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Archive for the ‘Bola dos Outros’ Category

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O Vitória de P. Martins já está na Liga Europa

A fraca temporada que Portugal fez nas competições europeias em 2016/17, potenciada pelo facto de Sporting e Sporting de Braga terem estado muito abaixo das expectativas, faz com que o nosso país vá perder uma equipa nas competições europeias em 2018/19.

Ou seja, nessa temporada, teremos apenas duas equipas na Liga dos Campeões (uma na 3.ª pré-eliminatória e outra na fase de grupos) e outras três na Liga Europa (uma na fase de grupos, uma na 3ª pré-eliminatória e outra na 2.ª pré-eliminatória).

Este infortúnio, porém, poderá (e deverá) começar a ser revertido já na próxima época, uma vez que Portugal teve a “sorte” de (quase) tudo lhe correr no âmbito das equipas que se apuraram para as competições europeias, seja ao nível de quem se qualificou, como inclusivamente da fase da prova para a qual seguirão.

FC Porto no playoff seria teoricamente melhor para Portugal

Na Liga dos Campeões, por exemplo, seguem as três melhores equipas portuguesas (Benfica e FC Porto na fase de grupos e Sporting no playoff), sendo que o cenário apenas poderia melhorar caso os dragões fossem ao playoff ao invés dos leões. É que os azuis-e-brancos, com 98,866 de coeficiente, seriam garantidamente cabeças de série nessa fase da prova, algo que maximizaria a possibilidade de termos novamente três equipas na fase de grupos da Liga dos Campeões.

O Sporting, afinal, fruto de fracas campanhas europeias recentes, tem um coeficiente de apenas 36,866, números que só por milagre lhe permitirão chegar ao estatuto de cabeça de série no playoff e, como tal, diminuirão em muito as possibilidades dos leões ultrapassarem essa fase da prova.

Neste momento, e olhando para os potenciais adversários do Sporting, podemos vislumbrar equipas como o Sevilha, Nápoles ou Liverpool, sendo que só sendo cabeças de série é que os verde-e-brancos poderão escapar a estes emblemas. E para isso, é preciso que quatro equipas com melhor ranking sejam eliminadas na 3.ª pré-eliminatória, num cenário que, convenhamos, é bastante improvável.

Pontos de bónus na Champions são relevantes

Até há pouco tempo, e em termos de ranking UEFA, beneficiava-se muitas vezes de se jogar na Liga Europa ao invés da Liga dos Campeões. Afinal, a contagem dos pontos era semelhante e o grau de dificuldade dos mesmos era completamente diferente, sendo muito mais fácil robustecer o ranking nessa prova do que na Champions.

Consciente de que isso era algo injusto, a UEFA fez algumas modificações, sendo a mais relevante a atribuição de quatro pontos de bónus só pela passagem à fase de grupos da Liga dos Campeões, a que há de juntar outros cinco pela eventual passagem aos oitavos de final da prova. Assim sendo, uma equipa portuguesa que atinja os oitavos de final desta prova sabe que independentemente dos seus resultados irá sempre somar nove pontos para o seu ranking, algo que equivale a quatro vitórias e um empate.

Ou seja, uma equipa que se apure para os oitavos de final da Liga dos Campeões com, imaginemos, três vitórias e dois empates, irá somar 17 pontos para o ranking, enquanto uma equipa que ganhe o grupo da Liga Europa com seis vitórias e vença os dois jogos dos 16/final irá somar “apenas” 16 pontos. Nesse seguimento, e aliado ao factor financeiro, é agora unânime que existirá sempre o maior dos benefícios em jogar a Liga dos Campeões me detrimento da Liga Europa.

Quinto lugar do Sp. Braga é teoricamente positivo na UEFA

Tirando os “três grandes”, apenas uma equipa portuguesa tem um ranking UEFA relevante, mais concretamente o Sporting de Braga, emblema que até se superioriza ao Sporting nesse aspecto, acumulando um total de 37,366 pontos.

Nesse seguimento, acaba por ser positivo para Portugal que os bracarenses tenham caído para o quinto lugar, uma vez que, assim, levamos às pré-eliminatórias uma equipa que, garantidamente, será sempre cabeça de série num eventual caminho até à fase de grupos.

