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Archive for Janeiro, 2013

Fehér cativava as pessoas com o seu sorriso

Fehér cativava as pessoas com o seu sorriso

Pareceu ontem, mas foi há exactamente nove anos. O Benfica vencia o Vitória de Guimarães por 1-0 no Estádio D. Afonso Henriques e Fehér tinha acabado de levar um cartão amarelo, quando subitamente, debruçou-se e caiu inanimado, percebendo-se, rapidamente, que se tratava de algo grave. A assistência médica chegou e Fehér seria levado para o hospital, havendo sempre a esperança que o jovem magiar recuperasse. Infelizmente, o destino assim não quis e Miklós Fehér acabou por falecer, perdendo-se, dessa forma, a vida de um futebolista promissor e de quem todos gostavam, devido à sua simpatia e alegria de viver.

Produto das escolas do Győri ETO FC

Miklós “Miki” Fehér nasceu a 20 de Julho de 1979 em Tatabánya, Hungria, tendo iniciado a sua carreira no Győri ETO FC, clube por onde evoluiu nas camadas jovens e pelo qual se estreou profissionalmente em 1995/96.

Nesse clube magiar, o ponta de lança foi fazendo uma carreira em ascensão, somando dois golos na temporada de estreia, oito em 1996/97 e treze em 1997/98.

No final de 1997/98, Miki Fehér já era uma das principais promessas do futebol húngaro, tendo-se transferido para o FC Porto, depois do clube português ganhar a corrida a outros grandes clubes europeus.

Não vingou nos portistas

Fehér haveria de ficar ano e meio no FC Porto, todavia, apenas marcou um golo em treze jogos, mudando-se, por empréstimo, a meio da temporada 1999/00 para o Salgueiros. No clube de Vidal Pinheiro, o internacional húngaro voltou a assumir-se como goleador, somando cinco tentos em apenas metade da época.

Na temporada seguinte, o ponta de lança voltaria a ser cedido, desta feita ao Sporting de Braga, tendo, aí, feito a sua melhor época como profissional. De facto, o avançado húngaro somou 14 golos em 26 jogos pelos arsenalistas e parecia estar bem cotado para regressar ao FC Porto e assumir-se como jogador importante da equipa principal.

No entanto, no regresso ao FC Porto, Fehér haveria de ser vítima de um desentendimento entre Pinto da Costa e o seu agente, acabando, nessa época, por apenas jogar três jogos e pela equipa B azul-e-branca.

Benfica foi a última paragem da carreira

No rescaldo desse desentendimento, o internacional húngaro mudou-se para Lisboa para representar o Benfica, tendo somado quatro golos em dezoito jogos em 2002/03. Nessa temporada, Fehér enfrentou a forte concorrência de Sokota, Nuno Gomes e Mantorras e isso impediu-o de atingir números mais expressivos.

Mas Fehér era um jogador ainda muito jovem e, em 2003/04, as suas oportunidades de jogar aumentavam, pois Mantorras estava com uma lesão que o tirou dos relvados durante toda a época, e os encarnados actuavam quase sempre com dois pontas de lança, ao invés de 2002/03, quando a equipa jogava muitas vezes com apenas um.

Infelizmente chegou aquela fatídica noite em Guimarães, que acabaria por terminar com a carreira de um grande jogador, mas, acima de tudo, apagar a luz de um sorriso que sempre contagiou toda a gente.

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Okore com a camisola da Dinamarca

Okore com a camisola da Dinamarca

Um dos jogadores que tem sido apontado como possível reforço do Benfica é um defesa-central dinamarquês de grande qualidade e que, neste momento, actua no FC Nordsjaelland: Jores Okore.

Nascido a 11 de Agosto de 1992 em Abidjan, Costa do Marfim, Jores Okore chegou à Dinamarca com apenas três anos de idade, tendo iniciado a sua carreira no B93, clube que representou até 2007.

Depois, transferiu-se para o FC Nordsjaelland, tendo se estreado na equipa principal em 2009/10 e assumido-se como titular absoluto em 2011/12, quando somou 30 jogos (1 golo) pelo clube que se sagraria campeão da Dinamarca nessa temporada. Ao todo, o defesa-central de origem marfinense soma 63 jogos (2 golos) pelo conjunto de Farum.

