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Archive for Dezembro, 2014

Léo seria excelente reforço para o Sporting

Léo seria excelente reforço para o Sporting

Numa fase em que muito se fala da possibilidade do Sporting avançar para a contratação de um defesa-central no próximo mercado de Inverno, um dos jogadores que foi colocado na rota de Alvalade foi o brasileiro Léo, bicampeão brasileiro pelo Cruzeiro que, na verdade, poderia ser um reforço de luxo para os verde-e-brancos.

Nascido a 30 de Junho de 1988 em Belo Horizonte, Brasil, Leonardo Renan Simões de Lacerda “Léo” é um produto das camadas jovens do Grémio, emblema pelo qual se estreou no futebol sénior em 2007, tendo passado depois pelo Palmeiras e, desde 2010, pelo Cruzeiro.

No clube mineiro, aliás, Léo tem conhecido grande sucesso individual e colectivo, somando um total de 160 jogos e 15 golos e tendo conquistado o campeonato brasileiro em 2013 e 2014.

Central de grande qualidade

Pelas suas características, o defesa-central de 26 anos iria encaixar que nem uma luva no eixo defensivo do Sporting, uma vez que iria oferecer a forte capacidade no jogo aéreo defensivo que apenas Naby Sarr consegue dar aos leões, mas, ao contrário do internacional sub-20 francês, iria igualmente dar segurança junto ao relvado, isto em virtude do seu inteligente posicionamento (uma pecha de Sarr) e da eficácia nos lances de um contra um.

Relativamente rápido e com boa qualidade técnica, Léo é ainda um jogador que poderia assumir-se como muito importante na saída de jogo dos leões desde trás, sendo igualmente de referir a elevada capacidade goleadora do brasileiro, que aparece muitas vezes a finalizar lances de bola parada ofensiva.

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FC_BaselEm primeira instância, teremos todos a tendência de pensar que, ao FC Porto, terá saído o principal brinde deste sorteio dos oitavos de final da Liga dos Campeões, mas a verdade é que existiam equipas bem mais acessíveis neste pote de não cabeças de série, nomeadamente o Shakhtar Donetsk, que não poderia sair aos azuis-e-brancos, ou o Schalke 04, que não mostrou ser superior ao Sporting no Grupo G. Afinal, o Basileia, muito bem orientado por Paulo Sousa, é uma equipa que sabe o que quer, não tendo deixado o Liverpool para trás por acaso. Baseando o seu jogo num 4x2x3x1 muito dinâmico e aguerrido, certamente obrigará os pupilos de Julen Lopetegui a estarem no seu melhor nível para superarem esta eliminatória e passarem aos quartos de final da prova.

O FC Porto jogará no St. Jakob-Park

O FC Porto jogará no St. Jakob-Park

Quem é o Basileia?

Fundado a 15 de Novembro de 1893, o Basileia é um histórico clube suíço que, ainda assim, viveu essencialmente dois períodos dourados no seu percurso, sendo o primeiro entre a segunda metade dos anos 60 e os anos 70, quando conquistou sete dos seus 17 campeonatos, e outro desde o início do século XXI, quando reafirmou-se como o principal gigante helvético, somando, desde aí, mais nove campeonatos.

Aliás, o Basileia apenas conquistou uma Liga Suíça fora desse espaço temporal, mais concretamente em 1952/53, sendo ainda relevante lembrar que tem 11 Taças da Suíça na sua sala de troféus. Já ao nível das competições europeias, o melhor que conseguiu foi atingir os quartos de final da Taça dos Campeões em 1973/74 e as meias-finais da Liga Europa em 2012/13.

Actual pentacampeão suíço, o Basileia encontra-se em muito boa posição para alcançar o hexa, uma vez que já é lider isolado do actual campeonato local, somando mais oito pontos que o segundo classificado, o FC Zurique.

Paulo Sousa colocou o Basileia a praticar excelente futebol

Paulo Sousa impôs futebol positivo e dominador

Como joga?

O Basileia aposta essencialmente num 4x2x3x1 com claras dinâmicas posicionais, embora Paulo Sousa tenha a capacidade de alterar esse sistema, seja no início ou no decorrer do jogo, caso o perfil do adversário a isso obrigue.

