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Archive for Janeiro, 2012

Marc Janko é um goleador e um vencedor nato

A caminho do FC Porto está um ponta de lança matador de nacionalidade austríaca que, por certo, será um excelente reforço dos dragões para a segunda metade da época: Marc Janko.

Nascido a 25 de Junho de 1983 em Viena, Áustria, Marc Janko iniciou a sua carreira no Admira Wacker, clube que representou desde as camadas jovens até aos primeiros passos no futebol sénior.

Em 2005, todavia, o internacional austríaco haveria de se transferir para o Red Bull Salzburgo, clube onde iria explodir definitivamente no contexto futebolístico europeu. De facto, no clube da cidade onde nasceu Mozart, Janko haveria de permanecer até 2010, marcando 81 golos em 112 jogos, destacando-se a temporada de 2008/09, quando fez 40 golos em 36 partidas.

Não perdeu o faro goleador na Holanda

No defeso de 2010/11, já com três campeonatos austríacos no bolso, Marc Janko preferiu mudar de ares e abraçar uma outra experiência no futebol europeu, transferindo-se para a Holanda e para o FC Twente.

No clube de Enschede, o internacional austríaco haveria de continuar um avançado prolífico, tendo marcado 34 golos nos 65 jogos que disputou na última época e meia, sendo figura de proa da equipa do FC Twente que, na temporada passada, conquistou a Taça da Holanda.

Puro ponta de lança de último toque

Marc Janko é um avançado internacional austríaco (24 jogos, 9 golos) de 1,96 metros de altura e que tem como principal predicado ser um finalizador nato que está sempre no sítio certo para facturar.

Não sendo rápido e tendo uma técnica apenas mediana, o ponta de lança compensa essas lacunas por ser um jogador com uma noção perfeita de onde se deve movimentar para depois aparecer em zona privilegiada para a finalização, fazendo-o de forma fria e objectiva.

Goleador nato, trata-se de um avançado-centro letal, sendo eficaz tanto com os pés como com a cabeça e ideal para um esquema 4x3x3, onde a equipa não viva obcecada em jogar para o austríaco, mas procure-o muitas vezes como referência e destino do futebol ofensivo.

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Agostinho Cá a jogar por Portugal

Nos juniores do Sporting actua um médio-centro com enorme margem de progressão e que chamou à atenção do grande público após as boas exibições no NextGen Series: Agostinho Cá.

Nascido a 24 de Julho de 1993 na Guiné-Bissau, Agostinho Cá foi mais um dos guineenses que chegou a Portugal pela mão do empresário Catio Baldé, tendo o Oeiras como primeiro clube na nova experiência europeia e transferindo-se depois para o Sporting, que representou no último ano de juvenil e onde desde a temporada passada representa a equipa júnior.

Tem a alcunha de “Deschamps”

Agostinho Cá actua na posição “seis”, mas não se pense que se trata de um jogador sem capacidade técnica ou visão de jogo. Eximio recuperador de bolas e com grande inteligência posicional, o internacional sub-19 português é importantíssimo nas compensações e nas dobras, demonstrando grande maturidade nesses aspectos específicos do jogo.

Com a alcunha de “Deschamps” desde muito novo, Agostinho Cá é, à imagem do antigo volante francês, um jogador capaz de ser destruidor e construtor, assumindo-se como um farol de todo o meio-campo leonino e mostrando capacidade para muitas vezes empurrar toda a equipa para a frente.

Versátil (também pode jogar em posições mais avançadas do terreno), com grande pulmão e uma enorme margem de progressão, trata-se de um jogador que pode ser o motor do meio-campo do Sporting num futuro não muito distante.

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Kazmierczak com a camisola do FC Porto

Chegou a Portugal para representar o Boavista no Verão de 2006, assumindo-se durante 2006/07 como uma das grandes figuras de um conjunto axadrezado que não haveria de passar da décima posição no campeonato nacional. Apesar do insucesso colectivo, as boas exibições ao serviço do Boavista, valeram-lhe, no defeso seguinte, a transferência para o FC Porto, contudo, ao serviço do clube azul-e-branco, o internacional polaco nunca se viria a impor, acabando por se arrastar em empréstimos até desaparecer da vista do amante do futebol português sem qualquer rasto…

Produto das escolas do LKS Lodz

Przemysław Tadeusz Kaźmierczak nasceu a 5 de Maio de 1982 em Łęczyca, Polónia, tendo iniciado o seu percurso futebolístico nas escolas do LKS Lodz.

