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Archive for Janeiro, 2015

Krejcí é um extremo vertical

Krejcí é um extremo vertical

Um dos mais interessantes jogadores do pouco mediático campeonato checo é o extremo-esquerdo Ladislav Krejcí, futebolista que se assume como uma das principais figuras do histórico Sparta de Praga, actual campeão da República Checa.

Trata-se de um jovem de 22 anos, nascido a 5 de Julho de 1992 em Praga, República Checa, e que representa o Sparta de Praga desde sempre, somando um total de 133 jogos e 31 golos pelo emblema da Europa Central.

Um extremo de processos simples

Ladislav Krejcí é um extremo-esquerdo que nos transporta rapidamente para tempos mais longínquos, uma vez que é um ala de processos simples, que tem uma inteligência táctica muito acima da média e raramente adorna excessivamente um lance, parecendo optar sempre pela melhor decisão.

Bastante vertical no seu contexto de jogo, o internacional checo procura preferencialmente a linha, jogando a seu favor o facto de ser extremamente rápido e forte no um contra um, isto sem esquecer a qualidade superior dos seus cruzamentos.

Faz diagonais quando necessário

Ainda assim, isso não significa que Krejcí apenas sirva para dar profundidade ofensiva pelas linhas, uma vez que o jovem de 22 anos também sabe fazer diagonais quando essa é a melhor forma de concluir uma jogada, conseguindo, nesses casos, dar uso ao seu forte pontapé de meia distância.

Por tudo isto, trata-se de um futebolista que merece palcos mais cintilantes do que o campeonato checo, estando apenas à espera de um clube que esteja disposto a oferecer explosividade e profundidade ofensiva ao lado esquerdo do seu ataque.

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Ewerton deverá pegar de estaca nos leões

Ewerton deverá pegar de estaca nos leões

Depois da saída de Maurício para a Lazio, o Sporting não perdeu tempo e rapidamente assegurou um substituto, mais concretamente o também brasileiro Ewerton, futebolista que se encontrava no Anzhi Makhachkala, da segunda divisão russa.

Nascido a 23 de Março de 1989, em Penedo, Brasil, Ewerton José Almeida Santos destacou-se no ASA, de Alagoas, isto antes de rumar ao futebol europeu e ao Sporting de Braga, clube que representou em 2011/12 e onde somou 31 jogos e dois golos. Nessa altura, as suas exibições mereceram a cobiça de FC Porto e Benfica, mas o defesa-central acabou por optar pelo futebol russo e pelo Anzhi.

Essa opção de carreira, contudo, acabou por não revelar-se a mais acertada e Ewerton, desde 2012/13, apenas somou 36 jogos e dois golos pelo emblema russo, sendo que, esta temporada, já com o Anzhi na segunda divisão russa, foram apenas seis as partidas oficiais realizadas pelo jovem de 25 anos, isto muito por culpa de uma grave lesão nos ligamentos do tornozelo, da qual já está recuperado.

Tem talento e qualidade para vingar em Alvalade

Não obstante o insucesso por terras russas, também acentuado pela propensão de Ewerton para algumas lesões e problemas físicos, a verdade é que, em condições normais, estaremos perante um jogador que terá tudo para pegar de estaca no eixo defensivo leonino, ao lado de Paulo Oliveira.

Esquerdino, como seria preferencial para fazer companhia ao destro internacional sub-21 português, Ewerton destaca-se pela grande qualidade no jogo aéreo, onde os seus 188 centímetros são decisivos, mas também por ser relativamente rápido, muito inteligente em termos posicionais e forte no desarme, antecipação e lances de um contra um.

Tecnicamente, também estamos perante um jogador acima da média, assumindo-se Ewerton como um jogador capacitado para sair com bola desde trás, algo que era uma lacuna gritante na equipa leonina e que deverá ser agora suprimida pelo brasileiro.