Ainda assim, mais relevante do que a forma como as peças são colocadas no relvado, é falar do ADN deste Basileia, que passa por uma equipa que pratica um futebol com elevada nota artística, que prefere construir o jogo de trás e que impõe muita dinâmica e acutilância de processos no seu jogo, parecendo encontrar sempre soluções, mesmo perante adversários mais complicados.

Gostando de fazer pressão alta, poderá estar aqui um dos calcanhares de Aquiles do conjunto helvético, uma vez que esse factor, aliado a alguma tendência para perder o esférico na zona média de construção, expõe em demasia o seu sector defensivo, que não é propriamente rápido e sofre com as bolas colocadas nas suas costas.

De sublinhar, por fim, que o onze tipo deste Basileia de Paulo Sousa, esquematizado em 4x2x3x1, é o seguinte: Vaclik; Xhaka, Schar, Suchy e Safari; Fabian Frei, Elneny e Zuffi; Derlis González, Streller e Gashi.

Derlis é o desequilibrador do Basileia

Derlis é o principal desequilibrador do Basileia

Quem é que o FC Porto deve ter debaixo de olho? Derlis González

O Basileia tem inúmeros jogadores claramente acima da média, como os internacionais suíços: Schar (defesa-central), Fabian Frei (médio-centro) e Streller (ponta de lança), assim como o muito promissor atacante e recentemente naturalizado suíço, Embolo, de apenas 17 anos, mas a verdade é que o jogador que começa a assumir-se como estrela mais cintilante é o internacional paraguaio Derlis González.

Contratado este Verão ao Benfica, onde apenas jogou pelos juniores, o atacante de 20 anos havia passado as últimas duas temporadas emprestado ao Guaraní (36 jogos, 15 golos, em 2013) e Olímpia (20 jogos, nove golos, em 2014) do seu país natal, não tendo tido quaisquer problemas de adaptação ao principal campeonato helvético, onde soma 21 jogos, quatro golos e quatro assistências desde o início de 2014/15.

Partindo essencialmente do lado direito do ataque, Derlis González é, afinal, um desequilibrador nato, que se destaca pela sua velocidade e capacidade de drible, sendo um autêntico terror para os defesas em lances de um contra um. Para além disso, pela sua mobilidade, consegue ser híbrido na forma como executa o seu jogo, uma vez que tanto pode ser vertical num contexto de extremo mais puro, como mais diagonal, procurando desequilibrar em zonas centrais num contexto de falso-ala.

Como é que o Basileia chegou aos oitavos de final da Liga dos Campeões

O conjunto orientado por Paulo Sousa foi 2.º classificado no Grupo B com sete pontos, fruto de duas vitórias (1-0 ao Liverpool e 4-0 ao Ludogorets), um empate (1-1 com o Liverpool) e três derrotas (1-5 e 0-1 com o Real Madrid e 0-1 com o Ludogorets)

LCAs possibilidades do FC Porto

Apesar do Basileia ser uma equipa com maior qualidade do que pode aparentar à primeira vista, a verdade é que o FC Porto não deixa de ser favorito a ultrapassar esta eliminatória, uma vez que tem muito maior talento individual do que este conjunto suíço, podendo isso ser fulcral no desequilíbrio do duelo.

Ainda assim, todo o cuidado é pouco por parte da turma azul-e-branca, uma vez que o Basileia é uma equipa colectivamente muito forte e homogénea, estando aqui num patamar superior aos comandados de Julen Lopetegui, cujo colectivo ainda parece estar longe daquilo que a soma das suas individualidades parecia prometer.

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Marco devolveu o futebol positivo ao leão

Marco devolveu o futebol positivo ao leão

Nasci no fim de 1982 e ser sportinguista é algo para o qual é difícil as pessoas arranjarem explicação lógica, uma vez que cresci entre 3.º e 4.ºs lugares e numa família esmagadoramente benfiquista.

De qualquer maneira, houve qualquer coisa que sempre me atraiu no Sporting, isto independentemente da discrepância que pudesse por vezes existir perante os principais rivais: a sua qualidade de jogo.

