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Archive for Agosto, 2012

Costuma-se dizer que o bater das asas de uma borboleta num extremo do globo terrestre pode provocar uma tormenta no extremo completamente oposto e essa teoria pode se aplicar a inúmeras coisas na vida. O Marítimo, por exemplo, estava condenado a não ser cabeça de série no playoff da Liga Europa e a lista de possíveis adversários era extensa e pouco apetecível, contudo, a oito minutos do final do Anorthosis-Dila Gori, com os georgianos a vencer 3-0, dá-se uma invasão de campo por parte dos adeptos cipriotas e o jogo foi interrompido. Essa interrupção evitou que, a tempo do sorteio, se confirmasse o inevitável, ou seja, o Dila Gori como clube apurado para o playoff e, assim, a dupla Anorthosis/Dila Gori apareceu no sorteio como cabeça de série, ficando ambos com o maior coeficiente, o dos cipriotas. Na verdade, esse factor tornou a dupla (Na verdade, todos sabiam que seria o Dila Gori o adversário…) o principal rebuçado para os não cabeças de série, mas podia essa sorte sair a um clube português? Podia… E saiu ao que mais precisava, o Marítimo.

O Marítimo jogará no Estádio Tengiz Burjanadze

Quem é o Dila Gori?

Fundado em 1949, o Dila Gori é um clube com pouca história, mesmo no modesto contexto do futebol georgiano, tendo como único título importante a conquista da Taça da Geórgia em 2011/12, troféu, que, valha a verdade, é o que permitiu que este conjunto participasse agora nas competições europeus.

Desde a fundação do campeonato georgiano, o Dila Gori participou maioritariamente na primeira divisão, mas as suas classificações foram sempre modestas, sendo que o clube disputou mesmo a segunda divisão em 2001/02, 2008/09 e 2010/11 e a terceira em 2009/10.

Curiosamente, a melhor classificação de sempre do clube georgiano surgiu mesmo na temporada transacta (5º lugar) e apareceu num ano de regresso do Dila Gori à primeira divisão, depois de uma subida vertiginosa da terceira divisão ao principal escalão em apenas duas épocas.

Temur Shalamberidze é o treinador do Dila Gori

Como joga?

Os comandados de Temur Shalamberidze actuam normalmente em 4x2x3x1 e, não sendo uma equipa com grande qualidade técnica, são fortes nas transições ofensivas rápidas, sabendo jogar a toda a largura do terreno e em velocidade.

Depois, como é tradicional nestas equipas da ex-URSS, trata-se de um conjunto com grande alma e raça, nunca dando um lance por perdido e nunca virando a cara à luta.

Como principais elementos, destaca-se o seguríssimo guarda-redes croata Skender, o experiente e líder da defesa Salukvadze e o goleador Vatsadze.

Nesse seguimento, o Dila Gori deverá jogar com o seguinte onze, escalado em 4x2x3x1: Skender; Shashiashvili, Salukvadze, Oniani e Kvirkvelia; Bechvaia e Grigalashvili; Guruli, Kakhelishvili e Gvalia; Vatsadze.

Vatsadze é o goleador dos georgianos

Quem é que o Marítimo deve ter debaixo de olho? Vatsadze

Um dos melhores elementos do Dila Gori é o seu ponta de lança Mate Vatsadze, um atacante de 23 anos que brilhou nos quatro primeiros jogos do Dila Gori nesta Liga Europa, marcando cinco golos.

Produto das escolas do Dínamo Tblissi pelo qual marcou 21 golos em 53 jogos pela equipa secundária e 42 tentos em 96 partidas pelo principal conjunto, Vatsadze passou depois, em 2011/12, por um clube russo, o FC Volga, mas não teve grande sucesso, regressando em 2012 à Geórgia para representar o Dila Gori.

No Dila Gori, o ponta de lança já leva 17 golos em 20 jogos, assumindo-se como grande estrela da sua equipa, pela velocidade, inteligência na desmarcação e excelente capacidade finalizadora. Muito móvel e esperto nas movimentações, trata-se, claramente, de um jogador que o Marítimo deve vigiar de perto.

Como chegou ao playoff?

2ª pré-eliminatória: AGF (Dinamarca) 1-2/1-3 Dila Gori

3ª pré-eliminatória: Dila Gori 0-1/3-0 Anorthosis (Chipre)

As possibilidades do Club Sport Marítimo

Num confronto entre o quinto classificado do campeonato português e a equipa que se classificou na mesma posição no campeonato georgiano, é óbvio que o Marítimo tem de se assumir como favorito, pois tem melhor equipa, melhores individualidades e, acima de tudo, maior experiência internacional.