Defesa-central agressivo e forte fisicamente

Jores Okore é um defesa-central que não é muito alto (1,83 metros), mas que é bastante fiável no jogo aéreo, não sendo fácil de ultrapassar nesse aspecto específico do jogo.

Rápido e com boa leitura de jogo, o internacional dinamarquês por quatro ocasiões é muito forte nos duelos individuais, sabendo usar o físico para resolver muitos problemas que lhe são apresentados.

Calmo e com um perfil de líder do sector recuado, Okore é, portanto, um excelente reforço para qualquer clube europeu interessado num futebolista com elevado potencial.

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Bernardo brilha nos juniores encarnados

Bernardo Silva brilha nos juniores encarnados

O Benfica lidera a Zona Sul do Nacional de Juniores e um dos principais responsáveis pela boa época dos encarnados é o seu talentoso médio-ofensivo Bernardo Silva.

Nascido a 10 de Agosto de 1994, Bernardo Mota Veiga de Carvalho e Silva nem sempre foi um titular absoluto nas camadas jovens encarnadas, todavia, é o exemplo de que se pode crescer e evoluir imenso, mesmo não nascendo com um talento inicial excepcional. Bernardo Silva é, na verdade, um fruto do trabalho e da vontade de vencer.

Neste momento, o “dez” é a principal figura da equipa de Juniores das águias, falando-se, inclusivamente, que o jogador pode fazer a transição definitiva para a equipa B do Benfica na segunda metade de 2012/13.

Médio cerebral e tecnicista

Bernardo Silva é um “dez” do mais próximo que pode existir daquilo que se entende por um “dez” puro. Assume o jogo e procura soluções ofensivas, deambulando por todo o campo com uma classe muito característica.

Tecnicista, Bernardo Silva é um futebolista forte nos lances individuais e que procura constantemente zonas de tiro, ainda assim, é dono de um futebol generoso e colectivista, priorizando, sempre, o bem da equipa em detrimento do sucesso individual.

Com uma superior visão de jogo e inteligência posicional, é nele que assenta toda a construção ofensiva encarnada, percebendo-se que, aos 18 anos, o médio-ofensivo é das maiores promessas da nova geração de futebolistas do Benfica.

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Batalha é um talento

Rui Batalha

O Sacavenense é um clube que tem feito um trabalho bastante louvável nas suas camadas jovens, sabendo, também, aproveitar alguns talentos mal aproveitados pelos clubes de topo em Portugal. Um bom exemplo disso é Rui Batalha, antigo jogador do Sporting, que, agora, brilha em Sacavém.

Rui Pedro Reis Batalha nasceu a 29 de Junho de 1996 e começou a sua carreira no Sporting, clube que representou até 2009/10. Depois, o extremo mudou-se para o Mafra, tendo ainda passado pelo Sintrense até chegar ao Sacavenense na actual época de 2012/13 e assumir-se, rapidamente, como um grande talento da equipa de Juvenis A.

Extremo rápido e desconcertante

Rui Batalha é um futebolista que, preferencialmente, encosta no flanco esquerdo do ataque, revelando velocidade, criatividade, pulmão e uma superior entrega ao jogo.

Intenso, incisivo e com inteligência no posicionamento táctico, Rui Batalha explora muito bem a linha do fora de jogo para se isolar, sendo, também, fortíssimo em lances de um contra um.

Bom marcador de lances de bola parada (marcou um fantástico golo diante do… Sporting), o avançado do Sacavenense é, portanto, um jogador muito completo e que promete voos mais altos no futebol português.

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Matheus Pereira brilha nos Juvenis A do Sporting

Matheus Pereira brilha nos Juvenis A do Sporting

A equipa de Juvenis A do Sporting contém inúmeros jogadores de valor e para além do extenso rol de internacionais portugueses onde surgem nomes como José Postiga, Lisandro Semedo, José Lúcio, Rafael Barbosa, Hugo Meira, Bruno Wilson, João Serrano ou Bernardo Carlos, aparece o nome de um brasileiro muito talentoso e promissor: Matheus Pereira.