Tinha seis anos quando comecei a seguir o Sporting com atenção e quando tive a minha primeira grande referência no futebol: o Fernando Gomes. O “bi-bota”, afinal, personificava o ponta de lança ideal para o modelo do Sporting: um matador, mas com capacidade para tabelar e combinar com os colegas.

Veio a época seguinte e apareceu o Balakov (ainda hoje me conhecem por Bala por culpa dele), depois surgiram o Figo, o Iordanov, o Valckx, o Juskowiak, o Cherbakov, o Capucho, o Paulo Sousa

Este era o Sporting desses tempos. Recheado de qualidade individual e colectiva, que foi vítima de um daqueles ataques de fúria do Sousa Cintra, que despediu o Bobby Robson devido a uma infeliz eliminação “uefeira” em Salzburgo.

Independentemente de tudo, Alvalade, por essa altura, estava sempre cheia e composta e os adeptos tinham orgulho naquilo que o Sporting apresentava em termos de futebol, da equipa descomplexada e ofensiva que encarava qualquer adversário olhos nos olhos.

Entretanto passaram-se cerca de 20 anos e finalmente voltei a ter a mesma sensação que tive no Verão de 1992. Chegou um treinador ofensivo como Robson e que colocou, enfim, o Sporting a jogar à Sporting.

A matéria prima, é certo, está longe de ser a mesma, uma vez que a actual crise financeira impede o Sporting de ter o mesmo número de jogadores talentosos que tinha por essa altura. Mas há alguma qualidade inegável em muitos dos futebolistas, sendo que a juventude da maioria também permite uma extensa margem de progressão.

Infelizmente, nestas duas décadas, o adepto verde-e-branco está a mudar, sendo clara uma mudança de paradigma na concepção de jogo e naquilo que esperam da equipa em campo. Isso, aliás, poderá ser uma das maiores dificuldades do Marco Silva nestes seus primeiros tempos como treinador do Sporting.

Há dias, um amigo dizia-me que Marco Silva tinha aquilo que ele chamava de “arrogância benfiquista”. O não querer apenas ganhar, mas esmagar, nunca se encolhendo para segurar um resultado.

Lembrei-me imediatamente do rolo compressor do Benfica (2009/10) e dum célebre 8-1 ao V. Setúbal em que Fábio Coentrão entrou com 5 ou 6-0 e disse na “flash interview” que Jorge Jesus lhe tinha pedido para “acelerar o jogo”. Com isso, fiz rápido paralelismo para a forma como o Marco Silva tem encarado esta época.

É certo que ainda falta qualidade para o rolo compressor ser mais efectivo e essa coragem de nunca se encolher até já causou alguns dissabores num ou outro jogo, mas o caminho é e tem de ser esse, uma vez que se trata de uma verdade insofismável que quanto melhor e mais positivo for o jogo, mais uma equipa se aproxima da vitória no futuro próximo.

Para isso, é preciso apostar nos melhores e naqueles que podem evoluir mais e atingir patamares de excelência. Há que insistir nos “Monteros” e nos “Carrillos”, independentemente da sua regularidade e consistência, uma vez que será sempre com talento que nos aproximaremos mais de uma melhor qualidade de jogo e, consequentemente, da vitória.

É aqui, aliás, que Marco Silva terá de ser imune à mudança de paradigma de uma grande franja de adeptos do Sporting, que, talvez saturados de tantas temporadas sem ganhar, começam a valorizar mais a regularidade e o esforço de um jogador do que o talento e margem de progressão do outro.

Afinal, tirando Nani, fruto do seu estatuto e de não ser efectivamente leão, todos os maiores talentos do Sporting são alvos dos maiores ataques desses mesmos adeptos, nomeadamente Montero e Carrillo, as únicas verdadeiras mais-valias do Sporting em termos de desequilíbrio técnico no último terço, isto excluindo obviamente o tal rapaz emprestado pelo Manchester United

É com este tipo de jogadores, mais alguns que vão evoluir e outros que irão entretanto chegar que o Sporting pode aproximar-se dos padrões de excelência que são necessários para que se atinja o tal bom futebol que nos colocará, enfim, no caminho das vitórias.

Dirijo-me directamente a ti, Marco Silva. Pediram-te o título, mas todos sabemos que isso é quase impossível por agora, o importante é continuares a construir uma equipa à tua imagem e, aliás, à imagem do próprio Sporting. Aquele que me lembro e admiro e não aquele que muitos te querem obrigar a perpetuar.

