
França

Taça Latina dentro do campeonato da Europa?

Curiosa a possibilidade da existência de uma mini Taça Latina na fase de grupos do campeonato da Europa, com Espanha, Itália, Portugal e França no mesmo agrupamento. Uma ideia interessante, mas que dificultaria e bastante a primeira missão portuguesa para este certame: apuramento para os quartos de final.

Apesar de tudo o que foi dito, só poderemos avançar com uma melhor análise aquela que vai ser a participação portuguesa após os resultados do sorteio da fase de grupos e, para isso, teremos de aguardar pelo dia 2 de Dezembro, onde tudo será decidido. Esperemos que, nesse dia, os deuses da fortuna estejam connosco e nos afastem dos maiores tubarões do futebol europeu.

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Florent é uma revelação leixonense

Um dos mais interessantes novos jogadores da nossa liga secundária é claramente um defesa-esquerdo gaulês que tem brilhado nos relvados de Matosinhos ao serviço do Leixões: Florent Hanin.

Nascido a 2 de Abril de 1990, Florent Olivier Sylvain Hanin iniciou a sua carreira ao serviço do Le Havre, actuando na equipa secundária dos franceses entre 2008 e 2011 e efectuando 65 jogos (1 golo).

Neste defeso, trocou França por Portugal e o Le Havre pelo Leixões, tendo rapidamente se assumido como peça importante da equipa de Matosinhos. De facto, o gaulês soma 13 jogos oficiais e tem cumprido muito bem com o seu trabalho.

Lateral-esquerdo completo

Florent Hanin é um lateral-esquerdo que alia segurança a defender com inteligência e qualidade na forma como sobe no flanco, assumindo-se como um dos bons valores do Leixões.

Sem ser muito forte fisicamente (177 cm e 65kg), é um jogador que defende muito bem o seu flanco, sendo inteligente no desarme e rápido na recuperação, apoiando depois bem o ataque, com base na velocidade e na boa capacidade de passe.

Neste momento, com 21 anos, trata-se de um jogador para seguirem com atenção, pois poderá dar o salto para um clube com outras dimensões num futuro próximo.

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Zahirovic (1º plano) é um excelente médio

No Spartak Nalchik da Primeira Divisão Russa actua um médio-defensivo internacional bósnio de grande qualidade e margem de progressão: Adnan Zahirovic.

Nascido a 23 de Março de 1990 em Banja Luka, Bósnia, Adnan Zahirovic iniciou a sua carreira desportiva no Celik Zenica, clube pelo qual se estreou no futebol profissional em Agosto de 2008 num duelo diante do FC Sarajevo e onde o médio-centro foi titular.

Entre essa data e o inicio de 2011, o internacional bósnio efectuou 49 jogos pelo clube de Zenica, nunca tendo grandes resultados colectivos, pois o Celik nunca se classificou acima do décimo lugar enquanto Zahirovic lá actuou.

Em Janeiro deste ano, Zahirovic trocou a Bósnia pela Rússia e o Celik Zenica pelo Spartak Nalchik, tendo rapidamente conquistado o seu espaço no clube russo. De facto, até este momento, o internacional bósnio já efectuou 22 jogos (3 golos) pelo Spartak Nalchik, ainda que as coisas não estejam a correr muito bem ao seu clube, pois este encontra-se num actual décimo-quinto lugar, o que lhe valerá a despromoção caso continue assim.

Médio-centro de recuperação

Adnan Zahirovic é um médio-defensivo na sua génese, mas não se limita apenas ao processo defensivo, pois é muito inteligente e incisivo nas transições defesa/ataque.

Bom recuperador de bolas e positivamente agressivo na forma como aborda os lances, é dono de um excelente pulmão e tem uma boa capacidade técnica, o que lhe permite empurrar muitas vezes a equipa para a frente.

Com boa visão de jogo e extraordinário sentido posicional, trata-se de um elemento que tanto pode jogar a “seis” como a “oito” com a mesma qualidade e seria uma excelente adição para qualquer clube médio português interessado num médio que lhe enchesse o meio-campo.

Convocado para o próximo jogo com Portugal, trata-se de um jogador que podem procurar, nesse mesmo duplo-desafio, decisivo para o apuramento para o Euro 2012.

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