Nascido a 16 de Maio de 1996 em Belo Horizonte, Brasil, o futebolista mineiro chegou ao Sporting ainda muito jovem e oriundo do modesto Trafaria, tendo crescido no conjunto verde-e-branco nos últimos três anos.

Neste momento, é parte integrante da talentosa equipa de Juvenis A do Sporting, alternando entre a posição “dez” e o ataque, tendo também sido chamado por Abel ao recente compromisso da equipa de Juniores diante do Real, duelo em que até foi titular.

Prodígio técnico que é fantástico na marcação de livres directos

Matheus Pereira é um jogador que se destaca pela evoluída capacidade técnica, que usa com mestria para se superar os adversários, mesmo em espaços muito curtos.

Rápido e inteligente em termos posicionais, o brasileiro, quando colocado na posição “nove”, deambula por toda a frente de ataque, sendo um futebolista ideal para usar como falso ponta-de-lança num trio ou um duo ofensivo de grande mobilidade e constantes trocas de posição.

Pelo seu virtuosismo técnico, também encaixa perfeitamente na posição “dez”, local onde tem liberdade para se destacar pela evoluída visão de jogo e boa capacidade de passe.

Também fortíssimo na marcação de livres directos (marcou dois sublimes num recente Sacavenense-Sporting do Nacional de Juvenis), trata-se, portanto, de uma das fortes promessas do conjunto verde-e-branco.

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Marković é um avançado talentoso

Marković é um avançado talentoso

Recentemente ligado ao interesse do Benfica, Lazar Marković é uma das grandes promessas do futebol sérvio, sendo, aos dezoito anos, provavelmente o melhor futebolista daquele campeonato dos Balcãs.

Nascido a 2 de Março de 1994, em Čačak, Sérvia, o avançado iniciou a sua carreira no Borac da sua cidade natal, tendo chegado ao Partizan com apenas 12 anos de idade. No final de 2010/11, Lazar Marković foi promovido à primeira equipa do gigante de Belgrado, somando, neste momento, 60 jogos (13 golos) pelo Partizan.

Campeão sérvio na temporada transacta, o avançado também foi considerado um dos principais futebolistas do campeonato, tendo sido incluído no melhor onze da Liga Sérvia.

Avançado-centro a lembrar João Vieira Pinto

Lazar Marković vive num limbo entre a posição “dez” e a posição “nove”, sendo o que vulgarmente chamamos de 9,5, pois reúne características de ambas as posições.

Rápido, móvel e com técnica apurada, o futebolista do Partizan de Belgrado tem um forte poder de aceleração, sabendo jogar na perfeição com a linha do fora de jogo.

Excelente a finalizar, mas também a assistir os companheiros, o internacional sérvio faz lembrar a espaços João Vieira Pinto, sendo um futebolista ideal para um esquema com dois avançados, funcionando como apoio directo de um ponta de lança mais fixo.

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David Lourenço

David Lourenço é um excelente “seis”

As pérolas do futebol de formação em Portugal não se resumem aos “grandes”, existindo excelentes valores em clubes mais modestos e que merecem realce. Na equipa de Juvenis do Sacavenense, por exemplo, actua um excelente “seis” e que merece todo o destaque: David Lourenço.

Nascido a 6 de Março de 1993, David Emanuel Magalhães Lourenço actuou no Águias de Alvelos e no Alverca até se transferir para o Sacavenense no início da actual época, assumido rapidamente destaque no meio-campo de uma equipa que terminou a primeira fase do Nacional de Juvenis em terceiro lugar, logo atrás de Sporting e Benfica.

Médio de pulmão inesgotável

David Lourenço é um médio-centro que se destaca pelo pulmão, raça e atitude competitiva, nunca dando um lance por perdido e mordendo constantemente os calcanhares aos avançados contrários.

Com boa capacidade de passe e técnica apreciável, o “seis” sobressai, principalmente, pelas capacidades defensivas, revelando ser excelente na recuperação e nas compensações aos companheiros.

Recém chamado à selecção nacional de Sub-17, trata-se de um jogador que promete um grande futuro como médio-defensivo, podendo aparecer sozinho na posição “seis” num 4x3x3 ou surgir ao lado de outro elemento de características mais atacantes num 4x2x3x1 com duplo pivot. 

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