Ainda assim, apesar do favoritismo dos madeirenses ser claro, é necessário que o Marítimo encare este desafio com seriedade, pois, AGF e Anorthosis também eram claramente favoritos a eliminarem este Dila Gori. 

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Paulo Lopes está de regresso ao Benfica

Um dos novos reforços do Benfica chega ao clube encarnado não para ser titular, mas para ser uma opção de qualidade e, ao mesmo tempo, de baixo custo,  como suplente de Artur Moraes: Paulo Lopes.

Paulo Jorge Pedro Lopes nasceu a 29 de Junho de 1978 em Mirandela, tendo iniciado a sua carreira nas camadas jovens do Mirandela e passado para o Benfica em 1995. Na época de 1997/98, foi incluído no plantel encarnado, todavia, tanto nessa época, como na seguinte não efectuou qualquer jogo oficial.

Em 1999/00, foi emprestado ao Gil Vicente, mas apenas realizou 19 minutos ao longo de toda a época, apenas conseguindo jogar com regularidade em 2000/01 (25 jogos pelo Barreirense) e 2001/02 (26 jogos pelo Benfica B), curiosamente duas temporadas em que jogou na II Divisão B.

Em 2002/03, transferiu-se para o Salgueiros, realizando 63 jogos em duas temporadas ao serviço de um clube nortenho então na Liga de Honra. Esses bons números, permitiram-lhe a transferência para o Estrela da Amadora, clube onde começou na Liga de Honra, mas onde, nas duas temporadas seguintes, conseguiu finalmente jogar no primeiro escalão do futebol nacional.

Após 36 jogos pelo clube da Reboleira, Paulo Lopes transferiu-se para o Trofense em 2007/08, representando o clube da Trofa por duas temporadas, sendo a primeira no segundo escalão e a segunda na primeira divisão. No Trofense, o guarda-redes realizou 54 jogos.

Em 2009/10, Paulo Lopes mudou-se para o Feirense, clube que representava de há três épocas para cá e onde foi sempre titular. De facto, no clube de Santa Maria da Feira, Paulo Lopes conseguiu efectuar 92 jogos e garantir, agora, uma transferência para o Benfica.

Como joga?

Paulo Lopes é um guarda-redes bastante seguro, que demonstra boa colocação entre os postes, excelente elasticidade e segurança no jogo aéreo, mesmo não sendo um futebolista muito alto.

Mais eficaz que espectacular, Paulo Lopes é também um bom condutor do sector defensivo, sabendo controlar bem a linha defensiva que tem à sua frente com uma incisiva voz de comando.

Depois, aos 33 anos, pode ser uma alternativa de experiência a Artur e, ao mesmo tempo, ajudar na evolução daquele que deverá ser a terceira opção para a baliza: Mika.

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Gelson é reforço para o meio-campo leonino

Na temporada passada, todos se aperceberam das dificuldades que o Sporting teve para contrariar a lesão de Rinaudo, tendo passado inúmeros jogadores pela posição “seis”, sem que ninguém conseguisse fazer esquecer verdadeiramente o argentino. Assim sendo, nesta pré-época, o Sporting tratou de precaver essa situação com a aquisição do médio-centro helvético Gelson Fernandes.

Gelson Tavares Fernandes nasceu a 2 de Setembro de 1986 na Praia, Cabo Verde, mas é um internacional suíço que foi formado no FC Sion, clube onde se estreou no futebol profissional em 2004/05. No FC Sion, o médio-defensivo cumpriu quatro temporadas, sendo apenas a última no principal escalão helvético. Nessa período, Gelson Fernandes somou 93 jogos (1 golo) e chamou à atenção de vários clubes de outra nomeada, sendo que o Manchester City contratou o suíço para a temporada 2007/08.

Nos “citizens”, depois de duas temporadas onde foi jogando com alguma regularidade (52 jogos, 3 golos no combinado das duas épocas), acabou por sair do clube devido, também, ao reforço constante do plantel do Manchester City com grandes nomes do futebol mundial.

Nesse seguimento, o médio-defensivo acabou por transferir-se para os gauleses do Saint-Etienne, clube onde fez 33 jogos em 2009/10. Após essa temporada, ainda que ligado ao clube francês, Gelson Fernandes acabou emprestado ao Chievo (29 jogos, 2 golos em 2010/11), Leicester City (15 jogos, 1 golo em 2011/12) e Udinese (14 jogos, 1 golo, também em 2011/12), chegando agora o suíço ao Sporting a custo zero.