Ora, esse cenário é igualmente muito importante na segunda prova mais importante do futebol europeu, uma vez que, no playoff, já se vislumbram equipas muito fortes com o estatuto de cabeça de série, sendo exemplos o PSV, AC Milan, Marselha, Galatasaray, Zenit ou Real Sociedad, tudo equipas que entram logo na 3.ª pré-eliminatória.

Marítimo pode sonhar

Quanto aos outros dois clubes portugueses presentes na Liga Europa, sabemos de antemão que o Vitória de Guimarães tem presença garantida na fase de grupos, num cenário bastante positivo para os vimaranenses (e para o ranking luso), que, em teoria, dificilmente seriam cabeças de série no playoff.

Com os mesmos 14,866 pontos de ranking encontra-se o Marítimo, sendo que a equipa madeirense, em teoria, será cabeça de série na 3.ª pré-eliminatória, o que lhe permitirá fugir aos “tubarões” que referenciei para o caso arsenalista.

No playoff, contudo, já não é expectável que o Marítimo consiga esse estatuto, ainda que os madeirenses não devam já se resignar com a fatalidade de terem de defrontar um cabeça de série nessa fase da prova. É que, se não houver grandes surpresas na Liga dos Campeões, será “apenas” necessário que sete equipas com melhor ranking que o Marítimo sejam eliminadas entre a 1.ª e 3.ª pré-eliminatória, algo que está muito longe de ser impossível.

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Capel estará prestes a despedir-se de Alvalade

Capel estará prestes a despedir-se de Alvalade

Multiplicam-se os rumores de que o internacional espanhol Diego Capel estará muito próximo de trocar o Sporting pelo Génova, supostamente numa transferência que não irá trazer aos verde-e-brancos qualquer mais-valia financeira, isto para além da óbvia poupança nos salários que teriam de ser pagos neste último ano de contrato.

Esta conclusão, mesmo tratando-se de um jogador que terminaria contrato em menos de um ano, e havendo a noção de que este pouco jogou na temporada transacta, não deixa, contudo, de surpreender um pouco, quanto mais não seja pelo facto deste ainda ser relativamente novo (27 anos) e de ter um interessante currículo, ao ponto de ter chegado inclusivamente a ser internacional espanhol.

Claro que os recentes investimentos em salários avultados de jogadores como Bryan Ruiz, Teo Gutiérrez ou Alberto Aquilani terão precipitado a necessidade do Sporting libertar Diego Capel, ou não fosse o extremo um dos mais bem pagos do plantel e excedentário, mas não posso deixar de pensar que todo a “partida de poker” que foi a gestão da situação do internacional espanhol acabou por prejudicar e muito o emblema leonino, que nunca viu grandes proveitos desportivos do extremo nas últimas duas temporadas e ainda acabou por ter prejuízos financeiros onde até poderia ter somado alguns milhões de euros.

Lembre-se que, no Verão de 2013, o primeiro defeso da “Era Bruno de Carvalho”, a comunicação social deu conta da chegada de algumas propostas a Alvalade pelo concurso do internacional espanhol, ainda que tenha reafirmado constantemente a vontade da SAD do Sporting em apenas libertar o atleta por valores a rondar os 6/7 milhões de euros, isto quando as ofertas rondariam os 3/4 milhões de euros, algo que ainda assim permitiria ao Sporting somar, a esse encaixe, mais quatro milhões de euros dos salários referentes a estas duas últimas temporadas em que Diego Capel se foi mantendo em Alvalade.

Nessa altura, ainda assim, e mesmo que já se mostrasse exibicionalmente a um nível bem longe do que o seu vencimento justificava, a verdade é que Diego Capel ainda foi bastante utilizado por Leonardo Jardim, terminando essa época de 2013/14 com 31 jogos (20 como titular) realizados.

Essa situação terá mantido pelo menos o valor de mercado de Diego Capel, sendo que o Verão seguinte, principalmente perante a chegada de Nani, desenhava-se como o momento ideal para a saída do internacional espanhol, abrindo-se assim espaço a uma importante poupança salarial e um sempre interessante encaixe financeiro que poderia certamente chegar aos quatro milhões de euros.