Em 2000, estreou-se profissionalmente ao serviço do modesto Piotrcovia, tendo também representado o GKS Bogdanka Łęczna, antes de se transferir em 2003 para o Pogon. No clube de Szczecin, o médio-centro haveria de fazer três temporadas de grande qualidade, somando 72 jogos e 10 golos e conseguindo inclusivamente chegar à selecção da Polónia.

O Boavista abriu-lhe as portas do futebol português

Em 2006/07, o médio-centro polaco teve a primeira experiência noutro campeonato que não o polaco, transferindo-se para Portugal e para o Boavista. No clube axadrezado, numa época que nem correu assim tão bem ao Boavista (terminou na 10ª posição), Kazmierczak efectuou 32 jogos e marcou 6 golos, chamando a atenção de vários clubes de maior nomeada e acabando por se transferir para o FC Porto.

Nos dragões, o internacional polaco estaria entre 2007 e 2010, ainda que só tenha estado no plantel portista na temporada de 2007/08. Nessa época, Kazmierczak nunca mostrou qualidade suficiente para ser titular dos azuis-e-brancos, acabando por apenas fazer 19 jogos em todas as competições, sendo apenas nove como titular.

Emprestado até ao regresso à Polónia

Ainda ligado contratualmente aos portistas, o internacional polaco haveria de ser emprestado ao Derby County e ao Vitória de Setúbal nas temporadas seguintes. Nesses dois clubes, o médio-centro assumiu-se como figura importante e conseguiu mesmo garantir a titularidade em ambos os conjuntos, o que não surpreende, pois o nível de exigência era muito inferior em comparação ao FC Porto.

No Verão de 2010, Kazmierczak viu o seu contrato com o FC Porto terminar, transferindo-se definitivamente para o futebol polaco e para o Slask Wroclaw. Nesse clube, o internacional por nove vezes pela Polónia actua até este momento, procurando voltar aos tempos de glória que, num passado já algo distante, o levaram a ser pretendido por grandes clubes do futebol europeu.

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Hiljemark é o novo Anders Svensson

Com apenas 19 anos, actua nos suecos do Elfsborg um jovem promissor médio-centro que já é considerado o novo Anders Svensson: Oscar Hiljemark.

Nascido a 28 de Junho de 1992 na Suécia, Oscar Hiljemark iniciou a sua carreira nas camadas jovens do Gislaved, tendo se transferido em 2008 para o Elfsborg.

No clube de Boras, o médio-centro estreou-se profissionalmente em 2010, mais precisamente a 26 de Setembro de 2010 num empate fora (2-2) diante do IF Brommapojkarna. Desde essa data, o médio-centro já soma 33 jogos e 3 golos pelo Elfsborg, assumindo-se como peça importante do clube sueco, mesmo tendo apenas 19 anos de idade.

Internacional em vários escalões pela Suécia

Oscar Hiljemark é internacional sueco desde o escalão de sub-17, tendo garantido internacionalizações também no escalão de sub-19 e sub-21. Na totalidade, ao nível das camadas jovens, o médio do Elfsborg soma 25 internacionalizações e sete golos, o que é o feito digno de registo.

No futebol sénior, o médio-centro também já deixou a sua marca, tendo se estreado há cinco dias numa vitória no Bahrein (2-0) e marcado, inclusivamente, um dos golos da selecção escandinava.

Médio-centro raçudo, veloz e cerebral

Hiljemark é um médio-centro “box to box”, sendo fortíssimo nas transições defesa/ataque e ataque/defesa e tendo a capacidade de pautar todo o jogo a meio-campo.

Com um pulmão impressionante e uma excelente capacidade de passe, o internacional sueco demonstra uma enorme maturidade para a sua idade, assumindo-se como um jogador com grande sentido de responsabilidade e vontade de vencer.

Estratégicamente, é ideal para ser o elemento mais avançado de um duplo-pivot em 4x2x3x1 ou para jogar a “oito” num 4x3x3, funcionando como o motor de qualquer meio-campo que se pretenda forte, raçudo e imaginativo.

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Akseli Pelvas é um talento nórdico

No HJK Helsínquia do campeonato finlandês actua um jovem atacante nórdico com grande mobilidade e interessante capacidade finalizadora: Akseli Pelvas.

Nascido a 8 de Fevereiro de 1989 em Espoo, Finlândia, Akseli Pelvas iniciou a carreira em 1994 nas camadas jovens do EsPa, tendo se transferido para o HJK Helsínquia em 2003.