Continua o teu caminho cheio de coragem e mantêm-te fiel aos teus princípios, encara, como até agora, qualquer adversário olhos nos olhos e recusa-te a defender o 1-0. Com o tempo, esses 1-0 vão transformar-se quase sempre em 2 e 3-0 e raramente no 1-1.

Mantém a liberdade aos jogadores, aquela alegria de jogo que nos contagia e já nos faz esquecer o aborrecimento que foi aquela segunda volta de 2013/14 com o Leonardo Jardim.

Ah, e antes que me esqueça, quando assobiarem o Carrillo e o Montero, manda-os bugiar…

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Jonathan é um matador

Jonathan é um matador

Depois de ter chegado a ser anunciado como reforço do Sporting de Braga no último Verão, mas acabado por não ficar pelo Minho em virtude de lhe ter sido detectado um problema físico, Jonathan Rodríguez está novamente perto do futebol português, ainda que, desta vez, para representar o Benfica, clube com o qual o seu empresário já confirmou conversações.

Nascido a 6 de Julho de 1993 em Florida, Uruguai, Jonathan Javier Rodríguez Portillo estreou-se na equipa principal do Peñarol na temporada 2013/14, sendo que, desde aí, já soma um total de 47 jogos e 19 golos pelo histórico emblema uruguaio, isto sem esquecer quatro internacionalizações (um golo) pela principal selecção “celeste”.

Um matador

Analisando a frio as características de Jonathan Rodríguez como futebolista, é justo sublinhar-se que se trata de um verdadeiro “matador”, ainda que não se trate de um ponta de lança de perfil mais fixo ou “target man”, mas, ao invés, de um atacante que sabe movimentar-se por todo o ataque, procurando explorar as debilidades que o sector recuado adversário acabar por desvendar.

Sublime a jogar na linha do fora de jogo, o internacional uruguaio de 21 anos destaca-se pela velocidade e técnica apurada, ainda que seja principalmente pelo faro de golo que mais merece realce, uma vez que aparece sempre no sítio certo para facturar, mostrando-se letal com os seus fortíssimos remates de pé direito, seja de curta ou longa distância.

Tratando-se de um jogador que está talhado para actuar no esquema de dois avançados que Jorge Jesus tanto gosta, Jonathan Rodríguez será, afinal, um futebolista que poderia assumir-se como um excelente reforço para o Benfica, principalmente numa fase em que Lima parece estar a entrar na fase descendente da sua carreira.

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O triunvirato leonino: Virgílio, Bruno de Carvalho e Inácio

O triunvirato leonino: Virgílio, Bruno de Carvalho e Inácio

Durante anos pesou na cabeça do Sporting os 12-1 com o Bayern de Munique, algo que acabou por marcar indubitavelmente a passagem de Paulo Bento por Alvalade e iniciar a sua queda, concretizada a meio da época seguinte.

Esse resultado, lembre-se, também traduziu-se num fim de um ciclo, em que o Sporting pouco ganhou, é certo, mas teve o condão de assegurar algumas taças e supertaças, além de disputar alguns campeonatos taco a taco com os seus rivais.

Posteriormente, a queda foi abrupta, num ciclo desastroso que teve com ponto mais baixo o sétimo lugar de 2012/13. Ainda assim, há que lembrar que, entre 2009/10 e 2012/13, o Sporting apenas esteve no pódio por uma vez. Algo que deveria levar a uma imediata e profunda reflexão.

É certo que, com Bruno de Carvalho, o crescimento desportivo ao nível da equipa sénior foi imediato e ficou à vista de toda a gente, fruto de um segundo lugar numa Liga sempre bem disputada pelo Sporting e, há que dizê-lo, com meios incomparavelmente inferiores aos seus principais rivais.

Esse paradigma, aliás, repete-se este ano, onde a equipa tardou um pouco a interpretar as ideias mais ofensivas de Marco Silva, mas onde rapidamente voltou ao caminho do sucesso, bem sublinhado pelo facto dos leões serem, neste momento, a única equipa portuguesa em quatro frentes (vá, três e meia, tendo em conta a postura na Taça da Liga).