A verdade é que a direcção liderada por Bruno de Carvalho voltou a esticar a corda em demasia, isto num perfil que também já se notou este defeso nos processos de contratação de Ruiz e Gutiérrez (correndo bem) e de Mitroglou (correndo mal), acabando Diego Capel por ficar mais um ano em Alvalade, sendo que este último completamente sem espaço, ultrapassado naturalmente por Nani e André Carrillo e, até, Carlos Mané.

Ora, no futebol, os timings são tudo e, agora, apenas um ano depois, no rescaldo de uma temporada em que Diego Capel somou apenas cinco jogos como titular nos leões e terá custado mais dois milhões de euros aos cofres da SAD, a direcção leonina vê-se “obrigada” a transaccionar o seu passe a custo zero, limitando-se a ter a mais-valia de uma poupança de alguns meses de salários e de uma hipotética mais-valia de uma transferência futura.

Espera-se, assim, que isto sirva de exemplo para Bruno de Carvalho e respectiva direcção, que terá de perceber que a intransigência negocial nem sempre é a melhor solução para a gestão financeira e desportiva de um clube de futebol, sendo que o processo André Carrillo deverá assumir-se, agora, como um teste primordial para a capacidade do jovem presidente leonino em aprender com os próprios erros.

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JJ foi uma sombra que perturbou Rui Vitória

JJ foi uma sombra que perturbou Rui Vitória

Terminou a Supertaça com o triunfo da equipa que, ao longo da pré-temporada, pareceu claramente mais preparada para o início desta época desportiva, numa conclusão que, aliás, parecia prevista pela grande maioria da comunicação social, que de forma mais ou menos declarada colocou o Sporting como o grande favorito ao triunfo no primeiro jogo oficial da nova campanha.

Aliás, essa pressão imposta sobre os verde-e-brancos poderia até ter sido um grande trunfo para Rui Vitória, isto por forma a minimizar o facto de, nesta fase, o ex-treinador do Vitória de Guimarães ter de conviver com um plantel desequilibrado e, também, com as consequências de um demasiado longo périplo pela América do Norte. A realidade, contudo, foi que o novo timoneiro encarnado acabou por complicar ainda mais as possibilidades do Benfica vencer este troféu menor, mas que ganhou grande importância graças à alavanca Jorge Jesus.

Conhecedor de como funciona o clube onde foi treinador principal por seis temporadas, Jorge Jesus, como forma de aliviar a pressão sobre o Sporting e os seus jogadores, mas também de condicionar a própria actuação de Rui Vitória, veio a público dizer que o Benfica continuava a jogar à sua imagem.

A verdade é que essa estratégia de Jorge Jesus, e sabemos bem que tudo isto foi muito bem pensado pelo novo técnico do Sporting, acabou por correr às mil maravilhas: Em primeiro lugar, porque cedo se percebeu que os jogadores verde-e-brancos pareciam verdadeiramente libertos de uma pressão excessiva, algo que, a suceder até seria natural tendo em conta que os leões apenas haviam vencido o Benfica por uma ocasião nas últimas seis temporadas; depois, porque o próprio Benfica surgiu no relvado condicionado por essas próprias declarações de Jorge Jesus, tudo bem patente nas próprias escolhas de Rui Vitória.

Afinal, num esforço quase titânico para se desprender da colagem às ideias do novo treinador do Sporting, Rui Vitória acabou por proceder a inúmeras alterações no onze do Benfica, isto tanto ao nível dos jogadores que escolheu, assim como do próprio esquema táctico, chegando inclusivamente a optar por deixar Jonas sozinho na frente, sistema que não favorece minimamente o internacional brasileiro, talvez apenas para fugir à ideia de que poderia estar a replicar o 4x4x2 do antecessor.

Ora, essas decisões, aliadas a algumas lesões importantes (se bem que muito se tem esquecido que o Sporting também não tem Ewerton e William Carvalho pelo mesmo motivo) e à má preparação da pré-temporada, acabaram por precipitar o tal desaire que a maioria da comunicação social já vaticinava, sendo que o Benfica foi quase sempre uma equipa parca de ideias no Algarve, somando equívocos e até correndo o risco de “queimar” um jovem muito talentoso como Nélson Semedo, que, e ainda bem, acabou por resistir ao naufrágio.

