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Archive for Abril, 2012

Duckadam com a Taça dos Campeões

Existem jogadores que por maior que seja a sua carreira, ficam eternamente ligados a um momento único, um dia (ou noite) que lhes oferece a imortalidade pelo êxito que conseguiram naquele momento inédito de classe e inspiração. Para Duckadam, guarda-redes romeno de origem germânica, esse momento foi em Sevilha, na final da Taça dos Campeões de 1985/86 diante do super-favorito Barcelona. Num jogo desequilibrado e de domínio catalão, o Steaua soube sofrer e aguentar o 0-0 durante 120 minutos, esperando, depois, ser feliz no desempate por pontapés da marca da grande penalidade. Aí, os romenos tiveram a sorte que ansiaram, personificada na inspiração divina de Duckadam, jogador que cometeu a proeza de defender as quatro grandes penalidades apontadas pelos jogadores do Barça…

Chegou ao Steaua em 1982

Nascido a 1 de Abril de 1959, Helmuth Robert Duckadam actuou no Constructorul Arad e no UTA Arad, antes de se transferir para o Steaua Bucareste em 1982.

No clube da capital romena, o guarda-redes haveria de actuar até ao verão de 1986, tendo efectuado 80 jogos pelo Steaua Bucareste e conquistado dois campeonatos romenos, uma Taça da Roménia e, mais importante que isso, uma Taça dos Campeões.

Essa prova, conquistada em 1986 em Sevilha, foi vencida no desempate de grandes penalidades após um 0-0 durante os 120 minutos, num jogo em que o Barcelona foi sempre superior ao Steaua, mas esbarrou na capacidade de Duckadam que tudo defendeu durante o jogo e, principalmente, no desempate por grandes penalidades.

Apenas duas vezes internacional

Apesar dessa noite de glória em Sevilha, a carreira do romeno de origem germânica nunca pode ter esse grande momento como exemplo. De facto, o guarda-redes apenas foi internacional romeno por duas ocasiões e, após a vitória na final da Taça dos Campeões, foi desaparecendo da vista, primeiro por uma suposta lesão nas mãos e, depois, por um suposto problema no sangue.

Ainda tentou regressar ao futebol em 89, mas sem grande sucesso, dizendo-se que o seu súbito ocaso se deveu à inveja do filho do ditador Ceausescu, homem que, diz-se, lhe trucidou a carreira quando soube que o guarda-redes ousou criticar o regime do seu pai.

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Cenk Tosun quando representava a Alemanha

No Gaziantepsor do campeonato turco, actua um ponta de lança promissor que nasceu na Alemanha mas que já foi chamado à selecção da Turquia: Cenk Tosun.

Nascido a 7 de Junho de 1991 em Wetzlar, Alemanha, Cenk Tosun iniciou a sua carreira no Eintracht Frankfurt, tendo mesmo feito um jogo pela equipa germânica na temporada 2009/10.

Em 2011, todavia, trocou o clube alemão pelo Gaziantepsor, clube que representa até hoje, tendo já marcado 16 golos em 46 partidas disputadas pelo conjunto turco.

Avançado-centro completo

Internacional sub-21 pela Alemanha, Cenk Tosun preferiu a selecção turca na transição para sénior, tendo já sido inclusivamente chamado à selecção da Turquia.

Rápido, móvel e difícil de marcar, Cenk Tosun é daqueles pontas de lança chatos que parecem deambular por todas as zonas de ataque, constantemente à procura das melhores zonas para finalizar.

Com excelente capacidade finalizadora tanto de curta como de meia distância, o ponta de lança turco é, dessa forma, um atacante bastante completo, que tanto pode ser útil num esquema com um ponta de lança, como com dois, até porque se trata de um elemento que combina muito efectivamente com os colegas de equipa.

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Julián Velázquez é um talento

Uma das actuais promessas do futebol argentino é um defesa-central de 21 anos que vai desenvolvendo o seu futebol no histórico Independiente: Julián Velázquez.

Nascido a 23 de Outubro de 1990 em Corrientes, Argentina, Julián Alberto Velázquez começou a sua carreira nas camadas jovens do Boca Unidos, mas cedo se mudou para o Independiente, clube pelo qual se tornou profissional em 2009.

Desde esse ano, o jovem argentino já somou 74 jogos (2 golos) pelo Independiente tendo, ao serviço do clube argentino, conquistado uma Copa Sudamericana em 2010.

Defesa-central de grande qualidade

Julián Velázquez é um defesa-central com grande qualidade individual, que prima pela velocidade e excelente inteligência posicional. Raçudo e com uma constante e inegável intensidade de jogo, é um jogador muito forte na antecipação e no desarme, mostrando-se quase implacável em lances de um contra um.

Apesar de não ser um gigante (1, 84 metros), é bastante efectivo no jogo aéreo, sendo um atleta que deve ser utilizado como central mais solto num esquema de dois centrais, ou a cair para um dos flancos num esquema com três defesas-centrais.

Neste momento, com apenas 21 anos e já internacional argentino, trata-se de um jogador que os olheiros portugueses deviam seguir com bastante atenção.