Mas, se a política financeira e desportiva (ao nível da equipa principal) merece o nosso aplauso, há que rapidamente centrar atenções no que se está a fazer daí para abaixo e que merece uma profunda reflexão e mudanças rápidas.

O Sporting B, por exemplo, recheado de talentos e tendo muitas vezes ao seu dispor reforços da equipa principal, como Gauld (curiosamente o mais caro de todos), tem revelado um futebol pobre, inconsequente e totalmente descaracterizado daquilo que é a ideologia de jogo da equipa principal.

É um Sporting medroso, encolhido e que muitas vezes parece limitar o talento disponível, algo que se torna mais acentuado por algumas decisões muito duvidosas na construção do onze e que podem ser coladas tanto a Francisco Barão como a João de Deus. Classificação: 13.º lugar a cinco pontos da linha de água.

Quanto aos juniores, não gosto muito de me apoiar exclusivamente na teoria da geração fraca. Conheço muitos dos miúdos que vão evoluindo agora ao comando de Luís Boa Morte e sei do seu valor e tenho a certeza que não se coaduna com o 11-0 que levaram em dois jogos com o Chelsea.

Olhe-se, ao invés, para o facto de muitos jogadores entretanto contratados (e foram imensos) terem falhado na lógica de serem mais-valias e traduzirem-se, acima de tudo, em jogadores que acabaram por empurrar para baixo o valor global da equipa. José Lima está longe de ser o culpado, até porque o seu currículo e percurso não pode sequer ser comparado ao de Luís Boa Morte.

Mais abaixo, os juvenis, correm mesmo o risco de não se apurarem para a fase final da competição, algo de que não tenho memória de ter sucedido. Aqui, porém, é natural a queda de qualidade perante as saídas de jogadores como Moreto Cassamá, Idrisa Sambú, Tiago Dias ou Gonçalo Agrelos, tudo futebolistas importantíssimos na conquista do Nacional de Iniciados em 2012/13.

Espero, sinceramente, que este 11-0 diante do Chelsea, que é representativo do fracasso que foi esta presença do Sporting na UEFA Youth League, sirva, em definitivo, para um fim de ciclo, tal como sucedeu com o 12-1 do Bayern com a equipa sénior em 2009. Neste caso, obviamente, com resultados melhores e mais imediatos, algo que não me parece complicado, tal o estado quase caótico a que assistimos.

É preciso toda uma mudança que abranja a estrutura leonina desde a equipa B aos mais baixos escalões de formação, com as equipas a libertarem-se rapidamente dos excedentes, ou seja, daqueles jogadores que apenas estão a tapar espaço ao crescimento dos talentos que, estou certo, ainda proliferam em Alcochete.

É necessário directores mais experientes, profundamente dentro do meio “futebol de formação” e, acima de tudo, com melhor trato com os míudos, isto num cenário que se deve alargar a muitos dos treinadores, onde os mais competentes parecem condenados a não subirem escalões e os novatos parecem ter um direito divino a começarem logo pelo topo.

É preciso ter outra atenção recrutamento, nomeadamente o nacional, até porque ainda está para vir o jovem jogador que o Sporting recrutou no estrangeiro (deixemos os PALOP de parte) e saltou directamente da formação para a equipa principal e impôs-se.

É, afinal, urgente agir, ou o pomposo título de “clube com a melhor formação” será cada vez mais um mito.

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Pongolle foi um grande flop

Pongolle foi um flop pago a peso de ouro

Foi talvez a pior contratação da história do Sporting, isto se nos centrarmos no binómio: preço/qualidade. Um avançado que custou 6,5 milhões de euros aos cofres verde-e-brancos e que abandonou Alvalade sem deixar qualquer retorno financeiro e com apenas oito jogos (três como titular) e um golo apontado. Florent Sinama-Pongolle de seu nome, aquele que José Eduardo Bettencourt contratou para ser uma afiada unha do leão, mas acabou por tornar-se em mais um daqueles negócios que empurraram o Sporting para a muito difícil situação financeira que ainda vive.