Aliás, o momento de maior desnorte/naufrágio psicológico de Rui Vitória terá surgido na última vintena de minutos, quando decidiu ir ao banco buscar o recém-chegado Kostas Mitroglou, isto, talvez, numa tentativa de jogar com o psicológico do Sporting, que, como se sabe, também perseguia o internacional grego, mas que acabou por apenas tornar o ponta de lança vítima de mais um equívoco do novo treinador do Benfica e, também, mexer naturalmente com a confiança do outro “nove”, o uruguaio Jonathan Rodríguez, que faz toda a pré-época e, quando as coisas são a doer, é ultrapassado por um colega com um par de treinos.

É que esta Supertaça, quer queiram quer não, não se define apenas no troféu que foi para as vitrinas de Alvalade e não da Luz, mas por todos os efeitos psicológicos que giraram à volta do evento e que acabaram por fortalecer ainda mais a imagem de Jorge Jesus (em detrimento de Rui Vitória) e deixar a confiança dos jogadores do Sporting nos píncaros, enquanto os atletas do arqui-rival navegam num mar de dúvidas e nem sequer sabem se podem confiar num almirante, que parece, também ele, sem qualquer rumo definido.

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Casillas terá impacto gigantesco em Portugal

Casillas terá impacto gigantesco em Portugal

Aparentemente resolvidos os contratempos de última hora, parece que Iker Casillas irá mesmo reforçar o FC Porto nas próximas duas temporadas (mais uma de opção), estando imediatamente encontrada aquela que será certamente a transferência mais fantástica do defeso luso.

Prometendo um impacto ainda superior aquele que foi protagonizado pelas contratações de jogadores como Peter Schmeichel (pelo Sporting) ou Pablo Aimar (pelo Benfica), Iker Casillas é uma das principais figuras do actual espectro do futebol mundial, com um currículo que fala por si, ou não somasse, só a nível internacional, três Liga dos Campeões, duas Supertaças Europeias, uma Taça Intercontinental e um Mundial de Clubes pelo Real Madrid; assim como dois Campeonatos da Europa e um Campeonato do Mundo pela selecção espanhola.

Claro que todo este currículo e experiência de quem acumula 725 jogos oficiais pelo Real Madrid e 162 encontros pela selecção espanhola terá um preço avultado para o FC Porto, sublinhando-se que os vice-campeões nacionais terão de suportar uma elevada fatia do actual vencimento de Iker Casillas, algo na ordem dos 10 milhões de euros brutos/ano.

À primeira vista, é natural que todos pensemos que se trata de um salário proibitivo para as finanças de um clube da dimensão dos azuis-e-brancos, mas mais do que pensarmos apenas nos custos de uma contratação como a do lendário guarda-redes, também temos de nos centrar nos muitos benefícios desportivos e, acima de tudo, financeiros que este poderá trazer consigo.

É que para além de se tornar automaticamente no melhor guarda-redes a jogar na Liga, daqueles que, como se costuma dizer, garantem pontos, Iker Casillas também vai abrir muitas portas ao FC Porto, não só no país vizinho, que se verá “obrigado” a olhar com outros olhos para a Liga Portuguesa, como para o resto do planeta, que certamente pretenderá seguir com atenção os passos do internacional espanhol pelo nosso país.

Isso, aliás, poderá até facilitar ao FC Porto a possibilidade de assegurar um generoso patrocínio para as suas camisolas (sem esquecer outros tipos de sponsorização) , assim como abrir espaço a valiosas digressões internacionais e/ou participação em torneios financeiramente muito atractivos.

Iker Casillas é, afinal, um daqueles futebolistas que costumamos dizer que se paga a si próprio, podendo inclusivamente servir de boleia para a própria Liga Portuguesa, que não poderá ignorar a iminente chegada do internacional espanhol como veículo importantíssimo para o processo de internacionalização do nosso campeonato, algo em que, valha a verdade, está ainda num estado bastante distante do desejável.