Em 2005, o avançado-centro estreou-se profissionalmente pelo Klubi-04 (equipa satélite do HJK), tendo feito 27 golos em 17 jogos ao serviço do conjunto secundário do gigante de Helsínquia.

Desde 2007, tirando um curto período de empréstimo ao IFK Mariehamn em 2008, Pelvas tem estado ligado ao HJK Helsínquia, assumindo-se cada vez mais como uma figura importante do clube da capital finlandesa, somando 25 golos em 63 partidas e ajudando o HJK a conquistar dois campeonatos e duas taças da Finlândia.

Avançado-centro móvel e com sentido de baliza

Akseli Pelvas é um avançado de baixa estatura para os parâmetros nórdicos (1,80 metros), mas que compensa esse facto com grande mobilidade, sentido de baliza e frieza no remate.

Veloz e com excelente sentido posicional, o internacional finlandês (1 ocasião) parece estar sempre no sítio certo para finalizar, aparecendo muitas vezes em situações em que só tem de encostar.

Pelas suas características, o jovem de 22 anos é ideal para um esquema 4x4x2, principalmente para jogar ao lado de um atacante mais posicional com quem possa tabelar e combinar em situações ofensivas.

Um jogador jovem, promissor e com boa margem de progressão para ser seguido num dos próximos jogos do HJK ou da selecção finlandesa.

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Mourinho deposita quase todas as esperanças de vencer o Barça em Ronaldo

Mais um duelo entre o Real Madrid e o Barcelona e, como já tem sido (quase sempre) hábito, um domínio total e incontestável dos catalães diante de uns madrilenos mais preocupados em (tentarem) não deixar o Barcelona jogar que em aproveitar os excelentes valores que têm ao dispor no seu plantel para discutirem o jogo com armas semelhantes, ou pelo menos de forma mais digna e consentânea com os históricos pergaminhos de um enorme clube como é o Real Madrid.

Ontem, em pleno Santiago Bernabéu, chegou a ser constrangedor ver a facilidade como o Barcelona trocava de forma segura a bola a todo o campo, perante uma equipa do Real Madrid que não esboçava qualquer reacção para além de recuar em bloco e tentar acertar no jogador do Barcelona que estivesse mais perto para que pudesse parar, constantemente, o ritmo de jogo da equipa de Guardiola.

Na verdade, o 1-2 chega mesmo a ser um resultado simpático, tal foi o domínio do Barça, perante um Real Madrid que apenas existiu nos primeiros quinze minutos, uma altura em que até conseguiu chegar ao golo por mérito desse grande jogador que é Cristiano Ronaldo, mas também por demérito de Piqué, que lhe abriu uma auto-estrada, e Pinto, que abordou de forma muito deficiente o remate do internacional português.

Mas a culpa desta enorme discrepância exibicional entre merengues e catalães também é de José Mourinho que, ontem, fez-me lembrar Jesualdo Ferreira e a sua eterna vontade de inventar em jogos de teor de dificuldade mais elevado, com os (maus) resultados que daí quase sempre advinham.

Perante o plantel que o Real Madrid tinha ao seu dispor para o clássico, seria previsível um onze com Casillas na baliza; um sector defensivo com Sérgio Ramos e Fábio Coentrão nas laterais e Pepe e Ricardo Carvalho no centro; um duplo-pivot no meio-campo com Lass e Xabi Alonso, Özil a “dez”, Ronaldo numa ala, Kaká na outra (ou mesmo Higuaín se quisessem outro tipo de poder de fogo) e Benzema na frente de ataque. Mesmo que quisesse ser mais conservador, havia sempre a hipótese de subir Coentrão para a ala e lançar Marcelo, passando Ronaldo para o flanco direito.

Contudo, Mourinho aproveitou para utilizar um meio-campo com três jogadores quase exclusivamente defensivos (Xabi Alonso, Lass e Pepe), surpreender tudo e todos com a utilização de Altintop na lateral direita (muito esforçado, mas sofreu pesadelos com a acção de Iniesta no seu flanco) e deixar o ataque quase exclusivamente à acção do trio Higuaín-Benzema-Ronaldo.

Durante algum tempo, a estratégia ainda foi resultando, até porque o Barça não estaria à espera de um sistema tão conservador como o utilizado pelo treinador português e, também, pela velocidade e repentismo de Cristiano Ronaldo que, como se sabe, mesmo sozinho e desapoiado, é capaz de ser extremamente perigoso se lhe derem muito espaço como foi o caso do golo que apontou.