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Ricardo Sá Pinto tirou o Sporting do poço

Devo, à priori, admitir que torci um pouco o nariz à contratação de Ricardo Sá Pinto para a posição de treinador principal do Sporting Clube de Portugal. Tratava-se de um treinador com pouca experiência e iria pegar num clube verde-e-branco que, valha a verdade, tem se assumido como um verdadeiro triturador de responsáveis técnicos.

Por outro lado, Ricardo Sá Pinto tinha uma vantagem, o Sporting estava muito perto de embater com estrondo no fundo de um poço competitivo. Eliminado da Taça da Liga e em quinto lugar no campeonato nacional, restava ao Sporting a consolação do apuramento para a final da Taça de Portugal e para os 16/final da Liga Europa, feitos, ainda assim, pouco relevantes, tendo em conta a (excelente) qualidade do plantel e as paupérrimas exibições que os leões realizavam desde há imenso tempo.

Consciente das dificuldades, o jovem treinador português teve a capacidade de compreender que o Sporting não poderia passar do 8 ao 80 de forma imediata e, assim, foi capaz de definir um caminho progressivo no seu percurso como treinador verde-e-branco. Primeiro, seria necessário devolver a confiança aos próprios jogadores e, depois, tentar-se ia melhorar de forma progressiva a qualidade futebolística.

Isso é notório nos próprios resultados. Tirando a estreia em Varsóvia, e onde o Sporting até foi feliz no empate (2-2) obtido, os leões nunca marcaram mais do que um tento até ao sétimo jogo de Sá Pinto (5-0 ao V. Guimarães), destacando-se, principalmente, por só terem sofrido três golos e por terem vencido quatro dos seis duelos, com realce óbvio para aquele que foi o jogo que provocou o ponto de viragem neste Sporting 2011/12: o 1-0 ao Manchester City.

De facto, num jogo em que até a maioria dos leões ficaria contente com uma derrota digna, o Sporting foi capaz de surpreender o então líder do campeonato inglês, criando as bases para outro “milagre” posterior: o 2-3 de Manchester que garantiu o apuramento leonino para os quartos de final da Liga Europa. Nesse duplo duelo com o Manchester City, também se percebeu outra coisa, o Sporting tinha encontrado o modelo perfeito para os confrontos com adversários iguais ou superiores: defender com bloco baixo, pressionar a zona de construção do oponente e desenvolver rapidamente o contra-ataque. Foi assim com os milionários ingleses, mas também foi assim que os pupilos de Ricardo Sá Pinto eliminaram o Metalist e superaram o Benfica.

Com o modelo defensivo praticamente definido e bem afinado (vejam o quanto melhorou Anderson Polga com a chegada de Ricardo Sá Pinto), caberá agora a Ricardo Sá Pinto fazer evoluir algo que ainda é uma grande lacuna deste Sporting: a dificuldade em ser incisivo e efectivo perante adversários que esperam pacientemente que os leões assumam as rédeas do jogo. Ou seja, o jovem treinador já tem a poção para quando o Sporting surge em campo como “lobo disfarçado de cordeiro”, mas tem ainda que encontrar o antídoto certo para quando são os adversários a encararem o conjunto verde-e-branco dessa forma.

Com poucos jogos até final da temporada e sendo muitos deles de grau de exigência muito elevado (FC Porto, Sporting de Braga, Athletic Bilbau (duas vezes) e, espera-se, final da Liga Europa), serão poucas as oportunidades de afinar essa nova concepção estratégica ainda em 2011/12, restando então a Sá Pinto manter a sua (eficaz) postura de “lobo na pele de cordeiro” na tentativa de obter títulos (lembre-se que o Sporting ainda está em duas frentes) e esperar a pré-época pacientemente, para, depois, afinar um Sporting de duas caras para enfrentar 2012/13.

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Elkjær com a camisola do Verona

Uma das principais lendas do futebol dinamarquês foi um avançado-centro que combinava agressividade com capacidade de drible, um ponta de lança que nunca desistia de um lance e que era extremamente difícil de marcar pelos defesas contrários. Peça importante de um Verona que haveria de se sagrar surpreendentemente campeão italiano, foi internacional dinamarquês por 69 ocasiões e marcou 38 golos com a camisola da Dinamarca, fazendo parte dos anos de ouro do futebol daquele país nórdico e estando presente em grandes competições como os campeonatos da Europa de 84 e 88 e o Mundial 86. 

Herói de Lokeren após má experiência no Colónia

Preben Elkjær Larsen nasceu a 11 de Setembro de 1957 em Copenhaga, tendo iniciado a sua carreira no Vanlose IF  em 1976. Após apenas 15 jogos (7 golos), o avançado mudou-se para a Alemanha, onde, ao serviço do Colónia, nunca se adaptou à rigidez competitiva germânica.

Assim sendo, no Verão de 1978, transferiu-se para o menos conservador futebol belga, onde haveria de vestir a camisola do Lokeren até 1984. Nesse clube flamengo, Elkjær haveria de marcar 98 golos em 190 jogos do campeonato belga, transformando-se num ídolo para os adeptos do Lokeren, que lhe deram as alcunhas de “Chefe de Lokeren” e “Louco de Lokeren.”