Por tudo isto, faz-me imensa confusão que se coloque tanto o foco no custo de Iker Casillas e haja o profundo desejo de classificar esta possível contratação quase como gestão danosa do FC Porto. Entretanto, o mesmo clube português comprou um jogador de qualidade, é certo, mas de mediatismo quase nulo e para uma posição onde até tem muitos e bons valores. Falo, obviamente, de Imbula, que custou 20 milhões de euros, que ocupará o espaço de promessas lusas, e que não está a merecer metade da indignação generalizada.

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William mostra-se cansado

William mostra-se cansado

No rescaldo do Inglaterra-Portugal (0-1), a contar para a primeira jornada do Campeonato da Europa de sub-21, choveram elogios nas redes sociais à exibição de William Carvalho, sendo que a maior parte das mesmas foram oriundas precisamente das Ilhas Britânicas.

Frases como: “Porque é que ainda ninguém pagou todo o dinheiro pelo William Carvalho”; “William Carvalho esteve acima de qualquer outro médio no relvado”; “William é uma besta”; “William é um monstro” ou “Espero que alguém do Manchester United tenha visto o jogo com um cheque na mão e preparado para pagar o que for preciso para comprar William Carvalho” foram elucidativas da forma entusiástica como foi recebida a exibição do jogador do Sporting, mas o curioso é que este esteve longe daquele que é o seu melhor nível.

Aliás, em Portugal, onde muito melhor se conhecerá as qualidades de William Carvalho, até se assistiu ao fenómeno inverso, com os principais jornais desportivos a classificarem a exibição do “seis” com notas bastante fracas, na minha opinião também de forma exagerada, uma vez que o desempenho do internacional português não mereceu a histeria inglesa, mas também dispensava o desdém luso.

É notório que William Carvalho, depois de uma época em que fez 42 jogos pelo Sporting e mais uns quantos pelas selecções portuguesas se encontra fatigado e isso, num jogador que já não é propriamente rápido ou intenso, acaba por notar-se ainda mais, prejudicando o aparecimento daquilo que são as principais valências do médio-defensivo.

Afinal, sendo inegável que “Sir William” poderia e deveria ganhar intensidade de jogo, é igualmente um facto que o jovem de 23 anos apresenta valências fantásticas para a sua posição, nomeadamente ao nível do superior posicionamento, excelente visão de jogo, boa técnica individual e inteligência na antecipação e no desarme.

Continuando a progressão e mantendo uma consistência exibicional ao nível de 2013/14 (ele caiu um pouco na transição de Leonardo Jardim para Marco Silva), penso que não há quaisquer dúvidas que William Carvalho será um jogador que justificará a tal proposta milionária desejada por Bruno de Carvalho e que será certamente superior a 35 milhões de euros.

Agora, há que dizê-lo com frontalidade: Este William, o do Europeu de sub-21, está longe de ser o melhor William. E se alguns clubes ingleses estão mesmo dispostos a aproximarem-se dos 45 milhões de euros da cláusula de rescisão pelo seu desempenho nessa prova, nem quero imaginar o que estariam dispostos a oferecer caso vissem o internacional português no auge das suas capacidades.

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Djuricic é um

Djuricic é um “dez” de grande qualidade

Entre os vários futebolistas que passaram pelo Benfica na “Era Jesus”, existiram dois que foram essencialmente prejudicados pela posição no terreno onde desenvolvem o seu futebol e não tanto pela sua qualidade intrínseca, mais concretamente os médios-ofensivos: Filip Djuricic e Bernardo Silva.

Actuando o internacional sérvio e o internacional português numa posição que não encontrava eco nas ideias tácticas de Jorge Jesus, foi sem surpresa que não conseguiram encontrar o seu espaço no onze, sendo que o primeiro ainda foi testado pelo técnico português como ala-esquerdo em 2013/14, mas sem sucesso.

Entretanto, Bernardo Silva já encontrou um novo rumo para a sua carreira, tendo saído em definitivo para o Mónaco, onde, sob o comando de Leonardo Jardim, terminou a última temporada com 45 jogos oficiais e dez golos apontados. Quanto a Filip Djuricic, esse andou na última época entre empréstimos ao Mainz e Southampton, jamais se adaptando na plenitude a campeonatos que não parecem talhados para um futebol rendilhado que exige alguma liberdade táctica.