Como joga?

Gelson Fernandes é um verdadeiro guerreiro, um médio-defensivo de grande raça e que nunca dá um lance por perdido, lutando constantemente até à última gota de suor por cada jogada.

Com boa capacidade física, trata-se de um jogador relativamente alto, que, por isso, é importantíssimo nos confrontos corpo a corpo e, também, na ajuda à defesa em lances pelo ar.

Posicionalmente, o internacional suíço também é extremamente inteligente, mostrando-se, igualmente, muito forte na antecipação e no desarme. Para além disso, apesar do seu maior perfil defensivo, também é um jogador que sabe subir com critério no terreno, não sendo inoperante nesse aspecto específico do jogo.

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Viola é um atacante talentoso

Um dos novos reforços do Sporting surge em Alvalade para dar uma concorrência a van Wolfswinkel que Diego Rubio nunca conseguiu dar, falamos do promissor ponta de lança argentino: Valentín Viola.

Valentín Nicolás Viola nasceu a 21 de Agosto de 1991 em Moreno, Argentina, sendo um produto das escolas do Racing Club, equipa argentina onde se estreou na equipa principal em 2010. Desde essa data, o avançado sul-americano efectuou 46 jogos e marcou 6 golos, despedindo-se do clube de Avellaneda com um golo na final da Taça da Argentina que o Racing perdeu (1-2).

Depois disso, o jovem de 20 anos viajará até Portugal para representar o Sporting Clube de Portugal, sendo um reforço importante para criar concorrência a Ricky van Wolfswinkel.

Como joga?

Valentín Viola é preferencialmente um avançado-centro, ou seja, actua numa zona central do ataque, mas com grande mobilidade, deambulado por todo o último terço ofensivo. Rápido e tecnicista, trata-se de um jogador muito difícil de marcar, podendo também actuar como falso extremo num 4x3x3 de perfil assimétrico.

Apesar de muito jovem, já é um jogador com grande maturidade e frieza, sendo um excelente finalizador e um diamante por lapidar pelo Sporting Clube de Portugal.

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Pranjić é um internacional croata

A polivalência, experiência e talento do croata Pranjić, foram, por certo, razões mais que suficientes para que os verde-e-brancos avançassem para a aquisição a custo zero de um elemento que, lembre-se, é originário do poderoso Bayern de Munique.

Danijel Pranjić nasceu a 2 de Dezembro de 1981 em Našice, Croácia, tendo iniciado a sua carreira em clubes modestos como o NASK, Papuk e Belisce. Em 2002, o esquerdino teve a primeira oportunidade num clube de alguns pergaminhos, quando se transferiu para o Osijek, conjunto onde efectuou 53 jogos (2 golos), até 2004.

Em 2004/05, o lateral/ala-esquerdo mudou-se para o gigante Dínamo Zagreb, clube fez uma excelente época (35 jogos, 3 golos), garantindo, sem surpresa, uma transferência para o estrangeiro, neste caso, para os holandeses do Hereenveen.

No clube da Eredivisie, o internacional croata esteve durante quatro temporadas, sendo sempre titular, mas explodindo principalmente na última época (2008/09), quando fez 20 golos em 30 jogos.

Esses números chamaram a atenção do Bayern, clube onde Pranjić foi bastante utilizado nas duas primeiras épocas, mas onde caiu em desgraça em 2011/12, temporada onde apenas fez 13 jogos oficiais. Essa má temporada acabou por resultar no fim da ligação entre alemães e futebolista croata, sendo que o lateral/ala esquerdo prepara-se agora para novo rumo no Sporting Clube de Portugal.

Como joga?

Danijel Pranjić é um futebolista que pode tanto jogar como lateral-esquerdo como ala no mesmo flanco, sendo um jogador rápido e com um pé esquerdo de grande qualidade técnica.

Apesar de chegar ao Sporting previsivelmente para colmatar a saída de Evaldo, o internacional croata actua melhor como médio-esquerdo, posição onde é bom a assistir e a cruzar para a área, criando facilmente desequilíbrios nos sectores recuados contrários.

Ainda assim, como lateral-esquerdo, Pranjić não é simplesmente um jogador de ataque, pois defende com critério, sabendo-se posicionar e sendo forte na antecipação e desarme.

Outra posição que Pranjić também faz sem problemas é a de médio-ofensivo central, sendo, por isso, um elemento polivalente e que, por certo, dará inúmeras alternativas ao treinador Ricardo Sá Pinto.