Ora, perante os números previstos para a sua contratação definitiva (1,5 milhões de euros) e acreditando que Ewerton consegue reencontrar-se em Lisboa com as exibições que mostrou na Pedreira, é certo que o Sporting fez aqui uma excelente contratação no binómio custo/qualidade.

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Kaderabek é um lateral moderno

Kaderabek é um lateral moderno

Encontra-se no Sparta de Praga um dos mais promissores laterais-direitos do actual espectro futebolístico europeu, mais concretamente Pavel Kaderabek, jovem de 22 anos que vai provando no clube checo que tem qualidade para atingir rapidamente outros voos.

Trata-se de um futebolista nascido a 25 de Abril de 1992 em Praga, República Checa, e que é precisamente um produto das escolas do Sparta de Praga, histórico emblema que representa desde sempre, salvo um curto empréstimo ao Viktoria Zizkov, em 2011/12.

No Sparta de Praga, o lateral-direito tem actuado com regularidade desde 2012/13, somando um total de 105 jogos e 10 golos, e contribuindo para a conquista de um campeonato checo e de uma Taça da República Checa.

Lateral moderno

Pavel Kaderabek é aquilo que podemos considerar um lateral moderno, dado que consegue fazer todo o flanco direito, desempenhando com grande competência o processo defensivo e ofensivo, e sempre com um pulmão incrível.

Muito forte na marcação e com grande inteligência posicional, o internacional checo (sete jogos, um golo) é extremamente rápido e bastante competente em termos técnicos, tendo como um dos seus pontos mais fortes a qualidade dos seus cruzamentos.

Em suma, e estando avaliado ainda em números acessíveis para os principais clubes portugueses (cerca de dois milhões de euros), poderá estar aqui um excelente reforço a ser equacionado, ele que também tem o dom da polivalência, uma vez que pode igualmente jogar como ala-direito, ainda que, nessa posição, sem a excelência de quando actua a lateral.

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Zahavi

Zahavi tem criatividade e o golo no sangue

Um dos mais fascinantes futebolistas que vai evoluindo num campeonato pouco mediático no contexto europeu é Eran Zahavi, médio-ofensivo/atacante que, de há época e meia para cá, é a principal figura do Maccabi Telavive, um dos históricos emblemas de Israel.

Trata-se de um futebolista nascido a 25 de Julho de 1987 em Rishon LeZion, Israel, e que se estreou no futebol sénior em 2006, pelo Hapoel Telavive, clube onde haveria de somar 95 jogos e 25 golos até 2011.

Em 2011/12, perante as boas exibições no Hapoel, acabou por mudar-se para a Série A e para o Palermo, mas a verdade é que não brilhou no clube siciliano, uma vez que, em época e meia, apenas somou 26 jogos e dois golos.

Perante o insucesso em Itália, o médio-ofensivo haveria de voltar a Telavive em Dezembro de 2012, mas para representar o Maccabi, sendo que este seu retorno a Israel tem sido marcado pelo sucesso absoluto, com Eran Zahavi a somar 88 jogos e 63 golos até ao momento.

Sempre com a baliza na mira

Eran Zahavi é preferencialmente um médio-ofensivo/avançado de suporte que se destaca pela sua velocidade, técnica individual e inteligência nas movimentações, ainda que o seu ponto especialmente mais forte passe pela frieza e eficácia na finalização, como é bem notório no elevadíssimo número de golos que tem marcado no Maccabi Telavive.

Capaz de jogar bem com ambos os pés e letal em lances de bola parada, o internacional israelita também pode ser colocado nos flancos do ataque, ainda que, nesse caso, sempre num contexto de falso extremo, procurando constantemente diagonais para as zonas centrais, onde pode desequilibrar ou usar o seu fantástico pontapé de meia distância.

Neste momento, aos 27 anos, é quase um crime que esteja em Israel, sendo que o seu futebol merece claramente nova oportunidade num campeonato com outro peso na Europa.