Certo, de qualquer maneira, é que a qualidade que o internacional sérvio apresentava na Eredivisie continua bem viva, como ainda ontem se pôde verificar no duelo entre a sua selecção de sub-21 e a congénere da Alemanha (1-1), em que Djuricic marcou um golo de antologia pela formação balcânica.

É necessário, contudo, colocá-lo na tal posição que o seu futebol exige, sendo que acredito que Djuricic poderia adaptar-se na plenitude ao nosso campeonato, que, como se sabe, sempre permitiu grande brilho a jogadores com as características do sérvio, ou seja, um “dez” puro para jogar nas costas de um ponta de lança.

Essa janela de oportunidade, aliás, até poderia agora abrir-se com a saída de Jorge Jesus para o Sporting, ainda para mais porque não acredito que Rui Vitória abdique de actuar com três jogadores no miolo do meio-campo, mesmo que isso possa apresentar um problema para Jonas, que rende mais com companhia no eixo do ataque, ao invés de num sistema 4x2x3x1 ou 4x3x3.

O “problema” é que, acreditando na imprensa turca, Filip Djuricic já se preparará para novo empréstimo, desta feita aos turcos do Trabzonspor, não merecendo sequer a oportunidade de fazer a pré-época e tentar convencer Rui Vitória a integrá-lo no plantel encarnado.

Ora, se a ideia do ex-treinador do Vitória de Guimarães passar pela manutenção de um esquema com dois pontas de lança e apenas dois elementos no miolo, ainda compreendo esta decisão da SAD do Benfica, mas, se a aposta passar pelo tal esquema 4x2x3x1/4x3x3, esta cedência promete ser uma má decisão de mercado. É que, na posição “dez”, os encarnados não têm ninguém nos seus quadros com a qualidade de Filip Djuricic.

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Uvini não tem o perfil que os leões necessitam

Uvini não tem o perfil que os leões necessitam

A chegada de Jorge Jesus ao comando técnico do Sporting parece trazer consigo uma mudança de paradigma no ataque ao mercado dos verde-e-brancos, que, em 2014/15, privilegiaram a contratação de jovens promessas.

Afinal, para a actual temporada, a ordem expressa parece passar essencialmente por contratações criteriosas e que obedeçam, acima de tudo, a dois pontos essenciais: experiência e capacidade de entrar imediatamente no onze verde-e-branco.

Ora, nesse seguimento, quero acreditar que o rumor de mercado: Bruno Uvini (Nápoles), não passará disso mesmo, uma vez que o brasileiro de 24 anos representa tudo aquilo que o Sporting já tem à catadupa, ou seja, um perfil de jovem promissor, mas ainda à espera de uma explosão definitiva.

O que o Sporting precisará é de outro defesa-central experiente que possa fazer dupla com Ewerton (nem equaciono a possibilidade dos leões não accionarem o direito de opção), ficando depois Paulo Oliveira (3.ª opção) e Tobias Figueiredo (4.ª opção), que naturalmente estão em diferentes fases evolutivas, como opções secundárias para o eixo.

É que, ainda para mais, Bruno Uvini, que em tempos já foi visto como um das grandes promessas do futebol brasileiro, pouco tem jogado nos últimos anos, sendo sintomático lembrar que, desde 2010, o campeão do Mundo de sub-20 soma apenas 25 jogos oficiais pelos clubes que representou nesse mesmo período.

Assim sendo, estarei muito mais inclinado para acreditar que será, de facto, Bruno Alves (Fenerbahçe) o verdadeiro alvo da estrutura técnica agora comandada por Jorge Jesus.

Afinal, será um jogador com essa experiência e qualidade comprovada que poderá dar o salto qualitativo e a voz de comando que o Sporting tanto precisa para o seu eixo defensivo. E se Vítor Pereira se recusar a abdicar do internacional português, a alternativa terá sempre de passar por outro alvo com o mesmo perfil e nunca por um qualquer Uvini desta vida.

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