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Archive for Fevereiro, 2015

Pione Sisto é uma pérola de sangue africano

Pione Sisto é um talento de sangue africano

Recentemente apontado ao FC Porto, um dos mais promissores talentos do actual espectro futebolístico dinamarquês é Pione Sisto, jovem extremo-direito de 20 anos que vai evoluindo no FC Midtjylland, do principal escalão desse país da Escandinávia.

Trata-se de um futebolista nascido a 4 de Fevereiro de 1995, no Uganda, mas que é filho de pais sudaneses e que muito cedo rumou à Dinamarca, país onde desenhou todo o seu percurso futebolístico no FC Midtjylland. Se nos debruçarmos apenas no futebol sénior, Pione Sisto soma um total de 58 jogos e 13 golos em todas as competições oficiais.

Rápido, técnico e explosivo

Pione Sisto encontra-se na Dinamarca desde os dois meses e até já representou a selecção de sub-21 desse país da Escandinávia, mas a verdade é que o seu futebol transporta-nos imediatamente para o seu continente de nascimento, o africano.

Afinal, seja encostado ao lado direito do ataque (posição preferencial) ou no flanco oposto, Pione Sisto apresenta um futebol pleno de velocidade, explosividade, imprevisibilidade e capacidade técnica, que torna-o um autêntico quebra-cabeças para os adversários, que têm muitas dificuldades para o parar.

Extremo híbrido

Capaz igualmente de ganhar a linha como um extremo puro, a verdade é que Pione Sisto também sabe quando fazer a diagonal para dentro, situação em que cria imediatamente desequilíbrios e fica habilitado a fazer um decisivo último passe ou um remate de meia distância (aspecto em que também é forte).

Obviamente que, aos 20 anos, existem ainda alguns aspectos que ainda terão de ser limados pelo jovem dinamarquês, que vão desde à necessidade de ganhar uma maior inteligência táctica, melhor capacidade de recuperação e uma outra objectividade na sua tomada de decisão. Ainda assim, é inegável que estamos perante um talento com grandes perspectivas de atingir um alto patamar no espectro futebolístico mundial.

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Magrão foi um dos reforços do Sporting 2013/14

Magrão foi um dos reforços do Sporting 2013/14

Há uma coisa que me faz grande confusão na construção de alguns plantéis.

Para começar, devo admitir que não vejo quaisquer vantagens em fundos de investimento. Diluem o investimento inicial, é certo, mas também diluem o lucro. Aliás, o caso Rojo é um exemplo perfeito: se o Sporting tiver de pagar os tais 75% à Doyen, e se somarmos os ordenados entretanto pagos ao argentino, vamos acabar por perceber que os verde-e-brancos terão prejuízo entre o deve e haver. Isto faz sentido? Adiante…

Para mim, o segredo do sucesso é muito simples: compra-se a x e vende-se a y. E se, em cada cinco jogadores, três forem bem vendidos, teremos sempre lucro. E isto ainda é mais potenciado em jogadores da formação/equipa B como sucedeu recentemente com Bruma ou Ilori no Sporting ou Bernardo Silva e André Gomes no Benfica.

Nesse seguimento, entendo que um plantel tem de ser formado por três camadas: formação, jogadores que já deram cartas em equipas médias da Liga e craques.

A quantidade de cada “sector”, vai depender da realidade de cada equipa, ou seja, o Benfica e o FC Porto, mais desafogados financeiramente, poderão apostar mais em craques, enquanto o Sporting terá de se apoiar mais na formação e nos “Jeffersons”. Mas o princípio tem de ser este.

Ora, é aqui que eu não percebo alguns modos de actuar e vou pegar no exemplo prático do Sporting. Não está aqui em questão a margem de progressão de Sarr ou Sacko, por exemplo, mas faz sentido comprar os dois franceses por um total de dois milhões de euros quando existem Tobias Figueiredo e Iuri Medeiros ou Podence nos quadros? Faz sentido ir buscar Rosell por mais um milhão de euros, se algo próximo desse valor permitiria aos leões irem buscar um valor seguro e rotinado em Portugal como Danilo Pereira? Faz sentido terem dificultado a saída de Diego Capel no último Verão, quando este está agora longe das primeiras opções e ganha o ordenado que ganha?

Andando um ano e meio para trás, também posso perguntar: É muito difícil identificar jogadores como Yohan Tavares, Marcelo, Evandro, Soudani, Luís Leal ou Carlos Eduardo e tê-los contratado no Verão de 2013? Será que não se traduziria num upgrade inequívoco ao plantel do SCP e a custo de duas vendas de alguns excedentários como Rinaudo e Capel?

Depois, há ainda a detecção de talento internacional, onde faz-me confusão a “cegueira” que existe em Portugal para com grande parte do mercado internacional. Se eu com um computador e acesso à internet consegui descobrir uma centena de craques antes deles aparecerem em campeonatos de maior relevo como Jackson Martínez, Mandzukic, Kramaric, Kakitani, Bas Dost, Vrsjalko, Bony ou Courtois, como é que supostos scouts de alto nível continuam a falhar na detecção de talento? Ou pelo menos a terem um índice de aproveitamento baixíssimo?

Não posso fugir à realidade de que o Sporting tem um orçamento mais baixo que os rivais e, como tal, menos armas para esgrimir, mas também não posso deixar de achar que podia ter sido feito muito melhor com as armas ao dispor.

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