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Nguette ainda tem muito que evoluir

Nguette ainda tem muito que evoluir

Um dos jogadores que é hoje apontado como possível reforço do Benfica é o jovem atacante Opa Nguette, futebolista de apenas 20 anos que vai evoluindo no Valenciennes, emblema que se encontra actualmente no segundo escalão do futebol francês.

Nascido a 8 de Julho de 1994 em Mantes-la-Jolie, França, Opa Nguette é um produto das escolas do modesto Mantes, tendo dado o salto para o Valenciennes em 2011/12, clube pelo qual se estreou pela equipa principal na temporada seguinte, na Ligue 1.

No primeiro escalão do futebol gaulês, haveria de actuar entre 2012 e 2014, somando um total de 31 jogos e três golos, ainda que apresentando ainda alguma intermitência exibicional própria da idade.

Certo é que isso, em 2014/15, num patamar competitivo menos exigente como é a Ligue 2, tem vindo a dissipar-se, com o internacional sub-20 francês a apresentar um rendimento bem mais consistente, somando 17 jogos e cinco golos pelo Valenciennes.

Faz todas as posições do ataque

Opa Nguette é o protótipo do avançado polivalente, uma vez que pode actuar como extremo (esquerdo ou direito) ou ponta de lança, ainda que seja encostado ao lado direito do ataque que mais vezes está a actuar ao longo da actual temporada.

Rápido, possante e com uma técnica individual muito apreciável, o jovem gaulês é muito forte no um contra um, ainda que um certo excesso de confiança o torne, por vezes, individualista em excesso, isto em prejuízo da sua equipa.

Em termos de finalização, por outro lado, nota-se também claramente a evolução do internacional sub-20 francês, embora este ainda tenha uma larga margem para progredir, isto, obviamente, se quiser atingir outros patamares de excelência.

Em suma, trata-se de uma pérola com elevada margem de progressão, mas ainda com muito por lapidar, sendo que uma eventual contratação do Benfica teria sempre de ser entendida como um projecto de futuro, nomeadamente a começar pela equipa B, e nunca num espectro imediatista.

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Bernardo está a provar o seu talento no Mónaco de Jardim

Bernardo está a provar o seu talento no Mónaco

Antes de mais devo começar por dizer que entendo que Anderson Talisca tem um enorme talento e uma inquestionável margem de progressão, sendo provável que possa evoluir até um patamar que, num futuro próximo, o transporte para um daqueles campeonatos europeus de topo.

Ainda assim, sempre me pareceu que esse salto seria mais imediato com o jovem brasileiro a actuar numa posição de avançado de suporte, o tal “9,5”, e não tanto no “oito” em que Jorge Jesus tenta transformá-lo, agora de forma mais acelerada com a saída de Enzo Pérez para o Valência.

Nada de errado, obviamente, com a tentativa do treinador do Benfica em procurar a metamorfose do jovem de 20 anos para uma posição que, na sua opinião, talvez sirva melhor as necessidades do Benfica, que terá no experiente Jonas o futebolista ideal para acompanhar Lima (ou o iminente reforço Jonathan Rodríguez) como principal apoio na frente de ataque.

O que estranho, por outro lado, é procurar fazer-se essa adaptação a um avançado de suporte, ao invés de se tentar o mesmo com um jogador com rotinas de jogar no meio-campo, nomeadamente Bernardo Silva, inquestionavelmente o maior talento encarnado a sair da sua formação desde Rui Costa.

Naturalmente, um médio-centro de perfil mais ofensivo do que se exige para a posição “oito” do esquema de Jorge Jesus, Bernardo Silva é, todavia, um jogador com uma inteligência de jogo muito acima do normal, tal como se está a perceber agora no Mónaco, onde Leonardo Jardim tem promovido gradualmente a sua entrada na equipa tanto o usando encostado aos flancos, como em zonas mais centrais do miolo.