No entanto, com o passar dos minutos, os catalães foram se habituando ao sistema e o Real Madrid deixou pura e simplesmente de existir ou, vamos lá, existia mas só do meio-campo para trás, recuado, amedrontado com as movimentações de Messi e companhia, e apenas preocupado em que o jogo terminasse o mais cedo possível.

Ainda pensei, o Real Madrid está a ganhar e isto é uma estratégia para cansar o Barça e procurar fazer o segundo golo em contra-ataque. Mas não, a equipa não esticava com o 1-0, não esticou depois de Puyol empatar a contenda e mal esboçou uma reacção após Abidal ter dado a volta ao resultado. No relvado, restava Pepe a criar conflitos em todos os lances em que intervia, simulando agressões, efectuando entradas duras e, até, pisando de forma intempestiva Messi, num lance que ainda pode custar muito caro ao internacional português.

Uma vez mais, o Real Madrid perdia um jogo com o Barcelona e, mais que isso, perdia de forma clara e sem margem para discussão, mostrando um medo do adversário que deveria envergonhar um clube que sempre foi conhecido pelo futebol atractivo praticado e por enorme cultura de futebol de ataque.

Ontem, ouvi Luís Freitas Lobo dizer que uma coisa é o Real Madrid ser campeão e outra é o Real Madrid ganhar ao Barcelona e estou completamente de acordo. O Real Madrid até poderá ser campeão perdendo todos os jogos com o Barcelona e Mourinho no final recordar que um campeonato se faz em 38 jogos e não em dois contra o Barça, mas devo dizer ao treinador português que já muitos treinadores foram despedidos no Real Madrid sendo campeões e apenas porque o futebol não era o mais apaixonante para o adepto merengue. Além disso, imagine-se que os madrilenos perdem o campeonato (pelo segundo ano consecutivo), a Taça (só um milagre salvará o Real Madrid em Camp Nou) e a Supertaça (que perderam no início da época) para o Barcelona de Guardiola? Restará a “Champions”, mas, aí, também existe Barcelona…

Mourinho tem de repensar o seu futebol e a forma como aborda estes jogos. Ninguém lhe exige nem pode exigir que jogue aberto e sem cautelas porque isso é suicídio perante a equipa catalã, mas o treinador português tem de perceber que mais do que se preocupar em anular o Barcelona, tem de se consciencializar que é necessário criar alguma coisa para vencer. Colocar essa missão exclusivamente nos ombros de Cristiano Ronaldo não é justo nem realista. O português é um fenómeno, mas é humano…

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Marco Tábuas sofreu sete em Roma

Treinado por Carlos Cardoso, o Vitória de Setúbal havia feito um excepcional campeonato nacional de 1998/99, garantindo o quinto lugar na classificação, apoiado por jogadores da qualidade de Chiquinho Conde, Pedro Henriques, Toñito, Hélio ou Frechaut. Essa excelente campanha, garantiu à equipa sadina uma presença na Taça UEFA da temporada seguinte, um regresso às competições europeias após vinte e cinco anos de ausência e que enchia de orgulho toda a nação sadina. Infelizmente, o sorteio não foi simpático e o primeiro adversário foi logo a poderosa Roma,  equipa que esmagou os sadinos logo na primeira mão e decidiu imediatamente o destino da eliminatória…

Goleada da primeira mão ofuscou triunfo em Setúbal

Sabia-se da dificuldade da deslocação do Vitória ao Olímpico de Roma, mas ninguém esperava um desastre daquele nível. Na capital italiana, os sadinos nunca se encontraram e a AS Roma parecia actuar sozinha em campo, tais foram as facilidades oferecidas pela equipa portuguesa.

De facto, a Roma venceu por sete bolas a zero, cabendo os tentos ao bem conhecido Alenichev (3) e a Aldair, Montella, Delvecchio e Assunção. Este resultado tirava quaisquer hipóteses ao Vitória de Setúbal para a segunda mão, além de que lhe manchava bastante a imagem de clube poderoso na Europa dos anos 70.

Ainda assim, na segunda mão, quando apenas a dignidade estava em jogo, o conjunto português, consciente que não tinha como dar a volta a eliminatória, ainda deu um ar da sua graça, vencendo a poderosa equipa italiana por uma bola a zero, graças a um tento solitário do nigeriano Maki. Um triunfo saboroso, mas que esteve longe de ofuscar a pesada derrota averbada em terras italianas.

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