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Salvio regressou ao Benfica

Já na época passada, Jorge Jesus fez de tudo para contar Salvio, ainda que não tenha tido sucesso nesse objectivo. Todavia, neste defeso, o desejo do treinador encarnado foi ouvido na cúpula benfiquista, sendo que as águias abriram bastante os cordões à bolsa (pagaram 13,5 milhões de euros) para contarem com um internacional argentino que esperam que seja uma das principais fontes de desequilíbrio ofensivo em 2012/13.

Eduardo Antonio “Toto” Salvio nasceu a 13 de Julho de 1990 em Avellaneda, Argentina, sendo um produto das escolas do Lanús, clube argentino pelo qual o extremo se estreou profissionalmente em 2008/09, marcando 9 golos em 31 jogos.

Na temporada seguinte, Salvio ainda começou no Lanús (16 jogos, 4 golos), todavia, a meio da época, mudou-se para o Atlético de Madrid, clube onde haveria de marcar 2 golos em 21 jogos, ajudando na conquista da Liga Europa.

Apesar dos números interessantes nos madrilenos, Salvio acabou emprestado ao Benfica em 2010/11, tendo sido uma das figuras com 10 golos em 39 jogos. Esse bom registo fez com que os encarnados quisessem ficar com o internacional argentino, todavia, a equipa portuguesa não conseguiu chegar a acordo com os colchoneros e Salvio regressou ao Atlético de Madrid.

No clube da capital espanhola, Salvio voltou a ser utilizado com muita regularidade, marcando 8 golos em 49 jogos e sendo importante em nova conquista da Liga Europa por parte do Atlético de Madrid. Ainda assim, neste defeso, os números do Benfica convenceram o Atlético de Madrid e o internacional argentino transferiu-se para o Benfica por 13,5 milhões de euros.

Como joga?

Salvio é um extremo de grande talento individual, que actua preferencialmente sobre o flanco direito, mostrando velocidade, boa técnica individual e um extraordinário sentido de baliza.

Partindo da ala, o argentino não é um elemento que funcione como extremo de “ir à linha cruzar”, movimentando-se constantemente em diagonais que o aproximem da zona de tiro.

Inteligente em termos tácticos e resistente em termos físicos, trata-se de um elemento forte no um contra um e que cria inúmeras dificuldades aos defesas contrários, sendo muito difícil de parar.

Apesar do valor alto pago pelo Benfica, trata-se, claramente, de um excelente reforço encarnado para aumentar a qualidade do plantel em 2012/13.

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Jackson Martínez é um goleador

A esperança portista para finalmente fazer esquecer Falcao, é também um avançado-centro de nacionalidade colombiana e que se espera que seja um dos candidatos a melhor marcador da Liga Zon Sagres em 2012/13: Jackson Martínez.

Jackson Arley Martínez Valencia nasceu a 3 de Outubro de 1986 em Quibdó, Colômbia, tendo iniciado a sua carreira profissional em 2004 ao serviço do Independiente de Medellín, clube pelo qual marcou 65 golos em 84 jogos até 2009.

Em 2009/10, o ponta de lança colombiano trocou o seu país natal pelo México, tendo ido representar o Jaguares. Nesse clube azteca, Jackson Martínez não deixou os seus créditos por mãos alheias, somando 33 golos em 64 jogos, sendo que a sua explosão, ainda assim, só surgiu em 2011/12, quando marcou 20 golos pelo Jaguares.

Em 2012/13, o internacional colombiano terá, finalmente, a sua primeira experiência europeia, pois irá representar os portugueses do FC Porto.

Como joga?

O novo ponta de lança do FC Porto é um avançado do qual não se pode esperar uma velocidade vertiginosa ou uma técnica apuradíssima. Ao invés, o internacional colombiano demonstra outros predicados que podem vir a revelar-se muito mais importantes do que a rapidez ou a capacidade de proporcionar momentos circenses à exigente assistência do Estádio do Dragão.

Jackson Martínez é um ponta de lança que se movimenta como poucos na área, sabendo sempre encontrar as melhores zonas de finalização e parecendo ter o condão de adivinhar sempre onde o esférico irá pairar. De facto, nesse capítulo do jogo, recorda, a espaços, outro grande goleador do FC Porto e que dava pelo mítico nome de Mário Jardel.

Capaz de actuar num sistema com um ou dois pontas de lança, o internacional colombiano é, também, um exímio finalizador, sendo letal tanto com os pés como com a cabeça e mostrando sempre uma enorme frieza para fazer aquilo que, na verdade, mais importa num avançado-centro: marcar golos.

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