Só brilhou no Recreativo

Nascido a 20 de Outubro de 1984 em Saint-Pierre, nas Ilhas da Reunião, França, Florent Sinama-Pongolle começou por jogar no modesto Saint-Pierroise (Reunião), tendo passado posteriormente para o Le Havre, onde, entre 2001 e 2003, somou 46 jogos e nove golos, isto numa altura em que já estava a actuar no emblema francês por empréstimo do Liverpool.

Ao clube inglês propriamente dito, haveria de chegar em 2003/04, tendo permanecido na equipa principal dos “reds” até meio da temporada 2005/06, mas sempre sem explodir verdadeiramente, algo que o fez ser emprestado ao Blackburn Rovers na segunda metade dessa época e, posteriormente, vendido ao Recreativo de Huelva, no Verão de 2006.

Na Andaluzia, ainda assim, o internacional francês haveria de encontrar finalmente o seu “habitat” ideal, tendo brilhado bastante com as cores do Recreativo entre 2006 e 2008, período em que marcou 22 golos em 72 jogos.

“Atleti”, Sporting e depois foi sempre a descer

Perante o excelente desempenho de Sinama-Pongolle no Recreativo de Huelva, o Atlético de Madrid haveria de contratar o avançado por cerca de 10 milhões de euros, mas este acabou por não justificar inteiramente o investimento, uma vez que depois de uma temporada relativamente positiva de 2008/09 (43 jogos, seis golos), haveria de cair a pique em 2009/10, onde no Inverno, com apenas 15 jogos (cinco como titular) e um golo, acabou transferido para o Sporting.

Em Alvalade, o atacante esperava reencontrar-se com os seus melhores tempos e o Sporting, afinal, havia apostado 6,5 milhões de euros nisso, mas a verdade é que o gaulês foi incapaz de ser mais do que uma sombra errante que atrapalhou mais do que ajudou o leão nos (poucos) jogos que disputou.

Assim sendo, no início de 2010/11, Sinama-Pongolle acabou emprestado ao Saragoça e na época seguinte ao Saint-Étienne, acabando por se desvincular definitivamente do Sporting em 2012/13, quando se mudou para o FC Rostov, da Rússia, onde, sem surpresa, voltou a fracassar.

Desde Setembro de 2014, tem sido nos Estados Unidos, no Chicago Fire, que tem desenvolvido o seu (pouco) futebol, mas atendendo aos números que apresenta: dois jogos e zero golos na MLS, parece que o “sucesso” tem sido o mesmo do passado recente.

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Stuart Armstrong é o capitão da selecção sub-21 escocesa

Stuart Armstrong é o capitão da selecção sub-21 escocesa

Depois da contratação de Ryan Gauld no último Verão, parece que o Sporting não perdeu a Escócia e o Dundee United de vista, uma vez que os verde-e-brancos estão a ser apontados a novo jogador desse emblema da Premier League escocesa, mais concretamente o médio-ofensivo Stuart Armstrong.

Nascido a 30 de Março de 1992 em Inverness, Escócia, Stuart Armstrong passou pelas camadas jovens do Dyce Boys Club, Inverness Caledonian Thistle e Dundee United, tendo sido precisamente por este último emblema que se estreou no futebol sénior, em 2010/11.

Desde essa temporada, o internacional sub-21 escocês foi conseguindo ganhar uma importância crescente no Dundee United, sendo que, até este momento, o jovem de 22 anos já soma 141 jogos, 17 golos e 26 assistências pelo emblema escocês.

“Dez” ou “box-to-box”

Stuart Armstrong é um médio que tanto pode actuar numa posição mais adiantada, como “dez”, ou mais recuado, como médio de transição/”box-to-box”, destacando-se pela evoluída visão de jogo, boa técnica e capacidade de passe e drible, isto sem esquecer a potência e precisão do seu remate de meia distância.

Com excelente mentalidade competitiva e capacidade de liderança, trata-se de um jogador que parece ser muito mais maduro do que os 22 anos que apresenta no BI, sendo com naturalidade o capitão da selecção escocesa de sub-21, onde é uma das principais referências, lado a lado com Ryan Gauld.

Em suma, trata-se de um jogador que, no papel, tem condições para ser uma boa aposta do Sporting para o curto/médio prazo, ainda que tudo dependa sempre da forma como se viria a adaptar ao futebol português.

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