Campeão italiano na época de estreia

No início de 1984/85, o internacional dinamarquês trocou o Lokeren pelo Verona e, logo na primeira temporada, o avançado haveria de ser um elemento importante de um clube italiano que, surpreendentemente, venceu a Série A. No Hellas Verona, Elkjær haveria de ficar até 1988, nunca mais ganhando nenhum título, mas jamais marcando menos de sete golos numa temporada.

Em 1988, regressou à Dinamarca para representar o Vejle, chegando ao seu país natal com o estatuto natural de grande estrela. Contudo, com a camisola do Vejle, Elkjær não foi feliz, acabando minado por lesões que o impediram de brilhar no regresso a terras dinamarquesas e o obrigaram a retirar-se em 1990.

Presente em três grandes competições internacionais de selecções

Internacional dinamarquês por 69 vezes (39 golos), Elkjær esteve presente em dois campeonatos da Europa (84 e 88) e no Mundial 86, tendo marcado dois golos na caminhada dinamarquesa até às meias-finais do Euro 84 e quatro tentos no bom percurso do “Danish Dinamite” até aos oitavos-de-final do Mundial 86.

Menos sorte, porém, teve o avançado dinamarquês no Euro 88, pois não marcou qualquer golo numa competição em que também foi prejudicado pela má actuação colectiva da Dinamarca (não passou da primeira fase, perdendo todos os jogos do seu agrupamento).

Após abandonar a carreira de jogador, ainda treinou o Silkeborg por um curto período, todavia, acabou por rapidamente abandonar a carreira de treinador, dedicando-se, ao invés, a comentar jogos de futebol na televisão.

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Tal Ben Haim II com a camisola israelita

Com o mesmo nome de um famoso internacional israelita e ex-jogador do Chelsea, Tal Ben Haim é um avançado de muita qualidade e que desenvolve o seu futebol com a camisola do Maccabi Petah Tikva.

Nascido a 5 de Agosto de 1989 em Israel, Tal Ben Haim é um produto das escolas do Maccabi Petah Tikva, tendo se estreado pela equipa principal desse conjunto hebraico em 2007.

Desde essa data, o avançado internacional israelita (3 jogos, 1 golo) marcou 26 golos em 102 jogos pelo conjunto de Petah Tikva, assumindo-se, aos 22 anos, como a principal vedeta desse conjunto da Liga de Israel.

Extremo-esquerdo de qualidade

Tal Ben Haim é um jogador que actua preferencialmente como extremo-esquerdo, ainda que não seja daqueles jogadores exclusivamente verticais, pois, apesar da qualidade dos seus cruzamentos, um dos seus principais pontos fortes são as diagonais para o centro para alvejar a baliza adversária.

Rápido, inteligente e tecnicista, o internacional israelita gosta de enfrentar os adversários em lances de um contra um, mostrando-se um atacante sem qualquer medo de partir para cima dos defesas.

Pelas suas características, o jogador a quem a UEFA chama de Tal Ben Haim II para não confundir com o homónimo mais velho, também se adaptará bem à posição de avançado de suporte, até porque é um elemento que combina muito bem com os companheiros, mostrando-se inteligente nas tabelinhas.

Em suma, um avançado muito jovem, promissor e moldável que deve ser observado com atenção pelos olheiros dos clubes portugueses.

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Kim Ojo é um excelente avançado

Um dos jogadores que se destacou na passada época de 2011 no campeonato norueguês foi o avançado nigeriano Kim Ojo, ponta de lança que brilhou e brilha com a camisola do Brann.

Nascido a 2 de Dezembro de 1988 em Warri, Nigéria, Kim Ojo é um produto das escolas dos nigerianos do Plateau United, clube de onde se transferiu para os noruegueses do Nybergsund.

No modesto clube da segunda divisão norueguesa , o avançado africano esteve entre 2008 e 2010, marcando 38 golos em 76 jogos (media de 1 golo a cada 2 jogos) e garantindo uma transferência para o bem mais emblemático Brann Bergen.

No Brann, na temporada passada (2011), Kim Ojo provou que a transição para o primeiro escalão norueguês não lhe pesou, pois o nigeriano marcou 17 golos em 28 partidas disputadas pelo clube de Bergen.

Puro homem de área

Kim Ojo é aquilo que podemos considerar um puro homem de área. Alto (1,92 metros) e esguio, o nigeriano é poderosíssimo no jogo aéreo, marcando inúmeros golos de cabeça, mesmo num campeonato em que os jogadores são tipicamente altos como é o caso da liga norueguesa.

Apesar das suas características físicas o colocarem imediatamente com o perfil de um “target man”, Kim Ojo é um jogador que não se limita a esperar pacientemente pela bola em zonas de tiro, mostrando boa mobilidade e interessante técnica individual e sabendo procurar sempre a melhor zona para finalizar.

Depois, na hora de atirar à baliza, Kim Ojo é um jogador frio e eficaz, assumindo-se, globalmente, como um ponta de lança com características muito interessantes para qualquer clube português de perfil médio/médio-alto.

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