Nesse seguimento, e ainda para mais sendo o jogador em questão alguém com mais de uma década ao Benfica e tendo um confesso amor pelo emblema da Luz, faz-me confusão que não tenha sido mais forte a aposta no internacional sub-21 português, mesmo que ele necessitasse da tal metamorfose táctica que agora está a ser implementada em Anderson Talisca.

É que Bernardo Silva, que quase sempre foi ignorado por Jorge Jesus na sua transição para sénior, aparenta ter toda a qualidade necessária para ter-se assumido, em muito pouco tempo, como uma referência nessa mesma posição “oito”. E isto ao mesmo tempo que poderia ser igualmente um verdadeiro símbolo desta tão badalada nova era de aposta na formação encarnada, que Luís Filipe Vieira tem vindo a apregoar e que, ao que tudo indica, terá de ficar a cargo de Gonçalo Guedes.

Afinal, o Benfica preferiu emprestá-lo (há até quem diga que já está vendido…) ao Mónaco, enquanto investiu quatro milhões de euros num brasileiro que actuava na segunda divisão brasileira e que, para além de ter de se adaptar a uma outra realidade futebolística, ainda terá de passar pelo mesma metamorfose táctica de que teria de ser alvo Bernardo Silva para a muito exigente posição “oito” do esquema encarnado.

E isto está muito longe de por em causa a contratação do brasileiro e uma discussão: Bernardo/Talisca, uma vez que, para mim, existe todo o espaço no plantel do Benfica para dois jogadores com o seu talento. Mas, na actual conjuntura encarnada, a posição “oito”, a escolher entre os dois, só podia ir para o internacional sub-21 português e é a escolha contrária, que, por tudo e mais alguma coisa, não entendo…

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Beric é um goleador esloveno

Beric é um goleador esloveno

Um dos mais promissores pontas de lança do actual espectro dos menos mediáticos campeonatos europeus é o internacional esloveno Robert Beric, jovem de 23 anos que vai evoluindo nos austríacos do Rapid Viena.

Trata-se de um futebolista nascido a 17 de Junho de 1991 em Krsko, Eslovénia, e que passou por emblemas modestos como o Krsko e Interblock, do seu país natal, isto antes de rumar ao bem mais conhecido Maribor, em 2010.

Sucesso no clube de Zahovic

No emblema que tem Zlatko Zahovic como director desportivo e que foi adversário do Sporting na edição 2014/15 da Liga dos Campeões, Robert Beric assumiu-se como um ponta de lança promissor, tendo tido a sua verdadeira época de explosão em 2012/13, quando somou 20 golos em 51 jogos

Esse excelente desempenho, aliás, valeu-lhe o salto para a Liga Austríaca e para o Sturm Graz, tendo somado 42 jogos e 12 golos pelo emblema da Estíria, isto antes de nova mudança de ares, desta feita para o bem mais emblemático Rapid Viena.

Nesse clube da capital austríaca, e em apenas meia temporada, Robert Beric já leva 13 golos em 17 jogos do campeonato local, em números que lhe permitem ser actualmente o melhor marcador da prova.

Um verdadeiro “nove”

Robert Beric é um ponta de lança possante de 188 cm e 80 quilos, sendo essa fisionomia permite-lhe ser um verdadeiro martírio para os defesas contrários, isto no capítulo do desgaste, mas não o impede, ao mesmo tempo, de ser um jogador relativamente móvel e rápido.

Onde se destaca preferencialmente, ainda assim, é na sua função de “matador”, aparecendo quase sempre no sítio certo para finalizar, sendo especialmente letal de pé direito, que prefere a eficácia a adornos excessivos.

Com uma técnica apreciável e sabendo gerir na perfeição a linha de fora de jogo, o internacional esloveno está talhado para actuar na posição “nove” como principal referência ofensiva, ainda que seja indiferente para o seu desempenho se actua ao lado de um avançado mais móvel num esquema com dois atacantes ou sozinho num 4x3x3 ou 4x2x3x1.

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